Blog do Praetzel

Eduardo Baptista vai bem nas escalações e administração do grupo
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Alexandre Praetzel

A escalação do Palmeiras contra o Mirassol mostrou que o elenco alvi-verde tem opções para dar e vender. Sem os jogadores selecionáveis, machucados e com Vitor Hugo suspenso, Eduardo Baptista deu chances a quem foi bem contra o Santos e a outros que não vinham sendo aproveitados como Rafael Marques e Antonio Carlos, entre os titulares, e Alecssandro e Erik, no decorrer da partida.

Rafael teve seu nome ligado ao Botafogo, Inter e Corinthians, semana passada, mas sempre colocou o Palmeiras em primeiro lugar, evitando qualquer murmúrio ou reclamação por estar na reserva ou até mesmo fora das relações de alguns jogos. Fez um gol e elogiou o ambiente do vestiário. Na comemoração, os companheiros vibraram muito e correram em sua direção.

Há vários treinadores que se complicam com muitas opções para escalar. Como só jogam onze, é preciso ser um administrador de vaidades num grupo cheio de nomes acostumados a estarem ali, jogando, e não assistindo.  Na Libertadores da América, sete ficam na suplência, aumentando a concorrência e diminuindo as chances de muitos. Eduardo Baptista fez bem e deve utilizar os dois últimos confrontos do Paulista para rodar os atletas, ainda mais.

Agora, Eduardo pensa em abolir as concentrações nas partidas à noite, em São Paulo. A primeira experiência foi feita ontem, com todos se apresentando para o almoço e descansando na Academia. Não é uma grande novidade, mas sempre encontrou resistência de dirigentes pela cultura dos brasileiros. Acho que é uma forma madura de comandar, estendendo a mão, mas cobrando comprometimento e profissionalismo, acima de tudo.

Para quem não iria durar muito, na cabeça de uma multidão de palmeirenses, Eduardo Baptista vai começando a quebrar resistências e mostrando que tem lastro para dirigir ''cobras criadas'' no futebol. Os resultados falarão mais alto, mas trabalho e pulso firme também podem fazer a diferença. A conferir.


Éverton Ribeiro é reforço para acertar time. Meia ainda sonha com a Copa
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Alexandre Praetzel

Éverton Ribeiro agitou o mercado da bola no Brasil, ao anunciar que pretende retornar ao futebol brasileiro, conseguindo a liberação do Al-Ahli dos Emirados Árabes. Melhor jogador do país em 2013 e 2014, o meia ainda sonha com a participação na Copa do Mundo da Rússia e pretende estar atuando num time grande e com exposição para o técnico Tite.

O empresário do atleta, Robson Ferreira, negocia a rescisão de contrato para Éverton ser transferido antes de 04 de abril, data limite de transferências internacionais no Brasil. Éverton tem qualidade indiscutível e acertaria qualquer meio-campo, resolvendo vários problemas de criação e conclusão em algumas equipes.

Próximo dos 28 anos, Éverton vai escolher o clube onde atuar. Interessados não faltarão. Alexandre Mattos é padrinho de casamento de Éverton, mas garante que o Palmeiras não tem nenhuma negociação aberta com o atleta. Inter e São Paulo são times que buscam um meia de exceção para os seus elencos e surgem como candidatos a contratá-lo.

Claro que Éverton Ribeiro terá que se readaptar ao calendário estafante, vindo de um futebol onde se treina menos e se compete pouco. Outros nomes repatriados da região, sofreram com lesões musculares e desgaste físico. Mas vale o investimento, sem dúvida. É aguardar para ver, onde Éverton Ribeiro irá atuar. Bom para o futebol brasileiro.


M.A.Cunha defende Ceni, sequência para Renan e nega dívida do tricolor
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Alexandre Praetzel

A eleição à presidência do São Paulo será em abril, mas os bastidores já estão agitados. A última de alguns conselheiros e integrantes da oposição é de que o presidente Leco não havia pago Marco Aurélio Cunha pelos serviços prestados em 2016 e que estaria pedindo para o ex-superintendente abrir mão dos pagamentos. O blog conversou com Marco Aurélio Cunha, que negou a dívida e revelou que está tudo acertado, apoiando a reeleição de Leco e elogiando o início de trabalho de Rogério Ceni. Confira abaixo.

