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Ralf no Corinthians. Repatriar vencedores em fim de carreira, vale a pena?
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Alexandre Praetzel

O Corinthians anunciou a contratação de Ralf, por duas temporadas. O jogador foi muito vitorioso pelo clube, na sua primeira passagem, e agora retorna aos 34 anos, depois de um período na China. Quando saiu, Ralf pensou na parte financeira. Agora, sem propostas, aceitou voltar ao Corinthians. Se junta a Emerson Sheik e Jadson, como atletas que ganharam tudo e passam a ser solução novamente. Neste caso, Jadson deu certo. Foi campeão paulista e brasileiro, em 2017.

A maioria volta perto do final da carreira e não consegue ter o mesmo desempenho porque o tempo passa, os elencos se renovam e a concorrência aumenta. São caros também porque colocam a história vencedora no contrato. Hoje, Ralf é reserva de Gabriel e Emerson Sheik, de Clayson e Romero. A idolatria não diminui, mas a resposta em campo pode não acontecer.

Relembrando um passado recente, cito alguns exemplos positivos e negativos sobre o mesmo assunto.

No Inter, o falecido Fernandão voltou como dirigente e não deu certo. Alex foi recontratado e caiu para a Série B. Rafael Sóbis brigou com parte da torcida. Daniel Carvalho não jogou. Nilmar só ganhou o Gaúcho.

No Palmeiras, Evair foi campeão da Libertadores, em 1999, depois de ter ganho o bi paulista e brasileiro, em 93 e 94.

No Grêmio, Renato Portaluppi foi mal, em 1991.

No São Paulo, Kaká ajudou o tricolor a chegar à Libertadores, em 2014. Lugano praticamente não foi aproveitado e virou integrante da diretoria.

No Flamengo, Juan está dando conta do recado, perto dos 39 anos.

No Cruzeiro, Henrique saiu para o Santos e voltou para ganhar títulos novamente.

No Santos, Robinho foi campeão nos dois retornos, valendo cada centavo. Gabriel já fez dois gols em dois jogos e ainda é muito jovem. Um caso diferente. O lateral Léo foi vencedor nas duas passagens.

Nenhuma garantia de que os repatriados darão certo, mas conhecem o clube e respeitam as trajetórias de todos. Obviamente, serão cobrados pelo custo-benefício. Afinal, as conquistas ficam para os museus e prateleiras. Sempre valerá a entrega e as atuações dentro de campo.

 

 


Corinthians recusa empréstimo de dois jogadores para o Atlético-PR
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Alexandre Praetzel

O Atlético-PR aproveitou o jogo-treino contra os reservas do Corinthians para tentar a contratação de dois jogadores: o meio-campo Camacho e o atacante Lucca. O técnico Fernando Diniz tinha Camacho como líder do bom time do Audax, vice-campeão paulista em 2016, além de gostar muito do futebol de Lucca.

O blog fez contato com o diretor de futebol do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, a respeito da possibilidade de empréstimo para o Furacão. “Não. Nesse momento, diria que sem chances”, afirmou Duílio.

Camacho renovou contrato com o Corinthians, até 2020. Na atual temporada, Camacho disputou três partidas. No total, desde 2016, fez 69 jogos e marcou um gol.

Lucca voltou aos planos do técnico Fábio Carille, mas também só fez três jogos. Teve boa passagem pela Ponte Preta, em 2017, e foi reintegrado pela comissão técnica.

Se não pretende se desfazer de ninguém, o Corinthians segue no mercado atrás de reforços. A prioridade é a vinda de um atacante de área.


Vasco tenta a contratação de Giovanni Augusto
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Alexandre Praetzel

O Vasco está tentando contratar Giovanni Augusto, meia do Corinthians. A diretoria enviou uma proposta ao presidente Andrés Sanchez, por um empréstimo até o final do ano. Giovanni está treinando normalmente no Corinthians, mas não vem sendo aproveitado pelo técnico Fábio Carille.

Giovanni Augusto chegou ao Corinthians, no início de 2016, a pedido do então técnico Tite. Desembarcou no clube com um grande salário, pelo bom desempenho anterior no Atlético-MG. No Corinthians, não conseguiu repetir as atuações e foi mais reserva do que titular, apesar de ser campeão brasileiro e paulista, em 2017.

No ano passado, Giovanni recusou uma troca por Valdívia, do Inter, preferindo permanecer e tentar reaver seu espaço na equipe. Não conseguiu. Agora, colocado em disponibilidade, a tendência é que mude de ares.

O meia já disputou 74 partidas pelo Corinthians, com sete gols marcados. Tem contrato até dezembro de 2019.


