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Kleina não quer jogos no Pacaembu e crê em fator casa para eliminar Santos
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Alexandre Praetzel

A Ponte Preta será adversária do Santos, nos dois jogos das quartas-de-final do Paulista. Falta apenas definir quem terminará em primeiro lugar, na fase classificatória, para determinar os mandos de campo. A Ponte Preta recebe o Palmeiras e o Santos enfrenta o Novorizontino. Os dois times estão empatados com 19 pontos, mas o Santos leva vantagem nos critérios de desempates. O blog entrevistou o técnico Gilson Kleina a respeito dos confrontos e a possibilidade da Ponte Preta eliminar o Santos. Leia abaixo.

Por que voltaste para a Ponte Preta, estando bem no Goiás?

“Simples e objetivo. Nós chegamos o ano passado para tirar o Goiás da Série C, estava na zona de rebaixamento da Série B. Fizemos um trabalho de reação. Os números desse ano estavam muito bons, quarta fase da Copa do Brasil, líder do Campeonato Goiano, artilheiro, defesa menos vazada, quando houve um contato do presidente. Em alguns anos, quando saíam treinadores da Ponte Preta, sempre me convidaram e eu achei que nesse momento, estava na hora da gente voltar para um grande centro, para a Ponte Preta. Conversei com meu presidente no Goiás, como sempre a gente tem que ser transparente e a Ponte Preta exerceu o contrato, pagando a multa. O presidente do Goiás não queria que eu saísse, mas entendeu que eu fui conversar com ele e espero que a gente tenha êxito e sucesso aqui na Ponte Preta.

É possível eliminar o Santos em dois jogos pelas quartas-de-final do Paulista?

“Eu acho que a probabilidade e a condição aumentam. Se a gente mantiver esse nível de competitividade, são dois jogos extremamente equilibrados. Ainda não sei se a primeira partida ou segunda será em casa, mas de qualquer maneira a gente vai ter que saber jogar esse mata-mata. O Santos é uma equipe muito forte dentro da Vila e a Ponte é muito forte dentro do seu estádio. Então, vamos tentar unir nossas forças e fazer uma vantagem no primeiro jogo, se for em casa, para que a gente possa ter a condição de ter alguma estratégia para conseguir a classificação. Então, não tem jogo fácil, porém, se a gente tiver a mentalidade e o espírito vencedor, podemos passar para as semifinais”.

Aceitarias jogar as duas partidas no Pacaembu?

“Eu acho que a gente não pode abrir mão da nossa força no Moisés Lucarelli. Eu entendo que nós temos que exercer nosso direito de jogar em casa. Não aceitaria”.

Como vês o elenco hoje em relação aos grandes paulistas?

“A Ponte Preta vem num crescimento, nos últimos anos, haja vista que tem revelado jogadores no cenário nacional. Em 2011 e 2012, estive aqui e muitos jogadores estão em alto nível. Um elenco sempre precisa ser corrigido, qualificado e não é diferente neste momento. Estamos contentes com esse elenco, mas precisamos reforçar porque a gente sabe o que nos espera nos mata-matas do Paulista, Sul-Americana e, principalmente, Campeonato Brasileiro”.

O que destacas no Santos para neutralizar ou evitar?

“Tem um treinador há muito tempo com uma filosofia de trabalho, super agressivo, laterais e volantes jogam o tempo todo no campo adversário. É uma equipe que tem movimentação e jogadores técnicos, como Lucas Lima, Ricardo Oliveira, Thiago Maia, Vitor Bueno, que entraram nessa equipe, todos eles são fazedores de gols, mesclada com a experiência do Renato e o próprio Ricardo. A gente tem que saber neutralizar os pontos fortes deles, mas impondo os nossos”.

A passagem pelo Palmeiras te fortaleceu no mercado?

“Sem dúvida. O Palmeiras me fortaleceu muito no mercado e me amadureceu também. Lamento só que nos dois últimos trabalhos que a gente fez, que foi só uma manutenção de permanência e tivemos dificuldades como muitos treinadores estão tendo no futebol brasileiro. A Ponte Preta me alavancou e o Palmeiras também para grandes trabalhos e grandes desafios”.

Ponte Preta é um grande clube?

