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Pintado admite dificuldades para remontar o SP e saídas de outros jogadores
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Alexandre Praetzel

O São Paulo está na 16ª posição do Campeonato Brasileiro com 11 pontos, um à frente do Bahia, primeiro time na zona de rebaixamento. A situação constrange e incomoda todos os tricolores. No ambiente interno, a ordem é se fechar, trabalhar e vencer, mesmo que as coisas não estejam dando certo. O blog entrevistou Pintado, auxiliar de Rogério Ceni, com exclusividade. O ex-campeão tricolor admitiu as dificuldades em remontar o time, as chances de saídas de atletas e a busca pela correção de vários erros. Confira a seguir.

Situação do São Paulo incomoda, neste momento?

''É muito incômoda. Estamos buscando forças. A gente está tentando todos os dias encontrar esse caminho para sair dessa situação. Eu acho que não tem outro jeito, a não ser, continuar trabalhando, resolvendo algumas questões importantes também''.

Quais questões seriam, por favor?

''Ideia de ter sempre uma equipe mais competitiva. Enquanto isso não acontece, a gente acaba buscando melhorar algumas situações. Detalhes dentro e fora de campo, precisamos solucionar. Isso faz muita diferença num campeonato difícil como é o Brasileiro''.

É difícil remontar um time em meio ao Brasileiro, com muita gente chegando?

''É um detalhe importante. Acho que a gente deve planejar esse tipo de situação porque essas mudanças não são apenas de pessoas que chegam. É um detalhe muito importante porque dentro de campo, cada vez mais você precisa de um conjunto, de um conhecimento interno, um conhecendo o outro para que você possa superar as dificuldades''.

São Paulo deve perder mais gente na janela do meio do ano?

''Eu acredito que possa acontecer. Mas de qualquer maneira, o problema não é perder, o problema é você planejar esse tipo de situação. Não existe um clube no Brasil hoje, que não tenha que fazer nenhum negócio. Não é diferente no São Paulo. São Paulo é um grande clube, sempre vai ter esse tipo de situação. Nós precisamos estar atentos para que não nos pegue de supresa. Se você planeja algum tipo de situação, você não vai ser surpreendido e isso a gente está tentando fazer''.

São Paulo está 15 pontos atrás do Corinthians. É para tanto assim?

''No momento, sim. No momento, a gente está vendo essa realidade. Matemática exata. O Corinthians tem mais que o dobro de pontos da gente. Se você analisar friamente, talvez não deveria estar tão distante assim, mas nós pagamos pelos nossos erros. Então, acho que aí a gente tem que tentar corrigir para não deixar isso aumentar''.

O São Paulo tem dois adversários difíceis, nas próximas rodadas. Enfrenta Flamengo e Santos, fora do Morumbi. Novos tropeços deixarão a equipe entre os quatro piores, certamente. O zagueiro Maicon vai para o Galatasaray da Turquia. Outros jogadores podem ser negociados até 31 de agosto.


Scarpa elogia crescimento da garotada do Flu e não descarta saída na janela
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Alexandre Praetzel

O Fluminense jogou mais do que o São Paulo e poderia ter saído do Morumbi, com mais uma vitória no Brasileiro. O goleiro Renan Ribeiro evitou a derrota são-paulina com duas grandes defesas, pelo menos. Um dos destaques do tricolor carioca foi Gustavo Scarpa. O meia vem sendo protagonista da equipe e já desponta como um dos bons meias do campeonato. O blog entrevistou Scarpa sobre as chances do Flu e o crescimento da molecada, revelada em Xerém. Acompanhem.

Como vês a garotada tricolor com o suporte dos mais experientes? Fluminense pode pensar em algo maior?

''A gente pensa jogo após jogo. É difícil da gente planejar alguma coisa, até porque nosso time vem sofrendo com várias lesões, com o grupo jovem, mas eu fico feliz, porque independentemente da idade, a gente acaba se impondo contra o São Paulo, no Morumbi, que dificilmente algum time faz isso. Então, é um time novo com bastante personalidade e espero que a gente consiga ganhar mais jogos''.

