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Palmeiras “perdeu” dois pontos para o Ceará. Mais foco contra os menores
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras “perdeu” dois pontos, ao invés de ter ganho um, no empate de 2 a 2 com o Ceará, em Fortaleza. Isso sempre será mencionado, quando um grande deixar de vencer, com a partida na mão. O Palmeiras abriu 2 a 0 no placar, deu uma relaxada, recuou e deixou o Ceará tomar conta da partida. Parecia que o jogo seria uma mera formalidade, depois do Palmeiras fazer o segundo gol. Tem também o mérito cearense, que foi buscar o resultado, mesmo com um time inferior. Parabéns ao técnico Lisca, que superou Roger Machado.

O Palmeiras começou o jogo muito bem. Foi eficiente e rápido, aproveitando uma bola aérea e uma falha do zagueiro Luiz Otávio. Aí, parou. O Ceará ganhou terreno, diminuiu e continuou em cima.

No segundo tempo, Lisca voltou com Elton no lugar do meia Reina. O Ceará deu espaços, sem aproveitamento do Palmeiras, que poderia ter matado o confronto com Hyoran, na cara do goleiro Everson, após ótimo passe de Willian. Roger Machado preferiu apostar na vantagem e tirou Dudu e Lucas Lima. O Ceará permaneceu no campo palmeirense e chegou à igualdade com o oportunismo de Elton.

Um resultado amargo para o Palmeiras e uma vitória para o Ceará. O tropeço é ainda pior, porque o Ceará perdeu para Flamengo, Grêmio e Cruzeiro, todas as derrotas, em casa.

O elenco do Palmeiras é bom, mas o grupo precisa de foco nos jogos menores. Se mantiver essa postura, o Palmeiras não será campeão brasileiro. Afinal, os três pontos valem em todos os confrontos. Quarta-feira, tem o líder Flamengo.


Lisca pega o Palmeiras e crava: “Qual técnico não é “bombeiro” no Brasil?”
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras enfrenta o Ceará, neste domingo, como favorito no Castelão, em Fortaleza. Será o duelo de um dos melhores times do Brasil contra o lanterna do Brasileiro. No comando técnico cearense, estará Lisca, retornando ao clube no seu segundo jogo, após empatar com o Botafogo, quarta-feira, no Rio de Janeiro. Lisca volta ao Ceará para tentar manter a equipe na Série A, como fez em 2015, garantindo o Vozão na Série B, depois de dez confrontos decisivos. Em entrevista exclusiva ao blog, Lisca vê muita motivação em pegar o Palmeiras, admite a possibilidade de mudanças no elenco e faz uma avaliação real da situação dos treinadores no Brasil. Confira a seguir.

Como enfrentar um dos melhores times do Brasil, na situação atual do Ceará?

E um dos maiores investimentos da América. É difícil em qualquer circunstância. Na atual, é um jogo de importância muito grande para a gente porque nós temos que pontuar o mais rápido possível. Sabemos que temos a parada da Copa e isso vai ser importante para uma reestruturação do trabalho e enfrentar o Palmeiras é uma motivação grande também. Pela grandeza do adversário, pela importância que um resultado positivo daria para a sequência do nosso trabalho. É um jogo que motiva o jogador ao natural e o próprio torcedor do Ceará também. Tem muito torcedor palmeirense aqui, então é enfrentar na dificuldade para achar uma grande oportunidade para iniciar o processo de pontuação no campeonato e depois usar a parada de 40 dias para reestruturar o trabalho.

Com o atual elenco, é possível permanecer na Série A?

Quando eu cheguei aqui no Ceará, já ouvi uma grande discussão sobre a formatação do elenco, se havia ou não a necessidade de reforços. Acho que isso é uma discussão que existe em todos os clubes, ainda mais nesse momento num ano atípico que tem a Copa do Mundo, a parada. Times que estão na frente também estão pensando em se reforçar e se reestruturar. Tem a questão da janela que abre para fora. Então, é o momento muito ativo de movimentação no mercado. E o Ceará é o último colocado. Automaticamente, passa por um processo de reavaliação que já vinha antes da minha chegada. Alguns processos já encaminhados, algumas situações bem adiantadas. Depois desses dois jogos, contra Palmeiras e Atlético-MG, com certeza as coisas vão mexer dentro do clube.

A diferença financeira pesa demais ou isso não pode servir como desculpa?

Sempre é bom ter mais dinheiro para investir, poder investir em jogadores de qualidade, ter um plantel mais equilibrado, boas opções, que não caia muito o nível entre um jogador titular e reserva. Hoje em dia, as equipes estão jogando muitas competições, então tem muitas equipes com três jogadores por posição, de boa qualidade. O Palmeiras é um exemplo. Fica mais fácil, mas não pode servir como desculpa. Se não, os times de maior dinheiro ganhariam sempre e não é assim que acontece no futebol. E os times de menor orçamento têm que se reinventar, achar dentro das situações de jogo, da parte de estratégia, qualidade coletiva, organização, aproveitar a oportunidade de poder mudar de patamar, profissionalmente. Tudo isso é importante para o jogador.

