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Rogério Ceni é igual aos outros. Depende de resultados para se manter no SP
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Alexandre Praetzel

Rogério Ceni é um dos maiores nomes da história do São Paulo e reverenciado por sócios, torcedores e dirigentes. Mas essa idolatria ganha recesso, quando os resultados não aparecem dentro de campo. Não é uma análise simplista. A cultura resultadista brasileira funciona assim e pode transformar grandes ídolos em simples seres mortais. E não será diferente com Rogério Ceni.

O dia-a-dia do treinador é visto como muito bom, com a busca pelo aprimoramento técnico e tático do elenco. As atuações recentes contra os Atléticos não foram ruins. No entanto, duas derrotas e o tricolor despencou na classificação, ficando um ponto à frente da zona de rebaixamento.

Qualquer presidente de clube brasileiro começa a Série A, olhando para a parte de baixo da tabela. O principal sempre é estar longe da 17ª colocação e próximo dos 45 pontos, para depois relaxar nos gabinetes. O São Paulo já viveu situação parecida em 2013 e não hesitou em demitir Paulo Autuori, com dois meses de retorno ao Morumbi.

Eu acho que não tem que mudar, mas as informações vindas de bastidores, indicam que nem Rogério Ceni vai aguentar, se o São Paulo entrar no Z4, após a rodada de domingo. O jogo diante do Fluminense virou uma decisão para Ceni. Mesmo que o planejamento da direção seja péssimo e o São Paulo mude a fotografia em meio ao campeonato, pela segunda vez consecutiva. Isso é debate para nós.

Leco não pensará duas vezes em demitir Ceni, para tentar salvar a gestão. Afinal, o São Paulo nunca caiu, mas já viu outros caírem, com o mesmo discurso. Rogério Ceni está na berlinda, definitivamente.


Robinho quer Galo completo para buscar títulos e vê dificuldades para Ceni
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Alexandre Praetzel

Robinho é um dos jogadores mais técnicos do Brasil. Destaque do Atlético-MG, em 2016, o atacante admite que o time precisa melhorar para buscar algo maior, em 2017. Em entrevista exclusiva ao blog, Robinho avaliou o momento do Galo, Rogério Ceni, possível volta ao Santos e o sonho de disputar a Copa do Mundo da Rússia. Acompanhem abaixo:

O momento inicial do Atlético foi uma surpresa para vocês, começar tão embaixo no Brasileiro?

''Foi, para nós também. A gente tem um time que pode dar mais. Claro que a gente vem se empenhando, vem se doando bem e às vezes no futebol acontece isso, os resultados não estão acontecendo. A gente jogou bem contra o Atlético-PR, acabou tomando o gol no final. Contra o São Paulo, tomou um gol no comecinho do segundo tempo, não merecia o empate, merecia a vitória (ganhou por 2 a 1). A gente espera continuar jogando bem para as vitórias virem com mais tranquilidade''.

Completo, o Galo é favorito para ganhar títulos ou ainda é cedo para falar nisso?

''Olha, pela quantidade de pontos que nós perdemos, a gente tem que correr um pouco atrás. É difícil, mas com o elenco completo, a gente tem o objetivo e a obrigação de brigar lá em cima e é isso que a gente quer''.

A campanha do Corinthians surpreende pelo fato de ter 20 pontos em oito rodadas?

''Olha, o Corinthians, por sua tradição, sempre chega forte nos campeonatos. Claro que a imprensa, às vezes, analisa por cada jogador, por contratações, mas a gente sabe que é sempre difícil jogar contra o Corinthians, independentemente de quem esteja jogando''.

Qual a principal diferença do trabalho do Roger e do Marcelo Oliveira, no ano passado?

''Nosso time hoje, com todo o respeito eu não gosto de criticar o Marcelo, mas o nosso time é mais organizado. O Roger vem implantando uma filosofia que ele gosta que a gente faça. A cada jogo, vem se adaptando mais''.

A característica do time mostra mais chances em mata-matas do que pontos corridos?

''Eu acho que quando o nosso time está completo, o objetivo é brigar por todas as condições, não tem que priorizar nenhuma. Temos que tentar Copa do Brasil, Libertadores, nós temos elenco para isso. Dificulta um pouco com as ausências que nós temos, Gabriel, Marcos Rocha, Fred, quando a gente estiver completo, vamos brigar lá em cima''.

