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Scarpa elogia crescimento da garotada do Flu e não descarta saída na janela
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Alexandre Praetzel

O Fluminense jogou mais do que o São Paulo e poderia ter saído do Morumbi, com mais uma vitória no Brasileiro. O goleiro Renan Ribeiro evitou a derrota são-paulina com duas grandes defesas, pelo menos. Um dos destaques do tricolor carioca foi Gustavo Scarpa. O meia vem sendo protagonista da equipe e já desponta como um dos bons meias do campeonato. O blog entrevistou Scarpa sobre as chances do Flu e o crescimento da molecada, revelada em Xerém. Acompanhem.

Como vês a garotada tricolor com o suporte dos mais experientes? Fluminense pode pensar em algo maior?

“A gente pensa jogo após jogo. É difícil da gente planejar alguma coisa, até porque nosso time vem sofrendo com várias lesões, com o grupo jovem, mas eu fico feliz, porque independentemente da idade, a gente acaba se impondo contra o São Paulo, no Morumbi, que dificilmente algum time faz isso. Então, é um time novo com bastante personalidade e espero que a gente consiga ganhar mais jogos”.

A maturidade de vocês aumenta a cada partida para vocês ficarem entre os quatro primeiros?

“Sem dúvida, com o passar do tempo, desde que a gente não se acomode, a gente acaba pegando mais experiência, isso é natural, vem com o decorrer das partidas, mas eu já fico feliz com o que a equipe vem apresentando. Com certeza, ainda podemos melhorar”.

Fluminense está 11 pontos atrás do Corinthians. Dá para buscar?

“É difícil falar. A gente sabe da qualidade do Corinthians, as últimas vezes que eles venceram o Brasileiro, perderam pouquíssimas partidas, e quando eles embalam numa sequência de vitórias, é difícil parar. A gente tem que pensar primeiramente em ganhar os nossos jogos e depois torcer contra, algo do tipo”.

Você pode deixar o Fluminense na janela do meio do ano?

“A partir do momento que a gente entra em campo e demonstra um bom futebol, essa possibilidade existe. Mas é algo que a gente não procura se preocupar. É fruto do nosso trabalho, ser reconhecido pelo que a gente vem apresentando. Independentemente de quem saia ou fique, acho que tem que ser bom para o jogador e clube”.

O Fluminense é o oitavo colocado com 15 pontos em dez partidas. Aproveitamento de 50%. O time volta a campo na próxima segunda-feira contra a Chapecoense, no Rio de Janeiro.

 


Elias confia na ascensão do Galo e acha que é destino não perder para o SP
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Alexandre Praetzel

O Atlético-MG conseguiu a primeira vitória fora de casa, no Brasileiro, e espantou um princípio de crise, com o mau início de competição. O time chegou apenas aos nove pontos em 24 disputados, com aproveitamento de 37,5%. Números bem distantes da capacidade técnica do elenco do Galo. O blog entrevistou o meia Elias, com exclusividade, a respeito das causas do baixo rendimento, a capacidade de reação do grupo e a “sina” de sempre conseguir bons resultados contra o São Paulo. Acompanhem.

Alguma causa principal para o início instável no Brasileiro?

“Acho que, se for analisar friamente, os jogos que a gente fez, não foram assim ruins, não foram para perder. Acho que apenas o do Vitória, a gente jogou muito abaixo, nível de competição foi muito abaixo daquilo que a gente apresentou contra o São Paulo. No Brasileiro, você não pode se dar ao luxo de jogar bem e não vencer. Tem que jogar bem e vencer. É um campeonato muito difícil, mas a gente espera recuperar. Que seja esse ponto de partida para que a gente possa recuperar os pontos perdidos. A gente sabe que pode fazer falta lá na frente, mas essa posição é muito incômoda e a gente sabe que, pela qualidade e pelo empenho que a gente tem nos treinamentos, não merece estar lá”.

