Blog do Praetzel

Direção do Vasco teme perder Zé Ricardo para o futebol árabe
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Alexandre Praetzel

O técnico Zé Ricardo pode deixar o Vasco, nos próximos dias. Ele recebeu uma proposta do Al-Ahli Jedah da Arábia Saudita. O blog apurou que os dirigentes sabem que a oferta financeira é muito boa para Zé Ricardo e admitem que podem perder o treinador. Uma reunião nesta sexta-feira servirá para definir se o trabalho segue ou não.

Sem dinheiro em caixa, o Vasco não tem como concorrer com propostas do exterior para segurar Zé Ricardo. Ele recebe em regime CLT e uma rescisão de trabalho é simples e rápida neste sentido.

Para muitos, dentro do Vasco, Zé Ricardo é melhor do que o elenco. Em 25 jogos, comandando a equipe, Zé Ricardo conseguiu 12 vitórias, desde que chegou a São Januário, em 2017. Agora, levou o Vasco à fase de grupos da Libertadores da América, com estreia marcada para março.

Caso Zé Ricardo deixe o clube, o Vasco vai priorizar a busca por um profissional que tenha trabalhado com jovens de categorias de base. O nome de Claudinei Oliveira, técnico do Avaí, é bem visto pela direção.


Vanderlei vê Palmeiras à frente do Santos. Goleiro ainda sonha com Seleção
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Alexandre Praetzel

Vanderlei tem sido o melhor jogador do Santos nos últimos dois anos. Quando vemos a escalação, reconhecemos que o Santos começa mesmo pelo seu goleiro, grande responsável por vitórias, fechando o gol contra os adversários. Com DNA ofensivo, o Santos hoje tem a defesa como principal setor, no trabalho inicial de Jair Ventura. O blog entrevistou Vanderlei, exclusivamente, sobre o seu momento incontestável, a projeção para o Santos e o sonho de ainda ser convocado para a Seleção Brasileira. Confira.

A defesa é o melhor setor do Santos? O Santos começa pela defesa?

Não só o Santos. Cada equipe tem que ser assim. Tem que ter uma defesa forte para dar tranquilidade maior aos demais setores da equipe. Isso equilibra, dá uma junção melhor para a gente. A gente vinha pecando nisso nos primeiros jogos, levando gols que nos dificultavam um pouco mais. Mas agora acertou, todo mundo está marcando bem, o Jair vem no dia a dia, procurando acertar a defesa e os outros setores. A gente está conseguindo fazer isso, sem levar gols. Com os jogadores de qualidade que nós temos do meio para a frente, nós temos resolvido as partidas. A gente espera ficar assim o resto do ano, sem levar gols o maior número de jogos, para nosso ataque decidir lá na frente.

Jair Ventura mudou um pouco o estilo do Santos? Primeiro não perder?

O Santos não tem um DNA defensivo, é ofensivo, né. A gente sabe que vem tomando poucos gols, nos últimos anos, mas é uma equipe ofensiva. Isso ressalta a qualidade defensiva que a gente vem mostrando. Esperamos manter assim, um time competitivo, que ataca, mas também ter um time equilibrado, se defendendo bem e todo mundo se doando. Isso é o fundamental. Não adianta você ter um bom ataque, se a defesa não está bem. Acho que tem que ter o equilíbrio, que é fundamental no futebol.

Em que nível está o Santos em relação a Palmeiras, Corinthians e São Paulo?

Cara, é óbvio que se você olhar hoje o Palmeiras, está um pouco à frente pelo poder financeiro que ele tem, né. Foi ao mercado e buscou os melhores jogadores do Brasil. Já tinha um grande elenco. A gente sabe que o futebol é muito equilibrado também. A gente viu isso no ano passado. Eles fizeram grandes contratações, o próprio Flamengo também e acabaram não conquistando títulos. A gente sabe que é bem equilibrado aqui no Estado também. As quatro equipes são equipes que estão bem montadas. A gente vê o Corinthians, campeão brasileiro, e o São Paulo, contratando grandes jogadores. Então, a gente sabe que vai ser bem equilibrado. Esperamos fazer uma primeira fase muito boa e na hora do mata-mata, a gente vai ver. Vamos mostrar nosso melhor futebol e esperar conquistar esse título, que a gente deixou escapar no ano passado.

