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Borja sempre brilhou dentro da área, mas atacante pode e deve se ajudar
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Alexandre Praetzel

Sou um defensor de Borja. Acho que o atacante tem faro de gol e bom posicionamento perto e dentro da grande área. É bom jogador e merece tempo para se adaptar. Na sua última entrevista, admitiu que o futebol brasileiro é mais rápido e pegado do que o colombiano. Ainda sente a dificuldade do calendário, com pouco tempo de descanso e adversários difíceis toda a semana. A sequência Chape, Tucumán, São Paulo e Inter, não se encontra em outro país sul-americano, num intervalo de 11 dias.

Mas Borja também precisa se ajudar. Deve ter calma porque uma hora a bola vai entrar, como aconteceu diante do Vasco. Já vimos filmes parecidos, anteriormente, com outros goleadores. Não adianta resmungar e gesticular, a cada substituição. Isso só contribui para aumentar a ansiedade e a desconfiança da torcida. São quatro meses da chegada triunfal para um ponto de interrogação entre os palmeirenses. Já li e ouvi que “Borja não serve. Não acerta um chute” ou “Como se enganaram num cara ruim assim”. Frases imediatistas e cheias de emoção, sem nenhuma razão e até desconhecimento. São seis gols em 17 jogos. A média não é ruim. Há quem entenda que o custo-benefício não é bom.

Agora, pesquisem como Borja ficou letal e goleador. O repórter Rodrigo Fragoso, do Esporte Interativo, foi buscar informações e descobriu que Borja, antes de chegar ao Palmeiras, nos últimos 35 gols que marcou, em apenas três  foram de chutes de fora da área. Reparem bem. Os outros 32 gols foram dentro da área.

Em 26 gols dos 35, Borja não deu mais que dois toques na bola. Confira como o colombiano decidiu, abaixo.

  • Chutes de primeira: 16 gols
  • Domínio rápido seguido de conclusão: 10 gols
  • Gols de pênaltis: 5 gols
  • Gols de cabeça: 3 gols
  • Gols de falta: 1 gol

Está claro que Borja tem uma característica de área e o Palmeiras precisa aproveitar a força física e o poder de conclusão. Com Eduardo Baptista, Borja atuava de costas para os zagueiros ou vinha buscar a bola na intermediária. Não foi bem. Pelo menos, Cuca está com mais paciência e vai com ele, até o fim.

Óbvio que o Palmeiras não pode ficar refém de uma maneira de jogar por causa de um atleta, mas é bom aproveitar o que Borja tem de melhor. E o colombiano também pode contribuir, participando mais da partida e fazendo o feijão com arroz, tabelando e chutando. Só vai melhorar, mas precisa se ajudar.


Cícero elogia o Palmeiras: “Se bobear, dá até três times por lá”
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Alexandre Praetzel

O São Paulo tirou um peso das costas com a vitória de 2 a 0 sobre o Avaí e agora projeta um desempenho melhor e mais solto do time para enfrentar o Palmeiras, sábado, no Morumbi. O tricolor não perde para o Verdão desde 2002, na sua casa e todo clássico gera expectativas e repercussões. O blog entrevistou o meia Cícero, a respeito do momento da equipe, o tabu diante do rival e o momento de Cueva, em queda técnica e mal fisicamente. Confira.

Jogo contra o Palmeiras

“Dentro do Morumbi, diante do nosso torcedor, a gente tem que, independentemente do jogo que a gente pega, a gente tem que olhar sempre a vitória. A gente sabe que a equipe do Palmeiras é uma grande equipe, mas a gente tem que se impor como no primeiro tempo contra o Avaí, para tentar o resultado porque são dois times grandes e um jogo que é decidido em detalhe. Espero que a gente possa sair feliz no sábado”.

Equipe será praticamente a mesma para o clássico?

