Blog do Praetzel

São Paulo aumenta valores e deve anunciar volante Fernando Bob
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Alexandre Praetzel

O São Paulo está próximo de anunciar a contratação do volante Fernando Bob. A diretoria tricolor aumentou a proposta de dois para três milhões de reais por 50% dos direitos econômicos ao Internacional. Fernando Bob está emprestado para a Ponte Preta, até dezembro, mas a diretoria campineira não pretende cobrir os valores. Assim, Fernando Bob será negociado com o São Paulo.

O empresário de Fernando Bob, Nelsinho Baptista Jr., confirmou ao blog que a transação está em andamento, com grandes possibilidades de conclusão. ''Os valores são esses. Falta alinharmos algumas pendências'', ressaltou.

Fernando Bob está na sua segunda passagem pela Ponte Preta. Disputou 126 jogos e marcou cinco gols. No Inter, chegou como grande reforço em 2016, mas ficou marcado pelo rebaixamento e por atuações irregulares.


Corinthians tem dificuldades para contratar um novo zagueiro
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Alexandre Praetzel

O Corinthians quer contratar um zagueiro para compor o elenco. As lesões recentes de Pablo e Balbuena deixaram a comissão técnica em alerta. Há o consenso de que as opções são pequenas e de que é preciso reforçar o setor. Hoje, os jovens Pedro Henrique e Léo Santos são as principais alternativas. Vilson também tem contrato mais longo, mas se machucou recentemente e está voltando aos poucos. Cinco jogadores para posições fundamentais.

A diretoria vasculha o mercado atrás de um nome que tenha velocidade e possa atuar dos dois lados. Não é fácil encontrar. Alguns já foram oferecidos e não agradaram. Ernando, do Inter, aparecia como favorito, mas o rebaixamento com o colorado e as atuações de 2017, esfriaram as expectativas.

Anderson Martins surgiu com força, nos últimos dias. Ele jogou no Corinthians, em 2014, com 21 partidas disputadas. No entanto, tem mais um ano de contrato com o Umm Salal do Qatar e dinheiro a receber. Assim, a negociação ficou difícil porque o Corinthians teria que fazer um investimento financeiro. Vasco e Flamengo estão na disputa.

As Séries A e B do Brasileiro e a América do Sul passaram a ser o foco corintiano. Para repatriar um zagueiro da Europa, China ou Mundo Árabe, só contando com a boa vontade do atleta ou fim de contrato. O Corinthians sofre com as finanças e ainda precisa resolver a situação de Pablo, pagando R$ 10 milhões, em junho, para ficar com o zagueiro do Bordeaux.


Borja sempre brilhou dentro da área, mas atacante pode e deve se ajudar
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Alexandre Praetzel

Sou um defensor de Borja. Acho que o atacante tem faro de gol e bom posicionamento perto e dentro da grande área. É bom jogador e merece tempo para se adaptar. Na sua última entrevista, admitiu que o futebol brasileiro é mais rápido e pegado do que o colombiano. Ainda sente a dificuldade do calendário, com pouco tempo de descanso e adversários difíceis toda a semana. A sequência Chape, Tucumán, São Paulo e Inter, não se encontra em outro país sul-americano, num intervalo de 11 dias.

Mas Borja também precisa se ajudar. Deve ter calma porque uma hora a bola vai entrar, como aconteceu diante do Vasco. Já vimos filmes parecidos, anteriormente, com outros goleadores. Não adianta resmungar e gesticular, a cada substituição. Isso só contribui para aumentar a ansiedade e a desconfiança da torcida. São quatro meses da chegada triunfal para um ponto de interrogação entre os palmeirenses. Já li e ouvi que ''Borja não serve. Não acerta um chute'' ou ''Como se enganaram num cara ruim assim''. Frases imediatistas e cheias de emoção, sem nenhuma razão e até desconhecimento. São seis gols em 17 jogos. A média não é ruim. Há quem entenda que o custo-benefício não é bom.

Agora, pesquisem como Borja ficou letal e goleador. O repórter Rodrigo Fragoso, do Esporte Interativo, foi buscar informações e descobriu que Borja, antes de chegar ao Palmeiras, nos últimos 35 gols que marcou, em apenas três  foram de chutes de fora da área. Reparem bem. Os outros 32 gols foram dentro da área.

Em 26 gols dos 35, Borja não deu mais que dois toques na bola. Confira como o colombiano decidiu, abaixo.

