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Se camisa pesa, lá vem o Uruguai. Suárez X Salah é grande duelo
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Alexandre Praetzel

O Uruguai estreia contra o Egito, nesta sexta-feira. E quando as seleções estiverem perfiladas para o protocolo inicial, será impossível para qualquer amante do futebol não associar a camisa celeste com muita tradição e história. O uniforme com essa camisa, calção e meias pretas, tem um bicampeonato mundial longínquo, é verdade, mas que recuperou o respeito e revelou bons jogadores, nos últimos anos. Tem um bom goleiro, uma dupla de zaga competente e uma dupla de ataque que dispensa comentários. Não vive mais só do “Maracanazo” de 1950. Essa geração foi semifinalista em 2010, passou às oitavas em 2014, e pode surpreender, em 2018.

A cada quatro anos, o Uruguai sofre para se classificar, mas nunca desiste. Em 2010 e 2014, chegou pela repescagem sul-americana. Tem um país com apenas três milhões de habitantes, e está  sempre incomodando os adversários. Por isso, o espírito uruguaio atrai tantos torcedores de outros países, inclusive o Brasil. Eu sou um que vou torcer também pelo Uruguai.

O jogo promete ser equilibrado porque o Egito conta com um nome diferente. Salah foi monstro do Liverpool, na temporada européia, e poderia ter sido campeão do continente, se não tivesse se machucado numa entrada de Sérgio Ramos, na final da Champions League. Sua escalação está coberta de mistério, mas a tendência é que jogue, pela importância da partida. Afinal, o Egito não disputa uma Copa do Mundo, desde 1990, quando caiu na primeira fase. Imaginem Suárez X Salah, num grande duelo? E acho que tem tudo para acontecer, com Suárez contando com a inestimável ajuda de Cavani.

Em novembro de 2017, encontrei Lugano numa entrevista e brinquei com ele, antes do sorteio dos grupos, que o Uruguai teria duas seleções pequenas como adversárias. Ele disse que o  sofrimento é maior quando o Uruguai surge como favorito, nesse tipo de confronto. Por isso, Lugano prefere o Uruguai quietinho, sem chamar a atenção e fazendo grandes jogos contra todos. Em 2014, perdeu para a Costa Rica, mas passou por Inglaterra e Itália, na fase de grupos.

Agora, parece ser a melhor equipe para ficar com a primeira posição. Tomara que confirme. O blog aposta em vitória por 2 a 1.


Expulsões dominaram Palmeiras e Fla. Jogo abaixo do esperado
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Alexandre Praetzel

Palmeiras e Flamengo fizeram um jogo abaixo do esperado, com empate em 1 a 1, no Allianz Parque. O Palmeiras até começou bem, pressionando, e obrigando Diego Alves a uma defesa excelente, em cabeceio de Willian. Logo depois, nova bola aérea e o gol de Willian, após ajeitada de Bruno Henrique. Willian tem sido o jogador mais importante do Palmeiras, com gols importantes e boas participações. É um atacante pouco valorizado pelo seu custo-benefício.

Atrás no placar, o Flamengo foi para o confronto e deixou o jogo bem equilibrado. O Palmeiras recuou e deu terreno para o adversário. Aliás, Roger Machado gosta de administrar resultados, quando o Palmeiras larga na frente. Eu, particularmente, acho um erro. Apesar de ter mais espaço para trabalhar, o Flamengo só criou um lance perigoso, em toque de cabeça de Éverton Ribeiro para intervenção de Jaílson.

No segundo tempo, o Palmeiras teve duas chances claras para matar o jogo, mas parou em Diego Alves e na lentidão de Moisés para fazer o gol. E como quem não faz, leva, o Flamengo empatou com Thuler, de cabeça, superando Thiago Martins pelo alto. Com o empate, o Flamengo cresceu. Depois, Roger Machado fez algumas mudanças e o Palmeiras recuperou o gás, atacando um pouco mais. Ah, Felipe Melo poderia ter sido expulso, com entrada violenta sobre Vinícius Jr.

