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Ponte Preta mereceu a classificação. Palmeiras pode e deve jogar mais
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Alexandre Praetzel

A Ponte Preta mereceu a classificação para a final do Paulista. Nos 180 minutos, foi superior ao Palmeiras. Fez grande atuação em Campinas e administrou a vantagem de 3 a 0, no Allianz Parque. O fato de ter perdido por 1 a 0, em São Paulo, não diminui o feito da Macaca. É uma equipe bem arrumada na defesa, atua com três volantes e joga em função de Clayson, Lucca e Pottker, com velocidade no contra-ataque. Aranha, que ficou um ano sem jogar no Palmeiras, agora faz um bom campeonato, apesar de falhar no gol de Felipe Melo.

Gilson Kleina assumiu e a Ponte mudou de cara. Passou também pelo Santos, que tem elenco e futebol superior. Parece que o time chega bem mais encorpado à final, em relação a 2008, quando decidiu e perdeu os dois jogos para o Palmeiras. Contra Corinthians ou São Paulo, a Ponte Preta tem condições de encarar o próximo adversário com igualdade de forças. Será que chegou a hora do tão sonhado título, em 117 anos de história? Há possibilidades.

O Palmeiras entra em debate, com uma eliminação inesperada, pelo investimento que fez. Nomes como Guerra, Borja, Michel Bastos, William, Felipe Melo e Raphael Veiga são bons reforços para qualquer time. O Verdão pode jogar mais e evoluir. Eduardo Baptista precisa achar variações de esquema, extraindo as principais qualidades dos seus comandados. Borja chegou como grande nome, mas já foi vaiado e não serve mais para muitos palmeirenses. Assim não dá. Deixem o atacante se adaptar, porque ele é bom jogador. Há elenco e não falta trabalho. Mas o Palmeiras pode e deve jogar mais. Sem essa de que o Estadual não era prioridade. Tanto que houve força máxima nos dois confrontos. Função do técnico, que ainda pode apresentar algo diferente. Vamos ver na Libertadores e Copa do Brasil.


Palmeiras teve alma para vencer, mas ainda pode jogar mais na Libertadores
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras sofreu para ganhar do Peñarol-URU por 3 a 2, porque fez um primeiro tempo abaixo do normal, compensando com um time mais ajustado e competitivo na segunda etapa. Enfrentou um adversário que impõe muita tradição, mas pouco futebol dentro de campo, apesar de estar organizado. Ainda teve que aguentar uma má arbitragem do equatoriano Roddy Zambano.

O resultado buscado nos acréscimos, mostrou uma equipe que não desiste nunca, mas que não precisa passar por tantos apuros para ganhar uma partida. O Palmeiras tem o melhor elenco do Brasil e quem sabe, até da América do Sul. Pode jogar mais. Guerra foi o mentor da criação, mas a parceria não estava bem. Dudu foi muito marcado e Borja errou demais. O Palmeiras parecia estático demais num momento e alucinado em outros lances. Dá para equilibrar a formação, sem dúvida.

Claro que Libertadores se ganha também com alma e entrega e isso não faltou ao Verdão. O espírito parece que está assimilado pelos jogadores, mesmo que Dudu tenha caído na catimba uruguaia, com uma expulsão injusta. Os números mostram um líder do grupo com sete pontos e classificação encaminhada para as oitavas-de-final. Agora, não precisa sofrer tanto. Foi assim com o Jorge Wilsterman e depois com o Peñarol. Quem sabe, fora de casa, o Palmeiras consiga desempenhos melhores contra os mesmos adversários.

Eu, particularmente, gosto de futebol bem jogado, associado a bons resultados. E o Palmeiras tem condições de fazer isso. Que venham nos mata-matas.

 

*Curso de Jornalismo Esportivo em São Paulo, no mês de maio. Informações pelo cursojoresportivo@gmail.com


Palmeiras contrata zagueiro chileno para a base
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras contratou o zagueiro chileno Diego González Torres do O’Higgins. O garoto de 18 anos chega por empréstimo de um ano para compor as categorias de base do Verdão.

Diego González tem 1,84m e é considerado uma grande revelação do país e atuou por algumas partidas do time profissional, comandado pelo argentino Cristián Arán, em 2016.

O jovem atleta já foi convidado para treinar com a seleção principal do técnico Juan Pizzi e integrou todos os selecionados chilenos de base, desde os 13 anos de idade.

No último Sul-Americano Sub-20, fez parte da delegação chilena e compôs o banco de reservas.


