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São Paulo encaminha chegada de Jucilei
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Alexandre Praetzel

O São Paulo deve anunciar a contratação de Jucilei, nesta quinta-feira. O blog apurou que o clube aguarda apenas um documento para sacramentar o negócio e confirmar o contrato por um ano de empréstimo ao Shandong Luneng da China. Pessoas ligadas ao jogador dão a transferência como certa.

Jucilei aprimora a forma física no Rio de Janeiro e espera pela determinação do São Paulo para realizar os exames médicos. Aos 28 anos, Jucilei tem compromisso com os chineses até 2019. O volante disputou 54 jogos e marcou três gols.

Jucilei se destacou no Corinthians entre 2009 e 2011, vindo do JMalucelli do Paraná. A contratação dele foi bem curiosa, na ocasião. O auxiliar do Corinthians, Sídnei Lobo, foi assistir JMalucelli e Coritiba para observar o meia Pedro Ken, do Coritiba. Só que Jucilei foi o dono do jogo e chamou a atenção de Sídnei. O Corinthians o monitorou e fechou a transação, rapidamente. Jucilei ganhou espaço e foi escalado por Mano Menezes como titular.

Saiu em 2011, negociado com o Anzhi da Rússia. Depois, passou pelo Al Jazira dos Emirados Árabes, até desembarcar em solo chinês. Pela Seleção Brasileira, foi convocado para dois amistosos, em 2010.


Pintado espera dureza contra Moto Club e não vê SP como zebra no Paulista
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Alexandre Praetzel

O São Paulo espera um jogo difícil contra o Moto Club-MA, nesta quinta-feira, pela primeira fase da Copa do Brasil. Em jogo único, o tricolor tem a vantagem do empate para passar à segunda fase. O blog entrevistou o auxiliar-técnico Pintado, um dos homens de confiança de Rogério Ceni. Pintado tem convicção no trabalho de Ceni e seus auxiliares estrangeiros, acreditando numa reação imediata da equipe, após a derrota para o Audax, na abertura do Paulista. Leia abaixo.

Início de trabalho de Rogério Ceni

“É um novo momento para todos no clube. A expectativa é muito grande. O bom início, as novidades no planejamento e outros detalhes nos deixam muito esperançosos”.

Diferença entre auxiliares estrangeiros e brasileiros

“A diferença é na apresentação. Os auxiliares são especialistas. O Michael Beale é um treinador de futebol europeu e tem experiência, assim como os profissionais brasileiros têm uma metodologia atualizada. O Charles Hembert sabe como conduzir a logística e as ideias de organização do plano de treinamentos”.

Derrota para o Audax assustou?

“A derrota não assustou e não nos deixa com medo. Tudo está bem claro. Vamos enfrentar os momentos difíceis e os bons momentos com muito trabalho, acreditando no que estamos fazendo”.

Jogo contra o Moto Club

“É um jogo decisivo. O regulamento diz que é apenas um jogo, então temos que jogar com toda força. Jogar com a intensidade que o Rogério exige em todos os treinamentos, esperando um confronto muito difícil”.

Rogério Ceni terá mais paciência do torcedor

“O Rogério terá tempo porque sabe o que está fazendo e todos acreditamos que os resultados virão. Todas as equipes necessitam de ajustes, nós não somos diferentes”.

São Paulo em relação aos rivais

“Só o Palmeiras está acima de todos. Os outros buscam um melhor momento e entrosamento. O São Paulo irá brigar com muita força e coração. Sendo assim, vai disputar para ganhar”.

Reforços

“A diretoria busca opções de reforçar a equipe e será assim todo o ano. Não é fácil encontrar o jogador certo com preço compatível”.

São Paulo é zebra para ganhar o Paulista?

“O São Paulo nunca será zebra. Um clube com toda história e toda massa de torcedores, estrutura, pode sim buscar o primeiro lugar em todas as competições. Nunca menosprezem o São Paulo. A história mostra”.

