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Chape foi gigante. São Paulo não mereceu mais que 50 pontos
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Alexandre Praetzel

Terminou o Campeonato Brasileiro de 2017. Acompanhei a última rodada com total atenção. Comentei o empate entre Santos e Avaí, na Vila Belmiro. O time catarinense esteve vivo até o final, precisando de um gol para permanecer na Série A. Não conseguiu pela falta de qualidade dos seus jogadores. Volta para a Série B, com Coritiba, Ponte Preta e Atlético-GO.

O grande destaque foi a Chapecoense. Um ano depois da tragédia que vitimou diretoria, comissão técnica e elenco, a Chape está classificada para a pré-Libertadores e consegue sua melhor colocação nos pontos corridos, com a oitava posição. Um resultado espetacular por tudo que a Chape passou. Montou um grupo às pressas, conviveu com troca de treinadores e viveu a pressão de não ser rebaixada, porque esse era o grande desafio: não cair, depois de tudo. O trabalho merece ser enaltecido. É um recomeço de verdade. Vida longa à Chapecoense.

Entre as decepções, Atlético-MG e São Paulo ganharam de goleada. O Galo foi um arremedo de equipe, desde o início da competição. Teve três técnicos e conseguiu um pouco de regularidade com Oswaldo de Oliveira. Chegar à Libertadores, via G9, é protocolar, mas sem o que comemorar. Temporada ruim e torcida pelo Flamengo.

O São Paulo parou nos 50 pontos, mesma pontuação de 2013, quando também foi ameaçado de rebaixamento. Muito pouco, mas a realidade tricolor. A diretoria negociou bons valores em meio ao torneio e ainda demitiu Rogério Ceni, gerando insegurança no vestiário. Dorival Jr. assumiu sob pressão e com quase um time de contratações. Remontou a equipe, mas o sofrimento era esperado. Em nenhum momento, a Libertadores foi algo real, pelas atuações. Pelo G9, sim. Mas só por isso.

Nos últimos cinco anos, o São Paulo lutou contra três quedas. Esse papo de “time grande não cai”, é uma falácia. Planeja mal e brinca com o futebol, que a queda vem à galope. O torcedor foi o craque do ano, mas ele não entra em campo. É preciso ter consideração com quem apoiou em todos os momentos. Porque uma hora, todo mundo larga de mão. Não se brinca com o sentimento de quem paga ingresso. Que 2018 seja bem melhor.

Para fechar, parabéns ao Vasco, sétimo colocado e na pré-Libertadores e uma vaia para o Botafogo, que despencou nas rodadas finais, entregando uma vaga praticamente certa no torneio sul-americano.


Cássio minimiza pressão, mas admite que será um vexame perder o título
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Alexandre Praetzel

O Corinthians viu sua liderança do Brasileiro cair de 12 e 14 pontos para seis, em relação a Palmeiras e Santos. O sinal de alerta foi ligado e os jogadores prometeram uma resposta aos torcedores, irritados com a queda técnica da equipe. Reuniões com uniformizados, antecipação de concentração e presença de dirigentes nas entrevistas, mostraram que o Corinthians está preocupado com a situação. O blog fez uma entrevista exclusiva com o goleiro Cássio sobre a instabilidade dos últimos jogos, o ambiente do clube e a projeção até o final da temporada, positiva ou negativa. Confira a seguir.

Corinthians caiu mesmo de produção ou isso é coisa da imprensa?

Eu acho que a gente fez um primeiro turno acima do normal. No segundo turno, a gente tem errado mais do que o normal, a gente vem tomando alguns gols em erros e esses erros vem custando a vitória. Estamos tranquilos, trabalhando bastante para não acontecer mais esses erros. Temos um jogo importante neste domingo para a gente fazer um grande jogo e conseguir a vitória.

Houve acomodação com a distância que o Corinthians teve na classificação?

Eu acho que não. Muitas vezes a gente não fez um bom resultado e os outros não conseguiram fazer o resultado. Acho que hoje ainda a gente tem uma situação confortável de seis pontos, mais o confronto direto com a equipe que está em segundo, mas é de suma importância a gente já fazer nosso resultado neste próximo jogo, ganhar e fazer um jogo consistente.

Você acha que o empate é um bom resultado?

Não, nós vamos em busca da vitória. Com todo o respeito a Ponte Preta, é um jogo bastante difícil, sempre que a gente vai lá é um jogo difícil, mas o Corinthians vai em busca dos três pontos. Está na reta final, falta pouco para acabar o campeonato, nós temos que continuar com a mesma mentalidade que nós tínhamos e ir em busca da vitória sempre.