Teu trabalho anterior no Ceará foi tão difícil como esse?

Meu trabalho no Ceará, em 2015, tinha um objetivo similar, que era não cair, com circunstâncias diferentes. Antes, eram dez jogos, estávamos na Série B, um outro nível de competição. Agora, é Série A. São 28 jogos que faltam, com uma parada de 40 dias, com uma janela aberta, com mercado que vai mexer muito, com as equipes mexendo muito nos seus plantéis. São circunstâncias bem diferentes, mas objetivos comuns.

Achas que tens que mudar o rótulo de “Salvador” para times em más atuações?

Todo o projeto e sonho de um treinador, é um trabalho a médio e longo prazo. Uma estruturação, um início de temporada. Isso é o que todos nós buscamos, mas no futebol brasileiro isso é quase uma utopia. Qual treinador hoje no futebol brasileiro que não é bombeiro? É uma pergunta que eu te faço. Dentro do que a gente vê no mercado, treinadores que ontem foram campeões, amanhã já não estão trabalhando nos clubes. Então, a nossa média de permanência num clube de futebol brasileiro é três meses e 17 dias, algumas vezes você consegue estender mais, algumas vezes você consegue voltar no clube que já passou, como é o meu caso aqui no Ceará, como foi também no Náutico, na Ulbra, no Inter, Luverdense. Então, é uma realidade do mercado. Algumas vezes que a gente começa o ano também, não tem o planejamento financeiro estabelecido. Começa o ano, com investimento menor, os Estaduais estão cada vez mais com investimentos menores. Principalmente, os clubes médios e pequenos, para depois um investimento maior. Então, é difícil para um treinador começar a temporada e dar sequência, porque aqui há um imediatismo enorme de resultados. Acho que, desde que iniciei minha carreira, o nosso trabalho é hoje muito jogo a jogo, resultado e nós vamos nos adaptando. Hoje, a oportunidade aparece também para mim, dentro da dificuldade. Sou um treinador que começou cedo e estou buscando meu espaço no mercado e as oportunidades que têm aparecido são dentro dessas circunstâncias, mas também é positivo, porque dentro dessas circunstâncias, as pessoas chamam quem tem capacidade e experiência e qualidade para reverter essas situações. Então, a gente tem que se preparar para todo o tipo de trabalho e no momento, o que tem aparecido, são essas situações.

O Ceará tem quatro pontos em quatro empates, após dez partidas. Lisca é o terceiro técnico do ano. Marcelo Chamusca e Jorginho(com apenas três partidas, deixou o clube), foram os anteriores.


Palmeiras tem interesse em revelação do Ceará
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras quer contratar Arthur Cabral, atacante revelação do Ceará, em 2018. O jogador foi observado desde o ano passado e chamou a atenção da diretoria. O blog apurou que a ideia dos dirigentes é tê-lo a partir de janeiro de 2019, adquirindo parte dos direitos econômicos e oferecendo um contrato de quatro temporadas. Arthur Cabral seguiria no Ceará, para a disputa da Série A do Brasileiro, até dezembro. O atacante renovou contrato, recentemente, com o clube cearense.

Arthur Cabral subiu para os profissionais em 2017. O atacante já disputou 47 jogos e marcou 21 gols pelo “Vozão”.

Aos 20 anos, Arthur tem força física, técnica razoável e boa finalização. Lapidado, pode virar um bom reforço.


Chamusca vê Ceará preparado para a Série A e aposta em revelação do ataque
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Alexandre Praetzel

O Ceará está de volta à Série A do Brasil, após sete anos de ausência. O atual campeão cearense estreia neste sábado, contra o Santos, no Pacaembu. A ideia é permanecer na elite, com jogo coletivo forte e apostando no entrosamento da equipe. O técnico é Marcelo Chamusca, 51 anos. O treinador levou o grupo à conquista estadual e está na disputa pela Copa do Nordeste, classificado para as quartas-de-final do torneio. O blog entrevistou Chamusca, sobre o desafio de trabalhar em duas competições importantes, a forma de trabalho e a aposta no garoto Arthur Cabral, revelação do Vozão, na temporada. Confira.

Ceará tem time para se manter na Série A?

A sequência da competição que vai dizer, na verdade. Estamos preparados para iniciar a competição e buscar nosso objetivo, que é a permanência para 2019. O time, nesse primeiro trimestre, buscou virtudes importantes para busca desse objetivo e está competindo bem. Então, a expectativa é de a gente iniciar bem e estamos preparados para isso.

