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Carille e Ceni merecem crédito, independente de quem seja eliminado domingo
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Alexandre Praetzel

Fábio Carille e Rogério Ceni começaram a temporada como grandes apostas de seus clubes. O ex-auxiliar virou técnico no Corinthians, após maus trabalhos de Cristóvão Borges e Oswaldo de Oliveira, num intervalo de quatro meses. Rogério Ceni assumiu com pompa e circunstância e enorme expectativa pelo seu grande passado no futebol e por ideias inovadoras. Quatro meses de trabalhos e os dois se encontram na semifinal do Paulista, decidindo uma vaga na decisão. Dá para compará-los? Acho que sim.

Carille tem mais experiência em comissão técnica e aproveitou bons ensinamentos táticos de Tite, na passagem vitoriosa pelo Corinthians. Definiu uma forma de jogar, mas acho que ainda demora para buscar outras alternativas, durante as partidas. O Corinthians tem padrão defensivo definido e venceu adversários assim, fazendo um gol e se fechando com eficiência. Agora, quando precisou atacar e variar seu esquema, não conseguiu. Cito o confronto diante do Brusque-SC, quando quase perdeu, e a eliminação contra o Inter, onde fez 1 a 0 e se retraiu, quando poderia ter matado o jogo. Depois de levar o empate, se desesperou, apesar de criar chances e não conseguiu ganhar nos 90 minutos. A derrota para o Inter expôs que o Corinthians precisa de opções, principalmente, para o Campeonato Brasileiro.

No São Paulo, Rogério Ceni adotou um modelo forte no ataque, correndo riscos na defesa. Tem jogadores de boa qualidade técnica e aproveita isso, com posse de bola e troca de passes. Agora, dá generosos espaços para os contra-ataques adversários. Já vimos o São Paulo dominar partidas, mas levar gols em momentos-chaves, pela falta de equilíbrio entre os setores. É possível agredir bastante, mas é preciso saber se recompor. Acho que isso ainda não foi encontrado por Rogério Ceni, que não abre mão da sua escolha inicial. No Brasileiro, o São Paulo será bastante atacado no Morumbi ou fora de casa e o sistema defensivo será mais exigido. No gol, Renan Ribeiro é o titular da hora, mas não duvido que o São Paulo busque um reforço para a posição.

Neste domingo, Carille ou Rogério Ceni? Um dos dois ficará pelo caminho no Estadual. Quem perder, merece ser detonado? Eu acho que não. São profissionais competentes. Podem e devem fugir um pouco das suas convicções, porque vão precisar de resultados também. Tomara que as diretorias pensem da mesma forma.


São Paulo e Corinthians. As eliminações influenciam para domingo?
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Alexandre Praetzel

São Paulo e Corinthians foram eliminados da Copa do Brasil e se enfrentam domingo, no jogo de volta das semifinais do Paulista, em Itaquera. O Corinthians tem a vantagem de 2 a 0 e pode perder até por um gol, que estará classificado para a decisão. O São Paulo precisará superar mais um desafio, após não conseguir passar pelo Cruzeiro, numa situação parecida. A quarta-feira terrível interfere no fim de semana?

Pelas atuações, o São Paulo ganhou moral para fazer o impossível. Fez sua melhor partida do ano. Encarou o Cruzeiro desde o início, abriu o placar e dominou o primeiro tempo. Na segunda etapa, manteve o ritmo, criou oportunidades e poderia ter ampliado. Levou um gol de falta, em desvio de Cueva, matando Renan Ribeiro. Não se intimidou e marcou o segundo gol com Gilberto, impedido. Pressionou até o fim e caiu de pé. Não sei se serve de consolo, mas o tricolor deu mostras de que pode conseguir o improvável: ganhar do Corinthians pela primeira vez, na Arena corintiana. Mas por dois gols? O ânimo mudou.

No Corinthians, em 180 minutos, o time jogou menos do que o Inter. No Beira-Rio, foi sufocado e poderia ter voltado derrotado. O empate em 1 a 1 virou uma grande vantagem em São Paulo. Marcelo Lomba fez três defesas, mas o Inter teve consistência e aumentou a dificuldade do confronto, na sua melhor performance de 2017.