Reunião com uniformizados e antecipação da concentração são sintomas de pressão ou não?

A gente não vê dessa maneira. Se tu fores pegar jogos decisivos, a gente sempre concentra antes, sempre se prepara mais. Descanso é importante ainda mais no final de temporada, mais que treinamento porque tu consegue ver mais vídeos, até mais do que treinar para estar 100% nos jogos. Teve a conversa sim com o pessoal das organizadas, em nenhum momento eles foram lá ameaçar ou fazer algum tipo de pressão. Eles foram para apoiar, até porque saíram algumas coisas na internet, que eles poderiam fazer protesto, poderiam querer ir lá fazer alguma confusão, e isso foi para esclarecer e reforçar o apoio que eles têm sobre o time, o apoio que eles vão fazer para o Corinthians e fora de campo para nosso time se sentir mais confortável e o Corinthians buscar o titulo até o final da temporada.

Se perder o título, será um dos maiores vexames da história?

Com certeza. A gente sabe que fez um grande primeiro turno e o segundo turno a gente acabou somando pouco. Lógico, se não ganhar o título vai ser uma frustração, isso não quer dizer que existe mais pressão em cima de nós. A gente joga no Corinthians, clube que tem pressão e tem que ter personalidade para encarar isso de frente. Acho que não está na situação que muitos estão falando, que o Corinthians já não é campeão. Cada um tem sua opinião. Lá no Corinthians, a gente tem total confiança no nosso trabalho, o que a gente vem fazendo no dia a dia e convicção que a gente pode ser campeão, mas acho que é com trabalho, dando poucas chances para os adversários e quando tiver chances, tentar matar o jogo e jogar da mesma maneira que a gente sempre jogou.

O que está mais fácil hoje: você ser campeão brasileiro ou ir para a Copa do Mundo?

(Risos) Eu acho que é o momento. O momento é o Brasileiro. A gente vem na liderança, com seis pontos, vamos viver o momento porque as chances de acontecer no futuro são maiores. O momento é a gente liderando em busca do título.

Conhecendo o Tite há anos, você sente que está bem encaminhado para a Copa do Mundo?

Não, é difícil. Falta muito tempo. Eu sei que o que me levou para a Seleção, não foi eu ter jogado com o Tite, foi eu ter desempenhado bem meu papel no Corinthians com ele, esse ano retomado, ter um ano de regularidade. Então, para eu ter uma chance, poder ir para a Copa do Mundo, tenho que ser regular e fazer meu trabalho bem feito no Corinthians.

Você é parceiro do Walter. Ele vai ficar no Corinthians, em 2018?

Ah, não sei. Difícil né? Parceiros, parceiros, negócios à parte. Não sei exatamente qual é a situação dele. Eu já tive algumas situações que eu preferi não conversar com meus companheiros, eu sei como é que funcionam. Walter é um cara super bacana, os empresários dele. Não sei o que vai acontecer e o que pode acontecer no ano que vem.

E o Pablo vai ficar?

Esperamos que sim. É um jogador que tem muita qualidade. É outra situação também que eu não sei. Ouvi muito disse me disse, não sei com está o andamento das negociações, não cabe a mim saber. Acho que é uma coisa muito particular do jogador. Cada um trata das coisas a sua maneira e ele, juntamente com seu empresário e a diretoria do Corinthians, espero que ele continue no Corinthians, no ano que vem, mas sobre a situação dele é difícil de falar e opinar, mas é um jogador que tem nos ajudado muito.

Tem alguma chance de você sair?

Não, não. Estou muito feliz no Corinthians, estou bem. Tenho identificação e um bom tempo. Já começamos a conversar para estender meu contrato. Então, minha meta é ficar no Corinthians.

Carille é um mini-Tite?

Pode ser do tamanho do Tite. Tem tudo para isso. Vem trabalhando, se dedicando. É um treinador inteligente, tentando evoluir, melhorar e o mais importante, é que tem muita humildade, se mantém a mesma pessoa quando era um auxiliar técnico. É um treinador que tem o total respeito, pegou o Corinthians numa situação muito complicada pelo elenco e conseguiu montar o time, organizar. Acho que é um cara que tem muito a crescer e está no caminho certo.

