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Treinador de goleiros elogia trio e não vê necessidade de reforço no SP
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Alexandre Praetzel

Os goleiros do São Paulo ainda geram dúvidas entre os torcedores. Para muitos, Renan Ribeiro, Denis e Sidão são insuficientes para a posição, após a aposentadoria do ídolo Rogério Ceni. Internamente, os três são defendidos, mas nenhum deles conseguiu se firmar como titular absoluto. O blog entrevistou o treinador de goleiros, Haroldo Lamounier, a respeito da disputa pela função e a necessidade ou não de buscar um novo reforço. Leia abaixo.

Os goleiros do São Paulo estão em debate. A posição de titular está definida?

“O Rogério procurou dar oportunidades para todos, né, para poder mostrar qualidades, o que têm de melhor. Na minha opinião, o Renan foi muito bem nas partidas que foram dadas oportunidades. O Denis também voltou muito bem. O Sidão machucou, mas antes de se machucar, também estava muito bem. Agora, neste intervalo para a Copa Sul-Americana, a gente vai procurar trabalhar um pouco mais em relação aquilo que precisou de mais observação, para a gente dar sequência no trabalho”.

Renan está à frente de Denis e Sidão e ele é o titular absoluto?

“Ele pegou uns jogos difíceis e correspondeu. Então, a oportunidade agora é dele e ele está na frente por essa oportunidade e ele conseguiu segurar. Mas isso não quer dizer que Denis e Sidão não estejam nessa disputa ainda”.

É muito difícil substituir o Rogério Ceni?

“É uma referência do São Paulo e qualquer jogador que entrar nessa posição, vai ter um pouco de dificuldade pela cobrança que é. Mas eu acho que com o decorrer do tempo, eles vão conseguir apagar essa dificuldade que eles estão tendo, com atuações”.

Qual será a tua opinião, se a diretoria quiser contratar um novo goleiro?

“No momento, não. Eu acho que se os três atletas e inclusive, o Lucas Perri, que está chegando das categorias de base, têm condições de suprir qualquer deficiência no gol. Eu acho que eles têm a total condição de seguir como titulares, com Denis ou Renan ou Sidão e não há necessidade de contratar um goleiro”.

O Lucas Perri já merece uma oportunidade?

“Ele fez um bom ano de 2016. Está conosco agora, está evoluindo, tem recebido bastante elogio do Rogério e da comissão técnica e assim que ele tiver oportunidade, com certeza, vai dar o que falar, porque é um atleta de muita qualidade”.

Lucas Perri tem 19 anos e foi titular da Seleção Brasileira Sub-20, no Sul-Americano da categoria. Renan Ribeiro virou titular, após atuações irregulares de Denis e Sidão.


Diretor do SP vê Éverton Ribeiro longe do clube, mas time forte no Paulista
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Alexandre Praetzel

O São Paulo se posicionou oficialmente sobre o interesse no meia Éverton Ribeiro. O tricolor foi apontado como forte interessado no repatriamento do atleta, hoje nos Al-Ahli dos Emirados Árabes. O blog conversou com o diretor de futebol, José Jacobson, a respeito do assunto, possibilidades de conquistar o título paulista, contratação de um goleiro e desempenho da equipe. Leia abaixo.

Éverton Ribeiro

“Há três, quatro meses atrás, o empresário Robson Ferreira ligou para mim, dizendo que o Éverton estava insatisfeito nos Emirados, que queria voltar para o futebol brasileiro e que gostaria de jogar num clube como o São Paulo, clube do coração dele. Quando ele falou isso para nós, aceitamos, mas falamos que tínhamos um teto salarial, que não poderíamos furar. O São Paulo tem um planejamento bem clássico neste ano. Passei para nosso advogado, Alexandre Pássaro, que conhece o Éverton e ligou para ele. Aí o Éverton disse a ele que não era bem assim, que ele tinha contrato lá, que ele não podia sair de uma forma errada e tudo mais, acabou o assunto. Agora, voltou essa conversa, que o São Paulo tinha interesse. Na verdade, não voltamos a falar nem com o empresário, nem com o atleta. Como surgiu a informação que eram São Paulo e Palmeiras os interessados, Palmeiras descartou imediatamente porque estava sendo bem servido, pelo que vimos na imprensa. São Paulo também disse que não tinah interesse, aí apareceram Flamengo, Cruzeiro e outros clubes. Então, o fato hoje é que não temos interesse nele, a não ser que ele se enquadre no perfil financeiro do São Paulo, porque ele é um bom jogador, protagonista. O São Paulo não o procurou e se procurarmos, vamos conversar da forma como estou colocando”.