Ontem, o Corinthians fez o gol cedo e esperou o Inter se abrir, para fechar a conta. Mais uma vez, confiou muito na única forma de jogar: fechado, buscando contra-ataque. Deu o campo para o Inter e sofreu o gol, após o volume muito maior da equipe gaúcha. Quem via o jogo, sentia que o Inter chegaria ao empate, pelo recuo corintiano. Depois da igualdade, parece que o Corinthians despertou, correndo como nunca e perdendo três chances claras. Marcelo Lomba defendeu, mas Cássio também foi exigido. A decisão por pênaltis foi justa pelo modelo dos dois times. Aí, veio o castigo. O Inter, se reorganizando para encarar uma Série B, eliminou um Corinthians que só sabe jogar de uma maneira. Quando precisou de qualidade e eficiência, não conseguiu, num torneio de maior expressão.

Corinthians e São Paulo, domingo. Corinthians deve carimbar a vaga, mas o São Paulo voltou a criar expectativas para dificultar as coisas para rival. Promessa de um bom duelo. A conferir.


O desalento da torcida com Rogério Ceni e o time do São Paulo
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Alexandre Praetzel

Fui ao Morumbi para ver São Paulo e Corinthians, nas cadeiras numeradas do estádio, em meio a conselheiros e integrantes da diretoria, também. Uma chegada tranquila por volta das 18h15 e sentado no assento, vendo o movimento dos torcedores no estádio. Na entrada em campo, o São Paulo foi obviamente ovacionado pelos tricolores.

Bola rolando e o São Paulo começou mais incisivo e com posse de bola, mas apresentava generosos espaços para o contra-ataque corintiano. Luiz Araújo e Cueva recebiam e não conseguiam dar seguimento às jogadas, pela inabalável postura defensiva do Corinthians. Jô abriu o placar, impedido é verdade, em falha de Júnior Tavares, que permitiu o primeiro toque do centroavante na tabela com Rodriguinho e não acompanhou o adversário na finalização. Os murmúrios começaram entre os torcedores e a irritação com a falta de padrão do São Paulo foi ganhando corpo. Thiago Mendes, em chute forte de fora da área, e Pratto de cabeça, trouxeram uma esperança de empate na partida, mas Rodriguinho em conclusão rasteira no canto direito de Renan Ribeiro, silenciou o Morumbi. Vários são-paulinos reclamaram do goleiro, achando que ele falhou. Era uma bola defensável, sem dúvida.

Veio o segundo tempo e Gilberto foi fortemente aplaudido, quando entrou na vaga de Luiz Araújo. O São Paulo dominou, lutou, trocou passes, mas pouco ameaçou o goleiro Cássio. O Corinthians se defendia, fazia o tempo passar e tentava encaixar algum ataque. Aos 35 minutos, alguns torcedores começaram a deixar o estádio. O desalento tomou conta. O clássico terminou com Maicon de ponta-direita, Thiago Mendes cobrindo a defesa, Pratto pelo lado esquerdo e Jucilei tentando de tudo. Uma confusão em campo. O árbitro apitou o final e foi possível ouvir vaias e time sem-vergonha, em mais uma atuação muito fraca do São Paulo.

Sobrou também para Rogério Ceni. No meio da galera, você ouve bem mais do que fala. Comentários de que a equipe não tem nenhuma tática. Que Rogério insiste numa escalação equivocada e não acerta a defesa. Cícero foi o vilão, bastante criticado. O São Paulo mais uma vez deixou seu torcedor decepcionado e com pouca esperança para reverter a desvantagem de 2 a 0, no confronto de volta, em Itaquera. Claramente, grande parte dos tricolores não acredita no atual grupo e começa a se impacientar bastante com o treinador. Isso ficou claro para mim.

De vez em quando, é bom ouvir a voz das arquibancadas.


Empresário vê Morato brigando por vaga de titular no ataque do São Paulo
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Alexandre Praetzel

O atacante Morato jogará no São Paulo, emprestado até o final do ano. O técnico Rogério Ceni indicou o atleta, após boas atuações pelo Ituano, no Campeonato Paulista. No confronto diante do São Paulo, no empate em 1 a 1, no Morumbi, Morato infernizou a defesa são-paulina e chamou a atenção do treinador. O empresário de Morato, Eneas Camargo, aguarda o anúncio oficial do São Paulo.