Cássio chegou ao Corinthians, em 2012. Assumiu a condição de titular, após a disputa do Paulista daquele ano. Já disputou 306 jogos e tem contrato até o final de 2019. Conquistou dois Paulistas, Libertadores da América, Brasileiro, Mundial Interclubes e Recopa Sul-Americana.


Luan: “Palmeiras é o maior time do Brasil. Ninguém quer derrubar o Cuca”
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Alexandre Praetzel

A semana começa com o Palmeiras acreditando numa arrancada para ainda sonhar com algo maior, no Campeonato Brasileiro. Os jogadores acreditam na qualidade do elenco e na recuperação técnica da equipe, para encostar definitivamente, nos primeiros colocados. O zagueiro Luan acha que os melhores estão na Academia de Futebol e que todo mundo quer atuar pelo Verdão. O blog entrevistou o jogador sobre a retomada do bom futebol, o ambiente no clube e a busca por resultados imediatos, esperados pela torcida. Confira a seguir.

Palmeiras tem time para ficar em segundo lugar no Brasileiro, pelo menos?

Claro. Na minha opinião, os melhores jogadores estão aqui. As vezes, as coisas não acontecem, não encaixam, mas não é porque aqui ninguém sabe jogar, é porque as coisas não acontecem mesmo. Mas tenho certeza que a partir de um clássico, que te dá confiança, que você ganha, jogando bem, as coisas podem começar a acontecer para nós. Aproveitar que a gente tem esse tempo para trabalhar, entrosar, não sofrer esses gols bobos que a gente vem sofrendo e conseguir mais vitórias no campeonato.

No clássico contra o São Paulo, você jogou por toda a defesa?

Não. Não vejo assim. Todo o time tem os seus méritos. Aqui no Palmeiras é assim, o mérito é de todos, inclusive da direção e do treinador. Aqui não tem ninguém, como algumas pessoas dizem, de corpo mole, querendo derrubar o Cuca, o Mattos ou o presidente. A gente é muito amigo aqui, só que as vezes, as coisas não acontecem e as pessoas procuram problemas. Eu creio que resultado alimenta ambiente e só ganhando que a gente afasta essas coisas daqui.

Vitória em clássico é bom também para retomar convicções que ficaram abaladas com as eliminações recentes?

É óbvio. Os jogadores que chegaram ou os que estão aqui, querem mostrar seu trabalho. Eu sou um deles e os que estão aqui também querem permanecer jogando bem, porque o Palmeiras é a maior equipe do Brasil e todo mundo quer estar aqui, jogadores que atuam em outros times, querem estar aqui. A gente sabe que precisa melhorar muito ainda para buscar nossos objetivos na competição.

Há um arrependimento por vocês terem largado um pouco o Brasileiro?

Ninguém largou. É um campeonato muito difícil. É verdade que com mais cinco ou seis pontos, estaríamos buscando o Corinthians e se estivéssemos com cinco ou seis pontos a menos, estaríamos perto da zona de rebaixamento. O campeonato é muito difícil. Nós perdemos um jogo para a Chapecoense, que estava na zona e ganhamos do Sport, fora de casa, que estava mais acima. A gente não pode oscilar. Tem que manter uma regularidade boa e fazer grandes jogos para a que a gente possa ganhar.

O Palmeiras está na quarta colocação com 36 pontos, 14 atrás do Corinthians, sete do Grêmio e dois do Santos. O time enfrenta o Atlético-MG, sábado, em Belo Horizonte.


Bruno Henrique vê mais confiança no Palmeiras para alcançar seu ex-time
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras segue 14 pontos atrás do Corinthians, mas há otimismo de que uma reação espetacular pode acontecer no Campeonato Brasileiro. Os jogadores adotaram um tom positivo nas entrevistas, entendendo que o elenco palmeirense pode fazer a diferença. O blog conversou com Bruno Henrique, ex-atleta do Corinthians e hoje volante do Verdão, a respeito do momento da equipe e da tentativa de buscar algo maior na competição. Confira a seguir.

Você já passou pelo Corinthians. Achas que dá para buscar o Corinthians, 14 pontos atrás no Brasileiro?

Difícil, mas tudo pode acontecer. A gente já teve históricos de times, que quando largaram muito na frente, acabaram bobeando, com uma sequência ruim, e outros times acabam encostando. No futebol, nada é impossível. A gente sabe disso, mas está pensando jogo a jogo. Depois de dois, três resultados ruins, esse jogo com o São Paulo era importantíssimo para a gente poder dar sequência para o campeonato, dar confiança para nós e para os torcedores e fortalecer ainda mais nosso grupo. Então, a gente está focado e todo mundo ficou feliz com a vitória. A gente vai ter um tempinho agora para poder trabalhar e tem bastante coisa para a gente acertar.

