Blog do Praetzel

Paulo Garcia quer foco exclusivo no Corinthians e pagamento do estádio
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Alexandre Praetzel

Paulo Garcia nunca escondeu o sonho de ser presidente do Corinthians. Filho de Damião Garcia, conselheiro vitalício e irmão do empresário Fernando Garcia, com grande trânsito no clube, Paulo Garcia concedeu entrevista exclusiva ao blog sobre o momento financeiro delicado, a ameaça de impeachment do presidente Roberto de Andrade e a situação da Arena Corinthians, impagável para a maioria dos conselheiros. Leia abaixo:

Impeachment de Roberto de Andrade 

''Primeiro precisamos pensar no Corinthians, o que não vai prejudicar ainda mais o Clube. Existe uma comissão de Ética analisando o caso. Precisamos aguardar a apuração dos fatos e principalmente, não julgar politicamente. Não é hora de política e sim de termos a responsabilidade de não fazermos desse momento, uma batalha entre situação e oposição. Não podemos permitir que ninguém queira se aproveitar desse momento difícil para fazer política. Temos uma obrigação de pensar no Corinthians''.

Candidatura à presidência em 2018

''Não posso trabalhar e ninguém deveria trabalhar para ser candidato agora. Primeiro temos que pensar e trabalhar para o Corinthians. Daqui um ano teremos a eleição. No momento certo, eu me reúno com meu grupo e aí sim, escolheremos o melhor nome para participar da eleição. Hoje, ficar fazendo campanha é oportunismo, só cria um ambiente de maior tumulto dentro do clube e não acrescenta nada''.

Andrés é o culpado pelo imbróglio do estádio?

''O país tem uma grave crise que se arrasta por quase três anos. Isso atrapalhou a vida de todo mundo. Muitas empresas estão passando por momentos difíceis, tendo que realinhar seus projetos com esse momento econômico. O nosso estádio nasceu no meio de um momento muito positivo da economia do país. A realidade mudou. Temos que rever e reestruturar o projeto da Arena. É um patrimônio muito importante para a vida e história do clube''.

Estádio é impagável?

''Temos uma obrigação, pagar pelo que é nosso. Vamos cumprir. Podemos e devemos discutir mudanças na estrutura do negócio. Temos gente competente, comprometida com o Corinthians para colocar o projeto dentro de uma situação adequada. É desta forma que devemos direcionar essa situação. As famílias brasileiras que compraram seus imóveis, nesse momento conturbado da economia, negociam com as instituições financeiras uma maneira adequada para manter seu patrimônio. Temos que fazer o mesmo. No nosso caso, a Arena deve ter aproveitamento para gerar mais recursos e ser sustentável''.

Força do empresário Fernando Garcia no clube

''Todo mundo sabe que o Fernando é meu irmão. Renunciou ao cargo de conselheiro vitalício para não falarem que negociava com o clube sendo conselheiro, respeitando o Estatuto. Não sou presidente e nesse momento não sou candidato. Isso colocado, qualquer pessoa que traga uma boa oportunidade, um bom negócio para o Corinthians, deve ser analisado apenas pelo negócio que traz. Já imaginou se o o presidente perguntar primeiro para alguém, para quem ele torce e só fizer negócio com quem torce para o Corinthians, se não negociar com quem não gosta, com quem não pensa da mesma maneira que ele? Quem sentar na cadeira de presidente tem uma obrigação: fazer sempre o que for melhor para o Corinthians, administrar de maneira transparente e profissional''.

Situação financeira do clube

''Nossa situação financeira pode não ser confortável, porém tenho certeza de uma coisa: o Corinthians é muito grande e se todos os verdadeiros corintianos se unirem, saímos dessa situação''.

Luís Paulo Rozemberg deveria voltar?

''Sem individualizar nomes, o lugar de quem realmente quer colaborar e contribuir nesse momento e pensa no Corinthians, deve estar no clube. É hora de trabalhar pela instituição, sem pensar em benefícios próprios. Por isso que te falo, na hora da eleição, cada liderança junta seu grupo, apresenta suas ideias e busca vencer nas urnas para ter a honra de ser presidente do Corinthians''.

