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Montillo pensa em título para o Botafogo e elogia Sampaoli na Argentina
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Alexandre Praetzel

O Botafogo está em três frentes, nesta temporada, buscando uma conquista maior. O time tem vagas nas oitavas-de-final da Libertadores da América e quartas-de-final da Copa do Brasil. No Campeonato Brasileiro, ocupa a 12ª colocação com oito pontos em seis jogos, com duas vitórias, dois empates e duas derrotas. O blog entrevistou o meia argentino Walter Montillo sobre as pretensões do grupo, as chances de ganhar um grande título e a chegada de Jorge Sampaoli à Seleção do seu país. Confira.

Botafogo tem condições de ganhar um grande título, neste ano?

''A gente sempre tem que pensar em coisas grandes. Conseguimos coisas importantes para o clube, até o momento. Sabemos que somos um grupo que está sofrendo várias lesões, um pouco complicadas, porque as vezes não tem previsão de volta e temos uma garotada que está subindo, que a gente tem que tentar levar aos poucos. A responsabilidade tem que ser dos mais velhos do grupo para depois jogar com tranquilidade''.

Botafogo deve priorizar alguma competição ou não existe isso?

''Neste momento, a gente não pode priorizar nada porque estamos no meio de todos os torneios e a gente tem que se focar no Brasileiro também. Perdemos pontos importantes e precisamos recuperar. Não podemos priorizar. A gente tem que ir jogo a jogo, pensando em ganhar, como a gente sempre tenta fazer e depois mais na frente a gente vai ver, quando chegam os momentos da Libertadores, Copa do Brasil, aí o treinador vai escolher. Mas, pelo momento, a gente tem muitos jogadores machucados e todo mundo está tendo a oportunidade de jogar e temos que continuar, trabalhando bem''.

Como defines teu retorno ao Brasil? Estás satisfeito, mesmo com o calendário desgastante?

''Fiquei quase dois meses machucado. Eu não queria isso, nunca passei por uma situação assim, mas sempre trabalhando para dar o melhor. Semana passada, foi o primeiro jogo, depois de tanto tempo. As vezes, fica com um pouco de medo de acontecer algumas coisas, mas graças a Deus me senti bem e acho que com a sequência de jogos, vou me sentir melhor''.

Jorge Sampaoli foi uma boa escolha para comandar a Argentina?

''Tomara que ele consiga fazer o que fez nos clubes onde ele passou. É um treinador muito experiente, que todo mundo queria ter. Então, hoje foi uma boa escolha. Tomara que ele consiga classificar a Argentina para o Mundial''.

Montillo foi contratado como o grande nome do Botafogo, para este ano. Disputou 13 jogos, com 839 minutos em campo e nenhum gol marcado. O Botafogo enfrenta o Vitória, nesta quarta-feira, em Salvador.

Na Copa do Brasil, a equipe enfrenta o Atlético-MG, em duas partidas, nas quartas-de-final. Na Libertadores da América, o Botafogo terminou em primeiro lugar no seu grupo e aguarda o adversário das oitavas-de-final.


Corinthians é superior ao SP, também pelo seu treinador
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Alexandre Praetzel

A principal diferença entre Corinthians e São Paulo está no comando do time. Treinadores efetivos iniciantes e com a mesma idade, mas com estilos distintos. Fábio Carille tem mais experiência em comissões técnicas, iniciando como auxiliar, em 2009, no Corinthians. Rogério Ceni começou direto no profissional do São Paulo e ficou no campo, até 2015, com uma carreira muito superior como atleta. Carille parece bem mais simples na tomada das decisões. Rogério demonstra mais dúvidas na continuidade do trabalho. Ontem, o Corinthians venceu o tricolor de novo. São quatro clássicos entre os dois, com duas vitórias de Carille e dois empates. Avaliando os desempenhos, notamos algumas diferenças.

