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Inter e Corinthians virou rivalidade nacional. Episódios mostram isso
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Alexandre Praetzel

Inter e Corinthians virou uma rivalidade nacional, após quatro momentos importantes em duas gerações diferentes. Em 1976, quando comecei a entender o futebol, os dois decidiram o Campeonato Brasileiro, em jogo único no Beira-Rio. O Corinthians não ganhava títulos desde 1954 e chegava a Porto Alegre, após a histórica invasão da torcida ao Maracanã, na semifinal contra o Fluminense. Só que o Inter era mais time e confirmou o bicampeonato com vitória por 2 a 0, gols de Dario e Valdomiro, de falta, com reclamações dos corintianos de que a bola não havia entrado. Entrou, bastante. Em 1977, duelaram duas vezes pela Libertadores da América, a primeira do Corinthians, com um triunfo colorado e um empate. O Inter se classificou e o Corinthians foi eliminado.

Em 2005, 28 anos depois, o polêmico Brasileiro dos 11 jogos anulados, com o escândalo da arbitragem, protagonizado pelo ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho. A determinação do STJD, beneficiou o Corinthians e prejudicou o Inter, que era líder e passou para o quarto lugar, num intervalo de duas horas. A bronca se acirrou com o empate de 1 a 1, em novembro, no Pacaembu. O goleiro Fábio Costa fez pênalti escandaloso em Tinga e o árbitro Márcio Resende de Freitas não apitou e ainda expulsou Tinga. O resultado foi fundamental para o Corinthians ser campeão na última rodada, com o Inter como vice-campeão. Apesar do Corinthians não ter influência na anulação das partidas, o Clube claramente levou vantagem na competição. Este episódio jamais será esquecido pelos colorados e serviu para acirrar os ânimos. Qualquer confronto entre os dois, passou a ser encarado como diferente em relação aos demais.

Em 2007, o Corinthians foi rebaixado e até hoje, nomes importantes corintianos acusam o Inter de ter entregue o jogo para o Goiás, no Serra Dourada, num acordo entre o falecido Fernandão, o goleiro Clemer e o atacante Iarley com os goianos, sob o comando de Abel Braga. A derrota colorada salvou o Goiás e ajudou a rebaixar o Corinthians. O treinador e os ex-atletas negam tudo.

Em 2009, uma final de Copa do Brasil. O Corinthians de Ronaldo diante do Inter de D’Alessandro. Muita rivalidade e título corintiano, depois de uma vitória e um empate. A decisão até hoje é lembrada pelo DVD apresentado pelo ex-presidente Fernando Carvalho, apontando erros de arbitragem a favor do Corinthians, antes do segundo confronto. Eu estava lá e falei a Carvalho que aquilo não tinha nexo naquele momento, porque as coisas se definiriam em campo. O Inter fez um jogo razoável e o Corinthians mereceu a conquista.

De lá para cá, qualquer episódio serve para acirrar os ânimos. O último foi o negócio envolvendo a troca Valdívia por Giovanni Augusto. Apesar dos desmentidos, tudo estava encaminhado, mas com o vazamento na mídia, a transação não andou e as duas diretorias trocaram acusações.

Agora, duas partidas pela quarta fase da Copa do Brasil. Corinthians na Série A e Inter na Série B. Podem esperar que serão dois embates com muita competição e entrega. Quem passar, certamente, vai gozar o outro e será assim eternamente. Torço para que tudo sempre se decida entre as quatro linhas.

 

*Curso de Jornalismo Esportivo em São Paulo, no mês de maio. Informações pelo cursojoresportivo@gmail.com

 


Inter repatria lateral que estava na Ucrânia
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Alexandre Praetzel

O Inter está repatriando Danilo Silva, jogador que atuou pelo próprio clube, de 2008 a 2010. Danilo estava no Dínamo de Kiev, desde 2010. Ele rescindiu contrato com os ucranianos e ficou livre para retornar ao Inter.

Danilo está com 30 anos e joga como lateral direito e zagueiro. Começou no Guarani-SP e passou rapidamente pelo São Paulo, até chegar ao Inter. Conquistou a Copa Sul-Americana e o bicampeonato gaúcho. Depois, saiu para o Dínamo por quatro milhões de euros.

Na Ucrânia, fez 220 partidas e marcou três gols.


