Blog do Praetzel

Arquivo : Paulista

Roberto de Andrade: “Carille é o meu técnico até o final da gestão”
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

O Corinthians está na final do Campeonato Paulista para enfrentar a Ponte Preta, em duas partidas. O time chega à decisão com um esquema tático baseado no conjunto e na força defensiva, trabalho determinado pelo técnico Fábio Carille. O blog entrevistou o presidente Roberto de Andrade, que garantiu Carille até o final da sua gestão, em fevereiro de 2018, e ainda previu Campinas e Itaquera, como locais das partidas. Acompanhem abaixo.

O Corinthians mereceu chegar na final?

“Muito merecido. Não é pouco não. Jogou, ganhou dentro de campo, se empenhou, mostrou, jogou com grandes. Não foi jogo fácil, nenhum jogo foi fácil, jogamos no Morumbi, enfrentamos o São Paulo no nosso estádio, tem um grande time, as dificuldades são imensas. Mesmo ao longo do campeonato, todo mundo sabe, o Paulista é dificílimo de jogar, basta ver que nos últimos anos, um time do interior chegou sempre na final, até conquistando título. Então, acho muito merecido”.

Decisão em Campinas e na Arena do Corinthians?

“É isso aí. Se tudo correr normal, é assim que tem que ser”.

Como o Sr. analisa o time da Ponte Preta?

“Vejo forte. É um time forte, muito difícil de jogar. Vocês viram o jogo com o Palmeiras. O Palmeiras ficou pratimente 50, 60 minutos com a bola no pé e não conseguia furar aquela defesa da Ponte. É um jogo bem difícil. Então, não dá para falar que a Ponte é favorita, nem o Corinthians. É um jogo que nós temos que esperar e ver o que vai acontecer, mas é difícil”.

A aposta no Fábio Carille foi certeira?

“Acho que sim. Acho que vem fazendo um bom trabalho. O grupo assimilou bem tudo o que ele quer, tudo o que ele pede. Os resultados estão aparecendo. Isso ajuda também, né. Isso deixa o treinador com um pouco mais de tranquilidade para trabalhar e o elenco também. Estou muito contente”.

O título paulista fortalece a sua gestão, por ser no último ano?

“Não precisa de título para fortalecer gestão nenhuma. Independentemente disso, aquilo que estou fazendo pelo Corinthians, tenho convicção de que é o melhor para o Corinthians. Se vier um título, óbvio que é melhor. Nós já temos um Brasileiro na minha gestão. Se vier um Paulista, será muito bem-vindo”.

Carille é o seu treinador até o final da sua gestão?

“É. Meu treinador até o final da gestão”.

Houve muito prejuízo com a eliminação na Copa do Brasil?

“Não é muito representativo financeiramente, a não ser que você seja campeão, aí você tem um prêmio. Pensando de outra forma, qualquer dinheiro é bem-vindo. Como terá o dinheiro do Paulista, acaba tendo uma compensação. Eu acho quer perder, nunca é bom. Nunca ninguém quer, mas não dá para ganhar tudo. Infelizmente, não conseguimos passar nos pênaltis e estamos fora, mas estamos na final do Paulista”.

Roberto de Andrade tem mandato até o final de fevereiro de 2018. Além de estar na decisão do Paulista, o Corinthians ainda disputa a Copa Sul-Americana e terá o Brasileiro, a partir de 13 maio.


São Paulo e Corinthians. As eliminações influenciam para domingo?
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

São Paulo e Corinthians foram eliminados da Copa do Brasil e se enfrentam domingo, no jogo de volta das semifinais do Paulista, em Itaquera. O Corinthians tem a vantagem de 2 a 0 e pode perder até por um gol, que estará classificado para a decisão. O São Paulo precisará superar mais um desafio, após não conseguir passar pelo Cruzeiro, numa situação parecida. A quarta-feira terrível interfere no fim de semana?