Eduardo Baptista vai bem nas escalações e administração do grupo
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Alexandre Praetzel

A escalação do Palmeiras contra o Mirassol mostrou que o elenco alvi-verde tem opções para dar e vender. Sem os jogadores selecionáveis, machucados e com Vitor Hugo suspenso, Eduardo Baptista deu chances a quem foi bem contra o Santos e a outros que não vinham sendo aproveitados como Rafael Marques e Antonio Carlos, entre os titulares, e Alecssandro e Erik, no decorrer da partida.

Rafael teve seu nome ligado ao Botafogo, Inter e Corinthians, semana passada, mas sempre colocou o Palmeiras em primeiro lugar, evitando qualquer murmúrio ou reclamação por estar na reserva ou até mesmo fora das relações de alguns jogos. Fez um gol e elogiou o ambiente do vestiário. Na comemoração, os companheiros vibraram muito e correram em sua direção.

Há vários treinadores que se complicam com muitas opções para escalar. Como só jogam onze, é preciso ser um administrador de vaidades num grupo cheio de nomes acostumados a estarem ali, jogando, e não assistindo.  Na Libertadores da América, sete ficam na suplência, aumentando a concorrência e diminuindo as chances de muitos. Eduardo Baptista fez bem e deve utilizar os dois últimos confrontos do Paulista para rodar os atletas, ainda mais.

Agora, Eduardo pensa em abolir as concentrações nas partidas à noite, em São Paulo. A primeira experiência foi feita ontem, com todos se apresentando para o almoço e descansando na Academia. Não é uma grande novidade, mas sempre encontrou resistência de dirigentes pela cultura dos brasileiros. Acho que é uma forma madura de comandar, estendendo a mão, mas cobrando comprometimento e profissionalismo, acima de tudo.

Para quem não iria durar muito, na cabeça de uma multidão de palmeirenses, Eduardo Baptista vai começando a quebrar resistências e mostrando que tem lastro para dirigir “cobras criadas” no futebol. Os resultados falarão mais alto, mas trabalho e pulso firme também podem fazer a diferença. A conferir.


Clássico na Vila mostrou os dois melhores do Brasil. Palmeiras foi letal
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Alexandre Praetzel

Santos e Palmeiras fizeram o jogaço esperado neste domingo, na Vila Belmiro. Um primeiro tempo com muito equilíbrio, dois times atacando bastante e meio-campos criativos, além de ótimas defesas de Fernando Prass e Vladimir. A bola do jogo ficou para Vítor Bueno, perdendo oportunidade incrível quase na risca do gol. Faltaram os gols, porque no resto houve de tudo, com as duas equipes mostrando que hoje podem dominar o futebol brasileiro, sim. O fato de ter virado 0 a 0 não significa que não possa ter sido um grande confronto. E vimos muita qualidade dentro de campo.

Na segunda etapa, Eduardo Baptista sacou Guerra e colocou Egídio, levando Zé Roberto para o meio-campo. A mudança não surtiu efeito e trouxe o Santos para cima. O domínio foi total, até o gol de Ricardo Oliveira, abrindo o placar, depois de Prass ter feito uma defesa espetacular em cabeceio de Lucas Veríssimo.

Atrás no jogo, Eduardo lançou Róger Guedes e William e teve muita felicidade. Róger participou do gol de Jean, igualando a partida e William virou para o Verdão, silenciando o estádio. Um resultado maiúsculo, contra um grande adversário e torcida local. Virada de um elenco maduro, que não se desesperou com o domínio santista. O Palmeiras chegou aos 21 pontos e assumiu a melhor campanha do Paulista.

Fernando Prass foi o nome do clássico. O Santos foi melhor, mas o Palmeiras foi mais letal, botando a bola para dentro e saindo vitorioso. Jogaço. Para mim, com os dois melhores times do Brasil, respeitando todas as opiniões.


“Palmeiras tem melhor elenco. Santos é forte com titulares”, diz Assunção
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Alexandre Praetzel

Santos e Palmeiras prometem um “jogaço”, neste domingo, pelo Campeonato Paulista, na Vila Belmiro. Hoje, os dois times são apontados como os melhores do país, pelos titulares e elencos que possuem. O blog conversou com Marcos Assunção, ex-volante das duas equipes, com boas atuações e reconhecimento de torcedores e dirigentes. Assunção comparou as equipes e projetou grande clássico. Leia abaixo.

Palmeiras de hoje

“Palmeiras de hoje é muito bom, o melhor elenco do Brasil, nos últimos anos. Vem fazendo grandes campeonatos, é um time que eu gostaria de estar jogando hoje, pelo número de jogadores bons que tem. A gente fica feliz. Tenho um filho palmeirense que torce muito e está gostando muito de ver o Palmeiras, nos últimos anos, principalmente, sendo campeão e jogando bem. É um clube que eu tenho um carinho enorme, por tudo que eu passei nos quase três anos que eu vivi ali e muito feliz por dar essa alegria para os torcedores palmeirenses”.