Eleição no Corinthians. Tuma ganhou nas entrevistas. Ezabella é o futuro
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Alexandre Praetzel

O Corinthians escolhe seu novo presidente para o próximo triênio, neste sábado, com a projeção de cerca de três mil votantes. Cinco candidatos concorrem ao cargo, em susbtituição a Roberto de Andrade. O atual mandatário foi bem no futebol, com dois títulos brasileiros e um paulista. Sua gestão foi marcada por algumas polêmicas, como o pedido de impeachment por parte de alguns conselheiros. Roberto passou ileso em fevereiro de 2017 e o time ajudou muito com as conquistas importantes. Resultados de campo encobrem muitos erros.

Roberto vai apoiar o ex-presidente Andrés Sanchez. Andrés comandou o Corinthians de 2007 a 2011 e foi o mentor da regra de um mandato de três anos, sem possibilidade de reeleição. Agora, pretende voltar ao poder. Seus adversários são Antonio Roque Citadini, Paulo Garcia, Romeu Tuma Jr. e Luiz Felipe Ezabella.

Participei de entrevistas com os cinco candidatos. Minhas impressões foram as seguintes:

Citadini tem experiência no clube e foi um bom vice-presidente de futebol. Perdeu por pouco para Roberto de Andrade, na eleição anterior. O problema é que se ganhar, pode não levar, pela sua função no Tribunal de Contas de São Paulo, exercendo cargo público.

Paulo Garcia tem história no Corinthians. A Kalunga, empresa da família, foi uma das primeiras patrocinadoras do time. Sempre quis ser presidente e quer se dissociar do irmão Fernando, empresário de jogadores e com forte entrada no clube. Assumiu que pagou do próprio bolso as dívidas de alguns sócios inadimplentes. Isso foi grave.

Romeu Tuma Jr. foi o único que apresentou um plano de gestão com metas estabelecidas e propostas para todas as áreas do clube. Se destacou nas entrevistas, mas cometeu um deslize, ao dizer que pretende dar calote na dívida do estádio, caso não haja um acordo com a Caixa Econômica Federal. Ele diz que foi mal interpretado e que o estádio foi construído para não ser pago.

Ezabella foi ponderado e mostrou bastante conhecimento sobre a instituição. Rompeu com o grupo de Roberto e Andrés e promete uma gestão transparente e equilibrada. Tem 39 anos e surge como nome para o futuro.

Andrés foi mais do mesmo. Respondeu a todas as perguntas com justificativas antigas. Não vê problemas com o estádio e nem com as finanças do clube. Diz ter certeza de que a Lava-Jato não o ameaça. Duílio Monteiro Alves será o homem forte do futebol. Para muitos, é considerado o favorito, mais pelo seu passado. Deixou claro que se ganhar, deixará a política.

Que o Corinthians possa viver um ambiente pacífico e democrático. Os candidatos admitem que o Corinthians perdeu credibilidade, recentemente, e precisa retomá-la com urgência. A questão financeira também é apontada como um desafio para o próximo mandatário.

A conferir.

 


Títulos não acomodaram o Corinthians. Disciplina tática é mantida
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Alexandre Praetzel

Trabalhei em Corinthians e São Paulo, no Pacaembu. Jogo bom na quarta rodada do Campeonato Paulista, num ano que começou com apenas 13 dias de treinos. O Corinthians saiu ganhando com um minuto de partida, numa jogada bem trabalhada e com facilidade para envolver o São Paulo. Juninho Capixaba, que chegou há poucos dias, teve participação importante no lance.

É isso que eu gostaria de destacar. O Corinthians negociou Guilherme Arana e Jô, baixas técnicas consideráveis, mas não perdeu sua disciplina tática. Juninho Capixaba ainda está se entrosando defensivamente e Kazim nunca chegará ao nível de Jô, mas trava as subidas dos zagueiros e ajuda na recomposição do time. O Corinthians levou o gol de empate numa jogada com mérito do São Paulo. Depois, fez o segundo gol em cabeceio de Balbuena, sozinho na área adversária, em lance repetido de outros jogos.

Com a vantagem, o Corinthians deu a bola para o São Paulo no segundo tempo e se recolheu. O tricolor teve duas chances nas costas de Juninho, mas em nenhum momento pareceu que conseguiria o empate. O Corinthians sabe jogar em vantagem, esperando o erro adversário. Já venceu assim em várias oportunidades. E compete os 90 minutos.

