Blog do Praetzel

Tobio é emprestado de novo. Zagueiro tem bola para jogar no Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Tobio foi emprestado para o Rosário Central da Argentina, até junho de 2018. O zagueiro foi liberado pela diretoria do Palmeiras e viaja nesta quinta-feira. Tobio chegou ao Verdão, em 2014, indicado pelo técnico Ricardo Gareca. Desembarcou com cartaz, após boas atuações pelo Velez Sarsfield.

No Palmeiras, fez 33 jogos e marcou um gol. Sua situação começou a mudar, quando procurou Alexandre Mattos, pedindo para deixar o Palmeiras. Mattos mal tinha chegado ao clube e não gostou da postura do argentino. Tobio foi emprestado para o Boca Juniors, onde disputou 50 jogos, sem fazer gol. O Boca não exerceu a opção de compra e Tobio retornou ao Brasil.

Particularmente, acho Tobio um bom zagueiro, superior a Juninho e Antonio Carlos e igual a Luan. Poderia fazer parte do elenco palmeirense, tranquilamente. Mattos poderia contornar a situação e reintegrá-lo, contando com a concordância do atleta, claro.

Tobio fará 28 anos, em outubro, e tem contrato até junho de 2019. Se for negociado, o ex-presidente Paulo Nobre receberá R$ 1,4 milhão. Nobre pagou do próprio bolso para contratar o zagueiro.


Por uma final inédita da Copa do Brasil, com a presença do Botafogo
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Alexandre Praetzel

Nesta quarta-feira, vamos conhecer os finalistas de mais uma Copa do Brasil. Torneio que começou em 1989, sem muito interesse dos participantes, e ganhou importância, quando os clubes se deram conta de que além de um título, era um caminho mais rápido para a Libertadores da América. No início, só campeões e vice-campeões estaduais participavam. Depois, a CBF abriu aos times do ranking nacional, com o crescimento da competição. Grêmio tem cinco títulos, Cruzeiro tem quatro e o Flamengo, três.

Por isso, quero ver o Botafogo na decisão. Seria uma final inédita, contra Grêmio ou Cruzeiro. Nada contra o Flamengo, mas o Botafogo está merecendo uma conquista importante. O presidente Carlos Eduardo Pereira reconstruiu o clube, mesmo que ainda tenha uma situação financeira difícil. E o técnico Jair Ventura montou uma equipe sólida, sem brilhantismo, mas com um comprometimento de dar inveja a grandes esquadrões.

Conversei com o atacante Roger, após o jogo diante do Santos, no início do Brasileiro. Ele me disse que a maior dificuldade era o tamanho do elenco para a quantidade de partidas. Mesmo assim, deixou claro que sempre seria complicado bater o Botafogo, pela entrega e união de todos. E isso é cada vez mais claro. Não sei se o Botafogo ganhará a Copa do Brasil ou a Libertadores, mas não via um grupo ter tantos torcedores fora do Rio de Janeiro, como agora.

Gatito Fernandes; Luis Ricardo, Marcelo (Emerson Silva), Igor Rabello e Gilson; Rodrigo Lindoso, Matheus Fernandes, Bruno Silva e João Paulo; Guilherme e Roger. Quem diria que estes jogadores levariam o Botafogo a grandes momentos, em 2017? Pouca gente. Por isso, é preciso registrar o trabalho de Jair Ventura e comissão técnica, com a o apoio incondicional dos atletas.

Assim, me associo aos 10% dos torcedores presentes ao Maracanã e torço para que o símbolo mais bonito do futebol mundial esteja presente na final. Tudo por uma decisão inédita. Nada contra o Flamengo, mas seria bom o renascimento do Botafogo, em nível nacional e internacional. Afinal, o Mengão já ganhou três vezes.

Que seja um ótimo jogo para todo mundo. Mas que passe o Botafogo.

 


São Paulo faz consulta por goleiro campeão da Libertadores
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Alexandre Praetzel

O São Paulo está pesquisando o mercado sul-americano para tentar contratar um novo goleiro. Com Dênis de saída, Renan Ribeiro num impasse para renovar contrato e Sidão, longe de ser uma unanimidade, a diretoria deve trazer um reforço para a posição, em 2018.