Por que você não é convocado para a Seleção Brasileira? É aspecto técnico só ou existe outra coisa?

Complicado falar porque tem profissionais do outro lado. As vezes, eles convocam jogadores que se encaixam melhor no perfil de jogo deles. Não sei, né. Eu falo sempre que a gente tem que estar fazendo nosso melhor trabalho no clube. Não adianta ficar só pensando no profissional que está lá. São profissionais competentes que estão fazendo um grande trabalho. Tite vem fazendo um trabalho espetacular. O Brasil está bem servido. Tem inúmeros goleiros que se vocês forem falar aí, terão oportunidades, fora os que estão na Europa. Estou tranquilo, fazendo o melhor trabalho. Tem quatro meses para a Copa do Mundo. Botar nas mãos de Deus. Será consequência do que a gente fizer no dia a dia. Não adianta ficar lamentando não. Tem que trabalhar cada vez mais e aguardar uma convocação para não sair mais.

Quando Taffarel visitou o Santos, ele conversou contigo e te deu alguma esperança ou não?

Ele conversou mais com a comissão técnica. Na época, era o Levir, Elano, entre outros. A gente sabe que ele não visitou só o Santos. Ele visitou outros clubes também. Ele procurou acompanhar o dia a dia dos goleiros. Isso é muito importante. A gente espera uma convocação, mas se não vier, a vida segue. Estarei sempre torcendo por todos.

Vanderlei chegou ao Santos em 2015. Aos 34 anos, disputou 173 jogos. Foi bicampeão paulista, em 2015 e 2016.

Em 2018, o Santos é líder do seu grupo, após oito rodadas, com 14 pontos. Enfrenta o Santo André, neste domingo, na Vila Belmiro.


Flamengo jogou para 3.465 pagantes. Não pode. O Cariocão é uma tristeza
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Alexandre Praetzel

O Flamengo, clube de maior torcida do Brasil, jogou para 3.465 pagantes contra o Madureira, no Engenhão. Foi a abertura da Taça Rio, segundo turno do Carioca. A renda foi de R$ 105.520,00. Um fiasco do tamanho do Rio de Janeiro. Não é possível que a diretoria, comissão técnica e jogadores gostem disso, mesmo que a partida não valha nada, após o Fla ganhar a Taça Guanabara.

O Flamengo tem 122 anos de história e não tem um estádio próprio. A Ilha do Urubu não conta e nunca contará. Se o Fla tivesse sua casa, imaginem a diferença financeira que abriria em relação aos adversários. Está pagando para jogar. É lastimável.

O Rubro-Negro poderia liderar uma mudança no futebol brasileiro. Tem força, poder, dinheiro e torcida. Mas todos os dirigentes que passam por lá, parecem que querem deixar tudo como está.

O jornal LANCE! publicou o ranking financeiro dos times brasileiros, nestas primeiras rodadas dos Estaduais. Enquanto o Flamengo tem prejuízo, o Palmeiras faturou mais de R$ 4 milhões de renda líquida, seguido do Corinthians, com R$ 1,8 milhão, e o São Paulo, com R$ 1,5 milhão. Uma hora, essa diferença vai pesar, mesmo que o Fla esteja se reorganizando há cinco anos.

Parece que o caminho do estádio próprio não tem volta. Para evitar essa tristeza, num campeonato de futebol no Brasil.

 


Diego Souza não pode ser 9 fixo. Dorival quer vê-lo mais solto
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Alexandre Praetzel

O São Paulo já tem uma base titular formada e isso inclui Diego Souza, contratado por R$ 10 milhões. No entanto, o jogador tem mostrado dificuldades para atuar como um centroavante de área, fixo, preso entre os zagueiros. Na sua passagem pelo Sport, se vendeu a ideia de que Diego exercia essa função, chegando até a Seleção Brasileira, como ''falso 9''. Na realidade, Diego marcou vários gols, mas vindo detrás, na maioria, além das cobranças de pênaltis.

Se o São Paulo o contratou como centroavante, me parece um equívoco. Falei com Dorival Jr. e ele admitiu que quer ver Diego mais como meia-atacante e não como um 9, jogando de costas para a defesa adversária.