Romero é um faz-tudo, mesmo que não tenha qualquer brilhantismo técnico. Corre, marca, faz um dois com Fágner e ainda confere seus golszinhos. Virou um nome importantíssimo no esquema de Carille. Claro que muita gente torce o nariz para o jeito corintiano de jogar, mas é inegável que a equipe tem um estilo difícil de ser enfrentado. Ter posse de bola e rodar a bola, não significa muita coisa contra o Corinthians. As linhas e os posicionamentos defensivos são competentes e todo mundo trabalha. É preciso ter um driblador para romper a parede e criar algum aborrecimento aos corintianos. É verdade que o Corinthians perdeu para a Ponte Preta, no primeiro confronto da temporada, mas foi muito melhor e ainda desperdiçou um pênalti. O placar não refletiu os desempenhos.

Acho difícil o Corinthians ser bicampeão brasileiro, por exemplo, pelo equilíbrio do nosso futebol. Na Libertadores da América, existem adversários melhores, tecnicamente. Agora, em termos táticos, a postura segue a mesma de 2017. Com zero de acomodação, mesmo após duas conquistas importantes. Isso não é fácil de administrar. Mérito para a comissão técnica, liderada por Fábio Carille.

Certamente, continuará sendo uma parada dura para derrotá-los. Vamos conferir.


Corinthians e São Paulo será um bom jogo
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Alexandre Praetzel

A quarta-feira nos deu a possibilidade de assistir os dois jogos envolvendo Corinthians e São Paulo, na terceira rodada do Campeonato Paulista. E com duas vitórias em condições diferentes para as duas equipes.

Primeiro, o Corinthians venceu a Ferroviária por 2 a 1, de virada. Fez um primeiro tempo razoável, acertou a trave uma vez, mas levou um gol de cabeça, num ataque bem organizado do time de Araraquara. Na segunda etapa, prevaleceu a maior qualidade técnica e tática corintiana, com Maycon, Clayson e Balbuena comandando a vitória. O Corinthians esteve longe do brilhantismo, mas sua consistência supera muita coisa, na hora da pressão. Entra jogador e sai jogador, o grupo já assimilou bem um modelo de atuação e não se desespera, quando está atrás. Mérito de Fábio Carille, que dá importância a todos do elenco. Completo, ainda que não tenha encontrado um substituto para Jô, o Corinthians é um bom time.

Depois, vi o São Paulo vencer o Mirassol por 2 a 0, nos últimos sete minutos. Justiça seja feita, o São Paulo jogou bem e merecia ter marcado um gol com antecedência. Foi insistente, tocou a bola com calma e criou chances de gols. A ansiedade, atrapalhou em alguns momentos. Diego Souza fez um gol de posicionamento e boa conclusão. Em seguida, Marcos Guilherme fechou a conta em bom contra-ataque da equipe. Não foi um desempenho magistral, mas mostrou um time comprometido e competitivo, querendo dar fim ao jejum de gols e lutando para conquistar a primeira vitória do ano.

Agora, teremos Corinthians e São Paulo, neste sábado, no Pacaembu. Uma rivalidade que se acentuou com os três títulos brasileiros do São Paulo e foi respondida pelo Corinthians, com as grandes conquistas da década. Não vai interessar para o torcedor que seja apenas a quarta rodada e que estejamos em início de temporada. O clássico será disputado e com bons nomes em campo.

Quem ganhar, passará uma semana bem tranquila. Quem perder, dará explicações e pode desarrumar a casa. O Corinthians é favorito por 2017 e pelo início de 2018, mas o São Paulo nunca pode ser menosprezado, mesmo que tenha um elenco inferior.

A conferir, e tomara, com grande público no Pacaembu.


Uma renda do Palmeiras superou 12 jogos do Carioca. E poucos se mexem
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Alexandre Praetzel

Os Campeonatos Estaduais não têm atraído bons públicos nos últimos anos, salvo jogos decisivos e com estreias de reforços nas equipes. Passadas duas rodadas, tivemos o Carioca com R$ 561.332,00 arrecadados em 12 jogos disputados, com renda média de R$ 46.777,00. Valores ridículos, com Flamengo(reservas), Fluminense(um jogo de reservas), Botafogo e Vasco presentes. E o presidente da Federação Carioca, Rubens Lopes, enche a boca para elogiar o torneio.

Em São Paulo, há as exceções de Palmeiras e Corinthians, nos últimos anos. O Verdão tem ampliado sua vantagem financeira pela ótima parceria no Allianz Parque. Recebeu 31.678 pagantes para R$ 1.917.947,00, frente ao Santo André. Um jogo só do Palmeiras arrecadou mais que três vezes o valor total do Estadual do Rio de Janeiro. Ticket médio de R$ 60,54. Um abismo que será aumentado a cada ano. Uma diferença impressionante.