Pintado chegou ao São Paulo como auxiliar da comissão técnica fixa tricolor, na gestão de Edgardo Bauza. Depois de enfrentar o Moto Club, o tricolor terá Ponte Preta e Santos, na sequência, pelo Paulista.


São Paulo sofre na defesa. Palmeiras valoriza resultado
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Alexandre Praetzel

O São Paulo não deixou de ser frustrante, mesmo fazendo seu primeiro jogo oficial da temporada, na derrota de 4 a 2 para o Audax. Rogério Ceni escalou uma formação ofensiva e foi envolvido pelo adversário com padrão tático definido e uma forma envolvente de atuar. É verdade que Luiz Araújo perdeu chance clara aos dois minutos, mas quando o Audax esquentou um pouquinho, abriu dois a zero ao natural, antes dos dez minutos.

O São Paulo mostrou reação ao empatar a partida, mas sucumbiu no segundo tempo, quando as falhas defensivas e os erros de posicionamentos determinaram a vitória merecida do Audax. O elenco tricolor é limitado, mas Rogério Ceni deve ter opções táticas em mente. Quando tua equipe é inferior e desentrosada, é melhor acertar a defesa para depois pensar em ganhar as partidas. Reforços serão importantíssimos a curto prazo para o treinador conseguir trabalhar com tranquilidade.

Comentei o Palmeiras para o Placar Uol. Um time longe de 2016 e mais perto de 2015, quando fazia muita ligação direta, na época de Marcelo Oliveira. Eduardo Baptista escalou William no ataque, esperando a aproximação de Dudu, Róger Guedes e Raphael Veiga. Não funcionou. O meio-campo não criou e o Palmeiras viu o Botafogo ser mais perigoso na primeira etapa.

Na segunda parte, o gol de Tchê Tchê aos dois minutos, trouxe tranquilidade ao time, mas não mudou o panorama tático. O Verdão recuou e assistiu o domínio do Botafogo, sempre próximo do empate. As entradas de Alecsandro e Michel Bastos não alteraram quase nada. Thiago Santos substituiu Tchê Tchê, machucado, e o Palmeiras passou a jogar nos contra-ataques. Em linhas gerais, o empate seria justo pela atuação do Botafogo. O Palmeiras valorizou bastante o resultado e deve evoluir nos próximos jogos.


São Paulo tem valor estipulado para negociar Luiz Araújo
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Alexandre Praetzel

A negociação entre Lille da França e São Paulo por Luiz Araújo ainda não está descartada. A primeira proposta de seis milhões de euros foi recusada pelo tricolor. No entanto, o blog apurou que o São Paulo aceita fechar a venda, se os franceses subirem o valor para nove milhões de euros. O São Paulo tem 70% dos direitos econômicos. O Mirassol tem os 30% restantes.

O blog procurou o presidente Leco, mas não houve resposta. O presidente do Mirassol, Edson Ermenegildo, foi claro.

“Não depende do Mirassol. Temos cláusula contratual com o São Paulo FC, sobre o percentual da multa rescisória, bem como, sobre a obrigação do sigilo das partes. Somente o São Paulo FC poderá se manifestar. Apenas depois de eventual transferência do atleta, poderemos divulgar”, afirmou.

Luiz Araújo está com 20 anos. Disputou 26 jogos e marcou dois gols pelo time principal.


Ceni tem bom início de trabalho. São Paulo precisa de mais três reforços
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Alexandre Praetzel

Acompanhei a decisão da Flórida Cup entre São Paulo e Corinthians. Gostei da movimentação dos dois times no primeiro tempo, apesar da virilidade excessiva em algumas jogadas. O tricolor foi superior, com mais posse de bola e alternativas ofensivas. O Corinthians praticamente não chegou à área são-paulina.

Na segunda etapa, com várias mudanças nas duas equipes, o Corinthians equilibrou a partida e perdeu três boas oportunidades de gols, apresentando uma melhora na criação de jogadas do meio-campo. O São Paulo pareceu mais cansado, mas em nenhum momento abdicou de buscar o ataque.