  • Chutes de primeira: 16 gols
  • Domínio rápido seguido de conclusão: 10 gols
  • Gols de pênaltis: 5 gols
  • Gols de cabeça: 3 gols
  • Gols de falta: 1 gol

Está claro que Borja tem uma característica de área e o Palmeiras precisa aproveitar a força física e o poder de conclusão. Com Eduardo Baptista, Borja atuava de costas para os zagueiros ou vinha buscar a bola na intermediária. Não foi bem. Pelo menos, Cuca está com mais paciência e vai com ele, até o fim.

Óbvio que o Palmeiras não pode ficar refém de uma maneira de jogar por causa de um atleta, mas é bom aproveitar o que Borja tem de melhor. E o colombiano também pode contribuir, participando mais da partida e fazendo o feijão com arroz, tabelando e chutando. Só vai melhorar, mas precisa se ajudar.


Briga em treino e vestiário é notícia, sim
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Alexandre Praetzel

Respeito todas as opiniões contrárias, mas as duas últimas polêmicas internas envolvendo Palmeiras e São Paulo, são notícias, sim, na minha opinião.

A diretoria do Palmeiras multou Felipe Melo e o preparador físico Omar Feitosa pelo desentendimento no trabalho técnico de segunda-feira, na Academia de Futebol. Cuca teve que intervir para a treta não acabar em vias de fato. Foi a terceira vez que Omar Feitosa se envolveu numa confusão, nesta temporada. Primeiro, quase brigou com o observador do Corinthians, Mauro da Silva, no intervalo do clássico do Paulista, em Itaquera. Depois, empurrou Thiago Santos em direção ao banco de reservas, durante a partida contra a Ponte Preta, na semifinal do Estadual. Então, há reincidência. E isso é fato. Não é fofoca, nem invenção.  A partir do momento que um integrante da comissão técnica entra em atrito e fere as normas de conduta do clube, isso se torna uma informação, sem dúvida. Cabe à imprensa relatar e esclarecer a situação.

No caso da prancheta entre Cícero e Rogério Ceni, acredito que seja um caso parecido. Quando esta situação vaza de dentro da instituição, 30 dias depois, claro que é informação. Ainda mais num momento delicado do time e do elenco. O principal agora é descobrir quem vazou para os jornalistas. Qual o intuito? Enfraquecer Rogério Ceni. Isso para mim é nítido. Não concordo que isso é fofoca. Admito que coisas internas fiquem nos vestiários e ambientes, mas quando tudo vem à tona, pode e deve ser publicado. E isso aconteceu com todos os envolvidos esclarecendo a situação. Se não fosse importante, os próprios profissionais são-paulinos dariam de ombros para tudo.

Sabemos que muitos times vencem com conflitos internos, mas quando isso atrapalha e pode determinar constrangimento, não tenho dúvidas de que a imprensa deve noticiar, debater e informar. Futricos e mexericos são outras coisas.


Avaí encaminha reforço de Seleção, mesmo em condição financeira inferior
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Alexandre Praetzel

O Avaí somou um ponto em dois jogos disputados pelo Campeonato Brasileiro. Em algumas enquetes, antes da competição, seguidores e participantes das redes sociais, carimbaram o time catarinense como um forte candidato ao rebaixamento, depois de retornar à Série A. O blog entrevistou o técnico Claudinei Oliveira sobre o objetivo da equipe, as dificuldades financeiras e a espera pelo lateral Maicon, reforço encaminhado pela diretoria. Acompanhem.

Lateral Maicon é um bom reforço?

''Maicon é um grande jogador. Acho que o Leandro Silva vem fazendo um grande campeonato, mas a gente não sabe a condição física do Maicon, se já é a ideal, mas é um grande reforço. Uma experiência muito boa, um jogador acostumado a atuar na Europa, que faz muito bem essa linha de quatro , um jogo aéreo muito bom. Vamos ver a situação que ele chega, quando estará pronto para estrear e aí vai competir com o Leandro Silva pela posição, independentemente do histórico dele. Ele vai vir, chegar respeitando quem está atuando. Mas se a gente conseguir contratar jogadores deste tipo, fora da realidade do Avaí, vai nos ajudar bastante''.

Qual a realidade do Avaí no Brasileiro?

