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Clássico na Vila mostrou os dois melhores do Brasil. Palmeiras foi letal
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Alexandre Praetzel

Santos e Palmeiras fizeram o jogaço esperado neste domingo, na Vila Belmiro. Um primeiro tempo com muito equilíbrio, dois times atacando bastante e meio-campos criativos, além de ótimas defesas de Fernando Prass e Vladimir. A bola do jogo ficou para Vítor Bueno, perdendo oportunidade incrível quase na risca do gol. Faltaram os gols, porque no resto houve de tudo, com as duas equipes mostrando que hoje podem dominar o futebol brasileiro, sim. O fato de ter virado 0 a 0 não significa que não possa ter sido um grande confronto. E vimos muita qualidade dentro de campo.

Na segunda etapa, Eduardo Baptista sacou Guerra e colocou Egídio, levando Zé Roberto para o meio-campo. A mudança não surtiu efeito e trouxe o Santos para cima. O domínio foi total, até o gol de Ricardo Oliveira, abrindo o placar, depois de Prass ter feito uma defesa espetacular em cabeceio de Lucas Veríssimo.

Atrás no jogo, Eduardo lançou Róger Guedes e William e teve muita felicidade. Róger participou do gol de Jean, igualando a partida e William virou para o Verdão, silenciando o estádio. Um resultado maiúsculo, contra um grande adversário e torcida local. Virada de um elenco maduro, que não se desesperou com o domínio santista. O Palmeiras chegou aos 21 pontos e assumiu a melhor campanha do Paulista.

Fernando Prass foi o nome do clássico. O Santos foi melhor, mas o Palmeiras foi mais letal, botando a bola para dentro e saindo vitorioso. Jogaço. Para mim, com os dois melhores times do Brasil, respeitando todas as opiniões.


“Palmeiras tem melhor elenco. Santos é forte com titulares”, diz Assunção
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Alexandre Praetzel

Santos e Palmeiras prometem um “jogaço”, neste domingo, pelo Campeonato Paulista, na Vila Belmiro. Hoje, os dois times são apontados como os melhores do país, pelos titulares e elencos que possuem. O blog conversou com Marcos Assunção, ex-volante das duas equipes, com boas atuações e reconhecimento de torcedores e dirigentes. Assunção comparou as equipes e projetou grande clássico. Leia abaixo.

Palmeiras de hoje

“Palmeiras de hoje é muito bom, o melhor elenco do Brasil, nos últimos anos. Vem fazendo grandes campeonatos, é um time que eu gostaria de estar jogando hoje, pelo número de jogadores bons que tem. A gente fica feliz. Tenho um filho palmeirense que torce muito e está gostando muito de ver o Palmeiras, nos últimos anos, principalmente, sendo campeão e jogando bem. É um clube que eu tenho um carinho enorme, por tudo que eu passei nos quase três anos que eu vivi ali e muito feliz por dar essa alegria para os torcedores palmeirenses”.

O que mais chama a atenção no Palmeiras, em relação a quando jogaste?

“No momento que eu atuava, não tinha tanto dinheiro quanto tem hoje e não tinha tantos jogadores bons, também. Isso que faz um clube vencedor. Um clube com condição para contratar grandes jogadores e contratar bem. Isso o Palmeiras fez”.

Time do Santos completo pode segurar o Palmeiras nas grandes competições?

“É isso mesmo. Eu falo do Palmeiras como elenco, o Santos, a gente está falando dos onze jogadores. A partir do momento que ninguém se machuque, não tenha que sair por cartão, o Santos é uma grande equipe, tem grandes jogadores. É um clube, um time, que está ali, no mesmo nível do Palmeiras, quando entram os jogadores titulares”.

O que achas do jogo deste domingo na Vila Belmiro?

“O Santos é muito forte jogando na Vila, mas o Palmeiras tem grandes jogadores, experientes, que podem fazer a diferença. É difícil falar um resultado, quem vai ganhar, mas é muito fácil saber que vai ser um grande jogo para as pessoas que vão ao estádio e assistirão em casa, não vão perder seu tempo porque será uma partida muito gostosa de se ver”.

Santos e Palmeiras são candidatos ao título da Libertadores, em meio ao Brasileiro?