Com a decisão nos pênaltis, brilhou o goleiro Sidão. O São Paulo encarou a conquista com entusiasmo de quem não ganhava um título há muito tempo. Acho que o fato de ter vencido o tradicional rival, aumentou a importância do troféu.

Sigo com a opinião de que resultados pouco importam na pré-temporada, mas não posso deixar de registrar o início de trabalho de Rogério Ceni. Foram 15 dias de treinamentos intensos, adotando novos métodos e procurando extrair o máximo de cada atleta. Pelas declarações dos são-paulinos, um começo promissor e bastante otimista para o time alcançar resultados expressivos, durante o ano. Resta saber se haverá fôlego e comprometimento para manter todos no limite. Os resultados de campo determinarão as análises mais uma vez. Do presidente ao mais humilde torcedor. Não dá para esconder que o São Paulo precisa de mais um meia, um lateral-esquerdo e um centroavante.

No Corinthians, foram apenas nove dias de trabalhos. Fábio Carille tem objetivos claros para reconduzir o grupo ao estilo de jogo do ex-técnico Tite. A dúvida é se irá conseguir com os nomes que tem à disposição. Claramente, um meia e um atacante são fundamentais para acertar a equipe.

 


Michel Bastos tem acordo encaminhado com o Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Michel Bastos tem tudo para ser o novo reforço do Palmeiras.

O blog apurou que o jogador está apalavrado com a diretoria para um contrato de dois anos, com luvas de R$ 1 milhão e salários de R$ 250 mil.

Michel só espera assinar a rescisão de seu acordo com o São Paulo para fechar com o Verdão. O meia já desejava deixar o clube, após a invasão do CT por torcedores uniformizados, dia 27 de agosto. Na ocasião, Michel Bastos foi agredido e ficou bastante desgostoso com a situação.

No São Paulo, teve altos e baixos de 2014 até a Libertadores da América de 2016. Se envolveu em polêmicas com o técnico Juan Carlos Osório e parte da torcida são-paulina, ao pedir silêncio, depois de marcar um gol contra o Sport, no Morumbi.

Michel Bastos está com 33 anos. Fez 123 jogos pelo tricolor e marcou 21 gols. Seus melhores momentos da carreira foram no futebol francês por Lille e Lyon. Esteve no grupo da Seleção Brasileira, que disputou a Copa do Mundo da África do Sul, em 2010.

No fim de semana de Natal, o blog publicou uma entrevista exclusiva com o superintendente do São Paulo, Marco Aurélio Cunha. Na ocasião perguntei se Michel Bastos tinha dado certo no clube. Reproduzo a resposta abaixo.

”Ele deu certo até a Libertadores. Deixou de dar, depois, porque a torcida é exigente. Ele talvez não tenha sabido se comportar com essa exigência. Teve uma postura de conflito com o torcedor, comprou uma briga tola, que é a briga que todo jogador deve evitar. É que nem internet. O cara te xinga, enquanto tem centenas de boas pessoas falando com você. Se você replicar o xingamento, você é alguém, ele não. Ele repercute isso como se você fosse o pior cara do mundo. Você não tem o direito de rebater nem uma ofensa no futebol. Você tem que ficar quieto e ir embora porque ela repercute cada vez mais se você rebater. Então, é burrice rebater torcedor. Deixa que no dia seguinte, ele está na porta pedindo um autógrafo ou uma camisa do próprio jogador. Então, talvez essa falta de discernimento e tranquilidade, tenha feito com que ele tivesse criado esses atritos e talvez até se desestimulado a jogar pelo São Paulo. A invasão do CT também foi ridícula. Não é possível que alguém que goste do clube, faça aquilo, desmoralizar sua casa. Invadir o CT é bater na mãe. Não é possível que alguém bata na mãe porque ela tem qualquer culpa”.

Em novo contato com Marco Aurélio Cunha, o informei do acordo de Michel Bastos com o Palmeiras. O dirigente registrou: “Acho que ele tem todo o direito. Não me incomoda. Não iria nos ajudar”, concluiu.