“Depende muito, depende de como o adversário joga também. Então, você tem que tentar ter esse encaixe, é isso o que o Rogério está tentando fazer e a gente está tentando assimilar isso aí da melhor maneira possível. A gente enfrentou o Avaí com uma formação que estávamos um pouco acostumados, mas é lógico que ele treina outras formações, caso precise, porque as vezes você tem que mudar uma situação de jogo para você ir atrás de um resultado ou segurar também. O mais importante é que todo mundo está ciente nesse quesito para que a gente consiga ter bons resultados, daqui para a frente”.

Palmeiras tem mesmo o melhor elenco do Brasil?

“Olha, é o time que mais investiu. A gente sabe que tem muitos bons jogadores lá. Se você for ver, se bobear, dá até três times lá no Palmeiras. Só que quando você entra para jogar, são 11 contra 11 e eu acho que, para ser sincero com você, o Campeonato Brasileiro é muito nivelado. Lógico que a gente sabe que o Palmeiras é o time que mais investiu, mas eu não consigo ver um time que seja melhor do que aquele e melhor do que esse. É um campeonato que vai ser muito equilibrado porque todos os times têm um nível de equilíbrio muito grande”.

São Paulo não perde para o Palmeiras no Morumbi, desde 2002. É uma questão de honra manter esse tabu?

“Espero que esse tabu continue, né. É jogo difícil, um clássico. Como a gente vai estar dentro dos nossos domínios, a gente tem tudo para fazer um bom jogo. Conseguimos uma vitória diante do Avaí para nos dar uma confiança maior e espero que essa sina continue porque que será muito bom para a gente”.

Como você analisa o momento do Cueva, após ele ser vaiado por parte da torcida?

“Olha, o Cueva, desde que eu cheguei aqui no São Paulo, eu vi que é um jogador acima da média. Eu sei das qualidades dele, até costumo brincar muito com ele, durante os treinamentos, as vezes até antes dos jogos. Falo, vamos lá e tal, porque a gente sabe da qualidade dele. Eu vou falar sem sombras de dúvidas para mim: hoje, o Cueva é o melhor meia na atualidade no futebol brasileiro. Isso eu falo pelo que eu entendo de futebol. Mas a gente sabe que as vezes, jogadores passam momentos que as coisas não dão muito certo em determinadas situações, mas o o Cueva, pela qualidade que ele tem, a gente sabe que a qualquer momento, ele pode desequilibrar e deslanchar num jogo e vai nos ajudar. Tenho certeza que ele é uma peça fundamental para a gente também neste time que a gente tem hoje”.

Cícero voltou para o São Paulo a pedido de Rogério Ceni. É titular e homem de confiança do treinador. O São Paulo defende uma marca de 12 partidas sem derrotas para o Palmeiras, desde 2002, no Morumbi. São sete vitórias e cinco empates.


Reservas do Palmeiras precisam mostrar mais. Só quantidade não basta
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras foi muito mal contra a Chapecoense. A alegação de Cuca para escalar um time quase reserva foi a maratona de jogos pela frente e o risco de lesões. Ok. O elenco tem qualidade e quantidade para resolver partidas, mas não é isso que estamos vendo. Sempre fui a favor de Raphael Veiga, contratado pela sua técnica apurada. Só que o meia deixa seus defensores pendurados. Recebe chances e não consegue se desenvolver na equipe.

Keno assinou por quatro temporadas, mas não é nome para o Palmeiras, na minha opinião. É um atacante de time médio, para atuar em função dele. No Palmeiras, precisa definir numa bola e não consegue. O mesmo vale para Érik. Em 2016, foi trazido do Goiás por R$ 14 milhões e não aguenta o Palmeiras. Quando entra, a impressão é de que fica menor do que parece.

Fabiano ganhou a moeda da sorte quando foi adquirido em definitivo. O gol do título brasileiro diante da Chapecoense, assegurou sua permanência no Verdão, mas joga bem menos do que pensam os dirigentes palmeirenses. Hyoran teve poucas oportunidades até agora e não dá para tirar muitas conclusões. Tem potencial.

