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Botafogo e Santos quebraram a bola. Podiam jogar mais
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Alexandre Praetzel

Botafogo e Santos deixaram muito a desejar, no primeiro jogo das quartas-de-final do Paulista. Pouca criação e desempenho bem abaixo do esperado.

O Santos até perdeu um gol incrível com Rodrygo, depois da defesa do goleiro, após chute de Gabriel. Mas foi só. Foram quase 80 minutos de toques para o lado, bolas longas e falta de infiltrações nas áreas adversárias.

É verdade que o Santos jogou na quinta-feira e o Botafogo descansou. Mas nada justifica tantos erros e a falta de ambição. Parecia que as duas equipes aceitariam um 0 a 0, antes da bola rolar. Um dos piores jogos do Estadual. E numa fase decisiva.

Na Vila Belmiro, o Santos é favorito, mas precisa melhorar muito. Botafogo chega de sangue doce.


Qual o critério para contratar um técnico? Galo e Botafogo parecem perdidos
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Alexandre Praetzel

Nos últimos cinco dias, Atlético-MG e Botafogo demitiram seus técnicos. Oswaldo de Oliveira caiu pelo mau desempenho do time e a briga com o repórter Léo Gomide, da Rádio Inconfidência de Belo Horizonte. Felipe Conceição perdeu o emprego pelas eliminações na Copa do Brasil e Taça Guanabara. A curiosidade é que esses dois nomes foram bancados por dois novos presidentes. Sérgio Sette Câmara preferiu não mexer em Oswaldo e Nelson Mufarrej efetivou Felipe, achando que teria o mesmo sucesso de Jair Ventura, ex-auxiliar e técnico do time.

Um início de temporada capenga acabou com as convicções dos dois mandatários. Agora, buscam novos profissionais no mercado. E aí eu pergunto. Qual o critério para contratar um treinador?

Para mim, valem currículo, títulos, competência e, principalmente, trabalho. Oswaldo tinha os dois primeiros, mas perdeu os outros dois quesitos. Felipe só tinha o último e precisava de respaldo.

Hoje, existem vários nomes disponíveis, mas onde Galo e Botafogo fizeram contatos? O Galo sondou Cuca e Abel Braga e ouviu dois nãos. Dois nomes vitoriosos e com lastros para comandar vestiários e elencos experientes. Com as recusas, parece que o Galo ficou sem opções.

O Botafogo consultou Cuca e Marcelo Oliveira, de trajetórias recentes ruins, mas com três brasileiros e uma Copa do Brasil, de 2013 a 2016. Nessa, os currículos falaram mais alto, mas Cuca recusou e Marcelo pediu um salário fora da realidade botafoguense. Cuca indicou Alberto Valentim, ex-auxiliar do Palmeiras. Valentim é um pouco mais experiente do que Felipe. Será que vão apostar em outro auxiliar? Soaria bem incoerente, aos olhos da torcida.

E nessas horas, o torcedor tem muita influência nas decisões diretivas. Alguns jogam nomes na rede social para ver a repercussão. Dependendo do barulho, positivo ou negativo, contatos avançam ou não. O mercado oferece todo tipo de treinador. Adilson Batista, Vanderlei Luxemburgo, Jorginho, Dunga, Celso Roth, Felipão, Milton Mendes, Cuca, Marcelo Oliveira, Falcão, Jorginho “Cantinflas” e outros, estão à espera de propostas. A maioria já passou por vários clubes e querem grandes salários e garantias de trabalho.

Quantos desses nomes, a galera aprovaria? Alguns têm história, títulos e competência, mas esqueceram do trabalho. Outros trabalham muito, mas não conseguem resultados. Então, a escolha do técnico depende muito hoje da simpatia dos torcedores, uma certa identificação com o Clube e muito mais resultados do que trabalhos. É assim que eu vejo.

Se não houver nenhuma opção livre, vai da intuição do presidente ou do valor que ele pode pagar. Carille e Jair Ventura surgiram assim, com paciência e respaldo. Sem isso, podem colocar qualquer um, que permanecerá se vencer ou será mais um na conta dos demitidos, se acumular derrotas. Esse é o Brasil.