“Claro que sim. Vejo a Ponte Preta com uma camisa forte, uma equipe grande. Está faltando muito pouco consolidar títulos e conquistas. Quem está em Campinas vê o crescimento desta torcida. A gente vê um sentimento muito forte. Então, eu entendo que todos esses projetos que estou vendo aqui como Arena, investimento em estrutura de treinamento, contratações de jovens valores com grandes contratos, usando bem a base. Acredito que nos próximos anos, a Ponte Preta entrará em outro patamar”.

Gilson Kleina retornou à Ponte Preta, após bons trabalhos em 2011 e 2012, assumindo o Palmeiras, me setembro de 2012. Na sua primeira passagem, Kleina conseguiu levar a Ponte Preta à Série A do Brasileiro.


Dorival rebate críticas e nega que religião tem afetado elenco do Santos
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Alexandre Praetzel

Dorival Jr. é só elogios ao ambiente de trabalho do Santos. Próximo de completar dois anos à frente do time, o treinador garante que o clube é um dos melhores para se trabalhar, com o respaldo do presidente Modesto Roma Jr. Em entrevista exclusiva ao blog, Dorival nega interferência de grupos religiosos no dia-a-dia e prevê o Santos conquistando títulos importantes em 2017. Leia abaixo.

Apoio do filho na comissão técnica é fundamental no trabalho?

“É, eu acho que ele acrescentou muito em termos de desenvolvimento de trabalho, não só ele, Leonardo Porto também que está conosco. Eles acrescentaram muito nesta mudança conceitual do desenvolvimento de um trabalho. Foi fundamental sim. Eu espero que continuemos assim, interessados, buscando novidades, sempre apresentando aos atletas um novo desafio, uma nova lição, situação e que facilite ao atleta um entendimento de tudo isso. Eu acho que é um processo, que não faz apenas você mudar uma concepção, mas acima de tudo, fazer entender com simplicidade. Isso é o grande mistério e nesse sentido, eles têm feito um trabalho muito bom porque o desenvolvimento de tudo aquilo que nós queremos tem acontecido de uma maneira muito tranquila, natural, com uma aceitação muito grande por parte do grupo de jogadores”.

Santos se classificando, é favorito para levar o tri paulista?

“Eu acho que o Santos tem capacidade e qualidade para brigar novamente por uma vaga na decisão. Eu não descarto essa condição. Não sei porque, mas algumas coisas este ano não acontecem de uma maneira natural. Nós estamos sentindo algumas dificuldades. É interessante isso. A equipe continua criando, jogando bom futebol, mas você sempre encontra um probleminha aqui, outro ali, isso tem dificultado um pouco. Acho que a partir do instante que tudo esteja sanado, encontramos um caminho facilitado e de repente, com crescimento mais importante do campeonato”.

Cumprir um contrato mais longo no Brasil, é uma exceção?

“Eu espero que isso aconteça. Em todos os momentos, eu também fui muito correto com o Santos, inclusive com outras situações para fora do país, eu nem cheguei a discutir porque, a partir do momento que eu tenho um contrato assinado com um clube, eu vou cumprí-lo até o final, até o último momento. Eu acho que em instante nenhum, nós tivemos derrotas onde os adversários superaram o Santos, foram superiores, tenham merecido muito mais o resultado. Nós tivemos derrotas onde o Santos se fez prevalecer ao longo da partida. Então, os motivos talvez neste momento, fossem muito mais em relação a um resultado ou outro que não tenha acontecido do que propriamente aquilo que tenha sido produzido pelo grupo. Por isso, acho que as coisas ainda estão acontecendo dentro de uma normalidade e o presidente sempre foi muito tranquilo nas posições que teve, assim como eu sempre passei a ele, toda confiança possível na sequência de um trabalho, quando foi iniciado lá atrás, foi apalavrado entre eu e ele e são duas pessoas que mantém aquilo que foi formalizado, que os trabalhos seriam iniciados e mantidos até o último dia de contrato. Eu vou tentar fazer o meu melhor, como tenho feito pelo Santos e é natural que passemos por uma ou outra situação. Não tenho dúvidas e convicção plena de que nós estamos muito preparados para que alcancemos bons resultados ao longo deste ano e o torcedor santista não vai se arrepender porque poderá cobrar aquilo que eu estou colocando neste momento”.

É verdade que cultos religiosos invadiram o vestiário santista e isso te incomoda ou atrapalha no trabalho?