Michel Bastos e Thiago Santos são úteis e Antonio Carlos foi bem. Juninho mostrou segurança, estreando como titular.

Um grupo de atletas com tantas opções pode e deve render mais. Quem não der conta do recado e se acomodar, não serve. Time grande é assim. Acho que Cuca já notou isso. É esperar para ver.


Edu Dracena não quer priorizar competições. Zagueiro valoriza volta de Cuca
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras pega o Inter, na abertura das oitavas-de-final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira. O time está envolvido em três competições importantes e deverá ter força máxima em todos os jogos. O blog entrevistou Edu Dracena, com exclusividade. O zagueiro falou sobre o retorno de Cuca, a projeção para um bicampeonato brasileiro e a qualidade do elenco, nesta temporada. Leia abaixo.

O retorno do Cuca te surpreendeu?

“A gente sabia que qualquer coisa que acontecesse no Palmeiras, do time não ir bem, não conquistar seus objetivos, com certeza, a primeira opção seria o Cuca. A gente sabia que, não em breve, mas numa hora ele iria voltar porque a sabe que o futebol é muito dinâmico, o futebol é rápido, né. O importante é que ele voltou agora junto com a gente. A maioria conhece a maneira como ele gosta de trabalhar. Alguns não tinham trabalhado com ele, mas todos nós já passamos a maneira como ele gosta. Tomara que a caminhada seja árdua, díficil, mas gloriosa como foi no ano passado, com o título”.

A boa estréia no Brasileiro é um parâmetro para o bicampeonato ou ainda é cedo para falar sobre isso?

“Lógico que sempre o Palmeiras vai ser candidato, mas é cedo ainda para você falar se você vai conquistar ou não. O que viu o ano passado, que o Palmeiras não era um dos candidatos, até porque vinha eliminado do Paulista e logo no início, o Cuca disse que ia ser campeão e muita gente deu risada da maneira como ele expressou e ninguém nos colocava como favorito. Hoje, nos colocam pelo elenco que a gente tem, pelas contratações que o Palmeiras fez, mas a gente que não é só isso para você conquistar. Acho que são coisas que você tem que jogar jogo a jogo, vencer dentro de casa como a gente venceu o Vasco e tentar buscar pontos fora, como a gente fez no ano passado”.

A chegada do Juninho e a saída do Vitor Hugo, supreenderam pela rapidez?

“A chegada do Juninho sim, pela rapidez, né. Mas a do Vitor Hugo, a gente sabia, que ele é um grande jogador, toda janela de negociação com a Europa, sempre tinha especulação. A gente sabia que uma hora ou outra, isso iria acontecer, mas o Palmeiras como sempre age muito rápido. Já saiu um, entra outro, até porque a gente sabe da importância do elenco para o Brasileiro”.

O Palmeiras tem que entrar com tudo na Copa do Brasil, também?

“Eu acredito que sim. Você não tem que priorizar nenhuma competição. Eu não gosto de priorizar. Quando você prioriza, você acaba só focando em numa e você não tem a certeza de que vai ganhar aquela. Então, acho que todas as competições que a gente puder disputar e tentar ir o mais longe possível, a gente tem que acreditar. Temos elenco para isso. Não é da boca para fora que nós temos que falar do elenco. Nesses momentos que a gente tem que usar, como a gente usou o ano passado, pena que aquele jogo contra o Grêmio, poderíamos ter passado, indo mais longe na Copa do Brasil. Isso mostrou a força do nosso elenco e esse ano não será diferente”.

Edu Dracena assumiu a titularidade da defesa, no início do ano. Com a saída de Vitor Hugo, Dracena está consolidado no setor. Desde 2015, Edu Dracena fez 45 jogos e marcou três gols.