Mirassol e Palmeiras foi maior que Flamengo e Botafogo
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Alexandre Praetzel

Há anos que vemos o futebol carioca se deteriorar, através do Campeonato Estadual. De grandes clássicos e com uma fórmula de disputa atrativa, recentemente, o Cariocão hoje é uma penúria financeira. Sem o Maracanã e com os clubes cheios de birra para faturar, as rendas são rídiculas e o público pagante é pífio, perto do que já vimos em décadas passadas.

Sábado, Flamengo e Botafogo decidiram uma vaga na final da Taça Guanabara, primeiro turno do Estadual(que é sinônimo de título) para parcos 5.460 pagantes e 6.955 presentes, com renda de R$ 257.600,00, em Volta Redonda. Ticket médio de R$ 47,17. Não pode. Não dá. É vergonhoso. Mas quem se importa, no Rio de Janeiro?

O presidente da FERJ, Rubens Lopes, acha que é o maior torneio do Brasil. E os dirigentes dos participantes ouvem e não contestam essa barbaridade. O Engenhão recebeu a outra semifinal entre Boavista e Bangu. Reparem bem, o maior estádio sediou o menor jogo. O grande clássico foi para o interior. Não pode dar certo. E Fla e Botafogo não conseguiram entrar em acordo. Não se ajudam e preferem esse cenário lamentável.

A agonia financeira domina Botafogo, Vasco e Fluminense. A única exceção é o Flamengo, que consegue pagar suas contas e, finalmente, adotou uma postura racional na administração. O Botafogo parece querer seguir o mesmo caminho, ainda que sofra com receitas bem menores. Vasco e Fluminense estão em sérias dificuldades. O Flu teve menos de mil pagantes em duas partidas da primeira fase. Um quadro deprimente.

Ainda no sábado, às 19h, Mirassol e Palmeiras se enfrentaram em Mirassol, pela sexta rodada. Público pagante de 11.966 torcedores para arrecadação de R$ 667.048,00. Ticket médio de R$ 55,74. O dobro de público do clássico carioca e quase três vezes o valor arrecadado.

O Paulista também perdeu muito do seu valor, mas ainda respira com clubes mais organizados e situação financeira melhor. Mas não dá para aceitar que um Flamengo e Botafogo leve uma goleada dessas de um jogo do interior de São Paulo, mesmo com a força da torcida palmeirense.

Senhores presidentes dos grandes cariocas, não farão nada? Continuarão pagando para jogar um campeonato que não atrai ninguém? Nunca pensei que veria isso. Grandes marcas do futebol brasileiro jogando às moscas. E aceitando, isso que é mais triste.


Chape foi gigante. São Paulo não mereceu mais que 50 pontos
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Alexandre Praetzel

Terminou o Campeonato Brasileiro de 2017. Acompanhei a última rodada com total atenção. Comentei o empate entre Santos e Avaí, na Vila Belmiro. O time catarinense esteve vivo até o final, precisando de um gol para permanecer na Série A. Não conseguiu pela falta de qualidade dos seus jogadores. Volta para a Série B, com Coritiba, Ponte Preta e Atlético-GO.

O grande destaque foi a Chapecoense. Um ano depois da tragédia que vitimou diretoria, comissão técnica e elenco, a Chape está classificada para a pré-Libertadores e consegue sua melhor colocação nos pontos corridos, com a oitava posição. Um resultado espetacular por tudo que a Chape passou. Montou um grupo às pressas, conviveu com troca de treinadores e viveu a pressão de não ser rebaixada, porque esse era o grande desafio: não cair, depois de tudo. O trabalho merece ser enaltecido. É um recomeço de verdade. Vida longa à Chapecoense.

Entre as decepções, Atlético-MG e São Paulo ganharam de goleada. O Galo foi um arremedo de equipe, desde o início da competição. Teve três técnicos e conseguiu um pouco de regularidade com Oswaldo de Oliveira. Chegar à Libertadores, via G9, é protocolar, mas sem o que comemorar. Temporada ruim e torcida pelo Flamengo.

O São Paulo parou nos 50 pontos, mesma pontuação de 2013, quando também foi ameaçado de rebaixamento. Muito pouco, mas a realidade tricolor. A diretoria negociou bons valores em meio ao torneio e ainda demitiu Rogério Ceni, gerando insegurança no vestiário. Dorival Jr. assumiu sob pressão e com quase um time de contratações. Remontou a equipe, mas o sofrimento era esperado. Em nenhum momento, a Libertadores foi algo real, pelas atuações. Pelo G9, sim. Mas só por isso.