O time do Atlético parece mais afeito a mata-matas do que pontos corridos?

“Eu acho que a gente vem sentindo bastante a sequência de jogos. A gente ficou um período no Campeonato Mineiro, jogando só de domingo a domingo e depois mudou drasticamente, jogando quarta e domingo, numa sequência de três a cinco semanas. Eu mesmo fiz 14 jogos seguidos. O Fábio Santos fez 16 e a gente acabou perdendo alguns jogadores principais no nosso time, caso do Fred, que fez falta neste domingo. Só que a gente tem um elenco forte. A gente sabe, com todo o respeito às equipes que a gente perdeu, Vitória e Atlético-PR, mesmo jogando com a equipe modificada, a gente sabia que tinha que vencer, que dava para vencer. Quem quer brigar por título, tem que ir fora e vencer, como a gente veio ao Morumbi e conseguimos uma grande vitória”.

Você não costuma perder para o São Paulo. Alguma explicação especial ou parece destino?

“Acho que é do destino. Igual eu falo, concentração e minha dedicação nos jogos, são sempre as mesmas, independentemente dos adversários. As vezes, um adversário menor, você perde um pouco de concentração, mas a gente tenta se dedicar o máximo. Sei lá, com o São Paulo é uma coisa especial, como o Pelé era com o Corinthians, e assim vai. Fico feliz que consigo ter muito mais vitórias que derrotas. Se não me engano, só perdi uma vez para o São Paulo, pela Libertadores. Espero que isso aí se mantenha até o final da minha carreira, que já começa a caminhar para o fim e espero continuar mantendo esse tabu, se é que eu posso dizer, contra o São Paulo”.

Ainda projetas convocações para a Seleção, um ano antes da Copa do Mundo?

“Sim, acho que conhecendo o Tite, sabendo da forma que ele trabalha, seu jogador que está sendo selecionado, esteja atuando em alto nível, esteja num nível de competição alto. Ele cobra isso nos treinamentos, nos jogos. As vezes, muita coisa pode acontecer. Falta um ano. A distância para a Copa do Mundo vai diminuindo as chances daqueles que estão fora das listas, têm que ser chamados. Então, espero continuar mantendo meu nível aqui e quem sabe, um dia possa voltar à Seleção e se manter até a Copa do Mundo”.

O Atlético-MG está na 15ª colocação. O time enfrenta o Sport, quarta-feira, em Belo Horizonte, e depois pega a Chapecoense, em Chapecó, domingo.


Diretor tem expectativa que Ponte fique acima do oitavo lugar no Brasileiro
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Alexandre Praetzel

A Ponte Preta teve um bom início de Campeonato Brasileiro. Está com dez pontos em 18 disputados e ocupa a quinta colocação. Tem três vitórias, um empate e duas derrotas. Claro que a disputa é longa e se manter entre os primeiros, não é fácil. O blog entrevistou o vice-presidente de futebol, Giovanni Dimarzio, sobre a perspectiva para um desempenho melhor, as contratações de veteranos e a luta do clube para se manter competitivo, diante de adversários mais poderosos. Acompanhem abaixo.

A Ponte prevê campanha superior aos últimos anos?

“A Ponte Preta sempre tenta evoluir, assim como todos os clubes. Terminamos no ano retrasado em 11º, ano passado em 8º. Acabamos evoluindo. A expectativa nesse ano é conseguir, sim, uma campanha melhor do que o oitavo lugar. Sabemos das dificuldades, enfrentamos times com receitas maiores. Porém, a Ponte Preta vem se fortalecendo, e a expectativa é, sim, fazer uma campanha melhor do que o ano passado”.

Investimentos em Sheik e Rodrigo valem a pena, mesmo com um campeonato desgastante?

“O Sheik vem mostrando a cada jogo que é um jogador diferenciado. Ele foi imprescindível para a vitória contra a Chapecoense, foi bem em campo, jogou os 90 minutos. É um excelente jogador, um líder, assim como o Rodrigo, que é outro líder dentro da equipe. Não temos a menor dúvida de que o investimento nesses jogadores ajuda muito na formação da equipe, na qualificação do elenco e no aspecto de liderança”.