Aos 46 minutos, confusão generalizada, após empurrões entre Dudu e Cuéllar. O árbitro Bráulio Machado assistiu tudo passivamente e expulsou três jogadores de cada lado, corretamente. Pelo Palmeiras, Dudu, Jaílson e Luan. No Flamengo, Cuéllar, Jonas e Henrique Dourado. Neste bolo, Dudu mostrou descontrole e Jaílson extravasou seu nervosismo. O goleiro está pronto para perder a posição para Prass ou Weverton.

Final de partida com o Flamengo mantendo oito pontos de vantagem sobre o Palmeiras. Num campeonato tão equilibrado, dá para tirar. O que pouca gente esperava era a irregularidade do Palmeiras em 12 rodadas. Poderia estar ao lado do Flamengo, se não cometesse tantos erros.

Vamos ver como será a retomada do Brasileiro, a partir de 16 de julho. Provavelmente, muitos times mudarão em posições e nomes importantes. A conferir.


Flamengo tem time para abrir 11 pontos sobre o Palmeiras. Jogo forte
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Alexandre Praetzel

Palmeiras e Flamengo fazem um bom aperitivo para a Copa do Mundo, na última rodada do Brasileiro, antes do recesso para o Mundial. O Palmeiras faz uma campanha regular para o seu potencial e vai enfrentar o líder, com aproveitamento muito bom e com jogadores em bom nível, como Éverton Ribeiro e Lucas Paquetá. Claro que o desfalque de Diego pesa, mas o Flamengo está bem estruturado na parte tática e confiante, dentro de campo.

Será um confronto difícil para o Palmeiras, mesmo no Allianz Parque. O empate diante do Ceará, irritou a torcida. O Flamengo passou sem sustos pelo Paraná e manteve a evolução. Desde que Maurício Barbieri foi colocado no cargo de técnico, o Flamengo evoluiu e parece mais ajustado do que o Palmeiras. O confronto cresce na medida que o Flamengo pode abrir 11 pontos para o Palmeiras, caso consiga a vitória. Promessa de bom jogo e estádio lotado.

O blog avaliou jogador por jogador, adotando o momento, como critério principal. Acompanhem.

Jaílson  X  Diego Alves

Marcos Rocha  X  Rodinei

Edu Dracena  X  Léo Duarte

Thiago Martins  X  Thuler

Victor Luís  X  Renê

Felipe Melo  X  Cuellar

Bruno Henrique  X  Jean Lucas

Moisés  X  Lucas Paquetá

Hyoran  X  Éverton Ribeiro

Dudu  X  Vinícius Jr.

Willian  X  Henrique Dourado

Roger Machado  X  Maurício Barbieri

6×5 Flamengo e um empate na defesa, para o blog. No placar, o blog aposta num empate em 2 a 2.


Barbieri e Loss chamam tanta atenção quanto Fla e Corinthians
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Alexandre Praetzel

Flamengo e Corinthians chamará atenção neste domingo, não só pela grandeza do jogo. Nos túneis, estarão dois jovens profissionais do futebol, comandando as equipes. Maurício Barbieri, 36 anos, e Osmar Loss, 42 anos. Nomes da nova geração e vistos como promissores no cenário brasileiro.

Barbieri substituiu Carpegiani e assumiu o cargo de técnico interino. Em 14 jogos, Barbieri melhorou o rendimento do Flamengo, chegando às quartas-de-final da Copa do Brasil e oitavas da Libertadores da América. No Brasileiro, tem 17 pontos em 24 disputados, com 70,8% de aproveitamento. Os números de Barbieri pressionam a diretoria a efetivá-lo, mas isso não é admitido pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello, oficialmente. O certo é que jogadores que não vinham bem, começaram a render com Barbieri. Éverton Ribeiro é o principal exemplo e Lucas Paquetá e Vinícius Jr., são duas afirmações. Parece que os boleiros se sentem mais à vontade com nomes menos experientes. Não sei se Barbieri vai dar certo, mas é certo que o Flamengo melhorou com ele. Ainda assim, os rubro-negros não garantem Barbieri. E acho que, publicamente, isso não irá acontecer.