Nos últimos cinco anos, o São Paulo lutou contra três quedas. Esse papo de “time grande não cai”, é uma falácia. Planeja mal e brinca com o futebol, que a queda vem à galope. O torcedor foi o craque do ano, mas ele não entra em campo. É preciso ter consideração com quem apoiou em todos os momentos. Porque uma hora, todo mundo larga de mão. Não se brinca com o sentimento de quem paga ingresso. Que 2018 seja bem melhor.

Para fechar, parabéns ao Vasco, sétimo colocado e na pré-Libertadores e uma vaia para o Botafogo, que despencou nas rodadas finais, entregando uma vaga praticamente certa no torneio sul-americano.


Bruno Silva garante foco no Botafogo, mas não descarta ida para o Cruzeiro
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Alexandre Praetzel

Bruno Silva está entre os três melhores meias do Campeonato Brasileiro. Em qualquer enquete que elege os destaques da competição, aparece o nome do jogador do Botafogo. Aos 31 anos, Bruno pode trocar o time carioca pelo Cruzeiro, a partir de janeiro de 2018. O blog entrevistou Bruno com exclusividade, sobre a real possibilidade deste negócio. Confira a seguir.

Você vai para o Cruzeiro ou fica no Botafogo?

Cara, eu ainda não defini. Tem o interesse do Cruzeiro. Estão conversando com meu empresário, mas como eu falei desde o começo, eu estou focado em ajudar o Botafogo, a colocar o Botafogo na Libertadores, novamente. Acho que esse ano, a gente fez uma campanha que deixou um pouco a desejar. Não tem nada ainda definido. Agora, vamos conversar. A cabeça sempre esteve no Botafogo. Nunca mudei meu foco, quando falaram em certo momento que eu fiz corpo mole. Fico feliz pelo interesse. Acho que é normal, é sinal que meu trabalho foi bem feito. Vamos sentar, conversar e ver o que é melhor para todo mundo.

Veio tarde o reconhecimento do teu futebol, após passagens por alguns clubes?

Sim. Eu jogava em posição diferente também. Na Ponte Preta, Chapecoense e no próprio Atlético-PR, eu era o primeiro volante, que não tinha muita liberdade para sair. Com o Jair, acho que ele descobriu esse meu potencial. Nos treinos, ele pede para eu passar e eu consigo fazer isso. Fiz seis gols no Brasileiro para um volante. Sou volante. Muita gente fala que sou meia, mas não sou meia. Então, fiquei feliz pelo meu ano, pelo campeonato que eu pude fazer e ajudar o Botafogo. Continuar dando sequência agora numa posição que eu me sinto muito bem, que eu gosto muito de jogar.

Botafogo tem um novo presidente e os investimentos não devem aumentar. Isso influi na tua decisão de permanecer ou não?

Tenho contrato com o Botafogo. A gente não pode esquecer disso também. Independentemente de qualquer coisa, sou jogador do Botafogo. Como eu falei, tem o interesse. Estão conversando, mas hoje estou falando como jogador do Botafogo. Cruzeiro já procurou o Botafogo. Então, acho que é continuar trabalhando essa semana que tem aí. Quando acabar e a gente conseguir nosso objetivo, vamos conversar e ver o que é melhor para todo mundo.

Algum clube de São Paulo te procurou?

Não. Por enquanto, só o Cruzeiro falou com meu empresário.

Bruno Silva disputou 110 jogos pelo Botafogo e marcou 14 gols. Ele tem contrato até dezembro de 2018 e a multa rescisória é de R$ 20 milhões. O Botafogo tem 40% dos direitos econômicos. O restante é da Ponte Preta. Bruno Silva recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Palmeiras e não joga a última partida contra o próprio Cruzeiro, talvez, seu futuro time.


Corinthians perdeu a pegada e virou um time previsível, apesar da liderança
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Alexandre Praetzel

Escrevi aqui neste espaço, ontem, que o Corinthians entraria em campo pressionado pela primeira vez no Brasileiro, contra o Botafogo, no Rio de Janeiro. Líder com 59 pontos, o time de Fábio Carille sentiu a chegada próxima de dois rivais na classificação. Uma diferença que chegou a 12 e 14 pontos para Santos e Palmeiras, hoje caiu para seis pontos, com 24 a disputar e o confronto direto com o Verdão, em Itaquera.

