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Palmeiras teve alma para vencer, mas ainda pode jogar mais na Libertadores
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras sofreu para ganhar do Peñarol-URU por 3 a 2, porque fez um primeiro tempo abaixo do normal, compensando com um time mais ajustado e competitivo na segunda etapa. Enfrentou um adversário que impõe muita tradição, mas pouco futebol dentro de campo, apesar de estar organizado. Ainda teve que aguentar uma má arbitragem do equatoriano Roddy Zambano.

O resultado buscado nos acréscimos, mostrou uma equipe que não desiste nunca, mas que não precisa passar por tantos apuros para ganhar uma partida. O Palmeiras tem o melhor elenco do Brasil e quem sabe, até da América do Sul. Pode jogar mais. Guerra foi o mentor da criação, mas a parceria não estava bem. Dudu foi muito marcado e Borja errou demais. O Palmeiras parecia estático demais num momento e alucinado em outros lances. Dá para equilibrar a formação, sem dúvida.

Claro que Libertadores se ganha também com alma e entrega e isso não faltou ao Verdão. O espírito parece que está assimilado pelos jogadores, mesmo que Dudu tenha caído na catimba uruguaia, com uma expulsão injusta. Os números mostram um líder do grupo com sete pontos e classificação encaminhada para as oitavas-de-final. Agora, não precisa sofrer tanto. Foi assim com o Jorge Wilsterman e depois com o Peñarol. Quem sabe, fora de casa, o Palmeiras consiga desempenhos melhores contra os mesmos adversários.

Eu, particularmente, gosto de futebol bem jogado, associado a bons resultados. E o Palmeiras tem condições de fazer isso. Que venham nos mata-matas.

 

*Curso de Jornalismo Esportivo em São Paulo, no mês de maio. Informações pelo cursojoresportivo@gmail.com


Jair Ventura elogia trabalho do Botafogo e evita falar em 2017
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Alexandre Praetzel

O Botafogo começou o Brasileiro como um dos candidatos ao rebaixamento, segundo grande parte da imprensa esportiva. Problemas financeiros, mau início do torneio e um grupo modesto de jogadores indicavam uma situação difícil para o time. No entanto, o Botafogo se tornou a grande surpresa da competição. Começou uma recuperação com Ricardo Gomes e deslanchou com Jair Ventura, após a ida de Ricardo para o São Paulo. Nesta entrevista exclusiva ao blog, Jair fala da reação alvi-negra, do trabalho da diretoria e da importância do pai Jairzinho, o eterno “Furacão da Copa de 70”. Aos 37 anos, Jair pode levar o Botafogo à Libertadores da América, em 2017. Acompanhem.

Campanha do Botafogo, após problemas e desconfianças

“Estávamos incomodados com a posição do Botafogo na tabela. Nenhum profissional quer ser marcado na carreira por um rebaixamento. Então, começamos a trabalhar cada vez mais, já que não estávamos fazendo o suficiente para sair do rebaixamento. Começamos a fazer algumas coisas diferentes com mais empenho, mais trabalho, mais dedicação, cada um na sua área, e com muito sacrifício, entrega nos treinos e jogos, conseguimos dar esse passo, sempre pensando jogo a jogo. Alcançamos a pontuação para escapar do rebaixamento e estamos em busca de algo melhor na competição”.

Modelo de jogo e trabalho

“Depende do que você tem em mãos para usar. Minha filosofia e esquema de jogo têm que se adequar ao meu elenco. Não posso ter um sistema pré-definido se eu não tenho jogadores com aquelas características. Toda filosofia, metodologia e aplicação têm que ser mutável de acordo com seu elenco. Cabe ao treinador tirar de cada jogador o que eles têm de melhor e automaticamente buscar os bons resultados. Tem que se adequar com a característica dos seus jogadores. Todo treinador tem sua ideia, mas se o seu elenco não tiver as características, você tem que pensar algo diferente”.