Do outro lado, Loss vai para seu quarto jogo à frente do Corinthians. Perdeu os dois primeiros e ganhou o terceiro. Provavelmente, terá altos e baixos, neste início de trabalho. Não seria fácil para nenhum jovem, receber a incumbência de pegar o Corinthians, imediatamente. Loss conhece o clube e o pensamento dos dirigentes e atletas. Claro que vai precisar de resultados, disputando três competições, após a Copa. Por isso, foi importante receber a garantia pública do presidente Andrés Sanchez, de que ele será o técnico até 2019. Veremos agora como as coisas funcionarão dentro de campo. Carille deixou o Corinthians bem colocado em todos os setores. Loss será cobrado pela manutenção, no mínimo.

Hoje, esperamos um bom jogo no Maracanã. E certamente os dois treinadores receberão muita atenção. Recentemente, isso seria impossível de ver, em duas potências nacionais como Flamengo e Corinthians. O futebol brasileiro tem novas ideias, resta saber se os dirigentes são capazes de executá-las e não mudarem, nos primeiros tropeços.

O blog aposta num empate de 1×1.


A vez do São Paulo contra o Botafogo. Jogo para se afirmar no Brasileiro
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Alexandre Praetzel

Chegou a vez do São Paulo confirmar a boa fase neste início de Campeonato Brasileiro. É o único invicto e vem de duas vitórias consecutivas, com um salto na classificação. É o quarto colocado com 13 pontos e vai atuar no Morumbi, com o apoio da torcida. O jogo é contra o Botafogo, às 21h, véspera de feriado. Projeção de bom público e tudo conspirando a favor.

Diego Aguirre melhorou o conjunto da equipe e alguns jogadores cresceram individualmente, como Nene e Diego Souza. O uruguaio trabalha forte e evita reclamações sobre ausências de atletas. Prefere valorizar o dia a dia e apoiar quem está à disposição. Sem muita frescura, tratando todo mundo igual e se preparando para os enfrentamentos. Assim, recuperou a confiança do grupo e o São Paulo evoluiu, claramente. Não é um time brilhante, mas parece que todos sabem o que têm que fazer, dentro de campo. Por enquanto, mérito do treinador.

O São Paulo pegará um Botafogo, que fez apenas um ponto em nove disputados, fora do Rio de Janeiro. O tricolor é favorito, sem dúvida. O Botafogo tem um time inferior ao ano passado, apesar de ter sido campeão carioca.

Jogador por jogador, o blog fez sua avaliação, pelo momento.

Sidão  X  Jéferson

Régis  X  Marcinho

Arboleda  X  Yago

Anderson Martins  X  Igor Rabello

Reinaldo  X  Moisés

Jucilei  X  Rodrigo Lindoso

Petros  X  Aguirre

Nene  X  Matheus Fernandes

Marcos Guilherme  X  Léo Valencia

Diego Souza  X  Kieza

Everton  X  Ezequiel

Diego Aguirre  X  Alberto Valentim

9×3 São Paulo. O blog aposta na vitória do São Paulo por 2 a 1.


Erro de Mantuan fez jus à má atuação do Corinthians. Derrota justa em POA
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Alexandre Praetzel

Osmar Loss conheceu sua segunda derrota em dois jogos no comando técnico do Corinthians. O time perdeu para o Inter por 2 a 1, de virada, justamente. O Corinthians abriu o placar aos quatro minutos do primeiro tempo e recuou, como fez em outras ocasiões. Carille já adotava essa postura e Loss repetiu.

No entanto, há jogos em que a equipe será empurrada para a defesa, e foi isso que aconteceu, em Porto Alegre. O Corinthians deu a bola para o adversário e apenas marcou. É verdade que o Inter não criou muito, mas teve mais posse de bola e acampou no campo corintiano.

