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Cícero elogia o Palmeiras: “Se bobear, dá até três times por lá”
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Alexandre Praetzel

O São Paulo tirou um peso das costas com a vitória de 2 a 0 sobre o Avaí e agora projeta um desempenho melhor e mais solto do time para enfrentar o Palmeiras, sábado, no Morumbi. O tricolor não perde para o Verdão desde 2002, na sua casa e todo clássico gera expectativas e repercussões. O blog entrevistou o meia Cícero, a respeito do momento da equipe, o tabu diante do rival e o momento de Cueva, em queda técnica e mal fisicamente. Confira.

Jogo contra o Palmeiras

“Dentro do Morumbi, diante do nosso torcedor, a gente tem que, independentemente do jogo que a gente pega, a gente tem que olhar sempre a vitória. A gente sabe que a equipe do Palmeiras é uma grande equipe, mas a gente tem que se impor como no primeiro tempo contra o Avaí, para tentar o resultado porque são dois times grandes e um jogo que é decidido em detalhe. Espero que a gente possa sair feliz no sábado”.

Equipe será praticamente a mesma para o clássico?

“Depende muito, depende de como o adversário joga também. Então, você tem que tentar ter esse encaixe, é isso o que o Rogério está tentando fazer e a gente está tentando assimilar isso aí da melhor maneira possível. A gente enfrentou o Avaí com uma formação que estávamos um pouco acostumados, mas é lógico que ele treina outras formações, caso precise, porque as vezes você tem que mudar uma situação de jogo para você ir atrás de um resultado ou segurar também. O mais importante é que todo mundo está ciente nesse quesito para que a gente consiga ter bons resultados, daqui para a frente”.

Palmeiras tem mesmo o melhor elenco do Brasil?

“Olha, é o time que mais investiu. A gente sabe que tem muitos bons jogadores lá. Se você for ver, se bobear, dá até três times lá no Palmeiras. Só que quando você entra para jogar, são 11 contra 11 e eu acho que, para ser sincero com você, o Campeonato Brasileiro é muito nivelado. Lógico que a gente sabe que o Palmeiras é o time que mais investiu, mas eu não consigo ver um time que seja melhor do que aquele e melhor do que esse. É um campeonato que vai ser muito equilibrado porque todos os times têm um nível de equilíbrio muito grande”.

São Paulo não perde para o Palmeiras no Morumbi, desde 2002. É uma questão de honra manter esse tabu?

“Espero que esse tabu continue, né. É jogo difícil, um clássico. Como a gente vai estar dentro dos nossos domínios, a gente tem tudo para fazer um bom jogo. Conseguimos uma vitória diante do Avaí para nos dar uma confiança maior e espero que essa sina continue porque que será muito bom para a gente”.

Como você analisa o momento do Cueva, após ele ser vaiado por parte da torcida?

“Olha, o Cueva, desde que eu cheguei aqui no São Paulo, eu vi que é um jogador acima da média. Eu sei das qualidades dele, até costumo brincar muito com ele, durante os treinamentos, as vezes até antes dos jogos. Falo, vamos lá e tal, porque a gente sabe da qualidade dele. Eu vou falar sem sombras de dúvidas para mim: hoje, o Cueva é o melhor meia na atualidade no futebol brasileiro. Isso eu falo pelo que eu entendo de futebol. Mas a gente sabe que as vezes, jogadores passam momentos que as coisas não dão muito certo em determinadas situações, mas o o Cueva, pela qualidade que ele tem, a gente sabe que a qualquer momento, ele pode desequilibrar e deslanchar num jogo e vai nos ajudar. Tenho certeza que ele é uma peça fundamental para a gente também neste time que a gente tem hoje”.

Cícero voltou para o São Paulo a pedido de Rogério Ceni. É titular e homem de confiança do treinador. O São Paulo defende uma marca de 12 partidas sem derrotas para o Palmeiras, desde 2002, no Morumbi. São sete vitórias e cinco empates.