Pelas atuações, o São Paulo ganhou moral para fazer o impossível. Fez sua melhor partida do ano. Encarou o Cruzeiro desde o início, abriu o placar e dominou o primeiro tempo. Na segunda etapa, manteve o ritmo, criou oportunidades e poderia ter ampliado. Levou um gol de falta, em desvio de Cueva, matando Renan Ribeiro. Não se intimidou e marcou o segundo gol com Gilberto, impedido. Pressionou até o fim e caiu de pé. Não sei se serve de consolo, mas o tricolor deu mostras de que pode conseguir o improvável: ganhar do Corinthians pela primeira vez, na Arena corintiana. Mas por dois gols? O ânimo mudou.

No Corinthians, em 180 minutos, o time jogou menos do que o Inter. No Beira-Rio, foi sufocado e poderia ter voltado derrotado. O empate em 1 a 1 virou uma grande vantagem em São Paulo. Marcelo Lomba fez três defesas, mas o Inter teve consistência e aumentou a dificuldade do confronto, na sua melhor performance de 2017.

Ontem, o Corinthians fez o gol cedo e esperou o Inter se abrir, para fechar a conta. Mais uma vez, confiou muito na única forma de jogar: fechado, buscando contra-ataque. Deu o campo para o Inter e sofreu o gol, após o volume muito maior da equipe gaúcha. Quem via o jogo, sentia que o Inter chegaria ao empate, pelo recuo corintiano. Depois da igualdade, parece que o Corinthians despertou, correndo como nunca e perdendo três chances claras. Marcelo Lomba defendeu, mas Cássio também foi exigido. A decisão por pênaltis foi justa pelo modelo dos dois times. Aí, veio o castigo. O Inter, se reorganizando para encarar uma Série B, eliminou um Corinthians que só sabe jogar de uma maneira. Quando precisou de qualidade e eficiência, não conseguiu, num torneio de maior expressão.

Corinthians e São Paulo, domingo. Corinthians deve carimbar a vaga, mas o São Paulo voltou a criar expectativas para dificultar as coisas para rival. Promessa de um bom duelo. A conferir.


R. de Andrade diz que “seria legal pegar a Ponte” e já estuda reforços
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

O Corinthians pode ser Campeão Paulista, sem apresentar um futebol brilhante, mas simples e eficiente. A vitória de 2 a 0 sobre o São Paulo, deixou o time próximo de mais uma decisão estadual. O blog conversou com o presidente Roberto de Andrade, sobre a possibilidade de mais uma conquista, no último ano de gestão, um possível confronto com a Ponte Preta, 40 anos depois, e a projeção para o Campeonato Brasileiro, competição em que acredita que o time precisa contratar dois ou três reforços para fortalecer o elenco. Leia abaixo.

Como o Sr. define o time do Corinthians hoje?

“Eu não tenho uma definição própria. Eu vou muito atrás do que vocês falam. Vocês dizem que é a quarta força e eu acredito que é a quarta força. Então, vamos aguardar. Estamos aí, trabalhando, brigando, somos a quarta força”.

O Sr. acha que o time está pronto para ser campeão ou ainda é cedo para falar isso?

“É muito cedo. Foi apenas o primeiro jogo contra o São Paulo, tem o jogo de volta, São Paulo é um grande time. Como nós ganhamos no Morumbi, o São Paulo pode muito bem ganhar no nosso estádio. Então, pés no chão, vamos trabalhar. Acredito que demos um passo importante, mas vamos aguardar o segundo jogo”.

Inter será mais difícil que o São Paulo, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil?

“Não sei fazer uma análise. Acho que os dois jogos serão difíceis, tanto Inter, quanto São Paulo no domingo. Eu acho que se o Corinthians repetir as últimas duas atuações, vai ser difícil tirar o Corinthians das duas competições. Vamos aguardar”.

O Sr. ficará satisfeito se o Corinthians for campeão com o futebol atual, apresentado pela equipe?

“Lógico. O título é o objetivo de qualquer clube e o nosso não é diferente. Acho que é um clube que vem num crescente, a cada jogo, os atletas estão se dedicando bastante, trabalhando muito. Eu acho que nós estamos no caminho certo”.