Como a diretoria convive com a pressão do clube nunca ter sido campeão?

“É uma pressão que precisamos saber levar. É uma pressão que nós diretores também vivemos. Temos de saber levar de uma maneira que não atrapalhe. Se levar isso com muito afinco, em uma final, você não vai ter o melhor rendimento e não vai conseguir atingir o objetivo. A gente convive com isso, tenta tirar coisas boas, principalmente nas competições que temos condições de conquistar. Estamos trabalhando para isso (conquistar um título)”.

Qual é a projeção a médio e longo prazo com cotas bem menores que os adversários?

“A projeção, em médio prazo e com as cotas menores, é nas categorias de base. Trabalhamos sempre nesse sentido. A única forma que temos para nos equiparar a outros times é investir em jogadores das categorias de base, ter um retorno melhor, fazendo contratos mais longos. E esses jogadores se concretizarem como grandes atletas, dando um retorno técnico e financeiro para o clube. Nesse ano, temos seis jogadores da base no profissional, negociamos o Ravanelli com um time russo. A ideia é ter uma categoria de base forte para conseguirmos revelar novas promessas e ter um retorno técnico e financeiro”.

Quem a Ponte coloca como destaque da equipe surgindo da base?

“Temos jogadores que surgem como promessas. Entre jogadores que já estão no time principal, tem o Jeferson, lateral-direito, que vem jogando várias vezes, disputou as finais do Campeonato Paulista e foi muito bem. Tem o Matheus Jesus, que é um excelente jogador, o Ravanelli, que foi negociado com a Rússia. Tem jogadores da base que ajudam no time principal, isso é muito importante. A categoria de base da Ponte no Sub-17 tem dez vitórias seguidas no Campeonato Paulista, está em primeiro lugar. Temos vários jogadores que inclusive estão sendo convocados para a seleção. Tem o goleiro Ivan, que foi para o profissional. Temos boas promessas que têm sido aproveitadas e outras que ainda estão surgindo”.

A Ponte Preta foi vice-campeão paulista, em 2017. O técnico Gilson Kleina está treinando o time pela segunda vez, depois de uma primeira passagem vitoriosa, quando colocou a equipe na Série A do Brasileiro. Nesta quarta-feira, a Ponte enfrenta o Flamengo, no Rio de Janeiro.


Montillo pensa em título para o Botafogo e elogia Sampaoli na Argentina
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Alexandre Praetzel

O Botafogo está em três frentes, nesta temporada, buscando uma conquista maior. O time tem vagas nas oitavas-de-final da Libertadores da América e quartas-de-final da Copa do Brasil. No Campeonato Brasileiro, ocupa a 12ª colocação com oito pontos em seis jogos, com duas vitórias, dois empates e duas derrotas. O blog entrevistou o meia argentino Walter Montillo sobre as pretensões do grupo, as chances de ganhar um grande título e a chegada de Jorge Sampaoli à Seleção do seu país. Confira.

Botafogo tem condições de ganhar um grande título, neste ano?

“A gente sempre tem que pensar em coisas grandes. Conseguimos coisas importantes para o clube, até o momento. Sabemos que somos um grupo que está sofrendo várias lesões, um pouco complicadas, porque as vezes não tem previsão de volta e temos uma garotada que está subindo, que a gente tem que tentar levar aos poucos. A responsabilidade tem que ser dos mais velhos do grupo para depois jogar com tranquilidade”.

Botafogo deve priorizar alguma competição ou não existe isso?

