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Técnico do NH aposta na boa campanha do time para ser campeão gaúcho
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Alexandre Praetzel

O Novo Hamburgo pode fazer história, neste domingo, conquistando o Campeonato Gaúcho pela primeira vez. O time do Vale dos Sinos enfrenta o Inter, em igualdade de condições, após ter feito a melhor campanha da fase classificatória e eliminado o Grêmio, nas semifinais. Quem comanda a equipe é Beto Campos, 53 anos, com passagens por outras agremiações do interior e bons trabalhos no Cruzeiro-RS e Caxias. O treinador ganhou destaque, dirigindo o anilado. Em entrevista exclusiva ao blog, Beto coloca o Novo Hamburgo com boas possibilidades de título, apostando no retrospecto e na força do trabalho de todos. Leiam abaixo.

Qual a chance do Novo Hamburgo ser Campeão Gaúcho?

“Olha, respeitamos muito o Inter, mas temos chances boas pelo primeiro jogo e por toda a campanha que estamos realizando”.

Camisa pesa numa decisão ou isso não existe mais?

“Isso depende. Às vezes, a camisa pesa, sim”.

O que você achou da decisão marcada para Caxias do Sul?

“A preferência era jogar no Estádio do Vale, onde temos uma campanha de seis vitórias, dois empates e nenhuma derrota. Infelizmente, houve essa mudança e temos que acatar o regulamento”.

Qual a receita do teu bom trabalho à frente do time?

“Com certeza, pela dedicação de nossos atletas, acreditando no trabalho da comissão técnica”.

Novo Hamburgo tem estrutura e gestão para seguir trabalhando o ano todo?

“Tem uma boa gestão e vai disputar o Campeonato Brasileiro da Série D, pelo segundo ano consecutivo”.

O fato de o Inter estar com goleiros em más condições, dá vantagem ao teu time, em campo?

“Isso dependerá da nossa qualidade dentro do jogo”.

Um título gaúcho vai te colocar no cenário nacional?

“Nossa campanha já nos coloca no cenário nacional. Claro que o título dará uma repercussão ainda maior”.

Para quem não te conhece, como te define?

“Um técnico que procura trabalhar com muito respeito ao grupo de jogadores, estudioso, que procura estar sempre atualizado e nunca perder a convicção no trabalho”.

Novo Hamburgo e Inter jogaram duas partidas no Beira-Rio, com uma vitória do Novo Hamburgo e um empate no primeiro jogo da final.


Corinthians será Campeão Paulista com méritos e eficiência
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Alexandre Praetzel

O Corinthians é o Campeão Paulista de 2017. Afirmo isso pelo que eu vi no primeiro jogo da final contra a Ponte Preta. O resultado de 3 a 0 mostrou um time consolidado, dentro da sua forma de jogar, sem nenhum sofrimento, em Campinas. Uma vitória com autoridade e amplo domínio, diante de um adversário complacente e sem vibração nenhuma. O confronto foi mais fácil do que as partidas diante de Botafogo e São Paulo. Sem sustos.

A defesa manteve seu padrão seguro e Rodriguinho e Jadson decidiram, quando tiveram as oportunidades. O Corinthians não é brilhante, mas é extremamente eficiente e vai levantar seu 28º troféu com justiça, pelos números alcançados. Mérito do técnico Fábio Carille, que apostou numa formação tática definida, baseada na forte marcação e aproveitamento dos erros dos oponentes, contando com a qualidade técnica de três nomes: Jô, Jadson e Rodriguinho.

O Corinthians nunca perdeu por três gols de diferença na Arena e não perderá por esse escore, na sua casa. Será campeão diante da sua torcida, com festa no próximo domingo, respeitando a Ponte Preta e com o regulamento debaixo do braço. Não estou desmerecendo a Ponte Preta, mas não vejo reação, nem futebol, para conseguir o improvável.

Parabéns Corinthians e sua torcida.


Gerente corintiano vê Clayson chamar atenção, mas só falará dele após final
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Alexandre Praetzel

O Corinthians chegou à final do Campeonato Paulista por merecimento. A afirmação é do gerente de futebol, Alessandro Nunes. O ex-lateral do clube entende que Fábio Carille mostrou trabalho e convicções para levar o time à decisão. Em entrevista exclusiva ao blog, Alessandro rejeita favoritismo, ressalta a escolha em Carille e confirma o interesse no atacante Clayson da Ponte Preta. Leia abaixo.

Corinthians na final por merecimento ou foi uma supresa pelo rendimento do time?