Após Mayke e Juninho, Mattos nega outros reforços no Palmeiras, no momento
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Alexandre Praetzel

A chegada de Cuca deixou todos os palmeirenses empolgados para a disputa do Campeonato Brasileiro, Libertadores da América e Copa do Brasil. Na sua reestréia, vitória de 4 a 0 sobre o Vasco e aplausos de mais de 30 mil torcedores. Agora, será que o Palmeiras irá contratar mais reforços, além do zagueiro Juninho e do lateral-direito Mayke? O blog entrevistou o diretor-executivo de futebol, Alexandre Mattos, a respeito disso e do retorno de Cuca. Leia abaixo.

O que achaste do recomeço do Cuca, após a primeira vitória?

“Foi ótimo. Melhor impossível. Além da dificuldade do jogo, quem vê os 4 a 0, acha que foi um jogo muito fácil. Na verdade, foi um jogo bem competitivo. Em vários momentos, o Vasco estava melhor na partida, mas acho que o Cuca, aos pouquinhos, vai demorar um pouquinho, não muito tempo, mas ele vai começar a implementar algumas  diferenças que a gente já conhece, como a maioria dos jogadores já conhece. Acima de tudo, vibração, a vontade e especial também, o Borja, precisando de um pouquinho de confiança e ele resgata fazendo dois gols”.

A volta do Cuca é uma garantia de novos títulos ou isso não existe no futebol brasileiro?

“Absolutamente não. Já falei isso algumas vezes, quando me perguntaram. Não tem jeito de ter soberania. Só o Cuca que foi louco ano passado, falando que ia ser campeão antes. Na verdade, não. A gente sabe que o trabalho vai ser árduo, intenso, mesmo na hora que estiver em casa, vai estar pensando muita coisa. Tudo o que a gente já conhece do Cuca e sabe que que tem outras equipes difíceis. Na verdade, para muitos, não é o Palmeiras o favorito, o favorito é o Flamengo, eu escutei isso aí de muitos. O Palmeiras nem quer ser favorito, quer pensar jogo a jogo. Agora, temos que mudar a chavinha na quarta-feira, pensar no Inter, depois mudar de novo, pensar na Chapecoense. Fazer o que nós fizemos no ano passado, com muita tranquilidade, batendo os adversários difíceis e aí no final, se tudo der certo e Deus iluminar, a gente estará na frente”.

Você está viajando aos Emirados Árabes para contratar o Éverton Ribeiro?

“Não, isso é coisa interna. Não tem nenhuma viagem marcada, nada. O grupo está muito bom, muito forte. A gente está fazendo um ajuste ou outro. Não dá ainda para anunciar porque tem que assinar e tudo. Até por essa suspensão revoltante do Felipe Melo, mas vimos o Jean indo bem no meio, ali. Então, a gente, com calma, vai fazendo, mas a gente está tranquilo. Não tem muita coisa, a não ser se tiver uma oportunidade em algum lugar”.

O Mayke foi contratado por que ele foi bem no Cruzeiro?

“Mayke é um excelente jogador. Em 2013, tive a felicidade, ele era júnior e eu pedi para subí-lo, mais uns três, quatro. Conheço bem o potencial dele, aliás todo o Brasil conhece o potencial dele. Mayke vinha jogando de titular. As pessoas, as vezes, se assustam um pouquinho. Pô, outra troca com o Cruzeiro, mas eu acho que a gente está no lucro. Willian está muito bem, outro que chegou, estaria questionado entre aspas. A gente sabe que o jogador, as vezes, vem e encaixa, as vezes é ótimo jogador e não encaixa no clube. A gente tem a confiança de estar fazendo o que é correto no momento. O Palmeiras, em menos de 24 horas, depois de uma suspensão do Felipe, agiu rápido. Já arrumou uma situação juntamente com o treinador, claro, de ter uma possibilidade de arrumar isso aí, sem muito barulho. Mayke vem, primeiro é um homem muito legal, conheço bem a família dele, uma confiança completa. O torcedor palmeirense vai ter um leão ali para treinar e jogar. Tenho certeza, com muita confiança, ele vai entrar em forma e ajudar muito o Palmeiras”.

