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Diretor tem expectativa que Ponte fique acima do oitavo lugar no Brasileiro
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Alexandre Praetzel

A Ponte Preta teve um bom início de Campeonato Brasileiro. Está com dez pontos em 18 disputados e ocupa a quinta colocação. Tem três vitórias, um empate e duas derrotas. Claro que a disputa é longa e se manter entre os primeiros, não é fácil. O blog entrevistou o vice-presidente de futebol, Giovanni Dimarzio, sobre a perspectiva para um desempenho melhor, as contratações de veteranos e a luta do clube para se manter competitivo, diante de adversários mais poderosos. Acompanhem abaixo.

A Ponte prevê campanha superior aos últimos anos?

“A Ponte Preta sempre tenta evoluir, assim como todos os clubes. Terminamos no ano retrasado em 11º, ano passado em 8º. Acabamos evoluindo. A expectativa nesse ano é conseguir, sim, uma campanha melhor do que o oitavo lugar. Sabemos das dificuldades, enfrentamos times com receitas maiores. Porém, a Ponte Preta vem se fortalecendo, e a expectativa é, sim, fazer uma campanha melhor do que o ano passado”.

Investimentos em Sheik e Rodrigo valem a pena, mesmo com um campeonato desgastante?

“O Sheik vem mostrando a cada jogo que é um jogador diferenciado. Ele foi imprescindível para a vitória contra a Chapecoense, foi bem em campo, jogou os 90 minutos. É um excelente jogador, um líder, assim como o Rodrigo, que é outro líder dentro da equipe. Não temos a menor dúvida de que o investimento nesses jogadores ajuda muito na formação da equipe, na qualificação do elenco e no aspecto de liderança”.

Como a diretoria convive com a pressão do clube nunca ter sido campeão?

“É uma pressão que precisamos saber levar. É uma pressão que nós diretores também vivemos. Temos de saber levar de uma maneira que não atrapalhe. Se levar isso com muito afinco, em uma final, você não vai ter o melhor rendimento e não vai conseguir atingir o objetivo. A gente convive com isso, tenta tirar coisas boas, principalmente nas competições que temos condições de conquistar. Estamos trabalhando para isso (conquistar um título)”.

Qual é a projeção a médio e longo prazo com cotas bem menores que os adversários?

“A projeção, em médio prazo e com as cotas menores, é nas categorias de base. Trabalhamos sempre nesse sentido. A única forma que temos para nos equiparar a outros times é investir em jogadores das categorias de base, ter um retorno melhor, fazendo contratos mais longos. E esses jogadores se concretizarem como grandes atletas, dando um retorno técnico e financeiro para o clube. Nesse ano, temos seis jogadores da base no profissional, negociamos o Ravanelli com um time russo. A ideia é ter uma categoria de base forte para conseguirmos revelar novas promessas e ter um retorno técnico e financeiro”.

Quem a Ponte coloca como destaque da equipe surgindo da base?

“Temos jogadores que surgem como promessas. Entre jogadores que já estão no time principal, tem o Jeferson, lateral-direito, que vem jogando várias vezes, disputou as finais do Campeonato Paulista e foi muito bem. Tem o Matheus Jesus, que é um excelente jogador, o Ravanelli, que foi negociado com a Rússia. Tem jogadores da base que ajudam no time principal, isso é muito importante. A categoria de base da Ponte no Sub-17 tem dez vitórias seguidas no Campeonato Paulista, está em primeiro lugar. Temos vários jogadores que inclusive estão sendo convocados para a seleção. Tem o goleiro Ivan, que foi para o profissional. Temos boas promessas que têm sido aproveitadas e outras que ainda estão surgindo”.

A Ponte Preta foi vice-campeão paulista, em 2017. O técnico Gilson Kleina está treinando o time pela segunda vez, depois de uma primeira passagem vitoriosa, quando colocou a equipe na Série A do Brasileiro. Nesta quarta-feira, a Ponte enfrenta o Flamengo, no Rio de Janeiro.