Carille e grupo de atletas

''Seria injusto se simplesmente analisasse o Carille e os jogadores sem que tenham a oportunidade de mostrar seu trabalho. É dentro de campo, nos jogos, ao longo da temporada, que todos nós vamos poder analisar o elenco e o comando do time. O que é obrigação de quem veste nossa camisa, é ter garra, honrar nossa história e lutar sempre''.

A próxima eleição à presidência do Corinthians será em fevereiro de 2018. Paulo Garcia e Antonio Roque Citadini são nomes fortes para disputar o cargo.

 


Felipe Melo precisa ser cobrado pelo desempenho e atitudes como jogador
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Alexandre Praetzel


Felipe Melo chegou falando grosso e prometendo dar porrada em uruguaio, se precisar. Aos 33 anos, já esperava mais maturidade do jogador que ficou 13 anos no futebol europeu. Não vou entrar no mérito de cobrar entrevistas com personalidade. Gosto de profissionais que respondam a todas as questões e isso Felipe Melo faz muito bem, concordando ou não.

Agora, as agressividades contra a imprensa e adversários não o levarão a nada. Só prejudicarão sua trajetória pelo futebol brasileiro. Eu, particularmente, quero ver Felipe Melo jogando e produzindo bem, dentro de campo. Fazendo jus ao custo-benefício projetado pelo Palmeiras. Mostrando qualidade na saída de bola e auxiliando os companheiros. Isso é o mais importante. Até porquê, quanto mais cartões e suspensões, menos dinheiro na conta, pela produtividade.

Vejo Felipe Melo como bom reforço e certamente vai acrescentar bastante. Não o considero injustiçado na Seleção Brasileira, como ele reclamou. Ficou marcado pela expulsão contra Holanda, na Copa do Mundo de 2010, merecidamente. Deixou o time na mão e o Brasil foi desclassificado. Outros nomes, com atitudes menos negativas, também não voltaram mais. Seleção precisa dos melhores e Felipe Melo não estava entre eles, a partir de 2011.

Tudo indica que Felipe Melo dará certo no Palmeiras. Parece focado e comprometido e entrará num clube bem administrado e com bom elenco. É esperar pelas prováveis boas atuações com a equipe. Para mim, isso é o que interessa.


Pré-temporada boa tem comprometimento e trabalho. Resultados não importam
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Alexandre Praetzel

Cobri várias pré-temporadas de times brasileiros. Lá pelos anos 90, com mais de 30 dias. Depois, com o calendário sucateado e apertado, com 12 ou 13 dias. Agora, com os 30 dias de férias respeitados para os jogadores, variam entre 20 e 25 dias. Pouco para o desgastante futebol brasileiro. Alguns especialistas entendem que 40 dias seria o número ideal, com as disputas de amistosos em meio a este período.

Puxei este assunto porque tecnicamente, a pré-temporada significa muito pouco em termos de resultados. Nossos clubes se reapresentam sempre com o elenco incompleto e contratam reforços desembarcando quase no fim dos trabalhos. Jogos-treinos são marcados contra adversários amadores e inexpressivos. Óbvio que a preparação é importante, mas acredito que seja muito mais para um regime de concentração, com cuidados físicos e aumentando o relacionamento entre atletas, membros da comissão técnica e diretoria.

Por isso, tenho muito cuidado na análise, quando ouço que os trabalhos são maravilhosos, espetaculares e projetam grandes resultados. O futebol brasileiro muda muito rápido. Em 2016, o Inter foi bem na Flórida Cup e acabou rebaixado no Brasileiro. Há ''leões'' de treinos, tentando impressionar na abertura dos trabalhos. Depois, somem em meio a cobranças e pressões.

Já vimos o Atlético-MG passear por Orlando. O Vasco levou mais a sério e irá disputar outra partida, enfrentando o Corinthians. O São Paulo pega o River Plate-ARG. Confrontos interessantes para movimentar e distensionar os grupos, ávidos por um jogo. Agora, os resultados não importam tanto. Claro que é bom ganhar sempre, mas comprometimento e boa relação determinam o começo de mais 12 meses de competitividade dura e intensa, onde só um irá comemorar. Portanto, muita calma.