 


Marco Aurélio Cunha vê Ceni pronto para o sucesso e reeleição de Leco
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Alexandre Praetzel

Marco Aurélio Cunha deixará o São Paulo, após a disputa da Flórida Cup, em janeiro. O dirigente vai se dedicar ao trabalho no futebol feminino da CBF. Em entrevista exclusiva ao blog, Marco Aurélio projeta 2017, vê Rogério Ceni pronto para ter sucesso e acredita que Leco mereça ser reeleito na presidência do clube. Acompanhe abaixo.

Projeção para 2017

“Eu acho que o São Paulo vai abrir uma janela de oportunidades. Muito se falava no passado, Muricy não dava muita atenção à base, mas era time tricampeão brasileiro. Sempre digo, quando um time é campeão, tem uma placa na porta: não há vagas. Quando um time tem posições ruins no campeonatos ou sofre muito, muda a placa: há vagas. Então, se você tiver além das vagas, jogadores competentes, certamente você vai saber desfrutar disso. Ninguém promove a base por decreto, não é lei. Você promove quando tem elementos suficientes para isso. São Paulo teve três grandes gerações de jogadores da base, que antecederam esta. Foi lá em 84 com os “Menudos do Morumbi” com Silas, Muller, Sídnei, Vizolli, Manu, uma série de jogadores, uns com maior projeção, outros com menor, mas que vieram todos juntos, Nelsinho já tinha subido, Márcio Araújo, enfim, era um time de muito menino bom. Depois em 93, 94, Juninho Paulista, Caio, Edmílson, Denílson, próprio Rogério Ceni veio desta turma, uma nova geração virtuosa. Veio 2002 com Júlio Batista, Kaká, Fábio Simplício, Alexandre, Jean, também com muito destaque, lateral-direito Gabriel, também muito boa. E essa agora, 14 anos depois, é a melhor geração que o São Paulo já teve ou terá até o próximo ciclo com David Neres, Lucas Fernandes, Pedro, Luiz Araújo, Artur, Tormena, zagueiros da Sub-18, temos o Lucão, que ainda a torcida reclama, mas para mim é um dos melhores zagueiros do São Paulo. Tem o lateral-esquerdo Júnior, muito bom, que veio do Grêmio. Tem o Foguete, Auro. Nós temos uma porção de jogadores bons, que eu acredito muito, que junto com alguns protagonistas, tem agora o Wellington Nem para dar uma força maior. Temos alguns orientadores como o Lugano, pelo menos por mais seis meses. Sidão como goleiro que vem agora. Há mais duas ou três contratações que serão feitas. Tem uma defesa também com Rodrigo Caio, de uma geração importante. Eu acho que é um São Paulo novo, que vai ter altos e baixos, mas depois se consolida”.

Saída do São Paulo

“Eu não permaneço. Esse ano é um ano difícil. Eu quero ter uma isenção importante neste período de eleições porque eu não quero ser alvo de qualquer tipo de ambiente hostil. Eu tenho lá meu compromisso com a CBF, que foram 90 dias de licença. Até vou à Flórida Cup, vou estar de férias, passar por lá, vou ajudar o Rogério de alguma maneira, neste começo, mas assim de gosto. Mas não devo continuar porque essas eleições de abril podem trazer novos rumos ao São Paulo ou o próprio presidente Leco seguir, mas o futuro dirá. Neste momento, minha missão no São Paulo termina. Eu continuo ajudando neste final de ano com contratações, conversando com a diretoria para que possa dar continuidade nestes três meses. Em janeiro, tem a Flórida Cup e a pré-temporada e no dia 20, eu já volto à CBF”.