Quanto um título estadual tem importância para um torneio nacional?

Primeiro, para o fortalecimento da confiança de todos, atletas, diretoria, torcida também. Isso é importante. Segundo, a continuidade do trabalho é assegurada quando você conquista um objetivo, um título em cima do principal rival e isso tem um peso. Em alguns clubes, o título lhe dá garantia de continuidade e, as vezes, o treinador perde um título estadual e nem sequer tem a oportunidade de iniciar um campeonato brasileiro.

Teu trabalho está aparecendo. Quais os métodos utilizados?

Nós procuramos trabalhar quatro pontos diferentes para organização do nosso trabalho. Primeiro, é fragmentar as sessões de treinamentos. Em cada sessão, a gente trabalha uma fase do jogo e dentro dessa fase, a gente tem conceitos bem definidos, que são trabalhados em dias bem específicos, falando em relação a parte de treinamento. Segundo ponto é a análise minuciosa dos nossos adversários, com uma atenção especial aos detalhes, para que a gente possa treinar em cima da característica do nosso adversário. Então, damos ênfase maior à fotografia do jogo, posicionamento do adversário, sistema de jogo, modelo de jogo e procura ficar muito atento aos detalhes que fazem a diferença nos jogos. Terceiro ponto são critérios claros e bem definidos para que a gente possa manter um bom ambiente, sempre alinhando com os jogadores o nosso discurso para cada jogo e semana. E o quarto ponto seria a interação de todos os departamentos, sabendo e utilizando todas as informações para que a gente possa tomar as decisões com embasamento e propriedade maior.

Arthur Cabral pode ser uma revelação do campeonato?

Está num momento muito bom, mas é um atleta novo, jovem, que tem potencial para crescer. Sua principal virtude é o potencial de finalização. É um atleta ambidestro, que cabeceia bem, tem bom posicionamento de área, que ainda está maturando e tem possibilidade de crescimento ainda, porque tem potencial para isso.

A tabela inicial é complicada. Como viste isso?

A gente não fixa, principalmente, o nosso foco na tabela. A gente fixa no próximo adversário. Não existe nenhuma preocupação exacerbada em relação à tabela. A gente procura ter cada preocupação ao seu tempo. Então, a preparação é para o jogo com o Santos. Depois, vamos pensar na sequência da tabela.

Ganhar a Copa do Nordeste é mais difícil do que permanecer na Série A?

É complicado de responder, com sim ou com não, porque na verdade, são duas competições distintas, com regulamentos diferentes, com adversários com nível de investimento também diferente, sendo que numa competição, a gente está entrando numa fase com jogos de 180 minutos e a outra, a gente tem 38 rodadas a disputar. Então, são dois desafios e a gente está se preparando para as duas competições para que a gente possa ter êxito, com entendimento que são dois objetivos difíceis, que a gente vai ter que trabalhar com excelência para conseguir buscá-los.

Marcelo Chamusca chegou ao Ceará, em 2017. Tem 57 jogos com 34 vitórias. Na Copa do Nordeste, o Ceará vai enfrentar o CRB-AL, em duas partidas.


Ceará se declara ao Inter e vê time na final da CBrasil e sem rebaixamento
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Alexandre Praetzel

O Inter abre as semifinais da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, contra o Atlético-MG, no Beira-Rio. Em condições normais, seria um momento de comemoração, mas o Inter luta ainda para escapar do rebaixamento à Série B do Brasileiro com 37 pontos, na 15ª colocação. O blog conversou com o lateral Ceará, campeão da América e do Mundo, em 2006, sobre essas duas situações e as causas que levaram a equipe a enfrentar dias difíceis, recentemente.

Por que o Inter chegou nesta situação complicada no Brasileiro

“Na verdade, o Inter se colocou nesta situação devido aos maus resultados acumulados, durante várias rodadas. Foram 14 ou 15 rodadas sem vencer e isso acarretou neste momento, nesta situação que nos encontramos. Você ficar tanto tempo assim sem vencer um jogo, é muito difícil. Para qualquer outra equipe seria uma situação bem complicada. O ponto positivo é que a equipe começou nesta descendente, quando estava ali em primeiro lugar, no topo, e depois começou com os maus resultados. Mesmo ficando tanto tempo sem vencer, ainda a gente conseguiu não se afundar tanto e tendo possibilidade de sair desta situação adversa, tanto é que nós estamos fora da zona de rebaixamento, no momento, com possibilidades concretas e palpáveis de deixarmos esta zona da degola e nos distanciarmos cada vez mais. Então, é focar realmente no que vem pela frente e esquecer as coisas ruins que passaram. Infelizmente, a gente não poderá mudar o passado. Estamos olhando para a frente para que a gente possa mudar o futuro, que são os jogos que virão para que o Inter permaneça na primeira divisão”.

