Blog do Praetzel

A quarta força tem a melhor campanha do Paulista
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Alexandre Praetzel

Desde que o Campeonato Paulista começou, o Corinthians foi mencionado como quarta força, entre os grandes times do torneio. Com metade da primeira fase finalizada, o Corinthians tem a melhor campanha com 15 pontos em 18 disputados.

Apesar dos números, vejo o Corinthians atrás dos rivais em qualidade individual e elenco. É uma equipe determinada e comprometida, com bom jogo coletivo, mas sem grandes atuações em nenhuma partida. Mérito para Fábio Carille, que montou um sistema defensivo forte, apostando sempre numa bola ou no erro do adversário, além de dar oportunidades para jovens que estão pedindo passagem.

Hoje, o Corinthians completo tem Cássio; Fágner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Rodriguinho e Jadson; Jô(Marlone) e Kazim. Um time comum, comparando com anos anteriores do próprio clube.

Num campeonato curto, onde é possível ser campeão com 18 jogos, nem sempre o melhor vence. Por isso, o Corinthians pode sim ganhar o Paulista, chegando forte no mata-mata e contando com o eterno apoio do torcedor.

Agora, para competições mais qualificadas, como Copa do Brasil e Brasileiro, alguém acredita em título corintiano? Provavelmente, nem o presidente, que não enxergava o time fora da Libertadores e teve que se contentar com o sétimo lugar na Série A, em 2016.

 


O enterro do “Clássico dos Milhões”
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Alexandre Praetzel

Admito que sou saudosista e acho que o futebol brasileiro dos anos 70 e 80 era muito melhor do que o atual. Fui a vários jogos com torcidas divididas e mais de 70 mil pessoas em clássicos. Por isso, não posso esconder minha tristeza e decepção com o público de 6.979 num Flamengo e Vasco, numa semifinal da Taça Guanabara.

Pasmem. Até a quarta-feira, não se sabia onde seria o confronto, 72 horas antes. Dirigentes e funcionários burocratas eram as ''estrelas'' com entrevistas enfáticas e atitudes ameaçadoras. Em nenhum momento, se pensou no torcedor, na organização do torneio e num jogo deste tamanho.

A FERJ sabia que as semifinais seriam no fim de semana do Carnaval. A Polícia Militar também. Todos conheciam a situação lamentável do Maracanã e deixaram tudo para a última hora. Trataram o produto como lixo, essa que é a realidade. Moral da história: o ''Clássico dos Milhões'' foi enterrado, antes da quarta-feira de cinzas.

Que saudades do Maracanã lotado com públicos de 150 mil pessoas em Vasco e Flamengo. Torcedores misturados na Geral e nas cadeiras azuis. Vi bastante pela TV e depois como profissional do jornalismo esportivo.

Por isso, lamento a falência dos Estaduais, capitaneados por federações que não difundem o futebol, não trabalham em benefício dos clubes e nem ajudam na parte financeira. Entidades poderosas e com mandatários realizados, enquanto o futebol agoniza nos Estados. É só olhar e constatar.

Flamengo e Vasco para 6.979 pessoas, em Volta Redonda, numa semifinal de Taça Guanabara? Não pode. Jamais. Foi a constatação da incompetência dos organizadores e da passividade de quem participa deste circo. Uma pena.


Claudinei Oliveira vê Avaí forte no Estadual e realista para o Brasileiro
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Alexandre Praetzel

O Avaí precisa de dois pontos nos dois últimos jogos do primeiro turno do Campeonato Catarinense para ser campeão do turno e garantir presença na final do Estadual. O time é treinado por Claudinei Oliveira, que assumiu a equipe ameaçada de rebaixamento na Série B do Brasileiro, em 2016. Após arrancada espetacular, Claudinei levou o Avaí ao acesso à Série A, surpreendendo todo mundo. Em entrevista exclusiva ao blog, Claudinei comemora o apoio do grupo e vê o Avaí em busca de subida de patamar, com uma boa campanha na Série A desta temporada. Leia abaixo.

Momento do Avaí como líder do primeiro turno

''A gente teve a vantagem de manter uma boa parte do grupo. Terminou a Série B e uma das preocupações que eu tive, conversando com o pessoal da direção do clube, é que foi a gente não rotular jogador. Ah, esse jogador é de Série B, aquele é de A, esse é de B. Então, a gente valorizou os jogadores pelo que eles fizeram ano passado, 75% do grupo de 2016. Perdemos alguns titulares, que a gente não queria ter perdido, por uma questão de mercado. Mas mantivemos uma base, os jogadores já conheciam a forma de jogar, trabalhar, o grupo já era bom, o ambiente também, e aqueles que foram chegando, se adequando a esse perfil do grupo. Em termos de iniciar bem o ano, o segredo foi esse. A manutenção da base, a forma de atuar da equipe, tudo facilitou e a gente saiu um pouquinho na frente das outras equipes, nesse sentido''.

