Blog do Praetzel

Palmeiras deveria ter negociado Dudu
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Alexandre Praetzel

Ronaldo Nazário, ex-Fenômeno, tem uma tese de que quando um jogador quer deixar um time, não há quem o impeça. Eu concordo em parte, porque o futebol brasileiro hoje está nos ''pés'' dos jogadores. Assinam contratos longos e se acomodam, enquanto os dirigentes esperam por resultados imediatos e balanços positivos nos custos-benefícios.

O Palmeiras remou contra a maré. O presidente Maurício Galiotte bateu na mesa e brecou a saída de Dudu. O Shandong Luneng da China ofereceu 15 milhões de euros pelos direitos econômicos e abriu o cofre com uma proposta de R$ 100 milhões por cinco anos de contrato. Com tal quantia, quem não ficaria balançado, mesmo que vá ficar distante do bom futebol?

Dudu queria ir, mas Galliote o lembrou de um acordo feito em março, de que até dezembro ele não seria negociado. Como um menino birrento e sem necessidade, Dudu foi para o Instagram e disparou a seguinte frase: ''Feliz ou não, é a lei da vida. Seguir em frente com a cabeça erguida. Superando tudo que está por vir''. Óbvio que o conteúdo mostra que ele não está plenamente satisfeito, apesar do salário em dia, estrutura total e confiança do técnico Roger Machado e diretoria. Minutos depois, o teor foi modificado para ''Seguir em frente com a cabeça erguida e muito focado para superar tudo que está por vir!''. Seu assessor deve ter corrido para mudar o sentido, mas a torcida já tinha ficado na bronca.

Dudu se auto-pressionou com a postura adotada. Se jogar mal, pegarão no pé, insinuando que ele está com a cabeça nos milhões chineses. O comprometimento terá que ser triplicado.

Eu acho que o Palmeiras errou. Deveria ter aceito a oferta, até pelo fato de ser difícil aparecer uma proposta deste tamanho por um jogador que fará 27 anos, em janeiro. Talvez, se já houvesse uma reposição imediata, Dudu fosse negociado, contra a vontade do presidente.

Vamos aguardar as próximas atuações. O ano de 2018 mostra um Dudu em queda técnica e longe das ótimas atuações. A resposta precisa vir no campo, porque nas redes sociais, ele já está perdendo de goleada.

 


Sanchez fica próximo do Santos. Será mais um bom reforço e time mais forte
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Alexandre Praetzel

Depois da chegada do costa-riquenho Bryan Ruiz, o Santos negocia a contratação do uruguaio Carlos Sanchez. Os contatos foram iniciados há vários dias, mas agora uma conversa foi marcada entre o diretor-executivo de futebol, Ricardo Gomes, e os representantes do jogador, para finalizar a negociação.

O blog fez contato com Gomes, que confirmou a reunião. ''Tenho um encontro marcado para esta semana. Está próximo de um acerto'', afirmou.

Sanchez esteve na Seleção do Uruguai, que disputou a Copa do Mundo da Rússia. Sempre foi alternativa no banco de reservas. Aos 33 anos, está no Monterrey do México, desde 2015, com 108 jogos e 25 gols marcados. Atua como meia ou segundo volante.

Com os reforços de Ruiz e Sanchez, o Santos volta a ter um time bom, equilibrado nos três setores.

Uma formação futura pode ter Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Dodô; Alison(Pituca), Sanchez e Ruiz; Bruno Henrique, Gabriel e Rodrygo. Não haverá mais desculpas para a equipe não melhorar seu rendimento e lutar apenas para escapar da zona de rebaixamento.

A diretoria ainda pode buscar mais reforços para encorpar o elenco.


França, a campeã coletiva. Minha Seleção tem 4 franceses e 2 croatas
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Alexandre Praetzel

A França é campeã do Mundo pela segunda vez. Teve seis vitórias e um empate, na campanha vitoriosa. Fez dois jogos muito bons contra a Argentina, na vitória por 4 a 3, e na final, derrotando a Croácia por 4 a 2. Um time muito mais forte no coletivo, mas com bons jogadores do ponto de vista individual. Deschamps apostou numa forma bem definida de atuar e funcionou. Utilizou poucos nomes e bancou a escalação de Giroud, sem nenhum gol marcado, mas importante na parte tática, segundo o treinador.

Aliás, Deschamps nunca foi unanimidade na França, mas entra para o triunvirato dos campeões do Mundo como jogador e técnico, juntando-se a Zagallo e Beckembauer.