Achas que o Rogério Ceni dará certo como técnico?

''Olha, eu torço muito para que dê certo. Como goleiro, foi um goleiro excepcional, fiz alguns golzinhos nele (risos), eu torço para que ele dê certo, mas futebol é resultado. A cobrança no nosso país é muito grande. Um treinador perdeu duas, três partidas, ele está balançando. Então, desejo toda a sorte do mundo para ele, mas é difícil, tem uma caminhada longa pela frente''.

E o Santos, pensando num encerramento de carreira no clube?

''Eu estou muito feliz no Atlético. Penso aqui no momento, estou bem no Galo, mais para a frente a gente pensa nisso. O Santos é um clube que eu sempre terei um carinho muito grande, porque é o clube que durante muitos anos foi minha casa''.

Ainda acredita numa convocação para a Seleção, pela qualidade que tu tens?

Olha, sempre é um objetivo de qualquer jogador. Copa do Mundo é um título que eu não tenho. Se precisar de um jogador, um ''veinho'' aí que ama jogar pela Seleção, vou estar à disposição''.

Aos 33 anos, Robinho disputou 79 jogos e marcou 32 gols pelo Atlético-MG. No Brasileiro, o Galo está em 15º lugar com nove pontos em oito partidas, aproveitamento de 37,5%. O time enfrenta o Sport, nesta quarta-feira, no estádio Independência.


Zago lamenta impaciência do Inter e torce para Guto Ferreira subir o time
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Alexandre Praetzel

O Inter está sofrendo com o início da Série B do Brasileiro. Após oito rodadas, o time gaúcho é o quinto colocado com 13 pontos em 24 disputados e 54,2% de aproveitamento. Uma campanha abaixo do esperado pela maioria dos colorados. O blog entrevistou Antonio Carlos Zago, ex-técnico do Inter, que começou a temporada em Porto Alegre, mas acabou saindo, depois da derrota para o Paysandu, na terceira rodada. Confira abaixo.

Ainda estás pensando o que aconteceu no Inter, para sua saída?

''Eu acho que tinha acontecido muita coisa, né. A equipe chegou à final do Campeonato Gaúcho. Quando eu cheguei em Porto Alegre, para treinar o Inter, todos davam o Grêmio campeão gaúcho, naquele momento, e o Grêmio nem chegou na final. Classificamos na Primeira Liga, na Copa do Brasil ainda estávamos dentro, porque tínhamos perdido para o Palmeiras por 1 a 0, na Arena, e tínhamos chances de reverter toda aquela situação. E era apenas o início da Série B. Se faltou alguma coisa, faltou um pouco de paciência por parte dos diretores em terem feito com que meu trabalho prosseguisse, até o final da Série B''.

Como vês as críticas ao preparo físico do Inter, já que o Carlos Pacheco chegou contigo ao clube?

''Nosso time era um dos que mais corria. É só pegar todos os testes que nós fizemos. Todos os jogos são monitorados pelo GPS. Então, a nossa equipe estava dentro da média. Isso aí era acompanhado pela departamento de fisiologia do clube, até pela própria diretoria e estava bem dentro da média. Quanto à questão física, é mais uma desculpa que arrumaram, se estão dizendo isso, para que possam, talvez, esquecer de coisas principais que acontecem dentro do Inter. Ao meu modo de ver, o Inter tem tudo para conseguir essa volta à Série A''.

O fato de ter poucos meias no grupo, foi um erro de planejamento da diretoria?

''Não é fácil você encontrar um meia no mercado hoje. É difícil. Se nós pegarmos aí, um meia, meia mesmo, aquele que ''pifa'' o atacante, aquele que antevê as jogadas, a gente pode falar do Douglas, que está no Grêmio. Eu acho que é o último dos moicanos, mesmo. Lógico que você tem o Diego, outros meias, mas com características diferentes. Talvez, tenha faltado um meia no elenco do Inter, mas nós vínhamos buscando algumas alternativas dentro do elenco, principalmente, nos jogos principais. Se você pegar o jogo contra o Grêmio, onde nós fizemos uma boa apresentação. Depois, contra o Corinthians aqui, onde não jogou o D'Alessandro, nós fizemos um bom jogo. Então, nós vínhamos buscando essas alternativas. Mas é sempre importante você contar com jogadores de qualidade, principalmente, os meias que acabam criando tudo dentro da equipe''.

