Blog do Praetzel

Borja chega sábado com festa da torcida e será apresentado segunda-feira
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Alexandre Praetzel

Borja chega para deixar o Palmeiras ainda mais favorito para ganhar a Libertadores da América. Claro que não há nenhuma garantia de título, mas o Palmeiras encorpa o time e aumenta as opções de elenco. A negociação não foi fácil. O blog apurou que o Nacional de Medellín ''cozinhou'' a transação, procurando ganhar o máximo de valores e usando uma suposta proposta da China. O negócio foi finalizado em 11,5 milhões de dólares por 70% dos direitos econômicos.

Borja assinará contrato de cinco anos e vai receber salários, mais bônus determinados por produtividade. A Crefisa bancará metade do valor gasto pelo Palmeiras, na negociação. Borja desembarca sábado em São Paulo e será apresentado na segunda-feira. As torcidas uniformizadas foram avisadas pela diretoria do Palmeiras para recepcionar o atleta com grande festa no aeroporto de Guarulhos.


São Paulo encaminha chegada de Jucilei
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Alexandre Praetzel

O São Paulo deve anunciar a contratação de Jucilei, nesta quinta-feira. O blog apurou que o clube aguarda apenas um documento para sacramentar o negócio e confirmar o contrato por um ano de empréstimo ao Shandong Luneng da China. Pessoas ligadas ao jogador dão a transferência como certa.

Jucilei aprimora a forma física no Rio de Janeiro e espera pela determinação do São Paulo para realizar os exames médicos. Aos 28 anos, Jucilei tem compromisso com os chineses até 2019. O volante disputou 54 jogos e marcou três gols.

Jucilei se destacou no Corinthians entre 2009 e 2011, vindo do JMalucelli do Paraná. A contratação dele foi bem curiosa, na ocasião. O auxiliar do Corinthians, Sídnei Lobo, foi assistir JMalucelli e Coritiba para observar o meia Pedro Ken, do Coritiba. Só que Jucilei foi o dono do jogo e chamou a atenção de Sídnei. O Corinthians o monitorou e fechou a transação, rapidamente. Jucilei ganhou espaço e foi escalado por Mano Menezes como titular.

Saiu em 2011, negociado com o Anzhi da Rússia. Depois, passou pelo Al Jazira dos Emirados Árabes, até desembarcar em solo chinês. Pela Seleção Brasileira, foi convocado para dois amistosos, em 2010.


Pintado espera dureza contra Moto Club e não vê SP como zebra no Paulista
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Alexandre Praetzel

O São Paulo espera um jogo difícil contra o Moto Club-MA, nesta quinta-feira, pela primeira fase da Copa do Brasil. Em jogo único, o tricolor tem a vantagem do empate para passar à segunda fase. O blog entrevistou o auxiliar-técnico Pintado, um dos homens de confiança de Rogério Ceni. Pintado tem convicção no trabalho de Ceni e seus auxiliares estrangeiros, acreditando numa reação imediata da equipe, após a derrota para o Audax, na abertura do Paulista. Leia abaixo.

Início de trabalho de Rogério Ceni

''É um novo momento para todos no clube. A expectativa é muito grande. O bom início, as novidades no planejamento e outros detalhes nos deixam muito esperançosos''.

Diferença entre auxiliares estrangeiros e brasileiros

''A diferença é na apresentação. Os auxiliares são especialistas. O Michael Beale é um treinador de futebol europeu e tem experiência, assim como os profissionais brasileiros têm uma metodologia atualizada. O Charles Hembert sabe como conduzir a logística e as ideias de organização do plano de treinamentos''.

Derrota para o Audax assustou?

''A derrota não assustou e não nos deixa com medo. Tudo está bem claro. Vamos enfrentar os momentos difíceis e os bons momentos com muito trabalho, acreditando no que estamos fazendo''.

Jogo contra o Moto Club

''É um jogo decisivo. O regulamento diz que é apenas um jogo, então temos que jogar com toda força. Jogar com a intensidade que o Rogério exige em todos os treinamentos, esperando um confronto muito difícil''.

Rogério Ceni terá mais paciência do torcedor

''O Rogério terá tempo porque sabe o que está fazendo e todos acreditamos que os resultados virão. Todas as equipes necessitam de ajustes, nós não somos diferentes''.

