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Romero virou realidade no Corinthians. Merece crédito pelo trabalho
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Alexandre Praetzel

O Corinthians conseguiu sua maior vitória no ano, ao bater o Palmeiras por 2 a 0, no Allianz Parque. Um resultado conquistado com um futebol consolidado e sem sustos, diante do seu tradicional rival. Os zagueiros Pablo e Balbuena se consagraram com os cruzamentos palmeirenses e Guilherme Arana foi decisivo ao sofrer o pênalti do primeiro gol e marcar o segundo, fechando o placar.

Agora, gostaria de destacar Romero. A atuação do paraguaio ressaltou toda sua importância tática para a equipe. Romero não tem brilhantismo técnico e já teve momentos toscos com a bola, mas evoluiu bastante e merece crédito pela sua entrega e comprometimento em campo. É um jogador que marca e ataca com a mesma potência física. Participou dos dois lances de gols, com ótimos passes para Arana.

O zagueiro Pablo resumiu a importância de Romero numa frase para mim. “É um grande jogador. Nunca conseguiria fazer o que ele faz em campo, marcando e atacando com tanta força. É muito importante para o time”, definiu.

Estive numa entrevista coletiva no Corinthians, dias depois de sua contratação. Cumprimentou todos os jornalistas presentes, um por um, numa demonstração de educação diferente na classe futebolística. Demorou um pouco para se adaptar e quase foi negociado, como reserva do time campeão brasileiro, em 2015. Mas nunca se entregou. Treinou quieto e aguardou as oportunidades, trabalhando como nunca. Virou titular e ainda assim foi motivo de chacota por alguns jornalistas, injustamente.

Romero não é nenhum primor e talvez não entre na lista dos 100 melhores da história do Corinthians. Agora, num futebol brasileiro cada vez mais nota 6, é fundamental ter atletas conscientes das suas limitações e sempre buscando aprimoramento e superação. Esse é Romero.

Como costumo brincar no programa “+90” do Esporte Interativo, com dez Romeros, dá para ser campeão. Acho que não é mais brincadeira.


Fábio Carille é melhor do que o time do Corinthians
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Alexandre Praetzel

No Brasil, ainda temos a cultura do “treinadorismo”. Dirigentes entregam o vestiário e aceitam um comando paralelo no departamento de futebol. O técnico indica, manda e desmanda e a diretoria só observa. O Corinthians, me parece, foge a essa regra, atualmente. Fábio Carille foi efetivado em dezembro, após serviços prestados por vários anos ao clube.

Óbvio que houve desconfiança. Afinal, a temporada de 2016 foi ruim, com quatro treinadores e maus resultados. Mas Carille chegou com seu jeito simples, sem reclamações, com um modelo de jogo definido e afirmação em pouco tempo, com a conquista do Campeonato Paulista. Todo mundo sabe que o Corinthians não tem dinheiro para grandes investimentos e ficou para trás na comparacão com os rivais. No entanto, Carille fez a diferença e ficou superior ao time.

Adaptou a tática ao que tinha no elenco. Padrão defensivo forte, força física, equilíbrio entre os setores e contando também com fases muito boas de Jô, Rodriguinho e Guilherme Arana e o espírito guerreiro de Pablo, Gabriel e Romero. Um feijão com arroz bem preparado, sem brilhantismo, mas com grande eficiência. Carille ainda é didático e resume cada desempenho com verdade, respeitando todo mundo.

O Corinthians tem dez pontos em 12 disputados, no Brasileiro. Por palpite, acho que não será campeão, mas certamente irá incomodar os adversários, como fez no segundo tempo contra o Santos, sem deixá-los respirar.

Carille é melhor do que o time do Corinthians. E tem o grupo na mão. Esse é meu resumo.


Inter começa a Série B sob desconfiança
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Alexandre Praetzel

Dirigentes e técnicos dos participantes da Série B colocaram o Inter como principal favorito a uma das vagas de acesso para a Série A, nesta temporada. No entanto, não é bem assim. O time gaúcho começa a competição sob desconfiança da torcida e imprensa e precisando de um choque de realidade para acabar com o trauma do ano passado.