“Pode haver dificuldade para o Santos, justamente aquilo que nós estamos falando de não ter um elenco tão grande quanto o Palmeiras, com jogadores tão capacitados quanto o Palmeiras, mas a gente vai torcer para que as duas equipes, que são as duas onde eu joguei, santista desde pequeno, o Palmeiras com um carinho e respeito muito grande por tudo que eu passei lá. A gente torce para que possa ir o mais longe possível”.

Destacaria alguém especial nos dois elencos?

“No Santos, meu amigo, joguei com ele no Betis-ESP, um cara que dispensa comentários, que é o Ricardo Oliveira. Um atacante, um dos melhores que eu já joguei. Tem velocidade, chuta com a perna direita, esquerda, cabeceia bem. Então, é um cara que eu gosto muito. No Palmeiras, o Dudu, pela fase que está vivendo. Uma fase muito boa, depois de ter passado por uma fase ruim. Agora, acho que ele se assentou, colocou a cabeça no lugar e viu que realmente ele é o cara do time, que tem que levar o time para grandes conquistas. Tchê Tchê também. Meu amigo, um cara que é o motor do time, que faz o time jogar. Quando ele não joga bem, o time não vai bem. São três jogadores. Escolhi dois do Palmeiras, o Ricardo, mas vou escolher também o Lucas Lima para ficar empatado. São jogadores que fazem os times jogarem”.

O Palmeiras está praticamente garantido nas quartas de final do Paulista e pode determinar a eliminação do Santos ou ajudá-lo na classificação. O Palmeiras irá enfrentar Mirassol e Ponte Preta, concorrentes diretos do Santos, por uma vaga na próxima fase do Estadual.


Renato vê Santos lutando pelo título da Libertadores e forte no Paulista
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Alexandre Praetzel

O Santos vai reagir no ano e tem time para ganhar a Libertadores da América. Palavras do meia Renato, um dos principais jogadores da equipe, avaliado como favorito para 2017, mas com início instável na temporada. Em entrevista exclusiva ao blog, Renato vê recuperação a curto prazo, projeção de títulos e descarta problemas de relacionamento do grupo com Dorival Jr. e o presidente Modesto Roma Jr. Leia abaixo.

Por que o Santos teve um início instável de temporada?

“Acredito que começamos bem, depois acabamos perdendo jogadores importantes. Vieram jogadores novos que tiveram a necessidade de entrar na equipe e isso acaba dificultando um pouco na parte do entrosamento, o que é o normal. Mas acredito que o grupo já assimilou, foi uma fase e a gente espera que consiga fazer o mesmo futebol do ano passado, daqui para frente, com o pessoal que veio para somar e ajudar da melhor maneira possível”.

Com o time completo, é possível ganhar a Libertadores?

“É um grupo forte, manteve a base, isso foi um ganho. Também não perdeu jogadores para fora. Então, eu acho que fica mais forte. Claro, a Libertadores é sempre complicada, difícil, mas eu acho que com esse grupo a gente pode estar ganhando sim”.

Houve problemas de relacionamento com Dorival e presidente, pela saída do gerente Sérgio Dimas?

“Não, em nenhum momento. Era um cara que estava com a gente há um bom tempo. Uma grande pessoa, a gente tinha um carinho enorme, mas são coisas que acontecem, a diretoria decide. Não cabe a nós estar justificando se foi certo ou não. A gente tem que fazer o melhor dentro de campo e não houve nenhum problema. Houve uma posição do presidente que a gente tem que respeitar”.

Como vês o jogo contra o Strongest-BOL?

“Jogo difícil, complicado. Uma equipe que sabe jogar a Libertadores, dificilmente fica fora a cada ano. É uma equipe que busca, principalmente, sair nos contra-ataques com jogadores rápidos. Então, é não dar o contra-ataque e procurar terminar a jogada, quando for à frente e ter oportunidade de fazer os gols. Acho que na Libertadores, o detalhe conta muito. Então, a gente tem que aproveitar as oportunidades, fazer os gols e sair com a vitória”.