– Carille tem uma formação definida e um padrão de jogo. Rogério Ceni muda a escalação, de acordo com o adversário;

– Carille acertou primeiro a defesa, para alterar o estilo de jogo, aos poucos. Rogério Ceni priorizou o ataque e ainda      não consolidou o sistema defensivo. A escolha de Douglas parece equivocada;

– Carille não escala formações com pouco tempo de treino. Rogério Ceni arrisca mais. Contra o Palmeiras, funcionou. Ontem, não;

– Os substitutos do Corinthians mantêm a mesma forma de atuar. No São Paulo, isso ainda não acontece;

– Carille só faz treinos abertos e todos sabem como o time atua e, mesmo assim, o Corinthians é líder. Ponto para o técnico. Rogério Ceni fecha todos os treinos, mas apresenta pouquíssimas novidades nos jogos. Isso é fato;

– No início do ano, o Corinthians parecia ter menos elenco que o São Paulo. Hoje, isso mudou, em termos de aproveitamento. Carille conseguiu extrair mais do grupo do que Rogério Ceni.

Claro que são pequenas comparações do que eu vejo como futebol, na minha opinião. Isso não significa que Carille será um treinador espetacular e que Rogério Ceni não vingará na função. Nada disso. Acredito que Carille entenda mais onde tem que acertar e corrigir os erros que aparecem, ao contrário de Rogério Ceni. Mas Rogério mostra também que pode se tornar um ótimo profissional, na beira do campo. Tudo ao seu tempo. Hoje, Carille é superior.


Diretor do SP nega desmanche e promete reforços à altura do clube
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Alexandre Praetzel

Depois da saída de Luiz Araújo para o Lille da França, o São Paulo pode negociar mais atletas com clubes do exterior. Os zagueiros Maicon e Rodrigo Caio podem ir para a Turquia e Itália. O volante Thiago Mendes interessa ao Lille. Se mais três titulares saírem, o tricolor terá que passar por uma reestruturação na equipe, em meio ao Campeonato Brasileiro. O blog entrevistou o diretor de futebol, Vinicius Pinotti, sobre essas possibilidades. Confira.

O São Paulo pode passar por um novo desmanche na próxima janela europeia?

''Não tem chance de desmanche. O que tem chance é de idas e vindas. Com o São Paulo não é diferente. Aliás, o São Paulo é o grande vendedor do futebol brasileiro. Produz muito talento. Se a gente perder, a gente vai repor à altura ou mais ainda. Nós estamos muito focados em voltar a ganhar, esse é o nosso objetivo. Então, não vai haver desmanche e se houver alguma saída, ela será reposta, se é que a gente não traga (alguém) antes de vender. Dentro do planejamento, infelizmente, a nossa situação frente à Europa, tem que estar contando que a gente vá perder jogador. Não tem jeito. Aí, vem uma proposta interessante e para o jogador, a gente não tem como fugir. Mas repito, não haverá desmanche''.

O São Paulo vai negociar o Thiago Mendes com o Lille da França?

''Não existe jogador inegociável, é mercado. Mas, por enquanto, não tem nada com o Thiago Mendes, de forma alguma. Publicaram que ele estava vendido, mas é uma grande mentira, não está vendido nada''.

Por que contrataram o atacante Denilson do Avaí?

''Um garoto promissor, tem muito potencial. Não vem para resolver de curto prazo, mas eu acho que ele tem um grande futuro. Jogador de lado de campo, que a gente está precisando. Então, é por aí. É para compor o elenco''.

A política de futebol é trazer reforços que possam ter benefício técnico e financeiro a curto prazo?

''A gente está em duas frentes. Uma é o ganho esportivo, que a gente precisa de curto prazo. Traremos jogadores que também não darão retorno financeiro e sim esportivo. Obviamente que estamos olhando também no mercado, casos como o Denílson, são jogadores com potencial de investimento para uma venda futura. Isso é mesclado''.