A maturidade de vocês aumenta a cada partida para vocês ficarem entre os quatro primeiros?

''Sem dúvida, com o passar do tempo, desde que a gente não se acomode, a gente acaba pegando mais experiência, isso é natural, vem com o decorrer das partidas, mas eu já fico feliz com o que a equipe vem apresentando. Com certeza, ainda podemos melhorar''.

Fluminense está 11 pontos atrás do Corinthians. Dá para buscar?

''É difícil falar. A gente sabe da qualidade do Corinthians, as últimas vezes que eles venceram o Brasileiro, perderam pouquíssimas partidas, e quando eles embalam numa sequência de vitórias, é difícil parar. A gente tem que pensar primeiramente em ganhar os nossos jogos e depois torcer contra, algo do tipo''.

Você pode deixar o Fluminense na janela do meio do ano?

''A partir do momento que a gente entra em campo e demonstra um bom futebol, essa possibilidade existe. Mas é algo que a gente não procura se preocupar. É fruto do nosso trabalho, ser reconhecido pelo que a gente vem apresentando. Independentemente de quem saia ou fique, acho que tem que ser bom para o jogador e clube''.

O Fluminense é o oitavo colocado com 15 pontos em dez partidas. Aproveitamento de 50%. O time volta a campo na próxima segunda-feira contra a Chapecoense, no Rio de Janeiro.

 


Inter está mal e chega como zebra contra o Brasil de Pelotas
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Alexandre Praetzel

Escrevi neste espaço, dia 13 de maio, que o Inter estava começando a Série B com enorme desconfiança sobre seu potencial e capacidade de retornar à Série A, com tranquilidade. Nove rodadas se passaram e o Inter teve apenas uma boa atuação, na vitória sobre o Londrina, na abertura da competição. O time ocupa a sexta posição com 14 pontos e 51,9% de aproveitamento. Números baixos para um elenco com folha salarial de R$ 7 milhões mensais.

Antonio Carlos Zago foi dispensado na terceira rodada e Guto Ferreira chegou como uma espécie de ''salvador da pátria''. Não se viu nada de novo. Guto se defende, alegando desgastes dos atletas e falta de tempo para treinar. Soa como desculpa. A equipe poderia estar melhor ajustada e escalada, com um mínimo de criatividade e ofensividade. Assistir o Inter jogar, virou um filme de terror. Jogadores ''queimando'' a bola, se escondendo e com pouca atitude.

O cenário mudou. O Inter passou de favorito a um candidato igual aos outros, na luta pelo acesso. Os adversários começam respeitando, mas depois concluem que o ''gigante'' não é tão grande assim e partem para o ataque. América-MG, Santa Cruz e Paraná Clube fizeram isso e não venceram por detalhes.

Hoje, o Inter enfrenta o Brasil, em Pelotas. O xavante tem o mesmo treinador há cinco anos e está disputando a Série B, pela segunda vez consecutiva. Os pelotenses são favoritos e o Inter virou zebra. Uma derrota colorada vai deixar o ambiente péssimo e turbinar ainda mais a forte pressão no clube.

Essa é a realidade colorada. O quadro indica hoje que o Inter pode ser o primeiro Grande a passar dois anos seguidos na segunda divisão. A conferir.


Gostaria de ver o Botafogo campeão com o renascimento do clube
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Alexandre Praetzel

Chegamos a nove rodadas do Brasileiro com Corinthians e Grêmio como destaques. Sem dúvida, os dois times merecem aplausos pelos desempenhos e farão o grande jogo do fim de semana. No entanto, gostaria de chamar a atenção para o Botafogo. Adoro o Botafogo e sua Estrela Solitária, o símbolo mais bonito do futebol mundial.