“Fico feliz que tudo esteja bem encaminhado. O Morato fez um bom Paulista, com qualidade e intensidade. Acredito que ele tem todas as condições de ser titular do São Paulo”, afirmou ao blog. Morato foi revelado na própria base do tricolor e depois rodou um pouco, até chegar ao Ituano. Ele tem contrato com o Ituano, até dezembro de 2018.

Aos 24 anos, chegará para compor o grupo e lutar por uma vaga entre os titulares com Luiz Araújo, Wellington Nem, Neílton e Marcinho, outro reforço contratado pelo clube.


Leco: “Oposição do São Paulo quer o poder a qualquer custo e preço”
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Alexandre Praetzel

O presidente Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, é candidato à reeleição no São Paulo. O pleito será realizado dia 18 de abril. Leco vai concorrer contra o ex-presidente José Eduardo Mesquita Pimenta. O blog conversou com Leco sobre seu plano de gestão, ideias para o futebol e candidatura da oposição. Leia abaixo.

Por que o senhor quer a reeleição no São Paulo?
Porque fiz uma boa administração em curto espaço de tempo e sei que é possível fazer mais, devolvendo ao São Paulo, a sua condição de grandeza.

Como o senhor vê a candidatura de Pimenta e aguarda uma eleição difícil?
A candidatura de oposição procurou vários nomes para existir, a partir da ânsia de alcançar o poder a qualquer custo e preço. Não é o modelo que faz bem ao São Paulo. Toda eleição é difícil.

Quais são as ideias para o departamento de futebol?
Dotá-lo de uma estrutura forte, com uma equipe sempre competitiva e vitoriosa.

O que achas do trabalho de Rogério Ceni?
O trabalho do Rogério Ceni é sério e intenso, baseado em conceitos modernos, tendo toda a possibilidade de ser vencedor, que é sua característica.

O senhor promete a contratação de grandes reforços?
As contratações sempre serão feitas visando o fortalecimento da equipe.

Qual seu plano de gestão para o Marketing e Finanças?
São duas áreas preponderantes para os bons resultados da administração. Marketing gerando negócios e receitas. Financeiro garantindo a seriedade da gestão, com práticas e controles capazes de equilibrar nossas contas, zerando o déficit até o final de 2020. Assim está sendo feito, com resultados expressivos e visíveis.

Morumbi é um estádio ultrapassado?
O Morumbi é um estádio maravilhoso, sempre muito bem cuidado, nosso orgulho. Nosso, feito por nós, totalmente pago, sem dívidas, precisando apenas de alguns aperfeiçoamentos e atualizações, o que já estamos fazendo.

Lugano terá o contrato renovado, caso o senhor seja reeleito?
Este tema será tratado na devida oportunidade. (Lugano tem contrato até junho)

Com 77 anos, Leco venceu a primeira eleição em outubro de 2015, após a renúncia do presidente Carlos Miguel Aidar. Derrotou Newton Luiz Ferreira por 138 votos a 36, com 19 votos em branco.


Lugano diz que não forçará renovação e crê em algum título do SP em 2017
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Alexandre Praetzel

Diego Lugano encerra seu contrato com o São Paulo, em dezembro. O ídolo tricolor ainda não foi procurado pela diretoria e garante que não forçará nenhuma decisão. Em entrevista exclusiva ao blog, Lugano revelou seu sentimento atual em relação ao time, projetou a conquista de um título e comparou a equipe com os rivais estaduais. Leia abaixo.

Vais renovar o contrato com o São Paulo?

“Não sei. Na verdade, eu falei desde que cheguei, que estou muito grato por esta segunda oportunidade no São Paulo, com a história que eu tenho como profissional, ser humano, jogador. Eu tenho honra e não gosto de colocar minha imagem, prestígio, idolatria, em meu benefício. Eu faço o contrário. Procuro não falar do tema, procuro ficar afastado. Que seja uma decisão fria e inteligente, realista da diretoria, do Rogério. Como eu falei até agora, procuro ser um cara que transmite bons valores para o grupo do São Paulo, muito além do que beneficia a mim, que acho que para mim seria o mais importante”.

É importante disputar a Copa Sul-Americana?

