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Volante do Bahia admite interesse do Corinthians para 2018
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Alexandre Praetzel

O volante Renê Júnior pode ser reforço do Corinthians, em 2018. O blog apurou que o jogador pode ser opção para o elenco na próxima temporada. Renê Júnior já teve outras oportunidades para atuar no clube, mas as negociações acabaram não dando certo. Fernando Garcia, empresário com relação muito próxima da diretoria corintiana, cuida da carreira de Renê Júnior. O blog conversou com Renê Júnior, após o empate do Bahia com o Palmeiras, no Pacaembu. Confira a seguir.

Você está sabendo do interesse do Corinthians no teu futebol para 2018?

Cara, graças a Deus, estou fazendo um ano bom, um campeonato bom. Eu escutei sim, falar do interesse do Corinthians, mas escutei também do interesse de outras equipes. Vou esperar acabar o campeonato, para ver o que eu vou resolver da minha vida, até porque já tive outras vezes para ir para o Corinthians, outras três vezes, não deu certo e a gente procura ter o pé no chão, focar no Bahia, com contrato até o final do ano, focar nosso máximo, que no final do ano espero decidir nossa vida com o melhor caminho.

Não seria surpresa, então, vê-lo com a camisa do Corinthians, ano que vem?

Não, não sei, foi o que você falou. O Corinthians eu tenho acompanhado, assim como outras equipes. Não tenho nada certo com o Corinthians, foi só mais baseando das outras vezes, que eu tive para ir para o Corinthians e não deu certo, mas tenho contrato com o Bahia ainda até o final do ano, vamos ver o que se resolve. A questão fora de campo, deixo para meus empresários que estão cuidando bem.

Como vocês estão esperando o Corinthians, líder contra uma equipe com novo treinador?

Demos uma vacilada contra o Palmeiras. Falo por mim no primeiro gol, mas fizemos um bom jogo, conseguimos empatar e tivemos chance de virar o jogo no final. Agora, não tem tempo para trabalhar, é só descansar. Carpegiani conseguiu impor um pouco do que ele quer, até porque teve uma semana livre. A gente espera dentro de casa, fazer um bom jogo, sabemos da qualidade do Corinthians, mas a gente precisa do resultado.

A mudança de técnico foi necessária, na opinião dos jogadores?

Foi o que eu falei em outros jogos, em outro tempo, quando demitiram o Jorginho, depois com o Preto. A gente sabe que isso aí independe da gente, se não tiver resultado, infelizmente cai para o técnico. Mas o Preto é um cara querido no clube, nós jogadores ficamos felizes que ele pode fazer parte da comissão técnica, que ele pode ajudar Carpegiani. O grupo recebeu o Carpegiani de braços abertos e a espera que ele possa fazer um grande trabalho no Bahia.

Dá para ganhar do Corinthians, mesmo com toda a força que o Corinthians está mostrando?

Acho que dá sim, até porque nossa equipe é forte em casa. Se a gente conseguir imprimir nosso ritmo de jogo. foi o que eu te falei, a gente sabe da qualidade do Corinthians, mas em casa a gente tem que jogar para vencer.

Renê Júnior está com 28 anos. Chegou ao Bahia, em 2016. Disputou 47 jogos e marcou cinco gols. Passou por Ponte Preta, Santos e futebol chinês. Além do Corinthians, o Inter, treinado por Guto Ferreira, também tem interesse no atleta.

O Bahia pega o Corinthians, domingo, em Salvador. O time é 14º colocado com 32 pontos, um acima da zona de rebaixamento.


Permanência de Pablo vira dúvida no Corinthians
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Alexandre Praetzel

A renovação de contrato de Pablo com o Corinthians, virou novela. Depois de tudo encaminhado, no meio do ano, uma postagem do empresário do jogador, nas redes sociais, azedou a relação. Na ocasião, Fernando César fez críticas à proposta dos dirigentes em parcelar luvas e comissão por mais de três anos. A atitude de Fernando desagradou a direção, congelando as negociações. O Corinthians precisa depositar o valor de três milhões de euros ao Bordeaux da França, para contratar o atleta, até o dia 31 de dezembro.

O blog fez contato com Fernando César, que não quis conceder entrevista, apenas ressaltando que tudo depende do Corinthians, com um acordo de quatro anos e meio encaminhado, válido a partir de 01 de julho. Se o Corinthians não pagar, Pablo voltará para o Bordeaux. O zagueiro e seu empresário negam que já exista um pré-contrato encaminhado com outro clube brasileiro. O Flamengo seria um interessado para 2018.