O representante do argentino Franco Armani, titular do Nacional de Medellín, campeão da Libertadores da América, em 2016, confirmou o contato são-paulino, em entrevista à Rádio Guemes, de Buenos Aires. O blog teve acesso ao conteúdo, através do colega argentino Luís Fregossi.

''Sim, estamos conversando. Não há nada oficial, mas se comunicaram com meu sócio e comigo. Consultaram números, valores, e estamos analisando se pode haver a operação ou não. Estamos nesse processo e vamos ver se os valores são acessíveis ou não, para todos'', afirmou o empresário de Armani, Martin Araoz.

A cláusula de rescisão do contrato de Armani é de U$ 4 milhões, mas Araoz acredita numa redução.

''Já viajamos à Colômbia com Franco e falamos com os dirigentes e chegamos a um acordo que se houver uma proposta interessante para o clube e para Franco, se vai estudar e considerar tudo o que quiserem Franco e o Nacional. Assim, não há problemas, se chegar o real interesse do São Paulo, pode sair por um valor menor, obviamente'', ressaltou.

Araoz acredita que a chance de Franco Armani atuar pelo São Paulo, é vista com muita satisfação pelo jogador.

''Sim, São Paulo é uma equipe grande mundial e um clube interessante. Porém, não há nada firme ainda e não atrapalhamos nossos jogadores, até que tenhamos uma carta de intenções oficial. Ele está jogando normalmente. Há um ano, quando Bauza estava no São Paulo, havíamos falado algo. Obviamente, nos agrada, mas é algo entre os clubes. Nós sempre opinamos e falamos com o jogador. Vamos ver, se será interessante para Nacional e se houver o interesse do São Paulo, acho que não haverá problemas'', concluiu.

Franco Armani fará 31 anos, em outubro. Foi revelado pelo Ferro Carril Oeste da Argentina. Chegou ao Nacional, em 2010. De 2012 a 2017, disputou 171 partidas pela equipe colombiana. Conquistou a Libertadores da América e a Recopa Sul-Americana e cinco títulos nacionais.


Treinadores x Imprensa Esportiva. Um debate sem fim
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Alexandre Praetzel

Uma entrevista coletiva virou um embate entre entrevistador e entrevistado. Os repórteres têm uma pergunta, quando conseguem fazê-la, diante de um profissional que fica atrás de uma mesa, como se estivesse esperando um massacre. No último sábado, após Corinthians e Vitória, vimos o confronto entre o técnico do Vitória, Vágner Mancini, e o repórter Felipe Garraffa, da Rádio Bandeirantes de São Paulo.

Garraffa puxou números equivocados do jogo e fez seu questionamento em cima disso. Mancini deu uma resposta áspera e apelou para o time que o repórter torce ou não. Todo mundo tem o direito de perguntar o que quer e deve estar preparado para o que vier do outro lado.

Neste caso, na minha humilde opinião, os dois lados erraram. O colega insistiu numa informação errada. Quando se fala em números, é bom mostrá-los com exatidão, porque a chance de erro é enorme. Mancini poderia ter desconstruído a questão, valorizando o resultado em Itaquera e a quebra da invencibilidade do líder do Brasileiro. Preferiu o ataque e o xingamento, como ficou provado mais tarde, em áudio vazado.

Enviei uma mensagem a Mancini, com a liberdade e o respeito que sempre tive com ele, achando sua postura exagerada. Ele me respondeu. Leia abaixo.

''Boa tarde Praetzel! Aceito sua opinião. A coletiva já tinha terminado, quando aceitei que ele fizesse mais perguntas. Não achei que fui exagerado, ele toda hora me interrompia, isso tornou o clima mais pesado, mas procurei manter a linha e deixar a minha impressão. Não quis ser deselegante ou arrogante, e sim, preciso. Ele foi tendencioso. Grande abraço'', respondeu Mancini.

Depois, fui acompanhar a repercussão nas redes sociais. Fiquei impressionado com o massacre ao Felipe Garraffa e os cumprimentos ao Mancini. Houve comemoração e aplausos, como se Mancini tivesse derrotado um inimigo dos torcedores. E o ódio reina absoluto. Nós, jornalistas, somos vistos como adversários por grande parte dos técnicos, jogadores e consumidores. Ninguém é dono da verdade e cometemos erros diários, mas o extremismo passou dos limites.