“Neilton não é o problema. São Paulo está um pouco perdido”, diz empresário
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Alexandre Praetzel

O atacante Neílton durante treino do São Paulo (Crédito: Julia Chequer/Folhapress)

O atacante Neilton virou assunto no São Paulo. De titular contra o Defensa Y Justice, na Copa Sul-Americana, à ausência da relação dos atletas, no confronto diante do Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro. Assim, Neilton se tornou um nome “negociável” em apenas três dias. O blog entrevistou o empresário do jogador, Hamilton Bernard, sobre essa situação. Acompanhem abaixo.

A situação de Neilton incomoda o senhor?

“Na verdade, eu acho assim que o momento do Neilton não é um problema. Eu vejo um São Paulo um pouco perdido, está tentando se achar. Se a gente for analisar a fundo, no último jogo, o Neilton não estava em campo e o São Paulo estava perdido. O São Paulo nunca me procurou para falar do Neilton, como a imprensa vem falando. Que o São Paulo o dispensou e voltou para o Cruzeiro. Não existe nada. Está treinando e está nos planos do São Paulo. Criou-se um problema e não existe nada disso. Eu estava no Cruzeiro ontem acertando pendências, mas não tem nada a ver dele retornar para lá. Com este entorno de algumas pessoas da imprensa sobre o Neilton, vários clubes me ligam interessados no jogador. O São Paulo não me falou nada”.

Neilton irá permanecer no São Paulo?

“Sete clubes do Brasil e dois do exterior estão interessados. Não sei o que vai acontecer no São Paulo, hoje. Alguns nomes podem ser emprestados. Em alguns momentos, Rogério Ceni fala muito bem do Neilton, mas  vou esperar os próximos jogos”.

O que achaste dele ser escalado como titular na quinta-feira e fora da lista dos relacionados, domingo?

“Foi algo normal, porque Rogério Ceni não gostou do time na quinta-feira e queria mudar o time para domingo. Acho que o Rogério Ceni está tentando achar o time ideal, uma cara para a equipe, um esquema tático. Individualmente, o time é muito bom. Acho que o Rogério Ceni também está tentando se encontrar. Opção dele, achei normal”.

Neilton está emprestado ao São Paulo, até o final do ano. Ele tem contrato vinculado com o Cruzeiro, até dezembro de 2018.

 


Vasco atravessa e deve tirar Breno do Atlético-GO
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Alexandre Praetzel

O zagueiro Breno estava apalavrado com o Atlético-GO, mas deve parar no Vasco. O blog apurou, após a derrota de 4 a 0 para o Palmeiras, no Allianz Parque, que a diretoria foi vasculhar o mercado atrás de um defensor. Paulão do Inter já está encaminhado. O nome de Breno surgiu porque o atleta ainda não tinha assinado com o clube goianiense. Contatado, Breno gostou da oferta vascaína e manifestou o desejo de ir para a Colina. A negociação deve ser confirmada nas próximas horas, por empréstimo até o final do ano.

Breno pediu para ser emprestado a Rogério Ceni porque não vinha tendo muitas oportunidades no tricolor. Desde que voltou ao futebol, depois de um processo judicial na Alemanha, Breno não recuperou a sua grande forma anterior, algo normal para muitos profissionais ausentes do esporte por vários anos.

No retorno ao São Paulo, Breno atuou poucas vezes e sofreu com lesões musculares. O zagueiro está com 27 anos.


Qual o momento de dispensar um técnico?
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Alexandre Praetzel

Rogério Ceni é idolatrado pela torcida do São Paulo por tudo que conquistou como goleiro do clube, com mais de mil jogos e 100 gols. Foi anunciado como treinador, no seu primeiro desafio na boca do túnel, e reverenciado pelos tricolores. Ponto.

Passados cinco meses de trabalho, a euforia e o amor acabaram. Ontem, após a eliminação vexatória na Copa Sul-Americana, são-paulinos perderam a paciência e pediram a saída do ídolo, nas redes sociais. Palavras como despreparado, sem humildade e com prazo de validade vencido foram rotineiras num intervalo de 30 minutos, depois da partida. A diretoria banca a permanência de Rogério Ceni, mesmo sem avanços da equipe dentro de campo e três quedas consecutivas em torneios importantes. Agora, fica a pergunta. Qual o momento de dispensar um técnico?