O vice-campeonato estadual para o Novo Hamburgo mostrou uma equipe ainda cheia de dúvidas. O esquema com três volantes não funcionou durante todo o torneio, com atuações regulares e vitórias difíceis contra os adversários do interior. Claro que o chileno Gutiérrez e o atacantes Marcelo Cirino e Pottker vão acrescentar, mas estão sem entrosamento com os demais.

O técnico Antonio Carlos Zago segue dizendo que o Inter está em formação e superando as sequelas do rebaixamento, mesmo às portas da abertura da segunda divisão. O volante Fabinho, defenestrado pelos colorados, foi reconduzido e começa a partida diante do Londrina, neste sábado. Será um confronto igual, provavelmente.

Os 11 do Inter são Daniel; William, Léo Ortiz, Victor Cuesta e Uendel; Rodrigo Dourado, Fabinho, Felipe Gutiérrez e D’Alessandro; Marcelo Cirino e Nico López. No papel, uma boa formação, mas que precisa provar sua grandeza e superioridade técnica frente a times mais acostumados com esse tipo de disputa. A conferir.


Renato, é bom estudar para saber por que o Grêmio joga tão pouco!
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Alexandre Praetzel

No dia 08 de dezembro de 2016, Renato Portaluppi levou o Grêmio à conquista da Copa do Brasil, pela quinta vez. Nos festejos do título, disparou: “Quem precisa aprender, estuda, vai pra Europa…Quem não precisa, vai pra praia. Quem sabe, sabe. Quem não sabe, vai estudar”. A declaração gerou polêmica porque estudiosos ganharam espaço no futebol brasileiro em detrimento a técnicos boleiros, caso de Renato.

Quase cinco meses depois, Renato deveria dar uma olhadinha no continente europeu ou por aqui mesmo, na América do Sul. O Grêmio não tem jogado nada sob o seu comando. É verdade que perdeu Douglas por lesão e Wallace, negociado com o Hamburgo-ALE. Mas também recebeu reforços de qualidade, como Lucas Barrios e Gata Fernandez. Miller Bolaños voltou a jogar bem (se machucou, recentemente). Mas Renato se atrapalhou todo. Parece que não consegue criar variações táticas e extrair o máximo de seus jogadores. Luan, de grande talento, é um desânimo em campo. Fica a impressão de que é um treinador de curto prazo, com capacidade para mobilizar um grupo num tiro curto. Foi assim na Copa do Brasil. Arrumou a defesa, criou um ambiente mais competitivo e bateu campeão, com méritos. Agora, o encanto diminuiu bastante. O tricolor é previsível, não tem mais a pegada de antes e organiza poucas jogadas de ataque.

O Grêmio vai classificar para as oitavas-de-final da Libertadores na chave mais fraca do torneio. Mesmo assim, foi inferior ao Deportes Iquique-CHI, em três tempos dos dois jogos. Somou quatro pontos contra o Guarani-PAR, sem muito entusiasmo e deve golear o finado Zamora-VEN, na última rodada. Mas o futebol apresentado é preocupante. O Grêmio poderia e deveria jogar mais. Culpar “nana neném”, “a carne é fraca” ou a arbitragem, é puro discurso vazio. O Grêmio, com um elenco muito superior, não conseguiu vencer o Novo Hamburgo em três partidas e foi eliminado nas semifinais do Gaúcho, torneio que priorizou em relação a um confronto da Libertadores. Um vexame, sem dúvida.

O futebol pode apresentar surpresas e o Grêmio vencer a Libertadores, no final do ano. Ainda tem a Copa do Brasil, a partir das oitavas, diante do Fluminense. Afinal, historicamente, o Grêmio consegue ser campeão com times limitados, mas não, mal treinados. Hoje, essa é a realidade.

Quem sabe, não é hora de estudar um pouco, hein Renato! Talvez, descubra as causas do mau futebol gremista. Nunca é tarde.


Lugano diz que não forçará renovação e crê em algum título do SP em 2017
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Alexandre Praetzel

Diego Lugano encerra seu contrato com o São Paulo, em dezembro. O ídolo tricolor ainda não foi procurado pela diretoria e garante que não forçará nenhuma decisão. Em entrevista exclusiva ao blog, Lugano revelou seu sentimento atual em relação ao time, projetou a conquista de um título e comparou a equipe com os rivais estaduais. Leia abaixo.

Vais renovar o contrato com o São Paulo?