''Ele treinou pouco e disputou oito jogos seguidos. Não quero ele de costas como um 9, quero solto como mais um meia-atacante. Dois meias chegando, ele seria um deles. Como Luan no Grêmio. O grande problema é não termos tempo de treinamentos. Domingo, completamos 31 dias, com 12 dias de treinos e nove jogos. Quem suporta? Diego trabalhou sete dias até sua estreia'', explicou Dorival ao blog.

Nesta quarta-feira, Diego Souza está confirmado contra o Ituano. Do meio para a frente, o time terá Jucilei, Hudson, Cueva e Nene; Marcos Guilherme e Diego Souza. Vamos ver como será a movimentação de Diego, na partida.

No São Paulo, Diego tem oito jogos e dois gols.

No Sport, em três temporadas, foram 115 partidas e 40 gols.

 


Gustavo Oliveira e a última entrevista, antes de cair no Santos. Confira
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Alexandre Praetzel

Gustavo Oliveira foi dispensado pelo Santos. O diretor executivo de futebol ficou um pouco mais de dois meses no comando da principal área do Clube. Gustavo sempre foi arredio com a imprensa, preferindo a discrição. O blog fez a última entrevista com Gustavo, antes da demissão no Santos. Ele parecia muito tranquilo e acreditando que o trabalho ganharia afirmação com os próximos resultados. Confiram.

O clássico diante do São Paulo serviu como um início de afirmação do trabalho?

Um jogo importante. A afirmação tem que ser feita toda semana no futebol. A gente não tem só um dia ou outro jogo. Óbvio que foi um jogo relevante, um clássico, de maior repercussão. Uma caminhada longa, de um caminho que a gente pretende que seja vitorioso, no final dele, evidentemente, para quem trabalha e vive o Santos.

Foram 14 pontos em 24 disputados. Dentro do agradável ou próximo do esperado?

É um processo no futebol. A gente não controla o todo e a gente tem adversários e conduz da melhor maneira possível. No futebol, muitas vezes, se faz o possível. O Santos vem enfrentando um momento novo, de nova gestão, novas pessoas, todos conhecendo o universo Santos e se reconhecendo como gestão. Acho que é um momento importante e um desafio. Só que o futebol também não pode esperar. Tem rodada quarta e domingo, quarta e domingo. Então, é um pouco nesse ambiente que a gente vai caminhando e se acertando. O importante é que tenha, num médio prazo, um horizonte favorável, esperançoso, que permita que o torcedor tenha orgulho daquilo que ele vê em campo. Isso é o que importa.

Lateral Dodô está contratado?

Sobre jogadores, eu não falo.

Você está se sentindo bem no Santos? Você foi muito identificado com o São Paulo. Para quem não é de Santos, é diferente?

Eu estou me reconhecendo. Eu fui recebido de forma muito calorosa. Isso me deixou feliz. A vida da gente, a gente tem que virar as páginas, as páginas vão sendo viradas e essa foi virada de uma forma muito relevante, muito categórica. A partir de agora, eu tenho uma página branca para escrever no Santos e eu pretendo escrever com toda minha paixão, carinho, coração, para fazer esse clube cada vez maior.

O blog tentou contato com Gustavo, após a demissão, nesta terça-feira, mas ele não respondeu às mensagens.

 


Não trocaria Dorival. São Paulo precisa de sequência de trabalho
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Alexandre Praetzel

Nesta segunda-feira, recebi quatro mensagens no celular, me informando que Dorival Jr. estava demitido ou seria dispensado ao longo do dia. Fui checar com minhas fontes. Poucas, mas muito confiáveis. Ouvi que a pressão é muito forte, internamente. Há uma corrente no clube que gostaria de ver André Jardine, técnico do Sub-20, alçado ao posto principal. Um espécie de ''Carille'' são-paulino.

Depois, falei com Dorival. Se mostrou tranquilo com minha pergunta e disse que estava trabalhando no São Paulo, desde às 7h. Não se alongou mais na questão.

