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Gosto de ver a Espanha jogar. Acho que é a melhor seleção
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Alexandre Praetzel

A Espanha venceu Irã por 1 a 0, num jogo de ataque contra defesa, praticamente. Os espanhóis ficaram plantados no campo iraniano e insistiram muito, até sair o gol, num corte do defensor Reazeian batendo na perna de Diego Costa e deslocando o goleiro Beiranvand. Um resultado justo pela insistência e grande dose de paciência, até conseguir a vantagem no placar. Hierro entrou com Busquets como único volante, sabendo que teria uma retranca para transpor. Escalou três meias e dois atacantes, mandando na partida.

Sempre coloquei a Espanha como uma das favoritas, ao lado de Brasil, Alemanha e França. Claro que essas três seleções devem dar uma resposta melhor na segunda rodada, mas como time, vejo a Espanha com um padrão definido. Tem um bom goleiro e todos os nomes de linha sabem jogar. Dois zagueiros bons no posicionamento e bola aérea. Laterais que apoiam com competência, um meio-campo que marca e joga e um ataque com um centroavante forte e finalizador.

Não sei se a Espanha será campeã. Fez quatro pontos e deve ganhar de Marrocos. Nas oitavas, pegará Rússia e Uruguai. É mais equipe que qualquer um dos dois adversários. Parece que a demissão do técnico Julen Lopetegui, não teve nenhum efeito negativo. Já havia um projeto de jogo definido e Hierro está dando continuidade, sem alterações profundas.

Parte dessa geração ganhou a Copa do Mundo, em 2010, e a Eurocopa, em 2012. O vexame de 2014 e a instabilidade de 2016, ficaram para trás. A Espanha sabe que tem qualidade e pode chegar de novo, se entender que não basta apenas ser técnica, e sim, ser competitiva também. Olho neles.


Raí projeta SP forte, nova fase em clássicos e aposta em Aguirre/Jardine
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Alexandre Praetzel

O São Paulo enfrenta o Atlético-PR, neste sábado, tentando se aproximar do líder Flamengo, no Brasileiro. Após dez rodadas, o tricolor tem 17 pontos, com aproveitamento de 56,7%. Para muitos são-paulinos, o time faz campanha acima do esperado. Em entrevista exclusiva ao blog, Raí prevê um São Paulo forte, retomada em clássicos, uma construção para um clube mais fortalecido e a confiança em Diego Aguirre, no comando da equipe. Acompanhem.

São Paulo tem time e elenco para brigar por títulos?

Já estivemos na liderança, com méritos. Seguimos perto dos líderes. Temos que seguir melhorando para termos chances de títulos. Se ainda não temos elenco para esse objetivo, falta pouco. Seja um prata da casa que se imponha, alguém em recuperação que se firme ou um ou outro que chegue e se encaixe bem. Falta pouco.

A campanha no Brasileiro te surpreende?

Não, queremos muito mais!

Você acha que está sendo um bom executivo como foi jogador?

Não dá para comparar, mas sei que posso fazer uma diferença importante, em vários pontos. Trabalho para isso.

Politicamente, conselheiros tentam interferir e influenciar no teu trabalho?

Não, mas são pessoas importantes no sistema, temos que saber ouví-los também. Já com dirigentes e companheiros diretos, tenho um estilo participativo para tomada de decisões.

São Paulo vai mudar a fotografia do time na parada para a Copa do Mundo?

A fotografia será parecida, mas tenho certeza que as mudanças serão para o time ficar ainda mais forte.

Por que o São Paulo sofre em clássicos, na tua opinião?

Clássicos têm um componente emocional forte, onde o retrospecto recente tem um peso. Devagar, já começamos a mudar isso. Uma nova fase se anuncia.

Como Clube, o São Paulo está bem ou a situação é difícil?

O São Paulo FC pode estar muito melhor, mas em comparação a outros grandes clubes brasileiros, estamos bem. Falta reunir forças para a grande mudança. Isso se constrói.

Você fica até o fim da gestão?

Meu contrato vai até o fim de 2019. A gestão vai até o final de 2020. Veremos…

Teme perder Aguirre, depois da Copa?

Não! O sinto muito entusiasmado e motivado com o futuro próximo do São Paulo FC e, com o que ele pode contribuir para isso. Sempre com André Jardine ao seu lado.

