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Diretor do Santos elogia Levir e ainda sonha com o título brasileiro
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Alexandre Praetzel

O Santos aposta tudo na reta final do Brasileiro para tentar encostar no Corinthians, pelo menos. São oito pontos atrás do líder e a aposta na matemática e nos próximos confrontos para ainda sonhar com o título. Do presidente Modesto Roma Jr., passando pela diretoria e jogadores, todos acham que é possível buscar o rival. O blog entrevistou o diretor-executivo, Dagoberto dos Santos, sobre esta possibilidade e o pensamento para 2018. Confira a seguir.

O Sr. acha que o Santos tem força e futebol para buscar o Corinthians?

Creio que sim. Nossa proposta é essa mesmo. Temos futebol suficiente para poder chegar na ponta.

Por que o Sr. tem essa convicção?

Porque eu vejo isso na vontade e na determinação do grupo.

Por que outros times não conseguiram encostar mais no Corinthians?

Vamos fazer nossa parte. Eu não vou fazer um comentário sobre a qualidade do meu adversário, mas da nossa parte nós temos vontade, determinação e futebol para chegar na ponta.

Santos mudou muito com Levir? É mais pragmático e resultadista?

Houve algumas mudanças, mas o Santos é aquele clube que tem vocação para o ataque e vontade de vencer sempre. E isso alinhou muito com a forma e o estilo do próprio Levir.

Levir não é mais defensivo?

Não acho que seja não. Ele está demonstrando isso no futebol que está apresentando.

Ricardo Oliveira renovará contrato ou a situação ficou complicada, após ele reclamar da logística no Equador?

Não, não tem nada a ver uma coisa com a outra. Ele está estudando nossa proposta e se der tudo certo, faremos a renovação sim.

Santos vai mudar muito para 2018, no time e elenco?

Santos nunca faz nada demais. Faz o necessário. Nós estamos planejando nosso grupo para 2018 e até o final do ano, nós teremos o planejamento concluído.

Sua permanência depende da reeleição do presidente Modesto Roma Jr.?

Minha permanência depende do presidente, não de mim.

Dagoberto dos Santos tem contrato até o final de 2017. O presidente Modesto Roma Jr. será candidato à reeleição. Ricardo Oliveira e Lucas Lima têm propostas de renovações de contratos, mas ainda não houve nenhuma definição. O Santos volta a jogar na próxima quinta-feira, contra a Ponte Preta, em Campinas.

 


Só a força da torcida, não salvará o SP. Time não reage na pressão
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Alexandre Praetzel

Estive no Morumbi para acompanhar São Paulo e Ponte Preta. Novamente, a torcida tricolor deu um show, apoiando o time, durante os 90 minutos. O São Paulo fez um bom primeiro tempo e mereceu a vantagem, com bonito gol de Hernanes, cobrando falta. A Ponte Preta não ameaçou em nenhum momento.

No segundo tempo, quando o São Paulo fez 2 a 0, em gol de Bruno Alves, na falha do goleiro Aranha, o jogo parecia liquidado. Comentei com um colega, que o resultado poderia determinar a saída de Gilson Kleina, pressionado na Ponte. Afinal, o São Paulo estava encostando na própria Ponte Preta, na parte de baixo da classificação.

Aí, num lance, tudo mudou. A Ponte descontou no pênalti cometido por Jucilei e cresceu com a expulsão do volante. Com um a mais, a Macaca tomou conta da partida e transformou o Morumbi num cenário de apreensão e temor para os são-paulinos. O empate parecia questão de tempo e chegou com cabeceio fatal de Léo Gamalho. Antes, o centroavante já tinha exigido grande defesa de Sidão.

O resultado acabou sendo justo pelo que as duas equipes fizeram, quando tiveram oportunidades. Agora, com dez, Dorival Jr. demorou a recompor o meio-campo e ficou sem velocidade para o contra-ataque. Marcinho entrou, quando Gomez deveria ser o escolhido, para fortalecer a marcação e impedir o domínio da Ponte. O São Paulo ficou acuado e não teve saída de jogo.

Já vi grandes times serem rebaixados e o São Paulo mostra sinais claros de queda. A equipe tropeça contra concorrentes diretos e é forçada a buscar pontos diante de adversários muito mais qualificados. Hernanes carrega o São Paulo nas costas e os demais parecem anestesiados em momentos de pressão.

Para piorar, a troca de farpas entre Rodrigo Caio e Cueva, só revela como o ambiente interno não é legal, mesmo que Dorival e Hernanes tenham minimizado o episódio. Nestas horas, bons jogadores viram mais ou menos e os razoáveis se transformam em ruins. Fato é que o São Paulo luta, corre, mas empaca no Z4. Tem time para não cair, mas outros também tinham e foram rebaixados. Parece que chegou a hora do tricolor. Só a força do torcedor, não salvará. A ver.


São Paulo mostrou pouco com mais uma semana de treinos
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Alexandre Praetzel

O São Paulo teve duas semanas cheias para trabalhar e evoluir, mas acho que mostrou muito pouco, apesar de ter somado quatro pontos, nos últimos seis disputados. Foi inferior ao misto frio do Cruzeiro e não teve uma boa atuação contra o Avaí. Está com 23 pontos, na 16ª colocação. Com esse futebol, vai sofrer até o fim.

