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São Paulo não empolga para 2018. A torcida foi o melhor do clube em 2017
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Alexandre Praetzel

O São Paulo está livre do rebaixamento na Série A do Brasileiro. O tricolor somou 46 pontos e não corre mais o risco de cair. Algo a comemorar? Creio que não. O discurso de que time grande não cai é legal e correto, mas muito pouco para um clube gigante como o São Paulo. Em 2016, foi a mesma coisa. Sem esquecer de 2013, quando o São Paulo ocupou o Z4, durante todo o primeiro turno. Então, nos últimos cinco anos, o São Paulo viu a queda como algo possível em três temporadas. Se dirigentes e conselheiros não enxergam isso como algo real, estão fora da realidade.

O São Paulo precisa olhar para si mesmo e definir uma política de futebol, novamente. Fez isso a partir de 2004 e bateu tricampeão brasileiro, tricampeão da América e tri Mundial. Foram quatro anos gloriosos de 2005 a 2008. Aí, a soberba tomou conta da instituição. Críticos foram vistos como secadores e adversários definidos como inferiores. De 2009 a 2017, uma conquista de Copa Sul-Americana, em 2012. E só. Ficou distante das grandes decisões. Ano passado, foi semifinalista da Libertadores, mas não tinha qualidade e fôlego para superar o Nacional de Medellín. Foi longe demais.

O clube passou por uma profissionalização, mas não adianta ter executivos sem a competência necessária nos cargos corretos. No futebol, não há quem pense na formação de um grupo coerente e com opções criteriosas. Quem surge com talento na base, não esquenta lugar entre os profissionais. Imediatamente é negociado, como visto com David Neres e Luiz Araújo. Você ganha dinheiro, é verdade, mas a quantia se esvai rapidamente, quando gasta em reposições desnecessárias. O elenco são-paulino é um pouco acima do razoável.

Então, o que esperar de 2018? As vindas obrigatórias de um goleiro, lateral-direito, zagueiro, lateral-esquerdo, meias e atacantes. Pelo menos, sete reforços. E segurar os bons como Rodrigo Caio, Jucilei, Petros, Hernanes(difícil), Marcos Guilherme e Lucas Pratto. Cueva serve, mas precisa definir se quer permanecer ou não. Se não houver a possibilidade de mantê-los, que os substitutos sejam à altura. O que não dá mais é o São Paulo ser coadjuvante nos torneios. Só para lembrar, não ganha o Paulista há 12 anos. O Estadual sempre foi menosprezado nos anos de glórias e participações garantidas na Libertadores. Hoje, parece, é o único campeonato que o São Paulo pode ganhar. Tem que mudar esse quadro. E agradecer aos torcedores. Os melhores do São Paulo em mais uma temporada fraca dentro de campo.

 


Felipe Melo defende Valentim e não vê ano fracassado no Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Felipe Melo foi trazido como grande reforço para a temporada de 2017. Era para ser o líder do time no vestiário e uma espécie de xerife, dentro de campo. Depois de muitas polêmicas, perdeu espaço após detonar o técnico Cuca, em áudio vazado na internet. Treinou separado e quase deixou o Palmeiras, em um acordo judicial. Mas ficou, voltou a treinar e retornou ao time, ainda com Cuca como treinador. Cuca saiu e Alberto Valentim assumiu a equipe. Felipe Melo foi escalado como titular nas duas últimas partidas e parece que recuperou sua importância perante diretoria e torcida. O blog conversou sobre o futuro no Palmeiras, com contrato e investimentos feito no elenco, além do trabalho de Valentim. Leiam abaixo.

Você quer permanecer no Palmeiras?

Tenho mais dois anos de contrato aqui e da minha boca, vocês nunca escutaram falar de uma possível saída. A minha ideia foi sempre continuar no Palmeiras. Eu vim para cá, minha família aprendeu a gostar do Palmeiras, tenho aprendido a cada dia, amar mais o Palmeiras, o torcedor palmeirense. Não é fácil você chegar num clube como esse, com uma torcida tão apaixonada e que cobra tanto e em pouco tempo, você conquistar essa torcida. Então, o mínimo que eu tenho o que fazer é continuar aqui e ser campeão com eles.