Rogério Ceni

“Eu acho que é um ponto de interrogação porque é tudo novo. Ele sabe que é novo, eu sei que é novo. Agora, é uma interrogação com uma resposta quase pronta de sucesso. Qualquer treinador que pudesse vir ao São Paulo neste momento, não conheceria profissionais e jogadores da base, o que foi feito no clube, a história, a política do clube, o bem-estar. Então, esse tempo de adaptação que um treinador teria, como foram os estrangeiros, que Osório veio, foi bem, foi mal, foi embora. Bauza veio, fez uma Libertadores de guerreiro, chegando nas semifinais, um resultado extremamente meritório, mas não sobrou muita coisa. Foi embora também, toda programação foi deixada de lado pela escolha muito justa dele da sua seleção. Mas o São Paulo ficou à deriva depois destes dois treinadores saírem para duas seleções internacionais, de relevo, foram dirigir México e Argentina. A gente teve que se reestruturar. Veio o Ricardo Gomes, tentando fazer isso. Eu acho que ele ajudou muito, as pessoas não têm noção de quanto o Ricardo ajudou, embora tivesse uma rejeição de torcida muito grande. Ele pegou o São Paulo com seis jogadores negociados de meio e ataque. Ganso, Calleri terminou o contrato, Kardec foi vendido, Centurión foi para o Boca, Kiesa foi negociado e o Rogério foi para o Sport. Então, são seis jogadores do meio para a frente. O São Paulo teve uma ótima zaga, que garantiu entre as melhores zagas do campeonato e um ataque razoável, até porquê, Cueva se afirmou no final, todo estrangeiro demora para pegar. Buffarini também, agora está jogando bem. O próprio Chavez, de altos e baixos, é um cara que fez gols, joga bem pelo lado esquerdo. Demorou para a substituição fazer frente a sua necessidade. Isso incomodou muito o trabalho do Ricardo, não deu para ele ligar o trabalho como deveria. No final, a gente entendeu que precisava de uma mudança radical, de nível mesmo, de conhecimento do São Paulo, de ser uma pessoa que está com toda vocação disposta a trabalhar pelo São Paulo. Tem o sonho, a fantasia, responsabilidade. Então, eu acho que isso é algo muito maior que só um técnico, Um treinador que viesse, viria como todos os outros. Vim, vi, passei e fui. Esse não. Esse tem o que dizer. tem o porquê ficar, lutar pelo clube, é a história dele que está em jogo. Isso para nós vai ser um benefício”.

Presidente do São Paulo um dia

“Não tenho mais ideia fixa, não. Eu só seria presidente do São Paulo numa situação de que as pessoas entendessem, que pudessem juntar todas as linhas correntes políticas do São Paulo. Todos participassem, todos tivessem, fazer uma seleção dos melhores. Claro que há muitos bons, não caberia todos, mas que fosse uma seleção mesmo qualitativa para compor uma diretoria. O melhor jurista, melhor economista, professor, enfim, e aí fazer uma gestão. Eu não vou brigar com meus amigos por conta de posto. Ser vaidoso, se eu não for presidente, minha história não se conclui. Bobagem, minha história está feita. Eu continuarei ajudando o São Paulo, qualquer que seja o presidente, se precisar de mim, irei lá colaborar da forma como for possível. Não tenho a vaidade de ser, teria talvez o gosto por conta de uma união dos melhores. Agora, se ficar essa guerrinha interna, entre ala A, B, C e querendo arrumar algum nome, com dificuldade para encontrar e que não conhece futebol, a maioria não conhece. Então, eu fico preocupado com o São Paulo, mas eu vou apoiar qualquer um que tiver lá”.