Na Ressacada, em determinados momentos do jogo, foi inferior, principalmente, no segundo tempo. A equipe parece estar sem confiança e alguns bons jogadores, tornam-se apenas razoáveis nos momentos de pressão. Os dois laterais, Buffarini e Edimar, erram muito mais que a maioria. Arboleda virou perigo nas duas áreas. Cueva esqueceu o futebol em 2016.

O debate sobre o goleiro voltou à tona. Sidão retornou sem ritmo e apresentando insegurança. Entregou a bola para Júnior Dutra matar a partida, mas o atacante avaiano errou, para sorte tricolor. Renan Ribeiro não vinha mal e poderia ter sido mantido. Foi uma escolha pessoal de Dorival Jr.

A realidade é que Hernanes carrega o São Paulo nas costas. Marca, tenta armar as jogadas e tem qualidade na bola parada. Foi o grande reforço do meio do ano e virou a esperança da torcida. O problema é a falta de parceria. Pratto precisa retomar a fama de goleador e os companheiros precisam ajudar. O Avaí tem equipe e elenco piores, mas se mostrou mais organizado.

Dorival Jr. terá mais cinco dias livres de preparação para enfrentar o Palmeiras. Outro jogo, rivalidade total e os adversários loucos para empurrarem o São Paulo à zona de rebaixamento. O São Paulo pode jogar mais, ainda que esteja sendo remontado no meio do campeonato. A ver.


Cássio destaca Corinthians eficiente e pede: “tem de se impor contra Inter”
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Alexandre Praetzel

O Corinthians vive uma semana decisiva em duas competições. Enfrenta o Inter, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), em Itaquera, podendo empatar por 0 a 0 para se classificar para as oitavas de final da Copa do Brasil. No domingo, irá receber o São Paulo com vantagem de dois gols, para tentar confirmar sua presença na final do Campeonato Paulista. O blog entrevistou o goleiro Cássio com exclusividade. Ele projetou os dois confrontos, falou sobre a postura do time e minimizou o rótulo de “Quarta força” no Estado. Acompanhem abaixo:

O jogo contra o Inter será mais difícil do que o confronto diante do São Paulo?

“É difícil. Como a gente está pensando jogo a jogo, teve uma evolução boa nos últimos jogos, mas contra o Inter, será um jogo difícil. É na nossa casa, tenho certeza que o nosso torcedor vai lotar o estádio, vai ajudar a empurrar a equipe. O Inter é um time qualificado, mas com todo o respeito, nós vamos jogar diante da nossa torcida e temos que nos impor e buscar a classificação”.

Os resultados do Corinthians são melhores do que as atuações do time?

“Eu acho que sim. Em momentos, se tu fores considerar estatisticamente, de repente, vai te responder essa pergunta. Muitas vezes, a gente não tem a maior posse de bola. Em alguns jogos, a gente estava errando muitos passes, não estava conseguindo segurar a bola, controlar os jogos, deixava muito os adversários nos atacar. Hoje, já tem uma consistência. Contra o São Paulo e o Inter, a gente conseguiu controlar, errar menos passes, criar mais oportunidades e tendo mais chances de gols. Lógico, concordo contigo. Às vezes, têm jogos que a gente vai jogar por uma bola, se defender e fazer o gol. A gente cansou de perder partidas tendo dez chances, contra o Inter foi o jogo que a gente teve mais chances claras e conseguiu fazer um gol. Contra o São Paulo, a gente teve duas, três e conseguimos marcar dois gols. Ficamos felizes pela eficiência, porque no final das contas o que se vê são as vitórias. O que mantém a tranquilidade na equipe são as vitórias”.

É natural projetar uma final entre Corinthians e Ponte Preta, pelas vantagens obtidas?

“Muito próxima até, mas até a gente não confirmar essa classificação, a gente não pode falar. A outra semifinal, a gente tem que deixar de lado. Temos que focar na nossa decisão. Demos um grande passo, mas tem a segunda partida. Vamos respeitar a equipe do São Paulo, pensar no Inter, e no final de semana fazer o melhor para confirmar a vaga na final”.

O título paulista será uma resposta pelo rótulo de “Quarta força” do Estado?

“Não, não. A gente respeita muito, respeito tua opinião. Se fala muito, mas teoricamente o Palmeiras é a equipe que mais investiu, teoricamente é o favorito. Em outros anos, a gente contratou mais e se tornou o favorito, mas eu penso que no conjunto geral, não interessa a qualidade individual dos jogadores. Interessa o comprometimento com a equipe. Os jogadores que chegaram estão com grande comprometimento e isso faz a diferença. Muitas vezes, tu vês os 11 jogadores defendendo, um cai, o outro tenta cobrir a função. O que vale é o grupo. De maneira alguma, não é demérito nenhum, cada um tem sua opinião e nós jogadores sempre acreditamos que a gente pode chegar cada vez mais longe e trabalhamos para isso acontecer”.

Cássio é um dos líderes da equipe e remanescente do grupo campeão da Libertadores da América e Mundial, em 2012. Em 2017, levou apenas 11 gols, ajudado pela boa defesa composta por Balbuena e Pablo.


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