Assisti atentamente ao jogo diante do Botafogo. O Corinthians teve alguns lampejos de qualidade, mas se mostrou bem distante do organizado conjunto do primeiro turno. A equipe perdeu a pegada e a recomposição rápida, características recentes muito fortes dos jogadores. Hoje, o Corinthians parece desgastado e previsível. Leva contra-ataques aos montes, com defesa exposta e meio-campo aberto, algo impensável anteriormente. É verdade que teve um pênalti a seu favor, não marcado pela arbitragem, mas em nenhum minuto foi superior ao Botafogo.

Relaxamento, falta de foco, soberba? Acho que não. O Corinthians chegou ao seu limite técnico. De um elenco limitado tecnicamente, que crescia com um jogo coletivo consistente, começou a padecer porque não conseguiu novas táticas e ideias, quando os adversários passaram a neutralizá-lo. E nomes normais, que viveram ótimas fases num time organizado, voltaram à realidade e caíram de produção, assim que começaram os tropeços. Óbvio que a vantagem ainda é boa. A questão é se o Corinthians irá conseguir administrá-la corretamente. Pegará Ponte Preta fora e Palmeiras, em casa. Poderá começar o confronto em Campinas, apenas três pontos à frente do Santos, que pega o São Paulo, sábado. Tudo é projeção, é verdade, mas o momento corintiano inspira cuidados. E isso se vê e ouve nas declarações de Carille.

Afinal, se o Corinthians perder o título mais ganho da história do Brasileiro, certamente se tornará também o maior vexame do nosso futebol interno. O que era inatingível, virou possibilidade, faltando oito rodadas.


Corinthians e Botafogo. Primeiro jogo com o líder mais pressionado
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Alexandre Praetzel

O Corinthians vive seus primeiros momentos de pressão no Campeonato Brasileiro. Entrará em campo nesta segunda-feira, sabendo que não pode perder para o Botafogo, tumultuando a campanha incontestável na competição.

Depois que fez 47 pontos em 57 disputados no primeiro turno, o Corinthians ficou tão distante de seus adversários, que parecia imbatível. Se falou até em título invicto, antes de perder para Vitória e Atlético-GO, duas equipes na zona de rebaixamento. Agora, parece que o Corinthians perdeu o encanto. Os números do segundo turno são ruins com três vitórias, três empates e quatro derrotas. Doze pontos ganhos em 30 disputados. A queda de produção do time é real e Fábio Carille não criou alternativas para a forma de jogar, já manjada pelos outros participantes.

Acho que o Corinthians será campeão e só depende de si. Até um empate será um bom resultado, subindo a vantagem para sete pontos, com 24 a jogar. O confronto será bem interessante porque o líder quer convencer e manter a tranquilidade diante de uma equipe muito comprometida, que busca a vaga direta para a Libertadores da América, em 2018.

Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Balbuena e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Rodriguinho e Jadson; Romero e Jô. Esta formação já foi considerada a melhor do Brasil. Eu nunca achei isso, mas a eficiência apresentada foi absurda. O coletivo sempre foi muito forte, superando as deficiências técnicas. Quando o conjunto não resolveu mais, a falta de qualidade apareceu com clareza.

Repito: o Corinthians só depende de si, mas nunca, em nenhum instante, entrou em campo enxergando os rivais logo atrás. Sempre tem a primeira vez. Resta saber se o Corinthians vai se abalar ou seguir sua caminhada tranquila rumo ao sétimo troféu de campeão. O Brasil estará de olho.