Causa principal da retomada do Avaí, desde 2016

''Com relação ao ano passado, foi uma situação diferente. Eu já assumi no final de agosto e a expectativa não era muito positiva, o time tinha enfrentado quatro anos de rebaixamento. O objetivo ficou claro da manutenção na Série B, até por tudo que vinha acontecendo. Para surpresas de todos e minha também, os jogadores assimilaram muito bem aquilo que eu passei. Lógico, que nos primeiros jogos, não tem como você assimilar tudo, mas a gente procurou fazer de uma maneira bem simples e a receptividade co grupo foi muito boa. Encontrei o grupo com muita vontade de fazer acontecer, que estava sentindo as críticas que vinha recebendo. Foi muito bacana. A gente chegou e as coisas foram encaixando, acontecendo, os jogadores readquirindo aquela confiança que tinham perdido e conseguimos uma arrancada fantástica para conseguir o acesso. Negócio que era inimaginável quando eu assumi o clube, a gente conseguiu com o empenho de todos, jogadores e comissão técnica, torcida apoiando, conseguimos reverter um quadro que era muito negativo e terminar de uma maneira bem bacana, que foi o acesso''.

Avaí tem força para se manter na Série A do Brasileiro?

''A gente sabe que é bem complexo falar sobre esse assunto. Se for olhar para o poder econômico, a parte financeira, quanto os clubes têm a mais para investir, a gente fica bem preocupado. Mas eu acredito bastante no trabalho que a gente está fazendo, na postura dos atletas, com entrega e intensidade muito grande nos últimos jogos. Então, acredito que a gente vai fazer um bom Brasileiro. Lógico, que vamos esperar o fim dos estaduais, principalmente o Paulista, a gente vai tentar trazer mais algumas peças para que a gente consiga manter a equipe na Série A. Acho que o grande campeonato do Avaí é se manter na Série A, para que o clube possa subir de patamar, para melhorar na questão de cotas para que o clube possa ter uma receita maior e se colocar numa situação mais tranquila, nos próximos anos. Esse ano, a gente sabe que será bem difícil e temos feito junto com a diretoria, buscando fazer tudo com os pés no chão, para podermos honrar com todos os compromissos, durante todo o ano''.

Houve contato recente do Santos?

''Não, não. O Santos não me procurou não. Eu estive em Santos, no final do ano, tenho amigos dentro e fora do clube, mas ninguém me procurou não, até porque eu acho que o Dorival está fazendo um trabalho muito bom no Santos. Não tem nenhum motivo para isso, a gente sabe, conheço bem como são as coisas no Santos, as cobranças que têm lá. Mas eu acho que no momento, as cobranças em cima do Dorival, são até injustas porque ele fez um grande trabalho no ano passado. Está tendo um pouquinho de trabalho nos últimos jogos, mas vai encontrar o caminho dele. É um grande treinador e com certeza, vai fazer uma grande temporada com o Santos''.

Como o Avaí pode suportar o confronto com os adversários na Série A?

''A gente vai procurar montar uma equipe muito bem organizada, compacta, que se defenda beem, principalmente. O segredo é esse. Não adianta a gente achar que vai enfrentar as equipes da Série A, como franco-atirador, de peito aberto e sair para atacar todo mundo. Você tem que ter consciência e jogar com cuidados defensivos sim e buscar um jogo em transição. Hoje, eu vejo isso como um caminho para o Avaí. Haverá momentos em que tu vais ter que propor o jogo, independentemente de algumas situações da partida. Vejo que o Avaí tem que ser uma equipe muito bem definida e bem postada defensivamente porque na Série A se você der duas chances para os adversários com a qualidade dos jogadores que a maioria dos times têm, eles definem o jogo. Temos que ter bastante cuidado defensivo, errar muito pouco atrás e na frente contarmos com jogadores de velocidade com uma boa dinâmica de finalização para que a gente possa fazer os gols e vencer as partidas''.

Como defines o elenco do Avaí? Destacas alguém?