Você acha que o Inter subirá para a Série A com tranquilidade?

''A dificuldade é grande na Série B, não é um campeonato fácil, mas eu acredito que o Inter vai subir. Não sei se com uma certa tranquilidade ou não, mas vai conseguir voltar a Série A. Eu vou torcer para que isso aconteça porque é um clube grande na Série B e merece retornar à Série A, o mais rápido possível''.

É bom trabalhar com o D'Alessandro?

''Eu tenho um bom relacionamento com o Dale. Um jogador que é o primeiro a chegar, o último a sair, está sempre treinando mais do que os outros, apesar da sua idade. Um cara que me ajudou bastante no Inter''.

Apesar da concorrência entre os técnicos, você acha que o Guto Ferreira pode levar o Inter a uma grande conquista?

''Apesar da disputa, nós temos um grupo também dos treinadores, onde trocamos algumas idéias. Nossa profissão hoje é bem mais unida do que antigamente. A gente torce para que o Guto possa fazer um bom trabalho porque, além de tudo é uma grande pessoa e um profissional que está há certo tempo no mercado. Já fez bons trabalhos e é a oportunidade ideal para ele, porque volta a sua velha casa. O Guto, praticamente cresceu dentro do Inter, teve o início da sua carreira nas categorias de base do Inter e agora tem a oportunidade de dirigir a equipe profissional e a gente espera que ele possa fazer com que o Inter retorne à Série A do Brasileiro''.

Alguma projeção para voltar ao mercado?

''Estamos esperando. Estamos vendo quem vai cair na próxima rodada(risos), mas a gente não vê a hora de voltar a trabalhar porque me preparei para isso e vejo que tenho condições de vir a ser um dos grandes treinadores do futebol brasileiro. Espero voltar o mais rápido possível. Infelizmente, como eu brinquei no início, a gente depende da queda de um profissional para que a gente possa assumir o lugar dele, mas isso aí faz parte da nossa profissão e é entendido por todos também''.

Guto Ferreira assumiu no lugar de Zago. Em cinco jogos, conseguiu duas vitórias e três empates. O Inter enfrenta o Paraná Clube, nesta terça-feira, e o Brasil, em Pelotas, sábado.


Elias confia na ascensão do Galo e acha que é destino não perder para o SP
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Alexandre Praetzel

O Atlético-MG conseguiu a primeira vitória fora de casa, no Brasileiro, e espantou um princípio de crise, com o mau início de competição. O time chegou apenas aos nove pontos em 24 disputados, com aproveitamento de 37,5%. Números bem distantes da capacidade técnica do elenco do Galo. O blog entrevistou o meia Elias, com exclusividade, a respeito das causas do baixo rendimento, a capacidade de reação do grupo e a ''sina'' de sempre conseguir bons resultados contra o São Paulo. Acompanhem.

Alguma causa principal para o início instável no Brasileiro?

''Acho que, se for analisar friamente, os jogos que a gente fez, não foram assim ruins, não foram para perder. Acho que apenas o do Vitória, a gente jogou muito abaixo, nível de competição foi muito abaixo daquilo que a gente apresentou contra o São Paulo. No Brasileiro, você não pode se dar ao luxo de jogar bem e não vencer. Tem que jogar bem e vencer. É um campeonato muito difícil, mas a gente espera recuperar. Que seja esse ponto de partida para que a gente possa recuperar os pontos perdidos. A gente sabe que pode fazer falta lá na frente, mas essa posição é muito incômoda e a gente sabe que, pela qualidade e pelo empenho que a gente tem nos treinamentos, não merece estar lá''.

O time do Atlético parece mais afeito a mata-matas do que pontos corridos?

''Eu acho que a gente vem sentindo bastante a sequência de jogos. A gente ficou um período no Campeonato Mineiro, jogando só de domingo a domingo e depois mudou drasticamente, jogando quarta e domingo, numa sequência de três a cinco semanas. Eu mesmo fiz 14 jogos seguidos. O Fábio Santos fez 16 e a gente acabou perdendo alguns jogadores principais no nosso time, caso do Fred, que fez falta neste domingo. Só que a gente tem um elenco forte. A gente sabe, com todo o respeito às equipes que a gente perdeu, Vitória e Atlético-PR, mesmo jogando com a equipe modificada, a gente sabia que tinha que vencer, que dava para vencer. Quem quer brigar por título, tem que ir fora e vencer, como a gente veio ao Morumbi e conseguimos uma grande vitória''.