“Primeiro, que o ambiente no Santos é o melhor que eu já vi e trabalhei. Encontrei apenas um ambiente igual na Ferroviária, primeiro clube que eu trabalhei. Amigo, só companheiros, pessoas do bem, que querem o crescimento do clube e que têm um objetivo único. É interessante isso. Por isso, que essas colocações me surpreendem, às vezes. Se nós temos uma coisa boa no Santos, é o ambiente de trabalho. São pessoas que se respeitam e muito. Em todo o clube, tem um grupo que é voltado para a oração, mas ali ninguém é obrigado a nada, ninguém é forçado a fazer nada. Ao contrário, quem quer vai, assiste, faz ali suas orações. Nós temos espíritas, católicos, protestantes, batistas, dentro de um grupo, e cada um faz ali seu culto, desenvolve aquilo que acredite, sem que isso interfira diretamente no desenvolvimento de um trabalho. Eu vejo tudo acontecendo com muito respeito no Santos e muito surpreendido. Lamento de, às vezes, colocarem, de tentarem explorar uma situação como essa. Se tem um ambiente, onde um clube tenha equilíbrio e tranquilidade para que se trabalhe futebol, esse clube é o Santos. As pessoas se respeitam muito e acima de tudo, se gostam. É difícil um atleta, como eu já ouvi de muitos ali dentro, chegarem com dois, três dias de clube e já dizerem que se sentem totalmente ambientados. Isso aí não acontece por acaso, acontece porque você tem um ambiente muito favorável. Isso eu vejo no Santos e mais prezo e valorizo. Em todos os momentos, dentro da minha carreira, sempre procurei valorizar muito e manter um bom ambiente de trabalho. Do contrário, pode ter certeza, é o primeiro sinal de que você esteja perdendo a tua equipe e nesse quesito, dou muita atenção. Afirmo aqui, com toda a certeza. O Santos, se não é o melhor, é um dos melhores clubes para se trabalhar com comando, porque é um grupo muito compenetrado, concentrado e preparado para ganhar. O Santos vai conseguir seus objetivos esse ano, não tenho dúvida disso”.

O Santos lidera o grupo D do Paulista com 16 pontos e só depende de si para se classificar às quartas-de-final. Enfrenta Santo André e Novorizontino, nas duas últimas rodadas. Na Copa Libertadores da América, o Santos tem quatro pontos e é o primeiro colocado da sua chave.


Clássico na Vila mostrou os dois melhores do Brasil. Palmeiras foi letal
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Alexandre Praetzel

Santos e Palmeiras fizeram o jogaço esperado neste domingo, na Vila Belmiro. Um primeiro tempo com muito equilíbrio, dois times atacando bastante e meio-campos criativos, além de ótimas defesas de Fernando Prass e Vladimir. A bola do jogo ficou para Vítor Bueno, perdendo oportunidade incrível quase na risca do gol. Faltaram os gols, porque no resto houve de tudo, com as duas equipes mostrando que hoje podem dominar o futebol brasileiro, sim. O fato de ter virado 0 a 0 não significa que não possa ter sido um grande confronto. E vimos muita qualidade dentro de campo.

Na segunda etapa, Eduardo Baptista sacou Guerra e colocou Egídio, levando Zé Roberto para o meio-campo. A mudança não surtiu efeito e trouxe o Santos para cima. O domínio foi total, até o gol de Ricardo Oliveira, abrindo o placar, depois de Prass ter feito uma defesa espetacular em cabeceio de Lucas Veríssimo.

Atrás no jogo, Eduardo lançou Róger Guedes e William e teve muita felicidade. Róger participou do gol de Jean, igualando a partida e William virou para o Verdão, silenciando o estádio. Um resultado maiúsculo, contra um grande adversário e torcida local. Virada de um elenco maduro, que não se desesperou com o domínio santista. O Palmeiras chegou aos 21 pontos e assumiu a melhor campanha do Paulista.

Fernando Prass foi o nome do clássico. O Santos foi melhor, mas o Palmeiras foi mais letal, botando a bola para dentro e saindo vitorioso. Jogaço. Para mim, com os dois melhores times do Brasil, respeitando todas as opiniões.