O Botafogo disputou a Série B, em 2015, com um clube destruído financeiramente e sem elenco, praticamente. Começou do zero com uma gestão comprometida e profissional do presidente Carlos Eduardo Ferreira. Montou um time barato, mas com nomes promissores e encorpou para o retorno à Série A, subindo sem sustos.

Em 2016, foi cotadíssimo para repetir a queda, mas manteve os pés no chão e silenciou opinião pública e parte da imprensa, com uma campanha valorosa e consolidada, chegando à Libertadores da América e apresentando Jair Ventura como um treinador competente. Abriu 2017 eliminando Colo-Colo e Olímpia e terminando em primeiro lugar no seu grupo dificílimo da primeira fase, com a presença do Nacional de Medellín. Também está nas quartas-de-final da Copa do Brasil diante do Atlético-MG.

Claro que ainda não ganhou nada e poderá não ganhar. Mas com cotas bem mais baixas que os adversários e receitas inferiores de patrocínio, o Botafogo aposta em gestão. E tem dado certo, ainda que existam muitas dificuldades financeiras. É quarto colocado do Brasileiro com 15 pontos e 55,6% de aproveitamento com um elenco reduzido. Mérito da comissão técnica, jogadores e diretoria.

Hoje, Arnaldo, Victor Luiz, Bruno Silva, Camilo, Roger e Rodrigo Pimpão passaram de ''rodados'' a nomes cobiçados no mercado brasileiro. E ainda tem Montillo e uma safra de jovens interessante. Olha, não torço para time nenhum, mas o Botafogo merece meu respeito e minha admiração. Eu gostaria de ver o Botafogo campeão em 2017. Seria o resgaste definitivo de um grande clube com uma história interminável.


Rogério Ceni é igual aos outros. Depende de resultados para se manter no SP
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Alexandre Praetzel

Rogério Ceni é um dos maiores nomes da história do São Paulo e reverenciado por sócios, torcedores e dirigentes. Mas essa idolatria ganha recesso, quando os resultados não aparecem dentro de campo. Não é uma análise simplista. A cultura resultadista brasileira funciona assim e pode transformar grandes ídolos em simples seres mortais. E não será diferente com Rogério Ceni.

O dia-a-dia do treinador é visto como muito bom, com a busca pelo aprimoramento técnico e tático do elenco. As atuações recentes contra os Atléticos não foram ruins. No entanto, duas derrotas e o tricolor despencou na classificação, ficando um ponto à frente da zona de rebaixamento.

Qualquer presidente de clube brasileiro começa a Série A, olhando para a parte de baixo da tabela. O principal sempre é estar longe da 17ª colocação e próximo dos 45 pontos, para depois relaxar nos gabinetes. O São Paulo já viveu situação parecida em 2013 e não hesitou em demitir Paulo Autuori, com dois meses de retorno ao Morumbi.

Eu acho que não tem que mudar, mas as informações vindas de bastidores, indicam que nem Rogério Ceni vai aguentar, se o São Paulo entrar no Z4, após a rodada de domingo. O jogo diante do Fluminense virou uma decisão para Ceni. Mesmo que o planejamento da direção seja péssimo e o São Paulo mude a fotografia em meio ao campeonato, pela segunda vez consecutiva. Isso é debate para nós.

Leco não pensará duas vezes em demitir Ceni, para tentar salvar a gestão. Afinal, o São Paulo nunca caiu, mas já viu outros caírem, com o mesmo discurso. Rogério Ceni está na berlinda, definitivamente.


Robinho quer Galo completo para buscar títulos e vê dificuldades para Ceni
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Alexandre Praetzel

Robinho é um dos jogadores mais técnicos do Brasil. Destaque do Atlético-MG, em 2016, o atacante admite que o time precisa melhorar para buscar algo maior, em 2017. Em entrevista exclusiva ao blog, Robinho avaliou o momento do Galo, Rogério Ceni, possível volta ao Santos e o sonho de disputar a Copa do Mundo da Rússia. Acompanhem abaixo:

O momento inicial do Atlético foi uma surpresa para vocês, começar tão embaixo no Brasileiro?