''A gente esperava vencer o primeiro jogo. A nossa ideia era vencer o primeiro jogo, buscar algum ponto no Morumbi, a gente tem dois jogos fora seguidos, tentar pontos contra a Chape. A dificuldade é grande, é desigual. No Campeonato Brasileiro, você tem uma equipe como a nossa com uma folha de R$ 750 mil contra o Palmeiras com R$ 13 milhões. Dois jogadores do Palmeiras pagam a folha do Avaí. Só que isso não pode servir de desculpa, é o campeonato que a gente tem que jogar e a gente, dentro disso, procura organizar a equipe bem taticamente, buscar algumas peças pontuais. Não temos condições de concorrer em contratações com 18 clubes da Série A, talvez a gente possa concorrer com o Atlético-GO, que subiu e tem um orçamento menor como o nosso. Então, a gente tem que contar bastante com a aplicação dos jogadores e que a gente seja feliz na hora de finalizar as jogadas. Nosso campeonato é esse, muita briga, muita luta e sabendo que não vai ter mágica em termos de orçamento. A gente está fazendo uma coisa coerente. Você sabe que o Avaí sempre foi uma equipe que conviveu com atraso de salários, hoje o Avaí está com salários em dia. A gente optou por uma política conservadora e não fazer loucuras. Então, vamos ver se com essa política sem fazer loucuras, a gente consegue o objetivo. Vai ser mais difícil? Vai, mas acho que esse é o caminho correto''.

O objetivo é escapar do rebaixamento?

''É, o campeonato do Avaí é a manutenção porque você se mantém e vai aumentando a cota de participação. Infelizmente, do jeito que as coisas são feitas no Brasil, eu já estive do outro lado no Santos, que é uma equipe considerada grande, já estive no Atlético-PR, que tem uma cota maior, mas no Brasileiro, a equipe que sobe é meio fadada a cair. Por que é incompetente? Não, porque não tem condição financeira de competir com as outras, a disparidade é muito grande. Muitas equipes sobem com dificuldades para se manter pela questão financeira, não é pela qualidade ou pela intenção de fazer um bom trabalho e os que caem, normalmente sobem porque tem um resguardo financeiro, uma proteção. Sobem quatro e nenhuma vez um time grande deixou de subir no ano seguinte. Então, a gente sabe que é difícil, mas é a nossa realidade. Temos que motivar os jogadores a fazerem jogos bons, como fizemos no segundo tempo contra o São Paulo, para que a gente possa somar pontos e conseguir escapar dessa situação incômoda , que seria o rebaixamento. É isso que a gente está buscando''.

O Avaí foi vice-campeão catarinense, perdendo o título para a Chapecoense. A equipe disputa apenas a Série A do Brasileiro, até o final da temporada.


Cícero elogia o Palmeiras: “Se bobear, dá até três times por lá”
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Alexandre Praetzel

O São Paulo tirou um peso das costas com a vitória de 2 a 0 sobre o Avaí e agora projeta um desempenho melhor e mais solto do time para enfrentar o Palmeiras, sábado, no Morumbi. O tricolor não perde para o Verdão desde 2002, na sua casa e todo clássico gera expectativas e repercussões. O blog entrevistou o meia Cícero, a respeito do momento da equipe, o tabu diante do rival e o momento de Cueva, em queda técnica e mal fisicamente. Confira.

Jogo contra o Palmeiras

''Dentro do Morumbi, diante do nosso torcedor, a gente tem que, independentemente do jogo que a gente pega, a gente tem que olhar sempre a vitória. A gente sabe que a equipe do Palmeiras é uma grande equipe, mas a gente tem que se impor como no primeiro tempo contra o Avaí, para tentar o resultado porque são dois times grandes e um jogo que é decidido em detalhe. Espero que a gente possa sair feliz no sábado''.

Equipe será praticamente a mesma para o clássico?

''Depende muito, depende de como o adversário joga também. Então, você tem que tentar ter esse encaixe, é isso o que o Rogério está tentando fazer e a gente está tentando assimilar isso aí da melhor maneira possível. A gente enfrentou o Avaí com uma formação que estávamos um pouco acostumados, mas é lógico que ele treina outras formações, caso precise, porque as vezes você tem que mudar uma situação de jogo para você ir atrás de um resultado ou segurar também. O mais importante é que todo mundo está ciente nesse quesito para que a gente consiga ter bons resultados, daqui para a frente''.

Palmeiras tem mesmo o melhor elenco do Brasil?

''Olha, é o time que mais investiu. A gente sabe que tem muitos bons jogadores lá. Se você for ver, se bobear, dá até três times lá no Palmeiras. Só que quando você entra para jogar, são 11 contra 11 e eu acho que, para ser sincero com você, o Campeonato Brasileiro é muito nivelado. Lógico que a gente sabe que o Palmeiras é o time que mais investiu, mas eu não consigo ver um time que seja melhor do que aquele e melhor do que esse. É um campeonato que vai ser muito equilibrado porque todos os times têm um nível de equilíbrio muito grande''.