Victor Luís deixa futuro indefinido entre Palmeiras e Botafogo
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras pode ter o retorno do lateral Victor Luís, em 2018. O jogador tem apresentado bom desempenho pelo Botafogo, emprestado até dezembro, mas tem contrato com o Verdão até o fim de 2019. Em entrevista exclusiva ao blog, o jogador deixou o futuro aberto, esperando o entendimento entre os dois clubes. No Botafogo, Victor é titular. Confira a seguir.
Qual a razão para teres virado destaque do Botafogo, na lateral-esquerda?
Acho que o grande segredo de tudo foi o ambiente. Me deixou com a cabeça leve. A evolução veio também com a sequência que eu tive. Como jogador, atuando contra grandes times. Foi o amadurecimento do dia a dia, esse foi o grande segredo.
Como defines Jair Ventura? Ele é o grande técnico do futuro no Brasil?
Com certeza. É um cara que tem a mente muito nova, colocando o que ele conhece sobre futebol. Estudado, amigo dos jogadores, tem o grupo na mão. É o técnico do futuro do Brasil.
O que faltou para o Botafogo ganhar um grande título em 2017?
Acho que nós fizemos o que poderíamos como jogadores e com todo o staff. Nós estamos dando o melhor, não pensamos em priorizar só um campeonato, mas sempre procuramos dar o máximo em todos os campeonatos. Não largamos o Brasileiro e ainda temos oportunidade de brigar em cima. Focamos sempre em dar o melhor. Nós precisamos disso, mas estamos na briga e isso nos deixa feliz.
Qual tua ideia sobre 2018? Ficas no Botafogo ou voltas para o Palmeiras?
Essa pergunta sempre respondo da mesma maneira. Não sei o que pode acontecer porque o Botafogo tem a opção de compra. Então fica entre as duas partes. O jogador é o que menos tem o poder. Tem a relação entre os clubes e será decidido entre eles, para definir meu futuro. Deixei na mão deles porque tenho certeza que estarei num grande clube, independentemente do lugar.
Pode acontecer uma troca entre os dois clubes: você e Gatito?
Sinceramente, não sei. Desconheço. Até mim não chegou nada de uma possível troca. Está na mão dos dois clubes. Realmente não chegou nada a mim sobre isso.
Faltou paciência do Palmeiras para você ser titular do time?
Olha, acho que eu não era totalmente maduro ainda. Além de ser um mau momento de 2014, nós da base, João Pedro, Renato e Nathan, não escolhemos momento para subirmos. Na medida do possível, por ter acabado de subir e ter assumido a responsabilidade de ter jogado partidas importantes e manter o Palmeiras na Série A, nos colocou no cenário e trouxe amadurecimento, mas foi um pouco difícil estar jogando naquela situação. Em 2015, vi que não teria muitas oportunidades, preferi ser emprestado para ganhar experiência em outro clube. Fui para o Ceará e cresci como jogador e homem. Foi assim em 2016 e 2017. Me sinto bem melhor como jogador e pessoa e aprendi muito.
O que será decisivo para você definir teu futuro, por favor?
Acho que não tem porque ter pressa. São dois grandes clubes, não falo isso para fazer média. Realmente, deixei nas mãos dos clubes, mas quero ter a oportunidade de estar atuando e jogando. A realidade é essa, é o que eu realmente sinto,  independentemente onde for. Tenho a tranquilidade de trabalhar num lugar excelente.

Botafogo voltou a ter um pensamento grande e o respeito de todos os adversários?

Acho que esse crescimento que tivemos, as pessoas voltaram a respeitar mais o Botafogo. Isso foi mostrado e conquistado com dedicação, trabalho, respeito da diretoria e staff de todo o Botafogo. Fazendo nossa parte, conquistamos o respeito a partir do trabalho de todos no clube.

Aos 24 anos, Victor Luís já fez 76 jogos e dois gols pelo Botafogo, nas duas últimas temporadas. Em 2015, emprestado ao Ceará, disputou 27 partidas e marcou três gols.

Ontem, o Botafogo empatou com o Avaí, em Florianópolis. Tem 44 pontos, na sexta colocação do Campeonato Brasileiro. Segunda-feira, recebe o Corinthians, no estádio Nilton Santos.


Gatito sobre pênaltis: “Quando batem, o mundo para dois segundos para mim”
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Alexandre Praetzel

Roberto “Gatito” Fernández vem se destacando como titular do Botafogo, desde o início do ano. O goleiro paraguaio chama a atenção pela regularidade e por ser um “pegador” de pênaltis. Filho de “Gato” Fernández, ex-Inter e Palmeiras, disputa a posição com Jefferson, elogiado e considerado uma referência por Gatito. O blog conversou com Gatito, antes de se apresentar à Seleção do Paraguai, com chances de se classificar para a Copa do Mundo da Rússia. Acompanhem a seguir.

Deves permanecer no Botafogo em 2018?