''Nosso elenco é muito interessado, muito aplicado nos treinamentos, jogos, todos têm se doado bastante e têm se superado até. Acho que no resultado do ano passado na Série B, a gente mostrou uma superação desses jogadores. Nesse ano, com aquela base que eu já falei, eles têm mantido o mesmo nível de concentração, a mesma competitividade do ano passado, isso aí que tem ajudado no sucesso da equipe.  Dos jogadores mais conhecidos, temos o Betão, que jogou no Corinthians, Santos. Marquinhos, que jogou no São Paulo, Grêmio, Santos, é hoje o ídolo do Avaí, com várias passagens por aqui, tem uma história muito bonita aqui no clube. São os mais conhecidos do público em geral. O resto são jogadores querendo espaço. O que a gente está querendo é isso. Com ''fome'', que estão querendo buscar alguma coisa na carreira, para que todo mundo sempre queira algo mais. Não queremos jogadores que acham que já está bom. Marquinhos e Betão são exemplos disso. Jogadores que já têm um status e que estão se dedicando e se esforçando a cada dia para melhorar''.

Aos 47 anos, Claudinei apareceu como treinador, comandando o Santos, em 2013. Depois passou por Goiás, Paraná Clube, Atlético-PR, Vitória, até chegar ao Avaí, em 2016.


Dorival admite oscilada com saída de diretor e aposta em “fico” de L. Lima
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Alexandre Praetzel

O Santos é considerado um dos bons times do futebol brasileiro e favorito a vencer um título de expressão em 2017. No entanto, o início irregular no Campeonato Paulista abriu um debate se a equipe pode manter esta imagem consolidada, após um bom ano, em 2016.

Depois de cinco rodadas, o Santos é o terceiro colocado do Grupo D, com sete pontos. Está a seis de Mirassol e a um da Ponte Preta, sendo que apenas os dois primeiros se classificam para as quartas de final. O blog entrevistou o técnico Dorival Jr., confiante numa recuperação rápida, apostando na força do elenco com todos os nomes à disposição e garantindo a presença de Lucas Lima, até o final do ano. Leia abaixo.

Início difícil do Santos te surpreendeu?

''De um modo geral, não surpreendeu. Porém, eu não vejo assim que foram resultados tão negativos quanto todo mundo vêm falando. Eu acho que o Santos está tentando jogar. Em 20 dias, nós tivemos praticamente muitos jogadores que ficaram afastados e isso já aconteceu após a primeira partida, sendo que na primeira partida, nós tivemos dez jogadores do ano anterior e apenas o Lucas Veríssimo não vinha sendo titular. O rendimento da equipe foi muito bom. A partir da segunda partida, nós já começamos a perder vários jogadores. Por incrível que pareça, nós continuamos perdendo. Hoje, nós estamos com dez jogadores fora de condições, no departamento médico. Isso tudo tem um peso muito grande. Acho que o jogo com o São Paulo foi disputado, bonito de se ver, decidido numa saída de bola nossa, errada, fato esse que pode acontecer a favor ou contra. Não vejo esse problema todo. Acho que a equipe vai continuar equilibrada, vai buscar uma recuperação e eu não tenho dúvidas que ainda faremos um grande campeonato''.

As três últimas atuações do time têm relação com a demissão do ex-gerente Sérgio Dimas?

''O Dimas foi um dos grandes profissionais com quem eu trabalhei. Realmente, é um excelente profissional, um excelente ser humano. Jogadores sentiram bastante a saída dele. É um fato normal, você perde um companheiro de trabalho num momento que ninguém espera. Houve sim, deu uma oscilada em razão dessa condição. Porém, eu acho que nós temos que olhar para a frente, mesmo respeitando a história e o passado do Dimas como profissional. Na torcida para que ele encontre um novo caminho. Não tenho dúvidas que acontecerá. O Santos trabalhando seriamente e muito mais focado para que as coisas voltem a acontecer de uma maneira mais natural. De um modo geral, a equipe voltará a produzir. Estamos recebendo novamente alguns jogadores de volta, talvez não para esta partida contra o Botafogo, mas na partida seguinte, teremos a equipe um pouco mais composta e não tenho dúvidas que encontraremos nosso caminho''.

Como recuperar o futebol vistoso e alegre de 2016?

''Tudo é uma questão de tempo. Eu acho que a equipe vai encontrar este novo momento, repetindo aquilo que já produziu em 2016 e sendo ainda melhor. Assim que as coisas estiverem normalizadas, todos os jogadores em condições trabalhando, o Santos se tornará muito forte. Não tenho dúvidas que teremos uma condição ampliada e podemos recuperar e ainda ficando melhores até do que no ano anterior''.

Existem alguém de fora criando situações para tumultuar o ambiente?