O ano foi um fracasso pela falta de títulos e grandes investimentos?

Mas essa é uma responsabilidade que nós colocamos nas nossas costas, desnecessária. Você pega clubes europeus, que gastam milhares, milhares de euros e não ganham. Por quê? Porque existem outros grandes clubes também. Corinthians é um grande clube, Santos, Grêmio, então a gente tem que entender que são 11 contra 11, quando a gente entra em campo. Não são 50 milhões contra 20 ou dez milhões. Você pega o Leicester, que foi campeão na temporada retrasada na Inglaterra. Você vai dizer que o Manchester City e o Chelsea deram vexame? Não, classificaram para a Champions League. Nós classificamos para a Libertadores e o importante é a gente entender nossos erros e não cometê-los no futuro próximo.

O novo treinador tem que ser um profissional com experiência e história ou Valentim aguenta o Palmeiras?

Olha só. O Neymar, maior ídolo brasileiro da atualidade, foi colocado para jogar com 16, 17 anos. Se não colocassem para jogar, de repente não viraria o Neymar. Ah, está muito jovem e tal. Colocou e o cara rendeu. O Guardiola assumiu o Barcelona quando era jovem e foi campeão no Barcelona. Acho que tem que dar tempo ao tempo. O Alberto é um treinador que eu tenho muito respeito e admiração. Acho que é um cara que tem as ideias muito claras, daquilo que ele gosta. Acho que tem sim, dar uma moral para ele porque o grupo gosta dele. É um cara amigo dos jogadores, não é estrela e isso é muito importante. Gosta de vencer, quer vencer e é muito inteligente.

Valentim tem o apoio dos líderes do elenco, mas a tendência é que não seja efetivado como técnico, em 2018. Felipe Melo disputou 31 jogos e marcou dois gols. Tem contrato até o final de 2019.


Carpegiani sempre foi bom técnico, mas sofre com preconceito
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Alexandre Praetzel

Paulo César Carpegiani foi um senhor jogador de futebol. Um grande meio-campista com passagens vitoriosas por Inter e Flamengo, os dois únicos times em que jogou. Virou técnico do próprio Flamengo, aos 32 anos, após encerrar a carreira por lesão. Tinha um timaço na mão e não decepcionou. Campeão da América e do Mundo, em 1981, e Campeão Brasileiro, em 1982. Seguiu sua vida como treinador.

Com rápidas passagens pelo Inter e Palmeiras, na década de 80 e início de 90, Carpegiani se firmou no Cerro Porteño do Paraguai. Fez bons trabalhos e assumiu a Seleção, em 1996, chamando a atenção de todos com a boa campanha paraguaia na Copa do Mundo da França, em 1998. Caiu na prorrogação com morte súbita para os donos da casa, num dos jogos mais dramáticos da história dos Mundiais. Sua equipe tinha Chilavert, Arce e Gamarra.

Em 1999, assumiu o São Paulo. Mudou jogadores de posições e tentou variações táticas diferentes. Foi rotulado de ''Professor Pardal'', o personagem de invenções mirabolantes da Disney. O grupo tricolor era muito bom. Foi eliminado pelo Corinthians, duas vezes, nas semifinais do Paulista e Brasileiro. O carimbo injusto pegou.

Carpegiani rodou por alguns clubes, mas não conseguiu mais grandes títulos, apesar de bons trabalhos. Treinou o Corinthians, em 2007, mas foi dispensado no meio do Brasileiro, depois de bom começo. Em 2010, voltou ao São Paulo, onde revelou Rodrigo Caio. Uma goleada para o Corinthians e a resistência em escalar Rivaldo, reduziram sua segunda passagem pelo Morumbi.

Agora, seis anos depois, ressurgiu no Bahia, contratado para tirar o tricolor da ameaça de rebaixamento. Em nove jogos, são cinco vitórias, três empates e uma derrota. Não só confirmou a permanência do Bahia, como colocou o elenco na briga por uma vaga à Libertadores da América, em 2018. O Bahia bateu Corinthians e Santos com autoridade, num esquema ofensivo e com velocidade.