“Talvez, os clubes brasileiros não dão a transcedência que tem a Copa Sul-Americana, porque obviamente é o segundo torneio em importância na América. Projeta o clube, jogadores, a nível internacional. Nós estrangeiros, que estamos acostumados a ter um olhar muito mais latino-americano do que os brasileiros, que só olham para o Brasil, gostamos, queremos e vamos fazer o possível para a gente chegar longe, se possível ser campeão porque terá muito prestígio a nível local e também a nível internacional”.

São Paulo está pronto para ganhar um título importante?

“É o que eu falei no começo do ano. Eu sinto que esse São Paulo está fazendo tudo bem para brigar pelos quatro títulos que vamos disputar este ano e com algum vamos ter que ficar porque a gente vai evoluindo, com energia, num time que vai voltar a ser vencedor e jogadores que querem vitórias. Então, todo grande título tem esse começo. Começar desse jeito que o São Paulo está agora e, na verdade, tenho muita certeza que esse grupo vai deixar São Paulo num nível mais alto, ganhando títulos. Pode ser o Paulista e Sul-Americana, outra oportunidade muito boa que a gente tem para gravar o nome no clube”.

Como está o São Paulo em relação a seus rivais no Estadual?

“Efetivamente, só na hora que se enfrentarem que a gente e vocês, vamos saber até onde o São Paulo está preparado para chegar. Além do nível técnico, emocional, estado anímico, força mental, que o time tem que ter para ser campeão, eu acho que o São Paulo está se preparando para isso. Acho que o São Paulo não é menor que nenhum rival, pelo menos, aqui em São Paulo. A gente tem que mostrar, quando chegar a hora certa. Não adianta nada você falar antes, chegar como favorito, chegar desvalorizado, porque só naquela hora que a gente vai saber de verdade se estamos em condições ou não de brigar por coisas importantes”.

O que achaste do Linense mandar seu jogo no Morumbi? Já tinhas visto isso?

“Eu já vi muito isso a nível internacional. O jeito de você sustentar um time é com dinheiro. Têm times menores como o Linense, que nesse jogo teve a oportunidade de arrecadar. É a realidade do futebol profissional. Eu já tinha visto isso antes, sim. Talvez não no Brasil. É uma realidade, obviamente, de um time que está tentando salvar suas finanças. Acho que isso é totalmente justificável e São Paulo saiu beneficiado por esta dificuldade do time adversário. Outra vez, outro time pode ser beneficiado”.

Lugano está com 36 anos. Retornou ao São Paulo, em janeiro de 2016. Na sua volta ao tricolor, Lugano já fez mais de 40 partidas. Na primeira passagem, completou 176 jogos e foi campeão da Libertadores da América, Mundial, Brasileiro e Paulista.


Diretor do SP vê Éverton Ribeiro longe do clube, mas time forte no Paulista
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Alexandre Praetzel

O São Paulo se posicionou oficialmente sobre o interesse no meia Éverton Ribeiro. O tricolor foi apontado como forte interessado no repatriamento do atleta, hoje nos Al-Ahli dos Emirados Árabes. O blog conversou com o diretor de futebol, José Jacobson, a respeito do assunto, possibilidades de conquistar o título paulista, contratação de um goleiro e desempenho da equipe. Leia abaixo.

Éverton Ribeiro

“Há três, quatro meses atrás, o empresário Robson Ferreira ligou para mim, dizendo que o Éverton estava insatisfeito nos Emirados, que queria voltar para o futebol brasileiro e que gostaria de jogar num clube como o São Paulo, clube do coração dele. Quando ele falou isso para nós, aceitamos, mas falamos que tínhamos um teto salarial, que não poderíamos furar. O São Paulo tem um planejamento bem clássico neste ano. Passei para nosso advogado, Alexandre Pássaro, que conhece o Éverton e ligou para ele. Aí o Éverton disse a ele que não era bem assim, que ele tinha contrato lá, que ele não podia sair de uma forma errada e tudo mais, acabou o assunto. Agora, voltou essa conversa, que o São Paulo tinha interesse. Na verdade, não voltamos a falar nem com o empresário, nem com o atleta. Como surgiu a informação que eram São Paulo e Palmeiras os interessados, Palmeiras descartou imediatamente porque estava sendo bem servido, pelo que vimos na imprensa. São Paulo também disse que não tinah interesse, aí apareceram Flamengo, Cruzeiro e outros clubes. Então, o fato hoje é que não temos interesse nele, a não ser que ele se enquadre no perfil financeiro do São Paulo, porque ele é um bom jogador, protagonista. O São Paulo não o procurou e se procurarmos, vamos conversar da forma como estou colocando”.