No segundo tempo, o panorama não mudou. O Inter continuou em cima e o Corinthians especulava um contra-ataque. Odair Hellmann sacou o lateral-esquerdo Iago e colocou o atacante Nico López. Patrick foi para a lateral e o Inter ganhou espaço pelos lados, ainda com vantagem no meio-campo. Dominou a partida e empatou com o oportunismo de Leandro Damião, sem chances para Walter. O goleiro evitou a virada em chute de Rodrigo Moledo, na sua frente. Antes, Matheus Vital perdeu a única chance de gol criada pelo Corinthians, cabeceando para defesa de Danilo Fernandes. Pouco, muito pouco para o Corinthians. Loss tentou deixar o time mais ofensivo, mas o Inter seguiu dono do jogo.

Nos acréscimos, o erro do garoto Mantuan, com colaboração de Walter. Parece que faltou comunicação. Mantuan foi matar a bola e escorregou, permitindo a conclusão de Rossi, com Walter fora do gol. O menino desabou, mas o goleiro também ajudou. Mantuan recebeu o apoio de todos os companheiros e alguns adversários e precisa levantar a cabeça. O empate estava praticamente definido e seria um ponto ganho para o Corinthians.

Por linhas tortas, a virada do Inter deu justiça ao placar. Resta ao Corinthians reagir e jogar mais. Loss vai seguir a linha de Carille ou vai implantar seu modelo e filosofia? O Corinthians pode atuar de outras maneiras, sem dúvida. Caberá ao treinador.

 


Presidente que trabalhou com Loss no Inter o elogia e prevê sucesso
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Alexandre Praetzel

O Corinthians enfrenta o Inter, neste domingo, no estádio Beira-Rio. Será o segundo jogo de Osmar Loss, no comando técnico da equipe. Loss começou suas atividades como treinador da base, no próprio Inter. Quem trabalhou com ele, foi o ex-presidente Giovani Luigi. Avesso a entrevistas, Luigi concordou em falar com o blog, elogiou Loss, projetou uma boa carreira para ele e ainda comentou sobre o momento de reconstrução do Internacional. Confira a seguir.

O Sr. conhece Osmar Loss dos tempos do Inter e trabalhou com ele. O Sr. acha que ele está pronto para o desafio de comandar o Corinthians?

Ele trabalhou comigo quando eu era vice-presidente e um pedaço de quando eu estava iniciando na presidência. É um jovem, que se preparou muito, dedicado, passou por todas as esferas do futebol, desde os meninos. Isso, sem dúvida, ajuda muito. Trabalhou sempre num clube grande. Daqui do Inter acabou indo para o Corinthians, também passando pela base e conquistando a Copa São Paulo Júnior. Tem feito um grande trabalho. Posso dizer que é de caráter e como pessoa para lidar com o grupo, excepcional. Acredito que nesses anos que se passaram, eu já convivo mais com ele há cinco, seis anos, deve ter se aperfeiçoado mais. Está pronto, na minha avaliação. De longe, vejo que ele tem todas as condições de fazer um grande trabalho no Corinthians.

O Sr. acha que um clube grande do Brasil consegue sustentar um profissional tão jovem no comando?

Isso depende muito de dois fatores fundamentais. Um, que o presidente do clube e o vice de futebol não deixem entrar opiniões de conselheiros, outras pessoas, dentro do vestiário. O vestiário deve ser comandado pelos profissionais que estão ali e pelos cargos políticos normais e o presidente do clube. Também o grupo de jogadores, que tem uma cultura de reagir de formas diferentes. O Loss já vinha trabalhando com o Carille, tem convivido com o grupo, o tempo todo. Tempo suficiente para que a diretoria do Corinthians pudesse fazer uma avaliação do trabalho dele. Portanto, não tenho dúvidas de que a diretoria do Corinthians avaliou todas as questões. Mas eu vejo que ele tem potencial enorme para vencer e trabalhar no Corinthians.

Transportando para o Inter, com a história do Sr., o Odair Hellmann lhe agrada?

Odair também não tem tanta bagagem como o Osmar Loss, se eu fosse fazer uma comparação, mas são desses novos treinadores que estão surgindo. Nada contra os experientes, mas o mercado de treinadores estava exigindo o surgimento de novos nomes. Então, vejo que o Odair, Loss, Carille e outros, são uma safra de treinadores importantes para o futebol brasileiro. O mercado estava muito inflacionado, se repetindo, e vejo que o Odair também tem potencial. Espero que, quem está lá, tenha feito a avaliação correta e veja potencial no Odair. Na época que eu trabalhei com ele, ele era um profissional extremamente dedicado.