São Paulo em relação aos rivais

''Só o Palmeiras está acima de todos. Os outros buscam um melhor momento e entrosamento. O São Paulo irá brigar com muita força e coração. Sendo assim, vai disputar para ganhar''.

Reforços

''A diretoria busca opções de reforçar a equipe e será assim todo o ano. Não é fácil encontrar o jogador certo com preço compatível''.

São Paulo é zebra para ganhar o Paulista?

''O São Paulo nunca será zebra. Um clube com toda história e toda massa de torcedores, estrutura, pode sim buscar o primeiro lugar em todas as competições. Nunca menosprezem o São Paulo. A história mostra''.

Pintado chegou ao São Paulo como auxiliar da comissão técnica fixa tricolor, na gestão de Edgardo Bauza. Depois de enfrentar o Moto Club, o tricolor terá Ponte Preta e Santos, na sequência, pelo Paulista.


Técnico da Caldense lembra de Guardiola para passar pelo Corinthians
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Alexandre Praetzel

Thiago Oliveira (à esq.) jogou com Guardiola. Imagem: Arquivo Pessoal

Thiago Oliveira (à esq.) jogou com Guardiola no Al Ahly. Imagem: Arquivo Pessoal

A Caldense sonha com a vitória contra o Corinthians, nesta quarta-feira, em jogo único pela primeira fase da Copa do Brasil. O time mineiro precisa vencer. O empate beneficia o Corinthians, pelo regulamento do torneio. O blog entrevistou Thiago Oliveira, técnico da Caldense e ex-jogador revelado pelo São Paulo, em 2000. Oliveira falou sobre o desafio diante da equipe paulista e a passagem com Guardiola, como companheiro no Al Ahly do Qatar e discípulo como treinador. Leia a entrevista exclusiva abaixo.

Caldense

''É uma equipe modesta em termos financeiros. Não temos a estrutura física de um Corinthians, São Paulo, mas é uma equipe muito batalhadora, que nunca se entrega, haja visto o resultado de sábado no Mineiro, onde nós enfrentamos uma das equipes que mais investiu e lutamos pela vitória até o final. Na quarta-feira, verão uma equipe que vai lutar, se entregar em busca deste sonho que é a classificação. Favorito é o Corinthians, pelo investimento, marca grandiosa, mas nós temos a oportunidade de fazer história. A gente sabe tudo que o jogo representa. Temos o sonho de eliminar um grande adversário, com luta e entrega''.

Regulamento

''Claro que o empate favorece o Corinthians, então fica mais difícil para nós. Mas jogamos em casa com o apoio do nosso torcedor e temos um time guerreiro, que luta os 90 minutos. O jogo chamará a atenção de todos em Poços de Caldas. Sabemos das dificuldades. O Carille está começando no cenário do futebol brasileiro e torço por ele porque é jovem, igual a mim. Os jovens estão buscando espaço. Acredito muito na minha equipe''.

 

Destaques do time

''Conseguimos trazer alguns jogadores que foram vice-campeões mineiros, no ano passado contra o Atlético. Trouxemos os atacantes Cristiano e Luiz Eduardo, que foram destaques. O Zambi, que atua pela beirada. Temos sete nomes daquele elenco. Já é uma base muito boa. Um jogador do Corinthians paga toda nossa folha salarial, mas é um time muito guerreiro. É o jogo das nossas vidas. Eu como treinador e os jogadores também''.

Estádio Ronaldão

''A capacidade é de 7.500 torcedores. O estádio será dividido. Parte coberta para a torcida da Caldense. Já estamos convivendo com a expectativa deste jogo. Vai ser uma festa linda. Tomara que ocorra tudo bem e seja um espetáculo bonito na arquibancada''.

Guardiola

''Tive uma passagem há dois anos, em Doha, no Qatar, acompanhando os treinos do Bayern Munique. Fiquei duas semanas com ele. Aprendi muito com ele. Quem já jogou com ele e o conhece, ele já orientava bastante os jogadores. Eu como atleta, aprendi coisas absurdas com ele. Ele de volante e eu de atacante e ele me ensinando posicionamento no Al-Ahly. Destaco ele e o Rogério Ceni, que também é um cara acima da média. Guardiola me deu um conselho que você tem que trabalhar e se adaptar muito ao clube que você está, com os jogadores que você têm, de acordo com o orçamento que você tem. Eu tive isso no Batatais na Série A2 do Paulista, em 2016, com mentalidade de jogar com o pensamento do clube. Além dos treinamentos, da idéia tática, foi uma experiência única em termos de interação entre os membros de comissão técncia. No Brasil, vejo muita distância entre técnicos e jogadores, mas isso não existe com Guardiola. Tento implantar muita coisa que eu aprendi com ele. Ele sabe gerenciar um grupo''.