Você não costuma perder para o São Paulo. Alguma explicação especial ou parece destino?

''Acho que é do destino. Igual eu falo, concentração e minha dedicação nos jogos, são sempre as mesmas, independentemente dos adversários. As vezes, um adversário menor, você perde um pouco de concentração, mas a gente tenta se dedicar o máximo. Sei lá, com o São Paulo é uma coisa especial, como o Pelé era com o Corinthians, e assim vai. Fico feliz que consigo ter muito mais vitórias que derrotas. Se não me engano, só perdi uma vez para o São Paulo, pela Libertadores. Espero que isso aí se mantenha até o final da minha carreira, que já começa a caminhar para o fim e espero continuar mantendo esse tabu, se é que eu posso dizer, contra o São Paulo''.

Ainda projetas convocações para a Seleção, um ano antes da Copa do Mundo?

''Sim, acho que conhecendo o Tite, sabendo da forma que ele trabalha, seu jogador que está sendo selecionado, esteja atuando em alto nível, esteja num nível de competição alto. Ele cobra isso nos treinamentos, nos jogos. As vezes, muita coisa pode acontecer. Falta um ano. A distância para a Copa do Mundo vai diminuindo as chances daqueles que estão fora das listas, têm que ser chamados. Então, espero continuar mantendo meu nível aqui e quem sabe, um dia possa voltar à Seleção e se manter até a Copa do Mundo''.

O Atlético-MG está na 15ª colocação. O time enfrenta o Sport, quarta-feira, em Belo Horizonte, e depois pega a Chapecoense, em Chapecó, domingo.


Volante argentino confirma contato do São Paulo
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Alexandre Praetzel

O São Paulo consultou o Velez Sarsfield a respeito do volante Lucio Compagnucci. O argentino de 21 anos está emprestado ao Huracán, time que luta contra o rebaixamento, no Campeonato Argentino. Em rápido contato com o blog, Compagnucci preferiu não entrar em detalhes, centrado no jogo do Huracán, nesta sexta-feira.

Você está sabendo do interesse do São Paulo no teu futebol?

''Eu não posso falar hoje porque estou concentrado no jogo do Huracán e nada se resolverá até se definir o descenso ou não''.

Você pode vir para o São Paulo, se o Huracán escapar do rebaixamento?

''Teve uma aproximação, mas me desculpe, estou concentrado no jogo de hoje. São Paulo é São Paulo(ele enalteceu a grandeza do tricolor)''.

Compagnucci disputou 12 jogos e não marcou gols. O Huracán enfrenta o San Martín na luta para não cair. Faltam três rodadas para o fim do Torneio Transição. Hoje, o Huracán estaria livre pela média de pontos dos últimos três anos.


Corinthians 12 pontos à frente do Palmeiras. Quem diria? Dá para buscar?
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Alexandre Praetzel

Quem dissesse que o Corinthians abriria 12 pontos à frente do Palmeiras, nas sete primeiras rodadas do Brasileiro, seria chamado de louco, no início do ano. Afinal, o Palmeiras tinha montado um elenco forte em qualidade e quantidade, diante de um Corinthians rodeado de dúvidas sobre a escolha de Fábio Carille e a falta de grandes contratações.

Pois é, mas futebol não é uma ciência exata. Estamos na metade do ano e o Corinthians é campeão paulista e líder da Série A com 19 pontos em 21 disputados contra sete do Palmeiras. O primeiro colocado com 90,5% de aproveitamento e o Palmeiras na 15ª posição com 33,3%. Uma diferença marcada pelo trabalho, sem dúvida.

Enquanto o Corinthians definiu um padrão de jogo e atuou dentro das suas limitações técnicas e financeiras, o Palmeiras abriu o ano com Eduardo Baptista criticado diariamente e muitas notícias de bastidores, como insatisfações de atletas e intermináveis busca por reforços, mesmo com o vestiário lotado. Os resultados de campo falaram mais alto. O Corinthians já conquistou o título mais ao seu alcance e ganhou confiança para voos maiores. O Palmeiras mudou o treinador e segue sem uma formação principal definida, com mais gente desembarcando em meio aos torneios.