A final será Corinthians e Ponte Preta pelas vantagens dos primeiros jogos?

“É um bom caminho, mas no futebol já vimos de tudo. Então, é bom sempre ficar com os pés no chão, aguardando. As vitórias de Corinthians e Ponte Preta foram muito boas, mas em se tratando do Palmeiras, que é um grande time, pode fazer três gols também. Tudo pode”.

Seria legal enfrentar a Ponte Preta, 40 anos depois da histórica decisão de 1977?

“77 foi o título mais importante que eu vi. Estava no estádio, com 17 anos. Nunca tinha visto o Corinthians ser campeão. Mexeu com todos os corintianos e até hoje é o título mais importante para mim. Pelo simbolismo, seria legal porque estaríamos comemorando os 40 anos do título, seria muito legal. Mas enfrentar a Ponte seria muito difícil, jogar em Campinas é super complicado, não é brincadeira. Tem o lado positivo para a Ponte também. Esperar 40 anos para uma grande revanche, nunca foi campeã paulista. Seria uma festa legal”.

Qual a projeção que o Sr. faz para o Campeonato Brasileiro?

“Acredito eu, a nossa ideia é trazer mais dois ou três jogadores, para deixar o elenco mais forte. Acabando o Paulista, a gente vai se dedicar nisso também, para deixar o time mais forte no Brasileiro. O Brasileiro sempre é difícil. Esse ano, a gente está vendo aí quatro, cinco, meia dúzia de clubes, e queremos estar dentro desse grupo, que tem chance de conquistar o título. Então, nós vamos nos preparar para isso”.

O seu vice-presidente André Olíveira divulgou vídeos onde afirma que está de olho em todo mundo e que sabe quem se aproveitou do clube. O que o Sr. acha sobre isso?

“Acho que você tem que perguntar para ele, porque eu também não sei. Eu li a matéria, me encontrei com ele no jogo, mas não perguntei a ele e nem sei o que ele quis dizer. Conheço o André. A gente sabe que ele gosta de provocar os adversários. Estamos num ano político, não podemos esquecer isso no Corinthians. Então, deve ser mais um fato relacionado à política”.

Roberto de Andrade termina seu mandato, em fevereiro de 2018. O Corinthians foi campeão brasileiro em 2015, mas viveu um 2016 complicado. Em 2017, Roberto escapou de um processo de impeachment no Conselho Deliberativo, em fevereiro.

 


Na mira do Corinthians, atacante vê Ponte forte para ganhar o Paulista
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

A Ponte Preta luta por um título na sua história centenária. Terá a oportunidade de conquistá-lo, abrindo as semifinais contra o Palmeiras, neste domingo, em Campinas. O time evoluiu com a chegada do técnico Gilson Kleina e eliminou o forte Santos, nas quartas-de-final. Um dos destaques da equipe é o atacante Clayson. Aos 22 anos, o garoto vem apresentando boas atuações desde 2016. Nos planos do Corinthians para o restante da temporada, Clayson concedeu entrevista exclusiva ao blog, admitindo a pressão por uma conquista da Ponte, os confrontos diante do Palmeiras e o interesse corintiano no seu futebol. Leia abaixo.

Chegou a hora da Ponte Preta ganhar um título ou o time é inferior aos adversários?

“Acho que na minha opinião, chegou a hora da Ponte Preta ganhar um título. Vem fazendo bom trabalho, durante anos, plantando coisas boas. Então, acho que chegou a hora. A gente sabe que não é fácil, mas estamos batalhando muito para isso e se vier, com certeza, será felicidade de todo mundo que está esperando esta grande conquista”.

Como fazer para segurar o Palmeiras em dois jogos?

“Olha, a gente sabe que o Palmeiras é o time que mais investiu no Brasil, porém, a gente sabe da nossa força dentro de casa, da qualidade do nosso elenco e pode ter certeza que a gente vai dar o nosso máximo para poder conseguir uma vantagem no primeiro jogo e conseguir chegar na final do Campeonato Paulista”.

