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Arquivo : Dorival Jr.

Só a força da torcida, não salvará o SP. Time não reage na pressão
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Alexandre Praetzel

Estive no Morumbi para acompanhar São Paulo e Ponte Preta. Novamente, a torcida tricolor deu um show, apoiando o time, durante os 90 minutos. O São Paulo fez um bom primeiro tempo e mereceu a vantagem, com bonito gol de Hernanes, cobrando falta. A Ponte Preta não ameaçou em nenhum momento.

No segundo tempo, quando o São Paulo fez 2 a 0, em gol de Bruno Alves, na falha do goleiro Aranha, o jogo parecia liquidado. Comentei com um colega, que o resultado poderia determinar a saída de Gilson Kleina, pressionado na Ponte. Afinal, o São Paulo estava encostando na própria Ponte Preta, na parte de baixo da classificação.

Aí, num lance, tudo mudou. A Ponte descontou no pênalti cometido por Jucilei e cresceu com a expulsão do volante. Com um a mais, a Macaca tomou conta da partida e transformou o Morumbi num cenário de apreensão e temor para os são-paulinos. O empate parecia questão de tempo e chegou com cabeceio fatal de Léo Gamalho. Antes, o centroavante já tinha exigido grande defesa de Sidão.

O resultado acabou sendo justo pelo que as duas equipes fizeram, quando tiveram oportunidades. Agora, com dez, Dorival Jr. demorou a recompor o meio-campo e ficou sem velocidade para o contra-ataque. Marcinho entrou, quando Gomez deveria ser o escolhido, para fortalecer a marcação e impedir o domínio da Ponte. O São Paulo ficou acuado e não teve saída de jogo.

Já vi grandes times serem rebaixados e o São Paulo mostra sinais claros de queda. A equipe tropeça contra concorrentes diretos e é forçada a buscar pontos diante de adversários muito mais qualificados. Hernanes carrega o São Paulo nas costas e os demais parecem anestesiados em momentos de pressão.

Para piorar, a troca de farpas entre Rodrigo Caio e Cueva, só revela como o ambiente interno não é legal, mesmo que Dorival e Hernanes tenham minimizado o episódio. Nestas horas, bons jogadores viram mais ou menos e os razoáveis se transformam em ruins. Fato é que o São Paulo luta, corre, mas empaca no Z4. Tem time para não cair, mas outros também tinham e foram rebaixados. Parece que chegou a hora do tricolor. Só a força do torcedor, não salvará. A ver.


Filho de Dorival Jr. prevê carreira solo e nega atritos com jogadores
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Alexandre Praetzel

O São Paulo trocou a comissão técnica para livrar o time da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Rogério Ceni e seus auxiliares estrangeiros deixaram o clube e Dorival Jr. assumiu, com o filho Lucas Silvestre como seu braço direito. Em entrevista exclusiva ao blog, Lucas falou do desafio de trabalhar com o pai, as cobranças da função, relacionamentos no vestiário e o futuro provável como treinador. Confira a seguir.

Como é trabalhar com o pai? O nível de cobrança aumenta ou diminui?

Como tudo o que acontece conosco, tem os dois lados. Se por um lado, eu pude ter uma facilidade maior para entrar no futebol e Trabalhar com o pai, me dá uma liberdade muito grande para poder introduzir pensamentos e exercícios, que eu não teria com outro treinador. Além de termos uma proximidade muito grande para podermos trocar ideias e fazer correções. Por outro lado, muitas vezes sofro com uma cobrança absurda que um profissional normal, na mesma área, não sofreria. Porém, eu sou uma pessoa que me cobro muito e busco um aprimoramento e aperfeiçoamento a cada dia, fazendo com que esteja sempre me corrigindo e melhorando sempre.

Existem prioridades diferentes no trabalho? Tu cuidas de alguma área específica?