O que mais chama a atenção no Palmeiras, em relação a quando jogaste?

“No momento que eu atuava, não tinha tanto dinheiro quanto tem hoje e não tinha tantos jogadores bons, também. Isso que faz um clube vencedor. Um clube com condição para contratar grandes jogadores e contratar bem. Isso o Palmeiras fez”.

Time do Santos completo pode segurar o Palmeiras nas grandes competições?

“É isso mesmo. Eu falo do Palmeiras como elenco, o Santos, a gente está falando dos onze jogadores. A partir do momento que ninguém se machuque, não tenha que sair por cartão, o Santos é uma grande equipe, tem grandes jogadores. É um clube, um time, que está ali, no mesmo nível do Palmeiras, quando entram os jogadores titulares”.

O que achas do jogo deste domingo na Vila Belmiro?

“O Santos é muito forte jogando na Vila, mas o Palmeiras tem grandes jogadores, experientes, que podem fazer a diferença. É difícil falar um resultado, quem vai ganhar, mas é muito fácil saber que vai ser um grande jogo para as pessoas que vão ao estádio e assistirão em casa, não vão perder seu tempo porque será uma partida muito gostosa de se ver”.

Santos e Palmeiras são candidatos ao título da Libertadores, em meio ao Brasileiro?

“Pode haver dificuldade para o Santos, justamente aquilo que nós estamos falando de não ter um elenco tão grande quanto o Palmeiras, com jogadores tão capacitados quanto o Palmeiras, mas a gente vai torcer para que as duas equipes, que são as duas onde eu joguei, santista desde pequeno, o Palmeiras com um carinho e respeito muito grande por tudo que eu passei lá. A gente torce para que possa ir o mais longe possível”.

Destacaria alguém especial nos dois elencos?

“No Santos, meu amigo, joguei com ele no Betis-ESP, um cara que dispensa comentários, que é o Ricardo Oliveira. Um atacante, um dos melhores que eu já joguei. Tem velocidade, chuta com a perna direita, esquerda, cabeceia bem. Então, é um cara que eu gosto muito. No Palmeiras, o Dudu, pela fase que está vivendo. Uma fase muito boa, depois de ter passado por uma fase ruim. Agora, acho que ele se assentou, colocou a cabeça no lugar e viu que realmente ele é o cara do time, que tem que levar o time para grandes conquistas. Tchê Tchê também. Meu amigo, um cara que é o motor do time, que faz o time jogar. Quando ele não joga bem, o time não vai bem. São três jogadores. Escolhi dois do Palmeiras, o Ricardo, mas vou escolher também o Lucas Lima para ficar empatado. São jogadores que fazem os times jogarem”.

O Palmeiras está praticamente garantido nas quartas de final do Paulista e pode determinar a eliminação do Santos ou ajudá-lo na classificação. O Palmeiras irá enfrentar Mirassol e Ponte Preta, concorrentes diretos do Santos, por uma vaga na próxima fase do Estadual.


Empresário vê R. Marques chateado com situação, mas nega saída do Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Rafael Marques teve seu nome envolvido em algumas especulações nesta semana. O atacante tem contrato com o Palmeiras até dezembro e não vem jogando com Eduardo Baptista. O atleta foi apontado como possível reforço do Botafogo e do Inter e envolvido num boato sobre sua dispensa do clube. O blog entrevistou o empresário do jogador, Nenê Zini, a respeito do assunto. Acompanhe abaixo.

Rafael Marques está saindo do Palmeiras?

“Não, de forma alguma. Ele tem um ambiente excepcional lá dentro. Ainda há situações de mercado, mas no momento não tem nenhuma proposta por ele. Ele está feliz com o grupo, equipe, trabalho, é um cara super profissional. Está chateado por não estar jogando, mas isso é normal. Já provou seu valor para diretoria, torcida, não tem porquê desestabilizar esta relação”.

Tem alguém querendo prejudicá-lo dentro do clube?

“Não sei porque isso está acontecendo. Não trabalho com especulação. Converso constantemente com o Mattos e ele me disse que nunca houve nada, deixando claro que o Rafael é muito importante para o Palmeiras. Nós temos um excelente relacionamento e não temos porque criar algum atrito. Quem acompanha o dia-a-dia, sabe que ele é um cara motivado. Respeita o contrato e está inscrito em todas as competições. Especulação sem nome, não tem porque falar”.