Drogba é grande nome para o Corinthians e salva-guarda para a diretoria
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Alexandre Praetzel

O interesse do Corinthians na contratação de Drogba dominou o noticiário esportivo no fim de semana. A notícia divulgada com exclusividade pelo colega Dassler Marques do UOL, mexeu com o imaginário corintiano. Torcedores ''invadiram'' as redes sociais do marfinense, apresentando as boas vindas ao atacante.

Drogba monopolizou os debates esportivos se ainda é um bom custo-benefício, próximo de completar 39 anos. O atacante foi grande nome do Chelsea, de 2004 a 20012, sendo referência ofensiva e sinônimo de gols. Disputou três Copas do Mundo liderando a ótima geração da Costa Marfim.

No entanto, o tempo passa para todo mundo. Drogba está em fim de carreira. No Montreal Impact da MLS, atuou em 41 jogos, em uma temporada e meia. Goleador nato, é grande nome para a realidade brasileira, vivendo constantemente com a fragilidade técnica de muitos jogadores.

Penso que seria um reforço de impacto para o Corinthians pela trajetória e retorno de mídia. A dúvida se dará certo ou não, resume-se ao aspecto físico. Tecnicamente, será ele e mais dez na escalação titular. Controle de egos e vaidades são responsabilidades da comissão técnica. Quem não gostaria de jogar ao lado de Drogba?

Num momento político e financeiro difícil, a diretoria do Corinthians conseguiu desviar a atenção das informações e declarações negativas do clube. Agora, se for apenas cortina de fumaça, os dirigentes certamente serão cobrados pelos consumidores corintianos.

Eu, como profissional da imprensa esportiva, sempre quero ver bons jogadores atuando no Brasil. Imagine um Palmeiras e Corinthians com o campeão brasileiro de um lado diante de um rival estreando Drogba? Melhor impossível, ainda mais num campeonato estadual, projetando confrontos muito bons para o Brasileiro.

É esperar para ver.


Mancini quer reconstrução da Chape e resultados em conjunto com novo time
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Alexandre Praetzel

Vágner Mancini está pronto para o maior desafio de sua carreira como treinador. Aos 50 anos, será responsável pelo desafio de reconstruir a Chapecoense, dentro de campo, após a tragédia aérea de novembro de 2016. Mancini já tem 12 reforços à disposição e espera por mais novidades. O lateral-direito João Pedro, do Palmeiras, deve ser o próximo a ser confirmado. Em entrevista exclusiva ao blog, Mancini agradeceu a ajuda de outros clubes e prevê um recomeço difícil do ponto de vista técnico e emocional. Leia abaixo.

Início de trabalho na Chape

''Desde o dia 10 de dezembro, estamos trabalhando para reconstruir todo um departamento de futebol, onde perdemos peças importantes. Dia 02 de janeiro, iniciamos a fase de exames e começamos a ter a chegada de contratados. Dia 06 de janeiro, iniciamos os trabalhos no campo''.

Estilo de jogo num time novo

''A Chape vem fazendo ótimas campanhas nos últimos anos. Isso deve ser levado em conta, não só a cultura que se criou no clube como também a cara da equipe. Pretendo dar sequência a esse modelo. Para se definir um estilo de jogo, preciso olhar as características dos atletas''.

Primeiro jogo dia 21

''Talvez seja o jogo mais esperado pelos amantes do futebol. Para nós, servirá para três coisas: avaliar nosso potencial como um grupo novo, avaliar a dimensão que a Chape se tornou e emocionalmente, saber como iremos nos comportar em campo diante de tudo que aconteceu''.

Recuperação do clube ou resultados

''Os dois! A reconstrução vai continuar por um longo tempo. Os resultados estarão tolerantes até um certo ponto. Todos vão ser pacientes, mas estamos falando de futebol''.

Ajuda dos outros clubes

''Muita gente nos ajudou! No momento adequado, o clube vai agradecer publicamente sobre isso. A Chape só conseguiu montar um time porque algumas pessoas se sensibilizaram com a nossa causa. Quem não pode ajudar, nós entendemos também''.