O tricampeonato paulista deixou de ser prioridade? Hoje, o Santos estaria eliminado

“Não deixou de ser prioridade. A gente vai priorizar todos os campeonatos. Tivemos alguns jogos, onde a gente deixou escapar pontos importantes em casa, que hoje nos fazem falta. A gente sabe que o dever de casa sempre é importante nesses campeonatos. Mas não deixou de ser prioridade não. A gente vai em busca ainda. Temos condições de estar classificando, dois pontos do líder do grupo e um do segundo colocado, então é manter o foco e a busca pelo tricampeonato continua”.

O Santos estreou com empate diante do Sporting Cristal-PER, na Libertadores da América. Nesta quinta-feira, pega o Strongest-BOL, na Vila Belmiro. No Paulista, está em terceiro lugar no grupo D e tem mais quatro jogos a disputar, começando a série contra o Palmeiras, domingo.


Corinthians competitivo merece registro. Santos foi mal e decepciona
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Alexandre Praetzel

O Corinthians ganhou o segundo clássico no ano, novamente por 1 a 0. É justo destacar que o time de Fábio Carille foi superior ao Santos, na maior parte do jogo. Pressionou desde o início e obrigou o goleiro santista Vladimir a ser o melhor nome do primeiro tempo, com três defesas importantes.

Jadson começou como titular e mostrou que ainda precisa da forma física ideal. Maycon vai se firmando como uma realidade entre os titulares, jogando e marcando com qualidade. Na técnica, o Corinthians não arranca suspiros, nem entusiasma, mas a entrega e o comprometimento dos atletas, merecem registro. O Corinthians luta em todos os lances e corre mais de 90 minutos.

Ninguém imaginava que o Corinthians tivesse a melhor campanha do Paulista, após sete rodadas. Talvez, este nível sirva para brigar pelo título estadual, mas só esforço e raça não bastam para grandes conquistas, imagino. Destaco que o Corinthians foi inferior ao Palmeiras e venceu, mesmo com um homem a menos. Foi bem melhor do que o Santos e ganhou novamente. No resumo contra dois rivais, duas vitórias. Isso pode servir para Carille se firmar, num trabalho simples e dedicado.

No lado do Santos, pura decepção. Sempre gostei de ver o Santos jogar. Só que não dá para depender apenas de Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira. É preciso saber competir sem os três. Com essas ausências, o Santos vira um time comum e foi muito mal contra o Corinthians. Não adianta encher o campo de atacantes e ficar sem criação. O Santos recheou o elenco, mas sofre sem jogo coletivo. Hoje estaria fora das quartas-de-final do Paulista. Sem dúvida, a grande decepção do futebol brasileiro, até o momento.

Agora, Dorival Jr. merece crédito. Precisa achar formações mais equilibradas, quando não tiver seus principais protagonistas. A semana será fundamental.


Valentim nega mágoa com Palmeiras e ainda acredita em vaga para o Red Bull
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Alexandre Praetzel

Alberto Valentim vai reencontrar o Palmeiras, após três anos como auxiliar fixo da comissão técnica. O ex-jogador fez bons trabalhos no clube e sempre foi bem, quando assumiu o cargo de técnico como interino. Aos 41 anos, Alberto deixou o Verdão e aceitou o desafio de comandar o Red Bull Brasil, no seu primeiro trabalho como treinador principal. Em entrevista exclusiva ao blog, Alberto negou um acordo para assumir o Palmeiras com a saída de Cuca, projetou um confronto diferente contra seu ex-time e admitiu que a campanha do Red Bull está aquém do esperado. Leia abaixo.

Trabalho no Red Bull

“Estou vendo por dois lados. Estou gostando muito da forma que estamos trabalhando, jogadores se entregando, nos conhecendo mais, comprando a idéia do trabalho. Grupo muito profissional, querendo um bom campeonato. Por outro lado, não estamos conseguindo ganhar os pontos necessários. A campanha não está conforme nós pensamos, do que a gente imaginava, pela pré-temporada que fizemos e por aquilo que a gente tem jogado. Lembro que deixamos escapar duas vitórias contra Santo André e São Bento”.

Modelo de jogo

“Eu joguei num 4-3-3 e num 4-3-2-1, muito pelas características dos jogadores que eu tenho aqui. Tenho bom relacionamento com todos os atletas e sempre tive no Palmeiras, no Atlético-PR. Eu acho isso muito legal, acho isso bacana. Só consigo trabalhar deste jeito”.