Uma vitória num clássico serve para recolocar o time numa briga maior no campeonato?

Sim. Sabemos que o clássico é um jogo diferente, que te dá uma confiança a mais. Se você perde, fica um pouco mais difícil para trabalhar. Se você ganha, dá uma confiança a mais para o grupo. Foi um jogo onde quem entrou, deu uma resposta muito boa. Isso fortalece o grupo para a gente ter uma boa sequência, nesses 15 dias de trabalho.

Houve discurso interno de que o Brasileiro deveria ficar em segundo plano, em algum momento?

Não, não. Em segundo plano, não. Nós priorizávamos todas as competições em que estávamos disputando, principalmente, porque nosso elenco tem bastante jogadores. Infelizmente, saímos de dois campeonatos, com dois empates, nas penalidades, atípicos, que podem acontecer. Vínhamos fazendo um bom campeonato brasileiro, não estamos tão mal assim. Tivemos alguns tropeços duas, três rodadas atrás, que deram uma instabilidade pelo fato da desclassificação. Então, isso cria bastante dúvida, é normal no futebol. Não teve priorização nenhuma. A gente tem que vencer, independentemente do campeonato.

Na próxima rodada, o Palmeiras enfrenta o Atlético, em Belo Horizonte, enquanto o Corinthians pega o Santos, na Vila Belmiro. O Palmeiras está quatro pontos atrás do Grêmio, segundo colocado, e dois do Santos, terceiro colocado.


Diretor tem expectativa que Ponte fique acima do oitavo lugar no Brasileiro
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Alexandre Praetzel

A Ponte Preta teve um bom início de Campeonato Brasileiro. Está com dez pontos em 18 disputados e ocupa a quinta colocação. Tem três vitórias, um empate e duas derrotas. Claro que a disputa é longa e se manter entre os primeiros, não é fácil. O blog entrevistou o vice-presidente de futebol, Giovanni Dimarzio, sobre a perspectiva para um desempenho melhor, as contratações de veteranos e a luta do clube para se manter competitivo, diante de adversários mais poderosos. Acompanhem abaixo.

A Ponte prevê campanha superior aos últimos anos?

“A Ponte Preta sempre tenta evoluir, assim como todos os clubes. Terminamos no ano retrasado em 11º, ano passado em 8º. Acabamos evoluindo. A expectativa nesse ano é conseguir, sim, uma campanha melhor do que o oitavo lugar. Sabemos das dificuldades, enfrentamos times com receitas maiores. Porém, a Ponte Preta vem se fortalecendo, e a expectativa é, sim, fazer uma campanha melhor do que o ano passado”.

Investimentos em Sheik e Rodrigo valem a pena, mesmo com um campeonato desgastante?

“O Sheik vem mostrando a cada jogo que é um jogador diferenciado. Ele foi imprescindível para a vitória contra a Chapecoense, foi bem em campo, jogou os 90 minutos. É um excelente jogador, um líder, assim como o Rodrigo, que é outro líder dentro da equipe. Não temos a menor dúvida de que o investimento nesses jogadores ajuda muito na formação da equipe, na qualificação do elenco e no aspecto de liderança”.

Como a diretoria convive com a pressão do clube nunca ter sido campeão?

“É uma pressão que precisamos saber levar. É uma pressão que nós diretores também vivemos. Temos de saber levar de uma maneira que não atrapalhe. Se levar isso com muito afinco, em uma final, você não vai ter o melhor rendimento e não vai conseguir atingir o objetivo. A gente convive com isso, tenta tirar coisas boas, principalmente nas competições que temos condições de conquistar. Estamos trabalhando para isso (conquistar um título)”.

Qual é a projeção a médio e longo prazo com cotas bem menores que os adversários?

“A projeção, em médio prazo e com as cotas menores, é nas categorias de base. Trabalhamos sempre nesse sentido. A única forma que temos para nos equiparar a outros times é investir em jogadores das categorias de base, ter um retorno melhor, fazendo contratos mais longos. E esses jogadores se concretizarem como grandes atletas, dando um retorno técnico e financeiro para o clube. Nesse ano, temos seis jogadores da base no profissional, negociamos o Ravanelli com um time russo. A ideia é ter uma categoria de base forte para conseguirmos revelar novas promessas e ter um retorno técnico e financeiro”.