“Não sei. Na verdade, eu falei desde que cheguei, que estou muito grato por esta segunda oportunidade no São Paulo, com a história que eu tenho como profissional, ser humano, jogador. Eu tenho honra e não gosto de colocar minha imagem, prestígio, idolatria, em meu benefício. Eu faço o contrário. Procuro não falar do tema, procuro ficar afastado. Que seja uma decisão fria e inteligente, realista da diretoria, do Rogério. Como eu falei até agora, procuro ser um cara que transmite bons valores para o grupo do São Paulo, muito além do que beneficia a mim, que acho que para mim seria o mais importante”.

É importante disputar a Copa Sul-Americana?

“Talvez, os clubes brasileiros não dão a transcedência que tem a Copa Sul-Americana, porque obviamente é o segundo torneio em importância na América. Projeta o clube, jogadores, a nível internacional. Nós estrangeiros, que estamos acostumados a ter um olhar muito mais latino-americano do que os brasileiros, que só olham para o Brasil, gostamos, queremos e vamos fazer o possível para a gente chegar longe, se possível ser campeão porque terá muito prestígio a nível local e também a nível internacional”.

São Paulo está pronto para ganhar um título importante?

“É o que eu falei no começo do ano. Eu sinto que esse São Paulo está fazendo tudo bem para brigar pelos quatro títulos que vamos disputar este ano e com algum vamos ter que ficar porque a gente vai evoluindo, com energia, num time que vai voltar a ser vencedor e jogadores que querem vitórias. Então, todo grande título tem esse começo. Começar desse jeito que o São Paulo está agora e, na verdade, tenho muita certeza que esse grupo vai deixar São Paulo num nível mais alto, ganhando títulos. Pode ser o Paulista e Sul-Americana, outra oportunidade muito boa que a gente tem para gravar o nome no clube”.

Como está o São Paulo em relação a seus rivais no Estadual?

“Efetivamente, só na hora que se enfrentarem que a gente e vocês, vamos saber até onde o São Paulo está preparado para chegar. Além do nível técnico, emocional, estado anímico, força mental, que o time tem que ter para ser campeão, eu acho que o São Paulo está se preparando para isso. Acho que o São Paulo não é menor que nenhum rival, pelo menos, aqui em São Paulo. A gente tem que mostrar, quando chegar a hora certa. Não adianta nada você falar antes, chegar como favorito, chegar desvalorizado, porque só naquela hora que a gente vai saber de verdade se estamos em condições ou não de brigar por coisas importantes”.

O que achaste do Linense mandar seu jogo no Morumbi? Já tinhas visto isso?

“Eu já vi muito isso a nível internacional. O jeito de você sustentar um time é com dinheiro. Têm times menores como o Linense, que nesse jogo teve a oportunidade de arrecadar. É a realidade do futebol profissional. Eu já tinha visto isso antes, sim. Talvez não no Brasil. É uma realidade, obviamente, de um time que está tentando salvar suas finanças. Acho que isso é totalmente justificável e São Paulo saiu beneficiado por esta dificuldade do time adversário. Outra vez, outro time pode ser beneficiado”.

Lugano está com 36 anos. Retornou ao São Paulo, em janeiro de 2016. Na sua volta ao tricolor, Lugano já fez mais de 40 partidas. Na primeira passagem, completou 176 jogos e foi campeão da Libertadores da América, Mundial, Brasileiro e Paulista.


Diretor do SP vê Éverton Ribeiro longe do clube, mas time forte no Paulista
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Alexandre Praetzel

O São Paulo se posicionou oficialmente sobre o interesse no meia Éverton Ribeiro. O tricolor foi apontado como forte interessado no repatriamento do atleta, hoje nos Al-Ahli dos Emirados Árabes. O blog conversou com o diretor de futebol, José Jacobson, a respeito do assunto, possibilidades de conquistar o título paulista, contratação de um goleiro e desempenho da equipe. Leia abaixo.