Sou defensor de 120 dias de trabalho para se iniciarem as cobranças, no imediatismo brasileiro. Rogério Ceni teve esse tempo com promessas inovadoras, mas nunca vimos evolução, apesar dele despejar números positivos a cada entrevista coletiva. Uma mudança pode ocorrer quando:

– Não houver crescimento do time e dos jogadores. O trabalho é considerado bom no dia-a-dia, mas os resultados e os desempenhos são regulares ou ruins. Eduardo Baptista caiu por isso no Palmeiras;

-Atletas perderem a confiança no treinador com críticas públicas e falta de comprometimento. Isso não é visto no São Paulo, apesar de Thiago Mendes ter dito que o grupo está se adaptando ao treinador, algo normal numa nova filosofia;

– Derrotas consecutivas. Rogério Ceni só não foi demitido porque é o Mito Rogério. Qualquer outro nome, já estaria fora. Agora, a voz das arquibancadas pode influenciar nos gabinetes do Morumbi;

-Mau relacionamento interno. Acredito que isso não existe, mesmo depois da polêmica do fair-play de Rodrigo Caio no jogo contra o Corinthians e o desconforto no vestiário.

Se eu fosse dirigente são-paulino, não trocaria. O time não é fraco, mas precisa de reforços e de uma revisão do trabalho do treinador. Pode haver uma conversa para expor os erros e tentar ajustar a equipe para um Brasileiro dificílimo, melhorando o coletivo. O São Paulo é espaçado demais e não tem compactação. Ainda dá para segurar por cinco partidas. Agora, se as vitórias não vierem, a situação ficará insustentável. Como já aconteceu em outros casos no futebol mundial.

 


Treinador de goleiros elogia trio e não vê necessidade de reforço no SP
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Alexandre Praetzel

Os goleiros do São Paulo ainda geram dúvidas entre os torcedores. Para muitos, Renan Ribeiro, Denis e Sidão são insuficientes para a posição, após a aposentadoria do ídolo Rogério Ceni. Internamente, os três são defendidos, mas nenhum deles conseguiu se firmar como titular absoluto. O blog entrevistou o treinador de goleiros, Haroldo Lamounier, a respeito da disputa pela função e a necessidade ou não de buscar um novo reforço. Leia abaixo.

Os goleiros do São Paulo estão em debate. A posição de titular está definida?

“O Rogério procurou dar oportunidades para todos, né, para poder mostrar qualidades, o que têm de melhor. Na minha opinião, o Renan foi muito bem nas partidas que foram dadas oportunidades. O Denis também voltou muito bem. O Sidão machucou, mas antes de se machucar, também estava muito bem. Agora, neste intervalo para a Copa Sul-Americana, a gente vai procurar trabalhar um pouco mais em relação aquilo que precisou de mais observação, para a gente dar sequência no trabalho”.

Renan está à frente de Denis e Sidão e ele é o titular absoluto?

“Ele pegou uns jogos difíceis e correspondeu. Então, a oportunidade agora é dele e ele está na frente por essa oportunidade e ele conseguiu segurar. Mas isso não quer dizer que Denis e Sidão não estejam nessa disputa ainda”.

É muito difícil substituir o Rogério Ceni?

“É uma referência do São Paulo e qualquer jogador que entrar nessa posição, vai ter um pouco de dificuldade pela cobrança que é. Mas eu acho que com o decorrer do tempo, eles vão conseguir apagar essa dificuldade que eles estão tendo, com atuações”.

Qual será a tua opinião, se a diretoria quiser contratar um novo goleiro?

“No momento, não. Eu acho que se os três atletas e inclusive, o Lucas Perri, que está chegando das categorias de base, têm condições de suprir qualquer deficiência no gol. Eu acho que eles têm a total condição de seguir como titulares, com Denis ou Renan ou Sidão e não há necessidade de contratar um goleiro”.