''Foi, para nós também. A gente tem um time que pode dar mais. Claro que a gente vem se empenhando, vem se doando bem e às vezes no futebol acontece isso, os resultados não estão acontecendo. A gente jogou bem contra o Atlético-PR, acabou tomando o gol no final. Contra o São Paulo, tomou um gol no comecinho do segundo tempo, não merecia o empate, merecia a vitória (ganhou por 2 a 1). A gente espera continuar jogando bem para as vitórias virem com mais tranquilidade''.

Completo, o Galo é favorito para ganhar títulos ou ainda é cedo para falar nisso?

''Olha, pela quantidade de pontos que nós perdemos, a gente tem que correr um pouco atrás. É difícil, mas com o elenco completo, a gente tem o objetivo e a obrigação de brigar lá em cima e é isso que a gente quer''.

A campanha do Corinthians surpreende pelo fato de ter 20 pontos em oito rodadas?

''Olha, o Corinthians, por sua tradição, sempre chega forte nos campeonatos. Claro que a imprensa, às vezes, analisa por cada jogador, por contratações, mas a gente sabe que é sempre difícil jogar contra o Corinthians, independentemente de quem esteja jogando''.

Qual a principal diferença do trabalho do Roger e do Marcelo Oliveira, no ano passado?

''Nosso time hoje, com todo o respeito eu não gosto de criticar o Marcelo, mas o nosso time é mais organizado. O Roger vem implantando uma filosofia que ele gosta que a gente faça. A cada jogo, vem se adaptando mais''.

A característica do time mostra mais chances em mata-matas do que pontos corridos?

''Eu acho que quando o nosso time está completo, o objetivo é brigar por todas as condições, não tem que priorizar nenhuma. Temos que tentar Copa do Brasil, Libertadores, nós temos elenco para isso. Dificulta um pouco com as ausências que nós temos, Gabriel, Marcos Rocha, Fred, quando a gente estiver completo, vamos brigar lá em cima''.

Achas que o Rogério Ceni dará certo como técnico?

''Olha, eu torço muito para que dê certo. Como goleiro, foi um goleiro excepcional, fiz alguns golzinhos nele (risos), eu torço para que ele dê certo, mas futebol é resultado. A cobrança no nosso país é muito grande. Um treinador perdeu duas, três partidas, ele está balançando. Então, desejo toda a sorte do mundo para ele, mas é difícil, tem uma caminhada longa pela frente''.

E o Santos, pensando num encerramento de carreira no clube?

''Eu estou muito feliz no Atlético. Penso aqui no momento, estou bem no Galo, mais para a frente a gente pensa nisso. O Santos é um clube que eu sempre terei um carinho muito grande, porque é o clube que durante muitos anos foi minha casa''.

Ainda acredita numa convocação para a Seleção, pela qualidade que tu tens?

Olha, sempre é um objetivo de qualquer jogador. Copa do Mundo é um título que eu não tenho. Se precisar de um jogador, um ''veinho'' aí que ama jogar pela Seleção, vou estar à disposição''.

Aos 33 anos, Robinho disputou 79 jogos e marcou 32 gols pelo Atlético-MG. No Brasileiro, o Galo está em 15º lugar com nove pontos em oito partidas, aproveitamento de 37,5%. O time enfrenta o Sport, nesta quarta-feira, no estádio Independência.


Zago lamenta impaciência do Inter e torce para Guto Ferreira subir o time
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Alexandre Praetzel

O Inter está sofrendo com o início da Série B do Brasileiro. Após oito rodadas, o time gaúcho é o quinto colocado com 13 pontos em 24 disputados e 54,2% de aproveitamento. Uma campanha abaixo do esperado pela maioria dos colorados. O blog entrevistou Antonio Carlos Zago, ex-técnico do Inter, que começou a temporada em Porto Alegre, mas acabou saindo, depois da derrota para o Paysandu, na terceira rodada. Confira abaixo.