No Pacaembu, o Corinthians levou 19.622 pagantes para R$ 677.537,00, diante da Ponte Preta. Média de R$ 34,52.

Cruzeiro e Tupi teve 33.187 pagantes para R$ 529.917,00. Média de R$ 15,96.

Inter e Veranópolis recebeu 12.649 pagantes para R$ 538.540,00. Média de R$ 42,57.

São Paulo e Novorizontino teve 17.171 pagantes para R$ 411.131,00. Média de R$ 23,94.

Na Vila Belmiro, Santos e Bragantino apresentou 7.508 pagantes para R$ 223.615,00. Média de R$ 29,78.

Antigamente, nas décadas de 70 e 80, os anúncios das rendas eram esperados com expectativas para saber quanto o clube ganharia. Não havia tanta preocupação com segurança e conforto, os estádios recebiam muito mais gente e os clássicos ficavam abarrotados. Só que era mais barato assistir futebol e não havia a concorrência da TV.

Hoje, a frequência de público se tornou fonte importantíssima de renda. O chamado “Match Day” precisa ser importado da Europa com bons jogos e respeito ao associado e torcedor. Alguns clubes já se deram conta. Outros, seguem não ligando para o assunto.

Num país, onde o Maracanã está mais para “elefante branco” e “caldeirões” com dez mil pessoas são defendidos para times grandes, a tendência é vermos “donos” de suas casas abrindo vantagem e tendo consequências dentro de campo. É esperar para ver.

 


O erro dos candidatos do Corinthians sobre o patrocínio do Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Estou participando das entrevistas com os candidatos à presidência do Corinthians, no programa “+90” dos canais Esporte Interativo, nesta semana. Entre tantas questões formuladas, as respostas sobre patrocínio são interessantes e equivocadas, principalmente, quando eles fizeram uma comparação com o Palmeiras.

Na avaliação dos candidatos, o Corinthians precisa de marcas fortes e com credibilidade no mercado. Não pode ser um “Outdoor” ambulante, com diversas empresas menores, ocupando os espaços da camisa e sem valores divulgados. Também concordo.

Agora, todos os presidenciáveis cutucaram a parceria Palmeiras/Crefisa, com frases como:

“O Palmeiras vive de favor para a Crefisa”.

“Se a Crefisa sair do Palmeiras, eles quebram”.

“Queremos um patrocínio diferente, não isso aí que a Crefisa faz com o Palmeiras”.

“O papel da Crefisa ultrapassa uma parceria. É uma associação política também, que envolve o Conselho do Clube”.

Respeito todas as opiniões sobre o assunto, mas a Crefisa hoje é responsável por 22% da receita total do Palmeiras. Se a empresa deixar o Palmeiras, o Clube não vai quebrar. Chamo a atenção para o erro de avaliação dos dirigentes rivais do Palmeiras. O alvi-verde está abrindo uma distância financeira não só pela Crefisa, mas com uma gestão no todo. O Allianz Parque quase sempre cheio, o sócio Avanti com bons números, o recebimento de cotas de TV nos prazos corretos, além de um elenco forte que pode gerar lucro com vendas de atletas, também. É preciso reconhecer a competência do adversário e tentar igualar, fora de campo.

Nos resultados do futebol, o Corinthians é o time da década. Esse sucesso precisa ser estendido para quem comanda a instituição.

O Corinthians tem as maiores cotas de TV(várias já antecipadas), um estádio com uma grande torcida(sem as bilheterias), o plano “Fiel Torcedor”(um sucesso também), mas os candidatos deixaram bem claro a situação financeira difícil, para os próximos anos.

Então, ao invés de alfinetar o tradicional rival, seria melhor pensar no futuro corintiano, e quem sabe, num grande parceiro. Porque, pelas declarações de todos, quem assumir o Corinthians, não terá vida fácil pela frente.

Não é achismo, nem anti-corintianismo. Isso é para os extremistas. É a realidade pura. Os “inimigos” também têm boas ideias e bons exemplos.


Paulistão é mais necessidade para Palmeiras e São Paulo
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Alexandre Praetzel

Sou do tempo que um Estadual valia bastante. Os campeonatos eram cheios de fases classificatórias e uma etapa final para decidir quem seria campeão. Os clássicos mobilizavam torcedores e jogadores. Como gaúcho, uma frase do zagueiro Mauro Galvão, atuando pelo Inter, em 1983, representava o tamanho da rivalidade Grenal. O Grêmio foi campeão do Mundo e Mauro Galvão disparou essa: “Eles podem ter ganho o Mundial, mas aqui no RS quem manda somos nós”, resumindo a importância da competição local.