O São Paulo lhe deve algo ou pediu para o Sr. abrir mão dos pagamentos de 2016?

''Não. Foi tudo acertado em fevereiro. Isso nunca existiu. Em época de eleição, costumam surgir coisas do nada''.

O que estás achando do início do trabalho de Rogério Ceni? 

''Primeiro, acho que a escolha do Rogério foi excelente porque já tem história e é figura muito forte no clube. Dificilmente seria contestado por jogadores e torcida. Dá oportunidades a todos de jogar num campeonato onde a classificação é fundamental. Faz com que todos sejam compromissados e sem reclamações sobre falta de utilização. Moderno, sereno, muito forte, veio para ser um grande treinador. Está fazendo esta parte inicial muito bem feita''.

São Paulo não tem goleiros à altura do time?

''Eu acho que isso não é bem verdade. Tem três goleiros, sem fixar algum. Denis não teve sorte. Faz grandes defesas, toma gols incríveis em chutes absurdos e a conta dele está mais pesada do qualquer outro. Renan teve acidentes na mão, lesão muscular e o Sidão jogou pouco. Eu diria que o Renan deve ter oportunidades e o outro melhor vai ser suplente. Se der chance a Renan, pode ter um goleiro. A cobrança pós Rogério Ceni é muito cruel''.

Quem apoias na eleição à presidência?

''Apoio Leco. Pegou uma situação muito negativa e com serenidade está revertendo, sem protagonismo, nenhum falatório. As mudanças são notórias. A parte financeira está bem ajustada. Saiu da fase de escândalos. Merece continuar. Mudanças radicais agora só vão atrapalhar. Começam a aparecer coisas paralelas de alguém que seja uma solução e depois vai embora a hora que quer. Prefiro uma gestão mais conservadora com a tradição do São Paulo do que pirotecnias. Temos que nos adequar a coisas mais novas, mas sem surtos de loucura''.

Marco Aurélio Cunha trabalhou no São Paulo até o final de janeiro, retornando ao cargo de diretor de futebol feminino da CBF. Foi chamado num momento delicado do time, quando havia até ameaça de rebaixamento para a Série B.

 

 


Diniz e Vampeta defendem modelo do Audax, ameaçado de rebaixamento
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Alexandre Praetzel

O Audax, vice-campeão e sensação do Campeonato Paulista em 2016, vive um momento delicado no Estadual. É o último colocado com sete pontos e estaria rebaixado hoje. Faltam três rodadas e o Audax está dois pontos atrás do São Bernardo e três de Santo André, São Bento e Ituano. O blog entrevistou Vampeta, presidente do clube, e o técnico Fernando Diniz. Leiam abaixo.

Campanha ruim do Audax

''Houve uma renovação no elenco e isso não é fácil num time pequeno. Todo mundo sabe que o campeonato ficou mais difícil porque encurtou, com menos rodadas. Ainda acredito na equipe. Só dependemos da gente. Não é fácil, mas só depende da gente''.

Modelo de jogo se esgotou?

''Nao se esgotou de maneira nenhuma. O Audax sempre teve o domínio dos jogos, mas precisamos finalizar melhor. Continua mandando nos jogos. O estilo de jogo não vai mudar. Lógico que em outras situações pode mudar, mas o padrão não vai mudar. É assim que jogamos''.

Fernando Diniz

''Ele só sai do Audax se houver grande proposta de outro clube. Ele faz parte do nosso projeto. Não faz parte dos planos da diretoria, demití-lo em nenhum momento''.

O blog também conversou com Fernando Diniz. Acompanhe as declarações.

Desempenho do time

''O desempenho não confere com a pontuação. Em muitas partidas, merecíamos ganhar, mas acabou culminando nessas dificuldades. O campeonato ficou mais curto. É verdade que temos que melhorar, mas esse é o principal motivo. Estamos desperdiçando muitas chances e isso não pode acontecer''.