Nós temos uma comissão técnica muito forte. Somos em quatro pessoas e cada um é muito forte em uma área importante para que a engrenagem funcione, sendo que todos são muito bons na parte mais importante do futebol, que é o relacionamento. Lidar com pessoas. O Celso(Rezende, preparador físico) é muito bom na parte física. O Leonardo(Porto, auxiliar técnico e analista) é o melhor que eu trabalhei, juntamente com o Maurício Dulac(ex-analista da Seleção Brasileira), na parte de análise de adversários e montagem dos treinamentos. Eu gosto da montagem dos treinamentos, planejamento da semana e execução dos treinamentos. Dorival consegue englobar todas essas características e com o diferencial na parte tática. E o diferencial da comissão do Dorival, acaba sendo o relacionamento com atletas e funcionários do clube, onde ele cobra e preza muito por isso. Minha função e do Leonardo é programar a semana, buscar exercícios que se encaixem no ponto que queremos dar ênfase e melhorar na semana, levando ao Dorival para que ele aprove ou altere alguma coisa. Durante os treinamentos, todos supervisionados por ele, eu atuo na execução do exercício e ele observa o trabalho e pontua as correções. Até no livro do Ferguson, ele fala que a partir do momento que ele saiu da execução, ele passou a enxergar os treinamentos de uma outra maneira e se atentar ainda mais ao que os jogadores necessitam. É exatamente isso que acontece conosco.

Como os jogadores te tratam? Alguém já te enxergou como o “filho” e evitou grande contato?

Eu sempre tive um relacionamento muito bom com os jogadores. Obviamente que quando você chega ao clube, o fato de você ser filho do treinador, acaba gerando uma desconfiança. Mas ela logo se acaba, pois os jogadores percebem que eu sou alguém como eles, que não existe sacanagem da minha parte e que minha função não é ser “leva e traz”, e sim, alguém que irá ajudá-los a serem atletas e seres humanos melhores, após a minha chegada. Hoje, sete anos após minha primeira oportunidade, a desconfiança inicial é muito menor. É normal que quando você chega em um novo clube, os atletas que aqui estão, já conversaram com os amigos do clube anterior, e graças a Deus, até hoje as referências que os atletas passam, são boas e acabam fortalecendo ainda mais o trabalho.

Qual tua especialização?

Sou formado em Educação Física, tenho diversos cursos no currículo e estou aguardando algum dos nossos cursos para treinador de futebol serem reconhecidos pela UEFA, para que eu possa fazê-lo. Infelizmente, o treinador brasileiro está muito atrás dos treinadores dos outros países, por esse motivo. Não temos um curso no Brasil, que seja válido na Europa, onde até os treinadores argentinos possuem e nós, não. Mas minha maior especialização e que nenhum curso nunca me dará, é a prática no campo, a vivência no dia-a-dia, que cria situações diferentes para serem resolvidas em todos os momentos. Mas sou uma pessoa que busco conhecimento e estou o tempo todo pesquisando novas informações, como treinamentos novos, táticas diferentes, tentando encaixar no nosso trabalho.

Como vês o ambiente no São Paulo? Petros citou “mudança de caráter”

Primeiro gostaria de falar como eu vejo o São Paulo FC. Um clube com uma organização absurda, onde tudo funciona. Com uma comissão técnica e um grupo de apoio disposto a fazerem tudo para o trabalho funcionar. Quando isso acontece, as coisas não podem dar errado. O presidente nos deu total apoio e respaldo, junto com o Vinícius, que na minha visão, é um dos melhores executivos do Brasil hoje, mesmo com pouco tempo de profissão. O ambiente aqui é de indignação com o momento do clube, as pessoas sabem que um clube como esse não pode viver a situação que está vivendo e eu garanto que nós vamos tirar o São Paulo FC dessa situação. O Petros é um profissional exemplar, de um caráter imenso e está sentindo demais esse momento, e certamente será com esse espírito que saíremos juntos dessa situação.

Como auxiliar, em quanto tempo uma comissão técnica deve apresentar resultados?

Pergunta difícil essa. Porque meu pensamento é diferente do que acontece no Brasil. O mínimo que você consegue avaliar o trabalho de um treinador, são seis meses e não consigo entender como os dirigentes podem ter convicção na contratação do treinador em janeiro e em março ele ser demitido do clube. E o pior, os treinadores são contratados pelo momento que estão no mercado e não pela filosofia e DNA do clube, ou pela maneira como a equipe atua, ou até pela característica dos jogadores contratados. Por isso, a questão é difícil de ser respondida e vejo hoje um momento preocupante do futebol brasileiro. O Brasil sempre teve dificuldade defensiva e sempre teve na criatividade dos atletas, o seu grande diferencial. Hoje, as coisas mudaram, melhoramos nossa parte defensiva e estamos tendo uma dificuldade muito grande para propor o jogo. Tanto que no Campeonato Brasileiro, a maioria das equipes tem jogado esperando o erro do adversário e poucas buscando propor o jogo. Fico preocupado com o que irá nos acontecer em alguns anos.