Aproveitadores com a situação da Chape

''Não vi ninguém se aproveitando. Vi empresários tentando indicar jogadores a todo instante, jogadores que não jogariam uma Série A ou a Libertadores por falta de nível técnico. Por um outro lado, tivemos muita gente ajudando de outra forma, empresas que se solidarizaram e gratuitamente cederam equipamentos e tecnologia ao clube''.

Dificuldades em não ser rebaixado

''Teremos um ano duro, com jogos difíceis, como é o calendário brasileiro. Hoje em dia, lutar contra o rebaixamento não é privilégio somente de times de potencial financeiro menor, o Inter que o diga. Por isso, temos que montar uma equipe competitiva e acreditar no trabalho''.

Neto e Alan Ruschel

''Conto com eles sim! Com certeza, eles terão uma importante missão ao longo do ano, não somente dentro de campo, que esperamos seja o mais breve possível, como também nos incentivando diariamente com suas lutas individuais''.

A Chapecoense abrirá a temporada em amistoso contra o Palmeiras, dia 21, em Chapecó. Mancini espera escalar um time próximo ao que utilizará na abertura do campeonato catarinense, dia 29, contra o Inter de Lajes, na Arena Condá.


Tinga agradece Cruzeiro por chance e relembra racismo sofrido na rua
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Alexandre Praetzel

Paulo César Tinga encerrou a carreira de jogador em 2015 e preparou-se para assumir um cargo executivo em um clube de futebol. O Cruzeiro, seu último time, apostou nos seus estudos e postura, transformando-o em gerente de futebol. No dia em que completa 39 anos, Tinga conversou com o blog com exclusividade sobre o novo desafio na diretoria do Cruzeiro, gestão, relacionamento com jogadores e racismo. Acompanhem este ótimo bate-papo, abaixo.

Desafio como gerente

''Para mim é um desafio que eu projetei para minha carreira. Fiquei dois anos depois de encerrar a carreira, me preparando para isso. Estou feliz no clube que me deu a possibilidade de encerrar como jogador e está dando a oportunidade de iniciar uma nova função. É um fator emotivo, de reconhecimento, de gratidão. Tenho alegria muito grande por estar com o presidente Gilvan. Apostou agora como apostou quando eu estava encerrando a carreira de jogador. Graças a Deus estou iniciando em um clube extremamente vencedor''.

O que espera encontrar

''Eu tive uma oportunidade de poder viver dentro de campo três décadas diferentes. Meados de 90, 2000, 2010 até 2015, quando parei de jogar. Isso me fez ver o futebol de algumas formas. Trabalharei diferente e o que a gente sempre vai encontrar é a parte humana. Todos são seres humanos passíveis de bons e maus momentos. Acreditando em tudo que eu vivi dentro de campo. Hoje trabalho para o protagonismo dos jogadores e comissão técnica. Hoje sou funcionário trabalhando para o clube. Entendo minha função e trabalho para que todos possam ter o melhor desempenho. Futebol precisa de profissionais que viveram o futebol. A maioria dos clubes do mundo tem ex-atletas que se prepararam. Espero muito trabalho como foi minha vida inteira. É o mínimo que eu tenho que fazer por este clube, pelo carinho, idolatria da torcida. Cruzeiro me deu oportunidade para ser campeão e espero ser feliz novamente em termos de conquistas''

Mano Menezes

''Primeiro pelo fato de estar iniciando, é muito importante começar com um treinador experiente, vencedor e que tem princípios de honestidade, coerência, seriedade. Acaba sendo um fator muito importante para quem está iniciando. Isso me dá uma tranquilidade maior. Vou aprender muito com ele. Já conversamos bastante. O fato de ser o Mano me deu mais confiança. Pelo mesmo caráter, mesmos princípios, facilita muito no início''.