Carpegiani parece que se renovou. Mostra alegria na área técnica, durante as partidas. Não fica esperando os adversários e joga um futebol para a frente, aproveitando as principais características do seu grupo. Seus detratores costumam dizer que Carpegiani é de ''tiro curto'' porque perde a paciência muito fácil com os jogadores mimados de hoje. Conheço Carpegiani há anos. Sempre foi um cidadão na sua postura e comportamento. Nunca o vi discutindo ou detonando algum atleta. Vejo isso como puro preconceito com um cara que ficou marcado por um trabalho sem resultados no São Paulo.

Alguns clubes estão buscando treinadores. Não entendo o porquê Carpegiani não é cotado. Acho que seria bom nome para Palmeiras ou Inter, por exemplo. Com 68 anos, tem experiência de vestiário e conhece futebol. E não é ''Medalhão'', como muitos gostam de definir profissionais mais antigos. Aprendi a não ser definitivo com ninguém. E Carpegiani prova que ainda tem lenha para queimar. Parabéns pelo trabalho no Bahia.


Dudu dispara: “o Palmeiras gastou 100 milhões porque pode gastar”
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras gastou R$ 100 milhões nas contratações de reforços, em 2017. Elenco e diretoria estão sendo cobrados por isso, pelo fato do Palmeiras não ter conquistado títulos na temporada. A principal ironia partiu do presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, que afirmou que teve clube que gastou muito e não ganhou nada, dando uma indireta ao Palmeiras. A resposta veio por Dudu, num bate-papo exclusivo com o blog. O atacante ainda comentou a chance de deixar o Verdão, em janeiro do ano que vem. Confira a seguir.

É justo cobrar o Palmeiras pelos investimentos feitos em 2017?

Ah, vou falar um pouco do presidente de um outro time que falou que a gente gastou 100 milhões, né. A gente gastou 100 milhões porque a gente podia gastar. A gente tem dinheiro para gastar 100 milhões. Ele não gastou porque ele não tinha. Ele tem que pensar no clube dele, não ficar dando indireta para o nosso clube. Se eles vão ser campeões, parabéns para eles, sucesso para eles, mas não dá para querer tirar sarro, querendo falar do nosso clube. A gente tem dirigentes capacitados aqui para fazer o Palmeiras andar bem. A gente fica muito feliz com isso. Cobranças sempre existem, quando você joga num grande clube. É procurar assimilar isso para a gente escapar mais rápido.

Existe alguma possibilidade de você ser negociado para o exterior, em janeiro?

Eu estou muito feliz aqui no Palmeiras. Gosto do clube. Com certeza, todos no clube gostam de mim. Torcida me adora. Eu procuro sempre fazer o melhor em campo. Sempre procuro primeiro pensar no Palmeiras. Meu pensamento é continuar no Palmeiras. Tenho muito tempo de contrato aqui. Espero cumprir bem para conquistar nossos objetivos no ano que vem.

Alguma proposta da Turquia, China ou outro clube?

Já chegaram ofertas no meio do ano. Agora, já tem outras especulações, mas meu foco é o Palmeiras. Penso no Palmeiras, estou vestindo essa camisa. Vou procurar honrá-la até o último dia.

Dudu chegou ao Palmeiras, em 2015. Conquistou a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Tem contrato até dezembro de 2021. Disputou 158 jogos e marcou 39 gols. O atacante está confirmado para enfrentar o Sport, nesta quinta-feira, no Allianz Parque.


Diego Alves admite queda técnica do Fla. Goleiro lembra que veio de graça
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Alexandre Praetzel

O Flamengo está em debate. O time não consegue ter boas atuações no Brasileiro e Sul-Americana e tem sido cobrado por melhor desempenho e resultados. O técnico Reinaldo Rueda chegou da Colômbia e ainda não viu seu trabalho ser implantado da maneira que gostaria. A diretoria, do outro lado, esperava mais qualidade, tanto do treinador quanto do elenco. O blog entrevistou o goleiro Diego Alves, que concordou com a queda da equipe, prometendo mais responsabilidade e resposta rápida para a torcida. Acompanhem.

Por que o Flamengo não consegue manter uma regularidade no Brasileiro?