O torcedor palmeirense mantém a esperança com a presença da equipe nos mata-matas da Libertadores e Copa do Brasil e com a lembrança do mau início de Cuca, em 2016, batendo campeão brasileiro, em dezembro. As atuações não empolgam.

O torcedor corintiano tira onda com a liderança isolada e soltará rojões com uma vaga na Libertadores, em 2018, já contente com uma faixa no peito e uma taça no armário, depois de uma expectativa bem diminuída, em janeiro. Agora, o time está empolgando, mas muitos apostam na perda do fôlego, numa competição longa.

De qualquer maneira, não será fácil o Palmeiras tirar 12 pontos do Corinthians, ainda com 93 pontos a disputar. Claro que é possível, mas hoje nada indica esta possibilidade. A conferir.


Mirassol comemora parceria com SP por L.Araújo, mesmo diminuindo percentual
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Alexandre Praetzel

O Mirassol, parceiro do São Paulo nos direitos econômicos de Luiz Araújo, se posicionou sobre sua participação na venda do atacante para o Lille da França. O clube do interior tinha 30%, mas abriu mão de um percentual, para facilitar o fechamento do negócio. Segundo o São Paulo, Luiz Araújo saiu por R$ 38 milhões. Em entrevista exclusiva ao blog, o presidente do Mirassol, Edson Ermegildo, revelou todos os detalhes da negociação.

''Fechamos um acordo comercial com o São Paulo, independentemente do percentual, de 2 milhões de euros (R$ 7,4 mi) na negociação. Pelo contrato, nós teríamos 30%, mas para facilitar a transação, nós resolvemos diminuir o nosso percentual. Estou completando 23 anos como presidente do Mirassol e esta negociação foi a mais substancial da história do clube e nos possibilitará construir um CT para as categorias de base e até para o profissional, por que não? Vai sanear nossa situação financeira'', afirmou.

Edson ainda defendeu a parceria com o tricolor para o futuro. ''Os valores serão pagos  em duas parcelas: 60% agora e 40% em julho de 2018. Foi uma conversa amistosa e amigável com o São Paulo e esperamos fazer outras negociações deste tipo. De nossa parte, ainda temos um contrato antigo com o ex-jogador Edmilson, onde nós temos que repassar 20% da nossa parte a ele (400 mil euros). É um contrato antigo, onde na época se podia compartilhar direitos econômicos de atletas de futebol. Edmílson trouxe o Luiz Araújo para o Mirassol. Depois, Luiz Araújo foi transferido ao São Paulo por R$ 700 mil em duas parcelas, em 2013'', revelou.

O dirigente também garantiu que o Mirassol só foi comunicado pela diretoria são-paulina, no término das conversas com os franceses. ''O  valor bruto da negociação foi de 10 milhões de euros (R$ 36,8 mi), mas você tem as comissões dos intermediários brasileiros e estrangeiros. Não pudemos acompanhar a negociação porque os direitos federativos pertencem ao São Paulo. Fizemos um acordo comercial. O quanto o São Paulo lucrará, não temos essa informação'', concluiu.

Mirassol e São Paulo também têm parceria no goleiro Dênis, das categorias de base tricolor.

 


Diretor tem expectativa que Ponte fique acima do oitavo lugar no Brasileiro
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Alexandre Praetzel

A Ponte Preta teve um bom início de Campeonato Brasileiro. Está com dez pontos em 18 disputados e ocupa a quinta colocação. Tem três vitórias, um empate e duas derrotas. Claro que a disputa é longa e se manter entre os primeiros, não é fácil. O blog entrevistou o vice-presidente de futebol, Giovanni Dimarzio, sobre a perspectiva para um desempenho melhor, as contratações de veteranos e a luta do clube para se manter competitivo, diante de adversários mais poderosos. Acompanhem abaixo.

A Ponte prevê campanha superior aos últimos anos?