A chegada do Maicosuel te dá ganho técnico, mas não financeiro. É por aí?

''É por aí. Não temos expectativa de vender o Maicosuel. Pode até acontecer no futuro, mas não é o mais esperado. Trouxemos ele porque a gente acha que é uma carência do time e vem para resolver nosso problema de curto prazo. É um grande jogador que está precisando de confiança e regularidade de atuação''.

Maicosuel estreou contra o Vitória, quinta-feira. Denílson ainda não foi apresentado. O São Paulo busca um zagueiro, um volante, um meia e mais um atacante no mercado.

 

 

 

 


Vítor Bueno nega dependência de L. Lima e admite ansiedade com Levir Culpi
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Alexandre Praetzel

O técnico Levir Culpi assume o comando do Santos, nesta segunda-feira. O treinador sempre gostou de atuar com meias ofensivos, atacando bastante os adversários, recentemente. Um dos titulares é Vítor Bueno. Jogador lançado por Dorival Jr., Vítor espera se manter na equipe com a chegada de Levir. Em entrevista exclusiva ao blog, Vítor projetou o novo momento santista, falou sobre sua fase atual e a comentada dependência de Lucas Lima, no elenco. Confira abaixo.

O que você achou da chegada de Levir Culpi ao Santos?

''Estamos bastante ansiosos com a chegada dele e motivados também. É um treinador vencedor, que já conquistou títulos importantes e vem para nos ajudar mais ainda''.

Era o que o Santos precisava ou Dorival deveria continuar?

''Eu não tenho que achar nada, eu tenho que jogar bola, apenas. Professor Dorival foi muito importante para nós, diretoria decidiu que o tempo dele já tinha dado e trouxe outro treinador. Tenho certeza também que vai ser muito importante e em função dele, vai nos trazer um estilo de jogo diferente e espero que dê certo''.

Dorival acha que tua afirmação foi um dos legados que ele deixou. Você concorda com isso? 

''Concordo 100%. Foi o Dorival que me colocou para jogar. Me manteve na hora que eu não estava passando por um momento muito bom, me manteve no time e me deu confiança. Tenho que agradecer muito ao Dorival. Já falei com ele, depois da saída dele. agradeci muito e tenho certeza que, se não fosse ele, dificilmente estaria aqui hoje''.

O Santos é muito dependente do Lucas Lima?

''Não. Acho que não. Ano passado, provou muitas vezes que quando ele estava na Seleção, nosso time jogava bem e ganhava. Acho que se criou muito isso. O Santos não joga bem, o Lucas Lima não está, é por causa do Lucas Lima. Acho que não é isso não. Temos jogadores importantes. O que está acontecendo é que não estamos numa boa fase técnica. Não é normal, mas estamos passando por isso. Todo o time passa, mas o importante é que conseguimos a vitória contra o Botafogo''.

Alguns torcedores te vaiaram, após o jogo. Tu achaste isso justo?

''Normal pela fase pelo que o time passa. Tenho certeza que qualquer outro que saísse do time ali, ia ser vaiado. Estou bem tranquilo. Sou o artilheiro da temporada com nove gols, trabalhando para melhorar ainda mais a minha marca. Ano passado, fiz 13 gols. Quem sabe aì, eu consiga alcançar esse ano e passar minha marca. Estou tranquilo. Só procuro jogar futebol. Quanto à torcida, quando estiver perdendo, eles vão vaiar. Quando estiver ganhando e continuar fazendo gols, ele vão bater palmas''.

Vítor Bueno está com 22 anos. Disputou 79 jogos e marcou 23 gols.


Abel reclama de falta de ética no interesse do Palmeiras por Richarlison
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Alexandre Praetzel

Abel Braga não está nada satisfeito com a maneira que o Palmeiras abordou o atacante Richarlison do Fluminense. Em rápido contato com o blog, o técnico tricolor definiu a situação assim, com a ausência do atleta do confronto com o próprio Palmeiras, neste sábado, em São Paulo.