Inter negocia William com Wolfsburg da Alemanha
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Alexandre Praetzel

O Inter negociou William com o Wolfsburg da Alemanha. O blog apurou que o lateral-direito, campeão olímpico pela Seleção Brasileira, seguirá para seu novo clube, no mês de julho, após a abertura da janela de transferências da Europa.

A transação foi fechada em cinco milhões de euros, já recebidos pela diretoria colorada. Se William fizer dez jogos até o final de junho, o Inter lucrará mais 500 mil euros. Esta medida foi imposta pelos alemães para o jogador continuar com ritmo de jogo. William é titular do Inter também porque é o melhor da posição no elenco. Não existe obrigatoriedade para escalá-lo. Os dirigentes se calam sobre o assunto, pela cláusula de confidencialidade com o Wolfsburg.

Assim que se integrar ao Wolfsburg, William poderá render mais 500 mil euros ao Inter, caso dispute um número mínimo de partidas, estabelecido em acordo contratual dos dois clubes. Se a participação em jogos for consolidada, William sairá por seis milhões de euros, no total.

Em 2017, William atuou em nove partidas, até o dia 29 de março, no confronto diante do Cruzeiro-RS, pelo Campeonato Gaúcho. Veja a lista, abaixo.

25/02 – Inter X Brasil-RS

04/03 – Grêmio X Inter

08/03 – Sampaio Corrêa X Inter

12/03 – Juventude X Inter

15/03 – Inter X Sampaio Corrêa

18/03 – Inter X São Paulo-RS

22/03 – Ypiranga X Inter

26/03 – São José-RS X Inter

29/03 – Inter X Cruzeiro-RS

Internamente, William é visto como um jogador comprometido e de qualidade. A bronca é com o empresário do atleta, Tiago Farias, por uma nota divulgada em nome de William, de que ele não gostaria mais de vestir a camisa colorada, no início do ano. Até se despedir, William será utilizado normalmente na equipe. Desde que retornou ao time, William não concedeu nenhuma entrevista, assim como seu empresário.


Corinthians e Inter negociam troca de jogadores
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Alexandre Praetzel

Corinthians e Inter estão próximos de fechar uma troca de jogadores por empréstimo, até o final do ano. O meia Giovanni Augusto deve ir para o Inter e Valdívia pode vir para o Corinthians. A negociação está sendo conduzida pelos dois presidentes, Roberto de Andrade e Marcelo Medeiros.

Giovanni Augusto chegou ao Corinthians, em fevereiro de 2016, após bons jogos pelo Atlético-MG. Foi indicado pelo técnico Tite e ganhou a titularidade no time. Depois, foi prejudicado por algumas pequenas lesões e acabou perdendo espaço. Disputou 61 jogos e marcou seis gols. Está com 27 anos.

Valdívia despontou mesmo em 2015, quando fez ótimo campeonato gaúcho ao lado de Nilmar e virou um dos destaques do Inter. Teve uma lesão ligamentar de joelho e ficou fora por seis meses, em 2016. Quando retornou, nunca mais repetiu as boas atuações anteriores e ficou marcado com o rebaixamento à Série B, assim como vários atletas. Há quem defenda no clube, que é hora de Valdívia sair um pouco e voltar com outra motivação. O meia-atacante está com 22 anos e renovou contrato até 2020. Estreou em 2013, entre os profissionais. Já atuou em 140 partidas e fez 27 gols.

Corinthians e Inter vão se enfrentar na quarta fase da Copa do Brasil, dias 12 e 19 de abril. O jogo de ida será em Porto Alegre e a volta, em São Paulo.


Éverton Ribeiro é reforço para acertar time. Meia ainda sonha com a Copa
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Alexandre Praetzel

Éverton Ribeiro agitou o mercado da bola no Brasil, ao anunciar que pretende retornar ao futebol brasileiro, conseguindo a liberação do Al-Ahli dos Emirados Árabes. Melhor jogador do país em 2013 e 2014, o meia ainda sonha com a participação na Copa do Mundo da Rússia e pretende estar atuando num time grande e com exposição para o técnico Tite.

O empresário do atleta, Robson Ferreira, negocia a rescisão de contrato para Éverton ser transferido antes de 04 de abril, data limite de transferências internacionais no Brasil. Éverton tem qualidade indiscutível e acertaria qualquer meio-campo, resolvendo vários problemas de criação e conclusão em algumas equipes.