Como o Sr. vê a investigação do Ministério Público do RS, sobre a gestão passada do Inter, financeira e administrativamente?

Faz três anos e meio que eu saí. Então, é difícil fazer uma avaliação. Eu não tenho condições de poder dar um depoimento falando sobre questões que saem algumas coisas na imprensa. Mas eu tenho certeza que o clube tem condições muito grande, uma torcida extraordinária, foi campeão do mundo há 12 anos, já ganhou duas Libertadores, Sul-Americana, tantos títulos. Tem um estádio quitado, tinha 100 mil sócios pouco tempo atrás, agora deva ter 80, 70 mil, tem uma torcida exuberante. Tenho certeza que o Internacional, quem sabe já nesse Brasileiro, possa fazer uma grande campanha, pelo menos, chegando na Libertadores.

Na sua opinião, por que o clube caiu tanto e foi rebaixado para a Segunda Divisão?

É difícil fazer essa reflexão do por que caiu para a segunda divisão. Estou há bastante tempo fora. Talvez, qualidade do grupo, falta de união, não sei como estava a preparação física. São variáveis assim que pesam. A questão da presença da diretoria. Várias questões que podem juntas, num determinado momento, levarem o clube a esse ponto. Mas o mais importante, nesse momento, o Inter já subiu para a primeira divisão e quem está lá, tenha consciência da grandeza do clube e faça com que a gente volte, novamente, a produzir jogadores nas categorias de base. Me lembro que em 2001, nem vou falar nos tempos recentes quando surgiram Daniel Carvalho, Nilmar, Rafael Sóbis, Pato, Fred, que vai para a Copa do Mundo. Em 2001, o Inter vendeu o volante Fábio Rochembach para o Barcelona e o zagueiro Lúcio para a Europa. Dois jogadores negociados no mesmo ano. O Inter sempre foi um celeiro de ases, um clube que conseguiu produziu jogadores. Sem dúvida nenhuma, clubes da grandeza do Inter precisam produzir atletas, constantemente, para dar retorno esportivo por um, dois anos, e depois trazer retorno financeiro. O Inter possui um déficit financeiro e precisa suprir isso, vendendo ativos, e o único ativo é o direito econômico do jogador.

O Sr. é a favor da reeleição do presidente Marcelo Medeiros?

Eu vejo que o Marcelo pegou o clube numa situação dramática, em vários aspectos. Conseguiu no primeiro ano, fazer o dever de casa, que era subir o Inter para a Série A. Entendo, que nesse momento, se ele for candidato, seria justo ele buscar a reeleição e fazer com que o Inter participe de Libertadores e grandes competições internacionais.

O Sr. sempre o novo Beira-Rio com o projeto que foi aprovado. O Sr. já imaginou se o Inter tivesse reformado o estádio com recursos próprios?

Com recursos próprios, hoje, entendo que os clubes brasileiros não têm condições. Até porque nós tínhamos a Copa do Mundo. Não dava para fazer com recurso próprio, fazendo aos poucos, daqui sete, oito, dez anos, estaria tudo pronto. Nós tínhamos um prazo muito curto. Não vejo fluxo de caixa para poder honrar o clube. No final, o Inter, no meu entender, fez um grande contrato, onde hoje tem domínio total do estádio. O estádio é quitado no seu nome. O Inter deu para a construtora todas as áreas que o Inter não tinha antes. O Inter não tinha edifício-garagem, a construtora explora por 20 anos. Não tinha “Sky box”, cadeiras vips, vários restaurantes e bares, e isso foi cedido para a construtora por 20 anos. Já se passaram três anos, faltam 17. O Inter ainda tem aquele estacionamento térreo de 2.200 vagas. Isso é receita do clube, mas tem um edifício-garagem que nunca ia fazer e sempre foi uma coisa, independente de Copa do Mundo, que era super necessária. Todo mundo que ia ao estádio, reclamava que isso era importante. Então, o Inter hoje tem um edifício-garagem com três mil vagas que é explorado pela construtora, em contra-partida como ressarcimento para aquilo que ela investiu. Então, vejo que o Inter fez um grande negócio. Não fui só eu, chamei uma comissão de obras e várias pessoas ajudaram. Encontramos um modelo e se formos comparar com outros estádios pelo Brasil, o nosso negócio foi melhor ainda.