Ainda estás pensando o que aconteceu no Inter, para sua saída?

''Eu acho que tinha acontecido muita coisa, né. A equipe chegou à final do Campeonato Gaúcho. Quando eu cheguei em Porto Alegre, para treinar o Inter, todos davam o Grêmio campeão gaúcho, naquele momento, e o Grêmio nem chegou na final. Classificamos na Primeira Liga, na Copa do Brasil ainda estávamos dentro, porque tínhamos perdido para o Palmeiras por 1 a 0, na Arena, e tínhamos chances de reverter toda aquela situação. E era apenas o início da Série B. Se faltou alguma coisa, faltou um pouco de paciência por parte dos diretores em terem feito com que meu trabalho prosseguisse, até o final da Série B''.

Como vês as críticas ao preparo físico do Inter, já que o Carlos Pacheco chegou contigo ao clube?

''Nosso time era um dos que mais corria. É só pegar todos os testes que nós fizemos. Todos os jogos são monitorados pelo GPS. Então, a nossa equipe estava dentro da média. Isso aí era acompanhado pela departamento de fisiologia do clube, até pela própria diretoria e estava bem dentro da média. Quanto à questão física, é mais uma desculpa que arrumaram, se estão dizendo isso, para que possam, talvez, esquecer de coisas principais que acontecem dentro do Inter. Ao meu modo de ver, o Inter tem tudo para conseguir essa volta à Série A''.

O fato de ter poucos meias no grupo, foi um erro de planejamento da diretoria?

''Não é fácil você encontrar um meia no mercado hoje. É difícil. Se nós pegarmos aí, um meia, meia mesmo, aquele que ''pifa'' o atacante, aquele que antevê as jogadas, a gente pode falar do Douglas, que está no Grêmio. Eu acho que é o último dos moicanos, mesmo. Lógico que você tem o Diego, outros meias, mas com características diferentes. Talvez, tenha faltado um meia no elenco do Inter, mas nós vínhamos buscando algumas alternativas dentro do elenco, principalmente, nos jogos principais. Se você pegar o jogo contra o Grêmio, onde nós fizemos uma boa apresentação. Depois, contra o Corinthians aqui, onde não jogou o D'Alessandro, nós fizemos um bom jogo. Então, nós vínhamos buscando essas alternativas. Mas é sempre importante você contar com jogadores de qualidade, principalmente, os meias que acabam criando tudo dentro da equipe''.

Você acha que o Inter subirá para a Série A com tranquilidade?

''A dificuldade é grande na Série B, não é um campeonato fácil, mas eu acredito que o Inter vai subir. Não sei se com uma certa tranquilidade ou não, mas vai conseguir voltar a Série A. Eu vou torcer para que isso aconteça porque é um clube grande na Série B e merece retornar à Série A, o mais rápido possível''.

É bom trabalhar com o D'Alessandro?

''Eu tenho um bom relacionamento com o Dale. Um jogador que é o primeiro a chegar, o último a sair, está sempre treinando mais do que os outros, apesar da sua idade. Um cara que me ajudou bastante no Inter''.

Apesar da concorrência entre os técnicos, você acha que o Guto Ferreira pode levar o Inter a uma grande conquista?

''Apesar da disputa, nós temos um grupo também dos treinadores, onde trocamos algumas idéias. Nossa profissão hoje é bem mais unida do que antigamente. A gente torce para que o Guto possa fazer um bom trabalho porque, além de tudo é uma grande pessoa e um profissional que está há certo tempo no mercado. Já fez bons trabalhos e é a oportunidade ideal para ele, porque volta a sua velha casa. O Guto, praticamente cresceu dentro do Inter, teve o início da sua carreira nas categorias de base do Inter e agora tem a oportunidade de dirigir a equipe profissional e a gente espera que ele possa fazer com que o Inter retorne à Série A do Brasileiro''.

Alguma projeção para voltar ao mercado?