Raí foi o melhor jogador da história do São Paulo, para muitos. Como executivo, assumiu em dezembro de 2017, com carta-branca para implantar trabalho e filosofia. Em 2018, o São Paulo caiu para o Corinthians, nas semifinais, e para o Atlético-PR, na quarta fase da Copa do Brasil. Está na segunda fase da Copa Sul-Americana e disputa a Série A do Brasileiro.

Nos clássicos do Paulista, uma vitória, um empate e uma derrota para o Corinthians, mais duas derrotas para Santos e Palmeiras. No Brasileiro, uma vitória sobre o Santos e uma derrota para o Palmeiras.


Jair Ventura parece que chegou no seu limite. Santos piorou muito
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Alexandre Praetzel

O Santos completou cinco jogos sem vitórias, incluindo Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores da América. Levou 2 a 0 do Atlético-PR, em Curitiba, e foi mal mais uma vez, entrando na zona de rebaixamento da Série A. São seis pontos em 21 disputados. E as boas atuações não acontecem, desde o Campeonato Paulista.

Jair Ventura insistiu no esquema com três atacantes e um meio-campo leve e cheio de espaços. Contra um adversário que roda bastante a bola e ocupa os vazios do campo, o Santos foi dominado outra vez. Levou um gol de cabeça de Thiago Heleno, sozinho na primeira trave. No início do segundo tempo, Vanderlei bateu roupa em chute de Carleto e Guilherme conferiu para o gol.

Aí, Jair foi para o desespero. Deixou o time com quatro atacantes, um volante e um meia. Teoricamente, seria uma formação ofensiva, mas não foi, porque o Santos não tem meio-campo. Não adianta encher a equipe de atacantes, se a bola não chega. Houve mais espaços para o Atlético-PR pressionar e obrigar Vanderlei a quatro defesas, evitando uma goleada.

Parece que Jair Ventura chegou ao seu limite. Não consegue extrair o melhor de cada um e ainda escala mal e mexe mal. O treinador não conseguiu dar padrão de jogo a um elenco que tem bons nomes, individualmente. O Santos poderia jogar mais e se preservar mais, aproveitando os bons zagueiros e laterais que possui. Mas Jair não muda. Só a desculpa de não ter um meia diferenciado, não cola. Há outros times piores, bem mais organizados.

Jair trouxe para o Santos, a cultura de jogo implantada no seu Botafogo. Esqueceu que a mentalidade santista é bem diferente e ainda conta com um elenco melhor que o Botafogo de 2017. Só piora. Não há mais desculpas.

 


Hyoran pede passagem no Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Hyoran caiu nas graças de Roger Machado. O meia apresentou bom futebol, quando recebeu oportunidades do treinador. Nos últimos quatro jogos, Hyoran entrou em todos, com 90 minutos de participação e um bonito gol marcado contra o Sport, no Allianz Parque.

O blog apurou que isso mexeu com a cabeça de Roger e Hyoran tem tudo para ser titular diante do Cruzeiro, nesta quarta-feira, em Belo Horizonte. O garoto está pedindo passagem, na avaliação de muita gente, internamente. Antes, já tinha ido bem nas vitórias sobre Boca Juniors e Atlético-PR, contribuindo bastante, mesmo com apenas 29 minutos jogados nas duas partidas. Diante do Alianza Lima, atuou os 90 minutos e fez um gol, na Libertadores da América.

Em 2017, esteve apenas em seis jogos e marcou um gol. Foi procurado por outros times e quase foi emprestado para a Chapecoense, mas preferiu permanecer no Palmeiras. Agora, o aproveitamento aumentou e Hyoran aproveitou. Sua entrada deve determinar a saída de Lucas Lima. O principal reforço de 2018 ainda não deslanchou. Lucas parece ter dificuldade para manter um ritmo intenso, durante o jogo. Tem atuado mais pelos lados, do que um verdadeiro meia.

Acredito que uma formação interessante seria um meio-campo com Felipe Melo, Bruno Henrique, Hyoran e Guerra(Moisés). Keno e Willian na frente, com a ausência de Borja. Dudu e Lucas Lima poderiam ficar na reserva. Seria uma forma diferente de atuar, variando um pouco o esquema de jogo.

Vamos ver. Mas que Hyoran merece uma sequência, isso é fato. Já está com 25 anos e pode suportar a pressão de ser titular.