Por isso que estamos assim. Se a gente tivesse uma regularidade fora de casa, a gente estaria mais acima, onde a gente merece. É um ano diferente, um ano que o torcedor está sofrendo bastante e nós temos que mudar isso. Temos que buscar forças para mudar, seja na experiência, raça, de alguma maneira, porque somos nós que entramos em campo e tentamos fazer o melhor. É lógico que também não podemos, por erros, culpar alguém ou não. O grupo sabe onde errou e a gente tem que tirar forças agora. Faltam poucos jogos para terminar o Brasileiro. O objetivo ainda não está finalizado e a gente tem que fazer de tudo para estar mais acima. A gente também não está contente com o nível do Flamengo, este ano.

Há um caminho menos complicado para vocês conseguirem a vaga para a Libertadores. É pelo Brasileiro ou Sul-Americana?

A Sul-Americana é uma competição à parte. Hoje, se o Brasileiro terminasse, a gente estaria em sétimo, pelo menos, na pré-Libertadores, que mesmo assim não é a posição que a gente quer se encontrar, mas é a realidade. O Brasileiro termina primeiro que a Sul-Americana. Não podemos depositar todas as fichas na Sul-Americana, sabendo que são jogos eliminatórios e difíceis. Eu acho que a concentração tem que ser no Brasileiro e a partir do momento que chegar à Sul-Americana, voltar o foco para o torneio.

Tu achas que o Flamengo merece ser cobrado pelos investimentos que fez?

Olha, está acontecendo a mesma coisa com o Palmeiras. Acho que a cobrança, muita gente vê pelo investimento alto. No Flamengo, para muita gente parece que foi alto, mas alguns jogadores vieram de graça, como é o meu caso. Aparentemente, parece ser um investimento caro, alguma coisa, mas a gente tem que assumir nossa responsabilidade. Temos jogadores de nome, jogadores que vieram e deixaram de ir para algum lugar, para vir para o Flamengo. E quando viemos para cá. eu me incluo no meio, a gente assume toda a responsabilidade porque a gente veio para vencer, não veio para sofrer. Então, a gente quer tirar o Flamengo para que a gente possa terminar bem o ano.

Como você avalia o nível do futebol brasileiro, depois de anos na Europa?

Cada lugar tem seu nível técnico. Aqui é diferente da Espanha, Espanha é diferente da Inglaterra, da Itália. Bom, aqui acho que o futebol mudou bastante. Acho que os jogadores estão se cuidando mais, tem mais estrutura para poder ficar mais forte. Fisicamente, é um jogo muito forte. Eu vejo um futebol que, por mais tático que seja, se desorganiza por algum momento e isso também é difícil você manter uma consistência tática. Lá na Europa, os times mantêm a mesma tática nos 90 minutos, então fica um futebol menos desorganizado, mas é um futebol muito difícil aqui no Brasil. Qualidade técnica, individualismo, isso faz com que o futebol brasileiro tenha ganhado bastante nível técnico.

No Brasileiro, o Flamengo é sétimo colocado com 50 pontos. Na Sul-Americana, o time está nas semifinais contra o Júnior Barranquilha da Colômbia.

Diego Alves chegou ao Fla, no meio deste ano, contratado do Valência da Espanha. Já disputou 21 partidas.


Michel Bastos aceita cobranças e quer permanecer no Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Michel Bastos foi um dos mais cobrados no protesto de uma torcida uniformizada, domingo, antes do jogo contra o Flamengo. Alguns integrantes pediram sua dispensa no fim do ano. Michel Bastos chegou em janeiro e nunca conseguiu se firmar como titular, depois de uma passagem conturbada pelo São Paulo, em 2016. O blog conversou com o jogador a respeito das cobranças e a projeção para 2018, permanecendo ou não no Palmeiras. Confira a seguir.

Você acha que é justo os jogadores serem cobrados pelo investimento feito pelo Palmeiras?

Eu acho justa a cobrança com investimento ou sem investimento. É o Palmeiras, uma grande equipe. Cem milhões, 50, 200, dez milhões, vão cobrar da mesma forma. Se focou muito no que foi investido na equipe do Palmeiras, mas sabemos que independentemente do investimento ou não, a cobrança será a mesma e a gente respeita a cobrança do torcedor, desde que ela não seja com exagero, a gente vai respeitar, até porque a gente tem consciência muitas vezes de que estamos devendo e a cobrança vai vir. Mas, uma cobrança sadia, com respeito, porque acho que todos os jogadores respeitam a camisa do Palmeiras, respeitam o torcedor até o final. A gente vai respeitar as críticas, cobranças, mas como eu falei, sem agressão, que é da melhor forma possível.