Por que o Sr. parou de frequentar o Inter e ir ao estádio? Ficou uma mágoa na sua gestão?

Eu entendo que, principalmente, naquele período que eu estive na presidência(2011/2014), houve muitas brigas políticas, muitas convocações extraordinárias do Conselho, busca incessante para tentar provar que o clube estava mal gerido, mal administrado. Essas coisas assim, fizeram com que eu talvez perdesse o romantismo. Aquilo que eu tinha desde jovem, que era torcer pelo clube, time, quando jogava fora, a gente ficava num radinho escutando. Com esse desgaste que passei, pela construção do estádio, acabou realmente me fazendo perder o romantismo daquela coisa que o torcedor tem. Agora, fico em casa, vendo os meus jogos pela TV, não preciso estar convivendo e cumprimentando certas pessoas que, quando presidente, eu tinha a obrigação pelo status do cargo. Hoje, eu sou um mero torcedor e portanto, eu posso me dar a certos luxos.

O Vitório Píffero seria uma dessas pessoas que o Sr. não gostaria mais de cumprimentar?

Não, não entro no mérito no nome de pessoas. Não é essa situação. Sempre tive um bom convívio com ele e outras pessoas. Aliás, quando eu estava na presidência, ele nem ia nas reuniões do Conselho. Enfim, são coisas que já passaram. O Inter é muito grande. Tomara que faça um grande Brasileiro e, quem sabe, chegue à Libertadores. E que no ano que vem, produza mais jogadores e seja postulante a grandes títulos.

Luigi era o presidente, quando Osmar Loss estava na base do Inter. Presidiu o clube de 2011 a 2014, com quatro títulos gaúchos e uma Recopa Sul-Americana. Enfrentou oposição forte no conselho e foi o antecessor da péssima gestão de Vitório Píffero, investigada pelo Ministério Público e que causou o rebaixamento do time para a Série B do Brasileiro.

 


Um Grenal longe dos grandes clássicos. Inter foi um time pequeno
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Alexandre Praetzel

O Grenal 416 terminou em 0 a 0 porque o Grêmio não conseguiu furar o bloqueio o Inter. O jogo comprovou a superioridade técnica gremista com 75% de posse de bola contra um adversário que atuou os 94 minutos na defesa. André perdeu uma chance e Danilo Fernandes foi exigido apenas uma vez. O Grêmio ainda teve dois pênaltis que não foram marcados pelo árbitro Wilton Pereira Sampaio. Um cometido por Fabiano em cima de Cortez e o outro de Patrick em Luan. Só o Grêmio jogou, mas tecnicamente, o Grenal deixou a desejar.

O Inter adotou a estratégia de não perder. Funcionou e somou um pontinho sobre seu maior rival. Agora, a mediocridade colorada chamou a atenção. O Inter atuou como time pequeno, de acordo com a mentalidade do seu treinador, e Renato teve razão ao cornetar. O Inter é muito grande para jogar assim, sempre buscando o empate e ficando satisfeito com isso. Em cinco jogos, marcou apenas duas vezes, na única vitória sobre o Bahia por 2 a 0, com dois gols de Nico López, que nem foi aproveitado no clássico. Num campeonato de pontos corridos, empatar muito deixa a equipe patinando na classificação. O objetivo inicial e, talvez o único, é permanecer na Série A. O que vier depois, é lucro.

Já o Grêmio vai brigar em cima, como esperado. Claro que deixou de ganhar quatro pontos em casa e isso pode fazer falta lá na frente, mas ainda tem time e elenco para reagir e buscar a pontuação, longe de Porto Alegre. O Grêmio é candidato ao título. Ao Inter, resta lutar para ficar na primeira divisão.