Os tempos mudaram e os títulos nacionais e internacionais ficaram a léguas de distância em relação aos Estaduais. Os grandes clubes aumentaram demais a diferença financeira e um time menor precisa de uma epopéia para bater campeão. Hoje, viraram uma pré-temporada para as equipes de elite e um moedor de técnicos, para quem perde. O Palmeiras teve consequências depois de ser eliminado para a Ponte Preta, na semifinal, em 2017.

Por isso, no caso do Paulistão, vejo Palmeiras e São Paulo com mais necessidade para priorizar a competição, em relação a Corinthians e Santos.

O Palmeiras não ganha desde 2008 e hoje é muito superior nos investimentos e na formação do elenco. Não disputar a final novamente, pelo terceiro ano consecutivo, certamente será um fracasso. Por isso, é evidente que o Palmeiras vai tratar o campeonato com muito mais atenção, mesmo tendo a Libertadores da América, a partir de março. Roger Machado sabe disso.

O São Paulo não conquista o título, desde 2005. São 12 anos de jejum. Não conseguiu nem chegar à decisão. Parou nas semifinais. Em alguns anos, o Paulistão foi menosprezado pelos dirigentes tricolores porque o São Paulo ganhava o Brasileiro e participava da Libertadores, seguidamente. O quadro mudou e não deixa de ser um vexame, nos dias atuais. O São Paulo só terá o Paulista e as duas primeiras fases da Copa do Brasil, até o início do Brasileiro. Dorival Jr. dará mais importância ao torneio, mesmo que escale reservas na abertura, nesta quarta-feira.

O Corinthians é o atual campeão e criou gordura gigantesca com o Brasileiro. Se não levar o bicampeonato, não terá grandes cobranças.

O Santos venceu sete edições de 2006 a 2017, com nove finais disputadas(em 2006, havia pontos corridos). Tem  lastro e a torcida clama por conquistas maiores. Jair Ventura começará o trabalho com um time inferior tecnicamente.

Óbvio que é bom ganhar tudo. O Paulistão pode ser a salvação, caso fique como único troféu na prateleira, ao final do ano. Partindo do zero, Palmeiras e São Paulo enxergam a disputa com mais carinho e dedicação, sem dúvida.


Lucca joga mais que Henrique Dourado e Gilberto
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Alexandre Praetzel

O Corinthians está atrás de um substituto para Jô, negociado com o Nagoya Grampus do Japão. Júnior Dutra foi contratado do Avaí, mas faz uma função diferente. Ontem, Henrique Dourado e Gilberto foram colocados como possíveis reforços.

Henrique deixou claro que pretende sair do Fluminense e o Corinthians surge como candidato, ainda que o presidente Roberto de Andrade tenha afirmado que o clube desistiu do jogador. Em 2017, Henrique foi o goleador do Brasileiro ao lado de Jô, com 18 gols marcados. Na temporada, fez 32 gols em 59 partidas pelo tricolor carioca, numa formação ofensiva. Só que R$ 8 milhões por 50% dos direitos econômicos, me parece demais.

Gilberto está livre no mercado e sofre forte rejeição da torcida corintiana por um episódio de quase sete anos atrás. Em 2011, Gilberto surgiu bem no Santa Cruz-PE e apalavrou um acordo com o Corinthians. Próximo da assinatura do contrato, Gilberto recebeu uma oferta financeira superior do Inter e desembarcou em Porto Alegre. A atitude revoltou Andrés Sanchez, presidente do Corinthians naquele ano, gerando uma antipatia geral. É difícil que ele seja contratado.

Agora, acho que nenhum dos dois joga mais que Lucca. Mesmo que tenham características diferentes, Lucca poderia ser um falso 9. Tem boa técnica, posicionamento e capacidade de conclusão. Lucca chegou no segundo semestre de 2015 e ajudou o Corinthians a ser campeão brasileiro. Tanto que Tite pediu sua aquisição em definitivo. Depois, assinou por quatro anos e não repetiu as boas atuações.

Emprestado à Ponte Preta, disputou 61 partidas e anotou 24 gols. Foi vice-campeão paulista jogando bem. Caiu com a Ponte para a Série B, mas foi o melhor do time, sem dúvidas. Receberá oportunidades de Fábio Carille e pode voltar a ser muito útil para o Corinthians. Pertence ao clube e custará bem menos que outros atletas. Acho que falta um pouco de boa vontade com Lucca. Não que ele seja um monstro, mas na bola, supera muitos concorrentes.

Hoje, vejo Lucca maior que Henrique Dourado e Gilberto, antes da vinda de uma reposição ideal para Jô.