Blog do Praetzel

Arquivo : atuações

Cueva é supervalorizado. Meia peruano precisa provar que é útil ao SP
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

Cueva virou debate no São Paulo, após atuações irregulares no segundo semestre de 2017. O peruano chegou ao Tricolor depois de ter bons desempenhos pelo Toluca-MÉX, na Libertadores da América, em 2016. Custou quase R$ 9 milhões e determinou a saída do ex-diretor de Luiz Cunha, contrário ao investimento na ocasião. O negócio foi encaminhado pelo ex-gerente de futebol, Gustavo Oliveira.

Particularmente, sempre achei Cueva supervalorizado. A carência no surgimento de novos valores no futebol brasileiro transformou jogadores sul-americanos em grandes reforços. E nem sempre é assim. Cueva foi bem no começo e se destacou no time médio do São Paulo, no Paulista de 2017. Depois, com confrontos mais difíceis pela frente, caiu muito de produção. Os torcedores que o defendiam passaram a vaiá-lo e o peruano mostrou falta de comprometimento em algumas partidas. Na seleção nacional, Cueva mostrou muito mais dedicação em relação à sua postura no clube.

Nesta semana, Rodrigo Caio elogiou o companheiro, mas lembrou que ele “também precisa se ajudar”, num claro recado de que o grupo não passará a mão na cabeça caso Cueva não demonstre vontade em campo. Dorival Jr. o relacionou e deve confirmá-lo na reserva para enfrentar a Ponte Preta, neste sábado. É uma boa hora para Cueva calar a minha boca e a de outros críticos, caso seja utilizado.

Cueva já disputou 57 jogos e marcou 15 gols pelo tricolor. A média não é ruim, mas as últimas atuações deixaram muito a desejar. Quando Rogério Ceni foi demitido, o auxiliar Pintado deixou Cueva de fora do jogo seguinte, contra o Santos, por deficiência técnica. O empresário do atleta chegou a dizer que havia a possibilidade de Cueva ser negociado, por estar insatisfeito com o tratamento recebido.

Agora, veremos se Cueva tem capacidade de dar uma resposta positiva e retomar o futebol que chamou a atenção dos dirigentes são-paulinos. Hoje, é apenas mais um, num momento onde todos precisam aparecer.


Cássio destaca Corinthians eficiente e pede: “tem de se impor contra Inter”
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

O Corinthians vive uma semana decisiva em duas competições. Enfrenta o Inter, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), em Itaquera, podendo empatar por 0 a 0 para se classificar para as oitavas de final da Copa do Brasil. No domingo, irá receber o São Paulo com vantagem de dois gols, para tentar confirmar sua presença na final do Campeonato Paulista. O blog entrevistou o goleiro Cássio com exclusividade. Ele projetou os dois confrontos, falou sobre a postura do time e minimizou o rótulo de “Quarta força” no Estado. Acompanhem abaixo:

O jogo contra o Inter será mais difícil do que o confronto diante do São Paulo?

“É difícil. Como a gente está pensando jogo a jogo, teve uma evolução boa nos últimos jogos, mas contra o Inter, será um jogo difícil. É na nossa casa, tenho certeza que o nosso torcedor vai lotar o estádio, vai ajudar a empurrar a equipe. O Inter é um time qualificado, mas com todo o respeito, nós vamos jogar diante da nossa torcida e temos que nos impor e buscar a classificação”.

Os resultados do Corinthians são melhores do que as atuações do time?

“Eu acho que sim. Em momentos, se tu fores considerar estatisticamente, de repente, vai te responder essa pergunta. Muitas vezes, a gente não tem a maior posse de bola. Em alguns jogos, a gente estava errando muitos passes, não estava conseguindo segurar a bola, controlar os jogos, deixava muito os adversários nos atacar. Hoje, já tem uma consistência. Contra o São Paulo e o Inter, a gente conseguiu controlar, errar menos passes, criar mais oportunidades e tendo mais chances de gols. Lógico, concordo contigo. Às vezes, têm jogos que a gente vai jogar por uma bola, se defender e fazer o gol. A gente cansou de perder partidas tendo dez chances, contra o Inter foi o jogo que a gente teve mais chances claras e conseguiu fazer um gol. Contra o São Paulo, a gente teve duas, três e conseguimos marcar dois gols. Ficamos felizes pela eficiência, porque no final das contas o que se vê são as vitórias. O que mantém a tranquilidade na equipe são as vitórias”.