Pablo foi enfático e colocou uma previsão para definir o assunto. “Não conversamos mais sobre isso. Temos mais dois ou três meses ainda até o final do contrato. Acho que vamos, talvez, definir até o final do contrato, mesmo”, afirmou.

Talvez, palavra do zagueiro. Pelo que o blog apurou, no início de outubro, deve haver uma reunião para encerrar a questão. Hoje, a tendência é não renovar, também pela situação financeira delicada do clube.

Pablo tem 26 anos. Disputou 43 jogos e marcou dois gols.


Roberto de Andrade vê legado positivo e promete apoiar Andrés
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Alexandre Praetzel

Roberto de Andrade está no seu último ano de gestão como presidente do Corinthians. O mandatário corintiano pode fechar o seu ciclo com dois títulos brasileiros e um paulista, em três anos. No entanto, pede cautela com os próximos jogos, acreditando que a queda técnica do time faz parte do futebol. Em entrevista exclusiva ao blog, Roberto admite que não esperava um sucesso tão grande dentro de campo, espera deixar o clube em melhor situação financeira e garante apoio a Andrés Sanches, caso ele seja o candidato da Situação, em fevereiro de 2018. Confira a seguir.

Corinthians com título bem encaminhado para o Sr.?

Olha, não dá para frisar, nem afirmar que será campeão. Está muito bem encaminhado, concordo, mas faltam ainda diversos duelos pela frente. Todos os jogos são difíceis como esse do São Paulo. Conseguimos um ponto fora, importantíssimo. É continuar trabalhando.

O time teve uma queda técnica?

Não, acho que não. São circunstâncias de cada jogo. Os adversários também se preparam melhor para enfrentar o Corinthians, acredito eu. Vai aprendendo a forma de marcar. Isso dificulta um pouco. Enfim, faz parte.

Se houvesse árbitro de vídeo, o resultado seria outro?

Eu acho que sim. Nessa soma de erros, pelo menos no que a minha mente lembra, nós tivemos dois jogos que seriam seis pontos, mesmo que você tire o do Vasco, que teria anulado, teríamos um saldo positivo de três pontos. Ajudaria.

Árbitro de vídeo é uma necessidade?

Eu acho que sim. Eu acho que a polêmica no futebol não vai acabar com o árbitro de vídeo, até porquê não serão todos os lances que serão submetidos ao árbitro de vídeo. Mas aqueles lances cruciais que mudam o resultado do jogo, acho que vão ajudar bastante.

O Sr. está indo para o final da sua gestão. Imaginava que pudesse ganhar dois brasileiros e um Paulista, em três anos?

Lógico que não, mas todo o time que entra em campo, entra para ganhar. O Corinthians não é diferente disso. Todos os anos, desacreditado por vocês, desde 2015, o Corinthians chegou em 2015 e se Deus quiser, vamos chegar agora também em 2017. Está bom, o saldo é positivo.

Como o Sr. resume sua gestão em todos os sentidos?

Acho que pelas circunstâncias do país, pelas dificuldades financeiras que a gente enfrenta, com tudo, considero muito boa.

O Sr. vai deixar um bom legado financeiro?

Acho que legado não. Acho que uma situação financeira melhor do que estava. Por tudo, como eu já disse, o balanço é bastante positivo.

Andrés Sanches será candidato à presidência? O Sr. pretende apoiá-lo?

Até agora, não está definido, mas acredito que sim. Lógico que vou apoiar o candidato do meu grupo. Se for o Andrés, sem problema.

Os candidatos de oposição são bons? Eles têm alguma chance?

Acho que todos têm chances. Por enquanto, não tem nenhuma candidatura oficializada, então não dá para a gente falar em quem serão os adversários. Todos reúnem possibilidades e chances, sim.

Corinthians mudará muito o elenco para 2018?

Não, ainda é cedo para a gente estar falando isso. Hoje, não existe nenhuma negociação em andamento, nada. Pode ser que a gente perca alguns atletas, mas não existe nada certo.

Roberto de Andrade foi diretor de futebol nas gestões de Andrés Sanches e Mário Gobbi. Passou por uma ameaça de impeachment, mas foi mantido no cargo, após vitória no Conselho Deliberativo. Na sua gestão, o Corinthians teve quatro técnicos: Tite, Cristóvão Borges, Oswaldo de Oliveira e Fábio Carille. Renovou com o último por duas temporadas.

 


Júnior Tavares reclama de falta de Rodriguinho e arbitragem no clássico
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Alexandre Praetzel

O empate entre São Paulo e Corinthians teve o segundo gol do São Paulo anulado por falta de Pratto em Cássio e um debate sobre o gol corintiano. Júnior Tavares protegeu a bola até a linha de fundo, mas Rodriguinho o desarmou, fez o cruzamento e no bate e rebate, Clayson chutou e marcou. Júnior Tavares reclamou muito de uma falta de Rodriguinho. O blog conversou com ele. Acompanhem.