A mudança de técnico teve influência no bom momento da Ponte Preta ou não?

“Acho que cada um plantou o que teve de melhor e a gente pôde absorver aquilo que era fundamental para gente. Claro que o Felipe Moreira foi muito importante no momento em que esteve aqui, mas o Gilson também chegou, deu uma cara nova para o time e com certeza, também vem sendo muito importante nessa reta final do campeonato”.

Há muita pressão pelo primeiro título da Ponte Preta, mesmo com dificuldades pela frente?

“Num time da grandeza da Ponte Preta, sempre haverá pressão, independentemente de título ou em cada jogo. Mas a pressão é inegável, sempre vai existir, mas a gente age naturalmente, a gente está focado para buscar esse título tão sonhado pela Ponte Preta”.

Corinthians te procurou para reforçar o time, após o Paulista?

“Isso eu deixo para o meu representante resolver, lógico que estou sabendo via internet, mas até mim, não chegou nada oficial. Então, tenho contrato longo com a Ponte Preta, meu foco é aqui. Acho que não é nem hora de falar sobre isso, a gente está numa semifinal de Paulista. Então, estou muito focado aqui. Meu contrato vai até o final de 2020. O foco é a Ponte Preta, depois meu representante pode ver isso”.

Clayson foi revelado na base do União São João de Araras. Passou por Grêmio e Ituano, até chegar à Ponte Preta, em 2015. Já disputou mais de 80 jogos e virou titular da equipe.


Corinthians tem melhores resultados do que atuações. Será suficiente?
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

O Corinthians está nas semifinais do Campeonato Paulista, após vencer o Botafogo, em mais uma jornada de um futebol simples, sem muitos atrativos. É verdade que tem a segunda melhor campanha na classificação geral, mas os resultados são bem melhores do que as atuações do time.

Em 14 jogos, marcou apenas 15 gols. Pouco para uma equipe que tem dificuldades, quando precisa furar bloqueios defensivos dos adversários. É justo dizer que a defesa é eficiente, com nove gols sofridos, mesmo número do rival Palmeiras. Passou invicto pelos clássicos, com bom desempenho diante do Santos e vitória sobre o Palmeiras, nos acréscimos, com um homem a menos.

Num regulamento de mata-mata, nem sempre o elenco superior fica com a taça. O Corinthians pode ser campeão paulista? Pode. Pegará São Paulo ou Ponte Preta, decidindo em casa, provavelmente(se a Ponte Preta fizer 3 a 0 no Santos, decidirá fora). Joga fechadinho para não perder e depois leva a vantagem para o segundo confronto, diante da torcida. É uma estratégia que pode funcionar contra equipes menos qualificadas e se baseando no equilíbrio tático e eficiência num lance de jogo. Porque quando depende do talento, o Corinthians pena dentro de campo.

Alguns corintianos lembram da “empatite” do técnico Tite, em 2013, para justificar o trabalho atual. Ora, aquele grupo ganhou tudo em 2012 e o Paulista e Recopa, em 2013. Vinha de um fim de ciclo e de uma ressaca no relacionamento. Não dá para comparar.

Fábio Carille brincou que não poderemos mais dizer que o Corinthians é a quarta força, porque chegou entre os quatro. Nome por nome e elenco, o Corinthians está atrás de Palmeiras, Santos e São Paulo e foi amassado pela Ponte Preta, na primeira fase, apesar do 1 a 1.

Eu não gosto desta maneira de jogar. Não me atrai. Talvez, sirva para o Estadual, mas certamente enfrentará muitos obstáculos no Brasileiro e até na Copa do Brasil e Copa Sul-Americana, onde o Corinthians será constantemente atacado. Os resultadistas estão felizes e o Corinthians pode colocar a história à prova, onde já foi campeão sem ter um bom time. Respeito quem defende este modelo, mas acredito que só isso não será suficiente.