Você tem mais um ano de contrato e não jogou muito em 2017. Queres permanecer no Palmeiras?

Quem não quer permanecer na equipe do Palmeiras? Eu tive algumas lesões, depois a escolha do treinador, que a gente tem que respeitar. Está sendo um ano um pouco diferente para mim, onde tenho que me encaixar e adaptar à equipe da melhor forma possível. Antigamente, graças a Deus, muitas vezes, pelo fato de eu ser a referência nas equipes onde eu joguei, eu tinha esse privilégio da equipe se encaixar da forma que eu tinha que jogar. Então, hoje é um pouco diferente. Estou numa equipe com grandes jogadores, com bastante jogadores. Então, tem que se encaixar da melhor forma possível. Eu tive mais oportunidades fora de posição, mas o importante é sempre estar jogando e ajudando a equipe do Palmeiras.

Teu nome estava na lista dos uniformizados, pedindo tua saída. Como viste isso?

Eu acho que é normal, quando você não joga muito. Ainda mais quando o torcedor confia no teu futebol. Cobrar, eu acho que está no direito do torcedor. Se me perguntarem se estou de acordo, não estou de acordo, mas respeito. Trabalhar, trabalhar para que eles mudem de opinião.

Treinador jovem não aguenta o Palmeiras? Precisa de lastro e experiência para 2018?

Treinador bom aguenta o Palmeiras. Velho ou novo, um bom treinador como é o Alberto, pode ser um grande treinador dentro do Palmeiras.

Michel Bastos tem mais um ano de contrato com o Palmeiras. Aos 34 anos, Michel disputou 35 jogos e marcou dois gols.


Dracena elogia Valentim e pede paciência para resultados em 2018
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras terminará 2017 sem títulos, após conquistar o Campeonato Brasileiro, em 2016. A pressão aumentou porque o clube gastou mais de R$ 100 milhões em contratações. O time caiu nas semifinais do Paulista, nas oitavas da Libertadores da América, quartas-de-final da Copa do Brasil e vai encerrar a Série A entre os quatro primeiros colocados, provavelmente. Os jogadores foram cobrados por uniformizados, antes da partida contra o Flamengo, pelos maus resultados diante de Corinthians e Vitória. A resposta veio dentro de campo com a vitória de 2 a 0. O blog conversou com Edu Dracena sobre esse momento do Verdão. Confira a seguir.

É justo cobrar o Palmeiras pelos investimentos feitos, sem títulos em campo?

É difícil você falar em números porque o futebol não é uma ciência exata que você tem quantos milhões e será campeão. É lógico que tem alguns times que investiram pouco e podem estar mais na nossa frente, mas eu acho que o planejamento não é para agora. Lógico que a gente queria resultado imediato, mas o resultado pode vir a longo prazo, ano que vem, a gente manter o mesmo time para brigar pela Libertadores, Paulista. Então, a gente tem que ter tranquilidade, principalmente, para a gente que está no futebol há muito tempo, saber assimilar da melhor forma possível. Graças a Deus, atingi um nível na minha vida que, nem quando estou bem, vou achar que eu sou o melhor do mundo e nem quando estou mal, sou o pior do mundo. Então, eu sei o quanto posso render, o quanto eu sou importante para a equipe e continuar trabalhando sempre como eu sempre fiz em todas as equipes onde eu passei e procurando jogar e ajudar da melhor maneira possível.

A entrevista coletiva com os líderes do grupo ao lado do Valentim foi um apoio público para a permanência dele como técnico ou não teve nada a ver?

Não, não teve nada a ver. Foi realmente uma coincidência. O Alberto teve a ideia e conversou com a gente na vinda de Salvador para São Paulo. A gente achou que era uma maneira interessante de estar ali, não para mostrar que a gente está junto, como fizemos em campo contra o Flamengo, cada um se doando pelo outro para que o Palmeiras possa vencer. É isso que a gente quis demonstrar porque o grupo do Palmeiras é muito bom. Não tem cara que é sacana, que está ali nos atrapalhando. Pelo contrário, a gente vê no dia a dia que cada um está procurando de uma forma ou outra, jogar e ajudar o Palmeiras nos jogos.