O Lucas Perri já merece uma oportunidade?

“Ele fez um bom ano de 2016. Está conosco agora, está evoluindo, tem recebido bastante elogio do Rogério e da comissão técnica e assim que ele tiver oportunidade, com certeza, vai dar o que falar, porque é um atleta de muita qualidade”.

Lucas Perri tem 19 anos e foi titular da Seleção Brasileira Sub-20, no Sul-Americano da categoria. Renan Ribeiro virou titular, após atuações irregulares de Denis e Sidão.


Carille e Ceni merecem crédito, independente de quem seja eliminado domingo
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Alexandre Praetzel

Fábio Carille e Rogério Ceni começaram a temporada como grandes apostas de seus clubes. O ex-auxiliar virou técnico no Corinthians, após maus trabalhos de Cristóvão Borges e Oswaldo de Oliveira, num intervalo de quatro meses. Rogério Ceni assumiu com pompa e circunstância e enorme expectativa pelo seu grande passado no futebol e por ideias inovadoras. Quatro meses de trabalhos e os dois se encontram na semifinal do Paulista, decidindo uma vaga na decisão. Dá para compará-los? Acho que sim.

Carille tem mais experiência em comissão técnica e aproveitou bons ensinamentos táticos de Tite, na passagem vitoriosa pelo Corinthians. Definiu uma forma de jogar, mas acho que ainda demora para buscar outras alternativas, durante as partidas. O Corinthians tem padrão defensivo definido e venceu adversários assim, fazendo um gol e se fechando com eficiência. Agora, quando precisou atacar e variar seu esquema, não conseguiu. Cito o confronto diante do Brusque-SC, quando quase perdeu, e a eliminação contra o Inter, onde fez 1 a 0 e se retraiu, quando poderia ter matado o jogo. Depois de levar o empate, se desesperou, apesar de criar chances e não conseguiu ganhar nos 90 minutos. A derrota para o Inter expôs que o Corinthians precisa de opções, principalmente, para o Campeonato Brasileiro.

No São Paulo, Rogério Ceni adotou um modelo forte no ataque, correndo riscos na defesa. Tem jogadores de boa qualidade técnica e aproveita isso, com posse de bola e troca de passes. Agora, dá generosos espaços para os contra-ataques adversários. Já vimos o São Paulo dominar partidas, mas levar gols em momentos-chaves, pela falta de equilíbrio entre os setores. É possível agredir bastante, mas é preciso saber se recompor. Acho que isso ainda não foi encontrado por Rogério Ceni, que não abre mão da sua escolha inicial. No Brasileiro, o São Paulo será bastante atacado no Morumbi ou fora de casa e o sistema defensivo será mais exigido. No gol, Renan Ribeiro é o titular da hora, mas não duvido que o São Paulo busque um reforço para a posição.

Neste domingo, Carille ou Rogério Ceni? Um dos dois ficará pelo caminho no Estadual. Quem perder, merece ser detonado? Eu acho que não. São profissionais competentes. Podem e devem fugir um pouco das suas convicções, porque vão precisar de resultados também. Tomara que as diretorias pensem da mesma forma.


São Paulo e Corinthians. As eliminações influenciam para domingo?
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Alexandre Praetzel

São Paulo e Corinthians foram eliminados da Copa do Brasil e se enfrentam domingo, no jogo de volta das semifinais do Paulista, em Itaquera. O Corinthians tem a vantagem de 2 a 0 e pode perder até por um gol, que estará classificado para a decisão. O São Paulo precisará superar mais um desafio, após não conseguir passar pelo Cruzeiro, numa situação parecida. A quarta-feira terrível interfere no fim de semana?