Houve legado dos auxiliares estrangeiros de Rogério Ceni? Notaste alguma diferença?

Sempre há um legado quando algum treinador passa por um clube. O legado varia de acordo com o ponto de vista de cada profissional, com a maneira que você pensa o futebol. Eu não tenho capacidade para avaliar o legado que o Michael Beale e a comissão anterior deixaram, porque não fazia parte do trabalho deles, mas certamente, pelo que ouvimos, deixaram muitas coisas no São Paulo FC.

São Paulo escapa com antecedência do Z4 ou lutará até o final do Brasileiro?

Para esse ano, a luta do São Paulo FC, será contra o rebaixamento. Porém, saindo dessa condição este ano, os atletas que aqui estão, sairão muito fortalecidos e com uma “bagagem” muito grande para 2018. Os próprios meninos que estão subindo agora e vivendo essa situação de adversidade, estarão preparados para qualquer situação que aconteça no ano que vem. Não tenho dúvidas que sairemos dessa situação. Não sei precisar quando, mas sairemos e estaremos fortalecidos para 2018.

É verdade que já tiveste desentendimentos com Vecchio no Santos e Jucilei no São Paulo?

Essa pergunta é muito importante, porque a pior coisa que existe é você ser honesto e ter que provar sua honestidade. Como eu respondi anteriormente, Dorival preza muito pelo bom relacionamento por parte dos membros da comissão técnica. Quem tem que dar bronca ou se indispor com atletas é o treinador, e não o auxiliar. Em sete anos de futebol profissional, eu nunca tive nenhum desentendimento com atleta e valorizo muito isso. Mas, infelizmente, pessoas desonestas usaram isso para prejudicar o trabalho no Santos, que vinha sendo tão bem feito e alguns jornalistas, sem confirmarem as “notícias” que foram dadas a eles, sem ao menos telefonar para mim, para dar um direito de resposta. Soltaram essas informações mentirosas, onde no início, eu tive que ficar desmentindo e com o tempo, eu percebi que o melhor a se fazer é deixar que falem. O meu trabalho tem que ser reconhecido pelos atletas, é com eles que eu passo a maior parte do meu dia. O que mais me impressiona são as pessoas que compram essas “notícias” mentirosas e dão sequência na “informação”, sem ao menos confirmar com a pessoa envolvida. Mas, respondendo a pergunta, não tive problemas com Vecchio, não discuti com Jucilei, o Renan não veio tirar satisfação comigo. Até o Renan, que é meu amigo desde 2010, conseguiram inventar uma discussão. Está na hora do jornalismo esportivo parar de ser programa de fofoca de bastidores e começarmos a discutir um pouco mais do que é o jogo em si.

Pretendes seguir carreira solo?

Pretendo seguir e vou seguir. Sempre tive o sonho e o desejo de ser treinador e minha busca todos os dias é por isso, aprendizagem e aprimoramento, buscando no futuro, seguir minha carreira como treinador. Porém, não tenho pressa para que isso aconteça. Estou em fase de preparação e preciso ainda vivenciar algumas situações importantes para que esteja preparado para assumir a função. Não coloco prazo e não vou passar por cima de ninguém para que isso aconteça. Tenho os pés no chão para deixar as coisas acontecerem.

Aos 29 anos, Lucas Silvestre foi auxiliar de Dorival Jr., na comissão técnica do Santos. O São Paulo é penúltimo colocado no Brasileiro, com 23 pontos. Precisa de oito vitórias em 16 jogos, para escapar do rebaixamento, sem precisar de resultados paralelos.


São Paulo mostrou pouco com mais uma semana de treinos
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Alexandre Praetzel

O São Paulo teve duas semanas cheias para trabalhar e evoluir, mas acho que mostrou muito pouco, apesar de ter somado quatro pontos, nos últimos seis disputados. Foi inferior ao misto frio do Cruzeiro e não teve uma boa atuação contra o Avaí. Está com 23 pontos, na 16ª colocação. Com esse futebol, vai sofrer até o fim.