Éverton Ribeiro

“Há três, quatro meses atrás, o empresário Robson Ferreira ligou para mim, dizendo que o Éverton estava insatisfeito nos Emirados, que queria voltar para o futebol brasileiro e que gostaria de jogar num clube como o São Paulo, clube do coração dele. Quando ele falou isso para nós, aceitamos, mas falamos que tínhamos um teto salarial, que não poderíamos furar. O São Paulo tem um planejamento bem clássico neste ano. Passei para nosso advogado, Alexandre Pássaro, que conhece o Éverton e ligou para ele. Aí o Éverton disse a ele que não era bem assim, que ele tinha contrato lá, que ele não podia sair de uma forma errada e tudo mais, acabou o assunto. Agora, voltou essa conversa, que o São Paulo tinha interesse. Na verdade, não voltamos a falar nem com o empresário, nem com o atleta. Como surgiu a informação que eram São Paulo e Palmeiras os interessados, Palmeiras descartou imediatamente porque estava sendo bem servido, pelo que vimos na imprensa. São Paulo também disse que não tinah interesse, aí apareceram Flamengo, Cruzeiro e outros clubes. Então, o fato hoje é que não temos interesse nele, a não ser que ele se enquadre no perfil financeiro do São Paulo, porque ele é um bom jogador, protagonista. O São Paulo não o procurou e se procurarmos, vamos conversar da forma como estou colocando”.

Estás satisfeito com o desempenho do time?

“Muito. O planejamento que nós fizemos no fim do ano passado, estamos seguindo à risca. O Rogério Ceni, comissão técnica e diretoria, estamos contratando justamente jogadores por posições, protagonistas, que vêm para somar. Quando eles não têm muito nome, como Tomás e Edimar, são jogadores que foram muito bem estudados pelo Rogério e por nós. Estamos muito satisfeitos. O São Paulo não compra mais jogadores de baciada. O São Paulo hoje estuda muito e está fazendo esse trabalho. Eu acho que o resultado está aparecendo. Temos feito algumas partidas que não fomos muito bem, mas na essência geral, estamos conseguindo atingir os objetivos”.

São Paulo contratará um novo goleiro?

“Não. Nós temos quatro goleiros, sendo que hoje o Renan está jogando um pouquinho mais, o Denis está num segundo momento, o Renan está recebendo a oportunidade que precisa por parte da comissão técnica. Estamos muito satisfeitos sim. O São Paulo está no caminho certo”.

São Paulo tem time para ser campeão paulista?

“Tem time sim. Os times não estão nivelados com muita diferença. O Palmeiras tem um elenco maior que os outros clubes, mas eu acredito que dentro de campo, dá para brigar. Não será fácil. Santos perdeu da Ponte Preta. Corinthians empatou com o Botafogo. Não tivemos facilidades contra o Linense, Palmeiras também não. Hoje, o São Paulo está no caminho certo. Estamos nesse caminho”.

O São Paulo não ganha o Paulista, desde 2005. O tricolor venceu o Linense por 2 a 0, no confronto de ida, pelas quartas-de-final. Sábado, pode perder por um gol, que estará classificado para as semifinais. Na Copa Sul-Americana, o tricolor estréia contra o Defensa Y Justicia da Argentina, quarta-feira, fora de casa.

 


Palmeiras e Santos. Elenco e time
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras será campeão brasileiro de 2016. Não tenho e nunca tive dúvidas sobre isso. É o elenco mais consistente do país. Os reservas com Vágner; Fabiano, Edu Dracena, Tiago Martins e Egídio; Arouca, Gabriel, Cleiton Xavier e Allione; Rafael Marques e Barrios vestiriam várias camisas de outros times brasileiros.

Entre os titulares, Mina, Vitor Hugo, Moisés, Tchê Tchê e Gabriel Jesus são candidatos à seleção do campeonato.

Agora, destaco também a formação principal do Santos. Completo, vejo o Santos como um TIME muito bom do torneio. Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique(machucado), Luiz Felipe(machucado) e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno e Lucas Lima; Copete e Ricardo Oliveira. Gabriel Barbosa ainda foi embora no meio do ano e foi bem substituído por Copete. O Santos fez quatro pontos contra o Palmeiras, em dois confrontos.

Então, desde 2003, quando o Cruzeiro conquistou o primeiro Brasileiro de pontos corridos com várias opções no grupo, a regra é essa. Talvez, o Flamengo de 2009 tenha sido uma exceção. No mais, quem consegue sustentar e manter um elenco com 26 jogadores de bom nível, sem perda de conjunto e qualidade, conseguindo administrar o vestiário, vai bater campeão no final da temporada. Não precisa ser o melhor tecnicamente. Pode ser o mais competitivo.