Estás satisfeito com o desempenho do time?

“Muito. O planejamento que nós fizemos no fim do ano passado, estamos seguindo à risca. O Rogério Ceni, comissão técnica e diretoria, estamos contratando justamente jogadores por posições, protagonistas, que vêm para somar. Quando eles não têm muito nome, como Tomás e Edimar, são jogadores que foram muito bem estudados pelo Rogério e por nós. Estamos muito satisfeitos. O São Paulo não compra mais jogadores de baciada. O São Paulo hoje estuda muito e está fazendo esse trabalho. Eu acho que o resultado está aparecendo. Temos feito algumas partidas que não fomos muito bem, mas na essência geral, estamos conseguindo atingir os objetivos”.

São Paulo contratará um novo goleiro?

“Não. Nós temos quatro goleiros, sendo que hoje o Renan está jogando um pouquinho mais, o Denis está num segundo momento, o Renan está recebendo a oportunidade que precisa por parte da comissão técnica. Estamos muito satisfeitos sim. O São Paulo está no caminho certo”.

São Paulo tem time para ser campeão paulista?

“Tem time sim. Os times não estão nivelados com muita diferença. O Palmeiras tem um elenco maior que os outros clubes, mas eu acredito que dentro de campo, dá para brigar. Não será fácil. Santos perdeu da Ponte Preta. Corinthians empatou com o Botafogo. Não tivemos facilidades contra o Linense, Palmeiras também não. Hoje, o São Paulo está no caminho certo. Estamos nesse caminho”.

O São Paulo não ganha o Paulista, desde 2005. O tricolor venceu o Linense por 2 a 0, no confronto de ida, pelas quartas-de-final. Sábado, pode perder por um gol, que estará classificado para as semifinais. Na Copa Sul-Americana, o tricolor estréia contra o Defensa Y Justicia da Argentina, quarta-feira, fora de casa.

 


Pimenta critica gestão de Leco, defende Ceni e promete fundo para reforços
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Alexandre Praetzel

José Eduardo Mesquita Pimenta quer voltar a presidir o São Paulo, após comandar o clube de 1990 a 1994. Aos 78 anos, o candidato da oposição é crítico da atual gestão, defende Rogério Ceni e promete um fundo de investimento para contratações de reforços. Acompanhe a entrevista exclusiva ao blog.

Por que o Sr. quer ser presidente do São Paulo novamente?

“Nos últimos anos o São Paulo Futebol Clube entrou em uma espiral de decadência. De 2008 para cá, ganhamos apenas uma Copa Sul-Americana. O clube, que já foi sinônimo de gestão profissional e vitoriosa, perdeu prestígio e protagonismo. Fico triste de vê-lo em tal situação. O São Paulo é o clube brasileiro com maior número de títulos internacionais de expressão. Em 1993, ano do nosso bicampeonato mundial, fomos eleitos o melhor time do mundo por publicações espanholasPor isso não fomos acostumados a se contentar com poucoVoltei porque quero devolver o São Paulo ao seu lugar. Quero vê-lo novamente nas capas dos jornais, levantando taças, enchendo o Morumbi e ganhando campeonatos contra os grandes da Europa. Chegou a hora de reconstruirmos o São Paulo e torná-lo gigante novamente”. 

Quais são suas ideias para o departamento de futebol?

“Nosso principal projeto será a criação de um fundo de investimento exclusivo para o futebolEsse fundo terá um aporte inicial estimado entre R$100 e R$150 milhões. Com esses recursos vamos reforçar o time. Será um dinheiro carimbado, que não será utilizado em outras áreasComo o futebol terá um caixa próprio, poderemos destinar receitas para pagar dívidas e investir em outras demandas do clube. Outra proposta é dar mais autonomia financeira e administrativa para a área social, tornando-a mais forte e independente. Vamos também promover uma maior integração entre a base e o profissional, aproximando ainda mais os CTs de Cotia da Barra Funda. Com isso vamos otimizar custos e realizar um intercâmbio maior entre nossos garotos e os profissionais”.  