Técnico do Coritiba prevê campanha melhor com atual elenco no Brasileiro
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Alexandre Praetzel

O Coritiba somou nove pontos em 12 disputados e chamou a atenção neste início de Campeonato Brasileiro. Na derrota para o Santos, foi superior na Vila Belmiro e não venceu pela grande atuação do goleiro Vanderlei. O time é comandado por Pachequinho, ex-atacante e ídolo do clube nas décadas de 80 e 90. O blog entrevistou o treinador sobre o desafio de ser efetivo, a projeção para a competição e a busca por resultados melhores, depois de anos lutando apenas para não ser rebaixado. Acompanhem abaixo.

Depois de anos no clube, o desafio de ser técnico efetivo se torna ainda maior?

“A vida de um treinador, ela sempre é um desafio, né. E para mim, que moro em Curitiba, que joguei no clube, trabalhei em categorias de base, como auxiliar técnico e técnico interino, é um desafio ser efetivado justamente porque você tem a tua cobrança de que aconteçam os melhores resultados, vitórias venham, as conquistas e a pressão e cobranças vêm ai mesmo tempo. É um desafio, mas estou no futebol há muito tempo e vejo que o momento chegou espero que minha carreira dure um bom tempo”.

Como defines o elenco do Coritiba hoje?

“Um elenco equilibrado, onde cada setor do campo nós temos opções e opções com qualidade. A equipe não perde muito quando surgem as possibilidades de alterações ou lesões que acontecem numa competição longa. Então, eu vejo uma equipe equilibrada e muito melhor que os anos anteriores, no aspecto de elenco e os resultados estão provando isso”.

Nos últimos anos, o Coritiba vem lutando para não cair. A tendência é essa para este ano?

“É mudar esse histórico. A tendência é fazer um ano melhor e nós conseguimos com o título estadual, criar esta confiança, criar esse otimismo e os atletas estão muito focados num ano melhor. A união dentro do clube é muito forte, muito grande. O trabalho, em relação ao futebol e aos jogadores, eles vêm dando o máximo, se empenhando não só nos treinamentos como nos jogos e todos estão muito fechados para buscar um ano muito melhor. A sequência e regularidade são fatores que vão contribuir para um futuro melhor do Coritiba”.

Os pontos corridos indicam times com mais recursos como vencedores. É utopia pensar em título?

“Eu acho que o Coritiba tem que pensar jogo a jogo. O título é consequência de uma temporada boa, de um investimento do clube em atletas que possam estar à disposição, que fortaleçam mais o elenco e é isso que já buscamos, muito diferente de anos anteriores, que nós tínhamos algumas dificuldades com relação à composição do elenco. A temporada é longa, são 38 rodadas e já passaram quatro. A regularidade das equipes que não sejam as principais candidatas ao título, tem que ter sequência de vitórias, buscar resultados fora, padrão de jogo definido sem alterar e ter as peças interessantes para poder montar uma equipe forte. De acordo com este ano, planejamos jogo a jogo, conseguir esses objetivos, primeiro vencer, buscar resultados importantes e pensar mais para o final, o que vai acontecer”.

Qual teu modelo de jogo e filosofia de trabalho?

“Primeiro, é uma equipe competitiva, que jogue dentro e fora de casa da mesma maneira. Tem o comportamento de atacar e defender. Muito agrupada, muito próxima e sabendo o que faz dentro de campo. Na hora de marcar, todo mundo ser humilde, voltar e recuar, pressionar muito o adversário para não ter liberdade. E na hora de atacar, todos com o objetivo de dar opções aos companheiros, chegar na frente com força e envolver o adversário, criando oportunidades. Então, é uma equipe equilibrada que joga, muito daquilo que faz no Couto Pereira, joga também com inteligência e sabedoria, fora de casa, porque alguns jogos são pontuais, que você precisa ter mais atenção e humildade na marcação”.