Palmeiras tem um elenco com bons nomes. Santos ficou só com um time. Uma menção honrosa ao Flamengo e Atlético-MG, que perderam rendimento nas últimas rodadas.


Ceará se declara ao Inter e vê time na final da CBrasil e sem rebaixamento
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Alexandre Praetzel

O Inter abre as semifinais da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, contra o Atlético-MG, no Beira-Rio. Em condições normais, seria um momento de comemoração, mas o Inter luta ainda para escapar do rebaixamento à Série B do Brasileiro com 37 pontos, na 15ª colocação. O blog conversou com o lateral Ceará, campeão da América e do Mundo, em 2006, sobre essas duas situações e as causas que levaram a equipe a enfrentar dias difíceis, recentemente.

Por que o Inter chegou nesta situação complicada no Brasileiro

“Na verdade, o Inter se colocou nesta situação devido aos maus resultados acumulados, durante várias rodadas. Foram 14 ou 15 rodadas sem vencer e isso acarretou neste momento, nesta situação que nos encontramos. Você ficar tanto tempo assim sem vencer um jogo, é muito difícil. Para qualquer outra equipe seria uma situação bem complicada. O ponto positivo é que a equipe começou nesta descendente, quando estava ali em primeiro lugar, no topo, e depois começou com os maus resultados. Mesmo ficando tanto tempo sem vencer, ainda a gente conseguiu não se afundar tanto e tendo possibilidade de sair desta situação adversa, tanto é que nós estamos fora da zona de rebaixamento, no momento, com possibilidades concretas e palpáveis de deixarmos esta zona da degola e nos distanciarmos cada vez mais. Então, é focar realmente no que vem pela frente e esquecer as coisas ruins que passaram. Infelizmente, a gente não poderá mudar o passado. Estamos olhando para a frente para que a gente possa mudar o futuro, que são os jogos que virão para que o Inter permaneça na primeira divisão”.

Pressão maior sobre Ceará e Alex pelas vitórias no clube

“Eu e o Alex temos uma história vitoriosa no clube. A minha primeira passagem foi vencedora com três conquistas relevantes como Libertadores, Mundial e Recopa Sul-Americana e o Alex esteve presente nessas conquistas e voltou em outros momentos. Realmente, é uma história gratificante. Porém, a pressão é distribuída, mesmo que não seja de uma forma igual, mas é uma pressão coletiva e nós por sermos mais experientes e por termos histórico positivo no clube, a gente se pressiona demais. Nós atletas, temos auto-análise, nos pressionamos e cobramos por rendimento dentro ou fora de campo, no vestiário. Então, nós tentamos ser participativos de uma forma mais assídua nos bastidores para que o coletivo, os jogadores, de uma forma geral, estejam aptos para jogar, dando o melhor de cada um. Nos sentimos nessa responsabilidade de contribuirmos tanto dentro de campo com nosso talento e fora com experiência e comando, com a experiência que a nossa carreira nos concedeu”.

Inter tem time para ganhar a Copa do Brasil

“Nós temos um elenco qualificado. Já demonstramos isso nas duas etapas anteriores da Copa do Brasil contra Fortaleza e Santos. Mesmo tendo jogado a Copa do Brasil e, paralelamente, os jogos do Brasileiro, nem por isso a equipe teve uma perda de rendimento. Pelo contrário, houve um período que a equipe cresceu de uma forma geral. Começou a demonstrar um pouco de confiança e conseguiu os resultados positivos. Então, dentro desta perspectiva, do momento atual da equipe, nós acreditamos que temos qualidade no grupo para conquistarmos a Copa do Brasil e iremos em busca disso. Os jogadores que entrarão em campo neste jogo contra o Atlético-MG, certamente vão se doar ao máximo com o objetivo de vencer e fazer um grande jogo para tentarmos passar à final, algo que faz um bom tempo que o Inter não disputa, desde que foi campeão, em 1992, e vice, em 2009. Nós queremos continuar marcando história no clube e se Deus quiser, com mais uma conquista significativa”.