Lloris é um bom goleiro, mas errou feio na decisão. Fez uma boa Copa. Pavard se firmou, com a confiança do treinador. Hernandéz fez boa Copa. A dupla de zaga com Varane e Umtiti é qualificada.

Kanté marca e joga e foi o melhor primeiro volante do Mundial. Pogba brilhou na decisão  e Matuidi carregou o ''piano''.

Griezmann fez grande final e cresceu no mata-mata. Giroud virou importante pela parte tática, mesmo com o jejum de gols. Mbappé foi decisivo e brilhou aos 19 anos. Pode ser o craque da Copa.

Aproveito para escolher minha Seleção da Copa de 2018.

Courtois – o belga pegou muito e foi um dos responsáveis por levar o time ao terceiro lugar.

Meunier – bom lateral belga. Apoiou com qualidade e marcou com eficiência.

Maguire – o inglês foi forte no jogo aéreo e na marcação. Merece crédito.

Umtiti – o francês foi bem em todos os jogos. E ainda fez gol na bola aérea.

Strinic – o lateral croata foi muito regular, durante todo o Mundial. Sabe jogar bola.

Kanté – marca, joga e dá ritmo ao time francês. Gigante.

Modric – grande meia croata. Uma Copa muito eficiente. É craque.

Griezmann – cresceu muito a partir das oitavas. O melhor da final.

Hazard – grande Copa do belga. Joga muito e superou os adversários na maioria das vezes.

Kane – uma ótima primeira fase. Depois, caiu bastante, mas não dá para tirar o mérito de quem fez seis gols e termina como goleador. Tem mais uma Copa pela frente.

Mbappé – decisivo nos principais confrontos e campeão do Mundo, aos 19 anos. Tem muito mais pela frente. O craque da Copa.

Técnico – Didier Deschamps

Ponto positivo – VAR

 


Croácia “atropelou” o planejamento e está na final. Exceção à regra?
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Alexandre Praetzel

A Croácia está na final da Copa do Mundo e chegou ao Mundial sem projeto nenhum. Apostou num técnico novo na última rodada da eliminatória, como interino, ganhou da Ucrânia e foi para os dois jogos da repescagem, eliminando a Grécia. O treinador Zlatko Dalic era um desconhecido e tinha trabalhado em equipes de menor expressão, com maior tempo de trabalho no Al Ain dos Emirados Árabes, onde ficou quase três anos.

Óbvio que projetos, planejamentos e estratégias são importantes, mas não significam títulos e vitórias. A Alemanha mudou tudo de 2002 a 2014, para ser campeã. Deu certo. Em 2018, caiu na primeira fase. O mesmo se repetiu com a Espanha e com a própria França, em anos anteriores.

A Croácia pode ser uma exceção à regra, mas confirma que uma boa campanha também se deve a uma série de fatores. Primeiro, o encaixe e a empatia do técnico com os convocados. Segundo, um bom time comprometido para comandar. Terceiro, um pouco de sorte. A Croácia foi à final, passando por três prorrogações e duas decisões em pênaltis. Isso gera e dá confiança extrema de que algo grande possa acontecer.

Mesmo que seja vice-campeã, a Croácia já é vitoriosa. Entrou para a história com um país de quatro milhões de habitantes, superando grandes potências e incomodando desde 1998, quando foi a terceira colocada. Esteve em cinco das últimas seis Copas, se ausentando apenas em 2010. Mérito gigante de uma geração qualificada com jogadores muito bons.

Vamos para a decisão. Aposto na vitória da França por 1 a 0 ou 2 a 1. Acredito que é mais equipe e está mais equilibrada, além de menos desgastada.

Agora, se a Croácia ganhar a Copa, o atropelamento no planejamento croata será sempre lembrado como algo que determina que o futebol não é uma ciência exata e pode ser definido por uma conspiração de fatores e, principalmente, pelo momento de um grupo, num curto prazo de 40 dias. Realmente, o futebol é fantástico.


Nene engoliu Cueva e virou destaque do SP. O talento superou a idade
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Alexandre Praetzel

Em janeiro deste ano, quando houve a informação de que o São Paulo queria contratar Nene, achei uma temeridade. Dizia que o São Paulo precisava rejuvenescer mais o time, com jogadores mais competitivos e com outra atitude. No Vasco, parecia desmotivado e cansado, num grupo limitado.