A punição do Felipe Melo revoltou mais por que foi maior do que os jogadores do Peñarol?

“Não tem nada a ver com o Peñarol. O problema é do Peñarol. Revoltante é a falta de critério porque está muito claro nas imagens que não foi o Felipe que buscou aquilo, o Felipe teve que se defender. Se o Felipe tivesse feito alguma coisa contrária disso, a maior punição seria interna. Nós estamos apoiando ele, junto com ele nessa aí. Está revoltante, acho que o presidente já falou bastante sobre isso. Nós confiamos no nosso departamento jurídico, no presidente novo da Conmebol. Acho que é um aprendizado para todo mundo. Já disse alguns dias atrás. Perguntam como que funciona lá? A gente não sabe e eles olham para aquele ali e ah, vamos dar tanto para esse cara. Não sei porquê. Não tem julgamento. A gente se defende por email. Então, a gente confia que o presidente novo, uma pessoa que parece ser bastante honesta, boa, quer fazer o correto. A gente confia que eles vão repensar sobre isso aí”.

Lateral Maxwell e volante chileno Aránguiz estão sendo contratados?

“Não. Eu já falei que é situação interna. Posso te dizer que o Palmeiras não está em negociação com nenhum jogador, nesse momento. Zero. Nenhum jogador, nem pensando”.

O zagueiro Juninho chega do Coritiba para assinar contrato por cinco anos. O lateral Mayke terá compromisso até dezembro de 2018. Rafael Marques foi para o Cruzeiro e Alecssandro seguiu para o Coritiba.

 


Rafael Marques nega que tenha saído do Palmeiras pelo retorno de Cuca
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Alexandre Praetzel

Rafael Marques se despediu do Palmeiras. O atacante foi negociado com o Cruzeiro e deixou a Academia de Futebol emocionado. O blog entrevistou o jogador com exclusividade. Leia abaixo.

Como defines tua passagem pelo Palmeiras?

“Difícil falar. Tive uma passagem rápida aqui em 2004 e voltar agora desde 2015, nesta reformulação que teve. Dois títulos importantes nacionais e fazer parte disso. Então, para mim, é triste porque eu tenho um carinho muito grande pelo Palmeiras. Todo mundo sabe. Sempre deixei bem claro minha vontade. O carinho que eu tinha pelo clube e mais também, a família que a gente montou. Minha permanência aqui, quando eu vim da China, foi mais por causa disso porque eu sabia que aqui tinham, além de jogadores profissionais, irmãos que a gente criou, uma família muito grande. Quando a gente deixa uma família para trás, dói bastante. É visando coisas boas, novas, objetivos novos, tenho certeza que no Cruzeiro não vai ser diferente também. Têm grandes jogadores, um elenco maravilhoso, amigos lá que me passaram tudo que é o Cruzeiro. Vão me receber de braços abertos, como me receberam aqui no Palmeiras. Talvez não seja uma despedida e sim um até logo. Todos os lugares onde eu passei, deixei as portas abertas e aqui não está sendo diferente. Graças a Deus, fiz o melhor, honrei o máximo a camisa e deixei tudo que pude dentro de campo. É bacana sair com as portas abertas para uma possível volta.

Cuca falou contigo que não te aproveitaria e por isso, tu resolveste aceitar a proposta do Cruzeiro?