São Paulo e Aguirre precisam de vitória sobre o Galo. Jogo duro no Morumbi
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Alexandre Praetzel

A quarta rodada do Brasileiro terá o São Paulo enfrentando o Atlético-MG, neste sábado, no Morumbi. Um jogo importante para o tricolor começar a provar que tem um time ajustado e competente para superar adversários mais difíceis. Com uma vitória sobre o Paraná Clube e empates diante de Ceará e Fluminense, o São Paulo tem que vencer em casa, ao lado do seu torcedor. Nas poucas entrevistas da semana, o lateral Reinaldo deixou isso claro. O Morumbi sempre rugiu nos últimos anos, mas a equipe não correspondeu dentro de campo.

O técnico Diego Aguirre já conseguiu dar uma consistência defensiva. Necessita agora de uma formação que permita ao São Paulo agredir o oponente, da mesma maneira que é agredido. Ofensivamente, o São Paulo precisa evoluir. O uruguaio sabe o tamanho do São Paulo e não tem aliviado no discurso. Na prática, suas palavras ainda não se confirmaram. Projeção de jogo chato e chance para Diego Souza se firmar como camisa 9.

O blog fez a comparação entre os dois prováveis times, no momento. Confira.

Sidão  X  Victor 

Régis  X  Patric

Arboleda  X  Léo Silva

Bruno Alves  X  Gabriel

Reinaldo  X  Fábio Santos

Éder Militão  X  Adilson

Jucilei  X  Blanco

Petros  X  Otero

Nene  X  Luan

Everton  X  Róger Guedes

Diego Souza  X  Ricardo Oliveira

Diego Aguirre  X  Thiago Larghi

7×5 para o São Paulo, na avaliação do blog.

Promessa de um jogo equilibrado. O blog aposta numa vitória do São Paulo por 2 a 1.


Palmeiras e Inter estão devendo mais futebol. Verdão ainda é favorito
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Alexandre Praetzel

Palmeiras e Inter já fizeram grandes jogos pelo Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. Na década de 70, tiveram dois grandes times e foram protagonistas. Se enfrentaram nas semifinais em 74, 78 e 79, com o Palmeiras levando a melhor nos dois primeiros anos e o Inter ganhando o Brasileiro invicto, depois. Óbvio que o futebol mudou(para pior) e os clubes se alternaram em altos e baixos. Nos anos 80, os dois foram mal. Nos anos 90, o Palmeiras teve três esquadrões. Nos anos 2.000, foi a recuperação colorada. Agora, o Palmeiras sobra na questão financeira e no elenco, diante de um Inter repleto de interrogações, após retornar da Série B.

O que esperar desse confronto? Acho que o Palmeiras é superior. Tem mais equipe, melhores jogadores e técnico. Não está provando dentro de campo e a única esperança colorada para um bom resultado, é a oscilação palmeirense, desde as semifinais do Paulista. Foram dois jogos apenas regulares contra o Santos, um partida boa e outra ruim frente o Corinthians e a perda do título estadual, além dos desempenhos abaixo da média nos enfrentamentos com Boca Juniors e Botafogo. Vai pegar um Inter pressionado e questionado diariamente pela inconstância em jogos maiores, ainda mais depois da eliminação da Copa do Brasil para o Vitória. Em 2016, foram quatro duelos, com três vitórias do Palmeiras e uma do Inter. O Palmeiras é favorito mais uma vez.

Na comparação, jogador por jogador, o blog avalia pelo momento.

Jaílson  X  Marcelo Lomba

Marcos Rocha  X  Edenílson

Antonio Carlos  X  Klaus

Edu Dracena  X  Cuesta

Diogo Barbosa  X  Iago

Felipe Melo  X  Rodrigo Dourado

Bruno Henrique  X  Gabriel Dias

Moisés  X  Patrick

Dudu  X  D’Alessandro

Keno  X  Nico López

Borja  X  Pottker

Roger Machado  X  Odair Hellmann

10×2 Palmeiras. Nos últimos anos, nunca houve uma diferença tão grande como agora, apesar do Palmeiras não estar jogando bem.

O blog dá o palpite para o jogo: Palmeiras 2×1.