“Neste momento, a gente não pode priorizar nada porque estamos no meio de todos os torneios e a gente tem que se focar no Brasileiro também. Perdemos pontos importantes e precisamos recuperar. Não podemos priorizar. A gente tem que ir jogo a jogo, pensando em ganhar, como a gente sempre tenta fazer e depois mais na frente a gente vai ver, quando chegam os momentos da Libertadores, Copa do Brasil, aí o treinador vai escolher. Mas, pelo momento, a gente tem muitos jogadores machucados e todo mundo está tendo a oportunidade de jogar e temos que continuar, trabalhando bem”.

Como defines teu retorno ao Brasil? Estás satisfeito, mesmo com o calendário desgastante?

“Fiquei quase dois meses machucado. Eu não queria isso, nunca passei por uma situação assim, mas sempre trabalhando para dar o melhor. Semana passada, foi o primeiro jogo, depois de tanto tempo. As vezes, fica com um pouco de medo de acontecer algumas coisas, mas graças a Deus me senti bem e acho que com a sequência de jogos, vou me sentir melhor”.

Jorge Sampaoli foi uma boa escolha para comandar a Argentina?

“Tomara que ele consiga fazer o que fez nos clubes onde ele passou. É um treinador muito experiente, que todo mundo queria ter. Então, hoje foi uma boa escolha. Tomara que ele consiga classificar a Argentina para o Mundial”.

Montillo foi contratado como o grande nome do Botafogo, para este ano. Disputou 13 jogos, com 839 minutos em campo e nenhum gol marcado. O Botafogo enfrenta o Vitória, nesta quarta-feira, em Salvador.

Na Copa do Brasil, a equipe enfrenta o Atlético-MG, em duas partidas, nas quartas-de-final. Na Libertadores da América, o Botafogo terminou em primeiro lugar no seu grupo e aguarda o adversário das oitavas-de-final.


A quarta força tem a melhor campanha do Paulista
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Alexandre Praetzel

Desde que o Campeonato Paulista começou, o Corinthians foi mencionado como quarta força, entre os grandes times do torneio. Com metade da primeira fase finalizada, o Corinthians tem a melhor campanha com 15 pontos em 18 disputados.

Apesar dos números, vejo o Corinthians atrás dos rivais em qualidade individual e elenco. É uma equipe determinada e comprometida, com bom jogo coletivo, mas sem grandes atuações em nenhuma partida. Mérito para Fábio Carille, que montou um sistema defensivo forte, apostando sempre numa bola ou no erro do adversário, além de dar oportunidades para jovens que estão pedindo passagem.

Hoje, o Corinthians completo tem Cássio; Fágner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Rodriguinho e Jadson; Jô(Marlone) e Kazim. Um time comum, comparando com anos anteriores do próprio clube.

Num campeonato curto, onde é possível ser campeão com 18 jogos, nem sempre o melhor vence. Por isso, o Corinthians pode sim ganhar o Paulista, chegando forte no mata-mata e contando com o eterno apoio do torcedor.

Agora, para competições mais qualificadas, como Copa do Brasil e Brasileiro, alguém acredita em título corintiano? Provavelmente, nem o presidente, que não enxergava o time fora da Libertadores e teve que se contentar com o sétimo lugar na Série A, em 2016.

 


Dorival admite oscilada com saída de diretor e aposta em “fico” de L. Lima
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Alexandre Praetzel

O Santos é considerado um dos bons times do futebol brasileiro e favorito a vencer um título de expressão em 2017. No entanto, o início irregular no Campeonato Paulista abriu um debate se a equipe pode manter esta imagem consolidada, após um bom ano, em 2016.

Depois de cinco rodadas, o Santos é o terceiro colocado do Grupo D, com sete pontos. Está a seis de Mirassol e a um da Ponte Preta, sendo que apenas os dois primeiros se classificam para as quartas de final. O blog entrevistou o técnico Dorival Jr., confiante numa recuperação rápida, apostando na força do elenco com todos os nomes à disposição e garantindo a presença de Lucas Lima, até o final do ano. Leia abaixo.

Início difícil do Santos te surpreendeu?