Contato com jogadores

''Vejo isso como algo natural. Depende de como você tratou sua carreira. Quando estava parando no Cruzeiro, sempre tive uma condução do grupo natural. Quando tinha que falar sim, falava sim e o contrário a mesma coisa. Quando você tem princípios, você tem que liderar pregando o que você faz. Me traz facilidade para trabalhar porque conheço a maioria dos jogadores. Não foi à toa que fomos bicampeões brasileiros e ganhamos estadual. Sempre falo que fui campeão e não era titular. Sempre me disseram que eu poderia voltar e trabalhar aqui. Entenderam que eu me posicionava em prol do grupo e da instituição no objetivo de sempre ganhar. Quando tem um perfil definido, não tem problema. Se alterar isso, fica difícil. Todo mundo me conhece, a minha maneira de ser. Tenho a plena convicção de o protagonismo é dos atletas e comissão. Sou um membro da diretoria e trabalho em prol do futebol. Para estar bem, o futebol precisa estar bem também. Vou trabalhar para o futebol ser o melhor. Vejo como um plus, sem dificuldades''.

Queda técnica do Cruzeiro

''Não é fácil você ganhar dois brasileiros na mesma gestão. A gente vê clubes com anos sem ganhar o Brasileiro. Gestão teve ainda um estadual e um vice da Copa do Brasil. Natural que haja falta de títulos e cobranças. Acreditamos que voltaremos a brigar pelas posições em cima. Está no DNA do clube. Está sempre cotado para chegar. Este ano manteve o trabalho e a comissão técnica com aproveitamento acima de 60%, em duas oportunidades. Agora, vai conseguir iniciar a temporada e mantivemos o elenco de muita qualidade. Time tem nomes vencedores, maduros e uma juventude com seu valor. Se fosse vice-campeão no terceiro ano, seria considerada uma queda. Estamos prontos para retomar, com o torcedor nos ajudando, sempre lotando o Mineirão. Isso a gente quer resgatar de novo''.

Futebol brasileiro

''Futebol está encontrando um momento para retomar algumas coisas e está melhorando. Vemos ex-jogadores se preparando, estudando. Conversei com Torres do Flu, Elano do Santos. Isso é muito bom. Futebol está se reestruturando para melhor no Brasil''

Gestão

''Não sei se é atrasada ou falta atitude para mudar. A gente sabe o que tem que fazer. Deixar de agir com emoção como o torcedor. A mudança precisa passar por um todo. Todo mundo tem que contribuir um pouco. Nós, gerentes, independentemente da nomenclatura. O trabalho futebol é o que tem a maior dependência da parte humana. Não é uma fábrica que depende de máquinas como uma produção. É parte emocional, física, técnica. Na hora de avaliar, avaliamos como máquinas. Não podemos rotular jogador que não foi bem e não será melhor. Viajando mundo afora, futebol é mais simples do que a gente tem buscado. Quando você vê as pessoas dirigindo futebol com emoção, alguma coisa pode dar errado. Entender de futebol muita gente entende, mas decidir é muito diferente. A gestão precisa fazer o que tem que ser feito. Às vezes a gente vê clubes grandes perdendo na maioria pela política. A pressão externa começa na política. Quando quiser ir bem na instituição, tem que saber que futebol é uma coisa, sem política. Quero deixar meu legado. Decidir o melhor, às vezes é diferente do que pensa o público. A gestão precisa passar por isso. Cada um que entra não tem continuidade, chega com amigos. A imprensa também. Depois de quatro derrotas, querem a troca do treinador. Muitas vezes falamos de Europa e então vamos copiar a Europa em tudo. Muitas vezes contratamos nomes por cinco anos e com seis meses eles já não servem mais. O jogador é um ser humano como todos e não podemos decretar que é má pessoa por uma ou outra situação. Não podemos dizer que é um mau gestor por uma decisão ruim. Tem que ver no geral. Quero chegar no futebol para acrescentar, não para inventar a roda. As raízes das coisas são humanas. Quero respeitar as pessoas, funcionários. Cuidar também na hora de descartar alguém. Não pode misturar como torcedor. Há um erro e não serve mais. Vou cumprimentar o jogador quando ele acertar ou errar. É simples. Vou trabalhar como a minha vida. Cobrando quando tem que ser cobrado. Jogador sabe qual o seu dever''.