São Paulo não perde para o Palmeiras no Morumbi, desde 2002. É uma questão de honra manter esse tabu?

''Espero que esse tabu continue, né. É jogo difícil, um clássico. Como a gente vai estar dentro dos nossos domínios, a gente tem tudo para fazer um bom jogo. Conseguimos uma vitória diante do Avaí para nos dar uma confiança maior e espero que essa sina continue porque que será muito bom para a gente''.

Como você analisa o momento do Cueva, após ele ser vaiado por parte da torcida?

''Olha, o Cueva, desde que eu cheguei aqui no São Paulo, eu vi que é um jogador acima da média. Eu sei das qualidades dele, até costumo brincar muito com ele, durante os treinamentos, as vezes até antes dos jogos. Falo, vamos lá e tal, porque a gente sabe da qualidade dele. Eu vou falar sem sombras de dúvidas para mim: hoje, o Cueva é o melhor meia na atualidade no futebol brasileiro. Isso eu falo pelo que eu entendo de futebol. Mas a gente sabe que as vezes, jogadores passam momentos que as coisas não dão muito certo em determinadas situações, mas o o Cueva, pela qualidade que ele tem, a gente sabe que a qualquer momento, ele pode desequilibrar e deslanchar num jogo e vai nos ajudar. Tenho certeza que ele é uma peça fundamental para a gente também neste time que a gente tem hoje''.

Cícero voltou para o São Paulo a pedido de Rogério Ceni. É titular e homem de confiança do treinador. O São Paulo defende uma marca de 12 partidas sem derrotas para o Palmeiras, desde 2002, no Morumbi. São sete vitórias e cinco empates.


Vinicius Jr. é a bola da vez. Será uma realidade? Só ele poderá responder
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Alexandre Praetzel

Vinicius Jr. é a nova promessa do futebol brasileiro. Revelado pelo Flamengo, destaque da Seleção Brasileira Sub-17 e negociado com o Real Madrid por R$ 164 milhões. Uma fábula para um menino de 17 anos, que mostra muitas qualidades, mas que não é garantia de sucesso. Claro que será preparado e lapidado em times menores e terá tempo para se integrar ao grupo principal, quando estiver maduro. Agora, é preciso calma. Temos exemplos de grandes projetos de craques que não vingaram, ora pelos próprios jogadores ou pelo açodamento e pressa de clubes e empresários.

Gabriel Barbosa, o Gabigol, passa a ser o protagonista deste debate. Ganhou o apelido pela facilidade em marcar gols. Chegou à Inter de Milão com cartaz e bagagem, após mais de 100 jogos pelo Santos. Ontem, foi para o vestiário, antes do final da partida. Passou um ano inteiro com grandes expectativas, mas parece que está com o filme queimado na Itália, por tudo que se ouve e lê na mídia italiana. Está com 20 anos.

Gabriel Jesus foi um ''foguete'' e o inverso de Gabigol. Surgiu em 2015, virou titular do Palmeiras, ganhou a Copa do Brasil, a medalha de ouro na Olimpíada e o Brasileiro. Se tornou titular da Seleção Brasileira de Tite e acabou vendido para o Manchester City por mais de 20 milhões de euros, após conversa com Guardiola, em julho de 2016. É pura realidade. Tem 20 anos.

Abaixo, outros exemplos de meninos que apareceram muito bem e confirmaram ou não.

– David Neres. Saiu do São Paulo para o Ajax da Holanda por 12 milhões de euros, sem completar mais de dez jogos pelo tricolor. Chegou em janeiro, foi lançado, virou titular e ganha fartos elogios. O Ajax decide a Liga Europa contra o Manchester United. Tem 20 anos;

– Toró e Lenny. Revelações do Fluminense. Eram tidos como grandes promessas. Toró ainda foi Campeão Brasileiro pelo Flamengo, mas longe do brilhantismo. Lenny não vingou;

– Tiago Luís. Atacante do Santos. Ganhou capa do Jornal Marca da Espanha como ''novo Messi''. Isso só o prejudicou. Não se firmou no Santos e rodou por vários times brasileiros. Está no Goiás;

– Fábio Pinto. Atacante que foi grande revelação do Inter em 1997. Melhor jogador do Mundial Sub-17, superando Ronaldinho Gaúcho. Me lembro que Fernando Carvalho, então diretor do Inter, recusou uma proposta de 18 milhões de dólares do Milan, na ocasião. Não vingou;

– Bruno. Meia revelação do Grêmio em 2002. O ''novo Ronaldinho'' pintou muito bem, mas caiu com o tricolor, no Brasileiro de 2004. Nunca mais foi o mesmo. Perambulou por equipes menores do Brasil.