''A ética no futebol brasileiro não existe, respeito muito menos. Transparência não existe na conduta de quem comanda'', disparou, bastante irritado com o assunto.

Abel pretende se manifestar a fundo, depois da partida. O Fluminense tem 50% dos direitos econômicos de Richarlison. Pagou R$ 10 milhões ao América-MG, em 2016.


L. Donizete comenta saída de Dorival e espera ter mais sequência com Levir
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Alexandre Praetzel

Levir Culpi vai assumir o comando do Santos, na próxima segunda-feira. O novo treinador santista trabalhou com Leandro Donizete no Atlético-MG. O jogador chegou ao Santos, indicado por Dorival Jr., com contrato de três anos, mas ainda não conseguiu mostrar o bom futebol dos tempos do Galo. O blog entrevistou o atleta com exclusividade sobre a troca de técnico, o seu momento atual e a projeção para o elenco, até o final da temporada. Leiam abaixo.

Como viste a saída de Dorival Jr., responsável pela tua chegada ao Santos?

''Faz parte, né. O momento não estava tão ruim assim, mas futebol é desse jeito. A cultura brasileira é assim, perdeu duas, três, a torcida protestou, já faz essa troca. Então, a gente já está acostumado com isso também. A gente sentiu um pouco sim, que é um cara carismático, que todo mundo gostava e também me trouxe. Agora, bola para frente, não sei, fechou com o Levir aí, vamos ver se ele faz um trabalho bom também para a gente levantar essa equipe e apresentar um bom futebol''.

Levir tem a ''cara'' do Santos? Pode dar certo a curto prazo?

''Eu acho que vai dar certo sim. Joga para frente, né. A equipe do Santos é bem ofensiva. Ele tem o jeito dele de botar um volante, de tirar e as mexidas dele sempre davam certo lá no Atlético, quando eu estava lá. Então, que ele seja feliz também aqui e consiga organizar nossa equipe o mais rápido possível e a gente comece a dar a volta por cima''.

Houve uma causa especial para você não ter jogado muito ainda pelo Santos?

''Não teve nada não de especial, lá dentro, de adaptação. Foi mais opção do Dorival mesmo. Eu também achei que merecia ser mais usado. Estava esperando essa chance, trabalhei, venho trabalhando forte, venho demonstrando o mesmo futebol que eu demonstrava no Atlético. Só que não tive sequeência ainda por aqui, duas partidas seguidas no máximo. Então, preciso pegar mais um ritmo de jogo bacana e aí vou mostrar meu futebol para poder ajudar o Santos. Mas estou na expectativa de começar a jogar e mostrar meu valor para conquistar títulos aqui, o que eu consegui em todos os lugares onde passei''.

Santos tem time para uma grande conquista?

''Com certeza, tem um elenco forte. Só ter coerência certinho. Colocar na hora certa. Colocar quem estiver melhor para jogar''.

Leandro Donizete está com 35 anos. Chegou ao Santos, em janeiro. Disputou 12 jogos e não marcou nenhum gol.


Lopes avalia troca com o Corinthians e vê Jair como realidade no Brasil
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Alexandre Praetzel

O Botafogo perdeu para o Santos, no Pacaembu, mas a diretoria segue com o trabalho de recuperação do clube e na busca por reforços. O blog entrevistou o gerente de futebol, Antonio Lopes, a respeito das condições do time para conquistar um grande título, o trabalho de Jair Ventura e a possibilidade de uma troca com o Corinthians. Acompanhem abaixo.

Como o Sr. define o trabalho que está sendo feito no Botafogo?