Quem a Ponte coloca como destaque da equipe surgindo da base?

“Temos jogadores que surgem como promessas. Entre jogadores que já estão no time principal, tem o Jeferson, lateral-direito, que vem jogando várias vezes, disputou as finais do Campeonato Paulista e foi muito bem. Tem o Matheus Jesus, que é um excelente jogador, o Ravanelli, que foi negociado com a Rússia. Tem jogadores da base que ajudam no time principal, isso é muito importante. A categoria de base da Ponte no Sub-17 tem dez vitórias seguidas no Campeonato Paulista, está em primeiro lugar. Temos vários jogadores que inclusive estão sendo convocados para a seleção. Tem o goleiro Ivan, que foi para o profissional. Temos boas promessas que têm sido aproveitadas e outras que ainda estão surgindo”.

A Ponte Preta foi vice-campeão paulista, em 2017. O técnico Gilson Kleina está treinando o time pela segunda vez, depois de uma primeira passagem vitoriosa, quando colocou a equipe na Série A do Brasileiro. Nesta quarta-feira, a Ponte enfrenta o Flamengo, no Rio de Janeiro.


Técnico do Coritiba prevê campanha melhor com atual elenco no Brasileiro
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Alexandre Praetzel

O Coritiba somou nove pontos em 12 disputados e chamou a atenção neste início de Campeonato Brasileiro. Na derrota para o Santos, foi superior na Vila Belmiro e não venceu pela grande atuação do goleiro Vanderlei. O time é comandado por Pachequinho, ex-atacante e ídolo do clube nas décadas de 80 e 90. O blog entrevistou o treinador sobre o desafio de ser efetivo, a projeção para a competição e a busca por resultados melhores, depois de anos lutando apenas para não ser rebaixado. Acompanhem abaixo.

Depois de anos no clube, o desafio de ser técnico efetivo se torna ainda maior?

“A vida de um treinador, ela sempre é um desafio, né. E para mim, que moro em Curitiba, que joguei no clube, trabalhei em categorias de base, como auxiliar técnico e técnico interino, é um desafio ser efetivado justamente porque você tem a tua cobrança de que aconteçam os melhores resultados, vitórias venham, as conquistas e a pressão e cobranças vêm ai mesmo tempo. É um desafio, mas estou no futebol há muito tempo e vejo que o momento chegou espero que minha carreira dure um bom tempo”.

Como defines o elenco do Coritiba hoje?

“Um elenco equilibrado, onde cada setor do campo nós temos opções e opções com qualidade. A equipe não perde muito quando surgem as possibilidades de alterações ou lesões que acontecem numa competição longa. Então, eu vejo uma equipe equilibrada e muito melhor que os anos anteriores, no aspecto de elenco e os resultados estão provando isso”.

Nos últimos anos, o Coritiba vem lutando para não cair. A tendência é essa para este ano?

“É mudar esse histórico. A tendência é fazer um ano melhor e nós conseguimos com o título estadual, criar esta confiança, criar esse otimismo e os atletas estão muito focados num ano melhor. A união dentro do clube é muito forte, muito grande. O trabalho, em relação ao futebol e aos jogadores, eles vêm dando o máximo, se empenhando não só nos treinamentos como nos jogos e todos estão muito fechados para buscar um ano muito melhor. A sequência e regularidade são fatores que vão contribuir para um futuro melhor do Coritiba”.

Os pontos corridos indicam times com mais recursos como vencedores. É utopia pensar em título?

“Eu acho que o Coritiba tem que pensar jogo a jogo. O título é consequência de uma temporada boa, de um investimento do clube em atletas que possam estar à disposição, que fortaleçam mais o elenco e é isso que já buscamos, muito diferente de anos anteriores, que nós tínhamos algumas dificuldades com relação à composição do elenco. A temporada é longa, são 38 rodadas e já passaram quatro. A regularidade das equipes que não sejam as principais candidatas ao título, tem que ter sequência de vitórias, buscar resultados fora, padrão de jogo definido sem alterar e ter as peças interessantes para poder montar uma equipe forte. De acordo com este ano, planejamos jogo a jogo, conseguir esses objetivos, primeiro vencer, buscar resultados importantes e pensar mais para o final, o que vai acontecer”.

Qual teu modelo de jogo e filosofia de trabalho?