Loss pode se desvincular de Carille. Paciência e respaldo em seis jogos
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Alexandre Praetzel

Osmar Loss estreou no comando técnico do Corinthians. Derrota para o Millonarios da Colômbia, na Arena corintiana. Ainda assim, classificado em primeiro lugar no grupo, com dez pontos. A campanha foi apenas regular, com três vitórias(um 7×2 no Deportivo Lara), um empate e duas derrotas para Independiente e Millonarios, as duas em Itaquera. Aproveitamento de 55,6%. Dava para ter feito mais. Ontem, o Corinthians não jogou mal. Criou inúmeras chances e parou no goleiro Fariñez, além de um gol mal anulado.

Loss manteve a formação de Carille. Algo aceitável para alguém que assumiu o time, com um dia para treinar. Nessas horas, o importante é não querer mudar tudo de uma hora para outra. Agora, Loss precisa se desvincular de Carille. O modelo do antecessor foi vitorioso e continuaria, provavelmente. Ontem, o Corinthians seguiu com sua transição rápida e foi bem na armação. Na recomposição defensiva, a equipe pareceu mais lenta e cedeu espaços para os contra-ataques colombianos, principalmente, nas costas dos dois laterais.

No pós-jogo, Loss admitiu que seguiu a linha de Carille, porque também tinha liberdade de opinar, na comissão técnica. Claro que, se os resultados não aparecerem nos próximos seis jogos, até a parada para a Copa do Mundo, Loss será comparado ao antecessor, como alguém que não conseguiu dar seguimento ao trabalho. Por isso, o respaldo diário da diretoria, será fundamental.

Loss tem o desafio de deixar o Corinthians na ponta de cima da classificação do Brasileiro e, acredito, pode também adotar um estilo próprio de jogo. Tem condições para isso. A conferir.


Prass: “Dinheiro não ganha, nem perde jogo. Não temos um super time”
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Alexandre Praetzel

Fernando Prass virou alternativa como goleiro do Palmeiras, mas é um dos líderes do grupo, pela sua importância histórica, capacidade e comprometimento. Desde 2013 no clube, Prass não se incomoda com o favoritismo apontado ao time para as competições da temporada e vê o Palmeiras com um grande trabalho, apesar das três derrotas para o Corinthians em quatro clássicos. O blog conversou com ele. Confira.

Três derrotas para o Corinthians, em quatro clássicos no ano. Palmeiras não consegue encaixar contra o rival?

Três jogos na casa deles e um só na nossa Arena. Jogos equilibrados. Acho que a gente poderia ter empatado, três bolas na trave. Óbvio que o Palmeiras não fez um grande jogo, mas acho que não tem nada disso. Até porque o Corinthians, de repente, foi superior só no primeiro clássico, quando a gente teve um jogador expulso.

O trabalho está bom? A maioria esperava que o Palmeiras estivesse jogando mais futebol. O que você acha disso?

Mas todo mundo espera. Se cria uma expectativa muito grande em relação a gente. Então, tudo que a gente faz, está aquém do que as pessoas esperam. A gente sabe que a gente não tem um super time, super craques, e tem muita coisa que acontece fora de campo, por ser o Palmeiras, aquela história toda que a gente já sabe. Do pessoal bater na tecla do investimento, toma uma proporção maior. Mas a gente tem que estar bem tranquilo e saber que dinheiro não ganha, nem perde jogo. A gente vem fazendo um grande ano. Perdemos um título nos pênaltis, com aquela polêmica toda. Somos a melhor campanha geral na Libertadores e estamos na ponta do Campeonato Brasileiro.

Ser apontado como favorito, incomoda e atrapalha vocês?

Não, não acho que a gente é favorito, mas se as pessoas de fora nos rotulam assim, eu nunca vou me incomodar de ser favorito. Para mim, isso é um elogio, mas a gente tem que saber colocar as coisas na balança e medir tudo na quantidade certa.

Tite foi correto com as convocações dos três goleiros?

Não fugiu do esperado. O time está muito bem servido.

No Brasileiro, o Palmeiras é quinto colocado com oito pontos em cinco jogos. Na Libertadores da América, está classificado para as oitavas-de-final. Na Copa do Brasil, tem a segunda partida diante do América-MG, para tentar passar às quartas-de-final. No primeiro confronto, o Palmeiras venceu por 2 a 1, em Belo Horizonte.