''Estamos esperando. Estamos vendo quem vai cair na próxima rodada(risos), mas a gente não vê a hora de voltar a trabalhar porque me preparei para isso e vejo que tenho condições de vir a ser um dos grandes treinadores do futebol brasileiro. Espero voltar o mais rápido possível. Infelizmente, como eu brinquei no início, a gente depende da queda de um profissional para que a gente possa assumir o lugar dele, mas isso aí faz parte da nossa profissão e é entendido por todos também''.

Guto Ferreira assumiu no lugar de Zago. Em cinco jogos, conseguiu duas vitórias e três empates. O Inter enfrenta o Paraná Clube, nesta terça-feira, e o Brasil, em Pelotas, sábado.


Elias confia na ascensão do Galo e acha que é destino não perder para o SP
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Alexandre Praetzel

O Atlético-MG conseguiu a primeira vitória fora de casa, no Brasileiro, e espantou um princípio de crise, com o mau início de competição. O time chegou apenas aos nove pontos em 24 disputados, com aproveitamento de 37,5%. Números bem distantes da capacidade técnica do elenco do Galo. O blog entrevistou o meia Elias, com exclusividade, a respeito das causas do baixo rendimento, a capacidade de reação do grupo e a ''sina'' de sempre conseguir bons resultados contra o São Paulo. Acompanhem.

Alguma causa principal para o início instável no Brasileiro?

''Acho que, se for analisar friamente, os jogos que a gente fez, não foram assim ruins, não foram para perder. Acho que apenas o do Vitória, a gente jogou muito abaixo, nível de competição foi muito abaixo daquilo que a gente apresentou contra o São Paulo. No Brasileiro, você não pode se dar ao luxo de jogar bem e não vencer. Tem que jogar bem e vencer. É um campeonato muito difícil, mas a gente espera recuperar. Que seja esse ponto de partida para que a gente possa recuperar os pontos perdidos. A gente sabe que pode fazer falta lá na frente, mas essa posição é muito incômoda e a gente sabe que, pela qualidade e pelo empenho que a gente tem nos treinamentos, não merece estar lá''.

O time do Atlético parece mais afeito a mata-matas do que pontos corridos?

''Eu acho que a gente vem sentindo bastante a sequência de jogos. A gente ficou um período no Campeonato Mineiro, jogando só de domingo a domingo e depois mudou drasticamente, jogando quarta e domingo, numa sequência de três a cinco semanas. Eu mesmo fiz 14 jogos seguidos. O Fábio Santos fez 16 e a gente acabou perdendo alguns jogadores principais no nosso time, caso do Fred, que fez falta neste domingo. Só que a gente tem um elenco forte. A gente sabe, com todo o respeito às equipes que a gente perdeu, Vitória e Atlético-PR, mesmo jogando com a equipe modificada, a gente sabia que tinha que vencer, que dava para vencer. Quem quer brigar por título, tem que ir fora e vencer, como a gente veio ao Morumbi e conseguimos uma grande vitória''.

Você não costuma perder para o São Paulo. Alguma explicação especial ou parece destino?

''Acho que é do destino. Igual eu falo, concentração e minha dedicação nos jogos, são sempre as mesmas, independentemente dos adversários. As vezes, um adversário menor, você perde um pouco de concentração, mas a gente tenta se dedicar o máximo. Sei lá, com o São Paulo é uma coisa especial, como o Pelé era com o Corinthians, e assim vai. Fico feliz que consigo ter muito mais vitórias que derrotas. Se não me engano, só perdi uma vez para o São Paulo, pela Libertadores. Espero que isso aí se mantenha até o final da minha carreira, que já começa a caminhar para o fim e espero continuar mantendo esse tabu, se é que eu posso dizer, contra o São Paulo''.

Ainda projetas convocações para a Seleção, um ano antes da Copa do Mundo?