O Coritiba enfrenta o Palmeiras, nesta quarta-feira, no Couto Pereira. O meia Matheus Galdezani, 25 anos, apareceu como destaque nos jogos iniciais. O elenco ainda conta com nomes experientes como Wilson, Werley, Alan Santos, Anderson, Kléber e Alecssandro.


Vitor Bueno é a revelação do Brasileiro. Meia quer fazer história no Santos
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Alexandre Praetzel

Vitor Bueno é a revelação do Campeonato Brasileiro. Aos 23 anos, o meia tornou-se titular do Santos com um ano e meio de clube. A trajetória repentina mostrou um meia de talento e gols bonitos. Com dez gols, luta pela artilharia da competição. Chegou para o Sub-23 do Santos, vindo do Botafogo de Ribeirão Preto. Após alguns treinos, foi promovido ao grupo principal pelo técnico Dorival Jr. Acompanhem a entrevista exclusiva ao blog.

Revelação do Brasileiro

“Não me considero ainda a revelação. Sei que sou um dos candidatos. Estou brigando por isso. Não é o meu objetivo principal, caso aconteça, vou ficar muito feliz e honrado”.

Mudança de patamar no Santos

“Foi tudo muito rápido. Cheguei mais ou menos ao Santos, um ano e três meses atrás. Professor Dorival acabou me puxando para a equipe principal, depois de um ou dois meses que estava no Sub-23 e as coisas aconteceram naturalmente. Não joguei muito no ano passado, mas foi bom. Me preparei para esse ano e está aí o resultado. Estou muito feliz com tudo que vem acontecendo”.

Substituto de Lucas Lima como principal meia

“Acho que são características diferentes. Nessa função agora que eu estou fazendo, estou jogando um pouco aberto, mas também posso fazer a função que ele faz, por dentro. Em alguns jogos, a gente troca. O professor passa essa liberdade para nós. Ele abre e eu venho por dentro. Caso aconteça dele sair e o professor me utilizar por dentro, não vou sentir porque sempre foi a minha posição”.

Luta pelo título brasileiro

“Não podemos largar. Sabemos que é muito difícil. São nove pontos em sete jogos, mas a gente já viu de tudo no futebol né. Então, vamos fazer o nosso. É claro, não sendo hipócrita em falar, temos que secar os de cima para caso eles tropecem, a gente ganhe os jogos e chegar”.

Favorito na Copa do Brasil

“Não dá para dizer. Temos equipes bastante qualificadas. Mas posso falar que viemos bem fortes para essa competição”.

Grupo completo estaria líder do Brasileiro

“Perdemos alguns jogadores para a seleção brasileira, alguns por lesão. Não que o nosso elenco também não seja um dos melhores. É diferente. Acho que é muito bom também, mas é difícil um jogador que sai, por exemplo, por alguma lesão ou seleção brasileira, e outro que entra até ganhar ritmo de jogo, ganhar essa confiança. Não é um ou dois jogos, precisa no mínimo quatro, cinco. Então, a gente sentiu um pouco isso. Com certeza, se estivesse completo, estaríamos numa melhor posição”.

Carreira no Santos ou transferência para o exterior

“Meu pensamento não é de sair agora, mas a gente sabe que tudo pode acontecer. Não é o meu pensamento. Quero ficar no Santos. Quero fazer história. Ganhar títulos para sim, depois, pensar no futebol europeu”.

Vitor Bueno renovou contrato com o Santos por cinco anos. O clube tem 60% dos direitos econômicos. O restante é dividido entre o jogador e seus empresários. O Santos é o quarto colocado no Brasileiro com 55 pontos, nove atrás do líder Palmeiras. Na Copa do Brasil, o time decide uma vaga nas semifinais contra o Inter, nesta quarta-feira, em Porto Alegre. No primeiro confronto, o Santos venceu por 2 a 1.


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