''Tenho a impressão que podemos conceituar como bom o trabalho, né. Desde que a maneira como o Botafogo estava, essa direção do clube assumiu. Foi um início desastroso, aquilo que nós encontramos com oito jogadores, bastante dívidas, jogadores não acreditavam mais no Botafogo. Você tentava a contratação, jogador dizia Botafogo não paga, não venho para cá. Graças ao nosso presidente, atuante, guerreiro, batalhador, o Botafogo começou a se reerguer. Estava na Série B, fomos campeões, duas vezes vice-campeão estadual e colocou-se a equipe na Libertadores também. Então, o Botafogo hoje está recuperado e tem muito caminho pela frente ainda para poder se reerguer totalmente. Mas está muito bem. O presidente, com seus pares de diretoria, tem trabalhado muito. A dívida diminuiu bastante. O Botafogo hoje paga em dia, jogadores recebem em dia, até o dia 31, tem recebido constantemente. Não deve nada aos jogadores. Hoje, o jogador quer vir para o Botafogo, muitos jogadores se oferecendo para o Botafogo e no aspecto técnico melhorou muito. Quando nós assumimos, vinha de oitavo lugar no estadual e disputamos o título duas vezes. Estamos na Libertadores e bem na Copa do Brasil também. Então, é isso. Acho que foi um trabalho excepcional que se realizou e continuamos realizando no Botafogo''.

O Botafogo está pronto hoje para ganhar um grande título?

''O elenco está melhorando, apesar das dificuldades. A gente tem uma limitação financeira para as contratações, mercê de uma orientação do nosso próprio presidente, que sabe onde ele pode botar o Botafogo em termos financeiros. Estamos com um elenco que está melhorando. Precisamos de mais contratações e estamos tentando para poder fortalecer o nosso time e brigar para ver se a gente chega lá''.

Zagueiro Emerson Santos por Luciano do Corinthians poderia ser uma boa troca?

''O Emerson está em final de contrato, termina dia 31 de dezembro. Um excelente jogador, mais um que o Botafogo fez em casa, egresso da base. Então, eu acho que poderia ser uma boa troca. Luciano é bom jogador também, o Emerson é um grande jogador, garoto ainda, muito bom. Acho que os dois clubes poderiam se beneficiar com essa troca''.

Jair Ventura tem tudo para se tornar um grande nome como técnico?

''Eu já o considero um grande nome, tenho acompanhado o trabalho dele. A gente está sempre conversando e já reputo o Jairzinho um dos melhores treinadores do Brasil. Pelo que ele faz, pelo que tem feito pelo Botafogo, ajudado muito com sua competência. Então, hoje, acho que é mais que uma realidade''.

O Botafogo tem sete pontos em 15 disputados no Brasileiro. O time está nas oitavas-de-final da Libertadores da América e quartas-de-final da Copa do Brasil, contra o Atlético-MG.


Técnico do Coritiba prevê campanha melhor com atual elenco no Brasileiro
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Alexandre Praetzel

O Coritiba somou nove pontos em 12 disputados e chamou a atenção neste início de Campeonato Brasileiro. Na derrota para o Santos, foi superior na Vila Belmiro e não venceu pela grande atuação do goleiro Vanderlei. O time é comandado por Pachequinho, ex-atacante e ídolo do clube nas décadas de 80 e 90. O blog entrevistou o treinador sobre o desafio de ser efetivo, a projeção para a competição e a busca por resultados melhores, depois de anos lutando apenas para não ser rebaixado. Acompanhem abaixo.

Depois de anos no clube, o desafio de ser técnico efetivo se torna ainda maior?

''A vida de um treinador, ela sempre é um desafio, né. E para mim, que moro em Curitiba, que joguei no clube, trabalhei em categorias de base, como auxiliar técnico e técnico interino, é um desafio ser efetivado justamente porque você tem a tua cobrança de que aconteçam os melhores resultados, vitórias venham, as conquistas e a pressão e cobranças vêm ai mesmo tempo. É um desafio, mas estou no futebol há muito tempo e vejo que o momento chegou espero que minha carreira dure um bom tempo''.

Como defines o elenco do Coritiba hoje?