“De um modo geral, não surpreendeu. Porém, eu não vejo assim que foram resultados tão negativos quanto todo mundo vêm falando. Eu acho que o Santos está tentando jogar. Em 20 dias, nós tivemos praticamente muitos jogadores que ficaram afastados e isso já aconteceu após a primeira partida, sendo que na primeira partida, nós tivemos dez jogadores do ano anterior e apenas o Lucas Veríssimo não vinha sendo titular. O rendimento da equipe foi muito bom. A partir da segunda partida, nós já começamos a perder vários jogadores. Por incrível que pareça, nós continuamos perdendo. Hoje, nós estamos com dez jogadores fora de condições, no departamento médico. Isso tudo tem um peso muito grande. Acho que o jogo com o São Paulo foi disputado, bonito de se ver, decidido numa saída de bola nossa, errada, fato esse que pode acontecer a favor ou contra. Não vejo esse problema todo. Acho que a equipe vai continuar equilibrada, vai buscar uma recuperação e eu não tenho dúvidas que ainda faremos um grande campeonato”.

As três últimas atuações do time têm relação com a demissão do ex-gerente Sérgio Dimas?

“O Dimas foi um dos grandes profissionais com quem eu trabalhei. Realmente, é um excelente profissional, um excelente ser humano. Jogadores sentiram bastante a saída dele. É um fato normal, você perde um companheiro de trabalho num momento que ninguém espera. Houve sim, deu uma oscilada em razão dessa condição. Porém, eu acho que nós temos que olhar para a frente, mesmo respeitando a história e o passado do Dimas como profissional. Na torcida para que ele encontre um novo caminho. Não tenho dúvidas que acontecerá. O Santos trabalhando seriamente e muito mais focado para que as coisas voltem a acontecer de uma maneira mais natural. De um modo geral, a equipe voltará a produzir. Estamos recebendo novamente alguns jogadores de volta, talvez não para esta partida contra o Botafogo, mas na partida seguinte, teremos a equipe um pouco mais composta e não tenho dúvidas que encontraremos nosso caminho”.

Como recuperar o futebol vistoso e alegre de 2016?

“Tudo é uma questão de tempo. Eu acho que a equipe vai encontrar este novo momento, repetindo aquilo que já produziu em 2016 e sendo ainda melhor. Assim que as coisas estiverem normalizadas, todos os jogadores em condições trabalhando, o Santos se tornará muito forte. Não tenho dúvidas que teremos uma condição ampliada e podemos recuperar e ainda ficando melhores até do que no ano anterior”.

Existem alguém de fora criando situações para tumultuar o ambiente?

“Olha, nós deixamos que nada de fora entre no CT. É um ano político, eu entendo isso. Não participamos de tudo isso. Nós ficamos à parte. Nossa preocupação é com o trabalho do dia a dia, recuperação dos jogadores, da equipe. Interferência ela tem, todo ano político interfere diretamente na vida de um clube, mas aqui dentro, as coisas não entram, graças a Deus. Nós procuramos uma concentração total em cima do nosso trabalho”.

Time está pronto para estrear na Libertadores da América?

“Eu acredito muito nesta equipe. Eu acho que nós temos grandes jogadores aqui dentro, Uma equipe, eu vejo, preparada. Volto a dizer. Quando todos os jogadores estiverem em condições, recuperados e fisicamente bem, a equipe do Santos voltará a ser uma grande equipe. Alguns jogadores, estamos tendo que antecipar, inclusive as estréias, em razão de tudo o que aconteceu nestes 20 dias. E essa precipitação é natural. De repente, até comprometa um atleta ou outro, mas pela necessidade nós tivemos que fazê-lo. Mesmo assim, existe uma confiança muito grande pela qualificação desse grupo e agora fortalecido com alguns jogadores que chegaram, porém, sem aquele tempo de adaptação necessária, para que estejam nas suas melhores condições”.

Lucas Lima pode deixar o Santos?