Venda de mando é absurda em qualquer torneio. Linense merece perder
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

O jogo de ida do Linense contra o São Paulo, no Morumbi, mais uma vez escancara uma péssima atitude de clubes pequenos perante os grandes. O Linense abriu a possibilidade de mandar a partida pelas quartas-de-final, longe da sua comunidade e torcida, em troca de 50% da renda dos dois confrontos diante do tricolor.

Preferiu a questão financeira ao invés da chance de eliminar o São Paulo. Vai jogar as duas partidas fora de casa. Uma venda de mando absurda e ainda permitida pela Federação Paulista de Futebol, que deveria impedir tal medida, algo que a CBF fez para o Campeonato Brasileiro 2017, finalmente.

Vários dirigentes de times menores já fizeram a mesma coisa que os diretores do Linense e isso nunca foi proibido. Está na hora de privilegiar o equilíbrio técnico em detrimento de alguns valores, apenas para quitar a folha de quatro meses e fechar o departamento de futebol no resto da temporada.

Sou contra qualquer venda de mando de campo em qualquer campeonato e em qualquer lugar. É muito ruim chegar na fase quente de um torneio, onde um clube é beneficiado em relação aos outros. Tomara que o Linense perca os dois jogos para aprender a não desrespeitar seus sócios, torcedores e moradores de Lins. O resto é oportunismo de quem faz e aceita tal atitude.


Grandes são favoritos nas quartas do Paulista. Não acredito em surpresas
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

Definidas as quartas-de-final do Paulista, não aposto em surpresas nos quatro confrontos. Apesar da irregularidade de Corinthians e São Paulo, os dois são mais times do que Botafogo e Linense e devem se classificar. A condição de dois jogos dificultou a situação dos chamados pequenos. Numa partida só, vimos Ituano e Audax chegarem às finais e supreendendo em 2014 e 2016.

O favoritismo ao título segue com Palmeiras e Santos. Melhores elencos e com times mais entrosados e melhores treinados. Palmeiras mandará o segundo jogo contra o Novorizontino, no Pacaembu, mas isso não altera nada para o Verdão. O Novorizontino cresceu com a chegada do técnico Silas e costuma ser bastante agressivo, atuando em casa. No entanto, os reservas do Palmeiras poderiam dar conta, mesmo respeitando o adversário.

Santos e Ponte Preta prometem os duelos mais equilibrados. Decisão na Vila Belmiro, onde o Santos é forte, mesmo com pouca capacidade de público. A equipe de Dorival Jr. subiu na reta final da primeira fase e parece que espantou a má fase do início do ano. Do outro lado, Gilson Kleina retornou à Macaca com duas vitórias e acha que o jogo de ida será fundamental para a Ponte Preta.

O Corinthians pegará o Botafogo, que deu trabalho para Palmeiras e São Paulo. Fábio Carille entende que precisa acrescentar mais ofensividade e deixar o time pronto para o mata-mata. Decisão em Itaquera deve confirmar a vaga corintiana.

São Paulo e Linense farão as partidas das duas piores defesas do Estadual. Como não há saldo qualificado, a curiosidade será ver o time que conseguirá passar sem levar gols. São times que atacam bastante, mas possuem fragilidades defensivas. Tricolor provavelmente não terá Cueva e necessita saber atuar sem o peruano. A conferir, apesar da vantagem são-paulina.

Tomara que seja uma fase empolgante, depois de jogos desinteressantes na primeira fase, com exceção dos clássicos.


Kleina não quer jogos no Pacaembu e crê em fator casa para eliminar Santos
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

A Ponte Preta será adversária do Santos, nos dois jogos das quartas-de-final do Paulista. Falta apenas definir quem terminará em primeiro lugar, na fase classificatória, para determinar os mandos de campo. A Ponte Preta recebe o Palmeiras e o Santos enfrenta o Novorizontino. Os dois times estão empatados com 19 pontos, mas o Santos leva vantagem nos critérios de desempates. O blog entrevistou o técnico Gilson Kleina a respeito dos confrontos e a possibilidade da Ponte Preta eliminar o Santos. Leia abaixo.

Por que voltaste para a Ponte Preta, estando bem no Goiás?