''Olha, nós deixamos que nada de fora entre no CT. É um ano político, eu entendo isso. Não participamos de tudo isso. Nós ficamos à parte. Nossa preocupação é com o trabalho do dia a dia, recuperação dos jogadores, da equipe. Interferência ela tem, todo ano político interfere diretamente na vida de um clube, mas aqui dentro, as coisas não entram, graças a Deus. Nós procuramos uma concentração total em cima do nosso trabalho''.

Time está pronto para estrear na Libertadores da América?

''Eu acredito muito nesta equipe. Eu acho que nós temos grandes jogadores aqui dentro, Uma equipe, eu vejo, preparada. Volto a dizer. Quando todos os jogadores estiverem em condições, recuperados e fisicamente bem, a equipe do Santos voltará a ser uma grande equipe. Alguns jogadores, estamos tendo que antecipar, inclusive as estréias, em razão de tudo o que aconteceu nestes 20 dias. E essa precipitação é natural. De repente, até comprometa um atleta ou outro, mas pela necessidade nós tivemos que fazê-lo. Mesmo assim, existe uma confiança muito grande pela qualificação desse grupo e agora fortalecido com alguns jogadores que chegaram, porém, sem aquele tempo de adaptação necessária, para que estejam nas suas melhores condições''.

Lucas Lima pode deixar o Santos?

''Eu não vejo possibilidade nenhuma. Lucas nunca se posicionou diferente dessa colocação que eu fiz. Ele disse que finalizaria o ano aqui com o Santos e eu confio muito no jogador e eu tenho certeza que ele fará a diferença em 2017''.

O Santos enfrenta o Botafogo, neste sábado, na Vila Belmiro. Uma semana depois, encara o Corinthians, em Itaquera, antes da estreia na Libertadores da América, dia 9 de março, contra o Sporting Cristal do Peru.


Corinthians disputou um Dérbi. Palmeiras achou que ganharia quando quisesse
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Alexandre Praetzel

Acompanho futebol há 40 anos. Minha origem é o Rio Grande do Sul, onde vi e trabalhei em vários Grenais. Muitas vezes, dentro de campo, você percebia um time bem melhor no papel, tratando o jogo com mera formalidade, enquanto o adversário inferior ''comia'' grama. Nunca se brinca com um clássico. Serve para arrumar e desarrumar a casa.

Corinthians e Palmeiras foi um exemplo. O Palmeiras chegou ao estádio corintiano como favorito por ser o atual campeão brasileiro e ter um elenco superior. O Corinthians tem alguns bons nomes, mas está em reconstrução novamente, convivendo com dúvidas diárias da torcida e imprensa sobre a capacidade do grupo, além da crise política.

Jogo muito duro e disputado e com o erro crasso admitido pelo árbitro Thiago Peixoto ao expulsar o volante Gabriel, inocente na falta em Keno, cometida por Maycon. Neste instante parece que as coisas mudaram, no segundo tempo. O Corinthians voltou com mais pegada e disposição, enquanto o Palmeiras tocava de lado, mesmo com um homem a mais. A projeção era de um Palmeiras indo para cima, sufocando o Corinthians e vencendo novamente.

Mas a mística dos clássicos voltou. O Verdão se espalhou em campo e permitiu ao Corinthians, espaços para os contra-ataques. Não soube jogar com 11 contra dez, incrivelmente. E aí veio o gol da vitória. Típico de quem luta mais. Bola espirrada, após cruzamento na área corintiana e balão para a frente. Só Zé Roberto na defesa palmeirense e Guerra fazendo a cobertura. O venezuelano perdeu o combate para Maycon, que ainda levou sorte contra Zé, assistindo Jô para abrir o placar. Gol típico de clássicos, onde o inferior ganha na entrega durante os 90 minutos, enquanto o superior acha que pode vencer quando quiser. E Jô tinha recém entrado em campo.

Agora, o Palmeiras seguirá o seu debate interno, com jogadores defendendo Eduardo Baptista, criticado fortemente pela derrota, enquanto o Corinthians respira e se tranquiliza com Fábio Carille, valorizando a vitória diante de um adversário eterno. O Dérbi nunca dura apenas 90 minutos, apesar de não ter decidido nada, mas serve para tumultuar ou acalmar ambientes. Sempre foi assim. Por isso, nunca brinquem em clássicos. Joguem sempre para vencer, independentemente da qualidade das equipes.