Você acha que poderia ter jogado a bola para fora ou o Rodriguinho fez falta em você?

O lance quem decide sou eu. Eu estou ali dentro e estava com a bola controlada, ele acaba deslocando meu ombro e eu caio para fora do campo. Um árbitro que está ali na frente olhando o lance, não deu nada. Aí, fomos falar com ele e ele falou que não viu. Então, não sei porque esses árbitros de fora ficam ali para aconselhar, se eles estão no lance, falam que não vêem, mas como eu falei, é difícil ficar falando de árbitro, temos que fazer nosso trabalho.

Você é jovem. Esse momento serve para você simplicar em lances iguais, futuramente?

Não, cara. Como eu falei. Foi uma escolha minha. Eu poderia muito bem ter jogado a bola para fora, como o árbitro poderia ter olhado o lance também. A gente acabou falando com ele e ele disse que não olhou. Então, não sei o que ele está fazendo ali porque ele tem que cuidar do jogo. Posso até pegar um gancho se eu ficar falando de árbitro, é complicado.

Essa luta do São Paulo vai até o final?

A gente mostrou um time aguerrido, controlou a partida do início ao fim. A gente está botando uma nova cara de novo, as equipes estão respeitando o São Paulo de novo, a torcida vem nos ajudando. Então, é isso aí. Vamos melhorar bastante para sair dessa situação.

Júnior Tavares recebeu o terceiro cartão amarelo e cumprirá suspensão contra o Sport, no próximo domingo, no Morumbi.


O futebol merece um grande jogo entre São Paulo e Corinthians
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Alexandre Praetzel

São Paulo e Corinthians é o grande jogo da 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Estarei no Morumbi lotado e espero acompanhar um confronto interessante. O São Paulo apostando tudo no clássico, onde uma vitória o tira do Z4 e pode retomar a emoção da competição. O Corinthians com a possibilidade de aumentar a vantagem para os adversários e afirmar ainda mais a ótima campanha, além de deixar o rival em desespero.

Neste ano, houve quatro clássicos com duas vitórias do Corinthians e dois empates. No momento, em relação a times, vejo um certo equilíbrio por uma melhora coletiva tricolor e uma pequena queda técnica corintiana. Corinthians tem uma equipe bem definida. O São Paulo procura uma forma de jogar. Vamos as comparações, nome por nome. Meu critério é o que estão jogando agora.

Sidão    X    Cássio

Militão    X    Fagner  

Arboleda    X    Pablo

Rodrigo Caio    X    Balbuena

Júnior Tavares    X    Guilherme Arana

Petros    X    Gabriel

Gomez    X    Maycon

Hernanes    X    Rodriguinho

Cueva    X    Jadson

Marcos Guilherme    X    Romero

Pratto    X   

Dorival Jr.    X    Fábio Carille

Claro que o São Paulo pode vencer, mesmo tendo atletas jogando menos que a maioria dos corintianos. Hernanes está carregando o time e pode decidir num lance. O meia não estava em nenhum dos clássicos anteriores e tem bola para ser o protagonista. Do outro lado, Guilherme Arana sempre vira desafogo e Jô tem estrela diante dos principais adversários. São nomes fortes corintianos.

Espero que seja uma partida bem jogada, trabalhada, sem confusão. Parece que estou vendo o São Paulo tomando a iniciativa, indo para cima diante de um Corinthians fechado, esperando o bote para seus contra-ataques eficientes. E tem também a provável disputa entre Rodrigo Caio e Jô, depois do fair-play do zagueiro e da falta dele do atacante. É o tira-teima de um tema bastante discutível no futebol.

Não ficarei em cima do muro e palpitarei como de costume, mesmo que eu ache que vou errar: São Paulo 1 a 0. Ótimo jogo para todo mundo.


O que Jô dirá para Rodrigo Caio, no jogaço de domingo?
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Alexandre Praetzel

O “bom moço” X A “Lei de Jô”. Acho que é uma denominação que será lançada para projetar o clássico entre São Paulo e Corinthians, domingo, no Morumbi. De um lado, Rodrigo Caio, adepto do fair-play, o cara que salvou o próprio Jô da suspensão da semifinal do Paulista. Do outro, Jô, com o futebol recuperado no Corinthians e goleador do time no Brasileiro, mas detonado por muita gente por não admitir o gol de mão contra o Vasco, levando vantagem com a irregularidade.