“Não. É até bom tocar nesse assunto. Muitos, talvez iriam vincular minha saída com a chegada do Cuca e não foi isso. Já tinha recebido a notícia na semana do jogo na Bolívia, que as negociações estavam quase certas. Então, como fui convocado para esse jogo, para não atrapalhar a concentração e amanhã ou depois, não pensarem que eu não estava focado, deixei para falar com Mattos, depois do jogo. No jantar, falei da minha vontade, deixei bem claro para ele, aguentei o máximo, mesmo não jogando, trabalhando contente e ajudando os meus companheiros no dia-a-dia. Só que chegou um momento que eu tinha que voltar a jogar. Como ajudei nesses dois anos e meio, queria que ele me ajudasse também, na minha saída para o Cruzeiro. No outro dia, ficamos sabendo que o Eduardo Baptista não estava mais e que viria o Cuca. Cuca pode esclarecer. Teve uma conversa comigo, muito bacana, como sempre foi no ano passado e agora também. É bom que não vinculem minha saída com a chegada dele, ao contrário. Cuca é um cara vitorioso, quase teve a possibilidade de eu trabalhar com ele na China. Por outros fatores, não conseguimos. Trocamos muitas coisas positivas e negativas lá, das dificuldades que a gente passava. Quando ele chegou aqui, fiquei muito contente e tudo que aconteceu ano passado, ele me ajudou. Óbvio que não joguei muito, pela qualificação do elenco e nada pessoal do Cuca com o Rafa. Sempre quando podia, ele me colocava, eu sempre ajudava ele e a equipe. Então, é bom deixar esclarecido que minha saída não está vinculada à chegada dele”.

Como achas que será tua participação no Cruzeiro?

“Fazer o que eu vinha fazendo desde o ano passado. Nesse primeiro semestre, eu não joguei. Tive a chance de jogar um jogo só. Ano passado, poucas atuações. É procurar sempre estar focado, trabalhar, respeitando os companheiros, fazer o seu melhor. Acho que sempre é buscar seu espaço dentro de campo, como sempre foi na minha carreira toda e aqui no Palmeiras não foi diferente. Tenho respeito pelo jogador profissional que eu sou, amigo e acho que dentro de campo você vai conquistando no dia-a-dia, mostrando seu valor, como sempre fiz aqui. Lá, será igual. Tem um elenco muito qualificado também. Mano Menezes mudou bastante, desde sua chegada no ano passado, a característica de jogo do time, se tornou mais competitivo e mostrou também no começo do ano. Óbvio que as duas últimas derrotas não podem acabar com o que foi construído, desde sua chegada. Temos que estar focados nos objetivos traçados no ano, Copa do Brasil, Brasileiro. É um time de qualidade, que vai brigar pelos títulos”.

Rafael Marques voltou ao Palmeiras, em 2015. Deixa o clube com 106 jogos e 22 gols.


Palmeiras e Cruzeiro podem promover nova troca de jogadores
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Alexandre Praetzel

Cruzeiro e Palmeiras podem promover nova troca de jogadores, repetindo 2016. Na ocasião, o Palmeiras mandou o meia Robinho e o lateral Lucas para Belo Horizonte e recebeu os laterais Fabiano e Fabrício. Agora, Cuca deve repetir a dose, enviando o atacante Rafael Marques e trazendo o lateral-direito Mayke para São Paulo.

O blog apurou que as conversas começaram nesta sexta-feira e devem terminar com final feliz.

“Ainda não há nada definido. Houve um primeiro contato pelo Rafael e agora vamos sentar e ver o que vai acontecer. O Cruzeiro é um grande clube”, ressaltou Nenê Zini, empresário de Rafael Marques.

Mayke está com 24 anos e foi titular do Cruzeiro no bicampeonato brasileiro em 2013 e 2014. Depois, teve uma lesão e perdeu um pouco de espaço, alternando entre os titulares. Chegaria para jogar no Palmeiras, disputando vaga com Jean ou ocupando a posição, caso o companheiro seja escalado no meio-campo. Pelo Cruzeiro, são 146 jogos e três gols marcados.

Rafael Marques foi liberado por Cuca e disputou apenas uma partida, em 2017.


Empresário nega saída de Egídio do Palmeiras e prevê renovacão de contrato
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Alexandre Praetzel

O retorno de Cuca pode determinar algumas alterações no elenco do Palmeiras. O treinador deve indicar alguns reforços e liberar jogadores para negociações. Quem sempre é cotado para sair é o lateral-esquerdo Egídio. Torcedores nas redes sociais reclamam do baixo desempenho com a camisa do Verdão.