Barrios terá que ressarcir o Palmeiras para ser liberado
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Alexandre Praetzel

Lucas Barrios só depende de si para deixar o Palmeiras. O blog apurou que o atacante tem acerto encaminhado com o Grêmio, mas terá que ressarcir o Palmeiras, para acertar sua saída. A diretoria do Verdão quer a devolução de valores adiantados ao jogador, quando ele foi contratado, em 2015. Se Barrios aceitar, será liberado pelo Palmeiras.

A provável saída de Barrios determinará uma economia de R$ 18 milhões, entre salários e impostos. O contrato de Barrios é válido até junho de 2018. O paraguaio deixou a concentração do Verdão, ontem à noite, autorizado pela diretoria.

O blog fez contato com o vice-presidente de futebol do Grêmio, Odorico Roman, sobre o andamento da negociação entre os clubes e a possibilidade da cessão de percentuais de algum atleta tricolor ao Palmeiras.

''A contratação não está fechada. Nenhum jogador do Grêmio está envolvido no negócio, até o momento'', respondeu Roman.

Barrios está com 32 anos e deverá assinar um contrato de três anos com o Grêmio, caso a transação seja concretizada. Pelo Palmeiras, Barrios disputou 45 jogos e marcou 14 gols.


Jean aponta Corinthians favorito e diz que clássico pode marcar carreiras
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras venceu os três clássicos diante do Corinthians, em 2016, e chega na Arena do rival, cotado como o time a ser batido pelos adversários. Nesta quarta-feira, haverá novo Dérby e o jogo é encarado de maneira diferente por todos os participantes. O blog entrevistou o lateral/volante Jean, tricampeão brasileiro e titular do Verdão. Jean joga o favoritismo para o Corinthians e admite que o confronto pode marcar muitas carreiras, sendo exemplo para várias gerações. Leia abaixo.

Clássico contra o Corinthians

''É sempre diferente. É algo único. Criou-se uma frase: Clássico não se joga, clássico se vence. Por se tratar de Palmeiras e Corinthians, é algo bem especial, que vai ficar marcado. É um jogo que se grava para depois, mais para a frente, estar mostrando para os seus filhos, netos, bisnetos, quem sabe. É para contar e falar que um dia você participou, foi protagonista de um clássico com esta grandeza''.

Favoritismo na partida

''Não, pelo sentido que vai ser no estádio do Corinthians, torcida pesa bastante. Pelo Corinthians conhecer muito o gramado, por mais que a gente tenha jogado lá, eles estão muito mais adaptados do que a gente e tiveram um dia a mais de descanso, diante desse calendário apertado. Isso vale, isso pesa muito. Então, eu acho que eles são os favoritos por causa desses quesitos que eu citei. A gente tem um quesito que pesa bastante a nosso favor, se você colocar no papel, jogadores, o Palmeiras é o favorito por causa desses jogadores, mas eu acho que o favoritismo é do Corinthians, com certeza, devido a essas situações que eu citei''.

É possível superar a lesão do Moisés, com as opções de elenco?

''Eu acho que sim. O Palmeiras se preparou bastante para ter um elenco bem recheado de grandes jogadores, que foram campeões onde passaram. Com certeza, quem estiver jogando pode suprir qualquer ausência que tiver no clube. Então, nós ficamos muito abalados. Eu, particularmente, senti muito, principalmente da forma que eu vi o Moisés saindo de campo, chorando, gritando ali de dor. Ali, nós já percebemos que seria algo mais sério, mas depois a gente pôde pensar um pouquinho melhor e ver que o Moisés vai ficar a temporada inteira fora. Vai ser complicado, mas têm grandes jogadores também que podem suprir a ausência dele. Ele é um jogador único, tem suas qualidades. Tem algo que é único, que é dele. Esse ano, ele colocou a Dez, né. Ele ganhou de presente o número dez, que é um peso muito grande, mas com certeza, têm grandes jogadores que podem substituí-lo''.

Início de trabalho de Eduardo Baptista

''Eu acho que a tranquilidade dele, a convicção que ele tem no trabalho dele, eu acho que isso é muito importante. Você entrar em campo com aquela segurança que o treinador te passa devido à condição técnica, tática, que ele te passa. Ele diz para a gente: Acredita nisso que vai dar certo, acreditem naquilo que vai dar certo. E começou a dar certo, por mais que no começo não estava dando certo, devido aos resultados que não estavam vindo, mas já passou o momento. A gente fica muito feliz porque está se concretizando o que ele sempre disse, desde o começo, quando ele chegou, para a gente acreditar no trabalho dele, porque isso que ia fazer diferença. Não era o trabalho, e sim acreditar que o trabalho ia dar certo e começou a dar certo. Agora, não para mais. A gente não pode mais dar passos para trás. A gente tem que estar sempre crescendo e não podemos mais fazer jogos ruins, como a gente fez no começo do campeonato''.