Thiago Neves

''A gente sabe que é um jogador com talento incrível. Com certeza, teve vários clubes interessados. O fato dele decidir pelo Cruzeiro foi interessante porque acredito na vontade do jogador. Pela qualidade do Thiago Neves e de vários jogadores do elenco, é um jogador que quis vir para o Cruzeiro. Importante ele ter decidido vir. Cruzeiro sempre foi um clube que atraiu os jogadores. CT, estrutura, organizado, grande estádio como o Mineirão. Como gestor, o clube é superior a qualquer nome. Dá vontade dos jogadores estarem no clube. Mostra uma maturidade do Thiago ter nos escolhido. Jogador quando entra na idade madura de 28 a 32 anos, é a melhor idade. Ele é tudo, novo, experiente, vaiado, já ganhou, perdeu. Ele decide por tudo, não só pelo financeiro. A gente fica muito feliz como gestor e torcedor em ver o Thiago no Cruzeiro com um grupo talentoso e de personalidade''.

Racismo

''Nunca me preocupou. Situações aconteceram comigo e lidei da minha forma. O que mais me machucou foi não ter sido chamado de macaco. O que mais me entristeceu foi a pessoa atravessar a rua quando me via, achando que eu iria roubar esta pessoa. Uma vez, logo quando eu parei de jogar, conversando com um diretor de futebol ele disse que eu entendia do assunto, mas pediu para eu cortar meu cabelo. Pô, isso me marcou. O cara me elogiou, mas queria que eu cortasse meu cabelo. No Cruzeiro, seu Gilvan, seu Beneci, nunca me pediram para cortar o cabelo e outras coisas. Sempre disseram que deveria voltar ao Cruzeiro. As pessoas pré-julgam de algumas formas, mas eu agradeço muito o Cruzeiro por apostar no meu conteúdo e não na minha pele ou visual. Sempre houve um entendimento que eu poderia contribuir do jeito que eu sou''.

Tinga vestiu a camisa do Cruzeiro de 2012 a 2015, conquistando o bicampeonato brasileiro. Ainda foi campeão da Copa do Brasil pelo Grêmio, em 2001, e campeão da Libertadores da América pelo Inter, em 2006 e em 2010. Pelo colorado, também foi Campeão da Recopa em 2011 e campeão Gaúcho em 2011.


Vasco encaminha contratação do meia Wagner
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Alexandre Praetzel

O Vasco está próximo de anunciar a contratação do meia Wagner. O jogador já foi avisado da negociação e deve ser confirmado ainda nesta quinta-feira, pelo clube carioca.

Wagner está com 31 anos e desligou-se do Tianjin Teda da China, após imbróglio financeiro. O técnico Cristóvão Borges quer contar com o atleta já na disputa da Flórida Cup, a partir de domingo.

O Vasco venceu a disputa financeira com o Corinthians, na negociação.

No Tianjin, Wagner atuou em 20 jogos, marcando dois gols.

Revelado pelo América-MG, Wagner teve ótimos momentos pelo Cruzeiro de 2004 a 2009, com 217 partidas e 36 gols.

Depois de passar por Rússia e Turquia, Wagner voltou ao Brasil em 2012, tornando-se campeão brasileiro pelo Fluminense, onde ficou até 2015, transferindo-se em seguida para a China.

 


Com 8 reforços, presidente do Bahia diz: “Não tenho medo de bater e voltar”
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Alexandre Praetzel

O Bahia estreia na Flórida Cup, nesta quinta-feira, contra o Wolfsburg da Alemanha. O clube foi convidado a participar do torneio, após a desistência do Flamengo. O blog entrevistou o presidente Marcelo Santana com exclusividade. Aos 35 anos, Marcelo falou a respeito da divulgação da marca do Bahia, reforços, gestão e a tentativa de ser um time totalmente afirmado na Série A do Brasileiro. Acompanhe abaixo.

Participação na Flórida Cup

''Uma oportunidade boa para o Bahia e futebol do Nordeste. Um torneio com visibilidade para mais de 70 países, jogos na TV aberta e fechada. Uma pré-temporada com um nível de partidas que a gente não teria no Brasil. Chance para trazer o Bahia para um patamar superior''.