Fui questionado por diversos palmeirenses se Egídio estaria indo para o Vasco ou Inter, para a disputa do Campeonato Brasileiro. O blog fez contato com o empresário do atleta, Eduardo Uram.

“Não tem nada e não recebi contato de ninguém ligado a outro clube. O Egídio é do Palmeiras e pretendemos renovar o contrato”, afirmou. Egídio tem compromisso com o Palmeiras até o final de 2017.

Ele chegou em julho de 2015. Disputou 78 jogos e marcou dois gols. Sempre foi reserva de Zé Roberto. Antes de vir para São Paulo, Egídio foi bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro em 2013 e 2014.


Cuca foi “visionário” com o desespero do Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Cuca assumiu como técnico do Palmeiras, em março de 2016. Chegou falando grosso e prometendo o título brasileiro. Não só cumpriu a promessa como deixou uma boa espinha dorsal para 2017. Cozinhou a diretoria sobre sua provável renovação de contrato, mas acabou deixando o clube, alegando questões familiares.

Para mim, Cuca foi muito inteligente e um bom estrategista de carreira. Não permaneceu porque sabia que as cobranças seriam diárias pela manutenção do desempenho de um grupo campeão. Sentiu que o forte desgaste nas relações do dia-a-dia com alguns jogadores e membros da diretoria, estavam com prazo de validade. Precisava respirar e recarregar as forças. Por isso, saiu. Qualquer outro nome que o substituísse, teria dificuldades a curto prazo, mesmo com bons reforços e grande injeção de dinheiro. Ficou assistindo de camarote e aguardando o telefone tocar.

Bingo! Eduardo Baptista não aguentou o tranco. Bom profissional e comprometido, a aposta de Alexandre Mattos não conseguiu manter o legado “Cuquista”, desmanchando uma forma competente de jogar e não criando nada de novo. Como um time que tem R$ 15 milhões de folha salarial, joga tão pouco? Pergunta rotineira e verdadeira. Estourou no técnico.

Agora, Cuca tem a faca, o queijo e a conta bancária na mão. Está fazendo charminho para não parecer oportunista, após a demissão de um colega de trabalho. Querendo, voltará como “Salvador da Pátria”, nos braços da torcida e com carta branca para dispensar e contratar. Obviamente, será cobrado para ganhar a Libertadores, sem nenhuma garantia de sucesso.

Não sei se a diretoria acertou ao demitir Eduardo Baptista, mas realmente não houve evolução em 120 dias de trabalho. Se Cuca acertar, e é bem provável que isso aconteça, veremos como será a retomada do trabalho num curto espaço de tempo. A conferir.

 


Palmeiras pode negociar zagueiro Vitor Hugo com a Fiorentina
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Alexandre Praetzel

O zagueiro Vitor Hugo pode deixar o Palmeiras, na abertura da janela de transferências européias, em agosto. O blog apurou que a Fiorentina-ITA quer contratar o jogador, com uma proposta na casa de 8 milhões de euros. O presidente Maurício Galiotte tem conhecimento do interesse e aguarda a oficialização.

Em 2016, o clube italiano já havia feito uma proposta, recusada pelo time alviverde. Agora, o negócio tem tudo para ser confirmado. O Palmeiras tem 50% dos direitos econômicos. A outra metade é do Tombense-MG.

Vitor Hugo chegou do América-MG, em 2015, e se firmou como titular. Aos 25 anos, disputou 130 jogos e marcou 13 gols. Em 2017, começou como dono da posição, mas perdeu espaço, após agressão ao zagueiro corintiano Pablo, com uma suspensão de três jogos. Edu Dracena foi escalado e assumiu a função.

A contratação de Luan, do Vasco, também indica uma concorrência maior e uma precaução para a saída de Vitor Hugo.