Rafael Marques ficará no Palmeiras ou já recebeu propostas?

“Não recebi propostas, nem contatos de Botafogo, Inter ou Corinthians. Rafael tem contrato até dezembro e não recebemos nenhuma oferta de pré-contrato do Palmeiras ou qualquer outro clube. Ele está quieto por uma questão de respeito. Tem postura profissional e está aguardando o seu momento”.

Rafael Marques está com 33 anos. Fez 105 jogos pelo Palmeiras e marcou 21 gols. Em 2017, praticamente não atuou, com Eduardo Baptista no comando.

 


Deixem Eduardo Baptista trabalhar. Ceni sabe das deficiências tricolores
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Alexandre Praetzel

Na primeira fase do Paulista, os clássicos crescem de importância porque são os jogos considerados mais difíceis nos enfrentamentos. Não decidem nada, mas colocam a rivalidade à prova e servem para comparar as equipes, no início de trabalho.

O Palmeiras fez 3 a 0 no São Paulo, sendo amplamente superior, principalmente, no segundo tempo. E atuou com time misto, valorizando ainda mais a força do seu elenco. O volante Thiago Santos, reserva de Felipe Melo, foi o destaque em campo. O resultado não causa turbulência no São Paulo, mas escancarou três questões, pelo menos.

O São Paulo precisa definir um goleiro titular. Sidão e Dênis não passam confiança e Renan Ribeiro está sempre machucado. Então, é hora de testar o jovem Lucas Perri, mesmo sem estar inscrito no Estadual, ou buscar um nome no mercado.

A defesa sofre, quando não tem Maicon e Rodrigo Caio juntos. Rogério Ceni escalou Douglas em detrimento a Lugano. O uruguaio é melhor do que o colega, mas ficou no banco. Por que não dar oportunidade a Lucão, também? Lyanco  não pode ser utilizado porque está fora da lista do campeonato.

Cueva é o melhor jogador do São Paulo, no momento. Agora, ficar na dependência do peruano é muito pouco para o tricolor. O clube oferece poucas opções. Acredito que Rogério Ceni e a diretoria devam estar atentos a tudo isso.

No Palmeiras, é bom deixar Eduardo Baptista trabalhar. Contra o São Paulo, escalou uma formação equilibrada e poderia ter vencido por mais. O Verdão fez sua melhor partida, patrolando o adversário, física, técnica e taticamente. Bons dias de projeção, com favoritismo diante do Jorge Wilsterman-BOL, para conseguir sua primeira vitória na Libertadores da América, quarta-feira. Deixem o homem trabalhar. Simples assim.


Valentim nega mágoa com Palmeiras e ainda acredita em vaga para o Red Bull
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Alexandre Praetzel

Alberto Valentim vai reencontrar o Palmeiras, após três anos como auxiliar fixo da comissão técnica. O ex-jogador fez bons trabalhos no clube e sempre foi bem, quando assumiu o cargo de técnico como interino. Aos 41 anos, Alberto deixou o Verdão e aceitou o desafio de comandar o Red Bull Brasil, no seu primeiro trabalho como treinador principal. Em entrevista exclusiva ao blog, Alberto negou um acordo para assumir o Palmeiras com a saída de Cuca, projetou um confronto diferente contra seu ex-time e admitiu que a campanha do Red Bull está aquém do esperado. Leia abaixo.

Trabalho no Red Bull

“Estou vendo por dois lados. Estou gostando muito da forma que estamos trabalhando, jogadores se entregando, nos conhecendo mais, comprando a idéia do trabalho. Grupo muito profissional, querendo um bom campeonato. Por outro lado, não estamos conseguindo ganhar os pontos necessários. A campanha não está conforme nós pensamos, do que a gente imaginava, pela pré-temporada que fizemos e por aquilo que a gente tem jogado. Lembro que deixamos escapar duas vitórias contra Santo André e São Bento”.

Modelo de jogo

“Eu joguei num 4-3-3 e num 4-3-2-1, muito pelas características dos jogadores que eu tenho aqui. Tenho bom relacionamento com todos os atletas e sempre tive no Palmeiras, no Atlético-PR. Eu acho isso muito legal, acho isso bacana. Só consigo trabalhar deste jeito”.

Projeção no Paulista

“Nosso primeiro objetivo é classificar o time. Lógico que hoje existe um risco de rebaixamento. Queremos classificar o time e depois tem o mata-mata, que já surpreendeu muita gente em outras vezes. Não vejo o fato de dois jogos serem mais difíceis. Para mim, é igual. Acredito que com 15 a 17 pontos, a equipe consiga a vaga. São seis jogos e a gente precisa vencer quatro jogos. Vai depender muito das duas próximas rodadas”.