Expectativa pela estréia de Borja

''A gente também fica ansioso em ver um grande jogador atuar. Não só ele, mas também a gente estava ansioso para ver o Guerra jogar. E realmente, ele é o que parecia ser. Realmente, ele é o melhor jogador da América. Ele tem todas as qualidades que um dos melhores têm. Que possa estar passando, acrescentando, para o nosso clube, o Palmeiras, essas condições que eles têm. O Borja também é um jogador fantástico, um jogador de muita força, que faz gols, dentro da área dificilmente tem alguém igual a ele. Realmente, se sobressai. Provou isso na Libertadores. Então, a gente está ansioso também para ver o Borja estrear''.

Aos 30 anos, Jean disputou 59 jogos pelo Palmeiras, com nove gols marcados. É o batedor de pênaltis da equipe. Ele está confirmado como titular para o clássico desta quarta-feira.


Tuma Jr. vê Corinthians em situação grave e impeachment como bom senso
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Alexandre Praetzel

Os Conselheiros do Corinthians definem, nesta segunda-feira, se o Presidente Roberto de Andrade deve sofrer processo de impeachment no clube. Roberto foi denunciado no Conselho de Ética por ter assinado documentos como presidente, antes de tomar posse como mandatário. A denúncia foi acolhida pelo presidente do Conselho, Guilherme Strenger, e vai à votação. São 344 conselheiros votantes, mas é possível que nem todos compareçam à sessão. A votação é fechada e para ser aprovada, precisa de metade dos conselheiros votantes mais um, passando à assembléia geral dos sócios. O blog entrevistou Romeu Tuma Jr., conselheiro de oposição e favorável ao impeachment. Acompanhem.

Admissibilidade do impeachment passa no Conselho Deliberativo?

''Se prevalecer o bom senso e o interesse institucional do clube no voto dos Conselheiros, tenho certeza que sim. Aliás, é importante deixar claro que o Conselho só vota a admissibilidade do afastamento, pois quem decide nessa hipótese, são os sócios. Nosso sistema é bem democrático, caberá a quem elegeu o presidente, decidir se ele deve ou não continuar''.

Concordas que o Clube ficará vulnerável com impeachment?

''É evidente que não, se você está vivenciando um problema atrás do outro. Constatando uma irregularidade sendo cometida a cada dia, fazendo com que o clube só produza noticiário negativo, gerando afastamento de potenciais patrocinadores, além de ficar exposto a inúmeras sanções no âmbito administrativo e legal, quer pela CVM, Receita Federal, Polícia e APFUT, como cruzar os braços e fingir que está tudo bem? Mais do que isso, pela legislação, os órgãos de controle e fiscalização interna(Conselho Deliberativo, Cori e Conselho Fiscal) têm obrigação de agir sob pena de respondermos pessoalmente pelos prejuízos causados pelos dirigentes à instituição Corinthians. Por isso, é justamente o contrário, ou seja, o clube está vulnerável e se não passar o impeachment, estaremos provando que os órgãos de controle não funcionaram ou foram coniventes''.

Com impeachment, quem será o melhor nome para assumir o Corinthians?

''Não se pode pensar em nomes, antes de se conscientizar que é preciso mudar o modelo de gestão que hoje impera no clube. Esse modelo de compadrio, toma lá-dá cá, falta de transparência e governança, é um modelo falido, um projeto de poder que prioriza interesses pessoais e de grupelhos. A sociedade e os sócios não aceitam mais esse tipo de Administração. Você tem que ter uma gestão compartilhada com os administrados, com Compliance, com trabalho em equipe, onde nomes de reconhecida competência e conhecimento específico das áreas, sejam os gestores. O Presidente deve apenas ser um comandante de um projeto de gestão que abarque os interesses maiores da coletividade corintiana e tenha capacidade de dialogar com todas as correntes que fazem do Corinthians, essa potência que é. Nome não é tão importante, o que importa é o modelo, é a gestão em equipe, é o compromisso com uma prática legalista, transparente e absolutamente calcada no espírito de servir ao clube e não dele se servir''.

Um impeachment abala o futebol ou não tem relação?