Próximo dos 28 anos, Éverton vai escolher o clube onde atuar. Interessados não faltarão. Alexandre Mattos é padrinho de casamento de Éverton, mas garante que o Palmeiras não tem nenhuma negociação aberta com o atleta. Inter e São Paulo são times que buscam um meia de exceção para os seus elencos e surgem como candidatos a contratá-lo.

Claro que Éverton Ribeiro terá que se readaptar ao calendário estafante, vindo de um futebol onde se treina menos e se compete pouco. Outros nomes repatriados da região, sofreram com lesões musculares e desgaste físico. Mas vale o investimento, sem dúvida. É aguardar para ver, onde Éverton Ribeiro irá atuar. Bom para o futebol brasileiro.


Zago admite ansiedade pelo Grenal e vê Série B como prioridade
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Alexandre Praetzel

O Grenal é um jogo que vale muito mais do que apenas uma vitória. O pré e o pós jogo determinam mudanças ou projetam avanços, dependendo do resultado e das circunstâncias do clássico. Quem ganha, pode arrumar a casa e ter tranquilidade para outras competições. Quem perde, pode entrar em crise e gerar questionamentos internos e externos. Antonio Carlos Zago, técnico do Inter, terá o seu primeiro Grenal. Comanda o Inter, depois do rebaixamento para a Série B do Brasileiro, contra o Grêmio, atual campeão da Copa do Brasil. Em entrevista exclusiva ao blog, Zago admitiu a ansiedade e a importância de passar bem por um dos confrontos de maior rivalidade no futebol mundial. Acompanhem.

Primeiro Grenal como técnico

“Sempre ouvi falar da grande rivalidade no Grenal e no Rs e acabei presenciando isso, trabalhando quase dois anos no Juventude. Agora, terei a oportunidade do meu primeiro Grenal como técnico e estou um pouco ansioso. Sei da importância de ganhar um jogo como esse, até pelo momento do Inter. É um dos clássicos mais importantes que eu vou disputar na minha carreira”.

Grêmio é favorito?

“Se você analisar que o Grêmio ganhou a Copa do Brasil e o Inter foi rebaixado, pode até ser. Mas pelos últimos jogos, a gente vem melhorando e esperamos fazer um duelo de igual para igual. O Grêmio tem uma equipe formada há quase dois anos. Nós estamos em formação. O entrosamento não é o ideal, mas num jogo importante como esse, tudo pode acontecer”.

D’Alessandro

“Não treinou ainda. Vou conversar com ele e ver com os médicos. Num jogo como esse, a gente não pode errar. Temos que ter em campo, todos os jogadores nas suas melhores condições”.

Estratégia

“Desde que eu cheguei nós procuramos uma maneira de jogar. Estamos buscando um esquema ideal, olhando as caraterísticas dos jogadores. Uma equipe que pretende manter a posse de bola mais agressiva, verticalizando um pouco mais. Quando joga com equipes pequenas, tem que propor o jogo. Agora, é contra um grande que propõe mais. De fato, isso pode apresentar mais facilidades. Em cima disso que a gente que vai trabalhar no jogo contra o Grêmio”.

Prioridade é a Série B?

“Lógico que a prioridade é a Série B. Se você perguntar para um grande time, a prioridade é a Série A. Hoje estou treinando o Inter e sempre buscamos títulos. Nas outras competições, não pode ser diferente. Claro que a prioridade é a Série B. Em 2008, no Corinthians, ficamos fora do mata-mata do Paulista, subimos, e chegamos fortes em 2009, ganhando o Paulista e a Copa do Brasil. No Gauchão, nós vamos classificar. Passam oito times. A equipe vem melhorando. Levamos gols contra Caxias e Passo Fundo nos finais dos jogos. Quando as coisas melhoram, a sorte também vem um pouco para o teu lado. Agora, a bola bate no goleiro e sai. No Gauchão, vamos nos classificar entre os oito”.

Mudança de fotografia do time

“Acho que vale para o Inter. Têm jogadores que têm contratos até 2019 e 2020. Você tem que ter um cuidado diferente. Eram patrimônio do clube em 2016 e ainda são agora. A gente vem procurando trocar. Algumas mudanças são importantes, com jogadores chegando com outra motivação. É importante você sempre ter uma troca em final de temporada”.

Victor Cuesta e Marcelo Cirino

“O Cuesta é um jogador com técnica diferente de outros zagueiros. Sabe sair jogando, canhoto, passou pela Seleção Argentina. Vai precisar de um tempo para se adaptar. O Marcelo Cirino é de qualidade, teve excelente começo no Atlético-PR. Quando eu estava no Shaktar Donestk-UCR, tentamos contratá-lo. Vem há dois anos no Flamengo. Se ele vier, queremos que seja o Marcelo Cirino do Atlético-PR, que surgiu muito bem, com muita qualidade. Jogador que atua pelos lados do campo”.