Pressão maior sobre Ceará e Alex pelas vitórias no clube

“Eu e o Alex temos uma história vitoriosa no clube. A minha primeira passagem foi vencedora com três conquistas relevantes como Libertadores, Mundial e Recopa Sul-Americana e o Alex esteve presente nessas conquistas e voltou em outros momentos. Realmente, é uma história gratificante. Porém, a pressão é distribuída, mesmo que não seja de uma forma igual, mas é uma pressão coletiva e nós por sermos mais experientes e por termos histórico positivo no clube, a gente se pressiona demais. Nós atletas, temos auto-análise, nos pressionamos e cobramos por rendimento dentro ou fora de campo, no vestiário. Então, nós tentamos ser participativos de uma forma mais assídua nos bastidores para que o coletivo, os jogadores, de uma forma geral, estejam aptos para jogar, dando o melhor de cada um. Nos sentimos nessa responsabilidade de contribuirmos tanto dentro de campo com nosso talento e fora com experiência e comando, com a experiência que a nossa carreira nos concedeu”.

Inter tem time para ganhar a Copa do Brasil

“Nós temos um elenco qualificado. Já demonstramos isso nas duas etapas anteriores da Copa do Brasil contra Fortaleza e Santos. Mesmo tendo jogado a Copa do Brasil e, paralelamente, os jogos do Brasileiro, nem por isso a equipe teve uma perda de rendimento. Pelo contrário, houve um período que a equipe cresceu de uma forma geral. Começou a demonstrar um pouco de confiança e conseguiu os resultados positivos. Então, dentro desta perspectiva, do momento atual da equipe, nós acreditamos que temos qualidade no grupo para conquistarmos a Copa do Brasil e iremos em busca disso. Os jogadores que entrarão em campo neste jogo contra o Atlético-MG, certamente vão se doar ao máximo com o objetivo de vencer e fazer um grande jogo para tentarmos passar à final, algo que faz um bom tempo que o Inter não disputa, desde que foi campeão, em 1992, e vice, em 2009. Nós queremos continuar marcando história no clube e se Deus quiser, com mais uma conquista significativa”.

Dez anos depois, principais mudanças para melhor ou pior no clube

“Depois de dez anos da minha primeira passagem, a primeira mudança foi o tamanho que o clube alcançou em nível de estrutura, respeito dos adversários, a grandeza que o clube tomou nacional ou internacionalmente, isso é notório e foi a grande mudança depois das conquistas, que eu tive o privilégio de participar. Outra coisa é a montagem de equipe. Hoje, o clube tem muito mais recurso para montar uma equipe qualificada. Financeiramente, tem mais respaldo para cumprir com seus compromissos e lutar com outras equipes do Brasil por um jogador ou outro e muitas vezes, ganhar essa concorrência. É relevante e importantíssimo para um grande clube que quer realmente conquistar títulos. Negativo, não vejo nada importante. Obviamente, que todo crescimento exige que todos os departamentos acompanhem esse crescimento e o clube cresceu, então os departamento precisam estar à altura do clube. Isso é uma exigência que o crescimento traz para o clube, funcionários. É o que tem ocorrido. Uma vez que os títulos nacionais e internacionais não aparecem, existe a cobrança muito grande, segundo o tamanho da instituição. A pressão e a cobrança exagerada por título é o ponto negativo que a gente vê. Então, são esses dois lados da moeda que eu destacaria”.

Permanece no Inter na Série A ou B

“Eu tenho convicção de que permanecerei no clube. Tenho contrato até o final de 2017 e fiz esse contrato com a perspectiva de permanência. Eu não cogito a possibilidade de rebaixamento. Eu creio que o Inter permanecerá na Série A e eu estarei com o Inter porque o meu coração está inclinado para ele, não só na questão profissional, mas realmente a paixão. Tenho a paixão por esse clube, sou torcedor do Inter e permanecerei, independentemente, das circunstâncias, situações favoráveis ou não. Vou cumprir o meu contrato e pretendo encerrar minha carreira aqui no clube. Não sei quando isso acontecerá, mas no tempo oportuno, adequado, eu vou encerrar minha carreira. Pretendo e creio que isso vai acontecer aqui no Internacional”.

Ceará está com 36 anos e voltou ao Inter, no início do segundo turno do Brasileiro, contratado do Coritiba. Sua permanência só ocorreu, após a chegada de Fernando Carvalho à diretoria, impedindo a saída do lateral, depois de ter sido reprovado nos exames médicos com um problema muscular leve. Até hoje, Ceará é lembrado pela grande atuação contra o Barcelona, marcando Ronaldinho Gaúcho, na final do Mundial de Clubes, em 2006.

 


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