Projeção no Paulista

“Nosso primeiro objetivo é classificar o time. Lógico que hoje existe um risco de rebaixamento. Queremos classificar o time e depois tem o mata-mata, que já surpreendeu muita gente em outras vezes. Não vejo o fato de dois jogos serem mais difíceis. Para mim, é igual. Acredito que com 15 a 17 pontos, a equipe consiga a vaga. São seis jogos e a gente precisa vencer quatro jogos. Vai depender muito das duas próximas rodadas”.

É um jogo diferente contra o Palmeiras, para você?

“Tenho um carinho muito grande pelo Palmeiras. Deixei muitos amigos como jogadores, funcionários, de comissão técnica. As pessoas na ruas sempre tiveram carinho por mim, quando saí. Será um prazer muito grande reencontrar as pessoas. Palmeiras e Atlético-PR, eu tenho um carinho muito grande e especial”.

Existia um acordo para assumir o Palmeiras, com a saída do Cuca?

“Não existiu isso. Não é verdade. Nunca foi conversado isso”.

Deixastes o Palmeiras porque achastes que serias o técnico?

“Já tinha decidido que 2016 seria meu último ano como auxiliar. Já vinha amadurecendo. Já tinha recebido a proposta do Red Bull. Tive uma conversa com a diretoria, muito transparente, que eu não queria ser mais auxiliar, a partir de janeiro de 2017. Sou muito realista. Existiam três nomes apontados na imprensa e eu estava entre eles, antes do Roger assumir o Atlético-MG. Entendo o clube. O Eduardo está um pouco na frente em relação a equipes que já comandou. Não teve problema nenhum. Não tive frustração, nem mágoa, foi um processo normal, tranquilo”.

Importância de um Executivo

“Executivos como Thiago Scuro e Alexandre Mattos, com a qualidade que eles têm, são primordias para qualquer clube. São muito importantes para treinadores, jogadores. Dão um suporte enorme. Aqui no Red Bull, nos dão tudo aquilo que podem dar. Thiago e Mattos são ótimos profissionais e fazem isso muito bem”.

O Red Bull é 14º colocado na classificação geral com cinco pontos. Os dois últimos são rebaixados para a Série A2. No grupo B, o time é o terceiro colocado, dois pontos atrás do Linense. Os dois primeiros se classificam para as quartas-de-final, faltando seis partidas.

 

 


A quarta força tem a melhor campanha do Paulista
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Alexandre Praetzel

Desde que o Campeonato Paulista começou, o Corinthians foi mencionado como quarta força, entre os grandes times do torneio. Com metade da primeira fase finalizada, o Corinthians tem a melhor campanha com 15 pontos em 18 disputados.

Apesar dos números, vejo o Corinthians atrás dos rivais em qualidade individual e elenco. É uma equipe determinada e comprometida, com bom jogo coletivo, mas sem grandes atuações em nenhuma partida. Mérito para Fábio Carille, que montou um sistema defensivo forte, apostando sempre numa bola ou no erro do adversário, além de dar oportunidades para jovens que estão pedindo passagem.

Hoje, o Corinthians completo tem Cássio; Fágner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Rodriguinho e Jadson; Jô(Marlone) e Kazim. Um time comum, comparando com anos anteriores do próprio clube.

Num campeonato curto, onde é possível ser campeão com 18 jogos, nem sempre o melhor vence. Por isso, o Corinthians pode sim ganhar o Paulista, chegando forte no mata-mata e contando com o eterno apoio do torcedor.

Agora, para competições mais qualificadas, como Copa do Brasil e Brasileiro, alguém acredita em título corintiano? Provavelmente, nem o presidente, que não enxergava o time fora da Libertadores e teve que se contentar com o sétimo lugar na Série A, em 2016.

 


Gosto de ver o Santos jogar. Forte candidato ao tri paulista
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Alexandre Praetzel

Os campeonatos estaduais perderam valor e prioridade nos últimos tempos. Foram tratados como meras pré-temporadas, projetando Libertadores da América e Brasileiro. Agora, com a Libertadores alongada até novembro, os grandes times darão mais atenção às disputas internas. No Paulista, forças máximas em campo.