Antonio Carlos Zago assumiu o Inter, em janeiro. No Gaúcho, o time é quinto colocado com seis pontos em cinco jogos. Na Primeira Liga, está classificado para as quartas-de-final e na Copa do Brasil, enfrenta o Sampaio Correa-MA, em dois confrontos pela terceira fase.

 

 


Zago quer trio do Juventude e permanências de Nico e Seijas no Inter
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Alexandre Praetzel

Antonio Carlos Zago, novo técnico do Inter (Crédito: Ricardo Duarte/Internacional.com.br)

Antonio Carlos Zago, novo técnico do Inter (Crédito: Ricardo Duarte/Internacional.com.br)

Antonio Carlos Zago assumiu o comando técnico do Internacional. O treinador terá o desafio de reconduzir o colorado à Série A do Brasileiro, em 2018. Em 2008, Zago foi gerente de futebol do Corinthians e responsável pela montagem do grupo, que jogou a Série B daquele ano. Agora, vive situação parecida em outra função. Na entrevista exclusiva ao blog, Zago revelou seu modelo tático e admitiu que pode trazer jogadores do Juventude, seu clube em 2016. Leia abaixo.

Choque de um time grande na Série B

“O pensamento é fazer o mesmo trabalho do Corinthians, em 2008. É mais um grande na Série B e pretendo recolocar o Inter o mais rápido possível na Série A. No Corinthians, era uma realidade diferente porque muitos jogadores venciam o contrato no final de 2007. Aqui, quase a maioria vence em 2018, 19 e 20. Em cima das reuniões, vamos analisar caso a caso. Haverá mudanças até porque o time esse ano não teve o espírito de competição que uma grande equipe deve ter”.

Nico Lopez e Seijas

“Considero dois bons jogadores. Seijas mais experiente, talvez não vinha sendo aproveitado na sua posição, jogando num tripé no meio. Ele ainda pode jogar pelo lado esquerdo numa linha de quatro, mais aberto. Nico estava muito tempo parado, chegou depois e ficou parado mais um tempo. Aí demora para se adaptar. Os problemas eram vários. Talvez tenha faltado mais carinho, ele é um pouco introvertido. Conheço Nico desde a época da Roma, quando eu era auxiliar. Foi emprestado para a Udinese, foi muito bem e acabou voltando para o Nacional do Uruguai. Conto com ele”.

Reforços do Juventude

“Nunca escondi que vários jogadores cresceram comigo. Se tiver que indicar os dois zagueiros Klaus e Juan, 22 anos, vou indicar. Eles têm condições de atuar em qualquer clube do Brasil. Tiveram um crescimento muito grande contra grandes adversários. O goleiro Elias também, apesar de o Inter estar bem servido de goleiros. Roberson é um jogador diferente. Tenho admiração e se aparecer alguma oportunidade, trarei um ou dois porque são jogadores de confiança”.

Valdívia em ação no duelo contra o Fluminense (Crédito: MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC.)

Valdívia em ação no duelo contra o Fluminense (Crédito: MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC.)

Outros clubes querem jogadores do Inter

“Não discutimos nomes ainda. Valdívia e Nico Lopez manifestaram o desejo de permanecer no Inter. Conto com os dois em 2017. Ainda vamos discutir o planejamento total”.

Modelo de jogo

“Você deve ter uma defesa consistente, forte, defender em bloco. Equipe compacta, saída para o contra-ataque. Ter o controle do jogo. Trabalho muito em cima disso. Meu principal desafio será recuperar a auto-estima do Inter”.

Ex-jogador não precisa estudar como técnico

“Eu acho que precisa estudar e muito. Todos falam sobre isso nos últimos dois anos e essa é a tecla mais batida. Há cursos na CBF, Uefa. Educação é o alicerce de tudo na nossa vida. Jogador precisa passar por um período de estudos para que ele possa vir a ser um grande treinador no futuro”.

Perfil de reforços

“Sete ou oito devem ser contratados e outros sairão. Isso é normal no futebol. Quero uma mescla entre experientes e mais jovens, jogadores de força”.

Número de jogadores no elenco

“Na Europa, trabalha-se com 26 jogadores, no máximo. Aqui, pretendo trabalhar com 32, dando atenção também para a base”.