Mereces ser o técnico em 2017

“Como já falei anteriormente, trabalho com metas. Alcançamos a primeira, que era livrar o Botafogo da zona de rebaixamento. Agora, passou a ser levar o time o mais alto possível na tabela. Ainda não conversei com a diretoria sobre o ano que vem. Estou preocupado com o próximo jogo. Vamos ver no final do ano como é que vai ficar a minha situação”.

Participação do pai na carreira

“O meu pai não tem participação na minha carreira, ele tem participação na minha vida. Um grande ídolo, um cara que admiro bastante, não só como jogador, mas como pessoa, de um caráter fantástico, íntegro, um cara que preza muito pela verdade, um grande exemplo para mim. Me deu educação, sempre me cobrou muito, é um cara competitivo, herdei isso dele. Fico feliz em ser filho de um grande ídolo, ele é uma grande inspiração. Só vejo coisas boas nisso. Ele é meu grande ídolo”.

Futuro imediato do Botafogo, apesar das dificuldades

“O futuro do Botafogo é bem promissor. O trabalho do presidente Carlos Eduardo Pereira e toda a diretoria. Pegaram o Botafogo numa situação muito difícil, financeiramente. E hoje, o Botafogo está voltando aos trilhos, graças ao trabalho do presidente e diretoria. Estão pagando em dia, cumprindo com todas as obrigações, premiações de jogadores. Isso ajuda muito no mercado para estarmos cada vez mais fortes, com novos patrocínios, na captação de atletas. Só tenho a parabenizar o presidente e toda a diretoria por estarem conseguindo organizar toda a parte extra-campo, o que dá tranquilidade para a gente dentro do campo. Isso é benéfico para todos”.

Jovens treinadores no mercado

“Tem espaço para todo mundo. Acho que não tem que ser só com treinadores jovens e nem só com medalhões. Tem espaço para todos. Não é porque o treinador é jovem, que ele não é preparado, e não é por ser experiente que ele está desatualizado. Trabalhei com treinadores com uma idade mais avançada e que estão super atualizados, que buscam coisas novas, saber o que tem de moderno. E tem jovens que não estudam tanto. Não podemos rotular. Temos jovens treinadores preparados e outros que ainda não estão. Assim como temos experientes atualizados e outros, nem tanto. Tem espaço para todo mundo, desde que estejam sempre buscando o melhor”.

Botafogo vai à Libertadores da América

“Nosso objetivo inicial foi alcançado, que era chegar a pontuação para nos livrar do rebaixamento. Agora, vamos pensar jogo a jogo para tentar levar o Botafogo o mais alto possível na tabela. No fim do campeonato, vamos ver o que nos espera”.

O Botafogo tem 47 pontos e hoje estaria classificado para a pré-Libertadores, em 2017. O time pega o Atlético-MG, neste domingo, na Arena Botafogo.

 


G6 do Brasileiro alivia a pressão sobre treinadores
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Alexandre Praetzel

O G6 do Campeonato Brasileiro vai aliviar a barra de muitos treinadores no Brasil. O discurso por uma vaga na Libertadores da América determinará a luta pela 6ª colocação. Várias vezes ouvimos a classificação para o torneio sul-americano como um objetivo difícil de ser alcançado. Agora não. O G6 pode virar G7, se o campeão da Copa do Brasil estiver entre os seis primeiros.

Particularmente, não gosto de mudanças de regras em meio às competições. Acho também que seis vagas pelo Brasileiro, diminui a valorização de outros torneios. Preferia que as Copas regionais fossem mais destacadas com esta premiação. Ou quem sabe um play-off entre o sexto e o vice da Copa do Brasil?

De qualquer maneira, o principal para mim é a luta por títulos. Presença em Libertadores aumenta receitas e exposição e determina a formação de bons elencos. Agora, só brigar para disputá-la, é muito pouco. Em qualquer instituição.


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