Pequenos exemplos que vi e acompanhei. Portanto, peço calma com Vinicius Jr. É diferenciado e tem tudo para estourar a curto prazo. Sem conclusões precipitadas porque também vimos muito pouco do garoto. Que seja feliz e se torne protagonista na Europa e na Seleção. Vamos ver.

 

 

 


Reservas do Palmeiras precisam mostrar mais. Só quantidade não basta
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras foi muito mal contra a Chapecoense. A alegação de Cuca para escalar um time quase reserva foi a maratona de jogos pela frente e o risco de lesões. Ok. O elenco tem qualidade e quantidade para resolver partidas, mas não é isso que estamos vendo. Sempre fui a favor de Raphael Veiga, contratado pela sua técnica apurada. Só que o meia deixa seus defensores pendurados. Recebe chances e não consegue se desenvolver na equipe.

Keno assinou por quatro temporadas, mas não é nome para o Palmeiras, na minha opinião. É um atacante de time médio, para atuar em função dele. No Palmeiras, precisa definir numa bola e não consegue. O mesmo vale para Érik. Em 2016, foi trazido do Goiás por R$ 14 milhões e não aguenta o Palmeiras. Quando entra, a impressão é de que fica menor do que parece.

Fabiano ganhou a moeda da sorte quando foi adquirido em definitivo. O gol do título brasileiro diante da Chapecoense, assegurou sua permanência no Verdão, mas joga bem menos do que pensam os dirigentes palmeirenses. Hyoran teve poucas oportunidades até agora e não dá para tirar muitas conclusões. Tem potencial.

Michel Bastos e Thiago Santos são úteis e Antonio Carlos foi bem. Juninho mostrou segurança, estreando como titular.

Um grupo de atletas com tantas opções pode e deve render mais. Quem não der conta do recado e se acomodar, não serve. Time grande é assim. Acho que Cuca já notou isso. É esperar para ver.


Santos merece mais destaque do que vem recebendo
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Alexandre Praetzel

O Santos é o único time brasileiro invicto na Libertadores da América com nove pontos em cinco jogos. Tem duas vitórias e três empates, com 60% de aproveitamento, classificado para as oitavas-de-final. Não é uma campanha brilhante, mas o Santos merece mais destaque do que vem recebendo.

Sempre gostei da forma de jogar do Santos. Equipe ofensiva, com qualidade técnica e bons nomes. Achava o Santos o melhor do Brasil, do um ao onze. Em 2016, campeão paulista e vice brasileiro para o Palmeiras de Cuca. Em 2017,  naturalmente, se projetava um Santos envolvente e favorito no Estadual, mas o desempenho caiu. Ricardo Oliveira sofre com lesões e Renato não repete as atuações do ano passado. O setor defensivo também teve queda, com indefinições na zaga e lateral-esquerda, com a perda momentânea de Zeca. A eliminação para a Ponte Preta confirmou o mau momento.

Agora, parece que o Santos volta a mostrar competitividade e crescimento. Lucas Lima voltou a jogar bola e Bruno Henrique parece consolidado como titular do ataque. Contra o Strongest, o Santos foi mais guerreiro e lutou até o fim, longe da acomodação do início da temporada. É verdade que estreou com derrota no Brasileiro, num torneio que cabe recuperação. Não fez jogo ruim diante do Fluminense.

Não concordo com a contestação diária que parte da torcida tem com Dorival Jr. O treinador faz bom trabalho e pode sim extrair mais do grupo e apresentar melhores resultados. No entanto, penso que Dorival tem condições de levar o Santos a uma grande conquista. Já está nas quartas-de-final da Copa do Brasil e pode pensar em algo maior na Libertadores. Tem time e elenco. Vou aguardar.


Agente explica como contratou zagueiro para o Santos, sem Dorival pedir
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Alexandre Praetzel

A contratação do zagueiro Noguera sempre foi cercada de polêmica no Santos. O técnico Dorival Jr. não pediu o jogador, mas ele desembarcou no clube, vindo do Banfield, da Argentina, em 2016. O negócio foi intermediado pelo empresário Luiz Taveira, homem de confiança do presidente santista Modesto Roma Jr.

