Blog do Praetzel

Arquivo : zagueiro

Vasco atravessa e deve tirar Breno do Atlético-GO
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Alexandre Praetzel

O zagueiro Breno estava apalavrado com o Atlético-GO, mas deve parar no Vasco. O blog apurou, após a derrota de 4 a 0 para o Palmeiras, no Allianz Parque, que a diretoria foi vasculhar o mercado atrás de um defensor. Paulão do Inter já está encaminhado. O nome de Breno surgiu porque o atleta ainda não tinha assinado com o clube goianiense. Contatado, Breno gostou da oferta vascaína e manifestou o desejo de ir para a Colina. A negociação deve ser confirmada nas próximas horas, por empréstimo até o final do ano.

Breno pediu para ser emprestado a Rogério Ceni porque não vinha tendo muitas oportunidades no tricolor. Desde que voltou ao futebol, depois de um processo judicial na Alemanha, Breno não recuperou a sua grande forma anterior, algo normal para muitos profissionais ausentes do esporte por vários anos.

No retorno ao São Paulo, Breno atuou poucas vezes e sofreu com lesões musculares. O zagueiro está com 27 anos.


Inter repatria lateral que estava na Ucrânia
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Alexandre Praetzel

O Inter está repatriando Danilo Silva, jogador que atuou pelo próprio clube, de 2008 a 2010. Danilo estava no Dínamo de Kiev, desde 2010. Ele rescindiu contrato com os ucranianos e ficou livre para retornar ao Inter.

Danilo está com 30 anos e joga como lateral direito e zagueiro. Começou no Guarani-SP e passou rapidamente pelo São Paulo, até chegar ao Inter. Conquistou a Copa Sul-Americana e o bicampeonato gaúcho. Depois, saiu para o Dínamo por quatro milhões de euros.

Na Ucrânia, fez 220 partidas e marcou três gols.


Wallace diz ser criticado por expor opiniões e teme extremismos à la Trump
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Alexandre Praetzel

Wallace Reis é jogador de futebol profissional, mas não esquece de suas posições políticas. Bem articulado, o zagueiro tem opiniões formadas sobre o assunto e gosta de dividí-las, apesar de achar que existe preconceito com o atleta esportivo. Em entrevista exclusiva ao blog, Wallace revelou alguns pensamentos, falou sobre o fim do Bom Senso e os motivos que o levaram a deixar o Flamengo, antes de se transferir para o Grêmio. Leia abaixo.

Eleição de Donald Trump

“Olha, eu acompanhei muito pouco. Me desliguei um pouco de política nesses últimos quatro, cinco meses, porque eu estava me desgastando muito em relação a isso. Acabei deixando um pouco. Deixei de acompanhar tudo sobre a Lava-Jato, no cenário nacional político. Nas pesquisas estavam dizendo que a Hilary iria ganhar com uma margem pequena de dois ou três por cento na pontuação e acabou que no final, virou. Acho que isso é muito reflexo da população americana que está desacreditada nos políticos convencionais, tanto lá como aqui. Porque aqui a gente também vai vendo alguns Trumps se formando. O Bolsonaro está aí, ganhando força porque a população está um pouco desacreditada desse conservadorismo ou desse lado um tanto corrupto que nossa sociedade política tenha se embrenhado. A gente lamenta. Fico triste porque radicalismo demais nunca é bom e o Trump é um cara bem radical, pelo menos nas colocações dele. Em algumas entrevistas que eu vi, é um cara extremista demais e toda extremidade leva a ter algumas posições errôneas”.