Na Ressacada, em determinados momentos do jogo, foi inferior, principalmente, no segundo tempo. A equipe parece estar sem confiança e alguns bons jogadores, tornam-se apenas razoáveis nos momentos de pressão. Os dois laterais, Buffarini e Edimar, erram muito mais que a maioria. Arboleda virou perigo nas duas áreas. Cueva esqueceu o futebol em 2016.

O debate sobre o goleiro voltou à tona. Sidão retornou sem ritmo e apresentando insegurança. Entregou a bola para Júnior Dutra matar a partida, mas o atacante avaiano errou, para sorte tricolor. Renan Ribeiro não vinha mal e poderia ter sido mantido. Foi uma escolha pessoal de Dorival Jr.

A realidade é que Hernanes carrega o São Paulo nas costas. Marca, tenta armar as jogadas e tem qualidade na bola parada. Foi o grande reforço do meio do ano e virou a esperança da torcida. O problema é a falta de parceria. Pratto precisa retomar a fama de goleador e os companheiros precisam ajudar. O Avaí tem equipe e elenco piores, mas se mostrou mais organizado.

Dorival Jr. terá mais cinco dias livres de preparação para enfrentar o Palmeiras. Outro jogo, rivalidade total e os adversários loucos para empurrarem o São Paulo à zona de rebaixamento. O São Paulo pode jogar mais, ainda que esteja sendo remontado no meio do campeonato. A ver.


Dorival Jr.: “Conversa com Pinotti foi boa. Ele falará com o presidente”
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Alexandre Praetzel

Dorival Jr. e Vinicius Pinotti, diretor de futebol do São Paulo, conversaram em Florianópolis, nesta terça-feira. O treinador passou tudo que pensava a respeito do tricolor e agradou o dirigente. Pinotti está retornando para a capital paulista para conversar com o presidente Leco e bater o martelo para a contratação do treinador, até dezembro de 2018.

Em contato exclusivo com o blog, Dorival deixou claro que ainda não há nada acertado. “Conversamos sobre possibilidade de trabalho. Pinotti está voltando para São Paulo e vai falar com o presidente. Não discuti reforços e o que me parece, não haverá saídas de outros atletas”, afirmou.

Dorival também confirmou que caso haja o acordo, trabalhará com o seu filho Lucas Silvestre e o preparador físico, Celso Resende. A respeito de Pintado, atual interino são-paulino e integrante da comissão técnica fixa, Dorival deixou o assunto para a diretoria.

Sobre a comentada saída de Rogério Ceni, Dorival não entrou em muitos detalhes, apenas reconhecendo que os resultados determinam a continuidade ou não de um trabalho, durante o bate-papo com Pinotti.

Dorival deixou o Santos dia 04 de junho, depois da derrota para o Corinthians. No Santos, foi campeão paulista e vice-campeão brasileiro, em 2016.

 


Vítor Bueno nega dependência de L. Lima e admite ansiedade com Levir Culpi
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Alexandre Praetzel

O técnico Levir Culpi assume o comando do Santos, nesta segunda-feira. O treinador sempre gostou de atuar com meias ofensivos, atacando bastante os adversários, recentemente. Um dos titulares é Vítor Bueno. Jogador lançado por Dorival Jr., Vítor espera se manter na equipe com a chegada de Levir. Em entrevista exclusiva ao blog, Vítor projetou o novo momento santista, falou sobre sua fase atual e a comentada dependência de Lucas Lima, no elenco. Confira abaixo.

O que você achou da chegada de Levir Culpi ao Santos?

“Estamos bastante ansiosos com a chegada dele e motivados também. É um treinador vencedor, que já conquistou títulos importantes e vem para nos ajudar mais ainda”.

Era o que o Santos precisava ou Dorival deveria continuar?

“Eu não tenho que achar nada, eu tenho que jogar bola, apenas. Professor Dorival foi muito importante para nós, diretoria decidiu que o tempo dele já tinha dado e trouxe outro treinador. Tenho certeza também que vai ser muito importante e em função dele, vai nos trazer um estilo de jogo diferente e espero que dê certo”.