Modelo de gestão faliu

“É injusto falar que está falido porque este modelo fez clubes serem centenários. Eu acho que ele está em extinção, aí sim. Porque falido se ele tivesse quebrado, clubes alguns sim. Mas quais são as empresas que são centenárias no país? Vejo quebrar bancos, grandes magazines, conglomerados financeiros, lojas de automóveis famosas e o futebol continua íntegro. Talvez porque o futebol seja visto como uma Santa Casa, pode dever quanto for que aparece alguém, põe dinheiro, ressuscita, tem um sentimento quase pátrio, talvez até maior. Então, isso sustenta o futebol. Agora, se ele fosse gerido com competência administrativa, mais frieza, menos rancor entre os clubes. Você vê as Ligas, O pessoal critica a CBF, tenho vivido a CBF, acho que ela evoluiu profundamente tecnicamente neste período todo, com pessoas bem colocadas lá em lugares estratégicos como competições, a parte de programação dos clubes, licenciamento, registro, acho que tem sido um trabalho bom. O clube não consegue fazer uma Liga. Faz uma Liga, não sabe nem que tem que arrumar bola para a Liga. Isso eu ouvi. Então, as Ligas não têm relação entre um clube e outro é péssima. O clube A não fala com o B. Como é que eles vão dominar uma Liga, impressionante. É amador. A relação é muito mais conflituosa do que assertivas. Tem que ter uma entidade que seja moderna, como tem a CBF, que administre essa coisas que os clubes não sabem. O clube está realmente mal administrado. O Flamengo tem um momento bom de reconstrução, presidente Bandeira de Mello tem trabalhado muito bem, tenho acompanhado lá no Rio. Fluminense tenta também melhorar, mas você gigantes como o Inter cair, o São Paulo que passou apertado, não vou tirar da relação, não de descenso, mas de risco. Dos 20 clubes que disputam a Série A, só quatro que nunca estiveram na Série B. Como pode essa oscilação? É por que o futebol é bem gerido ou mal gerido em relações temporais? Acho que é mais porque é mal gerido. Têm grandes picos e depois grandes derrocadas. Isso não é uma linha contínua de trabalho. A gestão de clube tem que ser aprimorada. Quando se fala em profissionalismo também, não é colocar o gerente da empresa lá, que nunca viu futebol, é outro caminho no futebol e agora fala que vai tomar conta das contas e não pode gastar aquilo, isso. Não é assim. Futebol tem toda uma simbologia. Tem que ter alguém que conheça futebol, gerido com critério de não mandar o cara embora porque a torcida pediu. Não mandar o técnico embora porque pediram. Conservar aquilo que é bem feito, estimular boas práticas. Se a gente conseguir isso, o futebol melhora muito. Acho que a gestão está em extinção”.

Leco merece ser reeleito

“Pelo sofrimento que ele passou e pelo que ele pegou, até acredito que sim. É óbvio que há também outros grupos lutando pela posição e que poderão ter direito a mudar o São Paulo. Eu acho que as mudanças radicais só pioram. São Paulo precisa conciliar para fazer uma gestão de todos para poder prosseguir com Leco, com outro, mas uma gestão de todos. Essa gestão de briga de faca que parece ser elegante no São Paulo, mas no íntimo não é, eu acho que não é boa”.

Reforços

“Eu acho que pelo menos mais dois ou três. Mas bons, não aquela porção de jogadores medianos, que passaram por aqui, por ali, por lá e que de repente fizeram um ano com pico de performance, aí vem o sujeito oferecer ao São Paulo por uma fortuna por esse pico. Eu discuto muito isso lá e com o Rogério já conversei com ele. Rogério é muito perceptivo nisso. Eu acho que o São Paulo, com cinco jogadores que foram do ano passado para cá e com os meninos, monta um time competitivo”.

Michel Bastos não deu certo

“Ele deu certo até a Libertadores. Deixou de dar, depois, porque a torcida é exigente. Ele talvez não tenha sabido se comportar com essa exigência. Teve uma postura de conflito com o torcedor, comprou uma briga tola, que é a briga que todo jogador deve evitar. É que nem internet. O cara te xinga, enquanto tem centenas de boas pessoas falando com você. Se você replicar o xingamento, você é alguém, ele não. Ele repercute isso como se você fosse o pior cara do mundo. Você não tem o direito de rebater nem uma ofensa no futebol. Você tem que ficar quieto e ir embora porque ela repercute cada vez mais se você rebater. Então, é burrice rebater torcedor. Deixa que no dia seguinte, ele está na porta pedindo um autógrafo ou uma camisa do próprio jogador. Então, talvez essa falta de discernimento e tranquilidade, tenha feito com que ele tivesse criado esses atritos e talvez até se desestimulado a jogar pelo São Paulo. A invasão do CT também foi ridícula. Não é possível que alguém que goste do clube, faça aquilo, desmoralizar sua casa. Invadir o CT é bater na mãe. Não é possível que alguém bata na mãe porque ela tem qualquer culpa”.