Semana passada, conversando com empresários ligados ao futebol, eles me revelaram que vários treinadores estavam indignados com as críticas a Jair Ventura, pela reclamação à chegada de estrangeiros no futebol brasileiro. Muitos técnicos se sentem perseguidos pela mídia e pelo fato de muitos comentaristas e jornalistas não acompanharem o dia-a-dia de trabalho. Eu, particularmente, aceito essa visão, mas também contesto a infalibilidade da categoria, sempre disposta a debater pouco e ironizar quem tem capacidade para questioná-los.

É preciso melhorar a relação. Até porquê, jornalistas nunca poderão ser técnicos de futebol, mas treinadores podem virar comentaristas, mesmo que eles critiquem e odeiem grande parte da imprensa esportiva.

 


São Paulo mostrou pouco com mais uma semana de treinos
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Alexandre Praetzel

O São Paulo teve duas semanas cheias para trabalhar e evoluir, mas acho que mostrou muito pouco, apesar de ter somado quatro pontos, nos últimos seis disputados. Foi inferior ao misto frio do Cruzeiro e não teve uma boa atuação contra o Avaí. Está com 23 pontos, na 16ª colocação. Com esse futebol, vai sofrer até o fim.

Na Ressacada, em determinados momentos do jogo, foi inferior, principalmente, no segundo tempo. A equipe parece estar sem confiança e alguns bons jogadores, tornam-se apenas razoáveis nos momentos de pressão. Os dois laterais, Buffarini e Edimar, erram muito mais que a maioria. Arboleda virou perigo nas duas áreas. Cueva esqueceu o futebol em 2016.

O debate sobre o goleiro voltou à tona. Sidão retornou sem ritmo e apresentando insegurança. Entregou a bola para Júnior Dutra matar a partida, mas o atacante avaiano errou, para sorte tricolor. Renan Ribeiro não vinha mal e poderia ter sido mantido. Foi uma escolha pessoal de Dorival Jr.

A realidade é que Hernanes carrega o São Paulo nas costas. Marca, tenta armar as jogadas e tem qualidade na bola parada. Foi o grande reforço do meio do ano e virou a esperança da torcida. O problema é a falta de parceria. Pratto precisa retomar a fama de goleador e os companheiros precisam ajudar. O Avaí tem equipe e elenco piores, mas se mostrou mais organizado.

Dorival Jr. terá mais cinco dias livres de preparação para enfrentar o Palmeiras. Outro jogo, rivalidade total e os adversários loucos para empurrarem o São Paulo à zona de rebaixamento. O São Paulo pode jogar mais, ainda que esteja sendo remontado no meio do campeonato. A ver.


Quando Rueda deve ser cobrado por resultados?
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Alexandre Praetzel

Fábio Carille se mostrou a favor da vinda de técnicos estrangeiros para o Brasil, mas questionou por que eles precisam de tempo para trabalhar e a mesma tolerância não é praticada com os profissionais daqui? É um bom debate. Acho que treinadores de fora têm mais dificuldades de adaptação ao nosso calendário e encontram outra cultura de trabalho, assim como ocorreria se algum brasileiro fosse para o exterior.

Em 2005, Vanderlei Luxemburgo foi para o Real Madrid e foi saudado por todos. Ficou um ano. Luiz Felipe Scolari trabalhou no Chelsea, em 2009, mas acabou dispensado, sem completar uma temporada. Os dois foram reféns de resultados, mesmo com currículos consagrados.

Para mim, é preciso dar tempo a todos os treinadores. Sou adepto da continuidade e entendo que as cobranças devam começar, após seis meses de trabalho. Com 180 dias, é possível apresentar um time definido, ideias de jogo e sistemas táticos. Óbvio que se a equipe for última colocada de um torneio ou estiver muito ameaçada de rebaixamento, uma mudança pode ocorrer. E isso vale em qualquer país. Em dezembro de 2015, José Mourinho caiu no Chelsea, porque estava nessa situação, mesmo tendo sido campeão, seis meses antes.