Acho que seria um grande erro demitir Dorival. Não completou um ano à frente do time e recebeu novos jogadores como Diego Souza, Nene, Trellez e Valdívia. Em apenas quatro partidas, teve Cueva, Nene e Diego Souza juntos. Ainda perdeu Hernanes e Pratto, dois nomes fundamentais no tricolor. Está buscando um padrão de jogo ideal e uma formação titular. Vem repetindo uma escalação, mas o desempenho tem caído nos segundos tempos. Contra o CSA-AL, foi uma exceção, com o resultado alcançado na segunda etapa, depois de 46 minutos muito ruins. Diego Souza de centroavante, acho um erro. Não tem mobilidade e tem atrapalhado mais do que ajudado.

O São Paulo não vem jogando mal. Agora, precisa de mais consistência e equilíbrio para não permitir espaços generosos aos adversários. É verdade que o time perdeu os dois clássicos que disputou, mas isso não tem sido novidade, já que o retrospecto é muito ruim diante dos rivais, nos últimos dez anos.

A diretoria pode dar um crédito de confiança a Dorival e deixá-lo trabalhar. Temos visto clubes demitirem treinadores e não conseguirem substituí-los à altura. É preciso mudar essa política no futebol brasileiro.

Mais análise do trabalho e menos resultadismo. Porque, pelo último quesito, o São Paulo vai bem. Classificado na Copa do Brasil e primeiro colocado do grupo no Paulista, com um jogo a menos.


Ricardo Rocha confia em Dorival e pede tempo ao SP
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Alexandre Praetzel

O São Paulo perdeu para o Santos, no segundo clássico do ano. São dois jogos maiores com duas derrotas – a outra foi para o Corinthians. Mais uma vez, a torcida pegou muito no pé do técnico Dorival Jr. e vaiou a equipe, após a partida. Na diretoria, ainda existe a convicção no trabalho e que é preciso ter paciência, sem a promessa de títulos. Isso ficou nítido na entrevista do blog com Ricardo Rocha, ex-zagueiro tricolor e hoje, gerente de futebol. Confira

Você acha que as críticas dos torcedores à forma de atuar do time são justas?

Um pouco injustas pelo tempo que a gente tem, mas a gente tem que estar atento a tudo. A gente sabe que o São Paulo precisa melhorar. O torcedor sempre gosta de ver um São Paulo jogando bem. Têm momentos que o São Paulo joga bem o primeiro tempo, têm momentos que joga o segundo tempo. O melhor jogo que fizemos foi em Mirassol, mas realmente a gente tem que estar atento a tudo, ao torcedor. A gente espera que com o tempo, a tendência é melhorar.

O trabalho do Dorival é satisfatório na avaliação de vocês?

Satisfatório. A gente precisa de tempo. A gente confia nele.

O fato de não conquistar títulos há seis anos, realmente incomoda muito?

Incomoda todos. Quem é torcedor do São Paulo, quem trabalha aqui há muito tempo. Eu, que joguei aqui, a gente sabe. O São Paulo é muito grande, ficar muito tempo sem ganhar, mas tem que trabalhar. Eu sempre digo. O São Paulo não tem que vir com promessas para o seu torcedor de que vamos ser campeões. Mas o São Paulo tem que lutar por todos os títulos possíveis porque é grande, tem uma grande torcida e tem que trabalhar para isso.

Você viveu os dois lados. É muito difícil estar ao lado dos jogadores?

Para mim, não. Eu estava um pouco fora, mas estou acostumado. Joguei muitos anos da minha vida, quase 20 anos. A gente sabe da pressão. O São Paulo é muito grande, eu conheço muito bem a casa. Essa pressão vai existir, mas o São Paulo está bem, classificado na Copa do Brasil, em primeiro lugar do seu grupo no Paulista. O bom é que a gente  precisa melhorar a cada jogo e isso, o tempo vai dizer.

O jogador de hoje é menos comprometido que o da tua geração?

Não. Não gosto de fazer comparações. Acho que cada um dentro da sua época, você tem que respeitar. Eu acredito no trabalho do grupo. A gente tem conversado com eles porque há um espaço de tempo muito curto. Não só da minha chegada. Alguns jogadores foram contratados. Um time com Diego, Cueva e Nene, tem quatro jogos apenas. É muito cedo para ter uma cobrança tão forte, por parte de todos. Então, vamos esperar que melhore a cada jogo.

Como está o São Paulo, desde o início do teu trabalho?