A Caldense também disputa o Campeonato Mineiro. Em dois jogos, conseguiu uma vitória e uma derrota. Está em sexto lugar com três pontos.

 

 


São Paulo sofre na defesa. Palmeiras valoriza resultado
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Alexandre Praetzel

O São Paulo não deixou de ser frustrante, mesmo fazendo seu primeiro jogo oficial da temporada, na derrota de 4 a 2 para o Audax. Rogério Ceni escalou uma formação ofensiva e foi envolvido pelo adversário com padrão tático definido e uma forma envolvente de atuar. É verdade que Luiz Araújo perdeu chance clara aos dois minutos, mas quando o Audax esquentou um pouquinho, abriu dois a zero ao natural, antes dos dez minutos.

O São Paulo mostrou reação ao empatar a partida, mas sucumbiu no segundo tempo, quando as falhas defensivas e os erros de posicionamentos determinaram a vitória merecida do Audax. O elenco tricolor é limitado, mas Rogério Ceni deve ter opções táticas em mente. Quando tua equipe é inferior e desentrosada, é melhor acertar a defesa para depois pensar em ganhar as partidas. Reforços serão importantíssimos a curto prazo para o treinador conseguir trabalhar com tranquilidade.

Comentei o Palmeiras para o Placar Uol. Um time longe de 2016 e mais perto de 2015, quando fazia muita ligação direta, na época de Marcelo Oliveira. Eduardo Baptista escalou William no ataque, esperando a aproximação de Dudu, Róger Guedes e Raphael Veiga. Não funcionou. O meio-campo não criou e o Palmeiras viu o Botafogo ser mais perigoso na primeira etapa.

Na segunda parte, o gol de Tchê Tchê aos dois minutos, trouxe tranquilidade ao time, mas não mudou o panorama tático. O Verdão recuou e assistiu o domínio do Botafogo, sempre próximo do empate. As entradas de Alecsandro e Michel Bastos não alteraram quase nada. Thiago Santos substituiu Tchê Tchê, machucado, e o Palmeiras passou a jogar nos contra-ataques. Em linhas gerais, o empate seria justo pela atuação do Botafogo. O Palmeiras valorizou bastante o resultado e deve evoluir nos próximos jogos.


Gosto de ver o Santos jogar. Forte candidato ao tri paulista
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Alexandre Praetzel

Os campeonatos estaduais perderam valor e prioridade nos últimos tempos. Foram tratados como meras pré-temporadas, projetando Libertadores da América e Brasileiro. Agora, com a Libertadores alongada até novembro, os grandes times darão mais atenção às disputas internas. No Paulista, forças máximas em campo.

O Santos foi o primeiro a entrar em campo. Jogou com velocidade, deslocamentos constantes, passes certos e criações de jogadas, fazendo seis gols no Linense, ao natural. Gosto de ver o Santos jogar. Manteve o elenco e deu uma reforçada superior a anos anteriores. Dorival Jr. está cumprindo o contrato e mantendo uma forma de atuar bastante ofensiva. Óbvio que a superioridade técnica existe, mas o Santos pegou um adversário inferior e passou por cima. Penso desta maneira quando uma equipe é bem mais qualificada do que a outra.

Diga à algum santista que não será importante o Santos ser tricampeão paulista novamente, nesta década? Por isso, time grande tem que ganhar sempre. Se o estadual é o campeonato da vez, joga-se para conquistá-lo. E o Santos sabe disso.

Ontem, também vi o Corinthians. Carille escalou o que tem de melhor. Confronto duro diante do São Bento, em Sorocaba. Partida prejudicada pelo gramado encharcado do primeiro tempo. Depois, os dois times conseguiram jogar e o Corinthians venceu com gol de pênalti discutível em Jô. Para mim, foi. E não analisei o lance 50 vezes como a maioria faz. Apenas minha opinião. O empate seria mais justo porque o Corinthians cansou e o São Bento perdeu boas oportunidades. Valeu o resultado.