Modelo de jogo

''Com uma cultura de resultados imperando, o modelo não serve. Para quem gosta do nosso modelo, a gente cria muito mais chances do que os adversários e precisa ser mais incisivo nas finalizações. Em muitos jogos a gente sofreu alguns gols, que também não eram costumeiros''.

Rebaixamento preocupa? E a garantia da diretoria sobre teu trabalho?

''Rebaixamento preocupa todo mundo. Uma coisa muito ruim ser rebaixado. Tem que pensar em ganhar os próximos jogos e olhar para a frente. O time tem condições de sair desta situação. A declaração do Vampeta me deixa contente. É fruto do trabalho que foi feito nos últimos três anos e nossa relação com os dirigentes é bem diferente. O time foi remontado e tivemos que mexer muito. Fomos nos achando durante a competição. Precisamos ganhar do Novorizontino, sem projetar as outras partidas''.

O Audax enfrenta o Novorizontino e o Palmeiras , fora de casa, e fecha a primeira fase contra o Santo André, em Osasco.


Clássico na Vila mostrou os dois melhores do Brasil. Palmeiras foi letal
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Alexandre Praetzel

Santos e Palmeiras fizeram o jogaço esperado neste domingo, na Vila Belmiro. Um primeiro tempo com muito equilíbrio, dois times atacando bastante e meio-campos criativos, além de ótimas defesas de Fernando Prass e Vladimir. A bola do jogo ficou para Vítor Bueno, perdendo oportunidade incrível quase na risca do gol. Faltaram os gols, porque no resto houve de tudo, com as duas equipes mostrando que hoje podem dominar o futebol brasileiro, sim. O fato de ter virado 0 a 0 não significa que não possa ter sido um grande confronto. E vimos muita qualidade dentro de campo.

Na segunda etapa, Eduardo Baptista sacou Guerra e colocou Egídio, levando Zé Roberto para o meio-campo. A mudança não surtiu efeito e trouxe o Santos para cima. O domínio foi total, até o gol de Ricardo Oliveira, abrindo o placar, depois de Prass ter feito uma defesa espetacular em cabeceio de Lucas Veríssimo.

Atrás no jogo, Eduardo lançou Róger Guedes e William e teve muita felicidade. Róger participou do gol de Jean, igualando a partida e William virou para o Verdão, silenciando o estádio. Um resultado maiúsculo, contra um grande adversário e torcida local. Virada de um elenco maduro, que não se desesperou com o domínio santista. O Palmeiras chegou aos 21 pontos e assumiu a melhor campanha do Paulista.

Fernando Prass foi o nome do clássico. O Santos foi melhor, mas o Palmeiras foi mais letal, botando a bola para dentro e saindo vitorioso. Jogaço. Para mim, com os dois melhores times do Brasil, respeitando todas as opiniões.


“Palmeiras tem melhor elenco. Santos é forte com titulares”, diz Assunção
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Alexandre Praetzel

Santos e Palmeiras prometem um ''jogaço'', neste domingo, pelo Campeonato Paulista, na Vila Belmiro. Hoje, os dois times são apontados como os melhores do país, pelos titulares e elencos que possuem. O blog conversou com Marcos Assunção, ex-volante das duas equipes, com boas atuações e reconhecimento de torcedores e dirigentes. Assunção comparou as equipes e projetou grande clássico. Leia abaixo.

Palmeiras de hoje

''Palmeiras de hoje é muito bom, o melhor elenco do Brasil, nos últimos anos. Vem fazendo grandes campeonatos, é um time que eu gostaria de estar jogando hoje, pelo número de jogadores bons que tem. A gente fica feliz. Tenho um filho palmeirense que torce muito e está gostando muito de ver o Palmeiras, nos últimos anos, principalmente, sendo campeão e jogando bem. É um clube que eu tenho um carinho enorme, por tudo que eu passei nos quase três anos que eu vivi ali e muito feliz por dar essa alegria para os torcedores palmeirenses''.

O que mais chama a atenção no Palmeiras, em relação a quando jogaste?

''No momento que eu atuava, não tinha tanto dinheiro quanto tem hoje e não tinha tantos jogadores bons, também. Isso que faz um clube vencedor. Um clube com condição para contratar grandes jogadores e contratar bem. Isso o Palmeiras fez''.