''Um elenco equilibrado, onde cada setor do campo nós temos opções e opções com qualidade. A equipe não perde muito quando surgem as possibilidades de alterações ou lesões que acontecem numa competição longa. Então, eu vejo uma equipe equilibrada e muito melhor que os anos anteriores, no aspecto de elenco e os resultados estão provando isso''.

Nos últimos anos, o Coritiba vem lutando para não cair. A tendência é essa para este ano?

''É mudar esse histórico. A tendência é fazer um ano melhor e nós conseguimos com o título estadual, criar esta confiança, criar esse otimismo e os atletas estão muito focados num ano melhor. A união dentro do clube é muito forte, muito grande. O trabalho, em relação ao futebol e aos jogadores, eles vêm dando o máximo, se empenhando não só nos treinamentos como nos jogos e todos estão muito fechados para buscar um ano muito melhor. A sequência e regularidade são fatores que vão contribuir para um futuro melhor do Coritiba''.

Os pontos corridos indicam times com mais recursos como vencedores. É utopia pensar em título?

''Eu acho que o Coritiba tem que pensar jogo a jogo. O título é consequência de uma temporada boa, de um investimento do clube em atletas que possam estar à disposição, que fortaleçam mais o elenco e é isso que já buscamos, muito diferente de anos anteriores, que nós tínhamos algumas dificuldades com relação à composição do elenco. A temporada é longa, são 38 rodadas e já passaram quatro. A regularidade das equipes que não sejam as principais candidatas ao título, tem que ter sequência de vitórias, buscar resultados fora, padrão de jogo definido sem alterar e ter as peças interessantes para poder montar uma equipe forte. De acordo com este ano, planejamos jogo a jogo, conseguir esses objetivos, primeiro vencer, buscar resultados importantes e pensar mais para o final, o que vai acontecer''.

Qual teu modelo de jogo e filosofia de trabalho?

''Primeiro, é uma equipe competitiva, que jogue dentro e fora de casa da mesma maneira. Tem o comportamento de atacar e defender. Muito agrupada, muito próxima e sabendo o que faz dentro de campo. Na hora de marcar, todo mundo ser humilde, voltar e recuar, pressionar muito o adversário para não ter liberdade. E na hora de atacar, todos com o objetivo de dar opções aos companheiros, chegar na frente com força e envolver o adversário, criando oportunidades. Então, é uma equipe equilibrada que joga, muito daquilo que faz no Couto Pereira, joga também com inteligência e sabedoria, fora de casa, porque alguns jogos são pontuais, que você precisa ter mais atenção e humildade na marcação''.

O Coritiba enfrenta o Palmeiras, nesta quarta-feira, no Couto Pereira. O meia Matheus Galdezani, 25 anos, apareceu como destaque nos jogos iniciais. O elenco ainda conta com nomes experientes como Wilson, Werley, Alan Santos, Anderson, Kléber e Alecssandro.


Dorival considera demissão sem motivos e acredita em recuperação do Santos
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UOL Esporte

Dispensado do Santos após dois anos de trabalho no último fim de semana, o técnico Dorival Júnior acredita que conseguiria fazer o clube sair da sequência ruim de resultados que acabou com sua demissão. Em entrevista ao blog, Dorival também afirmou que não vê motivos para sua demissão, destacando seu aproveitamento nos jogos no comando da equipe, e declarou ter tido problemas somente com o argentino Vecchio – questão resolvida e isolada no elenco alvinegro.

Confira a íntegra da conversa:

Alexandre Preatzel: Como defines tua saída do Santos?