Pronto para um time grande, após passagem rápida pelo Palmeiras em 2010

“É um período diferente na minha carreira. Em 2010, tinha passado só pelo São Caetano para chegar ao Palmeiras. Se fosse hoje, não teria aceitado porque não estava preparado. Hoje, estudei, fiz cursos na Uefa e me sinto pronto para qualquer equipe do futebol brasileiro”.

Rodízio ou formação definida

“Difícil ter formação definida hoje. Tens a base e é importante atuar em cima da base da equipe, mas procuro trabalhar com todos os jogadores do mesmo jeito. O tratamento será o mesmo para todos. O jogador tem que estar pronto para ser escalado a qualquer momento”.

Série B

“É um campeonato difícil. Cada Estado tem uma equipe forte. Competitivo, corrido, viagens longas e desgastantes. Tem que estar preparado. Não vamos enfrentar moleza e o Inter será o time a ser batido”.

Rebaixamento do Inter surpreendeu

“Os trabalhos das equipes menores estão crescendo muito e isso atrapalha a vida dos grandes. Trabalham com profissionalismo, inteligência, estrutura e isso dificulta. O Inter chegou a ser líder e depois teve uma queda impressionante. Não sei o que aconteceu”.

Maior desafio da carreira

“Sem dúvida, é o maior desafio da minha carreira. Estou numa outra profissão. No início não, porque depois fui auxiliar por seis nos. Espero fazer o meu trabalho da melhor forma possível”.

Os primeiros reforços colorados podem vir do Palmeiras numa troca do lateral-direito William pelo volante Arouca, o meia argentino Alione e o atacante Rafael Marques.

Antonio Carlos treinou São Caetano e Palmeiras, antes de estudar na Europa e ser auxiliar na Roma e Shaktar Donetsk da Ucrânia. Voltou ao Brasil, em 2015, para assumir o Juventude. Levou o time caxiense de volta à Série B, em 2017. Está com 47 anos.

 


Palmeiras e Inter estudam troca de jogadores
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Alexandre Praetzel

Palmeiras e Inter abriram negociações para uma troca entre jogadores.

O lateral-direito William deve vir para o Palmeiras por empréstimo até dezembro de 2017.

O Inter receberia o volante Arouca e o meia argentino Alione por empréstimo pelo mesmo período e o atacante Rafael Marques com contrato a terminar no final do ano que vem.

O Inter vai reformular o grupo e quer nomes experientes para a disputa da Série B do Brasileiro.

O Palmeiras busca um lateral-direito, após a volta de Fabiano para o Cruzeiro. Lucas retorna do clube mineiro, mas pode ser negociado novamente.


Clemer vê queda do Inter como anunciada e quer D’Alessandro de volta
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Alexandre Praetzel

O ex-goleiro Clemer foi ídolo do Internacional de 2002 a 2009. Ganhou seis campeonatos gaúchos, Libertadores da América, Mundial de Clubes, Recopa Sul-Americana e Copa Sul-Americana. Trabalhou com vários técnicos e depois tornou-se funcionário do clube, treinando times da base. Clemer lamentou demais o rebaixamento colorado e comentou as causas do insucesso, fazendo também uma projeção para o retorno à elite, em conversa exclusiva com o blog. Leia abaixo.

Rebaixamento do Inter

“Vejo com muita tristeza, mas uma morte anunciada. Todos nós, praticamente com o decorrer do ano, das coisas que estavam acontecendo, a gente já previa uma situação ruim no final de ano. Isso nos deixa tristes, mas sempre com a esperança, com essa nova diretoria, o time voltar à primeira divisão. Fazer um grande trabalho e voltar tudo. Eu acho que o clube vai se fortalecer mais, o torcedor vai abraçar ainda mais o clube porque sabe que esse clube é de uma grandeza que não pode estar nesse tipo de situação, não pode passar por isso. A gente só fica triste por tudo que foi feito, por tudo que foi avisado e parecia assim que as pessoas achavam que isso não iria acontecer. Infelizmente, aconteceu. Agora, é levantar a cabeça, os dirigentes que assumirem, o torcedor abraçar, que eu sei que sempre vai estar junto e a gente fazer de tudo para que o Inter possa voltar para a primeira divisão e buscar títulos importantes”.