“Eu não vejo possibilidade nenhuma. Lucas nunca se posicionou diferente dessa colocação que eu fiz. Ele disse que finalizaria o ano aqui com o Santos e eu confio muito no jogador e eu tenho certeza que ele fará a diferença em 2017”.

O Santos enfrenta o Botafogo, neste sábado, na Vila Belmiro. Uma semana depois, encara o Corinthians, em Itaquera, antes da estreia na Libertadores da América, dia 9 de março, contra o Sporting Cristal do Peru.


Técnico do Mirassol vê time preparado contra o SP para manter boa campanha
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Alexandre Praetzel

O Mirassol é o único com três vitórias em três jogos, no começo do Campeonato Paulista. A equipe treinada por Moisés Egert veio da Série A2 e surpreendeu os adversários com um futebol organizado e bons nomes, como o meia-atacante Zé Roberto. Em entrevista exclusiva ao blog, Moisés valoriza a pré-temporada e a montagem de um time experiente com jogadores de qualidade, acreditando numa campanha para garantir a permanência do Mirassol na Série A1. Leia abaixo.

Rendimento do Mirassol surpreende?

“Nós entramos no campeonato ou em qualquer competição onde exista a competitividade, a gente se prepara e almeja sempre o melhor, principalmente, sabendo do tamanho e força da Série A1 do Paulista. Desde que nós nos preparamos para o campeonato, sabíamos que teríamos que ser muito precisos em relação às contratações, pela formatação do campeonato, 12 jogos apenas e o objetivo de permanência na primeira divisão e caindo num grupo muito difícil. A equipe fez bons amistosos e conseguimos reforços com perfil, característica, dentro da realidade de um clube do interior, trazendo atletas de um nível bom, de qualidade, para aquilo que exige o Paulista. Começamos a treinar uma pequena parte do grupo, em dezembro, e a maioria do elenco, em janeiro. Como sempre digo, não faço milagre no futebol. Penso que futebol é repetição, a médio e longo prazo, para que as coisas fluam naturalmente. Precisa de tempo para que tenha encaixe, padrão, conjunto, entrosamento, para que eu possa ter um diagnóstico e extrair o melhor e consiga potencializar todas as virtudes e diminuir as deficiências. Na pré-temporada, a equipe deu  uma resposta muito grande pelo desejo, vontade, ambição, a oportunidade de mostrar todo seu valor, trabalho. A equipe nos deixou numa expectativa boa, num campeonato que te dá oportunidade de mostrar o trabalho. Fizemos uma estréia interessante contra o Red Bull, com grande partida, aumentou nossas convicções e nos deu tranquilidade para as duas partidas seguintes diante de Ferroviária e Linense. É uma equipe em formação, em construção, a cada jogo se encontra num cenário diferente e tem dado a resposta. Temos conseguido colocar nosso ritmo e conceito e estamos muito felizes com esse início”.

Retomada do time, após acesso da A2

“Eu estive no processo, desde o início, em 2015, após o título da Copa Paulista pelo Linense e eu vim para o Mirassol, na Série A2. Foi um belo trabalho e conseguimos nosso acesso. Voltei para o Linense para a Série D e retornei ao Mirassol para este Paulista. O Mirassol é um clube muito organizado e sempre teve uma imagem de Série A1, mesmo estando na Série A2. Dá respaldo, tranquilidade e segurança para nós profissionais rendermos e tirarmos o melhor do elenco e atletas. Meu objetivo foi resgatar e reviver grandes histórias. momentos. Fazer o torcedor ver e se identificar com todos os atletas e foi feito isso. Agora, estamos de volta, numa expectativa muito grande. A cidade está muito feliz com nossa volta e estamos muito fortes para fazer um grande Paulista, na Série A1”.

Time tem suporte para aguentar boa sequência?