“Primeiro, é uma equipe competitiva, que jogue dentro e fora de casa da mesma maneira. Tem o comportamento de atacar e defender. Muito agrupada, muito próxima e sabendo o que faz dentro de campo. Na hora de marcar, todo mundo ser humilde, voltar e recuar, pressionar muito o adversário para não ter liberdade. E na hora de atacar, todos com o objetivo de dar opções aos companheiros, chegar na frente com força e envolver o adversário, criando oportunidades. Então, é uma equipe equilibrada que joga, muito daquilo que faz no Couto Pereira, joga também com inteligência e sabedoria, fora de casa, porque alguns jogos são pontuais, que você precisa ter mais atenção e humildade na marcação”.

O Coritiba enfrenta o Palmeiras, nesta quarta-feira, no Couto Pereira. O meia Matheus Galdezani, 25 anos, apareceu como destaque nos jogos iniciais. O elenco ainda conta com nomes experientes como Wilson, Werley, Alan Santos, Anderson, Kléber e Alecssandro.


Vitor Bueno é a revelação do Brasileiro. Meia quer fazer história no Santos
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Alexandre Praetzel

Vitor Bueno é a revelação do Campeonato Brasileiro. Aos 23 anos, o meia tornou-se titular do Santos com um ano e meio de clube. A trajetória repentina mostrou um meia de talento e gols bonitos. Com dez gols, luta pela artilharia da competição. Chegou para o Sub-23 do Santos, vindo do Botafogo de Ribeirão Preto. Após alguns treinos, foi promovido ao grupo principal pelo técnico Dorival Jr. Acompanhem a entrevista exclusiva ao blog.

Revelação do Brasileiro

“Não me considero ainda a revelação. Sei que sou um dos candidatos. Estou brigando por isso. Não é o meu objetivo principal, caso aconteça, vou ficar muito feliz e honrado”.

Mudança de patamar no Santos

“Foi tudo muito rápido. Cheguei mais ou menos ao Santos, um ano e três meses atrás. Professor Dorival acabou me puxando para a equipe principal, depois de um ou dois meses que estava no Sub-23 e as coisas aconteceram naturalmente. Não joguei muito no ano passado, mas foi bom. Me preparei para esse ano e está aí o resultado. Estou muito feliz com tudo que vem acontecendo”.

Substituto de Lucas Lima como principal meia

“Acho que são características diferentes. Nessa função agora que eu estou fazendo, estou jogando um pouco aberto, mas também posso fazer a função que ele faz, por dentro. Em alguns jogos, a gente troca. O professor passa essa liberdade para nós. Ele abre e eu venho por dentro. Caso aconteça dele sair e o professor me utilizar por dentro, não vou sentir porque sempre foi a minha posição”.

Luta pelo título brasileiro

“Não podemos largar. Sabemos que é muito difícil. São nove pontos em sete jogos, mas a gente já viu de tudo no futebol né. Então, vamos fazer o nosso. É claro, não sendo hipócrita em falar, temos que secar os de cima para caso eles tropecem, a gente ganhe os jogos e chegar”.

Favorito na Copa do Brasil

“Não dá para dizer. Temos equipes bastante qualificadas. Mas posso falar que viemos bem fortes para essa competição”.

Grupo completo estaria líder do Brasileiro

“Perdemos alguns jogadores para a seleção brasileira, alguns por lesão. Não que o nosso elenco também não seja um dos melhores. É diferente. Acho que é muito bom também, mas é difícil um jogador que sai, por exemplo, por alguma lesão ou seleção brasileira, e outro que entra até ganhar ritmo de jogo, ganhar essa confiança. Não é um ou dois jogos, precisa no mínimo quatro, cinco. Então, a gente sentiu um pouco isso. Com certeza, se estivesse completo, estaríamos numa melhor posição”.

Carreira no Santos ou transferência para o exterior

“Meu pensamento não é de sair agora, mas a gente sabe que tudo pode acontecer. Não é o meu pensamento. Quero ficar no Santos. Quero fazer história. Ganhar títulos para sim, depois, pensar no futebol europeu”.

Vitor Bueno renovou contrato com o Santos por cinco anos. O clube tem 60% dos direitos econômicos. O restante é dividido entre o jogador e seus empresários. O Santos é o quarto colocado no Brasileiro com 55 pontos, nove atrás do líder Palmeiras. Na Copa do Brasil, o time decide uma vaga nas semifinais contra o Inter, nesta quarta-feira, em Porto Alegre. No primeiro confronto, o Santos venceu por 2 a 1.


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