Estarei no estádio e estou curioso para ver o encontro dos dois. O que Jô dirá para Rodrigo Caio? Nada? Pedirá desculpas? Só um aperto de mão trivial? A realidade é que a comparação ficou ruim para Jô. Rodrigo Caio foi cumprimentado por todo mundo pelo ato generoso e honesto. Isso ajudou até na sua convocação para a Seleção Brasileira, certamente. Jô ficou com a imagem de incoerente. Defendeu a postura de Rodrigo Caio, mas não conseguiu ter a mesma atitude do colega de trabalho. Esse duelo já turbina ainda mais o ambiente da partida. A disputa entre os dois será muito interessante. Rodrigo Caio mais motivado do que nunca e Jô podendo responder com gols.

O São Paulo joga para tentar sair do Z4 e atrapalhar a vida do Corinthians. O Corinthians joga para tumultuar ainda mais a vida do rival e disparar rumo ao título. Já foram vendidos mais de 40 mil ingressos. Que promessa de jogaço. E com vários motivos para ter todas as atenções da semana.


Corinthians sob dúvida pela primeira vez. E jogadores sentem
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Alexandre Praetzel

O Corinthians fez apenas três pontos em 12 disputados, no segundo turno do Brasileiro. É verdade que a diferença para o Grêmio continua em sete pontos, número ainda confortável, depois da queda de rendimento do tricolor gaúcho. Se é verdade que o Corinthians caiu de produção, a situação se repete com seu principal adversário.

Agora, é inegável que as coisas mudaram um pouco. No primeiro turno, o Corinthians não precisava jogar bem para ganhar. Se fechava e matava os jogos por uma bola, um contra-ataque ou nos erros das outras equipes. Venceu algumas vezes com eficiência nas chances criadas e com forte suporte defensivo. Nos últimos quatro confrontos, viu três times atuarem de forma parecida e perdeu três vezes. Na vitória sobre a Chapecoense, conseguiu os três pontos nos acréscimos, após um nível técnico muito ruim, nos 90 minutos.

Jogadores mudaram o discurso, claramente. Pressão, sopa para o azar, decepção, foram termos utilizados por alguns nomes importantes como Cássio, Jadson e outros integrantes do elenco. Com 50 pontos, ainda parece claro que o Corinthians é franco favorito para conquistar o título, mas o time passou de indiscutível a comum, em menos de 30 dias. E isso incomoda. Gera dúvidas. Alimenta debates e põe esperanças nos outros participantes, entregues ao pessimismo, a cada triunfo anterior corintiano.

As duas próximas rodadas falarão muito sobre o andamento da competição. O Corinthians terá Vasco em casa e o São Paulo, muito pressionado, no Morumbi. Se os comandados de Fábio Carille tropeçarem novamente, é bem provável que Grêmio e Santos se aproveitem e encostem. De ambiente tranquilo, o Corinthians sente na pele, pela primeira vez, uma sequência ruim e questionamentos que determinam uma reação. Se isso não acontecer, o Corinthians pode sim, ser o primeiro time a perder um campeonato virtualmente ganho como esse, na era dos pontos corridos. E isso era impossível de dizer, há 40 dias. O futebol é impressionante.


Bruno Henrique vê mais confiança no Palmeiras para alcançar seu ex-time
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras segue 14 pontos atrás do Corinthians, mas há otimismo de que uma reação espetacular pode acontecer no Campeonato Brasileiro. Os jogadores adotaram um tom positivo nas entrevistas, entendendo que o elenco palmeirense pode fazer a diferença. O blog conversou com Bruno Henrique, ex-atleta do Corinthians e hoje volante do Verdão, a respeito do momento da equipe e da tentativa de buscar algo maior na competição. Confira a seguir.

Você já passou pelo Corinthians. Achas que dá para buscar o Corinthians, 14 pontos atrás no Brasileiro?

Difícil, mas tudo pode acontecer. A gente já teve históricos de times, que quando largaram muito na frente, acabaram bobeando, com uma sequência ruim, e outros times acabam encostando. No futebol, nada é impossível. A gente sabe disso, mas está pensando jogo a jogo. Depois de dois, três resultados ruins, esse jogo com o São Paulo era importantíssimo para a gente poder dar sequência para o campeonato, dar confiança para nós e para os torcedores e fortalecer ainda mais nosso grupo. Então, a gente está focado e todo mundo ficou feliz com a vitória. A gente vai ter um tempinho agora para poder trabalhar e tem bastante coisa para a gente acertar.

Uma vitória num clássico serve para recolocar o time numa briga maior no campeonato?