Pelas atuações, o São Paulo ganhou moral para fazer o impossível. Fez sua melhor partida do ano. Encarou o Cruzeiro desde o início, abriu o placar e dominou o primeiro tempo. Na segunda etapa, manteve o ritmo, criou oportunidades e poderia ter ampliado. Levou um gol de falta, em desvio de Cueva, matando Renan Ribeiro. Não se intimidou e marcou o segundo gol com Gilberto, impedido. Pressionou até o fim e caiu de pé. Não sei se serve de consolo, mas o tricolor deu mostras de que pode conseguir o improvável: ganhar do Corinthians pela primeira vez, na Arena corintiana. Mas por dois gols? O ânimo mudou.

No Corinthians, em 180 minutos, o time jogou menos do que o Inter. No Beira-Rio, foi sufocado e poderia ter voltado derrotado. O empate em 1 a 1 virou uma grande vantagem em São Paulo. Marcelo Lomba fez três defesas, mas o Inter teve consistência e aumentou a dificuldade do confronto, na sua melhor performance de 2017.

Ontem, o Corinthians fez o gol cedo e esperou o Inter se abrir, para fechar a conta. Mais uma vez, confiou muito na única forma de jogar: fechado, buscando contra-ataque. Deu o campo para o Inter e sofreu o gol, após o volume muito maior da equipe gaúcha. Quem via o jogo, sentia que o Inter chegaria ao empate, pelo recuo corintiano. Depois da igualdade, parece que o Corinthians despertou, correndo como nunca e perdendo três chances claras. Marcelo Lomba defendeu, mas Cássio também foi exigido. A decisão por pênaltis foi justa pelo modelo dos dois times. Aí, veio o castigo. O Inter, se reorganizando para encarar uma Série B, eliminou um Corinthians que só sabe jogar de uma maneira. Quando precisou de qualidade e eficiência, não conseguiu, num torneio de maior expressão.

Corinthians e São Paulo, domingo. Corinthians deve carimbar a vaga, mas o São Paulo voltou a criar expectativas para dificultar as coisas para rival. Promessa de um bom duelo. A conferir.


O desalento da torcida com Rogério Ceni e o time do São Paulo
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Alexandre Praetzel

Fui ao Morumbi para ver São Paulo e Corinthians, nas cadeiras numeradas do estádio, em meio a conselheiros e integrantes da diretoria, também. Uma chegada tranquila por volta das 18h15 e sentado no assento, vendo o movimento dos torcedores no estádio. Na entrada em campo, o São Paulo foi obviamente ovacionado pelos tricolores.

Bola rolando e o São Paulo começou mais incisivo e com posse de bola, mas apresentava generosos espaços para o contra-ataque corintiano. Luiz Araújo e Cueva recebiam e não conseguiam dar seguimento às jogadas, pela inabalável postura defensiva do Corinthians. Jô abriu o placar, impedido é verdade, em falha de Júnior Tavares, que permitiu o primeiro toque do centroavante na tabela com Rodriguinho e não acompanhou o adversário na finalização. Os murmúrios começaram entre os torcedores e a irritação com a falta de padrão do São Paulo foi ganhando corpo. Thiago Mendes, em chute forte de fora da área, e Pratto de cabeça, trouxeram uma esperança de empate na partida, mas Rodriguinho em conclusão rasteira no canto direito de Renan Ribeiro, silenciou o Morumbi. Vários são-paulinos reclamaram do goleiro, achando que ele falhou. Era uma bola defensável, sem dúvida.

Veio o segundo tempo e Gilberto foi fortemente aplaudido, quando entrou na vaga de Luiz Araújo. O São Paulo dominou, lutou, trocou passes, mas pouco ameaçou o goleiro Cássio. O Corinthians se defendia, fazia o tempo passar e tentava encaixar algum ataque. Aos 35 minutos, alguns torcedores começaram a deixar o estádio. O desalento tomou conta. O clássico terminou com Maicon de ponta-direita, Thiago Mendes cobrindo a defesa, Pratto pelo lado esquerdo e Jucilei tentando de tudo. Uma confusão em campo. O árbitro apitou o final e foi possível ouvir vaias e time sem-vergonha, em mais uma atuação muito fraca do São Paulo.