Estás satisfeito com o desempenho do time?

“Muito. O planejamento que nós fizemos no fim do ano passado, estamos seguindo à risca. O Rogério Ceni, comissão técnica e diretoria, estamos contratando justamente jogadores por posições, protagonistas, que vêm para somar. Quando eles não têm muito nome, como Tomás e Edimar, são jogadores que foram muito bem estudados pelo Rogério e por nós. Estamos muito satisfeitos. O São Paulo não compra mais jogadores de baciada. O São Paulo hoje estuda muito e está fazendo esse trabalho. Eu acho que o resultado está aparecendo. Temos feito algumas partidas que não fomos muito bem, mas na essência geral, estamos conseguindo atingir os objetivos”.

São Paulo contratará um novo goleiro?

“Não. Nós temos quatro goleiros, sendo que hoje o Renan está jogando um pouquinho mais, o Denis está num segundo momento, o Renan está recebendo a oportunidade que precisa por parte da comissão técnica. Estamos muito satisfeitos sim. O São Paulo está no caminho certo”.

São Paulo tem time para ser campeão paulista?

“Tem time sim. Os times não estão nivelados com muita diferença. O Palmeiras tem um elenco maior que os outros clubes, mas eu acredito que dentro de campo, dá para brigar. Não será fácil. Santos perdeu da Ponte Preta. Corinthians empatou com o Botafogo. Não tivemos facilidades contra o Linense, Palmeiras também não. Hoje, o São Paulo está no caminho certo. Estamos nesse caminho”.

O São Paulo não ganha o Paulista, desde 2005. O tricolor venceu o Linense por 2 a 0, no confronto de ida, pelas quartas-de-final. Sábado, pode perder por um gol, que estará classificado para as semifinais. Na Copa Sul-Americana, o tricolor estréia contra o Defensa Y Justicia da Argentina, quarta-feira, fora de casa.

 


São Paulo tem quatro goleiros e parece que não tem nenhum
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Alexandre Praetzel

O São Paulo enfrenta o mesmo problema de outros clubes, quando um grande ídolo se aposenta. Achar um substituto à altura para a posição. Rogério Ceni virou técnico e o tricolor ainda não tem um jogador que passe confiança aos companheiros e torcida, como goleiro titular.

Denis ficou quase sete anos na reserva de Rogério e foi o escolhido para substituí-lo. Assumiu a camisa Um com crédito interno, mas sempre com forte desconfiança nas arquibancadas. Teve uma fase titubeante na Libertadores da América, assim como todo o time. Depois, cresceu um pouco, até as semifinais do torneio, em julho de 2016. No entanto, nunca foi unanimidade positiva e sempre gerou reclamações dos são-paulinos. Agora, num revezamento com Sidão, parece que perdeu a confiança de vez. Contra ABC e Palmeiras, falhou novamente. Goleiro bom tem que pegar as bolas fáceis e difíceis, mas Denis não consegue transmitir segurança. Reparem nas reações dos colegas, quando a equipe leva os gols. Está claro que Denis precisa de uma reciclagem ou de um forte sistema defensivo para a bola não chegar ao seu gol. São Paulo exposto, mais bolas para defender.

Sidão ainda merece um pouco mais de paciência. Fez bom Paulista pelo Audax e foi bem no Botafogo. Mas também tem falhado em bolas aéreas e chutes adversários. O fato de ter sido contratado para ser titular, deveria aumentar sua confiança. Teve pequenas lesões que atrapalharam sua continuidade, mas está em debate.