Sim. Sabemos que o clássico é um jogo diferente, que te dá uma confiança a mais. Se você perde, fica um pouco mais difícil para trabalhar. Se você ganha, dá uma confiança a mais para o grupo. Foi um jogo onde quem entrou, deu uma resposta muito boa. Isso fortalece o grupo para a gente ter uma boa sequência, nesses 15 dias de trabalho.

Houve discurso interno de que o Brasileiro deveria ficar em segundo plano, em algum momento?

Não, não. Em segundo plano, não. Nós priorizávamos todas as competições em que estávamos disputando, principalmente, porque nosso elenco tem bastante jogadores. Infelizmente, saímos de dois campeonatos, com dois empates, nas penalidades, atípicos, que podem acontecer. Vínhamos fazendo um bom campeonato brasileiro, não estamos tão mal assim. Tivemos alguns tropeços duas, três rodadas atrás, que deram uma instabilidade pelo fato da desclassificação. Então, isso cria bastante dúvida, é normal no futebol. Não teve priorização nenhuma. A gente tem que vencer, independentemente do campeonato.

Na próxima rodada, o Palmeiras enfrenta o Atlético, em Belo Horizonte, enquanto o Corinthians pega o Santos, na Vila Belmiro. O Palmeiras está quatro pontos atrás do Grêmio, segundo colocado, e dois do Santos, terceiro colocado.


Tuma Jr. diz que é candidato. “Ninguém mais vai roubar o Corinthians”
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Alexandre Praetzel

Romeu Tuma Jr. será candidato à presidência do Corinthians. Aos 57 anos, o conselheiro revelou ao blog, o lançamento da sua candidatura para o próximo sábado, dia 19. Em entrevista exclusiva, Tuma Jr. revela seus planos para o clube, prometendo acabar com a falta de transparência nas gestões e na base corintiana (acusada de corrupção). Confira a seguir.

Por que o sr. quer ser presidente do Corinthians?

Me preparei durante anos para ajudar a construir um projeto que mude efetivamente o modelo de gestão no Corinthians. Não adianta mais mudar só nomes na administração, é preciso mudar a maneira de pensar o clube e a forma de agir dos dirigentes. O modelo de gestão, com um presidente centralizador que tutela as decisões, se esgotou e causa prejuízos irreparáveis ao clube, inclusive na área social que está abandonada. Ao ajudar a pensar nesse modelo de gestão democrática, várias pessoas entenderam, após inúmeras reuniões com postulantes ao cargo que nenhum provável candidato dito de oposição se pré-dispôs a mudar esse modelo presidencialista falido, por isso decidiram me confiar essa missão de comandar esse processo de mudança com o projeto participativo. É preciso um presidente que decida, mas tenha a capacidade de dialogar com todos, ouvir opiniões, aceitar sugestões, afinal as decisões afetam a nação corintiana, sejam elas boas ou não. Nesse sentido, por estar acostumado a trabalhar em equipe, por amar o clube e ver que estamos numa situação de alto risco com todos os problemas existentes, aceitei o desafio e a missão que me confiaram de pilotar esse movimento chamado Democracia Corinthiana Participativa.

Quais as ideias para o departamento de futebol?

Criaremos uma nova estrutura que integrará as diretorias de futebol profissional, de base, o feminino e o master, para que haja um planejamento estratégico, interação, acompanhamento e uniformização de procedimentos, com toda estrutura de apoio profissional isonômico. Já fui vice-presidente de futebol do Corinthians. Conheço bem essa área. Odirigente tem que se limitar às suas atribuições institucionais e às políticas administrativas. A questão tática e técnica é de exclusiva responsabilidade da comissão técnica. A diretoria impõe os parâmetros éticos e morais, discute o planejamento, estabelece os limites, cria estruturas, e no mais, dá a retaguarda.

Fábio Carille é o seu técnico?

Sem dúvida, apesar da atual diretoria não ter acreditado nele! Ele tem demonstrado uma capacidade de liderança impressionante. É um profissional estudioso, que tem mantido o grupo de atletas focado nos objetivos a que se propôs, deu qualidade técnica e tática ao elenco, enfim, faz um trabalho que deve ser respeitado, reconhecido e aplaudido.

Como pretende lidar com a situação do estádio?