O que tem achado do trabalho de Rogério Ceni e da gestão de Leco?

“Como você deve saber, o Rogério Ceni chegou ao clube na minha primeira gestão. Anos depois estreou em um torneio da Espanha. Ele é meu amigo pessoal, tanto que inclusive me convidou para seu jogo de despedida. Na minha opinião, além de ídolo, ele é um treinador com muito potencial e que pode ajudar muito o São Paulo. Ele só precisa de tempo e elenco para trabalhar. Por falta de planejamento da atual diretoria, o grupo tem algumas carências, principalmente nas laterais e meio-campo. Isso atrapalha o desempenho do time e, consequentemente, o próprio trabalho do Rogério. Sobre a atual gestão, só posso classificá-la como preocupanteNo último ano, as dívidas aumentaram 16%, beirando a casa dos R$ 300 milhõesIsso faz com que o clube tenha que vender cedo garotos promissores como David Neres e Lyanco. O marketing é outro ponto de grande preocupação. A atual gestão estimou faturar R$ 44 milhões em patrocínios este ano. Mas fez menos de R$ 14 milhões e ainda perdeu a Prevent Senior como patrocinadora master. Nos últimos jogos nossa propriedade mais valiosa foi cedida de graça para uma empresa por conta de uma negociação mal conduzida pela atual diretoria com a Comissão Técnica.  É uma sequência de erros e amadorismo que não são condizentes com o nome e a grandeza do São Paulo Futebol Clube”.

O Sr. promete contratações de reforços?

“O fundo de investimentos nos possibilitará contratar jogadores de ponta para o time. Não falarei de nomesMas teremos receitas e com elas contrataremos novos jogadores com nível para construirmos um time campeão”.

Qual seu plano de gestão no marketing e nas finanças?

Nós implementaremos uma gestão profissional no clube. O marketing e as finanças serão geridos por profissionais do mercado. Contaremos com o auxílio de headhunters para buscar profissionais capacitados para trabalhar a marca São Paulo, uma das mais valiosas e poderosas do futebol brasileiro, mas que está subvalorizada. Separaremos o marketing da área comercial. Isso dará autonomia e potencializará as possibilidades de cada área. Sobre as finançasdesde o primeiro dia nos concentraremos em equacionar as dívidas do São Paulo, que hoje beiram os R$ 300 milhões. O clube perdeu credibilidade no mercado. Até para pegar um empréstimo em um banco está difícil. Essa situação é inadmissível e precisa ser revertida o quanto antes possível”.

Consideras o Morumbi um estádio ultrapassado?

“O Morumbi não está ultrapassado. Precisamos fazer adequações para adaptá-lo às demandas e necessidades do século XXIO Morumbi é a nossa casa, o orgulho de todo são-paulino. Temos um projetpara melhorar a sua infraestrutura e garantir mais conforto para a nossa torcida. Esse plano prevê a construção de um novo estacionamento e a aproximação das cadeiras ao gramado. Vamos estudar também a questão da cobertura. O torcedor merece mais conforto em sua casa. Nos últimos tempos, vimos o Morumbi perder muitos shows para outras praças. Vamos torná-lo novamente a casa dos grandes eventos na cidade”. 

Há 24 anos o Sr. teve problemas como presidente no envolvimento com o empresário Todé. O Sr. acha que isso pode ser resgatado contra o Sr. na eleição?

Esse é um assunto superado, que só voltou à tona por conta da minha candidatura. Não há mais o que falar sobre esse caso. A acusação surgiu de uma fita manipulada e adulterada, conforme laudo assinado pelo renomado perito Ricardo Molina. No laudo não há uma menção sequer sobre a comissão de 5% que o empresário afirma que pedi. Isso foi dito apenas no depoimento dele ao juiz. E muito me espanta e indigna ver o magistrado afirmando que houve esse pedido de comissão baseado numa fita que ele próprio considerou como clandestina e ilícita. Isso não faz sentido para mim. De toda forma, o próprio Conselho Deliberativo tornou minha punição sem efeito e me reconduziu ao clube. Hoje sou presidente do Conselho Consultivo, órgão de notáveis que reúne todos os ex-presidentes. Aquele foi um episódio que me causou grande tristeza e sofrimento. Mas a minha inocência está mais do que comprovada”.  