Gestão

''Tem sido dois anos de reconstrução do Bahia. Quando chegamos, tínhamos acabado de cair. Salários vencidos, 13º sem pagar, direitos de imagem atrasados. Nestes 24 para 25 meses, temos conseguido mudar o espírito e a cara do Bahia. Temos 100% dos compromissos em dia. Credibilidade no mercado, sem atraso com jogadores e fornecedores. Reduzimos em cerca de 70 milhões a dívida. Metade pelo Profut e metade com receitas próprias. Temos acordo com a OAS para recuperação do Fazendão (CT do Bahia) e aquisição do terreno para a Cidade tricolor. Frutos estão começando a aparecer externamente e esperamos que aos poucos isso se reproduza dentro de campo''.

Bahia na Série A

''Não tenho medo de bater e voltar. Alguém que se torna presidente aos 33 anos não pode ter medo. Claro que vai ser o primeiro ano da Série A. A gente sabe das dificuldades e expectativas da torcida. Estamos montando um grupo para fazer um Brasileiro que eu chamo de seguro e nunca falar de rebaixamento em nenhuma rodada. No segundo turno, a gente vê se é possível desejar algo mais ou não. Nossa ideia é o Bahia sempre ganhar um título por ano. A gente tem que buscar este título anual porque mexe com a autoestima do torcedor e isso faz com que o torcedor consuma os produtos do clube, as receitas se valorizam e isso se torna um círculo vicioso. Temos que nos manter na Série A porque isso nos fortalece na estrutura, esportivamente e financeiramente. Somos a 14ª receita do Brasileiro. É um ritmo de crescimento anual. Quando chegamos, a receita bruta era de R$ 60 milhões. Em 2016, fechamos em R$ 125 milhões, mesmo com dois anos de Série B. O Bahia tem que ser um clube de referência no Nordeste, como já foi em outros períodos. Num prazo de cinco a oito anos, o Bahia tem totais condições de estar inserido entre os oito maiores clubes do país''.

Reforços

''Acredito que tenhamos optado por jogadores em momentos técnicos bons. Eles têm vindo de boas temporadas recentes. Reforços que chegam com ambição, sem acomodação e fim de carreira. Dentro das nossas possibilidades, temos feito bons encaixes no mercado. Trouxemos o Armero, com mais mídia da Udinese-ITA. Buscamos nomes que fizeram Série B forte recentemente, como Zé Rafael e Gustavo. Tudo para ajudar o Guto Ferreira a ter possibilidades de fazer mudanças táticas durante uma partida. O primeiro passo para a gente é respeitar a Série A, fazendo uma campanha segura. Nosso grupo tem como referências o Atlético-PR e a Chapecoense''.

Grande nome para o elenco

''Acho difícil contratar. Se a gente tiver possibilidade, faremos um investimento. A prioridade tem que ser o desempenho técnico. Se o jogador conseguir isso, aliando empatia e trazer novos patrocinadores, pode ser. Não podemos fazer o contrário. Buscar primeiro a mídia e depois o reforço. Hoje é muito complicado, mas não descarto se for uma grande oportunidade, não prioridade. Estamos num estágio de amadurecimento e crescimento''.

Guto Ferreira

''Excelente pessoa e grande profissional. Tenho gostado demais do trabalho dele. Busca crescimento profissional, sempre atento a novas ideias. Esteve na Alemanha estudando novos métodos. Guto me pergunta detalhes de como são as coisas na Europa. Tem condições de estar entre os principais nomes do país, mesmo sendo emergente no momento. Ele pode crescer no Bahia e as duas partes podem se beneficiar desta relação. Conseguiu o objetivo de subir conosco. Vamos ver até onde vamos em 2017″.