Dorival acha que tua afirmação foi um dos legados que ele deixou. Você concorda com isso? 

“Concordo 100%. Foi o Dorival que me colocou para jogar. Me manteve na hora que eu não estava passando por um momento muito bom, me manteve no time e me deu confiança. Tenho que agradecer muito ao Dorival. Já falei com ele, depois da saída dele. agradeci muito e tenho certeza que, se não fosse ele, dificilmente estaria aqui hoje”.

O Santos é muito dependente do Lucas Lima?

“Não. Acho que não. Ano passado, provou muitas vezes que quando ele estava na Seleção, nosso time jogava bem e ganhava. Acho que se criou muito isso. O Santos não joga bem, o Lucas Lima não está, é por causa do Lucas Lima. Acho que não é isso não. Temos jogadores importantes. O que está acontecendo é que não estamos numa boa fase técnica. Não é normal, mas estamos passando por isso. Todo o time passa, mas o importante é que conseguimos a vitória contra o Botafogo”.

Alguns torcedores te vaiaram, após o jogo. Tu achaste isso justo?

“Normal pela fase pelo que o time passa. Tenho certeza que qualquer outro que saísse do time ali, ia ser vaiado. Estou bem tranquilo. Sou o artilheiro da temporada com nove gols, trabalhando para melhorar ainda mais a minha marca. Ano passado, fiz 13 gols. Quem sabe aì, eu consiga alcançar esse ano e passar minha marca. Estou tranquilo. Só procuro jogar futebol. Quanto à torcida, quando estiver perdendo, eles vão vaiar. Quando estiver ganhando e continuar fazendo gols, ele vão bater palmas”.

Vítor Bueno está com 22 anos. Disputou 79 jogos e marcou 23 gols.


L. Donizete comenta saída de Dorival e espera ter mais sequência com Levir
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Alexandre Praetzel

Levir Culpi vai assumir o comando do Santos, na próxima segunda-feira. O novo treinador santista trabalhou com Leandro Donizete no Atlético-MG. O jogador chegou ao Santos, indicado por Dorival Jr., com contrato de três anos, mas ainda não conseguiu mostrar o bom futebol dos tempos do Galo. O blog entrevistou o atleta com exclusividade sobre a troca de técnico, o seu momento atual e a projeção para o elenco, até o final da temporada. Leiam abaixo.

Como viste a saída de Dorival Jr., responsável pela tua chegada ao Santos?

“Faz parte, né. O momento não estava tão ruim assim, mas futebol é desse jeito. A cultura brasileira é assim, perdeu duas, três, a torcida protestou, já faz essa troca. Então, a gente já está acostumado com isso também. A gente sentiu um pouco sim, que é um cara carismático, que todo mundo gostava e também me trouxe. Agora, bola para frente, não sei, fechou com o Levir aí, vamos ver se ele faz um trabalho bom também para a gente levantar essa equipe e apresentar um bom futebol”.

Levir tem a “cara” do Santos? Pode dar certo a curto prazo?

“Eu acho que vai dar certo sim. Joga para frente, né. A equipe do Santos é bem ofensiva. Ele tem o jeito dele de botar um volante, de tirar e as mexidas dele sempre davam certo lá no Atlético, quando eu estava lá. Então, que ele seja feliz também aqui e consiga organizar nossa equipe o mais rápido possível e a gente comece a dar a volta por cima”.

Houve uma causa especial para você não ter jogado muito ainda pelo Santos?

“Não teve nada não de especial, lá dentro, de adaptação. Foi mais opção do Dorival mesmo. Eu também achei que merecia ser mais usado. Estava esperando essa chance, trabalhei, venho trabalhando forte, venho demonstrando o mesmo futebol que eu demonstrava no Atlético. Só que não tive sequeência ainda por aqui, duas partidas seguidas no máximo. Então, preciso pegar mais um ritmo de jogo bacana e aí vou mostrar meu futebol para poder ajudar o Santos. Mas estou na expectativa de começar a jogar e mostrar meu valor para conquistar títulos aqui, o que eu consegui em todos os lugares onde passei”.

Santos tem time para uma grande conquista?

“Com certeza, tem um elenco forte. Só ter coerência certinho. Colocar na hora certa. Colocar quem estiver melhor para jogar”.