“As três vitórias e o percentual de permanência na Série A1, principalmente, nos dá uma tranquilidade de 35% e nos garante na primeira divisão, que é realmente o que almejamos. Temos dois jogos fora, difíceis, com São Paulo e São Bernardo, e depois temos Corinthians, em casa. É um teste e uma prova de fogo, mas os meninos têm dado resposta e nós temos total certeza e fé daquilo que planejamos, com uma equipe mesclada com nomes da casa, A2 e precisavam de uma nova oportunidade para estarem voltando a ter destaque nas suas carreiras, atletas que já estiveram em grandes clubes. Vágner, Edson Silva, Paulinho e Zé Roberto são exemplos disso e aquilo que eles têm mostrado, associado ao trabalho, qualidade e vontade de fazer um grande Paulista, acredito sim que possamos ter grandes resultados e manter essa fase boa”.

Jogo contra o São Paulo

“Este jogo é o grande teste para nós. Vamos enfrentar um time comandado pelo Rogério Ceni, um grande ídolo, com muita inteligência, pela sua história, por aquilo que ele fez, tem uma tolerância, paciência, para que ele possa colocar em prática aquilo que ele pensa como futebol, muito bem assessorado. Estamos vendo que ele tem tentado colocar aquilo que é o futebol de hoje, transição, velocidade no passe, variações de esquemas. Acredito que ele está no caminho certo, será um grande adversário. Um grande teste para nós. Sabemos que somos os líderes do grupo com nove pontos, uma oportunidade única de mostramos nosso trabalho. Acredito que as coisas dando certo, mesmo com o Morumbi cheio e a estréia de grandes jogadores, acredito que possamos nos fortalecer de uma maneira grande na competição e alcançarmos até a classificação, quem sabe”.

Modelo de jogo

“Sempre pergunto aos jogadores qual o sistema ideal, numa pré-temporada. É bem simples. Sistema ideal é aquele que vence, mas óbvio que para vencer, existem convicções. É ocupação de espaços, mas eles precisam ser direcionados e norteados. Para isso, temos o trabalho didático, de campo, tecnologia e o melhor de tudo, a repetição, algo que não abro mão. Precisamos atacar e defender com a máxima eficiência e esse equilíbrio, eu tenho procurado. Não abro mão também da estética do jogo. O jogar bem e os resultados andam juntos. Isso faz que com que possamos correr mais que os adversários, estar num nível de concentração maior, ter a coragem de fazer as jogadas, ter a posse de bola, ousadia, criatividade e isso eles têm dado a resposta, como nos últimos três jogos. Como participei da montagem do elenco, desde o início, ficou mais fácil para mim, trazendo jogadores com esse perfil. Hoje, futebol não tem como fugir disso. Eles entendem que todos marcam e todos jogam. Tenho muita certeza que a equipe ainda tem muito a evoluir”.

O Mirassol está no grupo D com nove pontos. Santos e Ponte Preta têm seis pontos e o Audax é o quarto colocado com quatro pontos. Os dois primeiros passam às quartas-de-final.


Jair Ventura elogia trabalho do Botafogo e evita falar em 2017
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Alexandre Praetzel

O Botafogo começou o Brasileiro como um dos candidatos ao rebaixamento, segundo grande parte da imprensa esportiva. Problemas financeiros, mau início do torneio e um grupo modesto de jogadores indicavam uma situação difícil para o time. No entanto, o Botafogo se tornou a grande surpresa da competição. Começou uma recuperação com Ricardo Gomes e deslanchou com Jair Ventura, após a ida de Ricardo para o São Paulo. Nesta entrevista exclusiva ao blog, Jair fala da reação alvi-negra, do trabalho da diretoria e da importância do pai Jairzinho, o eterno “Furacão da Copa de 70”. Aos 37 anos, Jair pode levar o Botafogo à Libertadores da América, em 2017. Acompanhem.