“A Ponte Preta sempre tenta evoluir, assim como todos os clubes. Terminamos no ano retrasado em 11º, ano passado em 8º. Acabamos evoluindo. A expectativa nesse ano é conseguir, sim, uma campanha melhor do que o oitavo lugar. Sabemos das dificuldades, enfrentamos times com receitas maiores. Porém, a Ponte Preta vem se fortalecendo, e a expectativa é, sim, fazer uma campanha melhor do que o ano passado”.

Investimentos em Sheik e Rodrigo valem a pena, mesmo com um campeonato desgastante?

“O Sheik vem mostrando a cada jogo que é um jogador diferenciado. Ele foi imprescindível para a vitória contra a Chapecoense, foi bem em campo, jogou os 90 minutos. É um excelente jogador, um líder, assim como o Rodrigo, que é outro líder dentro da equipe. Não temos a menor dúvida de que o investimento nesses jogadores ajuda muito na formação da equipe, na qualificação do elenco e no aspecto de liderança”.

Como a diretoria convive com a pressão do clube nunca ter sido campeão?

“É uma pressão que precisamos saber levar. É uma pressão que nós diretores também vivemos. Temos de saber levar de uma maneira que não atrapalhe. Se levar isso com muito afinco, em uma final, você não vai ter o melhor rendimento e não vai conseguir atingir o objetivo. A gente convive com isso, tenta tirar coisas boas, principalmente nas competições que temos condições de conquistar. Estamos trabalhando para isso (conquistar um título)”.

Qual é a projeção a médio e longo prazo com cotas bem menores que os adversários?

“A projeção, em médio prazo e com as cotas menores, é nas categorias de base. Trabalhamos sempre nesse sentido. A única forma que temos para nos equiparar a outros times é investir em jogadores das categorias de base, ter um retorno melhor, fazendo contratos mais longos. E esses jogadores se concretizarem como grandes atletas, dando um retorno técnico e financeiro para o clube. Nesse ano, temos seis jogadores da base no profissional, negociamos o Ravanelli com um time russo. A ideia é ter uma categoria de base forte para conseguirmos revelar novas promessas e ter um retorno técnico e financeiro”.

Quem a Ponte coloca como destaque da equipe surgindo da base?

“Temos jogadores que surgem como promessas. Entre jogadores que já estão no time principal, tem o Jeferson, lateral-direito, que vem jogando várias vezes, disputou as finais do Campeonato Paulista e foi muito bem. Tem o Matheus Jesus, que é um excelente jogador, o Ravanelli, que foi negociado com a Rússia. Tem jogadores da base que ajudam no time principal, isso é muito importante. A categoria de base da Ponte no Sub-17 tem dez vitórias seguidas no Campeonato Paulista, está em primeiro lugar. Temos vários jogadores que inclusive estão sendo convocados para a seleção. Tem o goleiro Ivan, que foi para o profissional. Temos boas promessas que têm sido aproveitadas e outras que ainda estão surgindo”.

A Ponte Preta foi vice-campeão paulista, em 2017. O técnico Gilson Kleina está treinando o time pela segunda vez, depois de uma primeira passagem vitoriosa, quando colocou a equipe na Série A do Brasileiro. Nesta quarta-feira, a Ponte enfrenta o Flamengo, no Rio de Janeiro.


Montillo pensa em título para o Botafogo e elogia Sampaoli na Argentina
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Alexandre Praetzel

O Botafogo está em três frentes, nesta temporada, buscando uma conquista maior. O time tem vagas nas oitavas-de-final da Libertadores da América e quartas-de-final da Copa do Brasil. No Campeonato Brasileiro, ocupa a 12ª colocação com oito pontos em seis jogos, com duas vitórias, dois empates e duas derrotas. O blog entrevistou o meia argentino Walter Montillo sobre as pretensões do grupo, as chances de ganhar um grande título e a chegada de Jorge Sampaoli à Seleção do seu país. Confira.

Botafogo tem condições de ganhar um grande título, neste ano?

''A gente sempre tem que pensar em coisas grandes. Conseguimos coisas importantes para o clube, até o momento. Sabemos que somos um grupo que está sofrendo várias lesões, um pouco complicadas, porque as vezes não tem previsão de volta e temos uma garotada que está subindo, que a gente tem que tentar levar aos poucos. A responsabilidade tem que ser dos mais velhos do grupo para depois jogar com tranquilidade''.