Michel Bastos no Palmeiras

“Não ouvi nada sobre isso. Rumor sim. Coisa oficial, não. Então, não sei. Honestamente, não sei o que vai ser do Michel Bastos. Nós temos uma proposta encaminhada com ele. Alguns clubes falaram, mas ninguém fortemente veio falar sobre isso. Vamos ver. Ainda temos uma tratativa a fazer com seu empresário”.

Time sem alma

“Eu acho que o excesso de títulos faz com que a torcida fique extremamente exigente e o jogador um pouco acomodado. O clima é de muita tranquilidade, muito oba-oba, todo mundo feliz, a porta cheia de torcedor pedindo autógrafo. Isso talvez tire do atleta que não é um profissional 100%, que não tenha aquele rigor que o Lugano tem, o Rogério tem, o Mineiro tem, se contente com aquela superficialidade. Aí, quando a coisa começa a apertar e apertar feio, ele começa a reagir contra, como se aquilo fosse uma agressão e não uma cobrança. A cobrança tem que existir, tem que ter nível, critério, ser correta. Agora, quando ela passa a ser agressiva, obviamente, perde o efeito e o jogador começa a ficar acuado. Então, na verdade clube grande é para jogador de personalidade grande. Personalidade pequena não combina com time grande”.

Rodrigo Caio e João Schimit

“Para o meu gosto, permanecerão. Eu tenho brigado com o João de forma afetuosa. Tenho mostrado para ele que ele pode sair do São Paulo para um grande clube do exterior como foi o Hernanes e não com uma mochila, procurando um clube, pegando um clube periférico da Europa. Rico ele vai ficar, dinheiro ele vai ganhar porque ele é bom. Agora, pode sair numa situação melhor. É aquela história. Eu estudo mais um ano e entro na melhor universidade. Deixo de estudar um ano e entro numa piorzinha. Essa análise que faço com ele de pai para filho. Mas ele passou por coisas no São Paulo, foi emprestado, teve qualquer ressentimento pela forma como foi administrado, eu diria não tratado e ele tem essa visão de sair. O Rodrigo quer ficar. Eu já propus para ele um aumento de salário e se houver uma proposta dessas que vêm e levam, não há o que fazer”.

São Paulo em relação aos rivais

“Eu acho que são ciclos. Não acho que eu abro o ano inferior ao Corinthians. Ao Santos, talvez, que fez um vice-campeonato. Acho que podemos dizer que estamos inferiores ao Palmeiras e Corinthians, pontualmente. Acabou o ano e já começa a briga com todo mundo zero a zero, os conflitos, o campeão quer ser campeão de novo e se não for, já começa a achar ruim. Então, o futebol é sempre o mesmo. São ciclos, momentos de glória de um mais enfraquecimento de outro. O importante é que essa alternância de poderes está mantendo os quatro clubes de São Paulo em alto nível. O São Paulo um pouco abaixo por colocações. Engraçado, falam que eu sou décimo, nunca fiquei na zona de rebaixamento, mas que nós ficamos ali por perto, mas ninguém lembra que é o quarto da América. Então, qual que escolho: quarto da América ou décimo do Brasileiro. Veja como é pontual. Até julho, nós estávamos para disputar uma final de Libertadores. Em dezembro, passamos por risco e terminamos em décimo lugar. É futebol. Não sei qual o parâmetro que eu sigo”.

O São Paulo se reapresenta no início de janeiro. Até o momento, foram contratados os atacantes Wellington Nem do Shaktar Donetsk da Ucrânia e Neílton do Cruzeiro, na troca pelo volante Hudson.


Milton Cruz elogia Ceni como técnico, mas pede calma no início do trabalho
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Alexandre Praetzel

Milton Cruz foi funcionário do São Paulo por mais de 20 anos. Neste tempo, tornou-se grande amigo de Rogério Ceni  e participou das gestões vitoriosas dos títulos nacionais e internacionais. Com toda sua experiência no futebol, Milton acredita que Rogério Ceni tem um perfil bem definido para ser treinador.