“Simples e objetivo. Nós chegamos o ano passado para tirar o Goiás da Série C, estava na zona de rebaixamento da Série B. Fizemos um trabalho de reação. Os números desse ano estavam muito bons, quarta fase da Copa do Brasil, líder do Campeonato Goiano, artilheiro, defesa menos vazada, quando houve um contato do presidente. Em alguns anos, quando saíam treinadores da Ponte Preta, sempre me convidaram e eu achei que nesse momento, estava na hora da gente voltar para um grande centro, para a Ponte Preta. Conversei com meu presidente no Goiás, como sempre a gente tem que ser transparente e a Ponte Preta exerceu o contrato, pagando a multa. O presidente do Goiás não queria que eu saísse, mas entendeu que eu fui conversar com ele e espero que a gente tenha êxito e sucesso aqui na Ponte Preta.

É possível eliminar o Santos em dois jogos pelas quartas-de-final do Paulista?

“Eu acho que a probabilidade e a condição aumentam. Se a gente mantiver esse nível de competitividade, são dois jogos extremamente equilibrados. Ainda não sei se a primeira partida ou segunda será em casa, mas de qualquer maneira a gente vai ter que saber jogar esse mata-mata. O Santos é uma equipe muito forte dentro da Vila e a Ponte é muito forte dentro do seu estádio. Então, vamos tentar unir nossas forças e fazer uma vantagem no primeiro jogo, se for em casa, para que a gente possa ter a condição de ter alguma estratégia para conseguir a classificação. Então, não tem jogo fácil, porém, se a gente tiver a mentalidade e o espírito vencedor, podemos passar para as semifinais”.

Aceitarias jogar as duas partidas no Pacaembu?

“Eu acho que a gente não pode abrir mão da nossa força no Moisés Lucarelli. Eu entendo que nós temos que exercer nosso direito de jogar em casa. Não aceitaria”.

Como vês o elenco hoje em relação aos grandes paulistas?

“A Ponte Preta vem num crescimento, nos últimos anos, haja vista que tem revelado jogadores no cenário nacional. Em 2011 e 2012, estive aqui e muitos jogadores estão em alto nível. Um elenco sempre precisa ser corrigido, qualificado e não é diferente neste momento. Estamos contentes com esse elenco, mas precisamos reforçar porque a gente sabe o que nos espera nos mata-matas do Paulista, Sul-Americana e, principalmente, Campeonato Brasileiro”.

O que destacas no Santos para neutralizar ou evitar?

“Tem um treinador há muito tempo com uma filosofia de trabalho, super agressivo, laterais e volantes jogam o tempo todo no campo adversário. É uma equipe que tem movimentação e jogadores técnicos, como Lucas Lima, Ricardo Oliveira, Thiago Maia, Vitor Bueno, que entraram nessa equipe, todos eles são fazedores de gols, mesclada com a experiência do Renato e o próprio Ricardo. A gente tem que saber neutralizar os pontos fortes deles, mas impondo os nossos”.

A passagem pelo Palmeiras te fortaleceu no mercado?

“Sem dúvida. O Palmeiras me fortaleceu muito no mercado e me amadureceu também. Lamento só que nos dois últimos trabalhos que a gente fez, que foi só uma manutenção de permanência e tivemos dificuldades como muitos treinadores estão tendo no futebol brasileiro. A Ponte Preta me alavancou e o Palmeiras também para grandes trabalhos e grandes desafios”.

Ponte Preta é um grande clube?

“Claro que sim. Vejo a Ponte Preta com uma camisa forte, uma equipe grande. Está faltando muito pouco consolidar títulos e conquistas. Quem está em Campinas vê o crescimento desta torcida. A gente vê um sentimento muito forte. Então, eu entendo que todos esses projetos que estou vendo aqui como Arena, investimento em estrutura de treinamento, contratações de jovens valores com grandes contratos, usando bem a base. Acredito que nos próximos anos, a Ponte Preta entrará em outro patamar”.