Time do Santos completo pode segurar o Palmeiras nas grandes competições?

''É isso mesmo. Eu falo do Palmeiras como elenco, o Santos, a gente está falando dos onze jogadores. A partir do momento que ninguém se machuque, não tenha que sair por cartão, o Santos é uma grande equipe, tem grandes jogadores. É um clube, um time, que está ali, no mesmo nível do Palmeiras, quando entram os jogadores titulares''.

O que achas do jogo deste domingo na Vila Belmiro?

''O Santos é muito forte jogando na Vila, mas o Palmeiras tem grandes jogadores, experientes, que podem fazer a diferença. É difícil falar um resultado, quem vai ganhar, mas é muito fácil saber que vai ser um grande jogo para as pessoas que vão ao estádio e assistirão em casa, não vão perder seu tempo porque será uma partida muito gostosa de se ver''.

Santos e Palmeiras são candidatos ao título da Libertadores, em meio ao Brasileiro?

''Pode haver dificuldade para o Santos, justamente aquilo que nós estamos falando de não ter um elenco tão grande quanto o Palmeiras, com jogadores tão capacitados quanto o Palmeiras, mas a gente vai torcer para que as duas equipes, que são as duas onde eu joguei, santista desde pequeno, o Palmeiras com um carinho e respeito muito grande por tudo que eu passei lá. A gente torce para que possa ir o mais longe possível''.

Destacaria alguém especial nos dois elencos?

''No Santos, meu amigo, joguei com ele no Betis-ESP, um cara que dispensa comentários, que é o Ricardo Oliveira. Um atacante, um dos melhores que eu já joguei. Tem velocidade, chuta com a perna direita, esquerda, cabeceia bem. Então, é um cara que eu gosto muito. No Palmeiras, o Dudu, pela fase que está vivendo. Uma fase muito boa, depois de ter passado por uma fase ruim. Agora, acho que ele se assentou, colocou a cabeça no lugar e viu que realmente ele é o cara do time, que tem que levar o time para grandes conquistas. Tchê Tchê também. Meu amigo, um cara que é o motor do time, que faz o time jogar. Quando ele não joga bem, o time não vai bem. São três jogadores. Escolhi dois do Palmeiras, o Ricardo, mas vou escolher também o Lucas Lima para ficar empatado. São jogadores que fazem os times jogarem''.

O Palmeiras está praticamente garantido nas quartas de final do Paulista e pode determinar a eliminação do Santos ou ajudá-lo na classificação. O Palmeiras irá enfrentar Mirassol e Ponte Preta, concorrentes diretos do Santos, por uma vaga na próxima fase do Estadual.


Empresário vê R. Marques chateado com situação, mas nega saída do Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Rafael Marques teve seu nome envolvido em algumas especulações nesta semana. O atacante tem contrato com o Palmeiras até dezembro e não vem jogando com Eduardo Baptista. O atleta foi apontado como possível reforço do Botafogo e do Inter e envolvido num boato sobre sua dispensa do clube. O blog entrevistou o empresário do jogador, Nenê Zini, a respeito do assunto. Acompanhe abaixo.

Rafael Marques está saindo do Palmeiras?

''Não, de forma alguma. Ele tem um ambiente excepcional lá dentro. Ainda há situações de mercado, mas no momento não tem nenhuma proposta por ele. Ele está feliz com o grupo, equipe, trabalho, é um cara super profissional. Está chateado por não estar jogando, mas isso é normal. Já provou seu valor para diretoria, torcida, não tem porquê desestabilizar esta relação''.

Tem alguém querendo prejudicá-lo dentro do clube?

''Não sei porque isso está acontecendo. Não trabalho com especulação. Converso constantemente com o Mattos e ele me disse que nunca houve nada, deixando claro que o Rafael é muito importante para o Palmeiras. Nós temos um excelente relacionamento e não temos porque criar algum atrito. Quem acompanha o dia-a-dia, sabe que ele é um cara motivado. Respeita o contrato e está inscrito em todas as competições. Especulação sem nome, não tem porque falar''.