“O Rogério jogou muito tempo e viu o jogo lá detrás. Sempre enxergou as partidas muito bem e isso foi uma grande vantagem para ele. É estudioso e acho que tem tudo para dar certo. Mas é claro que é preciso ter um pouco de paciência, no início. As funções são diferentes. Uma coisa é jogar, outra é comandar”, afirmou, em conversa com o blog.

Milton define também qual o técnico em que Rogério Ceni pretende se espelhar, começando no tricolor. “Acho que é o Osório. Quando o Osório veio para o São Paulo, Rogério sempre me disse que gostava muito do estilo dele. Jogar para frente, buscando o ataque”, ressaltou.

O colombiano Juan Carlos Osório ficou pouco tempo no São Paulo, mas sempre foi admirado pelos jogadores. Após atritos com o ex-presidente Carlos Miguel Aidar e um convite da Confederação Mexicana, preferiu sair para dirigir a seleção nacional. Milton Cruz virou seu homem de confiança no clube. Deixou o São Paulo, com a chegada do ex-diretor Luiz Cunha ao departamento de futebol, em março deste ano.


Marco Aurélio Cunha diz que não sabe se fica no São Paulo em 2017
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Alexandre Praetzel

Marco Aurélio Cunha ainda não decidiu se vai permanecer no São Paulo, em 2017. O superintendente de futebol está licenciado da CBF e pretende definir seu futuro, após o campeonato brasileiro.

Em conversa com o blog, Marco Aurélio entende que é um assunto complexo. “Sinceramente, não sei. A CBF diz para eu voltar e vou conversar. Tem ainda a questão das eleições no São Paulo”, afirmou.

No mês de abril de 2017, o São Paulo terá a escolha do próximo presidente para o triênio 17/18/19, prazo da nova gestão com a aprovação do novo estatuto . O presidente Leco é candidato à reeleição e defensor da continuidade de Marco Aurélio, na diretoria.

Marco Aurélio é coordenador das seleções femininas e participou da contratação da técnica Emily Lima. No São Paulo, encaminhou a contratação do atacante Wellington Nem e escolheu o local da pré-temporada tricolor, na Flórida, em janeiro.


Marco A. Cunha: “Nem dará poder de decisão ao SP, junto com os meninos”
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Alexandre Praetzel

O São Paulo pretende contratar mais reforços, depois do anúncio da chegada de Wellington Nem. O plano é buscar jogadores do meio para a frente, aumentando a criação de jogadas e a velocidade do time. O foco em Wellington Nem foi exatamente esse. O blog conversou com o superintendente tricolor, Marco Aurélio Cunha, a respeito do atleta.

“Para mim, é um jogador que decide com dribles e velocidade. São Paulo era um time lento. Com os meninos e ele, teremos o contra-ataque, a velocidade e o poder de decisão. Com mais um meia e um centroavante, ficaremos bem para alavancar os garotos”, afirmou, de Orlando na Flórida, onde observa instalações para a pré-temporada do São Paulo, em janeiro de 2017.

A vinda de Wellington Nem foi definida rapidamente, com o São Paulo surpreendendo a todos, pelos altos custos divulgados, anteriormente. Marco Aurélio revelou como foi a transação. “Foi cuidadosa, em sigilo entre todos da diretoria, sempre com todas as informações fechadas entre nós. Enviamos um emissário nosso e a realização do negócio foi concretizada. O presidente sendo informado em cada passo e confirmando a negociação, conduzida por lá. Não foi simples. O atleta ajudou bastante porque queria jogar no São Paulo e seus empresários foram muito influentes e profissionais”, ressaltou.

Wellington Nem está com 24 anos. Despontou no Fluminense, onde foi campeão carioca e brasileiro, em 2012. Foi bem no Figueirense, emprestado, em 2011. Transferiu-se para o Shaktar Donestk da Ucrãnia, em 2013. Disputou 51 jogos e marcou 11 gols. Assinou contrato com o São Paulo até dezembro de 2017.