Gilson Kleina retornou à Ponte Preta, após bons trabalhos em 2011 e 2012, assumindo o Palmeiras, me setembro de 2012. Na sua primeira passagem, Kleina conseguiu levar a Ponte Preta à Série A do Brasileiro.


Dorival rebate críticas e nega que religião tem afetado elenco do Santos
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

Dorival Jr. é só elogios ao ambiente de trabalho do Santos. Próximo de completar dois anos à frente do time, o treinador garante que o clube é um dos melhores para se trabalhar, com o respaldo do presidente Modesto Roma Jr. Em entrevista exclusiva ao blog, Dorival nega interferência de grupos religiosos no dia-a-dia e prevê o Santos conquistando títulos importantes em 2017. Leia abaixo.

Apoio do filho na comissão técnica é fundamental no trabalho?

“É, eu acho que ele acrescentou muito em termos de desenvolvimento de trabalho, não só ele, Leonardo Porto também que está conosco. Eles acrescentaram muito nesta mudança conceitual do desenvolvimento de um trabalho. Foi fundamental sim. Eu espero que continuemos assim, interessados, buscando novidades, sempre apresentando aos atletas um novo desafio, uma nova lição, situação e que facilite ao atleta um entendimento de tudo isso. Eu acho que é um processo, que não faz apenas você mudar uma concepção, mas acima de tudo, fazer entender com simplicidade. Isso é o grande mistério e nesse sentido, eles têm feito um trabalho muito bom porque o desenvolvimento de tudo aquilo que nós queremos tem acontecido de uma maneira muito tranquila, natural, com uma aceitação muito grande por parte do grupo de jogadores”.

Santos se classificando, é favorito para levar o tri paulista?

“Eu acho que o Santos tem capacidade e qualidade para brigar novamente por uma vaga na decisão. Eu não descarto essa condição. Não sei porque, mas algumas coisas este ano não acontecem de uma maneira natural. Nós estamos sentindo algumas dificuldades. É interessante isso. A equipe continua criando, jogando bom futebol, mas você sempre encontra um probleminha aqui, outro ali, isso tem dificultado um pouco. Acho que a partir do instante que tudo esteja sanado, encontramos um caminho facilitado e de repente, com crescimento mais importante do campeonato”.

Cumprir um contrato mais longo no Brasil, é uma exceção?

“Eu espero que isso aconteça. Em todos os momentos, eu também fui muito correto com o Santos, inclusive com outras situações para fora do país, eu nem cheguei a discutir porque, a partir do momento que eu tenho um contrato assinado com um clube, eu vou cumprí-lo até o final, até o último momento. Eu acho que em instante nenhum, nós tivemos derrotas onde os adversários superaram o Santos, foram superiores, tenham merecido muito mais o resultado. Nós tivemos derrotas onde o Santos se fez prevalecer ao longo da partida. Então, os motivos talvez neste momento, fossem muito mais em relação a um resultado ou outro que não tenha acontecido do que propriamente aquilo que tenha sido produzido pelo grupo. Por isso, acho que as coisas ainda estão acontecendo dentro de uma normalidade e o presidente sempre foi muito tranquilo nas posições que teve, assim como eu sempre passei a ele, toda confiança possível na sequência de um trabalho, quando foi iniciado lá atrás, foi apalavrado entre eu e ele e são duas pessoas que mantém aquilo que foi formalizado, que os trabalhos seriam iniciados e mantidos até o último dia de contrato. Eu vou tentar fazer o meu melhor, como tenho feito pelo Santos e é natural que passemos por uma ou outra situação. Não tenho dúvidas e convicção plena de que nós estamos muito preparados para que alcancemos bons resultados ao longo deste ano e o torcedor santista não vai se arrepender porque poderá cobrar aquilo que eu estou colocando neste momento”.

É verdade que cultos religiosos invadiram o vestiário santista e isso te incomoda ou atrapalha no trabalho?