O técnico do Palmeiras precisa ter história e currículo para aguentar o cargo?

Eu acho que não. O cara quando é bom, é lógico que quando você está num clube grande, a paciência é bem menor que você tem num clube pequeno. Mas se você acredita no projeto, no seu treinador, eu acho que tem que ir até o final. Não sei se o Alberto vai ficar ou não. Eu acho que ele está mostrando que tem condições. Não cabe a mim analisar. A gente já viu vários treinadores renomados, que não deram certo em outras equipes e nem por isso eles são criticados. Haja visto, o Cuca retornou e aí? O que aconteceu? Acho que a gente tem que dar tempo ao tempo. Infelizmente, o imediatismo é muito grande, principalmente, quando você fala de Palmeiras. Tem que ter paciência, tranquilidade e no momento de dificuldade, parar, analisar e tomar a atitude correta, sem fazer tempestade em copo d'água para que não venha atrapalhar num futuro próximo.

Alberto Valentim está confirmado no cargo até o final do ano. É provável que o Palmeiras contrate um novo treinador. O Palmeiras é terceiro colocado no Brasileiro com 57 pontos, 11 atrás do Corinthians. O time pega o Sport, quinta-feira, no Allianz Parque.


Rogério Ceni recomeça onde deveria ter começado
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Alexandre Praetzel

O Fortaleza contratou Rogério Ceni para ser o técnico do time, a partir de janeiro de 2018. O time cearense volta à Série B, após oito anos na Série C, com queda em 2009. Nos anos de 2005 e 2006, disputou a Série A. É um clube grande do Nordeste, com torcida e o estádio Castelão para sediar seus jogos. Vai disputar o Cearense. Depende ainda de vaga na Copa do Brasil e está fora da Copa do Nordeste. Certamente, o acesso à Série A será o principal desafio.

É uma possibilidade de um recomeço rápido para Rogério Ceni e um clube do tamanho onde ele poderia começado. Ceni preferiu iniciar sua carreira no São Paulo, com experiência zero como treinador. Acreditou que a história vitoriosa indesmentível como atleta e ídolo, seria necessária para ter bom desempenho no tricolor. Trouxe dois profissionais estrangeiros como auxiliares(bons) para dar um toque diferente na comissão técnica e inovar nos treinamentos. Começou bem, com o grupo dando resposta e enchendo Ceni de elogios.

Conquistou a amistosa Flórida Cup sobre o Corinthians, mas quando a bola começou a rolar de forma oficial, as coisas mudaram. Ceni nunca conseguiu dar um padrão e um modelo de jogo ao São Paulo. A equipe oscilava bastante, com boas e más atuações. Nos momentos decisivos, caiu para o Corinthians nas semifinais do Paulista e para o Cruzeiro na quarta fase da Copa do Brasil. O presidente Leco não hesitou em demití-lo, quando o São Paulo perdeu para o Flamengo e entrou na zona de rebaixamento, na 11ª rodada da competição. Ceni acreditou num trabalho a longo prazo, mas Leco usou bem a imagem do ídolo para ganhar a eleição para a presidência e abandonando a promessa de campanha.

Em seis meses de trabalho, foram 37 jogos disputados, com 14 vitórias, 13 empates e 10 derrotas, num total de 50,4% de aproveitamento. Este índice lhe rendeu R$ 5 milhões de multa rescisória, estipulada em contrato.
Ceni terá estruturas físicas e financeiras menores que no São Paulo, mas será um grande nome comandando o Fortaleza. Mídia nacional em cima dele, precisando deixar a vaidade de lado para extrair o máximo de jogadores com qualidade inferior à maioria do São Paulo. Mesmo assim, é capaz de conseguir bons resultados, se tiver o foco necessário para conviver com problemas que não costumam aparecer em grandes clubes. Será acolhido pela diretoria e torcedores e isso será fundamental no início da trajetória.
Claro que Ceni sonha com potências européias e estuda para isso. Agora, só chegará lá, se provar que tem condições de ser um ótimo treinador em centros menores. Imaginem Ceni levando o Fortaleza à Série A ou até sendo Campeão Estadual? O trabalho vai aparecer bastante e mostrará que Ceni recomeçará onde deveria ter começado, determinando um rumo correto para a carreira. O tempo dirá.