Corinthians é inferior ao Santos. O Paulista será um bom tira-teima. Nunca foi tão valorizado como agora. E a mídia deve reconhecer isso também.

 


Técnico do São Bento lembra 2016 e aposta em boa campanha no Paulista
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Alexandre Praetzel

O São Bento será o adversário do Corinthians, na primeira rodada do Campeonato Paulista, neste sábado, em Sorocaba. O time começa o ano motivado, após conseguir o acesso para a Série C do Brasileiro. Em 2016, o São Bento foi às quartas de final, perdendo para o Santos e terminando como campeão do interior. Agora, a ideia é repetir a boa campanha da temporada anterior. O blog entrevistou o técnico Paulo Roberto Santos sobre a projeção e a tentativa de superar os grandes no estadual. Acompanhem.

Superar os grandes times

''Acho que como ocorreu no ano passado, temos plenas condições de obtermos bons resultados contra os grandes, mesmo sabendo da superioridade deles em vários ítens''.

Nível do time, após o acesso para a Série C

''Não dá para avaliarmos muito, porque os dois elencos alteraram muito do primeiro para o segundo semestre''.

Tua permanência dá vantagem à equipe?

''Vantagem não, porém é um aspecto muito positivo em todo o planejamento''.

É possível ganhar do Corinthians?

''Como coloquei acima, o bom resultado é possível sim, respeitando a diferença que sempre existirá entre o grande e o pequeno. Conseguimos boas atuações contra os grandes no ano passado, só perdendo para o Santos no mata-mata''.

Paulista ainda é um campeonato atraente?

''Sim. Muito atraente e competitivo''.

Fazer futebol no interior é muito difícil?

''Eu sempre falo que a realidade do nosso futebol está no interior, onde temos sempre as maiores dificuldades e as menores condições''.

Paulo Roberto Santos está com 58 anos e renovou seu contrato com o São Bento. A equipe está no grupo C com Palmeiras, Novorizontino e Santo André.


Empresário de Walace diz que valor da venda foi bem adequado ao Grêmio
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Alexandre Praetzel

O volante Walace foi negociado pelo Grêmio com o Hamburgo da Alemanha. O valor foi de dez milhões de euros, com o Grêmio ficando com 60% da quantia e mais 10%, em uma venda futura. O jogador já está treinando com os companheiros e espera se adaptar rapidamente. O blog conversou com o empresário de Walace, Rogerio Braun, que preferiu não comentar sobre a negociação, após dirigentes do Grêmio revelarem pressão do empresário e do atleta para fecharem a transação. Leia abaixo.

Conversas durante as negociações

''Eu não gostaria muito de falar como foi a negociação. Claro que foi relativamente normal e tranquila. Agora, um jogador importante, um dos principais da equipe, não costuma sair com todo mundo contente. É difícil que o clube venha e pague a cláusula. Então, qualquer negociação se refere a discutir valores. E os valores não são muitas vezes o que o clube deseja, no caso o clube vendedor deseja um valor e o comprador, outro''.

Primeiros dias de Walace no Hamburgo

''Walace está muito feliz. O clube é muito bem estruturado, estádio moderníssimo, super profissional. As pessoas são muito amáveis. Alguns profissionais falam português. Ele já está com visto, com a casa escolhida, organizando suas contas, preparando a vinda da família. Já treinou bem com o grupo, encarando bem o frio, isso não o intimidou. Se adaptou bem ao fuso, não reclama de nada. Está sempre muito atento e já teve aulas de alemão. É perceptível que isso passa pela realização de um sonho, algo que ele acalentava há muito tempo. Não é algo novo. É algo que ele sonhou a vida toda e depois que ele foi campeão da Copa do Brasil, achou que era o momento de ir''.

Valores

''Achei que foi um valor bem adequado. Nossa equipe fez uma pesquisa e apuramos que foi uma das cinco maiores transferências de volantes do Brasil para a Europa. Se for contar só Europa Central, sobe para uma das três maiores, segundo o Transfermark''.