''O que abala o futebol e o próprio clube são os atos de gestão temerária e a total omissão do Presidente. O que abala o futebol é atraso de salários, bate cabeça em contratações e administração paralela, exercida por empresários. A partir do momento que isso se encerrar com afastamento do Presidente, você terá uma gestão calcada na legalidade, que dará segurança a todos os seguimentos e departamentos do clube. Até os investidores voltarão a ter interesse na nossa marca''.

Situação do Clube, institucionalmente

''É periclitante. Estamos efetivamente diante de uma situação muito grave com sérios riscos de punições, que trarão prejuízos imensuráveis. Mas de outro lado, como prevê a legislação, tudo isso pode ser evitado ou ao menos amenizado, se o Conselho Deliberativo agir como manda a Lei, ou seja, responsabilizando os dirigentes que causaram danos ao clube. A questão não é política, é legal, regimental, de ordem institucional, pelo bem do clube, de seus sócios e torcedores. Quem falar diferentemente disso, está fazendo proselitismo político ou por interesses pessoais''.

Caso o impeachment seja admitido pelo Conselho e assembléia geral de sócios, o vice-presidente André Luiz Oliveira assume por 30 dias e convoca eleição à Presidência, apenas com votação entre os conselheiros, para definir um novo presidente com mandato-tampão, até fevereiro de 2018.


Léo Jabá é uma boa notícia do Corinthians
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Alexandre Praetzel

Eu considero o Corinthians a quarta força do Campeonato Paulista. É um time com nomes razoáveis e com padrão tático, apesar de faltar técnica e boas opções de elenco. Quando isso acontece num grande clube, geralmente, os olhos se voltam para os jogadores das categorias de base.

O Corinthians tem alguns jovens que podem ajudar a equipe, neste momento. Gostaria de citar Léo Jabá. Sempre se destacou no Sub-17 e foi integrante do grupo da Seleção Brasileira Sub-20, mesmo com o fracasso do selecionado nacional no Sul-Americano.

Léo Jabá tem força, velocidade e precisa melhorar as finalizações. Contra o Audax, recebeu a chance como titular e não foi mal. Participou de três lances ofensivos, perdendo três oportunidades de gols, é verdade. Mas cumpriu bem a função tática pedida por Fábio Carille e ainda apareceu no ataque.

Léo Jabá é um exemplo claro de que o Corinthians pode mesclar e usar o Paulista para promover a garotada. Com calma e paciência, pode ser um reforço sim, conhecendo a filosofia do clube e sabendo conviver com o ambiente externo corintiano. Óbvio que não é um fenômeno e um jogador pronto, mas é uma boa notícia, num momento que o Corinthians não tem dinheiro para investir e precisa de alternativas internas.

Por isso, trato a atuação de Jabá como algo positivo e defendo sua utilização, assim como Maycon, Mantuan, Pedrinho e Carlinhos. A médio e longo prazo, renderão mais que alguns atletas atuais, certamente.


Técnico do Mirassol vê time preparado contra o SP para manter boa campanha
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Alexandre Praetzel

O Mirassol é o único com três vitórias em três jogos, no começo do Campeonato Paulista. A equipe treinada por Moisés Egert veio da Série A2 e surpreendeu os adversários com um futebol organizado e bons nomes, como o meia-atacante Zé Roberto. Em entrevista exclusiva ao blog, Moisés valoriza a pré-temporada e a montagem de um time experiente com jogadores de qualidade, acreditando numa campanha para garantir a permanência do Mirassol na Série A1. Leia abaixo.

Rendimento do Mirassol surpreende?

''Nós entramos no campeonato ou em qualquer competição onde exista a competitividade, a gente se prepara e almeja sempre o melhor, principalmente, sabendo do tamanho e força da Série A1 do Paulista. Desde que nós nos preparamos para o campeonato, sabíamos que teríamos que ser muito precisos em relação às contratações, pela formatação do campeonato, 12 jogos apenas e o objetivo de permanência na primeira divisão e caindo num grupo muito difícil. A equipe fez bons amistosos e conseguimos reforços com perfil, característica, dentro da realidade de um clube do interior, trazendo atletas de um nível bom, de qualidade, para aquilo que exige o Paulista. Começamos a treinar uma pequena parte do grupo, em dezembro, e a maioria do elenco, em janeiro. Como sempre digo, não faço milagre no futebol. Penso que futebol é repetição, a médio e longo prazo, para que as coisas fluam naturalmente. Precisa de tempo para que tenha encaixe, padrão, conjunto, entrosamento, para que eu possa ter um diagnóstico e extrair o melhor e consiga potencializar todas as virtudes e diminuir as deficiências. Na pré-temporada, a equipe deu  uma resposta muito grande pelo desejo, vontade, ambição, a oportunidade de mostrar todo seu valor, trabalho. A equipe nos deixou numa expectativa boa, num campeonato que te dá oportunidade de mostrar o trabalho. Fizemos uma estréia interessante contra o Red Bull, com grande partida, aumentou nossas convicções e nos deu tranquilidade para as duas partidas seguintes diante de Ferroviária e Linense. É uma equipe em formação, em construção, a cada jogo se encontra num cenário diferente e tem dado a resposta. Temos conseguido colocar nosso ritmo e conceito e estamos muito felizes com esse início''.