Reinaldo Rueda chegou ao Flamengo e estreou num mata-mata diante do Botafogo, numa semifinal de Copa do Brasil. É campeão da Libertadores da América e participou de duas Copas do Mundo, dirigindo Honduras e Equador. Tem experiência e qualidade, mas sua vinda gerou críticas e comparações com outros estrangeiros, que tiveram passagens rápidas pelo Brasil. Evidente que ele será cobrado, mas isso deve ser feito, a partir de 2018. Pegou o Fla mais para o fim do ano, em meio a três campeonatos importantes. Pode ser campeão? Pode, mesmo que isso seja bem difícil, com pouco tempo de trabalho.

Ninguém é milagreiro e Rueda sabe disso. A cultura imediatista precisa ser evitada e cabe a nós, jornalistas, também incentivar mais tolerância com nossos compatriotas e com quem vem de fora. E tapar os ouvidos para quem é definitivo com frases como ''estrangeiros não ajudam, não sabem nada e não deixam legado nenhum''. Pura xenofobia.


Jucilei quer ficar no SP, mas acha muito difícil ser emprestado novamente
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Alexandre Praetzel

Jucilei voltará ao time titular do São Paulo, neste domingo, contra o Avaí, depois de ter ficado na reserva diante do Cruzeiro, na última rodada, no Morumbi. O volante tem contrato de empréstimo com o tricolor até o dia 31 de dezembro e não sabe se irá permanecer no clube.

''Já houve a primeira conversa com o Nick(Nick Arcuri, empresário de Jucilei). Todos sabem disso que o Nick se reuniu com a diretoria, mas não tem nada decidido. A nossa intenção é ficar no São Paulo, mas isso não depende só de mim, do Nick ou do São Paulo. Depende também do Shandong Luneng(China), o quanto que eles vão pedir, o valor que eles vão estipular. A respeito de um novo empréstimo, acho muito difícil, pelo fato de terem me emprestado um ano e eu não renovei lá e eu só tenho mais um ano e meio de contrato. Se eles emprestarem mais um ano, só faltarão seis meses. Então, eu acho muito difícil. No mínimo, eles irão querer recuperar um pouco do dinheiro que eles investiram na época que me compraram. Então, eu acho que essa questão de mais um ano de empréstimo aqui, acho muito difícil'', ressaltou Jucilei ao blog.

Jucilei chegou ao São Paulo, em janeiro. Já disputou 34 jogos e marcou um gol. No Shandong Luneng-CHI, fez 54 partidas, com três gols, de 2015 a 2016.

O clube chinês pagou 8,5 milhões de euros por Jucilei, na negociação com o Al Jazira dos Emirados Árabes. Jucilei está com 29 anos.


Tuma Jr. diz que é candidato. “Ninguém mais vai roubar o Corinthians”
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Alexandre Praetzel

Romeu Tuma Jr. será candidato à presidência do Corinthians. Aos 57 anos, o conselheiro revelou ao blog, o lançamento da sua candidatura para o próximo sábado, dia 19. Em entrevista exclusiva, Tuma Jr. revela seus planos para o clube, prometendo acabar com a falta de transparência nas gestões e na base corintiana (acusada de corrupção). Confira a seguir.

Por que o sr. quer ser presidente do Corinthians?

Me preparei durante anos para ajudar a construir um projeto que mude efetivamente o modelo de gestão no Corinthians. Não adianta mais mudar só nomes na administração, é preciso mudar a maneira de pensar o clube e a forma de agir dos dirigentes. O modelo de gestão, com um presidente centralizador que tutela as decisões, se esgotou e causa prejuízos irreparáveis ao clube, inclusive na área social que está abandonada. Ao ajudar a pensar nesse modelo de gestão democrática, várias pessoas entenderam, após inúmeras reuniões com postulantes ao cargo que nenhum provável candidato dito de oposição se pré-dispôs a mudar esse modelo presidencialista falido, por isso decidiram me confiar essa missão de comandar esse processo de mudança com o projeto participativo. É preciso um presidente que decida, mas tenha a capacidade de dialogar com todos, ouvir opiniões, aceitar sugestões, afinal as decisões afetam a nação corintiana, sejam elas boas ou não. Nesse sentido, por estar acostumado a trabalhar em equipe, por amar o clube e ver que estamos numa situação de alto risco com todos os problemas existentes, aceitei o desafio e a missão que me confiaram de pilotar esse movimento chamado Democracia Corinthiana Participativa.