O Santos foi o primeiro a entrar em campo. Jogou com velocidade, deslocamentos constantes, passes certos e criações de jogadas, fazendo seis gols no Linense, ao natural. Gosto de ver o Santos jogar. Manteve o elenco e deu uma reforçada superior a anos anteriores. Dorival Jr. está cumprindo o contrato e mantendo uma forma de atuar bastante ofensiva. Óbvio que a superioridade técnica existe, mas o Santos pegou um adversário inferior e passou por cima. Penso desta maneira quando uma equipe é bem mais qualificada do que a outra.

Diga à algum santista que não será importante o Santos ser tricampeão paulista novamente, nesta década? Por isso, time grande tem que ganhar sempre. Se o estadual é o campeonato da vez, joga-se para conquistá-lo. E o Santos sabe disso.

Ontem, também vi o Corinthians. Carille escalou o que tem de melhor. Confronto duro diante do São Bento, em Sorocaba. Partida prejudicada pelo gramado encharcado do primeiro tempo. Depois, os dois times conseguiram jogar e o Corinthians venceu com gol de pênalti discutível em Jô. Para mim, foi. E não analisei o lance 50 vezes como a maioria faz. Apenas minha opinião. O empate seria mais justo porque o Corinthians cansou e o São Bento perdeu boas oportunidades. Valeu o resultado.

Corinthians é inferior ao Santos. O Paulista será um bom tira-teima. Nunca foi tão valorizado como agora. E a mídia deve reconhecer isso também.

 


Técnico do São Bento lembra 2016 e aposta em boa campanha no Paulista
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Alexandre Praetzel

O São Bento será o adversário do Corinthians, na primeira rodada do Campeonato Paulista, neste sábado, em Sorocaba. O time começa o ano motivado, após conseguir o acesso para a Série C do Brasileiro. Em 2016, o São Bento foi às quartas de final, perdendo para o Santos e terminando como campeão do interior. Agora, a ideia é repetir a boa campanha da temporada anterior. O blog entrevistou o técnico Paulo Roberto Santos sobre a projeção e a tentativa de superar os grandes no estadual. Acompanhem.

Superar os grandes times

“Acho que como ocorreu no ano passado, temos plenas condições de obtermos bons resultados contra os grandes, mesmo sabendo da superioridade deles em vários ítens”.

Nível do time, após o acesso para a Série C

“Não dá para avaliarmos muito, porque os dois elencos alteraram muito do primeiro para o segundo semestre”.

Tua permanência dá vantagem à equipe?

“Vantagem não, porém é um aspecto muito positivo em todo o planejamento”.

É possível ganhar do Corinthians?

“Como coloquei acima, o bom resultado é possível sim, respeitando a diferença que sempre existirá entre o grande e o pequeno. Conseguimos boas atuações contra os grandes no ano passado, só perdendo para o Santos no mata-mata”.

Paulista ainda é um campeonato atraente?

“Sim. Muito atraente e competitivo”.

Fazer futebol no interior é muito difícil?

“Eu sempre falo que a realidade do nosso futebol está no interior, onde temos sempre as maiores dificuldades e as menores condições”.

Paulo Roberto Santos está com 58 anos e renovou seu contrato com o São Bento. A equipe está no grupo C com Palmeiras, Novorizontino e Santo André.


Jovem técnico da Ponte Preta busca sonho de conquista no Paulista
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Alexandre Praetzel

A Ponte Preta é time da Série A do Brasileiro e entra no Paulista como candidata a desbancar os quatro grandes clubes do torneio. Para isso, apostará num jovem treinador. Felipe Moreira, 36 anos, filho do ex-jogador e técnico Marco Aurélio Moreira, foi o escolhido para levar o time à tentativa de conquistar o primeiro grande título de sua história centenária. Em entrevista exclusiva ao blog, Felipe comentou o desafio que terá pela frente, a pressão por uma boa campanha e seu modelo de trabalho. Leia abaixo.

Desafio de assumir a Ponte Preta

“Um grande desafio, mas eu me sinto preparado. Comecei aqui em 2004, como auxiliar do Sub-20, além de ter jogado na categoria de base daqui. Me tornei treinador do Sub-20 no meio de 2004 e subi para o profissional, em 2005. Depois passei por Cruzeiro, Atlético-PR, Figueirense, Vitória, Fortaleza, Bragantino, entre outros. Terminei minha faculdade, estágio no exterior, curso de treinador. Percorri um caminho grande, me preparando para este momento”.