Leandro Donizete está com 35 anos. Chegou ao Santos, em janeiro. Disputou 12 jogos e não marcou nenhum gol.


Diretoria do Santos é pior do que Dorival Jr.
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Alexandre Praetzel

Dorival Jr. foi dispensado pelo Santos. Decisão normal, de acordo com o presidente Modesto Roma Jr., aproveitando o tempo disponível, até os mata-matas. Realmente, o Santos não jogou bem contra Coritiba, Cruzeiro e Corinthians e tem apenas três pontos em 12 disputados, no Brasileiro. Mas está nas oitavas-de-final da Libertadores da América e quartas-de-final da Copa do Brasil.

Assim, para um técnico que estava há quase dois anos no cargo, provavelmente a relação interna e a insistência em alguns fatores determinaram a saída de Dorival. Muitos questionaram as escalações de Renato e Ricardo Oliveira, veteranos de ótimas atuações nos dois últimos anos, mas parecendo cansados em 2017. Por que Dorival não os colocou na reserva? Medo de barrar os medalhões? Perguntas que a gente recebe desde março, após a eliminação no Paulista. O fato é que os dois sempre foram titulares e não vinham bem. Mas os dirigentes estão lá para isso. Conversar e debater sobre as alternativas da equipe. Acho que isso não foi feito.

Outra crítica é o ambiente do vestiário relacionado com a religião. Ricardo Oliveira teria forte influência sobre os companheiros, nesta questão. Algo sempre negado por Dorival, que nunca se meteu na preferência de cada um.

Os reforços indicados ainda não deram resposta, com exceção de Bruno Henrique. O lateral Matheus Ribeiro foi encostado, depois de duas atuações. Assinou por quatro anos e não serve mais, com várias improvisações na posição.

O zagueiro Cléber não é mau jogador, mas parece que desaprendeu no Santos. Pouco utilizado.

O volante Leandro Donizete jogou pouco, até agora. Três anos de contrato.

O colombiano Vladimir Hernandez, com seus 1’59m, foi destaque na Colômbia, mas aqui não consegue jogar.

O atacante Kayke é opção para elenco, claramente.

A contratação do argentino Noguera, por determinação dos dirigentes e sem consulta a Dorival, virou comédia.

Sempre gostei de ver o Santos de Dorival jogar. Completo, é um time muito bom para o atual futebol brasileiro. Cobrei mais destaque para o trabalho, com a invencibilidade e a classificação na Libertadores. No entanto, o cenário mostrou uma equipe aérea, sem pegada e vibração, nas últimas partidas. Ganhar ou perder, tanto fazia. Essa foi a impressão. E muitas vezes, o que parece, é o que realmente é.

Estourou no treinador. Uma pena. O fato novo das diretorias sempre será esse: a demissão do técnico. Ainda mais em ano de eleição. É preciso agradar muita gente nos bastidores.

Será que Elano, mais amigo dos atletas, vai conseguir mudar essa situação? A direção também precisa ajudar.


Santos merece mais destaque do que vem recebendo
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Alexandre Praetzel

O Santos é o único time brasileiro invicto na Libertadores da América com nove pontos em cinco jogos. Tem duas vitórias e três empates, com 60% de aproveitamento, classificado para as oitavas-de-final. Não é uma campanha brilhante, mas o Santos merece mais destaque do que vem recebendo.

Sempre gostei da forma de jogar do Santos. Equipe ofensiva, com qualidade técnica e bons nomes. Achava o Santos o melhor do Brasil, do um ao onze. Em 2016, campeão paulista e vice brasileiro para o Palmeiras de Cuca. Em 2017,  naturalmente, se projetava um Santos envolvente e favorito no Estadual, mas o desempenho caiu. Ricardo Oliveira sofre com lesões e Renato não repete as atuações do ano passado. O setor defensivo também teve queda, com indefinições na zaga e lateral-esquerda, com a perda momentânea de Zeca. A eliminação para a Ponte Preta confirmou o mau momento.

Agora, parece que o Santos volta a mostrar competitividade e crescimento. Lucas Lima voltou a jogar bola e Bruno Henrique parece consolidado como titular do ataque. Contra o Strongest, o Santos foi mais guerreiro e lutou até o fim, longe da acomodação do início da temporada. É verdade que estreou com derrota no Brasileiro, num torneio que cabe recuperação. Não fez jogo ruim diante do Fluminense.