Rafael Marques ficará no Palmeiras ou já recebeu propostas?

''Não recebi propostas, nem contatos de Botafogo, Inter ou Corinthians. Rafael tem contrato até dezembro e não recebemos nenhuma oferta de pré-contrato do Palmeiras ou qualquer outro clube. Ele está quieto por uma questão de respeito. Tem postura profissional e está aguardando o seu momento''.

Rafael Marques está com 33 anos. Fez 105 jogos pelo Palmeiras e marcou 21 gols. Em 2017, praticamente não atuou, com Eduardo Baptista no comando.

 


Beletti vê Coritiba subindo de patamar e defende negociação com Ronaldinho
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Alexandre Praetzel

''O Coritiba pode sim, alcançar outro patamar no futebol brasileiro''. A declaração é de Juliano Beletti, multicampeão como jogador, com troféus da Champions League e Campeonato Espanhol pelo Barcelona e o título de Campeão do Mundo, pela Seleção Brasileira, em 2002. Beletti deixou a função de comentarista de TV para aceitar o desafio de ser Diretor de Relacões Internacionais do Coritiba. Empolgado com o novo cargo, Beletti concedeu entrevista exclusiva ao blog, projetando parcerias interessantes e crescimento do Coritiba, a médio prazo. Leia abaixo.

Função no Clube

''É uma função que as pessoas têm confundido um pouco. Não tem nada a ver comprar e vender jogador. Não tem nada a ver com departamento técnico do clube. Aproveitar contatos ao longo da carreira e hoje em dia, para gerar negócios para o clube em terras internacionais. Não só patrocínio, mas divulgar a marca Coritiba. Campeão em 1985 e com dois vice-campeonatos da Copa do Brasil. O Coritiba precisava de um salto para criar uma possibilidade de negócios internacionais, para mostrar o clube na Europa. Queremos que agentes e empresas internacionais nos procurem diretamente, com foco maior em empresas. Só farei meio-campo em nível de consultoria para determinado assunto. Fui convidado para visitar o Villareal da Espanha, para saber como era o Coritiba, metodologia de trabalho, para quem sabe, um trabalho em conjunto com intercâmbio e amistosos. Conseguindo abrir espaço para o Coritiba nestes mercados, você atrai atenção de empresas. Estou gostando de viver essa experiência. O clube está deixando eu trabalhar para atingir metas e objetivos. Mandamos 15 jogadores para as seleções de base no ano passado''.

Tentativa de contratar Ronaldinho Gaúcho foi um ''mico''?

''Sinceramente, para o que eu estava buscando, não vindo a negociação, eu quero tirar proveito do que aconteceu. O nome do Coritiba foi mencionado no mundo inteiro com a possibilidade da chegada do Ronaldo. Só com a chance de contratá-lo, o Coritiba foi notícia na mídia espanhola, italiana, norte-americana. Quem nunca ouviu falar no Coritiba, graças a possibilidade que eu criei, não pensa como mico. Fui na Europa e as pessoas me perguntavam que o Ronaldo quase jogou no Coritiba. O Ronaldo nos recebeu e fez um proposta oficial, só que o Barcelona também o convidou para ser embaixador do clube e o Ronaldo ficou impossibilitado de fazer as duas coisas. Não vejo fracasso de jeito nenhum. Ao aceitar ser embaixador do Barcelona, choveu trabalho e ele ficou impossibilitado de fazer as duas coisas. Foi uma ideia de criar algo novo. Estava precisando arrecadar um pouco mais de sócios. Dei algumas opções de marketing a nível internacional e o Ronaldo foi uma delas, posição carente de meia no elenco. Os próprios funcionários do clube falaram o seguinte: pode ser que não saia negócio, mas mexeu com a mídia e o torcedor. Isso sempre é importante''.

Vês o Coritiba em outro patamar a médio prazo?