Também é muito cedo, 40 dias só de trabalho. Acho que pouco a pouco, a tendência é uma melhora, a gente sabe disso. Hoje, desde o início do primeiro jogo são 31 dias e dez jogos, uma preparação muito curta, mas tem que jogar. Esse entrosamento vai vir com o tempo.

Ricardo Rocha foi contratado para ser o braço direito de Raí, diretor-executivo de futebol. No Paulista, o São Paulo é líder do grupo com dez pontos, com um jogo a menos que os demais concorrentes. Joga contra o Ituano, quarta-feira, em Itu.

Na Copa do Brasil, enfrenta o CRB-AL, na terceira fase, em duas partidas.

 


O domingo é do Santos de Vanderlei e Gabriel. SP segue devendo eficiência
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Alexandre Praetzel

Acompanhei São Paulo e Santos, atrás da meta direita, no Morumbi. Um primeiro tempo bem melhor do São Paulo, com o meio-campo mais ativo e bons deslocamentos dos jogadores. Militão e Reinaldo apoiaram bastante e o tricolor não abriu o placar porque havia Vanderlei do outro lado. E Vanderlei tem sido o melhor nome santista, desde o ano passado. O Santos tem uma defesa firme, mas poderia ter saído atrás no placar, se não fosse Vanderlei.

É aí que entra Diego Souza. Escalado como centroavante, de maneira equivocada para mim, Diego está longe do 9 finalizador. Tem atuado estático, facilitando a marcação adversária. Não apareceu muito no primeiro tempo e foi quase nulo no segundo. Poderia ter saído antes. No Santos, foi o 9 que definiu a partida. Gabriel ficou muito isolado na primeira etapa, mas foi letal quando teve a chance, em quatro toques da equipe, começando por Lucas Veríssimo, passando por Daniel Guedes, Eduardo Sasha, até chegar a Gabriel, com um domínio rápido e um chute forte no canto direito de Sidão. Tudo o que o Santos tentou, uma escapada e uma bola. Conseguiu.

O São Paulo se enervou e partiu para o tudo ou nada. Valdívia, Trellez e Brenner em campo e Nene aberto na ponta esquerda. O Santos se trancou em frente à area e só sofreu numa tabela de Petros e Nene, para defesa de Vanderlei e intervenção salvadora de Lucas Veríssimo. Ah, teve um chute de Bruno Alves, exigindo boa defesa de Vanderlei, ainda quando o placar estava fechado. Um zagueiro arrematando, porque os meias demoram para chutar. Isso foi claro. O São Paulo demorou para concluir e o Santos agradeceu, rebatendo todas as bolas ofensivas. Ficou um ataque tricolor diante de uma muralha santista. Não basta encher o time de atacantes, se não aparece ninguém para articular. E isso foi visível no São Paulo.

No resumo dos 95 minutos, o São Paulo foi muito melhor nos 46 iniciais, mas se perdeu nos outros 49, pela eficiência do Santos. O resultado mais justo seria o empate, mas isso não serve para o torcedor, só para quem analisa e compete. Pressão em cima de Dorival e tranquilidade para Jair. As duas equipes sabem que precisam melhorar. Só que o Santos fecha o domingo com 14 pontos em 24 disputados, segunda melhor campanha do Paulista. O São Paulo com dez em 21. Isso ninguém discute. O domingo foi santista.


São Paulo e Santos tentam convencer no clássico. Times são parelhos
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Alexandre Praetzel

Estarei no Morumbi para trabalhar em São Paulo e Santos. Será o segundo clássico do ano para os dois. O São Paulo perdeu para o Corinthians e o Santos parou diante do Palmeiras. Esses confrontos ficam maiores do que o próprio Campeonato Paulista, por darem um parâmetro do que pode acontecer no mata-mata, a partir das quartas-de-final. É muito difícil que um dos grandes não se classifique para a próxima fase. O São Paulo tem dez pontos em 18 disputados, enquanto o Santos somou 11 em 21.