Campanha do Botafogo, após problemas e desconfianças

“Estávamos incomodados com a posição do Botafogo na tabela. Nenhum profissional quer ser marcado na carreira por um rebaixamento. Então, começamos a trabalhar cada vez mais, já que não estávamos fazendo o suficiente para sair do rebaixamento. Começamos a fazer algumas coisas diferentes com mais empenho, mais trabalho, mais dedicação, cada um na sua área, e com muito sacrifício, entrega nos treinos e jogos, conseguimos dar esse passo, sempre pensando jogo a jogo. Alcançamos a pontuação para escapar do rebaixamento e estamos em busca de algo melhor na competição”.

Modelo de jogo e trabalho

“Depende do que você tem em mãos para usar. Minha filosofia e esquema de jogo têm que se adequar ao meu elenco. Não posso ter um sistema pré-definido se eu não tenho jogadores com aquelas características. Toda filosofia, metodologia e aplicação têm que ser mutável de acordo com seu elenco. Cabe ao treinador tirar de cada jogador o que eles têm de melhor e automaticamente buscar os bons resultados. Tem que se adequar com a característica dos seus jogadores. Todo treinador tem sua ideia, mas se o seu elenco não tiver as características, você tem que pensar algo diferente”.

Mereces ser o técnico em 2017

“Como já falei anteriormente, trabalho com metas. Alcançamos a primeira, que era livrar o Botafogo da zona de rebaixamento. Agora, passou a ser levar o time o mais alto possível na tabela. Ainda não conversei com a diretoria sobre o ano que vem. Estou preocupado com o próximo jogo. Vamos ver no final do ano como é que vai ficar a minha situação”.

Participação do pai na carreira

“O meu pai não tem participação na minha carreira, ele tem participação na minha vida. Um grande ídolo, um cara que admiro bastante, não só como jogador, mas como pessoa, de um caráter fantástico, íntegro, um cara que preza muito pela verdade, um grande exemplo para mim. Me deu educação, sempre me cobrou muito, é um cara competitivo, herdei isso dele. Fico feliz em ser filho de um grande ídolo, ele é uma grande inspiração. Só vejo coisas boas nisso. Ele é meu grande ídolo”.

Futuro imediato do Botafogo, apesar das dificuldades

“O futuro do Botafogo é bem promissor. O trabalho do presidente Carlos Eduardo Pereira e toda a diretoria. Pegaram o Botafogo numa situação muito difícil, financeiramente. E hoje, o Botafogo está voltando aos trilhos, graças ao trabalho do presidente e diretoria. Estão pagando em dia, cumprindo com todas as obrigações, premiações de jogadores. Isso ajuda muito no mercado para estarmos cada vez mais fortes, com novos patrocínios, na captação de atletas. Só tenho a parabenizar o presidente e toda a diretoria por estarem conseguindo organizar toda a parte extra-campo, o que dá tranquilidade para a gente dentro do campo. Isso é benéfico para todos”.

Jovens treinadores no mercado

“Tem espaço para todo mundo. Acho que não tem que ser só com treinadores jovens e nem só com medalhões. Tem espaço para todos. Não é porque o treinador é jovem, que ele não é preparado, e não é por ser experiente que ele está desatualizado. Trabalhei com treinadores com uma idade mais avançada e que estão super atualizados, que buscam coisas novas, saber o que tem de moderno. E tem jovens que não estudam tanto. Não podemos rotular. Temos jovens treinadores preparados e outros que ainda não estão. Assim como temos experientes atualizados e outros, nem tanto. Tem espaço para todo mundo, desde que estejam sempre buscando o melhor”.

Botafogo vai à Libertadores da América

“Nosso objetivo inicial foi alcançado, que era chegar a pontuação para nos livrar do rebaixamento. Agora, vamos pensar jogo a jogo para tentar levar o Botafogo o mais alto possível na tabela. No fim do campeonato, vamos ver o que nos espera”.

O Botafogo tem 47 pontos e hoje estaria classificado para a pré-Libertadores, em 2017. O time pega o Atlético-MG, neste domingo, na Arena Botafogo.

 


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