''Enxergo, porque está numa cidade extraordinária, que coopera com esta ideia. Tem gestão bastante equilibrada e número de sócios que pode ajudar muito. Estou aqui como consultor, o pessoal da base me chama para eu passar a experiência que eu tive como jogador internacional. Todas essas ideias é com o intuito de dar um salto, sem ficar na parte de baixo da tabela, melhorando a estrutura. Falo com todos os responsáveis dos departamentos de base dos clubes que eu visito para trazer algo novo para o Coritiba. Informação não tem preço. Sabendo transmitir e assimilar, é dar o próximo passo e a casa está arrumada''.

Consulta sobre novo técnico

''Já fui consultado. Me perguntaram se eu conhecia um nome que foi sugerido. Só fiz o contato pelas minhas relações no futebol. Nosso departamento técnico tem muitos contatos e podem chegar nos nomes, sem minha ajuda'',

Time do Coritiba

''A nível de comparação com os adversários do Paranaense, não conseguiu ainda atingir seu melhor nível. Troca de treinador atrapalhou, não tem jeito. Pachequinho é do clube, conhece jogadores e já começa a ter uma evolução. A nível do Brasileiro, ele e os jogadores sabem que tem que melhorar pouco a pouco. O Estadual pode servir para aprimorar o nível coletivo e competitivo. Pode ajudar nisso''.

Parceria com grandes times europeus

''Abrindo a possibilidade que alguma coisa possa acontecer, é onde eu tenho priorizado minhas forças. É tentar gerar alguma coisa para que os jogadores sejam mais conhecidos. A título de grandes europeus, meu objetivo é tentar criar um vínculo para que o Coritiba tenha as portas abertas nesses lugares. Estou conseguindo. As coisas estão andando. Têm várias coisas que podem acrescentar e fazer a diferença, se soubermos explorar e trabalharmos nisso''.

Aos 40 anos, Beletti tem contrato de dois anos com o Coritiba, com metas e objetivos para atingir como diretor de Relações Internacionais. Como jogador, Beletti vestiu a camisa de Cruzeiro, São Paulo, Villareal, Barcelona, Chelsea e Fluminense.

 


Renato vê Santos lutando pelo título da Libertadores e forte no Paulista
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Alexandre Praetzel

O Santos vai reagir no ano e tem time para ganhar a Libertadores da América. Palavras do meia Renato, um dos principais jogadores da equipe, avaliado como favorito para 2017, mas com início instável na temporada. Em entrevista exclusiva ao blog, Renato vê recuperação a curto prazo, projeção de títulos e descarta problemas de relacionamento do grupo com Dorival Jr. e o presidente Modesto Roma Jr. Leia abaixo.

Por que o Santos teve um início instável de temporada?

''Acredito que começamos bem, depois acabamos perdendo jogadores importantes. Vieram jogadores novos que tiveram a necessidade de entrar na equipe e isso acaba dificultando um pouco na parte do entrosamento, o que é o normal. Mas acredito que o grupo já assimilou, foi uma fase e a gente espera que consiga fazer o mesmo futebol do ano passado, daqui para frente, com o pessoal que veio para somar e ajudar da melhor maneira possível''.

Com o time completo, é possível ganhar a Libertadores?

''É um grupo forte, manteve a base, isso foi um ganho. Também não perdeu jogadores para fora. Então, eu acho que fica mais forte. Claro, a Libertadores é sempre complicada, difícil, mas eu acho que com esse grupo a gente pode estar ganhando sim''.

Houve problemas de relacionamento com Dorival e presidente, pela saída do gerente Sérgio Dimas?

''Não, em nenhum momento. Era um cara que estava com a gente há um bom tempo. Uma grande pessoa, a gente tinha um carinho enorme, mas são coisas que acontecem, a diretoria decide. Não cabe a nós estar justificando se foi certo ou não. A gente tem que fazer o melhor dentro de campo e não houve nenhum problema. Houve uma posição do presidente que a gente tem que respeitar''.

Como vês o jogo contra o Strongest-BOL?

''Jogo difícil, complicado. Uma equipe que sabe jogar a Libertadores, dificilmente fica fora a cada ano. É uma equipe que busca, principalmente, sair nos contra-ataques com jogadores rápidos. Então, é não dar o contra-ataque e procurar terminar a jogada, quando for à frente e ter oportunidade de fazer os gols. Acho que na Libertadores, o detalhe conta muito. Então, a gente tem que aproveitar as oportunidades, fazer os gols e sair com a vitória''.