Não concordo com a contestação diária que parte da torcida tem com Dorival Jr. O treinador faz bom trabalho e pode sim extrair mais do grupo e apresentar melhores resultados. No entanto, penso que Dorival tem condições de levar o Santos a uma grande conquista. Já está nas quartas-de-final da Copa do Brasil e pode pensar em algo maior na Libertadores. Tem time e elenco. Vou aguardar.


Dorival rebate críticas e nega que religião tem afetado elenco do Santos
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Alexandre Praetzel

Dorival Jr. é só elogios ao ambiente de trabalho do Santos. Próximo de completar dois anos à frente do time, o treinador garante que o clube é um dos melhores para se trabalhar, com o respaldo do presidente Modesto Roma Jr. Em entrevista exclusiva ao blog, Dorival nega interferência de grupos religiosos no dia-a-dia e prevê o Santos conquistando títulos importantes em 2017. Leia abaixo.

Apoio do filho na comissão técnica é fundamental no trabalho?

“É, eu acho que ele acrescentou muito em termos de desenvolvimento de trabalho, não só ele, Leonardo Porto também que está conosco. Eles acrescentaram muito nesta mudança conceitual do desenvolvimento de um trabalho. Foi fundamental sim. Eu espero que continuemos assim, interessados, buscando novidades, sempre apresentando aos atletas um novo desafio, uma nova lição, situação e que facilite ao atleta um entendimento de tudo isso. Eu acho que é um processo, que não faz apenas você mudar uma concepção, mas acima de tudo, fazer entender com simplicidade. Isso é o grande mistério e nesse sentido, eles têm feito um trabalho muito bom porque o desenvolvimento de tudo aquilo que nós queremos tem acontecido de uma maneira muito tranquila, natural, com uma aceitação muito grande por parte do grupo de jogadores”.

Santos se classificando, é favorito para levar o tri paulista?

“Eu acho que o Santos tem capacidade e qualidade para brigar novamente por uma vaga na decisão. Eu não descarto essa condição. Não sei porque, mas algumas coisas este ano não acontecem de uma maneira natural. Nós estamos sentindo algumas dificuldades. É interessante isso. A equipe continua criando, jogando bom futebol, mas você sempre encontra um probleminha aqui, outro ali, isso tem dificultado um pouco. Acho que a partir do instante que tudo esteja sanado, encontramos um caminho facilitado e de repente, com crescimento mais importante do campeonato”.

Cumprir um contrato mais longo no Brasil, é uma exceção?

“Eu espero que isso aconteça. Em todos os momentos, eu também fui muito correto com o Santos, inclusive com outras situações para fora do país, eu nem cheguei a discutir porque, a partir do momento que eu tenho um contrato assinado com um clube, eu vou cumprí-lo até o final, até o último momento. Eu acho que em instante nenhum, nós tivemos derrotas onde os adversários superaram o Santos, foram superiores, tenham merecido muito mais o resultado. Nós tivemos derrotas onde o Santos se fez prevalecer ao longo da partida. Então, os motivos talvez neste momento, fossem muito mais em relação a um resultado ou outro que não tenha acontecido do que propriamente aquilo que tenha sido produzido pelo grupo. Por isso, acho que as coisas ainda estão acontecendo dentro de uma normalidade e o presidente sempre foi muito tranquilo nas posições que teve, assim como eu sempre passei a ele, toda confiança possível na sequência de um trabalho, quando foi iniciado lá atrás, foi apalavrado entre eu e ele e são duas pessoas que mantém aquilo que foi formalizado, que os trabalhos seriam iniciados e mantidos até o último dia de contrato. Eu vou tentar fazer o meu melhor, como tenho feito pelo Santos e é natural que passemos por uma ou outra situação. Não tenho dúvidas e convicção plena de que nós estamos muito preparados para que alcancemos bons resultados ao longo deste ano e o torcedor santista não vai se arrepender porque poderá cobrar aquilo que eu estou colocando neste momento”.

É verdade que cultos religiosos invadiram o vestiário santista e isso te incomoda ou atrapalha no trabalho?