Pressão para comandar um time que não foi campeão em mais de 100 anos

“Acho que todo clube grande, torcida, anseia por título e a Ponte está se preparando para isso. Há algum tempo, vem se preparando internamente, fortalecendo seus departamentos. Fez a base, estrutura, nos aproximando deste grande sonho, que é o título. Isso que é importante. A gente conquistar este título com uma estrutura grande, para depois deste título, se manter no cenário nacional”.

Projeção para o Paulista

“É um campeonato muito competitivo, difícil, mas a projeção da Ponte e o sonho da Ponte é grande, nosso também de trabalho. Primeiro, buscamos o primeiro jogo com a Ferroviária, que é estréia, depois a classificação, assim por diante. Vamos passo a passo, nos preparando para atingir aquele grande objetivo da Ponte Preta”.

Reforços

“A gente conseguiu trazer reforços pontuais este ano, por ter deixado uma base boa do ano passado. Veio o Marlon, que subiu com o Atlético-GO. O Ramon, que foi artilheiro pelo Brasil-RS. Trouxemos o lateral Artur do Inter. Veio o volante Jadson, que apesar da campanha ruim do Santa Cruz, se destacou e está se destacando na pré-temporada. O Lins já teve uma passagem boa por aqui, jogou o Brasileiro pelo Figueirense. O Erik foi destaque do Bragantino, na Série B, a gente observou. Então, são grandes reforços que a gente conseguiu trazer pontualmente. O Lucca chegou agora do Corinthians. Ainda estamos buscando alguns mais para completar nosso elenco”.

Saída de William Pottker

“O William tem contrato com a Ponte Preta até 2019. Isso que a diretoria me passou. Está totalmente focado aqui na Ponte Preta, fazendo uma pré-temporada no limite. Não está deixando faltar nada e a gente sente que ele está se preparando muito bem para o Paulista”.

Time mais fraco em relação a 2016

“Não. Conseguimos manter uma base do time titular do ano passado, que fez uma grande campanha. Estamos em busca dos que já chegaram e uns mais para fortalecer o elenco”.

Modelo de jogo e trabalho

“Filosofia de trabalho é mais importante do que o sistema de jogo que será utilizado. Primeiro que hoje em dia, o futebol requer compactação, o time estar perto, uma intensidade muito grande, pressão em cima da bola o tempo todo. Isso é importante. O jogador entender que, independentemente do sistema, ele tem que ser agressivo na marcação, ter o passe para frente, sair em velocidade, compactar rápido tanto na transição defensiva quanto na ofensiva. O sistema a gente usa com aquilo que a gente tem no elenco. Terminamos o ano passado com o 4-1-4-1 ben definido pelo Eduardo. Começamos a pré-temporada neste sistema, mas em alguns jogos usamos o 4-3-3, o 4-2-3-1, fizemos um treino contra o Palmeiras, terminando com as duas linhas de quatro e dois. Então, a gente trabalha nestes sistemas até para as substituições, poder trocar peça por peça neste sistema”.

Marco Aurélio Moreira é referência

“Representa uma base de tudo, né. É um cara que, como jogador de futebol, foi excelente profissional. Como treinador, conseguiu ser campeão, trabalhar em grandes equipes, estruturar a família com este trabalho. Um excelente pai, conseguiu criar os três filhos no caminho certo, família. Então, é um cara que me dá estrutura para tudo. Tanto na parte do esporte, quanto na parte familiar”.

A Ponte Preta está no grupo D do Paulista com Audax, Mirassol e Santos.


Red Bull Brasil mira parceiro alemão e espera crescer no Paulistão
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Alexandre Praetzel

O Campeonato Paulista começa no próximo fim de semana e pode apresentar surpresas na competição mais uma vez. O Red Bull Brasil vai para sua terceira disputa consecutiva e espera chegar nas quartas de final novamente. Nos anos anteriores, parou em Corinthians e São Paulo. O blog entrevistou Thiago Scuro, novo CEO(Chief Executive Officer) do clube e responsável pela gestão. O dirigente espera crescimento da equipe e fala sobre o parceiro alemão, grande surpresa do futebol europeu nesta temporada. Acompanhem.