“Palmeiras tem melhor elenco. Santos é forte com titulares”, diz Assunção
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Alexandre Praetzel

Santos e Palmeiras prometem um “jogaço”, neste domingo, pelo Campeonato Paulista, na Vila Belmiro. Hoje, os dois times são apontados como os melhores do país, pelos titulares e elencos que possuem. O blog conversou com Marcos Assunção, ex-volante das duas equipes, com boas atuações e reconhecimento de torcedores e dirigentes. Assunção comparou as equipes e projetou grande clássico. Leia abaixo.

Palmeiras de hoje

“Palmeiras de hoje é muito bom, o melhor elenco do Brasil, nos últimos anos. Vem fazendo grandes campeonatos, é um time que eu gostaria de estar jogando hoje, pelo número de jogadores bons que tem. A gente fica feliz. Tenho um filho palmeirense que torce muito e está gostando muito de ver o Palmeiras, nos últimos anos, principalmente, sendo campeão e jogando bem. É um clube que eu tenho um carinho enorme, por tudo que eu passei nos quase três anos que eu vivi ali e muito feliz por dar essa alegria para os torcedores palmeirenses”.

O que mais chama a atenção no Palmeiras, em relação a quando jogaste?

“No momento que eu atuava, não tinha tanto dinheiro quanto tem hoje e não tinha tantos jogadores bons, também. Isso que faz um clube vencedor. Um clube com condição para contratar grandes jogadores e contratar bem. Isso o Palmeiras fez”.

Time do Santos completo pode segurar o Palmeiras nas grandes competições?

“É isso mesmo. Eu falo do Palmeiras como elenco, o Santos, a gente está falando dos onze jogadores. A partir do momento que ninguém se machuque, não tenha que sair por cartão, o Santos é uma grande equipe, tem grandes jogadores. É um clube, um time, que está ali, no mesmo nível do Palmeiras, quando entram os jogadores titulares”.

O que achas do jogo deste domingo na Vila Belmiro?

“O Santos é muito forte jogando na Vila, mas o Palmeiras tem grandes jogadores, experientes, que podem fazer a diferença. É difícil falar um resultado, quem vai ganhar, mas é muito fácil saber que vai ser um grande jogo para as pessoas que vão ao estádio e assistirão em casa, não vão perder seu tempo porque será uma partida muito gostosa de se ver”.

Santos e Palmeiras são candidatos ao título da Libertadores, em meio ao Brasileiro?

“Pode haver dificuldade para o Santos, justamente aquilo que nós estamos falando de não ter um elenco tão grande quanto o Palmeiras, com jogadores tão capacitados quanto o Palmeiras, mas a gente vai torcer para que as duas equipes, que são as duas onde eu joguei, santista desde pequeno, o Palmeiras com um carinho e respeito muito grande por tudo que eu passei lá. A gente torce para que possa ir o mais longe possível”.

Destacaria alguém especial nos dois elencos?

“No Santos, meu amigo, joguei com ele no Betis-ESP, um cara que dispensa comentários, que é o Ricardo Oliveira. Um atacante, um dos melhores que eu já joguei. Tem velocidade, chuta com a perna direita, esquerda, cabeceia bem. Então, é um cara que eu gosto muito. No Palmeiras, o Dudu, pela fase que está vivendo. Uma fase muito boa, depois de ter passado por uma fase ruim. Agora, acho que ele se assentou, colocou a cabeça no lugar e viu que realmente ele é o cara do time, que tem que levar o time para grandes conquistas. Tchê Tchê também. Meu amigo, um cara que é o motor do time, que faz o time jogar. Quando ele não joga bem, o time não vai bem. São três jogadores. Escolhi dois do Palmeiras, o Ricardo, mas vou escolher também o Lucas Lima para ficar empatado. São jogadores que fazem os times jogarem”.

O Palmeiras está praticamente garantido nas quartas de final do Paulista e pode determinar a eliminação do Santos ou ajudá-lo na classificação. O Palmeiras irá enfrentar Mirassol e Ponte Preta, concorrentes diretos do Santos, por uma vaga na próxima fase do Estadual.


Renato vê Santos lutando pelo título da Libertadores e forte no Paulista
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Alexandre Praetzel

O Santos vai reagir no ano e tem time para ganhar a Libertadores da América. Palavras do meia Renato, um dos principais jogadores da equipe, avaliado como favorito para 2017, mas com início instável na temporada. Em entrevista exclusiva ao blog, Renato vê recuperação a curto prazo, projeção de títulos e descarta problemas de relacionamento do grupo com Dorival Jr. e o presidente Modesto Roma Jr. Leia abaixo.