É um jogo diferente contra o Palmeiras, para você?

“Tenho um carinho muito grande pelo Palmeiras. Deixei muitos amigos como jogadores, funcionários, de comissão técnica. As pessoas na ruas sempre tiveram carinho por mim, quando saí. Será um prazer muito grande reencontrar as pessoas. Palmeiras e Atlético-PR, eu tenho um carinho muito grande e especial”.

Existia um acordo para assumir o Palmeiras, com a saída do Cuca?

“Não existiu isso. Não é verdade. Nunca foi conversado isso”.

Deixastes o Palmeiras porque achastes que serias o técnico?

“Já tinha decidido que 2016 seria meu último ano como auxiliar. Já vinha amadurecendo. Já tinha recebido a proposta do Red Bull. Tive uma conversa com a diretoria, muito transparente, que eu não queria ser mais auxiliar, a partir de janeiro de 2017. Sou muito realista. Existiam três nomes apontados na imprensa e eu estava entre eles, antes do Roger assumir o Atlético-MG. Entendo o clube. O Eduardo está um pouco na frente em relação a equipes que já comandou. Não teve problema nenhum. Não tive frustração, nem mágoa, foi um processo normal, tranquilo”.

Importância de um Executivo

“Executivos como Thiago Scuro e Alexandre Mattos, com a qualidade que eles têm, são primordias para qualquer clube. São muito importantes para treinadores, jogadores. Dão um suporte enorme. Aqui no Red Bull, nos dão tudo aquilo que podem dar. Thiago e Mattos são ótimos profissionais e fazem isso muito bem”.

O Red Bull é 14º colocado na classificação geral com cinco pontos. Os dois últimos são rebaixados para a Série A2. No grupo B, o time é o terceiro colocado, dois pontos atrás do Linense. Os dois primeiros se classificam para as quartas-de-final, faltando seis partidas.

 

 


Corinthians disputou um Dérbi. Palmeiras achou que ganharia quando quisesse
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Alexandre Praetzel

Acompanho futebol há 40 anos. Minha origem é o Rio Grande do Sul, onde vi e trabalhei em vários Grenais. Muitas vezes, dentro de campo, você percebia um time bem melhor no papel, tratando o jogo com mera formalidade, enquanto o adversário inferior “comia” grama. Nunca se brinca com um clássico. Serve para arrumar e desarrumar a casa.

Corinthians e Palmeiras foi um exemplo. O Palmeiras chegou ao estádio corintiano como favorito por ser o atual campeão brasileiro e ter um elenco superior. O Corinthians tem alguns bons nomes, mas está em reconstrução novamente, convivendo com dúvidas diárias da torcida e imprensa sobre a capacidade do grupo, além da crise política.

Jogo muito duro e disputado e com o erro crasso admitido pelo árbitro Thiago Peixoto ao expulsar o volante Gabriel, inocente na falta em Keno, cometida por Maycon. Neste instante parece que as coisas mudaram, no segundo tempo. O Corinthians voltou com mais pegada e disposição, enquanto o Palmeiras tocava de lado, mesmo com um homem a mais. A projeção era de um Palmeiras indo para cima, sufocando o Corinthians e vencendo novamente.

Mas a mística dos clássicos voltou. O Verdão se espalhou em campo e permitiu ao Corinthians, espaços para os contra-ataques. Não soube jogar com 11 contra dez, incrivelmente. E aí veio o gol da vitória. Típico de quem luta mais. Bola espirrada, após cruzamento na área corintiana e balão para a frente. Só Zé Roberto na defesa palmeirense e Guerra fazendo a cobertura. O venezuelano perdeu o combate para Maycon, que ainda levou sorte contra Zé, assistindo Jô para abrir o placar. Gol típico de clássicos, onde o inferior ganha na entrega durante os 90 minutos, enquanto o superior acha que pode vencer quando quiser. E Jô tinha recém entrado em campo.

Agora, o Palmeiras seguirá o seu debate interno, com jogadores defendendo Eduardo Baptista, criticado fortemente pela derrota, enquanto o Corinthians respira e se tranquiliza com Fábio Carille, valorizando a vitória diante de um adversário eterno. O Dérbi nunca dura apenas 90 minutos, apesar de não ter decidido nada, mas serve para tumultuar ou acalmar ambientes. Sempre foi assim. Por isso, nunca brinquem em clássicos. Joguem sempre para vencer, independentemente da qualidade das equipes.