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Arquivo : Carille

Carille e Ceni merecem crédito, independente de quem seja eliminado domingo
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Alexandre Praetzel

Fábio Carille e Rogério Ceni começaram a temporada como grandes apostas de seus clubes. O ex-auxiliar virou técnico no Corinthians, após maus trabalhos de Cristóvão Borges e Oswaldo de Oliveira, num intervalo de quatro meses. Rogério Ceni assumiu com pompa e circunstância e enorme expectativa pelo seu grande passado no futebol e por ideias inovadoras. Quatro meses de trabalhos e os dois se encontram na semifinal do Paulista, decidindo uma vaga na decisão. Dá para compará-los? Acho que sim.

Carille tem mais experiência em comissão técnica e aproveitou bons ensinamentos táticos de Tite, na passagem vitoriosa pelo Corinthians. Definiu uma forma de jogar, mas acho que ainda demora para buscar outras alternativas, durante as partidas. O Corinthians tem padrão defensivo definido e venceu adversários assim, fazendo um gol e se fechando com eficiência. Agora, quando precisou atacar e variar seu esquema, não conseguiu. Cito o confronto diante do Brusque-SC, quando quase perdeu, e a eliminação contra o Inter, onde fez 1 a 0 e se retraiu, quando poderia ter matado o jogo. Depois de levar o empate, se desesperou, apesar de criar chances e não conseguiu ganhar nos 90 minutos. A derrota para o Inter expôs que o Corinthians precisa de opções, principalmente, para o Campeonato Brasileiro.

No São Paulo, Rogério Ceni adotou um modelo forte no ataque, correndo riscos na defesa. Tem jogadores de boa qualidade técnica e aproveita isso, com posse de bola e troca de passes. Agora, dá generosos espaços para os contra-ataques adversários. Já vimos o São Paulo dominar partidas, mas levar gols em momentos-chaves, pela falta de equilíbrio entre os setores. É possível agredir bastante, mas é preciso saber se recompor. Acho que isso ainda não foi encontrado por Rogério Ceni, que não abre mão da sua escolha inicial. No Brasileiro, o São Paulo será bastante atacado no Morumbi ou fora de casa e o sistema defensivo será mais exigido. No gol, Renan Ribeiro é o titular da hora, mas não duvido que o São Paulo busque um reforço para a posição.

Neste domingo, Carille ou Rogério Ceni? Um dos dois ficará pelo caminho no Estadual. Quem perder, merece ser detonado? Eu acho que não. São profissionais competentes. Podem e devem fugir um pouco das suas convicções, porque vão precisar de resultados também. Tomara que as diretorias pensem da mesma forma.


Corinthians tem melhores resultados do que atuações. Será suficiente?
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Alexandre Praetzel

O Corinthians está nas semifinais do Campeonato Paulista, após vencer o Botafogo, em mais uma jornada de um futebol simples, sem muitos atrativos. É verdade que tem a segunda melhor campanha na classificação geral, mas os resultados são bem melhores do que as atuações do time.

Em 14 jogos, marcou apenas 15 gols. Pouco para uma equipe que tem dificuldades, quando precisa furar bloqueios defensivos dos adversários. É justo dizer que a defesa é eficiente, com nove gols sofridos, mesmo número do rival Palmeiras. Passou invicto pelos clássicos, com bom desempenho diante do Santos e vitória sobre o Palmeiras, nos acréscimos, com um homem a menos.

Num regulamento de mata-mata, nem sempre o elenco superior fica com a taça. O Corinthians pode ser campeão paulista? Pode. Pegará São Paulo ou Ponte Preta, decidindo em casa, provavelmente(se a Ponte Preta fizer 3 a 0 no Santos, decidirá fora). Joga fechadinho para não perder e depois leva a vantagem para o segundo confronto, diante da torcida. É uma estratégia que pode funcionar contra equipes menos qualificadas e se baseando no equilíbrio tático e eficiência num lance de jogo. Porque quando depende do talento, o Corinthians pena dentro de campo.

Alguns corintianos lembram da “empatite” do técnico Tite, em 2013, para justificar o trabalho atual. Ora, aquele grupo ganhou tudo em 2012 e o Paulista e Recopa, em 2013. Vinha de um fim de ciclo e de uma ressaca no relacionamento. Não dá para comparar.