Empresário diz que Róger Guedes só sai do Palmeiras para o exterior
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras deve mudar a fotografia do elenco para 2018. Um forte candidato a sair é Róger Guedes. O atacante chegou a ser afastado pela diretoria, após o jogo contra o Bahia, dia 12 de outubro. Depois, voltou a ser aproveitado com a entrada de Alberto Valentim como técnico interino. O blog apurou com algumas pessoas ligadas à direção, que atuações abaixo do esperado e problemas de relacionamentos com os outros jogadores são motivos para negociá-lo. Assim, o blog conversou com o empresário de Guedes, Paulo Pitombeira, a respeito do momento do atleta. Confira.

Como tu vês a situação de Róger Guedes no Palmeiras?

Normal. Buscando o espaço novamente.

Ele pode ir para o Santos numa troca com o lateral Zeca?

Não fui informado sobre isso. Nada de contato comigo.

Tenho a informação de uma fonte do Palmeiras que Guedes não ficará e que não há bom relacionamento com os demais jogadores.

Não tenho essa informação.

Ele pode sair para o exterior em janeiro?

No caso de termos uma proposta que agrade o Palmeiras, sim.

Existe alguma oferta?

Nada.

Tu achas que ele deve ficar no Palmeiras ou ir para outro time no Brasil?

Só sai para fora do Brasil. Caso contrário, fica no Palmeiras.

Mesmo se um futuro técnico não quiser aproveitá-lo?

Acho difícil isso acontecer. Ele é muito bom jogador.

Como viste o afastamento dele recentemente?

Nada de anormal. Ele ficou fazendo um trabalho para melhorar a forma física.

Róger Guedes chegou ao Palmeiras, em 2016. Disputou 85 jogos e marcou 12 gols. Tem contrato com o Verdão até 2021.


Corinthians campeão. Os Deuses do futebol decretaram
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Alexandre Praetzel

Esta rodada do meio de semana era fundamental para aumentar a emoção do Campeonato Brasileiro. O Corinthians tinha um jogo difícil em Curitiba e o Santos recebia o Vasco. Uma derrota corintiana e uma vitória santista, eram resultados bem plausíveis, quem sabe, diminuindo a diferença para três pontos. Deu o contrário.

Corinthians ganhou do Atlético-PR com o goleiro reserva defendendo um pênalti e terminando o jogo com o terceiro atleta da posição, porque Válter saiu machucado mais uma vez. O gol foi de Giovanni Augusto, pouco utilizado durante todo o ano. Sorte de campeão.

Na Vila Belmiro, com 7.800 torcedores, o Santos saiu na frente, mas levou a virada do Vasco, com um recuo inexplicável do time e Zé Ricardo engolindo Elano, na estratégia da partida. Vitória justa vascaína. Final da rodada e o Corinthians aumentou a vantagem para o Santos para nove pontos e manteve os oito pontos para o Grêmio, muito mais preocupado com a decisão da Libertadores da América.

O Corinthians será campeão com justiça pelo primeiro turno de exceção. Mas não tem o melhor time, nem o melhor elenco. Méritos muito grandes para Fábio Carille, o melhor técnico do Brasileiro. Definiu uma forma eficiente de jogar, valorizando o coletivo e extraindo o máximo de cada integrante do grupo. A equipe caiu bastante no segundo turno, mas voltou ao espírito competitivo no confronto fundamental diante do Palmeiras, apesar do erro da arbitragem.

O Corinthians deu brecha para o azar e os adversários não aproveitaram. Então, problema deles. O Corinthians voltou a crescer na hora certa, contando também com a sorte do início da competição. Sétimo título brasileiro e o maior vencedor da história, desde 1971. Isso ninguém tira, apesar da qualidade deficiente do torneio. Agora, façam suas apostas para qual rodada o Corinthians confirmará a conquista, restando 15 pontos em disputa. Acredito que será na 36ª, contra o Flamengo, no Rio de Janeiro.