Nene chegou, sem o pedido de Dorival Jr., e aos poucos, foi se consolidando na equipe. Melhorou a parte física e tecnicamente, seguiu com sua qualidade.

Dorival saiu e Aguirre assumiu o comando. Nene virou um dos líderes em campo e começou a jogar muita bola. Virou um bom assistente e autor de gols bonitos. Ganhou a admiração da torcida, quando provocou Fábio Carille, após o gol contra o Corinthians, na semifinal do Paulista. No Brasileiro, está em segundo lugar, quatro pontos atrás do Flamengo. O trio com ele, Everton e Diego Souza, é saudado pelos tricolores.

Aos 36 anos, não sei se Nene vai aguentar o ritmo, mas já mostrou que é comprometido e muito importante para o São Paulo. Engoliu Cueva no elenco e virou referência e destaque.

Nene faz parte dos veteranos que ainda sobram no Brasil.  Como diz o meia Douglas, do Grêmio: ''Vou continuar, porque tem muito jogador ruim atuando''.

Pode valer menos para Nene, mas ele tem sido melhor que a maioria. Vamos ver se ele consegue levar o São Paulo aos títulos, ausentes desde 2012.


Sem o VAR, Brasileirão será um lamento diário. CBF não aprendeu a lição
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Alexandre Praetzel

A Série A do Brasileiro recomeça na próxima semana e será terrível não termos o VAR para auxiliar na arbitragem. O sistema foi eficientíssimo na Copa do Mundo e fará muita falta. O Mundial está chegando ao fim e tivemos poucas discussões sobre arbitragem, com raríssimas exceções. Nos confrontos de mata-mata, o VAR praticamente não foi utilizado.  Os próprios atletas se policiaram em algumas atitudes e mudaram o comportamento, dentro de campo.

Agora, as segundas-feiras voltarão com tudo no tema, debatendo erros graves que irão acontecer. A cada um, vamos lembrar do VAR e falaremos, ''pô, se tivesse o VAR, isso estaria resolvido''. A Fifa bancou os custos e o projeto veio para ficar.

Aqui no Brasil, a milionária CBF, preocupada apenas com a Seleção Brasileira, quis entregar as despesas de R$ 35 mil por jogo, para os clubes. Óbvio que a ideia não seria aprovada pela maioria. Como Chapecoense e América-MG vão bancar a conta, com orçamentos bem menores que os grandes clubes? A entidade lavou as mãos, como sempre.

No amistoso entre Corinthians e Cruzeiro, o Corinthians teve um pênalti muito mal marcado em cima de Roger. O mundo viu que o centroavante não foi tocado pelo goleiro Fábio. O árbitro não quis conversa e marcou. Com o VAR, seriam gastos 30 segundos para a correção do lance. E veremos erros parecidos nas próximas rodadas do Brasileirão. Tudo porquê quem manda no futebol, não quer assumir os gastos. Só no Brasil.

E os árbitros se sentirão muito pressionados, para variar. O Brasil precisa acabar com o bordão infeliz que acompanha nosso atraso: ''Aqui é assim mesmo'', como forma de aceitar muita coisa errada. Inclusive, no futebol.

Vida longa ao VAR, menos no Brasil. Uma pena.


Palmeiras deve negociar zagueiro com clube mexicano
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras está encaminhando a saída do zagueiro argentino Tobio para o Toluca do México. O blog apurou que a transação deve ser fechada em U$ 2 milhões(R$ 7,6 milhões). Destes valores, R$ 1,5 milhão ficarão com o ex-presidente Paulo Nobre, responsável pela aquisição, em 2014. O restante vai para os cofres palmeirenses.

Tobio chegou ao Palmeiras, em julho de 2014, após boas atuações pelo Vélez Sarsfield-ARG. No Palmeiras, fez 33 jogos e marcou um gol. Nunca se firmou como titular e foi emprestado duas vezes para o Boca Juniors e Rosário Central da Argentina, a partir de 2015.

Tobio tem contrato com o Palmeiras, até julho de 2019.


Loss será menos cobrado, se houver desmanche. Matias ganha espaço
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Alexandre Praetzel

A principal novidade no trabalho de Osmar Loss é a escalação de Matheus Matias como titular do Corinthians, no amistoso contra o Cruzeiro. O atacante veio do ABC-RN e ganhou espaço com o novo técnico.