Soberba da diretoria

“Não sei se a palavra certa seria soberba, mas eu acho que as apostas, as convicções, foram muito erradas dentro do planejamento do Inter. Eu acho que houve muita demora para que essa percepção pudesse acontecer. Deixaram para as últimas rodadas do campeonato, coisas que tinham sido avisadas há muito tempo. Todo mundo comentava, todo mundo falava. Mas não conseguiram assimilar esse tipo de situação que poderia acontecer. Isso ocasionou nessa situação do Internacional”.

Inter terá dificuldades na Série B

“Só história, estrutura e camisa não bastam não. O Inter terá que fazer um time muito competitivo, principalmente, estudar bastante as contratações que irão fazer. Jogadores tecnicamente bons e que tenham muita experiência nesse tipo de situação porque todo mundo sabe que não é fácil, haja vista o Vasco, que já vem pedalando há muito tempo, quase não classifica na última rodada onde tinha uma vantagem muito grande e essa gordura foi sendo tirada no final da competição. O Inter tem que se estruturar bastante, ter bastante informação sobre esse tipo de competição, que é uma coisa nova para o Inter. Eu acredito que com esse pensamento, o Inter possa sair dessa situação incômoda que está hoje”.

Ídolos deveriam ser chamados

“É difícil para eu falar em meu nome. As pessoas que tenham muito conhecimento nesse tipo de competição. Não adianta o Inter fazer um time de primeira divisão para jogar uma segunda, que é uma situação diferente. Eu acho que a característica do time, jogadores, elas têm que ser diferentes, de acordo com a segunda divisão, apesar do Inter ser grande, não ser um time de segunda divisão, mas que tenha que brigar com um time competitivo, com jogadores que saibam jogar a segunda divisão para que isso possa fazer a diferença para subir. Esse é o meu tipo de pensamento. Não adianta contratar jogadores que são tops da primeira divisão, que é uma competição totalmente diferente, são viagens desgastantes. Tem que ter jogadores cascudos que já tenham essa característica de ter jogado e vencido essa competição. É por aí que o Inter tem que começar”.

D’Alessandro é o nome certo para liderar o Inter

“D’Alessandro é o nome certo porque primeiro, é um atleta que é ídolo, você não está buscando um jogador diferente de uma outra situação. D’Alessandro é do clube. Ele é um ídolo e tem liderança. Já começa por aí. Ah, se o D’alessandro jogar 45 minutos, 60 minutos, tenho certeza que ele vai fazer a diferença”.

Carreira como técnico

“Meu último clube foi o Sergipe, onde nós fomos campeões. Fizemos um trabalho muito bom lá. Hoje, estou com uma comissão técnica, eu, o Rubens Cardoso e a gente está sempre se atualizando e esperando uma oportunidade para gente trabalhar de novo”.

O Inter terá nova diretoria, a partir de janeiro. Marcelo Medeiros foi o presidente eleito com 94% dos votos de sócios do clube. Roberto Mello será o diretor de futebol e Antonio Carlos Zago, o novo treinador.


Inter rebaixado merecidamente
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Alexandre Praetzel

Estou há 25 anos no jornalismo esportivo e acompanho o dia-a-dia do Inter desde 1993. Quem interagiu comigo nos meus espaços jornalísticos e ouviu minhas opiniões, sabe que eu sempre falei sobre a fragilidade diretiva e técnica da equipe colorada.

A diretoria sempre foi arrogante e soberba, com decisões e atitudes absurdas. Gastou fortunas em jogadores médios e pecou no planejamento, ainda no início do ano. Achou que o hexacampeonato gaúcho seria parâmetro para o Brasileiro. Apostou num time jovem e deu de ombros a críticas e observações porque o Inter foi líder por oito rodadas da competição. Trocou treinadores com perfis diferentes e reconduziu Fernando Carvalho ao clube pelas conquistas do passado, com plenos poderes. Nunca reconheceram erros e falhas e se agarraram sempre ao imponderável contra a realidade.

O Inter caiu porque não se brinca com o futebol. Grandes títulos duram 90 minutos. Depois, é preciso renovar sempre, buscando crescimento e novas ideias. Dirigentes “ganhadores” têm prazo de validade no Brasil. Amadores não cabem mais. É preciso modernizar e profissionalizar, com cobranças por metas e objetivos para todo mundo.

Com 100 mil sócios e um orçamento de R$ 300 milhões, o Inter tem a obrigação de voltar à Série A, em 2018. Agora, precisa de humildade e trabalho. Só com a história, não vai adiantar.