Chegou a vez de Pedrinho no Corinthians. Físico não pode ser obstáculo
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Alexandre Praetzel

O Corinthians sempre foi um grande revelador de jogadores. Nos últimos anos, conquistou inúmeras Copas São Paulo de Futebol Júnior, mas aproveitou pouco a molecada. Agora, tem Mantuan, Pedro Henrique e Pedrinho, integrantes do grupo principal e com mais chances no time de cima.

Pedrinho, considero um caso à parte. O menino de 20 anos já provou que tem bola para ser titular e tem sido mais eficiente que alguns companheiros, mesmo com menos minutos em campo. Rápido, técnico e driblador, Pedrinho é o nome que hoje pode “quebrar” linhas defensivas, utilizando um jargão dos treinadores atuais. Pode atuar aberto pela ponta ou como meia avançado, que é uma posição que eu gostaria de vê-lo. No um contra um, pode ser letal, pela capacidade de improviso. Deixou isso claro contra o Independiente, quando atormentou os defensores argentinos.

Agora, fica a pergunta. Por que Pedrinho não começa uma partida?

Fábio Carille justificou, alegando que o garoto está ganhando massa muscular e preparo físico para aguentar os 90 minutos. O treinador entende que Pedrinho ainda não está pronto para suportar um jogo inteiro.

Ok, a decisão do técnico é respeitável, mas há dois exemplos bem próximos e tratados de formas diferentes. Rodrygo tem só 17 anos e tem sido escalado por Jair Ventura em todos os confrontos santistas. O mesmo vale para Vinícius Jr. no Flamengo. A qualidade dos dois está na frente da questão física. E os dois são mais jovens do que Pedrinho.

Carille deixou a dúvida no ar. É melhor começar com Pedrinho e sacá-lo, ou deixá-lo para os finais dos jogos? Acho que chegou a hora de iniciar com o moleque. Há momentos que uma promessa começa a superar os colegas de time e sua escalação é inevitável. Para mim, é o caso de Pedrinho. Chegou a sua vez.

Pedrinho fez 30 jogos e marcou dois gols, como profissional.


Quem para o Grêmio? É o melhor futebol do Brasil
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Alexandre Praetzel

O Grêmio goleou o Cerro Portenho do Paraguai, sem dificuldades e apresentando um ótimo desempenho. Renato Portaluppi poupou seus principais jogadores contra o Botafogo e entrou com o tanque cheio diante dos paraguaios. Força máxima em campo e um futebol de encher os olhos. É difícil ganhar todos os campeonatos, mas o Grêmio tem entrosamento e qualidade para atingir esse patamar. Hoje, parece favorito nos torneios de mata-mata.

O time joga o melhor futebol do Brasil. Renato consolidou um esquema de jogo e os jogadores sabem muito bem o que fazer. A espinha dorsal é bem definida com um bom goleiro, um ótimo zagueiro, dois volantes que sabem jogar, um diferencial como Luan e um atacante em estado de graça, Everton. Assim, foi fácil encaixar nomes que também são eficientes como Léo Moura, Cortez e Jael. O centroavante sempre foi discutido, mas numa equipe que cria tantas chances de gols, Jael também aproveita. Ainda existe um elenco com Cícero, André, Jaílson, Madson e alguns jovens. Óbvio que se os reservas forem escalados todos juntos, o nível cairá, mas atuando com os outros titulares, eles acabam crescendo de produção.

O Grêmio já quebrou o jejum do Campeonato Gaúcho e conquistou a Recopa Sul-Americana. Vai eliminar o Goiás na Copa do Brasil e assumiu a liderança do grupo na Libertadores. Agora, veremos como irá tratar o Brasileiro, uma competição que o tricolor também pode beliscar. Os adversários torcem para o Grêmio desprezá-lo, como ocorreu em 2017.

Domingo, tem o Santos, em Porto Alegre. Eu jogaria a valer, testando a força e o conjunto do time. Ainda mais com a parada da Copa do Mundo, para melhorar a parte física de todos.

O Grêmio virou o time a ser batido. Sobre isso, acredito que não restam dúvidas, mesmo com as forças de Flamengo, Corinthians e Palmeiras.