CEO num clube de futebol no Brasil

“Acredito que não. Alguns clubes já adotaram uma função de liderança. No caso do Red Bull Brasil, minha responsabilidade é liderar a operação do futebol, estabelecer planejamento, orçamento, metas e diretrizes para o desenvolvimento do clube em busca de nossas metas. Nosso objetivo é trabalhar de forma muito intensa o crescimento do nível técnico do Red Bull Brasil. Sonhamos alto e precisamos estar preparados em todos os níveis”.

Red Bull Leipzig é referência

“Sem dúvida nenhuma, a história do RB Leipzig é muito inspiradora. Assim como o RB Brasil, nasceu das divisões mais baixas e hoje é um protagonista na Bundesliga. Vamos utilizar esta história como inspiração, mas sabemos que precisamos construir a nossa. Nosso plano é buscar o crescimento em nível nacional nos próximos anos e posicionar o RB Brasil como um dos principais clubes formadores de jovens talentos na América do Sul”.

Projeção para o Paulista

“Sabemos da dificuldade do Paulistão e estamos trabalhando a preparação da equipe de forma muito cuidadosa. Acreditamos na qualidade das pessoas envolvidas no trabalho da equipe profissional e por isso esperamos mais uma campanha de destaque e cada vez mais consolidar o RB Brasil como uma equipe da Série A1, em São Paulo”.

Alberto Valentim como técnico

“O clube viveu um ciclo de três anos com muito sucesso com Maurício Barbieri e isso deixou muitas coisas positivas no trabalho técnico. Para dar sequência ao desenvolvimento, precisávamos de um profissional com conhecimento, experiência e com a ambição de construir uma história vencedora. O Alberto reúne esses atributos de uma forma muito interessante e essa qualidade já sido traduzida em trabalho na preparação da equipe para o Paulistão. Acreditamos que o Alberto é parte importante do início de um novo ciclo na história do clube”.

Como define o time?

“Um equipe equilibrada. Temos jovens atletas com muito potencial e atletas mais experientes que sabem da importância do clube e competições que temos pela frente. Acreditamos que esse equilíbrio gera bons frutos para o trabalho. Além disso, iniciamos o ano já sabendo da vaga na Série D do Brasileiro. Com isso, estamos tendo a oportunidade de fazer contratos mais longos com os atletas e ter a construção da equipe mais sólida para o futuro”.

Saída do Cruzeiro

“Foi uma decisão difícil e uma opção de carreira. Nunca busquei visibilidade, status ou coisas do gênero. O que me encanta e motiva é o trabalho profissional, organizado e com projeção clara de evolução das instituições, através de um projeto técnico. Saí em busca deste espaço. Mas agradeço muito a oportunidade que tive. Foi uma experiência muito positiva em vários sentidos e será eternamente um privilégio ter trabalhado num clube da grandeza do Cruzeiro”.

Modelo de gestão faliu no futebol brasileiro?

“Essa é uma discussão longa e profunda. De qualquer forma, acredito que está evidente que o modelo atual não é saudável, a partir do momento que os clubes estão se endividando sistematicamente e o interesse do público pelo futebol, caindo. São sinais claros de que precisamos buscar um outro modelo. Na minha visão, precisamos de de regulamentações mais duras no controle dos clubes, limites de contratações e atletas inscritos, janelas de transferências mais restritas e mais fiscalização e punição sobre os clubes que não cumprem seus compromissos financeiros com o Estado, atletas, profissionais, clubes e agentes. É uma indústria que, mesmo em tempos de crise, consegue crescer em faturamento e mesmo assim segue endividada. A criação dos regulamentos de licenças da CBF, modernizações das competições da Federação Paulista de Futebol, Profut, APFUT, enfim, já vejo alguns exemplos de movimentos que, se fortalecidos, criarão a obrigação de clubes mais organizados e saudáveis em todos os níveis”.

O Red Bull Brasil está no grupo C do Paulista com São Paulo, Ferroviária e Linense. A estréia será dia 5 de fevereiro contra o Mirassol, fora de casa.

 


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