Posicionamento político é combatido no futebol

“O futebol é natural que você crie uma certa barreira. É incômodo para todos os setores quando alguém destoa um pouco. Isso é natural para a sociedade, quando você tenta colocar suas posições. Eu sofri um pouco por isso. Fui criticado por isso. Acabou que minha família acaba sofrendo também e a gente acaba tentando se privar um pouco de certos posicionamentos, certos pensamentos ou ideologias que eu penso em relação à política, futebol, todo o contexto não só nas quatro linhas. Acho que a gente tem que passar por um processo de maturação, mas isso vai demorar para a aceitação. Costumo dizer que o jogador de futebol não é aceito, é tolerado, né. Então, enquanto você está jogando, você é tolerado. Quando você para, você passa a ser civil e já não tem mais, sua voz não é ativa. Eu não quero ser um cara que não tenha voz ativa, não como um jogador de futebol, mas como um agente da sociedade. O fato de eu ter me posicionado foi exatamente por isso. Eu ser uma referência para os meus filhos, meus amigos, meus pais que me educaram. Infelizmente, o futebol não está acostumado a lidar com isso. A gente ainda tem uma mente um tanto arcaica em relação a posicionamentos. Nosso país ainda, infelizmente, tem um conceito de que jogador de futebol é feito só para jogar. Eu acho que o atleta de futebol tinha muito mais coisas para se fazer, até porque, se você fosse perguntar para qualquer pessoa quem é o camisa dez da seleção, todo mundo vai te dizer. Se você perguntar quem é o presidente da Câmara dos Deputados e Senado, ninguém vai te falar. Ou de cada dez, dois vão te responder. O que é o segundo cargo mais importante do país. Então, a gente ainda priva para as coisas menos importantes, sendo as mais importantes”.

Fim do Bom Senso surpreendeu

“Não. Acho que o Bom Senso seguiu uma linha contrária ao que eu pensava. O Bom Senso acabou porque, a partir do momento que você não faz novas lideranças e entra muito somente na parte jurídica e os caras que têm que defender não se posicionam e não tomam à frente, isso vai perdendo força. É a coisa mais natural. Bom Senso ganhou força quando tinha Dida, Paulo André, Alex, esses jogadores. A partir do momento que esses jogadores foram parando, novas lideranças não surgiram, outros jogadores não se interessaram, até porque jogador de futebol é muito acomodado e isso é natural porque nós viemos da margem da sociedade. É educacional. Entendo isso. Infelizmente, a gente não pegou o timing da coisa. Coisa que na NBA, NFL, existe. O americano tem mais esse conceito, mais empreendedor da coisa. A gente teve a grande oportunidade e deixou passar. Agora, futebol vai continuar pragmático, estagnado, como vem ao longo desses 30 0u 40 anos no futebol brasileiro e a gente torce para que surjam novas lideranças”.