É natural projetar uma final entre Corinthians e Ponte Preta, pelas vantagens obtidas?

“Muito próxima até, mas até a gente não confirmar essa classificação, a gente não pode falar. A outra semifinal, a gente tem que deixar de lado. Temos que focar na nossa decisão. Demos um grande passo, mas tem a segunda partida. Vamos respeitar a equipe do São Paulo, pensar no Inter, e no final de semana fazer o melhor para confirmar a vaga na final”.

O título paulista será uma resposta pelo rótulo de “Quarta força” do Estado?

“Não, não. A gente respeita muito, respeito tua opinião. Se fala muito, mas teoricamente o Palmeiras é a equipe que mais investiu, teoricamente é o favorito. Em outros anos, a gente contratou mais e se tornou o favorito, mas eu penso que no conjunto geral, não interessa a qualidade individual dos jogadores. Interessa o comprometimento com a equipe. Os jogadores que chegaram estão com grande comprometimento e isso faz a diferença. Muitas vezes, tu vês os 11 jogadores defendendo, um cai, o outro tenta cobrir a função. O que vale é o grupo. De maneira alguma, não é demérito nenhum, cada um tem sua opinião e nós jogadores sempre acreditamos que a gente pode chegar cada vez mais longe e trabalhamos para isso acontecer”.

Cássio é um dos líderes da equipe e remanescente do grupo campeão da Libertadores da América e Mundial, em 2012. Em 2017, levou apenas 11 gols, ajudado pela boa defesa composta por Balbuena e Pablo.


Corinthians tem melhores resultados do que atuações. Será suficiente?
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

O Corinthians está nas semifinais do Campeonato Paulista, após vencer o Botafogo, em mais uma jornada de um futebol simples, sem muitos atrativos. É verdade que tem a segunda melhor campanha na classificação geral, mas os resultados são bem melhores do que as atuações do time.

Em 14 jogos, marcou apenas 15 gols. Pouco para uma equipe que tem dificuldades, quando precisa furar bloqueios defensivos dos adversários. É justo dizer que a defesa é eficiente, com nove gols sofridos, mesmo número do rival Palmeiras. Passou invicto pelos clássicos, com bom desempenho diante do Santos e vitória sobre o Palmeiras, nos acréscimos, com um homem a menos.

Num regulamento de mata-mata, nem sempre o elenco superior fica com a taça. O Corinthians pode ser campeão paulista? Pode. Pegará São Paulo ou Ponte Preta, decidindo em casa, provavelmente(se a Ponte Preta fizer 3 a 0 no Santos, decidirá fora). Joga fechadinho para não perder e depois leva a vantagem para o segundo confronto, diante da torcida. É uma estratégia que pode funcionar contra equipes menos qualificadas e se baseando no equilíbrio tático e eficiência num lance de jogo. Porque quando depende do talento, o Corinthians pena dentro de campo.

Alguns corintianos lembram da “empatite” do técnico Tite, em 2013, para justificar o trabalho atual. Ora, aquele grupo ganhou tudo em 2012 e o Paulista e Recopa, em 2013. Vinha de um fim de ciclo e de uma ressaca no relacionamento. Não dá para comparar.

Fábio Carille brincou que não poderemos mais dizer que o Corinthians é a quarta força, porque chegou entre os quatro. Nome por nome e elenco, o Corinthians está atrás de Palmeiras, Santos e São Paulo e foi amassado pela Ponte Preta, na primeira fase, apesar do 1 a 1.