O blog recebeu um áudio onde Taveira explica a um diretor do Santos como ficou sabendo das qualidades do argentino, nas ruas de Buenos Aires, e por isso, indicou a contratação do atleta.

Abaixo, a transcrição do áudio do empresário, autorizada pelo próprio Taveira.

''A situação era para contratar o Óliver Benitez do Gimnasia Esgrima, zagueiro canhoto. Cheguei na Argentina, falei com os dirigentes, pediram US$ 2 milhões. Fiquei mais dois dias na Argentina e fui almoçar com o jogador em Puerto Madero, num restaurante lá.

Entrei com o jogador, tinha bastante gente, já achei estranho, ninguém conheceu o jogador. Aí, dei um tempo, sentado, levantei, falei com um garçom. ''Você conhece esse jogador?'' Ele falou: ''não, não conheço.'' ''É o Óliver Benitez do Gimnasia Esgrima.'' Ele falou: ''Não, não conheço não.'' ''E qual zagueiro bom que tem aí?'' Aí o cara pegou e me falou. Tem fulano, ciclano e tem o menino do Banfield, o Noguera, que inclusive tinha sido indicado para o Santos, pelo procurador do Ricardo Oliveira, o Augusto Castro. Depois, deu a maior confusão entre eu e ele. O cara falou o fulano, ciclano e o Noguera, que a gente acha muito bom jogador e tem algumas propostas, mas está brigado com o Banfield. Isso foi uma vez. Bom, conclusão do negócio. Fui para a Argentina cinco vezes. Em todas as vezes, eu chegava e perguntava dos zagueiros para taxistas, jornaleiros, e todo mundo falava do Noguera. Daí, fui ver dois coletivos dele. Ele estava treinando à parte, mas fazia os coletivos e achei ele seguro. firme, futebol argentino é diferente do nosso, é mais pegado. Falei: ''olha, esse zagueiro é bom, entendeu? E muito mais barato que o Benitez.''

Na realidade, não houve um comunicado direto ao Dorival, essa é a realidade. Comuniquei ao Dagoberto (diretor executivo do Santos). Numa das reuniões, o Conforti (César Conforti, vice-presidente do Santos) estava junto. Então, depois de cinco vezes, dois meses indo para a Argentina, optou-se por fazer a contratação do Noguera, passaporte europeu, 23 anos, 1,93m, um jogador de boa estatura. Aí, comecei a perguntar mais do Óliver Benitez e ninguém recomendou. Mas todo mundo falava um nome do zagueiro do Boca, de um zagueiro do Estudiantes e o nome do Noguera. Então, foi assim, vi dois coletivos, gostei e indiquei. Falei: ''olha, é mais barato, porque é com ele que tem que acertar e tem passaporte europeu.'' Eu acho que pode dar certo, mas na realidade não foi um pedido do treinador. Levei até uma bronca do treinador por causa disso, mas eu tinha comunicado a diretoria, a presidência, e no fim, ele está aí. Mas vou me encarregar, vou levar ele para a Europa, nessa janela do meio do ano, se Deus quiser, e o Santos vai ter lucro com ele''.

Taveira pediu para publicar uma nota, a respeito do assunto, contendo sua opinião sobre a polêmica contratação. O texto está abaixo.

''Após tantas ligações de repórteres sobre o áudio referente ao Noguera, estou esclarecendo à imprensa, pois este áudio chegou através dos grupos de Whatsapps de pessoas do Santos FC. Inclusive, vou participar de alguns programas para realmente esclarecer que um garçom, um motorista de táxi, um porteiro de hotel, um jornaleiro, são pessoas que para alguns santistas não entendem de futebol, que não podem dar palpites em futebol porque são pessoas à margem da sociedade e que suas opiniões não são válidas no quesito futebol, pois são anômalos nesta questão, que infelizmente para alguns santistas dos grupos de Whatsapps ligados à política, os comparam a pessoas sem entendimento do esporte. E que como garçons, motoristas, porteiros, eles devem se ater a suas profissões e não darem palpites sobre jogadores, pois com isto viram párias da sociedade. É isto que já estou falando e é isto que estou vendo em pessoas covardes que não têm coragem de darem as caras e falarem. Fui eu e eu acho isso mesmo. São moscas varejeiras e hienas travestidas de santistas''.

Noguera chegou ao Santos em maio de 2016. Disputou apenas nove jogos e marcou dois gols.