Hamburgo ameaçado de rebaixamento na Bundesliga

''Talvez se não fosse a ameaça, o clube não fizesse um investimento num jogador tão importante quanto o Walace. Óbvio que o Walace não pode ser cobrado  por um eventual insucesso. A gente avaliou o risco e mesmo assim a decisão foi de vir.''

Walace está com 21 anos e foi lançado no Grêmio por Luiz Felipe Scolari, em 2014. Foi campeão olímpico pela Seleção Brasileira e já convocado para a principal. Fez 115 jogos pelo Grêmio e marcou cinco gols.

 


Jovem técnico da Ponte Preta busca sonho de conquista no Paulista
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Alexandre Praetzel

A Ponte Preta é time da Série A do Brasileiro e entra no Paulista como candidata a desbancar os quatro grandes clubes do torneio. Para isso, apostará num jovem treinador. Felipe Moreira, 36 anos, filho do ex-jogador e técnico Marco Aurélio Moreira, foi o escolhido para levar o time à tentativa de conquistar o primeiro grande título de sua história centenária. Em entrevista exclusiva ao blog, Felipe comentou o desafio que terá pela frente, a pressão por uma boa campanha e seu modelo de trabalho. Leia abaixo.

Desafio de assumir a Ponte Preta

''Um grande desafio, mas eu me sinto preparado. Comecei aqui em 2004, como auxiliar do Sub-20, além de ter jogado na categoria de base daqui. Me tornei treinador do Sub-20 no meio de 2004 e subi para o profissional, em 2005. Depois passei por Cruzeiro, Atlético-PR, Figueirense, Vitória, Fortaleza, Bragantino, entre outros. Terminei minha faculdade, estágio no exterior, curso de treinador. Percorri um caminho grande, me preparando para este momento''.

Pressão para comandar um time que não foi campeão em mais de 100 anos

''Acho que todo clube grande, torcida, anseia por título e a Ponte está se preparando para isso. Há algum tempo, vem se preparando internamente, fortalecendo seus departamentos. Fez a base, estrutura, nos aproximando deste grande sonho, que é o título. Isso que é importante. A gente conquistar este título com uma estrutura grande, para depois deste título, se manter no cenário nacional''.

Projeção para o Paulista

''É um campeonato muito competitivo, difícil, mas a projeção da Ponte e o sonho da Ponte é grande, nosso também de trabalho. Primeiro, buscamos o primeiro jogo com a Ferroviária, que é estréia, depois a classificação, assim por diante. Vamos passo a passo, nos preparando para atingir aquele grande objetivo da Ponte Preta''.

Reforços

''A gente conseguiu trazer reforços pontuais este ano, por ter deixado uma base boa do ano passado. Veio o Marlon, que subiu com o Atlético-GO. O Ramon, que foi artilheiro pelo Brasil-RS. Trouxemos o lateral Artur do Inter. Veio o volante Jadson, que apesar da campanha ruim do Santa Cruz, se destacou e está se destacando na pré-temporada. O Lins já teve uma passagem boa por aqui, jogou o Brasileiro pelo Figueirense. O Erik foi destaque do Bragantino, na Série B, a gente observou. Então, são grandes reforços que a gente conseguiu trazer pontualmente. O Lucca chegou agora do Corinthians. Ainda estamos buscando alguns mais para completar nosso elenco''.

Saída de William Pottker

''O William tem contrato com a Ponte Preta até 2019. Isso que a diretoria me passou. Está totalmente focado aqui na Ponte Preta, fazendo uma pré-temporada no limite. Não está deixando faltar nada e a gente sente que ele está se preparando muito bem para o Paulista''.

Time mais fraco em relação a 2016

''Não. Conseguimos manter uma base do time titular do ano passado, que fez uma grande campanha. Estamos em busca dos que já chegaram e uns mais para fortalecer o elenco''.

Modelo de jogo e trabalho

''Filosofia de trabalho é mais importante do que o sistema de jogo que será utilizado. Primeiro que hoje em dia, o futebol requer compactação, o time estar perto, uma intensidade muito grande, pressão em cima da bola o tempo todo. Isso é importante. O jogador entender que, independentemente do sistema, ele tem que ser agressivo na marcação, ter o passe para frente, sair em velocidade, compactar rápido tanto na transição defensiva quanto na ofensiva. O sistema a gente usa com aquilo que a gente tem no elenco. Terminamos o ano passado com o 4-1-4-1 ben definido pelo Eduardo. Começamos a pré-temporada neste sistema, mas em alguns jogos usamos o 4-3-3, o 4-2-3-1, fizemos um treino contra o Palmeiras, terminando com as duas linhas de quatro e dois. Então, a gente trabalha nestes sistemas até para as substituições, poder trocar peça por peça neste sistema''.