''Sim, acho que conhecendo o Tite, sabendo da forma que ele trabalha, seu jogador que está sendo selecionado, esteja atuando em alto nível, esteja num nível de competição alto. Ele cobra isso nos treinamentos, nos jogos. As vezes, muita coisa pode acontecer. Falta um ano. A distância para a Copa do Mundo vai diminuindo as chances daqueles que estão fora das listas, têm que ser chamados. Então, espero continuar mantendo meu nível aqui e quem sabe, um dia possa voltar à Seleção e se manter até a Copa do Mundo''.

O Atlético-MG está na 15ª colocação. O time enfrenta o Sport, quarta-feira, em Belo Horizonte, e depois pega a Chapecoense, em Chapecó, domingo.


Volante argentino confirma contato do São Paulo
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Alexandre Praetzel

O São Paulo consultou o Velez Sarsfield a respeito do volante Lucio Compagnucci. O argentino de 21 anos está emprestado ao Huracán, time que luta contra o rebaixamento, no Campeonato Argentino. Em rápido contato com o blog, Compagnucci preferiu não entrar em detalhes, centrado no jogo do Huracán, nesta sexta-feira.

Você está sabendo do interesse do São Paulo no teu futebol?

''Eu não posso falar hoje porque estou concentrado no jogo do Huracán e nada se resolverá até se definir o descenso ou não''.

Você pode vir para o São Paulo, se o Huracán escapar do rebaixamento?

''Teve uma aproximação, mas me desculpe, estou concentrado no jogo de hoje. São Paulo é São Paulo(ele enalteceu a grandeza do tricolor)''.

Compagnucci disputou 12 jogos e não marcou gols. O Huracán enfrenta o San Martín na luta para não cair. Faltam três rodadas para o fim do Torneio Transição. Hoje, o Huracán estaria livre pela média de pontos dos últimos três anos.


Corinthians 12 pontos à frente do Palmeiras. Quem diria? Dá para buscar?
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Alexandre Praetzel

Quem dissesse que o Corinthians abriria 12 pontos à frente do Palmeiras, nas sete primeiras rodadas do Brasileiro, seria chamado de louco, no início do ano. Afinal, o Palmeiras tinha montado um elenco forte em qualidade e quantidade, diante de um Corinthians rodeado de dúvidas sobre a escolha de Fábio Carille e a falta de grandes contratações.

Pois é, mas futebol não é uma ciência exata. Estamos na metade do ano e o Corinthians é campeão paulista e líder da Série A com 19 pontos em 21 disputados contra sete do Palmeiras. O primeiro colocado com 90,5% de aproveitamento e o Palmeiras na 15ª posição com 33,3%. Uma diferença marcada pelo trabalho, sem dúvida.

Enquanto o Corinthians definiu um padrão de jogo e atuou dentro das suas limitações técnicas e financeiras, o Palmeiras abriu o ano com Eduardo Baptista criticado diariamente e muitas notícias de bastidores, como insatisfações de atletas e intermináveis busca por reforços, mesmo com o vestiário lotado. Os resultados de campo falaram mais alto. O Corinthians já conquistou o título mais ao seu alcance e ganhou confiança para voos maiores. O Palmeiras mudou o treinador e segue sem uma formação principal definida, com mais gente desembarcando em meio aos torneios.

O torcedor palmeirense mantém a esperança com a presença da equipe nos mata-matas da Libertadores e Copa do Brasil e com a lembrança do mau início de Cuca, em 2016, batendo campeão brasileiro, em dezembro. As atuações não empolgam.

O torcedor corintiano tira onda com a liderança isolada e soltará rojões com uma vaga na Libertadores, em 2018, já contente com uma faixa no peito e uma taça no armário, depois de uma expectativa bem diminuída, em janeiro. Agora, o time está empolgando, mas muitos apostam na perda do fôlego, numa competição longa.

De qualquer maneira, não será fácil o Palmeiras tirar 12 pontos do Corinthians, ainda com 93 pontos a disputar. Claro que é possível, mas hoje nada indica esta possibilidade. A conferir.