Quais as ideias para o departamento de futebol?

Criaremos uma nova estrutura que integrará as diretorias de futebol profissional, de base, o feminino e o master, para que haja um planejamento estratégico, interação, acompanhamento e uniformização de procedimentos, com toda estrutura de apoio profissional isonômico. Já fui vice-presidente de futebol do Corinthians. Conheço bem essa área. Odirigente tem que se limitar às suas atribuições institucionais e às políticas administrativas. A questão tática e técnica é de exclusiva responsabilidade da comissão técnica. A diretoria impõe os parâmetros éticos e morais, discute o planejamento, estabelece os limites, cria estruturas, e no mais, dá a retaguarda.

Fábio Carille é o seu técnico?

Sem dúvida, apesar da atual diretoria não ter acreditado nele! Ele tem demonstrado uma capacidade de liderança impressionante. É um profissional estudioso, que tem mantido o grupo de atletas focado nos objetivos a que se propôs, deu qualidade técnica e tática ao elenco, enfim, faz um trabalho que deve ser respeitado, reconhecido e aplaudido.

Como pretende lidar com a situação do estádio?

Resolver definitivamente o imbróglio que criaram para o clube, que hoje não é dono do estádio e nada arrecada com ele, pior que isso, ainda gasta. Temos que mostrar que o Corinthians foi vítima de um esquema criminoso que se utilizou de seu nome e de sua marca para alimentar um projeto de poder e se beneficiou financeiramente do clube. Será preciso acertar as contas com a Odebrecht e a Caixa, numa negociação firme, homologada no âmbito da Lava-Jato, para que não se corra o risco de vermos a Arena ser confiscada para pagar a conta dos desvios já confessados por alguns dos delatores envolvidos nos crimes. A Odebrecht deve obras e ainda por cima já recebeu as CIDs. A Caixa não fiscalizou o cumprimento do contrato, portanto também tem sua responsabilidade nos desvios e superfaturamento que ocorreram. Tudo isso tem que entrar na conta. Nos propomos a pagar, mas com muito desconto, com uma boa carência e um valor que seja justo diante dos prejuízos que causaram ao clube. O que dizem ser a dívida hoje, é impagável. Não há a menor condição de se negociar nada acima de R$ 300 milhões, e eles que se conscientizem disso. Queremos a Arena desvinculada de todos eles, unicamente sob gestão do Corinthians.

O que pretende fazer para estancar a crise financeira?

Primeiro, estancar gastos irresponsáveis, não deixando mais ninguém roubar o Corinthians. De imediato, abrir a caixa-preta, pois o clube não tem transparência. Com isso, faremos uma revisão em todos os contratos já eliminando intermediários, gastos desnecessários e impróprios em todas as áreas. Paralelamente, precisaremos criar novas fontes de receitas com um departamento de Marketing efetivamente atuante. Além disso, vamos instituir a Diretoria de Licenciamentos no clube, aumentando a arrecadação que hoje vai para um terceiro e até quarteirizado, que acaba se enriquecendo às custas do Corinthians, além de afastar o consumidor corintiano.

Como vês Citadini e Andrés como adversários?

Tenho opinião formada sobre eles. Mas como ainda não se lançaram candidatos oficialmente, por questão ética e para não alimentar especulações, não vou opinar nesse momento.

Por que a base do Corinthians sempre tem notícias de corrupção?

Infelizmente, porque virou balcão de negócios que alimenta um projeto de poder e a banda podre da política no clube. É preciso mudar esse quadro lamentável. Sempre tivemos tradição na nossa base. Como mudaremos? Primeiro, impondo moralidade, fazendo uma faxina geral e uma total mudança nos métodos de administração e gestão da Base, que hoje serve para atender inúmeros interesses pessoais, acordos políticos espúrios, mercado pirata de jogadores, tudo em prejuízo do Corinthians. Ainda que se tenha lá, algumas pessoas de bem, elas acabam sucumbindo às ameaças que recebem, aos desmandos, a uma série de situações absolutamente inadmissíveis, justamente porque não têm respaldo da presidência, que ao contrário, é quem alimenta esse círculo vicioso ao distribuir cargos, vantagens e omitindo-se ao deixar a coisa correr solta, sem impor qualquer respeito por falta de autoridade. Aliás, sempre em detrimento do clube.