Tenho contrato com o Botafogo até o final de 2018. Qualquer negociação ou proposta será analisada após o fim da temporada que estamos. O foco é total nesta reta final de Campeonato Brasileiro.

Palmeiras te procurou para ser reforço ano que vem?

Não tivemos conversas com o Palmeiras.

Como vês a concorrência com Jefferson pela posição?

Antes de mais nada, é um privilégio treinar e conviver todos os dias com Jefferson. Ele é uma referência no Brasil. Sempre vi a concorrência com ele como um grande desafio pessoal. Tenho que estar cada vez melhor e continuar tendo a oportunidade de jogar pelo Botafogo. Está sendo um ano maravilhoso e esta disputa saudável com o Jefferson só me fez evoluir ainda mais na carreira.

Qual a importância do treinador de goleiros hoje?

O Flávio Tênius faz um trabalho fantástico. A importância é enorme, pois o método de treinamento dele é bem atualizado, sua visão de futebol é moderna e o dia a dia com os goleiros é de muito trabalho, respeito e dedicação.

Botafogo tinha time para ganhar um grande título?

Por pouco, não avançamos ainda mais na Libertadores. Era nossa obsessão, mas não deu. Queremos coroar essa boa temporada com a conquista de uma vaga na Libertadores para o ano que vem. O Botafogo e esse grupo merecem.

Jair Ventura é o diferencial do clube hoje?

Jair entende os atletas, usa a meritocracia e tem uma visão tática excelente. É novo e tem muito a contribuir para o futebol brasileiro. Esse vai longe.

Como consegues ser tão pegador de pênaltis?

Treinamento e concentração. Quando o adversário corre para bater, o mundo para e se silencia por dois segundos para mim.

Qual a referência do teu pai, ex-goleiro? O que ele te diz?

Meu pai é minha referência e meu orgulho. Conversamos hoje até menos do que antes sobre futebol. Mas a agilidade que ele tinha, eu procuro me espelhar. Procuro ouvir seus conselhos e ter todo o tempo que puder no clube para aproveitar a estrutura que temos. Academia, aparelhos de recuperação, fisioterapia. Com os profissionais que temos, fica ainda melhor.

A situação do Roger afetou o desempenho do grupo?

O desempenho não pode ser alterado, pelo contrário. Temos que buscar essa vaga e ele estará de volta na pré-temporada. Sabemos que obter a classificação será uma homenagem ao Roger e um prêmio pela dedicação de todos neste ano.

Gatito está com 29 anos. Chegou ao futebol brasileiro, para atuar no Vitória, em 2014. Disputou 43 partidas pelo clube baiano. Depois, foi para o Figueirense, onde atuou 49 vezes. No Botafogo, já fez 46 jogos.

 


Empresário de Roger prevê retorno em 50 dias. Botafogo tem prioridade
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Alexandre Praetzel

O atacante Roger deve estar de volta ao futebol, até o final do ano. O goleador do Botafogo foi diagnosticado com um tumor renal e passará por cirurgia, nos próximos dias. O blog conversou com o empresário de Roger, Marquinhos Neves. Ele se mostrou bastante confiante num retorno aos trabalhos físicos, antes do final do ano. Confira o bate-papo.

Como vocês receberam a notícia?

Pegou todo mundo de surpresa. Roger está no melhor momento da carreira, vai se recuperar e se Deus quiser, vai dar tudo certo. Agora é pensar na saúde.

Existe uma ideia de quando Roger poderá retornar ao trabalho?

A gente ouviu três profissionais e vamos ouvir mais um, em São Paulo. Todos estão dizendo a mesma coisa. Num prazo de 40 ou 50 dias, ele estará pronto para treinar e correr. O tumor é bem superficial, não atingiu o órgão e haverá uma raspagem para não haver nenhuma seqüela. Os médicos deixaram claro que Roger não corre risco de morte.

Como fica o futuro profissional de Roger? 

Ele tem contrato com o Botafogo até 31 de dezembro. Tenho uma conversa com a diretoria, nesta quarta-feira. Estamos priorizando a saúde. Vai depender muito do que o Botafogo está pensando. Outros clubes já nos procuraram, mas queremos ouvir primeiro o Botafogo.

Roger chegou ao Botafogo, em janeiro. Disputou 48 jogos e marcou 17 gols. Está com 32 anos.