Fábio Carille brincou que não poderemos mais dizer que o Corinthians é a quarta força, porque chegou entre os quatro. Nome por nome e elenco, o Corinthians está atrás de Palmeiras, Santos e São Paulo e foi amassado pela Ponte Preta, na primeira fase, apesar do 1 a 1.

Eu não gosto desta maneira de jogar. Não me atrai. Talvez, sirva para o Estadual, mas certamente enfrentará muitos obstáculos no Brasileiro e até na Copa do Brasil e Copa Sul-Americana, onde o Corinthians será constantemente atacado. Os resultadistas estão felizes e o Corinthians pode colocar a história à prova, onde já foi campeão sem ter um bom time. Respeito quem defende este modelo, mas acredito que só isso não será suficiente.


Corinthians competitivo merece registro. Santos foi mal e decepciona
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Alexandre Praetzel

O Corinthians ganhou o segundo clássico no ano, novamente por 1 a 0. É justo destacar que o time de Fábio Carille foi superior ao Santos, na maior parte do jogo. Pressionou desde o início e obrigou o goleiro santista Vladimir a ser o melhor nome do primeiro tempo, com três defesas importantes.

Jadson começou como titular e mostrou que ainda precisa da forma física ideal. Maycon vai se firmando como uma realidade entre os titulares, jogando e marcando com qualidade. Na técnica, o Corinthians não arranca suspiros, nem entusiasma, mas a entrega e o comprometimento dos atletas, merecem registro. O Corinthians luta em todos os lances e corre mais de 90 minutos.

Ninguém imaginava que o Corinthians tivesse a melhor campanha do Paulista, após sete rodadas. Talvez, este nível sirva para brigar pelo título estadual, mas só esforço e raça não bastam para grandes conquistas, imagino. Destaco que o Corinthians foi inferior ao Palmeiras e venceu, mesmo com um homem a menos. Foi bem melhor do que o Santos e ganhou novamente. No resumo contra dois rivais, duas vitórias. Isso pode servir para Carille se firmar, num trabalho simples e dedicado.

No lado do Santos, pura decepção. Sempre gostei de ver o Santos jogar. Só que não dá para depender apenas de Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira. É preciso saber competir sem os três. Com essas ausências, o Santos vira um time comum e foi muito mal contra o Corinthians. Não adianta encher o campo de atacantes e ficar sem criação. O Santos recheou o elenco, mas sofre sem jogo coletivo. Hoje estaria fora das quartas-de-final do Paulista. Sem dúvida, a grande decepção do futebol brasileiro, até o momento.

Agora, Dorival Jr. merece crédito. Precisa achar formações mais equilibradas, quando não tiver seus principais protagonistas. A semana será fundamental.


A quarta força tem a melhor campanha do Paulista
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Alexandre Praetzel

Desde que o Campeonato Paulista começou, o Corinthians foi mencionado como quarta força, entre os grandes times do torneio. Com metade da primeira fase finalizada, o Corinthians tem a melhor campanha com 15 pontos em 18 disputados.

Apesar dos números, vejo o Corinthians atrás dos rivais em qualidade individual e elenco. É uma equipe determinada e comprometida, com bom jogo coletivo, mas sem grandes atuações em nenhuma partida. Mérito para Fábio Carille, que montou um sistema defensivo forte, apostando sempre numa bola ou no erro do adversário, além de dar oportunidades para jovens que estão pedindo passagem.

Hoje, o Corinthians completo tem Cássio; Fágner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Rodriguinho e Jadson; Jô(Marlone) e Kazim. Um time comum, comparando com anos anteriores do próprio clube.

Num campeonato curto, onde é possível ser campeão com 18 jogos, nem sempre o melhor vence. Por isso, o Corinthians pode sim ganhar o Paulista, chegando forte no mata-mata e contando com o eterno apoio do torcedor.

Agora, para competições mais qualificadas, como Copa do Brasil e Brasileiro, alguém acredita em título corintiano? Provavelmente, nem o presidente, que não enxergava o time fora da Libertadores e teve que se contentar com o sétimo lugar na Série A, em 2016.

 


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