Por que o Santos teve um início instável de temporada?

“Acredito que começamos bem, depois acabamos perdendo jogadores importantes. Vieram jogadores novos que tiveram a necessidade de entrar na equipe e isso acaba dificultando um pouco na parte do entrosamento, o que é o normal. Mas acredito que o grupo já assimilou, foi uma fase e a gente espera que consiga fazer o mesmo futebol do ano passado, daqui para frente, com o pessoal que veio para somar e ajudar da melhor maneira possível”.

Com o time completo, é possível ganhar a Libertadores?

“É um grupo forte, manteve a base, isso foi um ganho. Também não perdeu jogadores para fora. Então, eu acho que fica mais forte. Claro, a Libertadores é sempre complicada, difícil, mas eu acho que com esse grupo a gente pode estar ganhando sim”.

Houve problemas de relacionamento com Dorival e presidente, pela saída do gerente Sérgio Dimas?

“Não, em nenhum momento. Era um cara que estava com a gente há um bom tempo. Uma grande pessoa, a gente tinha um carinho enorme, mas são coisas que acontecem, a diretoria decide. Não cabe a nós estar justificando se foi certo ou não. A gente tem que fazer o melhor dentro de campo e não houve nenhum problema. Houve uma posição do presidente que a gente tem que respeitar”.

Como vês o jogo contra o Strongest-BOL?

“Jogo difícil, complicado. Uma equipe que sabe jogar a Libertadores, dificilmente fica fora a cada ano. É uma equipe que busca, principalmente, sair nos contra-ataques com jogadores rápidos. Então, é não dar o contra-ataque e procurar terminar a jogada, quando for à frente e ter oportunidade de fazer os gols. Acho que na Libertadores, o detalhe conta muito. Então, a gente tem que aproveitar as oportunidades, fazer os gols e sair com a vitória”.

O tricampeonato paulista deixou de ser prioridade? Hoje, o Santos estaria eliminado

“Não deixou de ser prioridade. A gente vai priorizar todos os campeonatos. Tivemos alguns jogos, onde a gente deixou escapar pontos importantes em casa, que hoje nos fazem falta. A gente sabe que o dever de casa sempre é importante nesses campeonatos. Mas não deixou de ser prioridade não. A gente vai em busca ainda. Temos condições de estar classificando, dois pontos do líder do grupo e um do segundo colocado, então é manter o foco e a busca pelo tricampeonato continua”.

O Santos estreou com empate diante do Sporting Cristal-PER, na Libertadores da América. Nesta quinta-feira, pega o Strongest-BOL, na Vila Belmiro. No Paulista, está em terceiro lugar no grupo D e tem mais quatro jogos a disputar, começando a série contra o Palmeiras, domingo.


Santos é a surpresa negativa do momento. Diretoria parece perdida
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Alexandre Praetzel

Sempre gostei de ver o Santos, nos últimos dois anos. Time ofensivo e com uma formação definida. Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Luiz Felipe(David Braz) e Zeca; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima e Vítor Bueno; Copete(Gabriel) e Ricardo Oliveira. Para mim, tecnicamente, a melhor equipe do Brasil.

Chegamos em 2017. O Santos é o atual vice-campeão brasileiro e favorito ao tricampeonato paulista. Começou goleando o Linense e batendo o Red Bull. Depois da demissão do gerente de futebol, Sérgio Dimas, o Santos desabou. Perdeu para São Paulo e Ferroviária, com atuações regulares e ruins. Venceu o Botafogo, mas foi amplamente batido pelo Corinthians, no clássico seguinte. Passadas sete rodadas, o Santos pode ser eliminado na primeira fase do Estadual. Seria um gigantesco vexame. Afinal, o que aconteceu?

Acho que não dá para ficar apenas nas ausências de três titulares importantes. O Santos se reforçou e melhorou a qualidade do elenco e reposições. Há algo estranho no ar. Dorival Jr. sempre teve o grupo na mão e qualquer atleta nega problemas no ambiente, publicamente. Mas parece que o Santos perdeu o encanto e a alegria.