Dez anos depois, principais mudanças para melhor ou pior no clube

“Depois de dez anos da minha primeira passagem, a primeira mudança foi o tamanho que o clube alcançou em nível de estrutura, respeito dos adversários, a grandeza que o clube tomou nacional ou internacionalmente, isso é notório e foi a grande mudança depois das conquistas, que eu tive o privilégio de participar. Outra coisa é a montagem de equipe. Hoje, o clube tem muito mais recurso para montar uma equipe qualificada. Financeiramente, tem mais respaldo para cumprir com seus compromissos e lutar com outras equipes do Brasil por um jogador ou outro e muitas vezes, ganhar essa concorrência. É relevante e importantíssimo para um grande clube que quer realmente conquistar títulos. Negativo, não vejo nada importante. Obviamente, que todo crescimento exige que todos os departamentos acompanhem esse crescimento e o clube cresceu, então os departamento precisam estar à altura do clube. Isso é uma exigência que o crescimento traz para o clube, funcionários. É o que tem ocorrido. Uma vez que os títulos nacionais e internacionais não aparecem, existe a cobrança muito grande, segundo o tamanho da instituição. A pressão e a cobrança exagerada por título é o ponto negativo que a gente vê. Então, são esses dois lados da moeda que eu destacaria”.

Permanece no Inter na Série A ou B

“Eu tenho convicção de que permanecerei no clube. Tenho contrato até o final de 2017 e fiz esse contrato com a perspectiva de permanência. Eu não cogito a possibilidade de rebaixamento. Eu creio que o Inter permanecerá na Série A e eu estarei com o Inter porque o meu coração está inclinado para ele, não só na questão profissional, mas realmente a paixão. Tenho a paixão por esse clube, sou torcedor do Inter e permanecerei, independentemente, das circunstâncias, situações favoráveis ou não. Vou cumprir o meu contrato e pretendo encerrar minha carreira aqui no clube. Não sei quando isso acontecerá, mas no tempo oportuno, adequado, eu vou encerrar minha carreira. Pretendo e creio que isso vai acontecer aqui no Internacional”.

Ceará está com 36 anos e voltou ao Inter, no início do segundo turno do Brasileiro, contratado do Coritiba. Sua permanência só ocorreu, após a chegada de Fernando Carvalho à diretoria, impedindo a saída do lateral, depois de ter sido reprovado nos exames médicos com um problema muscular leve. Até hoje, Ceará é lembrado pela grande atuação contra o Barcelona, marcando Ronaldinho Gaúcho, na final do Mundial de Clubes, em 2006.

 


Guarani sonha com volta à Série A com muito trabalho e confiança em 2017
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Alexandre Praetzel

O Guarani conseguiu o acesso à Série B, em 2017. Agora, o clube busca uma reestruturação financeira, com possibilidades de ter um elenco forte para o ano que vem. O blog conversou com o coordenador de futebol, Marcus Vinicius, sobre os planos do Bugre. Acompanhem.

Situação financeira do Guarani

“Situação financeira é muito difícil. O Guarani só conseguiu fazer esse campeonato da Série C de uma forma legal, graças à ajuda de um investidor, que na verdade é quem interviu na questão do leilão do Brinco de Ouro, estádio do Guarani. Então, graças também ao trabalho da diretoria e dos conselheiros, o Guarani conseguiu manter seus salários em dia, seus fornecedores em dia, premiações, tudo o que foi combinado, foi pago, nesses seis meses. Tudo com muito sacrifício, com bastante dificuldade. A questão financeira não foi superada não. O Guarani precisa continuar trabalhando com os pés no chão, contando com a ajuda de investidores, sócios-torcedores e demais fontes de renda para que consiga se manter e recuperar a sua credibilidade, que é o mais importante. Uma das maiores dificuldades na hora de contratar jogadores, era justamente por isso. Há seis meses atrás, a fama do Guarani era de clube que não pagava. Hoje, tem a fama de um clube que paga seus compromissos. Provavelmente, isso nos facilite na sequência”.

Trabalhar com poucos recursos em divisões inferiores

“É preciso usar criatividade e ter muito conhecimento de mercado, boas fontes. Nosso diretor executivo, Rodrigo Pastana, é uma pessoa extremamente capacitada e conhecedor do futebol, principalmente do futebol paulista. Junto com o treinador Marcelo Chamusca e sua equipe, a gente teve bastante criatividade em buscar alternativas, atletas com perfil que a gente pensava e dentro do nosso orçamento. Então, é preciso muito conhecimento e muita paciência para se formar um elenco em divisões inferiores com poucos recursos. Graças a Deus, a gente conseguiu”.