Abílio Diniz terá que peso na sua gestão, caso o Sr. seja eleito?

“O Abílio Diniz é um grande são-paulino e um dos muitos apoiadores da nossa campanha. Ele entende que nossas ideias e propostas são as melhores para o futuro do SPFC. É uma pessoa bem-sucedida em sua vida profissional e que quer ajudar o clube. Será importante para a modelagem e constituição do fundo de investimento. Mas não terá participação direta na gestão e nas tomadas de decisão. O Abílio quer o bem do São Paulo e, assim como muitos outros conselheiros, sócios e torcedores, está seguro que o nosso projeto seja o melhor para o SPFC”.

A eleição à presidência do São Paulo será dia 18 de abril. Pimenta irá concorrer contra Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, atual presidente são-paulino.


Venda de mando é absurda em qualquer torneio. Linense merece perder
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Alexandre Praetzel

O jogo de ida do Linense contra o São Paulo, no Morumbi, mais uma vez escancara uma péssima atitude de clubes pequenos perante os grandes. O Linense abriu a possibilidade de mandar a partida pelas quartas-de-final, longe da sua comunidade e torcida, em troca de 50% da renda dos dois confrontos diante do tricolor.

Preferiu a questão financeira ao invés da chance de eliminar o São Paulo. Vai jogar as duas partidas fora de casa. Uma venda de mando absurda e ainda permitida pela Federação Paulista de Futebol, que deveria impedir tal medida, algo que a CBF fez para o Campeonato Brasileiro 2017, finalmente.

Vários dirigentes de times menores já fizeram a mesma coisa que os diretores do Linense e isso nunca foi proibido. Está na hora de privilegiar o equilíbrio técnico em detrimento de alguns valores, apenas para quitar a folha de quatro meses e fechar o departamento de futebol no resto da temporada.

Sou contra qualquer venda de mando de campo em qualquer campeonato e em qualquer lugar. É muito ruim chegar na fase quente de um torneio, onde um clube é beneficiado em relação aos outros. Tomara que o Linense perca os dois jogos para aprender a não desrespeitar seus sócios, torcedores e moradores de Lins. O resto é oportunismo de quem faz e aceita tal atitude.


São Paulo e Corinthians. Clássico nota 5. Pouco futebol e má arbitragem
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Alexandre Praetzel

São Paulo e Corinthians fizeram um jogo abaixo da média, neste domingo, no Morumbi. O empate acabou sendo um resultado justo, pela produção pífia de jogadas de ataque e pouquíssima técnica dos dois lados. O primeiro tempo teve o São Paulo com mais posse de bola e o Corinthians apenas se defendendo. Não houve nenhuma grande oportunidade de gol e vimos uma etapa do “medo”. O São Paulo com medo de ganhar e o Corinthians com medo de perder.

Na segunda parte, o clássico melhorou. O São Paulo se abriu mais e deu espaços para os contra-ataques corintianos. Luiz Araújo perdeu gol diante de Cássio e Guilherme Arana respondeu do outro lado. O São Paulo abriu o placar e deu justiça a quem procurava mais o gol. O Corinthians empatou logo depois com cabeceio de Jô, sozinho, após ótimo cruzamento de Arana. Maicon estava fora de lugar e Rodrigo Caio não subiu.

Depois dos gols, quem apareceu mal foi o árbitro Vinícius Furlan. Errou ao não expulsar Wellington Nem por falta violenta em Léo Jabá. Nas reclamações, Pablo forçou o cartão amarelo. Em seguida, Pablo fez falta para um segundo amarelo e Furlan administrou, erradamente. Nos acréscimos, deu vermelho para Wellington Nem, num lance onde ele não fez nada. Expulsou Wellington Nem no lance errado e não expulsou Pablo pelo lance certo. Prejudicou sua atuação e atrapalhou a partida.

Tecnicamente, São Paulo e Corinthians mostraram que são equipes absolutamente comuns. Cueva e Pratto fazem muita falta ao São Paulo e Fagner ao Corinthians. Taticamente, são bem elaboradas, mas carecem de qualidade e terão dificuldades ao longo do ano, contra adversários mais qualificados. Nota 5 para o jogo.