Resolver definitivamente o imbróglio que criaram para o clube, que hoje não é dono do estádio e nada arrecada com ele, pior que isso, ainda gasta. Temos que mostrar que o Corinthians foi vítima de um esquema criminoso que se utilizou de seu nome e de sua marca para alimentar um projeto de poder e se beneficiou financeiramente do clube. Será preciso acertar as contas com a Odebrecht e a Caixa, numa negociação firme, homologada no âmbito da Lava-Jato, para que não se corra o risco de vermos a Arena ser confiscada para pagar a conta dos desvios já confessados por alguns dos delatores envolvidos nos crimes. A Odebrecht deve obras e ainda por cima já recebeu as CIDs. A Caixa não fiscalizou o cumprimento do contrato, portanto também tem sua responsabilidade nos desvios e superfaturamento que ocorreram. Tudo isso tem que entrar na conta. Nos propomos a pagar, mas com muito desconto, com uma boa carência e um valor que seja justo diante dos prejuízos que causaram ao clube. O que dizem ser a dívida hoje, é impagável. Não há a menor condição de se negociar nada acima de R$ 300 milhões, e eles que se conscientizem disso. Queremos a Arena desvinculada de todos eles, unicamente sob gestão do Corinthians.

O que pretende fazer para estancar a crise financeira?

Primeiro, estancar gastos irresponsáveis, não deixando mais ninguém roubar o Corinthians. De imediato, abrir a caixa-preta, pois o clube não tem transparência. Com isso, faremos uma revisão em todos os contratos já eliminando intermediários, gastos desnecessários e impróprios em todas as áreas. Paralelamente, precisaremos criar novas fontes de receitas com um departamento de Marketing efetivamente atuante. Além disso, vamos instituir a Diretoria de Licenciamentos no clube, aumentando a arrecadação que hoje vai para um terceiro e até quarteirizado, que acaba se enriquecendo às custas do Corinthians, além de afastar o consumidor corintiano.

Como vês Citadini e Andrés como adversários?

Tenho opinião formada sobre eles. Mas como ainda não se lançaram candidatos oficialmente, por questão ética e para não alimentar especulações, não vou opinar nesse momento.

Por que a base do Corinthians sempre tem notícias de corrupção?

Infelizmente, porque virou balcão de negócios que alimenta um projeto de poder e a banda podre da política no clube. É preciso mudar esse quadro lamentável. Sempre tivemos tradição na nossa base. Como mudaremos? Primeiro, impondo moralidade, fazendo uma faxina geral e uma total mudança nos métodos de administração e gestão da Base, que hoje serve para atender inúmeros interesses pessoais, acordos políticos espúrios, mercado pirata de jogadores, tudo em prejuízo do Corinthians. Ainda que se tenha lá, algumas pessoas de bem, elas acabam sucumbindo às ameaças que recebem, aos desmandos, a uma série de situações absolutamente inadmissíveis, justamente porque não têm respaldo da presidência, que ao contrário, é quem alimenta esse círculo vicioso ao distribuir cargos, vantagens e omitindo-se ao deixar a coisa correr solta, sem impor qualquer respeito por falta de autoridade. Aliás, sempre em detrimento do clube.

Como deve ser a relação do clube com a imprensa?

Institucional, ou seja, profissional, transparente e respeitosa.

Quem comandará o departamento de futebol?

O importante é o novo modelo de gestão administrativa que iremos implantar. O nome de quem vai comandar a área, surgirá no momento oportuno, já temos o perfil. A Diretoria, como já disse, cuida das questões administrativas, estruturais e do respaldo, para que os profissionais possam cuidar das questões técnicas e táticas.

O Corinthians é viável administrativamente nos próximos anos?

Se os associados permitirem que nosso projeto seja o eleito, eu tenho certeza que sim. Com a criação de um órgão de compliance, com governança na gestão, com novos paradigmas de Administração, sendo ela participativa e profissional com base na meritocracia, além de termos a coragem e a liberdade moral para enfrentarmos as mazelas, e os problemas que devem ser encarados por uma gestão séria que não tenha comprometimento com malfeitos, tenho certeza que o clube volta a ser viável administrativamente, e mais do que isso, será modelo no Brasil. O Corinthians é uma nação, portanto deverá ser administrado por um ministério integrado por pessoas competentes e conscientes dessa magnitude.

Tuma Jr. terá Ilmar Schiavenato como primeiro vice-Presidente. Ainda não definiu segundo nome da chapa, que será chamada de “Democracia Corinthiana Participativa”. Antonio Roque Citadini e Andrés Sanches ou Paulo Garcia, devem ser os outros candidatos. A eleição à presidência, será em fevereiro de 2018, para um mandato de três anos.


Carille sonha com dinastia no Corinthians. Forma de jogar é o segredo
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Alexandre Praetzel

Fábio Carille vai se consolidando como o melhor técnico do Campeonato Brasileiro. A campanha invicta do Corinthians impressiona críticos e adversários, com 47 pontos conquistados em 57 disputados. Para muitos, título encaminhado para o time, mas Carille pede calma. Nesta entrevista exclusiva ao blog, Carille mantém a humildade, fala sobre os critérios do seu trabalho e sonha com uma dinastia no Corinthians. Confira a seguir.