Retomada do time, após acesso da A2

''Eu estive no processo, desde o início, em 2015, após o título da Copa Paulista pelo Linense e eu vim para o Mirassol, na Série A2. Foi um belo trabalho e conseguimos nosso acesso. Voltei para o Linense para a Série D e retornei ao Mirassol para este Paulista. O Mirassol é um clube muito organizado e sempre teve uma imagem de Série A1, mesmo estando na Série A2. Dá respaldo, tranquilidade e segurança para nós profissionais rendermos e tirarmos o melhor do elenco e atletas. Meu objetivo foi resgatar e reviver grandes histórias. momentos. Fazer o torcedor ver e se identificar com todos os atletas e foi feito isso. Agora, estamos de volta, numa expectativa muito grande. A cidade está muito feliz com nossa volta e estamos muito fortes para fazer um grande Paulista, na Série A1''.

Time tem suporte para aguentar boa sequência?

''As três vitórias e o percentual de permanência na Série A1, principalmente, nos dá uma tranquilidade de 35% e nos garante na primeira divisão, que é realmente o que almejamos. Temos dois jogos fora, difíceis, com São Paulo e São Bernardo, e depois temos Corinthians, em casa. É um teste e uma prova de fogo, mas os meninos têm dado resposta e nós temos total certeza e fé daquilo que planejamos, com uma equipe mesclada com nomes da casa, A2 e precisavam de uma nova oportunidade para estarem voltando a ter destaque nas suas carreiras, atletas que já estiveram em grandes clubes. Vágner, Edson Silva, Paulinho e Zé Roberto são exemplos disso e aquilo que eles têm mostrado, associado ao trabalho, qualidade e vontade de fazer um grande Paulista, acredito sim que possamos ter grandes resultados e manter essa fase boa''.

Jogo contra o São Paulo

''Este jogo é o grande teste para nós. Vamos enfrentar um time comandado pelo Rogério Ceni, um grande ídolo, com muita inteligência, pela sua história, por aquilo que ele fez, tem uma tolerância, paciência, para que ele possa colocar em prática aquilo que ele pensa como futebol, muito bem assessorado. Estamos vendo que ele tem tentado colocar aquilo que é o futebol de hoje, transição, velocidade no passe, variações de esquemas. Acredito que ele está no caminho certo, será um grande adversário. Um grande teste para nós. Sabemos que somos os líderes do grupo com nove pontos, uma oportunidade única de mostramos nosso trabalho. Acredito que as coisas dando certo, mesmo com o Morumbi cheio e a estréia de grandes jogadores, acredito que possamos nos fortalecer de uma maneira grande na competição e alcançarmos até a classificação, quem sabe''.

Modelo de jogo

''Sempre pergunto aos jogadores qual o sistema ideal, numa pré-temporada. É bem simples. Sistema ideal é aquele que vence, mas óbvio que para vencer, existem convicções. É ocupação de espaços, mas eles precisam ser direcionados e norteados. Para isso, temos o trabalho didático, de campo, tecnologia e o melhor de tudo, a repetição, algo que não abro mão. Precisamos atacar e defender com a máxima eficiência e esse equilíbrio, eu tenho procurado. Não abro mão também da estética do jogo. O jogar bem e os resultados andam juntos. Isso faz que com que possamos correr mais que os adversários, estar num nível de concentração maior, ter a coragem de fazer as jogadas, ter a posse de bola, ousadia, criatividade e isso eles têm dado a resposta, como nos últimos três jogos. Como participei da montagem do elenco, desde o início, ficou mais fácil para mim, trazendo jogadores com esse perfil. Hoje, futebol não tem como fugir disso. Eles entendem que todos marcam e todos jogam. Tenho muita certeza que a equipe ainda tem muito a evoluir''.

O Mirassol está no grupo D com nove pontos. Santos e Ponte Preta têm seis pontos e o Audax é o quarto colocado com quatro pontos. Os dois primeiros passam às quartas-de-final.