Marco Aurélio Moreira é referência

''Representa uma base de tudo, né. É um cara que, como jogador de futebol, foi excelente profissional. Como treinador, conseguiu ser campeão, trabalhar em grandes equipes, estruturar a família com este trabalho. Um excelente pai, conseguiu criar os três filhos no caminho certo, família. Então, é um cara que me dá estrutura para tudo. Tanto na parte do esporte, quanto na parte familiar''.

A Ponte Preta está no grupo D do Paulista com Audax, Mirassol e Santos.


Vale a pena repatriar jogadores que foram vencedores na primeira passagem?
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Alexandre Praetzel

O Corinthians repatriou Jadson, um ano depois da saída para o futebol chinês. Com dois anos de contrato e aprovado pela torcida, Jadson retorna para ser o principal jogador do time. Os corintianos esperam que o meia tenha o mesmo desempenho de 2015, quando foi um dos destaques da equipe, na conquista do título brasileiro. Será que vale a tentativa? O blog lista abaixo situações que deram certo e outras não. Acompanhe.

Robinho – Santos. 2010 e 2014/15

Deu muito certo. Foi campeão paulista e da Copa do Brasil e depois repetiu o título estadual, no segundo retorno. Talvez o exemplo mais positivo de uma repatriação num time brasileiro.

Kaká – São Paulo. 2014

Foi bem, apesar de ter ficado apenas cinco meses. Elogiado pelo técnico Muricy Ramalho e companheiros, Kaká ajudou bastante no vice-campeonato brasileiro e na conquista da vaga para a Libertadores da América, em 2015. Fez 24 jogos e três gols.

Valdívia – Palmeiras. 2010

Não foi bem na segunda passagem. Em cinco anos, ganhou a Copa do Brasil, mas sucumbiu com o time, no rebaixamento para a Série B, em 2012. Tinha admiração de muitos torcedores, mas as constantes lesões e demoras nas recuperações, minaram a confiança dos palmeirenses. Em 2015, saiu de graça, sem deixar saudades, após 148 jogos e 17 gols.

Alex – Inter. 2013

Foi tricampeão gaúcho, quando voltou para o Inter, mas terminou com a trajetória manchada, depois de muitos altos e baixos, em 2015 e 2016, culminando com inédito rebaixamento do time para a Série B do Brasileiro. Foi liberado pela diretoria e saiu com a imagem arranhada.

Elias – Corinthians. 2014

Participou do título brasileiro como titular absoluto, em 2015. Em 2014, não foi bem, repetindo a irregularidade em 2016, quando saiu para o Sporting. Fez 99 partidas e 17 gols.

Conca – Fluminense. 2014

Segunda passagem sem brilho. Alternou entre boas e más atuações. Veio da China por altos valores. Pelo custo-benefício, foi mal. Atuou em 62 partidas com 16 gols.

Lugano – São Paulo. 2016

Tem o nome gritado pela torcida, mas não contribuiu muito com o time, em 2016. Foi mais um líder de vestiário do que jogador de futebol. Voltou pelo currículo e história no clube. Em 2016, fez 26 jogos e dois gols.

Lucas Silva – Cruzeiro. 2017

Vendido para o Real Madrid por grandes valores, em 2015. Nunca se firmou e foi emprestado para o Olympique de Marselha. Disputou 33 jogos e agora retorna emprestado pelo Real ao Cruzeiro, por 18 meses. Voltou rapidamente. Tem apenas 23 anos.

São alguns exemplos de nomes com ótimos currículos e títulos conquistados, geralmente na primeira passagem pelos clubes. Nem sempre, estes jogadores serão os mesmos de antes, mas dirigentes, torcedores e parte da imprensa, acreditam que sim. Retornam mais velhos e resolvidos financeiramente. Uns assumem a identificação com time e instituição. Outros ficam apenas de passagem mesmo, vivendo das glórias e vitórias anteriores. A conferir quem dará certo novamente.