A pergunta que restou sobre o Corinthians. O time vai perder no Brasileiro?

Vamos fazer de tudo para que a gente continue desse jeito, com bastante trabalho, nos preparando a cada jogo, a cada decisão, para que a gente continue assim, sem perder, procurando jogar bem, vencer. Essa é a nossa busca do dia-a-dia.

Ser campeão invicto é uma realidade ou algo muito difícil de acontecer?

Muito difícil. Não é impossível, se ganhamos um turno. Mas a gente passa a ser o time a ser batido, olhado diferente pelos adversários. É muito difícil, mas não é impossível. Vamos trabalhando dia-a-dia, jogo a jogo, para ver até onde a gente vai.

Qual o segredo do trabalho em oito meses, depois de você ter sido tratado como aposta, em janeiro?

Eu acho que a grande sacada da comissão técnica, nós nos apresentamos dia 03 de janeiro e os atletas, dia 11 de janeiro. Então, ali com as contratações, o elenco que a gente tinha, a gente definiu o quanto antes a forma de jogar. Nosso primeiro treino com bola já foi com uma ideia de jogo. Então, hoje os atletas, sai um, sai outro, quem entra em campo, sabe realmente o que tem que fazer, com e sem bola. Por isso, é muito importante para todos os clubes, no início da temporada, já ter um grupo definido e colocar todo mundo para trabalhar com as mesmas ideias. Acho que isso é o grande motivo para a gente estar fazendo esse ano maravilhoso.

Muitos treinadores jovens acabam não tendo sequência nos trabalhos porque alteram demais suas ideias. Você corre o risco de entrar para esse grupo?

Não. Não quero. Dificilmente, vocês vão ver algo de diferente, algo que eu não treinei. Minhas coisas são muito definidas. Aprendi isso também, que vale ter as coisas bem definidas e quando você tem uma equipe muito organizada, com todos os jogadores muito atentos e determinados a fazer, você está mais perto da vitória. Então, espero que minha carreira seja assim, com ciência daquilo que o grupo pode me dar e daquilo que eu posso cobrar do grupo, para que eu consiga me manter entre os melhores do Brasil.

Você acredita no discurso de técnicos como Levir Culpi e Cuca, de que não dá mais para buscar o Corinthians ou não?

De alguns treinadores, se eu estiver falando que eu não estou acompanhando, eu acredito. Vindo de Levir e Renato Gaúcho, se eles estiverem falando isso, eu não acredito. Mas ficou difícil para Atlético-MG, Flamengo com 18 pontos atrás, também ficou difícil. A gente tem que ser realista. Não é fácil buscar num turno, essa diferença. Não é impossível, mas a gente sabe que é muito difícil. Mas essas equipes que estão oito, dez, 12 pontos atrás, têm muita coisa para acontecer.

Costumo dizer que com dez Romeros, é possível ser campeão. Você concorda com isso, que Romero conseguiu superar qualquer adversidade no Brasil?

Concordo. É um jogador que muito se fala sobre a entrega dele, porém, é um cara que tem um bom passe. Lembro de gols aqui, muito rapidamente, o primeiro gol contra a Ponte, na final do Paulista, que ele acha o Jô e o Jô coloca o Rodriguinho na cara do gol. Os dois gols contra o Palmeiras, agora, no estádio do Palmeiras. Participação dele no pênalti do Arana e no lançamento para o gol do Arana. Pensando rápido assim. É um cara com muita entrega, que o corintiano gosta, mas que também tem muita técnica, sabe finalizar, está jogando um pouquinho longe do gol, mas a gente vê no dia-a-dia, ele tem um poder de finalização. Concordo. Com dez Romeros, você fica com uma equipe muito forte, consistente, com qualidade técnica também.

Você tem conversado com Tite? Ele te elogiou pelo trabalho, deu alguma orientação, ou imagina que você tem luz própria, não entra em detalhes?

Eu conheço muito bem. Foram cinco anos e meio, trabalhando com ele. Nos falamos sempre, mas não se fala sobre futebol. Família, como você está. Eu também não gosto de perguntar porque sei qual vai ser a resposta dele. Fábio, vai ser difícil falar, porque quem tem está no dia-a-dia, é você. Mas ele me conhece bem. Considero um pai dentro do esporte, sou abençoado por ter trabalhado com ele e ter aprendido bastante. Conversamos bastante, mas sobre futebol, muito pouco.

Atlético-MG e Flamengo tentaram te contratar no ano passado?