Renan Ribeiro veio com boas referências do Atlético-MG. Teve poucas chances e não foi testado por muito tempo, em razão de inúmeras lesões. Está na hora de ter uma sequência para ver se serve ou não.

E ainda tem o jovem Lucas Perri, titular da Seleção Brasileira Sub-20. Não está inscrito no Paulista, mas poderia ganhar corpo na Copa do Brasil, ficando como alternativa. Citei o garoto e fui bombardeado nas redes sociais, com muita gente decretando que ele não tem condições de atuar no time principal. Calma.

Com goleiro não se brinca. Ou dá respaldo e banca a titularidade, aguentando críticas ou falhas, ou busca um reforço indiscutível no mercado, sob pena de continuar sofrendo gols e perdendo partidas. Quem, me perguntam? Sempre há alternativas. Papel da diretoria.


Grohe não esquece de Roger e prevê novas conquistas para o Grêmio em 2017
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Alexandre Praetzel

Marcelo Grohe é cria da base do Grêmio. Subiu ao profissional em 2005 e viveu o jejum de títulos nacionais, ora como titular, ora como integrante do grupo. Foi bicampeão gaúcho em 2006 e 2007 e campeão em 2010. Aos 29 anos, Marcelo curte a conquista da Copa do Brasil e acredita na volta natural dos grandes momentos tricolores, a partir de 2017. O goleiro conversou com o blog, com exclusividade. Acompanhem.

Significado do título da Copa do Brasil depois de 15 anos

“A ficha ainda está caindo! O jogo foi quarta-feira, então está tudo muito recente. O torcedor vinha machucado, queria uma conquista de expressão. Com certeza, significa muito. Isso já era possível dizer e sentir assim que o juiz apitou o final da partida. O Grêmio precisava dessa conquista por tudo o que representa para a sequência do trabalho”.

Conquista especial por sempre ter jogado no Grêmio

“Acho que tem um significado especial pelo momento que o clube atravessava. Tínhamos que retomar esse caminho das conquistas. Como eu estou no Grêmio há bastante tempo, vi de perto esse período sem títulos. Então, eu sei o que representa para o torcedor que vinha querendo isso. Venho atuando como titular desde 2014 e fiquei muito feliz com essa conquista”.

Volta natural aos grandes títulos

“Eu espero por isso. Nosso grupo está maduro e preparado para manter o nível de atuação que apresentamos nas fases decisivas da Copa do Brasil. Nossos enfrentamentos com Palmeiras, Cruzeiro e Atlético-MG mostram que temos condições de pensar em resultados positivos no futuro. Claro que é preciso ajustar algumas coisas, mas temos uma base que nos deixa confiantes”.

Permanência e projeção para 2017

“Espero um 2017 muito bom. Que a gente consiga manter esse ambiente positivo entre os gremistas. Meu contrato com o Grêmio vai até 2020 e agora quero curtir essa conquista importante em 2016. Espero que isso sirva de impulso para 2017”.

Importância de Renato na conquista

“Renato é um treinador que mantém o ambiente sempre muito positivo e com muita confiança. Acho que ele tem um peso importante, pela mobilização que trouxe em tão curto espaço de tempo e pela rapidez como transmitiu suas ideias táticas. Mas não podemos deixar de citar o bom trabalho que o Roger vinha desempenhando”.

Momento para destacar no título

“Eu cito dois momentos especiais para mim: a decisão por pênaltis contra o Atlético-PR e a defesa no primeiro tempo do jogo de ida da final, lá no Mineirão. Foram situações que poderiam ter mudado nossa trajetória na competição”.

Gol de Cazares na Arena

“Foi um belo gol. Eu cobrei a falta e estava voltando para o gol, mas o contra-ataque foi muito rápido. Aí entrou em cena a qualidade do Cazares, que pegou muito bem na bola e fez aquele golaço”.

Rebaixamento do Inter ajuda o Grêmio

“Esse é um tema delicado porque a rivalidade aqui no Rio Grande do Sul é muito grande. Posso falar da nossa conquista porque ela sim traz uma tranquilidade maior para todos”.

Marcelo Grohe tem mais de 300 jogos disputados pelo Grêmio.


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