Dorival Júnior: Toda saída é traumática em algum sentido, é natural. As pessoas procuram os problemas, procuram todo tipo de situação negativa que de repente possa ter acontecido. Sinceramente, nós só não tivemos bons resultados nesse último momento da equipe. Acredito que depois de dois anos houve sim uma instabilidade, mas ela seria contornada. Já vinha acontecendo. Em todos os momentos que tivemos a equipe toda titular em campo os resultados foram muito bons. Terminamos com um aproveitamento acima até da grande normalidade das equipes, 65% depois de dois anos de clube, sendo vice em duas competições que o Santos não se aproximava há algum tempo. Tendo a possibilidade da disputa de uma final que foi o Paulista e a conquista. Estando na Libertadores já classificado em uma chave dificílima, que tinha três campeões nacionais de seus países. Jogando dois jogos com altitude. Chegamos a um ponto da melhor campanha. A única equipe que mantém a invencibilidade com jogos bem complicados. Copa do brasil passamos de fase. Sou muito realista e bem sincero, não vi motivos, o futebol brasileiro é assim, não dá a possibilidade dos treinadores poderem passar por determinada instabilidade. Exigem sempre resultados e, em um primeiro instante que oscile, as indagações começam, procura-se todo tipo de situação, mas só não tem o principal que é a paciência para que o trabalho fosse reconduzido, corrigido e caminhasse como sempre caminhou. Cito o exemplo do ano passado, começamos o Brasileiro com apenas um ponto a mais. Nos recuperamos e fomos ao vice-campeonato da competição. Não vejo que tenha sido um problema nesse instante. Poderíamos ter resolvido esse problema. O elenco todo nos conhece, temos uma aceitação muito grande com todo o grupo. Existe um respeito muito grande. Não tenho dúvidas que sanaríamos os problemas e engatilharíamos uma sequência como foi ao longo de toda temporada que tivemos aqui.

Praetzel: Houve algum atrito com o grupo de atletas?

Dorival: Dou muita atenção a esse tipo de situação, sempre me preocupei muito. Não foi por acaso que fiquei dois anos. Foi porque nos respeitamos muito e buscamos o respeito de todos e assim foi desde a minha chegada, tanto com os mais jovens quanto com os mais experientes. Tive um único problema com o Emiliano Vecchio, o chamei a minha sala, o afastei dos trabalhos pela postura que vinha tendo e não vinha agradando a mim e aos companheiros. Ele mudou completamente a postura. A partir daí foi reintegrado, já estava reintegrado. Se recuperou, começou a trabalhar com muita determinação. Fora isso não houve situação nenhuma. Não tive problemas em nenhum momento, muito pelo contrário. Ontem, com a nossa saída, de 32 jogadores apenas quatro ou cinco não nos mandaram mensagens ou ligações. Acho que isso mostra o que foi nossa passagem ao longo de dois anos à frente de uma equipe como o Santos.

Praetzel: O que deixas de legado?

Dorival: Muitas coisas positivas aconteceram nesses últimos anos. O Santos saiu de uma equipe brigando por rebaixamento em 2015 para a luta por um título da Copa do Brasil, em seguida a conquista do Paulista. O vice do Brasileiro, a classificação da Libertadores, agora passando de fase. Mas o principal é que nunca abrimos mão de jogarmos futebol com qualidade, vistoso, para frente, ofensivo. Buscando o gol a todo momento com trocas de passes. E foi isso que o Santos mostrou nos últimos dois anos. As pessoas podem contestar uma situação ou outra, ninguém é perfeito. Tudo que alcançamos, o crescimento que a equipe teve, a maneira como os jogadores reagiram à nossa saída agora, porque eles percebiam a evolução que a equipe vinha tendo. O quanto eles cresceram profissionalmente em todos os aspectos. Fico feliz que isso tenha acontecido e o maior legado é que o Santos saiu de uma equipe contestada, gerando todas dúvidas possíveis, para uma equipe que sempre se manteve em cima em todas as competições que entrou. Esse grupo de jogadores que hoje eu vejo totalmente preparados para que possam chegar à conquista de uma competição de alto nível. Espero que venha a acontecer rapidamente pelo merecimento que esses atletas têm pelo belo trabalho que eles envolveram.

Praetzel: Dirigentes não resistem às pressões em anos eleitorais?