Saíram matérias agora, que eu vi, mas não chegou nada a mim. Acho difícil que isso tenha acontecido. Na fase que o Corinthians está, nosso momento, mesmo que viessem atrás, dificilmente você vai sair. Você não pode quebrar(contrato). Eu sou um cara que dificilmente eu vou quebrar. Aconteceu sim antes do jogo contra o Grêmio, uma reunião com um pessoal da China, onde fiquei 15, 20 minutos. O cara queria me conhecer. Eu fui até ele, para ir agora, falei esquece, não saio desse sonho, porque é um sonho estar dirigindo o Corinthians. Tem muita coisa ainda para acontecer aqui no Corinthians e futebol brasileiro, do jeito que eu penso. A única coisa que eu participei foi essa questão da China e de imediato já cancelei a conversa.

Pode surgir uma “Era” Carille como houve uma Era Brandão e Era Tite no Corinthians?

É meu sonho hoje, cara. De ficar muito tempo. Com certeza, cada ano que passar, vou estar mais experiente. Estou num processo de aprendizado muito grande e quero aprender cada vez mais, ainda sendo técnico, tomando decisões, errando, acertando. É assim que a gente aprende. Sou uma pessoa muito tranquila e consciente de tudo que acontece. Meu sonho hoje é ficar por muito tempo no Corinthians, fazer um trabalho a longo prazo, participar de contratações futuras, estar envolvido mesmo para que a gente fique bem forte. Esse é meu grande sonho hoje.

Pode sair algum jogador na janela de agosto?

Acho difícil. Alguns dias atrás, eu tinha muito medo desta questão, mas hoje do jeito que a diretoria está trabalhando, vai ser muito difícil de acontecer. Não é impossível, mas estão trabalhando para que isso não aconteça.

Pablo continua?

Até dezembro, sim. Agora, não sei. Estou vendo aí que houve acertos, depois voltaram atrás, algumas coisas aí, mas até dezembro, com certeza, ele permanece.

Se o Corinthians não for campeão, o que você imagina que possa acontecer?

Nós somos sempre cobrados por resultados. Não imaginava terminar o turno com 47 pontos, não imaginava. Falo para todo mundo, um time totalmente desacreditado no início do ano. Mas tem um segundo turno que tudo pode acontecer. A gente está trabalhando muito para nos mantermos na frente, mas a gente sabe que as coisas não acontecem como a gente quer. Nos preparamos para coisas grandes, mas muitas vezes as coisas não acontecem. Decepção? Não vai acontecer porque a gente trabalha demais e sempre de cabeça erguida. Uma vaga na Libertadores, buscar isso o quanto antes, para depois a gente buscar e confirmar esse título, mas tem muita coisa para acontecer.

Teu trabalho pode virar parâmetro a clubes que estão gastando dinheiro, sem resultados?

Pode sim e espero que isso aconteça no futebol. Falando de nós, profissionais técnicos, talvez isso vá dar muita polêmica, mas eu não tenho problema nenhum em falar. É muito fácil você ficar pedindo contratações ao invés de olhar para o seu grupo e trabalhar com aquilo que você tem. A gente vê hoje. Chega jogador, pede jogador e muitas vezes você tira a moral de quem está ali com você, com quem você pode contar no dia-a-dia. Foi isso que eu fiz. Eu sabia das condições do Corinthians, que tinha que subir bastante garotos e me fechei dentro de campo e trabalhei dentro de uma ideia. Pode acreditar. Gostei muito da entrevista do zagueiro Felipe, esta semana, onde ele fala que o treinamento pode mudar um jogador, um jogador que trabalhou até os 20 anos e eu acredito demais nisso. Treinamento individual, coletivo, dá resultados. Falar que vai ser campeão, é muito difícil. São 20 equipes que se preparam, mas que vai ser um trabalho coeso, de muita organização, isso dá. É só ir para o campo, se fechar com aquilo que você tem e trabalhar bastante.

Chegará mais algum reforço? Zagueiro Emerson Santos do Botafogo?

A diretoria tem trabalhado. Não sei se chega agora. A gente tinha muita preocupação na questão do Balbuena, de sair, de pensar até no futuro, se o Pablo não continuar no ano que vem, a gente já ter alguém no grupo para trabalhar e já chegar o outro ano. Mas estou vendo que isso só deva acontecer no final do ano. Estamos trabalhando ainda, nem que venha da Série B. Você perde o Pablo, o Balbuena pode ir para a seleção, o Léo Santos tem idade de seleção Sub-20, a gente não pode ficar sem jogador no setor por ali. Bem provável que sim.

O Corinthians folga neste fim de semana e volta a jogar apenas dia 19 de agosto, recebendo o Vitória, na Arena Corinthians.