O tricampeonato paulista deixou de ser prioridade? Hoje, o Santos estaria eliminado

''Não deixou de ser prioridade. A gente vai priorizar todos os campeonatos. Tivemos alguns jogos, onde a gente deixou escapar pontos importantes em casa, que hoje nos fazem falta. A gente sabe que o dever de casa sempre é importante nesses campeonatos. Mas não deixou de ser prioridade não. A gente vai em busca ainda. Temos condições de estar classificando, dois pontos do líder do grupo e um do segundo colocado, então é manter o foco e a busca pelo tricampeonato continua''.

O Santos estreou com empate diante do Sporting Cristal-PER, na Libertadores da América. Nesta quinta-feira, pega o Strongest-BOL, na Vila Belmiro. No Paulista, está em terceiro lugar no grupo D e tem mais quatro jogos a disputar, começando a série contra o Palmeiras, domingo.


Grêmio quer união com Inter para arbitragem de fora no RS
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Alexandre Praetzel

O Grêmio está próximo de anunciar um novo diretor-executivo para ajudar na composição do departamento de futebol. Vários profissionais foram entrevistados e o nome já está escolhido, segundo o presidente Romildo Bolzan Jr. O blog conversou com o presidente sobre esta contratação, a avaliação do trabalho de Renato Portaluppi e as chances do time na Libertadores da América, além da polêmica com os árbitros gaúchos. Leia abaixo.

Importância de um executivo no departamento de futebol

''O Grêmio precisa de uma pessoa para acordar um nível de organização, rotina, aproximação com o departamento de futebol, com todos os processos de eficiência com começo, meio e fim. Bom diagnóstico e bom banco de dados sobre o mercado de jogadores. Não que não exista no clube, mas queremos uma pessoa que possa organizar isso conosco. O nome já está praticamente escolhido, mas ainda temos algumas definições''.

Diretoria do Inter colocou o Campeonato Gaúcho sob suspeita

''Eu acho ótimo que a gente possa somar esforços. É um momento importante para a gente pedir arbitragem de fora. Estou sugerindo uma pauta comum. O ambiente externo influencia demais. O Anderson Daronco, bom árbitro, se perdeu no Grenal do ano passado com a agressão do William ao Bolaños. É o momento de unirmos esforços e pedirmos arbitragem de fora''.

Novos reforços

''Temos um elenco montado até a metade do ano. Depois, vamos avaliar desempenhos e poderemos trabalhar algum complemento até o meio do ano. O que temos hoje é para o Gauchão. O volante Musto não está contratado. Temos que aguardar até o final de maio para retormarmos conversas com o Rosário Central-ARG. Se o negócio ficar mantido nos níveis que estão, dificilmente acontecerá''.

Renato Portaluppi

''Vai provar que é um técnico de longo prazo e tem tudo para isso. Esse ano será de trabalhos intensos com começo, meio e fim. Tem total capacidade para a montagem de um time competitivo. Vejo que ele está mais preparado para este tipo de situação e isso vai acontecer esse ano''.

Chances na Libertadores da América

''Não vejo o Grêmio nem mais ou menos do que ninguém. Nem acima ou abaixo. Todo mundo coloca os times que investiram mais, em nível superior, como Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG. Colocaria o Grêmio num nível onde tudo pode acontecer. Só dois times brasileiros ganharam na primeira rodada, Grêmio e Chapecoense. Depois, mata- mata é outra história, conceito, disputa. Se por acaso tivermos que disputar, vamos em igualdade com qualquer time brasileiro ou sul-americano''.

Na Libertadores, o Grêmio estreou com vitória de 2 a 0 sobre o Zamora-VEN. O próximo adversário será o Deportes Iquique-CHI, dia onze de abril, na Arena do Grêmio. No Gaúcho, o tricolor é o quarto colocado com onze pontos. Enfrenta o Brasil de Pelotas, nesta quarta-feira, em Pelotas. Se vencer ou empatar, pula para a segunda colocação.