Como deve ser a relação do clube com a imprensa?

Institucional, ou seja, profissional, transparente e respeitosa.

Quem comandará o departamento de futebol?

O importante é o novo modelo de gestão administrativa que iremos implantar. O nome de quem vai comandar a área, surgirá no momento oportuno, já temos o perfil. A Diretoria, como já disse, cuida das questões administrativas, estruturais e do respaldo, para que os profissionais possam cuidar das questões técnicas e táticas.

O Corinthians é viável administrativamente nos próximos anos?

Se os associados permitirem que nosso projeto seja o eleito, eu tenho certeza que sim. Com a criação de um órgão de compliance, com governança na gestão, com novos paradigmas de Administração, sendo ela participativa e profissional com base na meritocracia, além de termos a coragem e a liberdade moral para enfrentarmos as mazelas, e os problemas que devem ser encarados por uma gestão séria que não tenha comprometimento com malfeitos, tenho certeza que o clube volta a ser viável administrativamente, e mais do que isso, será modelo no Brasil. O Corinthians é uma nação, portanto deverá ser administrado por um ministério integrado por pessoas competentes e conscientes dessa magnitude.

Tuma Jr. terá Ilmar Schiavenato como primeiro vice-Presidente. Ainda não definiu segundo nome da chapa, que será chamada de ''Democracia Corinthiana Participativa''. Antonio Roque Citadini e Andrés Sanches ou Paulo Garcia, devem ser os outros candidatos. A eleição à presidência, será em fevereiro de 2018, para um mandato de três anos.


Henrique vê Grêmio com jogo coletivo forte e elogios a Luan
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Alexandre Praetzel

Grêmio e Cruzeiro repetem a semifinal da Copa do Brasil, em 2017. No ano passado, o tricolor gaúcho eliminou os mineiros com vitória em Belo Horizonte e empate, em Porto Alegre, terminando com o título do torneio, pela quinta vez. A decisão da vaga para a final, começa nesta quarta-feira. O blog entrevistou Henrique, capitão do Cruzeiro. O volante acredita que serão confrontos equilibrados, destacando Luan, melhor jogador do adversário. Confira.

É uma semifinal parelha ou o Grêmio joga um futebol diferente da maioria?

Claro que eles têm um bom futebol, mas decisões são muito iguais, a vontade. As vezes, nem sempre a equipe que está despontando, vai ser melhor numa partida. A partida é de igual para igual, duas grandes equipes, que estão acostumadas a jogar essa competição. Então, vejo a igualdade porque se tratando de decisão, a igualdade é muito grande.

Em 2016, o Grêmio eliminou o Cruzeiro com autoridade nas semifinais. O quadro mudou?

Claro que foi no primeiro jogo. O segundo jogo foi muito parelho. No primeiro, eles foram superiores e por isso, venceram. Mas hoje é outro momento. Nós vamos jogar como decisão, como jogo importantíssimo para nós e vamos buscar o resultado, sabendo que é fora de casa.

O que você destacaria no Grêmio? O Luan é um nome diferenciado?

Claro. Hoje, um dos melhores jogadores do Brasil na atualidade, é o Luan. O coletivo deles é muito envolvente, trabalham muito bem a bola, não ficam nervosos com a bola no pé. Então, é um jogo de um time equilibrado, que sabe jogar e nós vamos trabalhar para jogar de igual para igual.

A postura é de um time fechado em Porto Alegre ou tentar partir para cima?

Nós vamos jogar nosso jogo. Muitas vezes, você vai só para se defender e acaba sofrendo mais ainda. Então, você tem que jogar o jogo, da maneira que tem que ser jogado, sabendo que vamos ter nossos momentos, como o Grêmio também terá dentro da partida. Quando tivermos nosso momento, vamos tentar aproveitar da melhor forma possível.

Grêmio e Cruzeiro fizeram a decisão da Copa do Brasil, em 1993, com título mineiro. O Cruzeiro levantou a taça, quatro vezes: 93, 96, 2000 e 2003. O Grêmio é o atual campeão e o maior vencedor, com cinco conquistas: 89, 94, 97, 2001 e 2016.