Justificar tudo isso pela saída de um amigo dos jogadores, soa exagerado. Mas o presidente Modesto Roma Jr. e os dirigentes parecem perdidos e sem explicações. Abriram o CT para uniformizados e se esconderam. Só espero que a bomba não estoure em Dorival Jr. Seria um ato simplista demais contra quem recuperou o Santos, a curto prazo. Vamos ver como será a estréia na Libertadores da América.

O blog procurou Sérgio Dimas, que preferiu não se manifestar, neste momento.


Corinthians competitivo merece registro. Santos foi mal e decepciona
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Alexandre Praetzel

O Corinthians ganhou o segundo clássico no ano, novamente por 1 a 0. É justo destacar que o time de Fábio Carille foi superior ao Santos, na maior parte do jogo. Pressionou desde o início e obrigou o goleiro santista Vladimir a ser o melhor nome do primeiro tempo, com três defesas importantes.

Jadson começou como titular e mostrou que ainda precisa da forma física ideal. Maycon vai se firmando como uma realidade entre os titulares, jogando e marcando com qualidade. Na técnica, o Corinthians não arranca suspiros, nem entusiasma, mas a entrega e o comprometimento dos atletas, merecem registro. O Corinthians luta em todos os lances e corre mais de 90 minutos.

Ninguém imaginava que o Corinthians tivesse a melhor campanha do Paulista, após sete rodadas. Talvez, este nível sirva para brigar pelo título estadual, mas só esforço e raça não bastam para grandes conquistas, imagino. Destaco que o Corinthians foi inferior ao Palmeiras e venceu, mesmo com um homem a menos. Foi bem melhor do que o Santos e ganhou novamente. No resumo contra dois rivais, duas vitórias. Isso pode servir para Carille se firmar, num trabalho simples e dedicado.

No lado do Santos, pura decepção. Sempre gostei de ver o Santos jogar. Só que não dá para depender apenas de Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira. É preciso saber competir sem os três. Com essas ausências, o Santos vira um time comum e foi muito mal contra o Corinthians. Não adianta encher o campo de atacantes e ficar sem criação. O Santos recheou o elenco, mas sofre sem jogo coletivo. Hoje estaria fora das quartas-de-final do Paulista. Sem dúvida, a grande decepção do futebol brasileiro, até o momento.

Agora, Dorival Jr. merece crédito. Precisa achar formações mais equilibradas, quando não tiver seus principais protagonistas. A semana será fundamental.


Dorival admite oscilada com saída de diretor e aposta em “fico” de L. Lima
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Alexandre Praetzel

O Santos é considerado um dos bons times do futebol brasileiro e favorito a vencer um título de expressão em 2017. No entanto, o início irregular no Campeonato Paulista abriu um debate se a equipe pode manter esta imagem consolidada, após um bom ano, em 2016.

Depois de cinco rodadas, o Santos é o terceiro colocado do Grupo D, com sete pontos. Está a seis de Mirassol e a um da Ponte Preta, sendo que apenas os dois primeiros se classificam para as quartas de final. O blog entrevistou o técnico Dorival Jr., confiante numa recuperação rápida, apostando na força do elenco com todos os nomes à disposição e garantindo a presença de Lucas Lima, até o final do ano. Leia abaixo.

Início difícil do Santos te surpreendeu?

“De um modo geral, não surpreendeu. Porém, eu não vejo assim que foram resultados tão negativos quanto todo mundo vêm falando. Eu acho que o Santos está tentando jogar. Em 20 dias, nós tivemos praticamente muitos jogadores que ficaram afastados e isso já aconteceu após a primeira partida, sendo que na primeira partida, nós tivemos dez jogadores do ano anterior e apenas o Lucas Veríssimo não vinha sendo titular. O rendimento da equipe foi muito bom. A partir da segunda partida, nós já começamos a perder vários jogadores. Por incrível que pareça, nós continuamos perdendo. Hoje, nós estamos com dez jogadores fora de condições, no departamento médico. Isso tudo tem um peso muito grande. Acho que o jogo com o São Paulo foi disputado, bonito de se ver, decidido numa saída de bola nossa, errada, fato esse que pode acontecer a favor ou contra. Não vejo esse problema todo. Acho que a equipe vai continuar equilibrada, vai buscar uma recuperação e eu não tenho dúvidas que ainda faremos um grande campeonato”.

As três últimas atuações do time têm relação com a demissão do ex-gerente Sérgio Dimas?