Desafios da gestão

''Acredito que a gente, me incluo nisso, tem que mudar a mentalidade para ser o futebol referência de novo. Temos que nos preocupar mais com infraestrutura, lado comercial e ter uma visão mais de negócio como empresa, com resultados dentro e fora de campo. Sou jornalista formado e a imprensa e torcida precisam entender que só um ganha campeonatos. Os que não ganham podem ter tido grandes trabalhos. Temos que parar com a mania de quem não é campeão tem que ter terra arrasada. Precisamos mudar esta mentalidade para trabalhos de modelos de gestões sustentáveis. Se considerarmos só o resultado de campo, será considerado fracassado se não vencer''.

O Bahia já contratou o volante Edson e o lateral direito Wellington Silva, do Fluminense, o lateral colombiano Armero, da Udinense-ITA, o lateral esquerdo Matheus Reis, do São Paulo, o volante Matheus Sales, do Palmeiras, o meia Zé Rafael, do Londrina, o meia Diego Rosa, do Montedio Yamagata, do Japão  e o centroavante Gustavo, do Corinthians. O próximo a ser anunciado deve ser o meia argentino Allione, do Palmeiras.

O Bahia vai disputar o Estadual, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série A do Brasileiro, em 2017.


Empresário admite Uendel no Inter, interesses em Lucca e chance com Potker
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Alexandre Praetzel

Fernando Garcia, irmão do conselheiro Paulo Garcia, é considerado o ''dono'' do Corinthians nas transações de atletas profissionais e da base. O empresário se defende e garante que não faz negócios com o clube, desde o início de 2016. Garcia agencia alguns nomes profissionais corintianos. Em entrevista exclusiva ao blog, comentou o andamento de algumas negociações e interesses de outras equipes nos seus jogadores. Leia abaixo

Uendel no Inter

''Não tem nada certo ainda, mas a tendência é que vá. Depende da vontade do atleta e do Corinthians. Uendel já concordou. Acho que serão três anos de contrato. Para os dois será bom''.

Lucca

''Têm seis ou sete times que o querem. Inter é um deles. Vamos esperar pelo Corinthians. Se ele não fizer parte dos planos, ele terá que ser emprestado. Falei com Lucca e ele disse que deseja permanecer''.

Guilherme Arana

''Não tem nenhuma proposta. Só telefonemas e sondagens. Eu acho que ele tem que continuar no Corinthians''.

William Potker

''Ele pertence à Ponte Preta. Continuamos negociando. É um negócio que ainda pode acontecer. Não está descartado''.

''Dono'' do Corinthians

''Eu não tenho feito negócios há quase um ano com o Corinthians. Tenho sete jogadores nos profissionais. Léo Jabá foi o último a acertar contrato de agenciamento. Não me incomodo com isso. Não sou dono de nada. Nunca fui e nunca vou ser. Os últimos reforços que vieram, não tive nada a ver com isso''.

Paulo Garcia presidente

''Difícil falar. Realmente, tem que perguntar a ele. Seria uma falta de ética eu fazer negócio com ele como presidente. Depende de quem será o diretor de futebol e se houver algo com um atleta que seja unanimidade, mas acho difícil''.

Roberto de Andrade

''Não tem que sair. Foi eleito pelo associado e tem que cumprir mandato. Eu votei nele, apesar de não ter amizade com ele. Acho um absurdo isso. Não vai levar a nenhum lugar. Foi campeão brasileiro em 2015. Tem que ganhar todo ano, agora? Impeachment é uma afronta à democracia''.

 


Róger Guedes permanece no Palmeiras, segundo seus representantes
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Alexandre Praetzel

Róger Guedes vai permanecer no Palmeiras. O atacante de 20 anos recebeu sondagens de clubes europeus, mas a ideia é ficar no Verdão. O blog recebeu esta confirmação dos representantes do atleta.

Zenit e CSKA da Rússia e Shaktar Donetsk da Ucrânia procuraram seus empresários para saber as possibilidades de negociações. A multa rescisória de quase 50 milhões de euros brecou qualquer avanço nos contatos.

No staff de Róger Guedes, há quem entenda que o jovem ainda precisa de afirmação no futebol brasileiro para depois pensar numa transferência para o exterior.

Róger Guedes chegou ao Palmeiras em 2016. Disputou 34 jogos e marcou quatro gols.

O Palmeiras tem 25% dos direitos econômicos. O Criciúma detém os outros 75%.