“Primeiro, que o ambiente no Santos é o melhor que eu já vi e trabalhei. Encontrei apenas um ambiente igual na Ferroviária, primeiro clube que eu trabalhei. Amigo, só companheiros, pessoas do bem, que querem o crescimento do clube e que têm um objetivo único. É interessante isso. Por isso, que essas colocações me surpreendem, às vezes. Se nós temos uma coisa boa no Santos, é o ambiente de trabalho. São pessoas que se respeitam e muito. Em todo o clube, tem um grupo que é voltado para a oração, mas ali ninguém é obrigado a nada, ninguém é forçado a fazer nada. Ao contrário, quem quer vai, assiste, faz ali suas orações. Nós temos espíritas, católicos, protestantes, batistas, dentro de um grupo, e cada um faz ali seu culto, desenvolve aquilo que acredite, sem que isso interfira diretamente no desenvolvimento de um trabalho. Eu vejo tudo acontecendo com muito respeito no Santos e muito surpreendido. Lamento de, às vezes, colocarem, de tentarem explorar uma situação como essa. Se tem um ambiente, onde um clube tenha equilíbrio e tranquilidade para que se trabalhe futebol, esse clube é o Santos. As pessoas se respeitam muito e acima de tudo, se gostam. É difícil um atleta, como eu já ouvi de muitos ali dentro, chegarem com dois, três dias de clube e já dizerem que se sentem totalmente ambientados. Isso aí não acontece por acaso, acontece porque você tem um ambiente muito favorável. Isso eu vejo no Santos e mais prezo e valorizo. Em todos os momentos, dentro da minha carreira, sempre procurei valorizar muito e manter um bom ambiente de trabalho. Do contrário, pode ter certeza, é o primeiro sinal de que você esteja perdendo a tua equipe e nesse quesito, dou muita atenção. Afirmo aqui, com toda a certeza. O Santos, se não é o melhor, é um dos melhores clubes para se trabalhar com comando, porque é um grupo muito compenetrado, concentrado e preparado para ganhar. O Santos vai conseguir seus objetivos esse ano, não tenho dúvida disso”.

O Santos lidera o grupo D do Paulista com 16 pontos e só depende de si para se classificar às quartas-de-final. Enfrenta Santo André e Novorizontino, nas duas últimas rodadas. Na Copa Libertadores da América, o Santos tem quatro pontos e é o primeiro colocado da sua chave.


Santos é a surpresa negativa do momento. Diretoria parece perdida
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Alexandre Praetzel

Sempre gostei de ver o Santos, nos últimos dois anos. Time ofensivo e com uma formação definida. Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Luiz Felipe(David Braz) e Zeca; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima e Vítor Bueno; Copete(Gabriel) e Ricardo Oliveira. Para mim, tecnicamente, a melhor equipe do Brasil.

Chegamos em 2017. O Santos é o atual vice-campeão brasileiro e favorito ao tricampeonato paulista. Começou goleando o Linense e batendo o Red Bull. Depois da demissão do gerente de futebol, Sérgio Dimas, o Santos desabou. Perdeu para São Paulo e Ferroviária, com atuações regulares e ruins. Venceu o Botafogo, mas foi amplamente batido pelo Corinthians, no clássico seguinte. Passadas sete rodadas, o Santos pode ser eliminado na primeira fase do Estadual. Seria um gigantesco vexame. Afinal, o que aconteceu?

Acho que não dá para ficar apenas nas ausências de três titulares importantes. O Santos se reforçou e melhorou a qualidade do elenco e reposições. Há algo estranho no ar. Dorival Jr. sempre teve o grupo na mão e qualquer atleta nega problemas no ambiente, publicamente. Mas parece que o Santos perdeu o encanto e a alegria.

Justificar tudo isso pela saída de um amigo dos jogadores, soa exagerado. Mas o presidente Modesto Roma Jr. e os dirigentes parecem perdidos e sem explicações. Abriram o CT para uniformizados e se esconderam. Só espero que a bomba não estoure em Dorival Jr. Seria um ato simplista demais contra quem recuperou o Santos, a curto prazo. Vamos ver como será a estréia na Libertadores da América.

O blog procurou Sérgio Dimas, que preferiu não se manifestar, neste momento.