Na gestão de Fábio Carille, Matias foi praticamente ignorado, pelo fato de ter sido uma contratação da diretoria, sem o aval do ex-treinador. Torcedores postavam pedidos pelo menino, nas redes sociais, mas Matias era preterido por Roger e Júnior Dutra.

Diante do Grêmio, Matias entrou e fez um gol, no segundo tempo. Parece que caiu nas graças do torcedor e ganhou espaço. Agora, se ele está melhor que os outros, no dia a dia, merece a oportunidade. A vinda de Matias é uma política cada vez mais usual nos clubes brasileiros. Sem dinheiro, buscam nomes baratos, com potencial futuro, mas precisam testá-los. Loss está fazendo isso. Talvez o custo-beneficio seja superior a Roger, Kazim e Júnior Dutra(os dois últimos estão indo embora). Jônatas chegou agora e ainda será testado.

A partida amistosa de logo mais é mais um bom teste para Loss. O time já perdeu Maycon, Balbuena e Sidicley. Se Fagner, Rodriguinho e Romero saírem, as reposições dificilmente serão no mesmo nível. Com tudo isso, Loss já será absolvido, caso o trabalho não dê muitos resultados.

Pelo que eu vejo, o Corinthians apostará tudo na Copa do Brasil. Faltam seis jogos e a premiação de R$ 50 milhões será o alívio financeiro para 2019.


Dudu ainda pode sair, se Palmeiras conseguir reposição imediata
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras recusou mais uma proposta do Shandong Luneng, da China, por Dudu. Os chineses aumentaram o valor para 13 milhões de euros e ofereceram R$ 100 milhões num contrato de cinco anos para o jogador. O clube informou que Dudu ficará no Palmeiras, pelo menos, até o final do ano. Acredito que esse cenário não seja definitivo.

A quantia para o atleta balançou a cabeça de Dudu. A situação não está totalmente resolvida. A diretoria do Palmeiras faz jogo duro para os chineses aumentarem os valores da negociação. O blog apurou que o ''sonho'' é receber 20 milhões de euros. O Palmeiras tem 100% dos direitos econômicos do atacante.

O clube já faturou uma grana interessante com as saídas de Tchê Tchê, Keno, João Pedro e Fernando. Por isso, engrossa com os chineses. Agora, se conseguir uma reposição imediata para Dudu, com um nível parecido, a transação pode ocorrer pelo desejo de Dudu e dos seus representantes.

Particularmente, acredito que há momentos que o jogador deva ser negociado. Treze milhões de euros integrais por um jogador próximo dos 27 anos, no Brasil, é difícil aparecer novamente. Acho que chegou a hora de vender.

Em 2018, Dudu não repetiu boas atuações anteriores. Seu desempenho caiu bastante, em 2018.

Já completou três anos e meio de clube, onde conquistou a Copa do Brasil 2015 e o Brasileiro 2016.

 

 


Ruiz é bom nome para o Santos. Melhor que muitos da Série A do Brasileiro
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Alexandre Praetzel

O Santos está próximo de contratar o meia Brian Ruiz. O jogador costa-riquenho anunciou que está vindo para o Brasil, via rede social.

As conversas começaram antes da Copa do Mundo, mas Ruiz quis esperar sua participação no Mundial, aguardando por outras propostas. Como não chegaram, Ruiz encaminhou o acerto com o Santos, dependendo dos exames médicos.

Aos 32 anos, será bom reforço santista, mesmo que tenha ido mal na Copa, com sua Seleção. Em 2014, foi um dos destaques da equipe que parou nos pênaltis contra a Holanda, nas quartas-de-final.

Nos últimos três anos, Ruiz esteve no Sporting de Portugal. Tive a oportunidade de comentar alguns jogos dele, no Campeonato Português, em 2015 e 2016. Sempre foi bom jogador. Tem qualidade técnica, boa conclusão e é melhor que muitos jogadores da Série A do Brasileiro. Seria titular na maioria dos grandes times.

No time de Jair Ventura, será ele e mais dez. Pode compor o meio-campo com Alison e Pituca(Renato ou Léo Citadini), sendo o meia que o Santos precisa. Se ainda vier o uruguaio Carlos Sanchez, Ruiz terá ainda mais liberdade no setor.

O maior desafio inicial, será aguentar o calendário brasileiro. A partir da próxima semana, haverá jogos quarta-feira e domingo, com o Santos disputando três competições simultâneas.

Vamos aguardar, mas Ruiz será muito útil ao Santos, caso a negociação se confirme.