Sobrou também para Rogério Ceni. No meio da galera, você ouve bem mais do que fala. Comentários de que a equipe não tem nenhuma tática. Que Rogério insiste numa escalação equivocada e não acerta a defesa. Cícero foi o vilão, bastante criticado. O São Paulo mais uma vez deixou seu torcedor decepcionado e com pouca esperança para reverter a desvantagem de 2 a 0, no confronto de volta, em Itaquera. Claramente, grande parte dos tricolores não acredita no atual grupo e começa a se impacientar bastante com o treinador. Isso ficou claro para mim.

De vez em quando, é bom ouvir a voz das arquibancadas.


Empresário vê Morato brigando por vaga de titular no ataque do São Paulo
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Alexandre Praetzel

O atacante Morato jogará no São Paulo, emprestado até o final do ano. O técnico Rogério Ceni indicou o atleta, após boas atuações pelo Ituano, no Campeonato Paulista. No confronto diante do São Paulo, no empate em 1 a 1, no Morumbi, Morato infernizou a defesa são-paulina e chamou a atenção do treinador. O empresário de Morato, Eneas Camargo, aguarda o anúncio oficial do São Paulo.

“Fico feliz que tudo esteja bem encaminhado. O Morato fez um bom Paulista, com qualidade e intensidade. Acredito que ele tem todas as condições de ser titular do São Paulo”, afirmou ao blog. Morato foi revelado na própria base do tricolor e depois rodou um pouco, até chegar ao Ituano. Ele tem contrato com o Ituano, até dezembro de 2018.

Aos 24 anos, chegará para compor o grupo e lutar por uma vaga entre os titulares com Luiz Araújo, Wellington Nem, Neílton e Marcinho, outro reforço contratado pelo clube.


Leco: “Oposição do São Paulo quer o poder a qualquer custo e preço”
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Alexandre Praetzel

O presidente Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, é candidato à reeleição no São Paulo. O pleito será realizado dia 18 de abril. Leco vai concorrer contra o ex-presidente José Eduardo Mesquita Pimenta. O blog conversou com Leco sobre seu plano de gestão, ideias para o futebol e candidatura da oposição. Leia abaixo.

Por que o senhor quer a reeleição no São Paulo?
Porque fiz uma boa administração em curto espaço de tempo e sei que é possível fazer mais, devolvendo ao São Paulo, a sua condição de grandeza.

Como o senhor vê a candidatura de Pimenta e aguarda uma eleição difícil?
A candidatura de oposição procurou vários nomes para existir, a partir da ânsia de alcançar o poder a qualquer custo e preço. Não é o modelo que faz bem ao São Paulo. Toda eleição é difícil.

Quais são as ideias para o departamento de futebol?
Dotá-lo de uma estrutura forte, com uma equipe sempre competitiva e vitoriosa.

O que achas do trabalho de Rogério Ceni?
O trabalho do Rogério Ceni é sério e intenso, baseado em conceitos modernos, tendo toda a possibilidade de ser vencedor, que é sua característica.

O senhor promete a contratação de grandes reforços?
As contratações sempre serão feitas visando o fortalecimento da equipe.

Qual seu plano de gestão para o Marketing e Finanças?
São duas áreas preponderantes para os bons resultados da administração. Marketing gerando negócios e receitas. Financeiro garantindo a seriedade da gestão, com práticas e controles capazes de equilibrar nossas contas, zerando o déficit até o final de 2020. Assim está sendo feito, com resultados expressivos e visíveis.

Morumbi é um estádio ultrapassado?
O Morumbi é um estádio maravilhoso, sempre muito bem cuidado, nosso orgulho. Nosso, feito por nós, totalmente pago, sem dívidas, precisando apenas de alguns aperfeiçoamentos e atualizações, o que já estamos fazendo.

Lugano terá o contrato renovado, caso o senhor seja reeleito?
Este tema será tratado na devida oportunidade. (Lugano tem contrato até junho)

Com 77 anos, Leco venceu a primeira eleição em outubro de 2015, após a renúncia do presidente Carlos Miguel Aidar. Derrotou Newton Luiz Ferreira por 138 votos a 36, com 19 votos em branco.