Botafogo deve priorizar alguma competição ou não existe isso?

''Neste momento, a gente não pode priorizar nada porque estamos no meio de todos os torneios e a gente tem que se focar no Brasileiro também. Perdemos pontos importantes e precisamos recuperar. Não podemos priorizar. A gente tem que ir jogo a jogo, pensando em ganhar, como a gente sempre tenta fazer e depois mais na frente a gente vai ver, quando chegam os momentos da Libertadores, Copa do Brasil, aí o treinador vai escolher. Mas, pelo momento, a gente tem muitos jogadores machucados e todo mundo está tendo a oportunidade de jogar e temos que continuar, trabalhando bem''.

Como defines teu retorno ao Brasil? Estás satisfeito, mesmo com o calendário desgastante?

''Fiquei quase dois meses machucado. Eu não queria isso, nunca passei por uma situação assim, mas sempre trabalhando para dar o melhor. Semana passada, foi o primeiro jogo, depois de tanto tempo. As vezes, fica com um pouco de medo de acontecer algumas coisas, mas graças a Deus me senti bem e acho que com a sequência de jogos, vou me sentir melhor''.

Jorge Sampaoli foi uma boa escolha para comandar a Argentina?

''Tomara que ele consiga fazer o que fez nos clubes onde ele passou. É um treinador muito experiente, que todo mundo queria ter. Então, hoje foi uma boa escolha. Tomara que ele consiga classificar a Argentina para o Mundial''.

Montillo foi contratado como o grande nome do Botafogo, para este ano. Disputou 13 jogos, com 839 minutos em campo e nenhum gol marcado. O Botafogo enfrenta o Vitória, nesta quarta-feira, em Salvador.

Na Copa do Brasil, a equipe enfrenta o Atlético-MG, em duas partidas, nas quartas-de-final. Na Libertadores da América, o Botafogo terminou em primeiro lugar no seu grupo e aguarda o adversário das oitavas-de-final.


Corinthians é superior ao SP, também pelo seu treinador
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Alexandre Praetzel

A principal diferença entre Corinthians e São Paulo está no comando do time. Treinadores efetivos iniciantes e com a mesma idade, mas com estilos distintos. Fábio Carille tem mais experiência em comissões técnicas, iniciando como auxiliar, em 2009, no Corinthians. Rogério Ceni começou direto no profissional do São Paulo e ficou no campo, até 2015, com uma carreira muito superior como atleta. Carille parece bem mais simples na tomada das decisões. Rogério demonstra mais dúvidas na continuidade do trabalho. Ontem, o Corinthians venceu o tricolor de novo. São quatro clássicos entre os dois, com duas vitórias de Carille e dois empates. Avaliando os desempenhos, notamos algumas diferenças.

– Carille tem uma formação definida e um padrão de jogo. Rogério Ceni muda a escalação, de acordo com o adversário;

– Carille acertou primeiro a defesa, para alterar o estilo de jogo, aos poucos. Rogério Ceni priorizou o ataque e ainda      não consolidou o sistema defensivo. A escolha de Douglas parece equivocada;

– Carille não escala formações com pouco tempo de treino. Rogério Ceni arrisca mais. Contra o Palmeiras, funcionou. Ontem, não;

– Os substitutos do Corinthians mantêm a mesma forma de atuar. No São Paulo, isso ainda não acontece;

– Carille só faz treinos abertos e todos sabem como o time atua e, mesmo assim, o Corinthians é líder. Ponto para o técnico. Rogério Ceni fecha todos os treinos, mas apresenta pouquíssimas novidades nos jogos. Isso é fato;

– No início do ano, o Corinthians parecia ter menos elenco que o São Paulo. Hoje, isso mudou, em termos de aproveitamento. Carille conseguiu extrair mais do grupo do que Rogério Ceni.

Claro que são pequenas comparações do que eu vejo como futebol, na minha opinião. Isso não significa que Carille será um treinador espetacular e que Rogério Ceni não vingará na função. Nada disso. Acredito que Carille entenda mais onde tem que acertar e corrigir os erros que aparecem, ao contrário de Rogério Ceni. Mas Rogério mostra também que pode se tornar um ótimo profissional, na beira do campo. Tudo ao seu tempo. Hoje, Carille é superior.