Eu não gosto desta maneira de jogar. Não me atrai. Talvez, sirva para o Estadual, mas certamente enfrentará muitos obstáculos no Brasileiro e até na Copa do Brasil e Copa Sul-Americana, onde o Corinthians será constantemente atacado. Os resultadistas estão felizes e o Corinthians pode colocar a história à prova, onde já foi campeão sem ter um bom time. Respeito quem defende este modelo, mas acredito que só isso não será suficiente.


São Paulo sofre na defesa. Palmeiras valoriza resultado
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

O São Paulo não deixou de ser frustrante, mesmo fazendo seu primeiro jogo oficial da temporada, na derrota de 4 a 2 para o Audax. Rogério Ceni escalou uma formação ofensiva e foi envolvido pelo adversário com padrão tático definido e uma forma envolvente de atuar. É verdade que Luiz Araújo perdeu chance clara aos dois minutos, mas quando o Audax esquentou um pouquinho, abriu dois a zero ao natural, antes dos dez minutos.

O São Paulo mostrou reação ao empatar a partida, mas sucumbiu no segundo tempo, quando as falhas defensivas e os erros de posicionamentos determinaram a vitória merecida do Audax. O elenco tricolor é limitado, mas Rogério Ceni deve ter opções táticas em mente. Quando tua equipe é inferior e desentrosada, é melhor acertar a defesa para depois pensar em ganhar as partidas. Reforços serão importantíssimos a curto prazo para o treinador conseguir trabalhar com tranquilidade.

Comentei o Palmeiras para o Placar Uol. Um time longe de 2016 e mais perto de 2015, quando fazia muita ligação direta, na época de Marcelo Oliveira. Eduardo Baptista escalou William no ataque, esperando a aproximação de Dudu, Róger Guedes e Raphael Veiga. Não funcionou. O meio-campo não criou e o Palmeiras viu o Botafogo ser mais perigoso na primeira etapa.

Na segunda parte, o gol de Tchê Tchê aos dois minutos, trouxe tranquilidade ao time, mas não mudou o panorama tático. O Verdão recuou e assistiu o domínio do Botafogo, sempre próximo do empate. As entradas de Alecsandro e Michel Bastos não alteraram quase nada. Thiago Santos substituiu Tchê Tchê, machucado, e o Palmeiras passou a jogar nos contra-ataques. Em linhas gerais, o empate seria justo pela atuação do Botafogo. O Palmeiras valorizou bastante o resultado e deve evoluir nos próximos jogos.


Felipe Melo precisa ser cobrado pelo desempenho e atitudes como jogador
Comentários Comente

Alexandre Praetzel


Felipe Melo chegou falando grosso e prometendo dar porrada em uruguaio, se precisar. Aos 33 anos, já esperava mais maturidade do jogador que ficou 13 anos no futebol europeu. Não vou entrar no mérito de cobrar entrevistas com personalidade. Gosto de profissionais que respondam a todas as questões e isso Felipe Melo faz muito bem, concordando ou não.

Agora, as agressividades contra a imprensa e adversários não o levarão a nada. Só prejudicarão sua trajetória pelo futebol brasileiro. Eu, particularmente, quero ver Felipe Melo jogando e produzindo bem, dentro de campo. Fazendo jus ao custo-benefício projetado pelo Palmeiras. Mostrando qualidade na saída de bola e auxiliando os companheiros. Isso é o mais importante. Até porquê, quanto mais cartões e suspensões, menos dinheiro na conta, pela produtividade.

Vejo Felipe Melo como bom reforço e certamente vai acrescentar bastante. Não o considero injustiçado na Seleção Brasileira, como ele reclamou. Ficou marcado pela expulsão contra Holanda, na Copa do Mundo de 2010, merecidamente. Deixou o time na mão e o Brasil foi desclassificado. Outros nomes, com atitudes menos negativas, também não voltaram mais. Seleção precisa dos melhores e Felipe Melo não estava entre eles, a partir de 2011.

Tudo indica que Felipe Melo dará certo no Palmeiras. Parece focado e comprometido e entrará num clube bem administrado e com bom elenco. É esperar pelas prováveis boas atuações com a equipe. Para mim, isso é o que interessa.


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>