Palmeiras foi gigante na Bombonera. Do time ao resultado
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras volta de Buenos Aires com uma vitória espetacular sobre o Boca Juniors, em La Bombonera. Ontem, aqui mesmo no blog, escrevi que o jogo poderia ser um “divisor de águas” para o time e acho que pode ser mesmo, depois da conquista dos três pontos e a classificação antecipada para as oitavas-de-final da Libertadores da América.

O Palmeiras competiu bastante, dividiu todas as jogadas e teve uma postura digna de um confronto deste tamanho. Já trabalhei quatro vezes na Bombonera. A pressão é enorme, desde a chegada ao estádio até o desenrolar do jogo. Ganhar por 2 a 0 e da maneira que foi, é digno de elogios e de uma cobrança positiva, a partir de agora.

Os palmeirenses reclamavam de uma certa indolência e desânimo dentro de campo, algo visto após a perda do Paulista. Ontem, os jogadores deram a resposta com atitude e bola, porque o Palmeiras jogou futebol e atacou o Boca na sua casa. Óbvio que sofreu e poderia ter levado um ou dois gols, se não fosse Jaílson. Mas isso faz parte do jogo. Do outro lado, estava o virtual campeão argentino e a melhor equipe do país. Mais do que a vitória, o Palmeiras deixou o Boca sob pressão, correndo riscos de eliminação na primeira fase.

Não sei se o Palmeiras ganhará algum título em 2018, mas o elenco precisa justificar tamanho, nome e qualidade em partidas assim. Nos jogos grandes, surgem as provas de que é possível encarar qualquer adversário. E o Palmeiras deu um recado. Resta saber se manterá esse ritmo e pegada para o que vem pela frente. A maratona é grande, cheia de duelos importantes.

Cabe ao elenco e ao técnico Roger Machado. Ontem, todos foram muito bem, do goleiro à última substituição. Lucas Lima fez o que se espera, participando, se aproximando da área e marcando um gol de qualidade técnica. Até Hyoran apareceu, sem sentir o jogo. Resultado e postura indiscutíveis de um time que estava merecendo as críticas e que pode manter esse padrão e ainda entregar mais ao seu torcedor.


Jogo contra o Boca Juniors pode ser o “divisor de águas” do Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Nada melhor do que o Boca Juniors como adversário e o jogo marcado para La Bombonera, para o Palmeiras mudar o cenário sobre as atuações do time. Estamos no dia 25 de abril, o Palmeiras foi vice-campeão paulista, é líder do seu grupo na Libertadores com sete pontos contra cinco do Boca Juniors, e tem quatro pontos em duas partidas na Série A do Brasileiro. Em termos de resultados, muitos se dariam por satisfeitos numa chegada a uma final e bem colocados em outras duas competições. O discurso pode ser esse, mas a realidade mostra um sinal de alerta.

O Palmeiras está sendo cobrado por um futebol melhor porque tem capacidade para entregar algo a mais. Não é uma análise exagerada. O elenco palmeirense é um dos melhores, senão o melhor, e muitos treinadores gostariam de tê-lo. Agora, o desempenho deixa a desejar.

Coletivamente, o Palmeiras é espalhado, não tem compactação e cede espaços aos adversários. Isso já deveria ter sido melhorado. Algumas vitórias aconteceram muito mais na base do individualismo, numa jogada só. Claro que é importante você ter alguém para decidir, mas isso está cada vez mais raro, no equilíbrio que existe hoje no Brasil. Então, o coletivo tem que funcionar. É preciso virar a página do Paulista. O Palmeiras anda de cabeça baixa e tem que reagir.

Por isso, o confronto em Buenos Aires pode ser um “divisor de águas”, para ser bem clichê mesmo. É uma partida num estádio adverso, onde poucos conseguem vencer. Uma vitória encaminha a classificação em primeiro lugar e um empate não pode ser desprezado. O Palmeiras tem a possibilidade de mudar a atitude em campo e provar que o grupo não é bom, apenas no papel. Se voltar da Argentina com mais três pontos, pode ser a retomada da confiança e de toda a expectativa positiva do início do ano.

Eu escalaria uma formação mais fechada. A tendência é que Roger Machado defina Jaílson; Marcos Rocha, Antonio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima; Keno(Moisés), Borja e Dudu.

Jogo bom, adversário gigante e torcida contra. Se os jogadores não se motivarem com isso para dar uma resposta ao torcedor, quando será que isso acontecerá? Vamos conferir a partir das 21h45.