“O Dimas foi um dos grandes profissionais com quem eu trabalhei. Realmente, é um excelente profissional, um excelente ser humano. Jogadores sentiram bastante a saída dele. É um fato normal, você perde um companheiro de trabalho num momento que ninguém espera. Houve sim, deu uma oscilada em razão dessa condição. Porém, eu acho que nós temos que olhar para a frente, mesmo respeitando a história e o passado do Dimas como profissional. Na torcida para que ele encontre um novo caminho. Não tenho dúvidas que acontecerá. O Santos trabalhando seriamente e muito mais focado para que as coisas voltem a acontecer de uma maneira mais natural. De um modo geral, a equipe voltará a produzir. Estamos recebendo novamente alguns jogadores de volta, talvez não para esta partida contra o Botafogo, mas na partida seguinte, teremos a equipe um pouco mais composta e não tenho dúvidas que encontraremos nosso caminho”.

Como recuperar o futebol vistoso e alegre de 2016?

“Tudo é uma questão de tempo. Eu acho que a equipe vai encontrar este novo momento, repetindo aquilo que já produziu em 2016 e sendo ainda melhor. Assim que as coisas estiverem normalizadas, todos os jogadores em condições trabalhando, o Santos se tornará muito forte. Não tenho dúvidas que teremos uma condição ampliada e podemos recuperar e ainda ficando melhores até do que no ano anterior”.

Existem alguém de fora criando situações para tumultuar o ambiente?

“Olha, nós deixamos que nada de fora entre no CT. É um ano político, eu entendo isso. Não participamos de tudo isso. Nós ficamos à parte. Nossa preocupação é com o trabalho do dia a dia, recuperação dos jogadores, da equipe. Interferência ela tem, todo ano político interfere diretamente na vida de um clube, mas aqui dentro, as coisas não entram, graças a Deus. Nós procuramos uma concentração total em cima do nosso trabalho”.

Time está pronto para estrear na Libertadores da América?

“Eu acredito muito nesta equipe. Eu acho que nós temos grandes jogadores aqui dentro, Uma equipe, eu vejo, preparada. Volto a dizer. Quando todos os jogadores estiverem em condições, recuperados e fisicamente bem, a equipe do Santos voltará a ser uma grande equipe. Alguns jogadores, estamos tendo que antecipar, inclusive as estréias, em razão de tudo o que aconteceu nestes 20 dias. E essa precipitação é natural. De repente, até comprometa um atleta ou outro, mas pela necessidade nós tivemos que fazê-lo. Mesmo assim, existe uma confiança muito grande pela qualificação desse grupo e agora fortalecido com alguns jogadores que chegaram, porém, sem aquele tempo de adaptação necessária, para que estejam nas suas melhores condições”.

Lucas Lima pode deixar o Santos?

“Eu não vejo possibilidade nenhuma. Lucas nunca se posicionou diferente dessa colocação que eu fiz. Ele disse que finalizaria o ano aqui com o Santos e eu confio muito no jogador e eu tenho certeza que ele fará a diferença em 2017”.

O Santos enfrenta o Botafogo, neste sábado, na Vila Belmiro. Uma semana depois, encara o Corinthians, em Itaquera, antes da estreia na Libertadores da América, dia 9 de março, contra o Sporting Cristal do Peru.


Gosto de ver o Santos jogar. Forte candidato ao tri paulista
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Alexandre Praetzel

Os campeonatos estaduais perderam valor e prioridade nos últimos tempos. Foram tratados como meras pré-temporadas, projetando Libertadores da América e Brasileiro. Agora, com a Libertadores alongada até novembro, os grandes times darão mais atenção às disputas internas. No Paulista, forças máximas em campo.

O Santos foi o primeiro a entrar em campo. Jogou com velocidade, deslocamentos constantes, passes certos e criações de jogadas, fazendo seis gols no Linense, ao natural. Gosto de ver o Santos jogar. Manteve o elenco e deu uma reforçada superior a anos anteriores. Dorival Jr. está cumprindo o contrato e mantendo uma forma de atuar bastante ofensiva. Óbvio que a superioridade técnica existe, mas o Santos pegou um adversário inferior e passou por cima. Penso desta maneira quando uma equipe é bem mais qualificada do que a outra.