Maicosuel diz que já está recuperado: “acho que mereço receber esse mês”
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Alexandre Praetzel

Maicosuel foi contratado como grande reforço do Atlético-MG, mas ainda não conseguiu jogar pelo São Paulo. No dia 7 de junho, estreou como titular contra o Vitória, na quinta rodada do Brasileiro, mas se machucou. Mais de dois meses depois, o meia voltou a ficar à disposição da comissão técnica, na partida diante do Cruzeiro. Durante a recuperação, Maicosuel propôs não receber salários, até retornar aos treinamentos.

Maicosuel falou ao blog sobre esta questão, dividida com a diretoria, e a realidade difícil do tricolor, na Série A:

Como foi o caso de ficar sem receber salário, enquanto ficaste machucado?

No primeiro mês, sim. Eu conversei com os dirigentes e falei que no mês que eu ficasse parado, só na fisioterapia, eu não precisaria receber. Foi o que aconteceu. Acho que, não só uma iniciativa minha, mas meu pai me ensinou assim, também. São coisas que são de cada um e eu optei em fazer isso. Acho que não muda nada, apenas uma situação que aconteceu e eu acho que é válida, cada um tem seu modo de pensar. Esse é o meu jeito de ser. Então, o primeiro mês eu não recebi. A gente vai conversar agora para ver o que pode ser feito, mas agora vai tranquilizar e normalizar tudo.

O que os dirigentes falaram sobre essa situação?

Eles não aceitaram meio de prontidão. Eles não gostaram muito, falaram que não iam fazer, mas é uma coisa que eu impus, que foi minha mesmo. Cheguei e falei que não ia receber, se eles dessem o salário para mim, talvez eu doasse para os funcionários do clube. Era uma coisa que eu não queria mesmo, mas, enfim, agora eu estou trabalhando forte, firme e acho que eu mereço receber esse mês.

Você foi contratado como grande reforço. As questões físicas e clínicas te prejudicaram?

Sim. Se não fossem as lesões, estaria jogando. Mas, futebol é assim, faz parte da carreira do atleta, ter lesões. A gente está tentando recuperar o mais rápido possível para ajudar o São Paulo.

É a hora dos jogadores mais experientes neste momento difícil?

Não, eu acho que é a hora de todos. Se a gente perder, não são só os experientes que sairão prejudicados. Então, acho também que a molecada tem uma boa parcela de responsabilidade. É o que está acontecendo aqui. Todo mundo dividindo.

O São Paulo tem tempo para treinar, mas a gente não vê evolução. A pressão atrapalha o desenvolvimento do time?

Ah, eu acho que é uma situação um pouco complicada. Acho que, quando a gente começa a errar… Neste jogo com o Cruzeiro, a gente teve três erros e acabamos sofrendo um pênalti e dois gols. Quando a gente erra, os outros times estão aproveitando bastante e a gente não está tendo tanta chance e oportunidade na frente. Acho que o time está de parabéns pela luta. Quando não dá para tocar a bola ou criar tantas oportunidades, tem que ser do jeito que foi, na garra, luta, todo mundo se doando, entregando. Acho que, quando estamos numa situação como essa, tem que ser assim mesmo.

Estar na parte debaixo da classificação atrapalha demais o dia a dia ou com o elenco que o São Paulo tem, é possível sair numa boa?

Os dois. Eu acho que atrapalha também. Ninguém quer ficar nessa situação, ainda mais pela grandeza do clube. Quando a gente de um clube como o São Paulo, que tem uma grandeza enorme no mundo, é meio complicado ver a gente nessa posição na tabela. Mas não só o São Paulo é grande, os jogadores também são. Vários jogadores que ganharam coisas, então a sabe que incomoda bastante. Jogadores vencedores. Então a gente tem que procurar sair dessa situação o mais rápido possível.

A tendência é você jogar contra o Avaí?

Não sei. Estou treinando bem, me dedicando para isso, voltar bem e ajudar. Agora, tem que ver com o Dorival.

O São Paulo enfrenta o Avaí, domingo, em Florianópolis. O tricolor é o 16º colocado com 22 pontos, com um jogo a mais que a Chapecoense, 17ª colocada, também com 22 pontos.