“Primeiro, que o ambiente no Santos é o melhor que eu já vi e trabalhei. Encontrei apenas um ambiente igual na Ferroviária, primeiro clube que eu trabalhei. Amigo, só companheiros, pessoas do bem, que querem o crescimento do clube e que têm um objetivo único. É interessante isso. Por isso, que essas colocações me surpreendem, às vezes. Se nós temos uma coisa boa no Santos, é o ambiente de trabalho. São pessoas que se respeitam e muito. Em todo o clube, tem um grupo que é voltado para a oração, mas ali ninguém é obrigado a nada, ninguém é forçado a fazer nada. Ao contrário, quem quer vai, assiste, faz ali suas orações. Nós temos espíritas, católicos, protestantes, batistas, dentro de um grupo, e cada um faz ali seu culto, desenvolve aquilo que acredite, sem que isso interfira diretamente no desenvolvimento de um trabalho. Eu vejo tudo acontecendo com muito respeito no Santos e muito surpreendido. Lamento de, às vezes, colocarem, de tentarem explorar uma situação como essa. Se tem um ambiente, onde um clube tenha equilíbrio e tranquilidade para que se trabalhe futebol, esse clube é o Santos. As pessoas se respeitam muito e acima de tudo, se gostam. É difícil um atleta, como eu já ouvi de muitos ali dentro, chegarem com dois, três dias de clube e já dizerem que se sentem totalmente ambientados. Isso aí não acontece por acaso, acontece porque você tem um ambiente muito favorável. Isso eu vejo no Santos e mais prezo e valorizo. Em todos os momentos, dentro da minha carreira, sempre procurei valorizar muito e manter um bom ambiente de trabalho. Do contrário, pode ter certeza, é o primeiro sinal de que você esteja perdendo a tua equipe e nesse quesito, dou muita atenção. Afirmo aqui, com toda a certeza. O Santos, se não é o melhor, é um dos melhores clubes para se trabalhar com comando, porque é um grupo muito compenetrado, concentrado e preparado para ganhar. O Santos vai conseguir seus objetivos esse ano, não tenho dúvida disso”.

O Santos lidera o grupo D do Paulista com 16 pontos e só depende de si para se classificar às quartas-de-final. Enfrenta Santo André e Novorizontino, nas duas últimas rodadas. Na Copa Libertadores da América, o Santos tem quatro pontos e é o primeiro colocado da sua chave.


Clássico na Vila mostrou os dois melhores do Brasil. Palmeiras foi letal
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

Santos e Palmeiras fizeram o jogaço esperado neste domingo, na Vila Belmiro. Um primeiro tempo com muito equilíbrio, dois times atacando bastante e meio-campos criativos, além de ótimas defesas de Fernando Prass e Vladimir. A bola do jogo ficou para Vítor Bueno, perdendo oportunidade incrível quase na risca do gol. Faltaram os gols, porque no resto houve de tudo, com as duas equipes mostrando que hoje podem dominar o futebol brasileiro, sim. O fato de ter virado 0 a 0 não significa que não possa ter sido um grande confronto. E vimos muita qualidade dentro de campo.

Na segunda etapa, Eduardo Baptista sacou Guerra e colocou Egídio, levando Zé Roberto para o meio-campo. A mudança não surtiu efeito e trouxe o Santos para cima. O domínio foi total, até o gol de Ricardo Oliveira, abrindo o placar, depois de Prass ter feito uma defesa espetacular em cabeceio de Lucas Veríssimo.

Atrás no jogo, Eduardo lançou Róger Guedes e William e teve muita felicidade. Róger participou do gol de Jean, igualando a partida e William virou para o Verdão, silenciando o estádio. Um resultado maiúsculo, contra um grande adversário e torcida local. Virada de um elenco maduro, que não se desesperou com o domínio santista. O Palmeiras chegou aos 21 pontos e assumiu a melhor campanha do Paulista.

Fernando Prass foi o nome do clássico. O Santos foi melhor, mas o Palmeiras foi mais letal, botando a bola para dentro e saindo vitorioso. Jogaço. Para mim, com os dois melhores times do Brasil, respeitando todas as opiniões.