Diga à algum santista que não será importante o Santos ser tricampeão paulista novamente, nesta década? Por isso, time grande tem que ganhar sempre. Se o estadual é o campeonato da vez, joga-se para conquistá-lo. E o Santos sabe disso.

Ontem, também vi o Corinthians. Carille escalou o que tem de melhor. Confronto duro diante do São Bento, em Sorocaba. Partida prejudicada pelo gramado encharcado do primeiro tempo. Depois, os dois times conseguiram jogar e o Corinthians venceu com gol de pênalti discutível em Jô. Para mim, foi. E não analisei o lance 50 vezes como a maioria faz. Apenas minha opinião. O empate seria mais justo porque o Corinthians cansou e o São Bento perdeu boas oportunidades. Valeu o resultado.

Corinthians é inferior ao Santos. O Paulista será um bom tira-teima. Nunca foi tão valorizado como agora. E a mídia deve reconhecer isso também.

 


Vale a pena repatriar jogadores que foram vencedores na primeira passagem?
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Alexandre Praetzel

O Corinthians repatriou Jadson, um ano depois da saída para o futebol chinês. Com dois anos de contrato e aprovado pela torcida, Jadson retorna para ser o principal jogador do time. Os corintianos esperam que o meia tenha o mesmo desempenho de 2015, quando foi um dos destaques da equipe, na conquista do título brasileiro. Será que vale a tentativa? O blog lista abaixo situações que deram certo e outras não. Acompanhe.

Robinho – Santos. 2010 e 2014/15

Deu muito certo. Foi campeão paulista e da Copa do Brasil e depois repetiu o título estadual, no segundo retorno. Talvez o exemplo mais positivo de uma repatriação num time brasileiro.

Kaká – São Paulo. 2014

Foi bem, apesar de ter ficado apenas cinco meses. Elogiado pelo técnico Muricy Ramalho e companheiros, Kaká ajudou bastante no vice-campeonato brasileiro e na conquista da vaga para a Libertadores da América, em 2015. Fez 24 jogos e três gols.

Valdívia – Palmeiras. 2010

Não foi bem na segunda passagem. Em cinco anos, ganhou a Copa do Brasil, mas sucumbiu com o time, no rebaixamento para a Série B, em 2012. Tinha admiração de muitos torcedores, mas as constantes lesões e demoras nas recuperações, minaram a confiança dos palmeirenses. Em 2015, saiu de graça, sem deixar saudades, após 148 jogos e 17 gols.

Alex – Inter. 2013

Foi tricampeão gaúcho, quando voltou para o Inter, mas terminou com a trajetória manchada, depois de muitos altos e baixos, em 2015 e 2016, culminando com inédito rebaixamento do time para a Série B do Brasileiro. Foi liberado pela diretoria e saiu com a imagem arranhada.

Elias – Corinthians. 2014

Participou do título brasileiro como titular absoluto, em 2015. Em 2014, não foi bem, repetindo a irregularidade em 2016, quando saiu para o Sporting. Fez 99 partidas e 17 gols.

Conca – Fluminense. 2014

Segunda passagem sem brilho. Alternou entre boas e más atuações. Veio da China por altos valores. Pelo custo-benefício, foi mal. Atuou em 62 partidas com 16 gols.

Lugano – São Paulo. 2016

Tem o nome gritado pela torcida, mas não contribuiu muito com o time, em 2016. Foi mais um líder de vestiário do que jogador de futebol. Voltou pelo currículo e história no clube. Em 2016, fez 26 jogos e dois gols.

Lucas Silva – Cruzeiro. 2017

Vendido para o Real Madrid por grandes valores, em 2015. Nunca se firmou e foi emprestado para o Olympique de Marselha. Disputou 33 jogos e agora retorna emprestado pelo Real ao Cruzeiro, por 18 meses. Voltou rapidamente. Tem apenas 23 anos.

São alguns exemplos de nomes com ótimos currículos e títulos conquistados, geralmente na primeira passagem pelos clubes. Nem sempre, estes jogadores serão os mesmos de antes, mas dirigentes, torcedores e parte da imprensa, acreditam que sim. Retornam mais velhos e resolvidos financeiramente. Uns assumem a identificação com time e instituição. Outros ficam apenas de passagem mesmo, vivendo das glórias e vitórias anteriores. A conferir quem dará certo novamente.