Time e grupo mais fortes em 2017

“Sim, é possível. Até porquê, Série B tem outro orçamento. O clube já tem cota de TV, deve ter um aumento considerável de sócios, patrocínios, tudo ajuda. Você sabe que é uma mudança de patamar de uma Série C para a Série B, querendo ou não, embora ainda não seja o que a gente imagina para o futuro do Guarani, mas já é um grande passo. Com certeza, com essa melhora no orçamento, já é possível sim você ter um grupo mais qualificado”.

Guarani voltará a ser grande pelas diferenças financeiras atuais

“Sim, eu acredito que o Guarani pode recuperar seu espaço. Claro que isso demanda tempo, muita fé, confiança e muito trabalho. Mas o Guarani, pela história, camisa, torcida e patrimônio que tem, eu tenho certeza que pode sim se recuperar. O primeiro passo foi dado que era o time voltar a disputar uma competição de nível, porque o Guarani não é um clube de Série C, muito pelo contrário, está muito longe disso. Voltando à Série B é o primeiro passo para voltar a ser grande, sonhar com Série A. Tem que ter cautela, dar um passo de cada vez, mas eu acredito sim porque tem muita história, muita força e outros grandes da história do futebol brasileiro já chegaram na Série C com ameaça até de fechar as portas, com muitas dificuldades. Fluminense, Vitória e Bahia. Você vê que hoje são clubes recuperados e que estão aí brigando na elite do futebol. O Bahia não está na Série A, mas está brigando para subir e estava na Série A, há dois anos atrás. Então, é possível sim porque a camisa do Guarani é tão grande, tão forte quanto destes clubes que citei e tem uma história muito bonita. Voltará a ser grande sim. Não tenho dúvida disso”.

Base voltou a ser forte pela falta de investimentos

“A base do Guarani sempre foi muito forte, historicamente. Necessita se reajustar, se readequar e principalmente, receber um aporte financeiro para se modernizar em todos os sentidos, físico e humano. O Guarani consegue revelar jogadores ao natural e tem sido assim. A gente teve alguns jogadores aproveitados nesse elenco que subiu. Têm alguns nomes que estão se destacando na base e certamente terão oportunidades em breve. Então, o Guarani pela história acaba revelando mesmo com condições mais precárias de trabalho. Ainda sim, eu acredito que com um investimento e uma atenção um pouco maior, será possível a base ser forte, embora não tenha deixado de ser forte”.

O Guarani disputa as semifinais da Série C contra o ABC-RN. No primeiro confronto, perdeu por 4 a 0, em Natal. Neste domingo, precisa vencer por cinco gols de diferença no segundo jogo, em Campinas, para chegar à decisão diante de Boa Esporte ou Juventude. Em 2017, além da Série B, o Guarani estará na A2 do Paulista.


Santos vira surpresa negativa dez pontos atrás do Palmeiras
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Alexandre Praetzel

O Santos foi prejudicado com a expulsão de Lucas Lima contra o Inter, determinando mais uma derrota no Brasileiro. Agora, o time virou a surpresa negativa da competição, dez pontos atrás do líder Palmeiras.

No início do campeonato, o Santos era apontado como favorito ao título pela qualidade e técnica da equipe. Claro que teve convocações e lesões que atrapalharam, mas o trabalho de Dorival Jr. sempre foi consistente.

Ganhou o Paulista e mostrou força. Recebeu reforços e completou o elenco. Derrotas para adversários menos qualificados e as constantes conversas sobre negociações atrapalharam, mas isso é assunto rotineiro no modelo amador de gestão do nosso futebol.

A venda de Gabriel diminuiu o potencial ofensivo e o colombiano Copete chegou para prevenir esta situação. Lucas Lima caiu muito tecnicamente e parece chateado por não ter conseguido uma boa transferência para a Europa. Completo, via o Santos com a melhor formação do Brasil. Nem sempre os melhores vencem.

Ainda tem a Copa do Brasil para buscar uma conquista nacional. Os resultados precisam ajudar. E a equipe também.


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