O São Paulo vem de quatro vitórias consecutivas, incluindo dois jogos pela Copa do Brasil. O tricolor tem a melhor defesa do Estadual, mas um ataque que marca poucos gols. Dorival Jr. não agrada à maioria da torcida e tem razão quando lembra que poucas equipes estão mostrando um futebol vistoso. Agora, o São Paulo poderia estar melhor. Tem jogadores bons individualmente com pouco padrão coletivo. O primeiro tempo diante do CSA-AL foi preocupante e a repetição daquele desempenho pode determinar um prejuízo contra o Santos. O treinador terá que resolver a lentidão do meio-campo e o espaçamento no setor, facilitando as jogadas adversárias. Vamos conferir.

O Santos ainda tenta entender qual o modelo de jogo que Jair Ventura pretende consolidar. No Botafogo, ele priorizava a defesa, pelo material humano à disposição. No Santos, as opções são maiores, mas Jair parece que não consegue acertar a marcação. Atua apenas com um volante, Renato mais lento e três atacantes. Também tem perdido o meio-campo, várias vezes durante as partidas. Parece que Jair não quer ser rotulado como um técnico defensivista num clube que joga para a frente, historicamente. Mas é possível equilibrar mais os setores, sem deixar a defesa tão exposta. Bruno Henrique, obviamente, faz muita falta. Na lateral-esquerda, ainda apostaria em Romário, melhor marcador do que Caju.

Time por time, existe um equilíbrio. O blog faz sua comparação de sempre, em grandes duelos.

Sidão  X  Vanderlei

Militão  X  Daniel Guedes

Bruno Alves  X  Lucas Veríssimo

Anderson Martins  X  Gustavo Henrique

Reinaldo  X  Caju

Jucilei  X  Alison

Petros  X  Renato

Nenê  X  Vecchio

Cueva  X  Copete

Marcos Guilherme  X  Eduardo Sasha

Diego Souza  X  Gabriel

Dorival Jr.  X  Jair Ventura

7 a 5 para o São Paulo, na comparação do blog. Tomara que seja um jogo movimentado e com jogadas ofensivas, durante todo o tempo.

Palpite do blog: São Paulo 2×1.


Ralf no Corinthians. Repatriar vencedores em fim de carreira, vale a pena?
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Alexandre Praetzel

O Corinthians anunciou a contratação de Ralf, por duas temporadas. O jogador foi muito vitorioso pelo clube, na sua primeira passagem, e agora retorna aos 34 anos, depois de um período na China. Quando saiu, Ralf pensou na parte financeira. Agora, sem propostas, aceitou voltar ao Corinthians. Se junta a Emerson Sheik e Jadson, como atletas que ganharam tudo e passam a ser solução novamente. Neste caso, Jadson deu certo. Foi campeão paulista e brasileiro, em 2017.

A maioria volta perto do final da carreira e não consegue ter o mesmo desempenho porque o tempo passa, os elencos se renovam e a concorrência aumenta. São caros também porque colocam a história vencedora no contrato. Hoje, Ralf é reserva de Gabriel e Emerson Sheik, de Clayson e Romero. A idolatria não diminui, mas a resposta em campo pode não acontecer.

Relembrando um passado recente, cito alguns exemplos positivos e negativos sobre o mesmo assunto.

No Inter, o falecido Fernandão voltou como dirigente e não deu certo. Alex foi recontratado e caiu para a Série B. Rafael Sóbis brigou com parte da torcida. Daniel Carvalho não jogou. Nilmar só ganhou o Gaúcho.

No Palmeiras, Evair foi campeão da Libertadores, em 1999, depois de ter ganho o bi paulista e brasileiro, em 93 e 94.

No Grêmio, Renato Portaluppi foi mal, em 1991.

No São Paulo, Kaká ajudou o tricolor a chegar à Libertadores, em 2014. Lugano praticamente não foi aproveitado e virou integrante da diretoria.

No Flamengo, Juan está dando conta do recado, perto dos 39 anos.

No Cruzeiro, Henrique saiu para o Santos e voltou para ganhar títulos novamente.

No Santos, Robinho foi campeão nos dois retornos, valendo cada centavo. Gabriel já fez dois gols em dois jogos e ainda é muito jovem. Um caso diferente. O lateral Léo foi vencedor nas duas passagens.

Nenhuma garantia de que os repatriados darão certo, mas conhecem o clube e respeitam as trajetórias de todos. Obviamente, serão cobrados pelo custo-benefício. Afinal, as conquistas ficam para os museus e prateleiras. Sempre valerá a entrega e as atuações dentro de campo.