Dorival: Só em anos eleitorais. Não estou citando a diretoria do Santos, muito pelo contrário. O profissionalismo ainda não chegou na gestão esportiva. A grande maioria dos gestores sempre torcedores de seus clubes, influenciados pelo momento da equipe. Acima de tudo, por um conselho que tem 300 pessoas e naturalmente exercem uma pressão muito grande no momento que os resultados não acontecem. Quero deixar bem claro que estou falando no sentido geral, não a diretoria do clube porque tomaram essa decisão nesse instante. Vou continuar achando que enquanto não houver uma mudança na forma que os clubes são dirigidos, com profissionais na área, cargo de presidente remunerado, diretor remunerado, que se responsabilizem pelo trabalho, mas acima de tudo também estejam comprometidos com a parte técnica da equipe. Isso é muito importante que aconteça, porque cobra-se o profissionalismo dos atletas, das comissões, mas precisamos que as gestões se modifiquem. Os clubes estão com um modelo completamente falido de gestão.

Praetzel: Quais os teus planos para o momento? Já estás no mercado?

Dorival: Foram dois anos importantes, houve uma resposta positiva em todos os aspectos. Prefiro agora dar uma seguradinha, buscar uma recomposição e voltar a ter uma boa condição em um futuro próximo. Vamos aguardar, estudar um pouquinho, ver o que os clubes estejam apresentando nesse momento. Entender um pouco mais, procurar aprender um pouco mais. Isso é muito importante em um momento como esse para que você alcance uma melhora, se qualifique um pouco mais e volte mais forte ainda.


Levir Culpi e o rótulo dos treinadores
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Alexandre Praetzel

Quando um treinador é demitido no Brasil, fico aguardando as justificativas dos dirigentes para tal decisão. A quase totalidade é pela falta de resultados. Outras, porque perdeu o vestiário, tem mau relacionamento com alguns jogadores, escalações equivocadas ou trabalho ruim no dia-a-dia.

Dorival Jr. caiu no Santos pela queda no desempenho da equipe, segundo a diretoria. Já surgiram outras razões, como a intromissão do filho Lucas e sua péssima relação com os atletas, o ''poder'' dos intocáveis Ricardo Oliveira e Renato, a religião dominante no grupo e a falta de pagamento dos salários. Ok. Mas o Santos está invicto na Libertadores e pegará o Flamengo, nas quartas-de-final. Na cultura resultadista dos dirigentes, o trabalho não pode ser considerado ruim.

Então, vamos ao alvo santista: Levir Culpi. Ficou anos no Japão e retornou ao Brasil, como técnico do Atlético-MG. Em 2014, foi campeão da Copa do Brasil e Recopa Sul-Americana e o responsável pela saída de Ronaldinho Gaúcho. Em 2016, foi campeão da Primeira Liga com o Fluminense e bateu de frente com Fred, determinando a transferência do goleador para o Galo. Saiu do Flu, depois de dez jogos sem vitória.

Levir Culpi já mostrou que é bom técnico. Agora, qual o critério para contratá-lo? Provavelmente, o rótulo de ''Comandante do Vestiário''. O cara que não permite comando paralelo. Que, teoricamente, trata todos com igualdade. Que não vai permitir acomodações e panelinhas. Pode ser.

Mas e o trabalho tático e técnico? Qual a avaliação que é possível fazer? Levir gosta de futebol acadêmico ou competitivo? Conseguirá extrair o máximo dos jogadores? Fica tudo na teoria. No imponderável, seria melhor apostar em Elano. Mais barato e conhecedor das entranhas do CT e da Vila Belmiro.

O fato é que os treinadores são escolhidos com critérios muito vazios. Tudo depende do rótulo obtido e de quem está disponível no mercado. Até a próxima queda e busca por outro ''paizão'', ''mobilizador'', ''tático'' ou ''disciplinador''. O trabalho fica em segundo plano.