Saída do Flamengo

“O real motivo foi que eu…Aí entra mais essa questão. Não querendo me vangloriar, nada disso. Não sou narcisista nesse ponto. Mas eu sempre me posicionei. Nunca me escondi no Flamengo. O grande problema talvez tenha sido isso. O torcedor e a imprensa gostam de quem se esconde. Eu não me escondia. O time perdia, eu falava. O time ganhava, eu falava. Defendia meu ponto de vista. Muitas vezes contrário até da imprensa ou muitas vezes a favor da imprensa ou às vezes contra o elenco. Então, você vai criando uma certa barreira. Pelo fato de eu ser flamenguista, deixei aflorar demais o meu lado torcedor. Sentia muito todas as coisas que aconteciam no Flamengo e na hora que tinha que bater, eu acabava apanhando em proporções. Claro, no momento que tinha que ser criticado, entendo que a crítica vai ser feita até pelo cargo de capitão que eu exercia. Exercia um cargo de capitão no Flamengo porque eu sempre me posicionei como capitão. Não que eu quisesse, mas isso é da minha personalidade por onde eu tenha passado. Por isso, você acaba sendo alvo. No último ano que o Flamengo passou por crise, talvez eu tenha dado mais de 52 coletivas, onde outros jogadores não iam e outras pessoas do clube. Não faço crítica, nada. Cada um tem o seu posicionamento, mas o fato de você estar sempre aparecendo, te dá margem para apanhar mais. Nunca fui de me esconder e acabou que fui sofrendo. O torcedor tem uma análise um pouco passional, que é natural. A partir do momento que vocês da imprensa começam a criticar, o torcedor vai junto. Isso é normal, entendo e tenho maturidade suficiente para lidar com isso. E aí, o negócio foi virando uma bola de neve. Chegou o momento que minha família não tinha mais paz para morar no Rio. Questão de ameaças. Eu também não tinha mais uma vida social para poder levar meus filhos na escola e voltar. Então, já estava me atrapalhando. Modéstia à parte, estava jogando razoavelmente bem, sempre regular no Flamengo, como eu fui ao longo dos quatro anos. Até porque o próprio Muricy teve para me tirar do time inúmeras vezes, mas não tirou porque eu estava fazendo o que tinha que ser feito. Agora, infelizmente, a análise é por empatia. O lado da empatia pesa muito. Eu não sou um cara que você vai olhar e você vai sentir uma empatia automática por mim porque eu sou um cara sisudo, aparentemente. Isso é natural no futebol. Então, eu sempre tive que lidar com isso. Não é de agora. Desde quando eu surgi no futebol na base, fui assim. Não dar amém para tudo. Acaba que você vai criando umas certas restrições e vai desgastando com uma coisa, com outra. Mas fico feliz. Fiz uma história muito bonita no Flamengo, por onde eu passei, graças a Deus. Eu tenho 12 títulos na minha carreira. Ganhei título nacional no Flamengo. Fui referência do clube. Referência do time. Com os jogadores, eu era muito bem quisto, até hoje. Fiz amigos e mais do que qualquer coisa, saí de lá sendo homem. Agora, tive que tomar uma posição porque o clube e a gente não estava entrando num consenso de idéias e acabei optando por sair, já que o clube não me protegeu da forma que eu achava que deveria. Sou muito grato ao Flamengo por tudo que me proporcionou. Ao próprio Bandeira, ao Walim que foi o cara que me abriu as portas no Flamengo. Realizei o sonho de jogar no Flamengo. Eu tinha 11 anos e eu cansava de falar isso. Meu sonho é jogar no Flamengo. Por mais que eu tenha passado momentos difíceis, tive inúmeros momentos felizes. Então, foi uma coisa marcante na minha vida. Foi a realização de um sonho de menino. Por mais que a gente tenha esse discurso politicamente correto, eu não tenho esse perfil. Foi mágico eu ter passado esses quatro anos no Flamengo. Saber que eu vi o Flamengo ser campeão carioca em 2011 e falei: cara, um dia eu vou vestir essa camisa e vou honrar meus avós que são flamenguistas e eu consegui isso. Para mim, não tem maior alegria que isso”.

Wallace começou no Vitória e passou pelo Corinthians, antes de chegar ao Flamengo. No Grêmio, foi contratado nesta temporada. Não está disputando as finais da Copa do Brasil porque já tinha atuado no torneio, vestindo a camisa rubro-negra.


Luiz Felipe. Santos descobriu um zagueiro muito bom
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Alexandre Praetzel

Na metade do segundo tempo entre Santos e Corinthians, o meia Marquinhos Gabriel fez um lançamento de 30 metros em diagonal, buscando o atacante Marlone. A bola viajou pelo alto e parou mansamente no peito de Luiz Felipe. O zagueiro santista deslizou-a e saiu jogando com autoridade mais uma vez.

Aos 22 anos, Luiz Felipe surge como um defensor muito bom. Descoberto no Paraná Clube, chegou ao Santos e colocou David Braz na reserva, com qualidade e regularidade. Jovem, ainda pode crescer muito mais. Tem bom posicionamento no jogo aéreo, saída tranquila e tenta ajudar o ataque, quando pode. Sofreu a falta do pênalti a favor do Santos.

Com calma e sem deslumbramento, tem ferramentas para ser um zagueiro de seleção. Claro que é cedo para conclusões definitivas, mas os indícios são alentadores. Parabéns ao Santos pela pesquisa e contratação. Mais um bom nome do campeonato brasileiro.

 

 


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