“Primeiro, merecimento. Chegar numa final de Campeonato Paulista, que na minha opinião, é o Estadual mais difícil do país, no mínimo você tem que merecer. Então, esses atletas e toda a comissão técnica vêm levando esse grau de merecimento a cada jogo. Oscilou, o que é normal, numa equipe em construção. Eu fico com essa palavra até o momento, que é uma palavra, independentemente do resultado final. Nós sabemos que aqui no Brasil, tudo é premiado quando se chega numa conquista. Dizem que segundo lugar, não vale muita coisa. Mas eu olhando todo o esforço, dedicação e trabalho dos atletas e treinador, fico extremamente feliz com o resultado alcançado por eles”.

Fábio Carille foi uma aposta certeira?

“É uma certeza de ter feito uma escolha boa em dezembro. Acreditar num profissional que está há anos dentro do clube, que conhece muito bem de futebol e de gerenciar pessoas. Tem mostrado isso no dia-a-dia, inclusive, não mudou uma vírgula no seu comportamento, atitude, um cara extremamente simples. Tem suas ideias, convicções, montou uma equipe muito preparada e forte também para isso. Então, acho que está tudo indo para que ele consiga traçar uma longa carreira como treinador de futebol, daqui para frente”.

Corinthians é favorito? Ponte é uma supresa? O que você destacaria?

“Não dá para dizer que equipe nenhuma que chega numa final de Campeonato Paulista, vá ser surpresa. A Ponte está fazendo um excelente trabalho, tem um elenco muito bom. Ganhar do Palmeiras, que montou, na opinião de muitos, o melhor elenco do cenário nacional. De 3 a 0 muito expressivo, tem que ser respeitado. Administrou muito bem o jogo de volta. Uma equipe sólida, que marca muito e que a margem de erro contra uma equipe dessa, tem que ser muito pequena, se não custa muito caro”.

É curioso enfrentar a Ponte, 40 anos depois do histórico título de 1977?

“Foi um ano marcante. Foi um título que o torcedor corintiano faz questão de lembrar, de contar, de reviver. Então, não tem como, por mais que eu nem tinha nascido naquela ocasião, você não estar por dentro desta história e o torcedor corintiano deve estar olhando um pouquinho para o passado recordando esse orgulho que ele tem de lembrar. E que nós aqui, agora em 2017, possamos fazer um grande espetáculo. Que seja uma grande final de campeonato, que realmente vença o merecedor, sem melindre nenhum em falar nisso. A gente sabe o quanto é difícil chegar lá. Vai fazer dois jogos contra uma equipe que também vonquistou essa vaga na final. Então, vamos voltar para o merecimento que nos levou até agora. Que a gente consiga trabalhando e buscando merecer ser campeão agora”.

Confirmas o interesse no Clayson da Ponte, mesmo que ele esteja envolvido na final do Paulista?

“Sou sempre muito reservado em falar de atletas que a gente está conversando ou sondando ou acha que pode vestir a camisa do Corinthians. Em duas semanas tão importantes, não quero gerar nenhum desconforto, principalmente para ambas as entidades e muito menos o atleta. É um atleta, que não só o Corinthians tem gostado dele, como outras equipes, não tenha dúvida. É um jogador que vem se destacando muito bem. Está fazendo uma competição com uma regularidade muito grande e é óbvio que chama a atenção. Mas eu me reservo no direito de não falar nada porque tenho certeza que ele também está lá bastante voltado para ter duas semanas importantes, fazer um bom jogo pela equipe dele. Depois do Paulista, a gente vê o destino”.

Alessandro foi alçado à condição de integrante da diretoria, em janeiro de 2014. Começou como Coordenador Técnico e virou Gerente de futebol, após a saída de Edu Gaspar para a CBF.


Ponte Preta mereceu a classificação. Palmeiras pode e deve jogar mais
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Alexandre Praetzel

A Ponte Preta mereceu a classificação para a final do Paulista. Nos 180 minutos, foi superior ao Palmeiras. Fez grande atuação em Campinas e administrou a vantagem de 3 a 0, no Allianz Parque. O fato de ter perdido por 1 a 0, em São Paulo, não diminui o feito da Macaca. É uma equipe bem arrumada na defesa, atua com três volantes e joga em função de Clayson, Lucca e Pottker, com velocidade no contra-ataque. Aranha, que ficou um ano sem jogar no Palmeiras, agora faz um bom campeonato, apesar de falhar no gol de Felipe Melo.

Gilson Kleina assumiu e a Ponte mudou de cara. Passou também pelo Santos, que tem elenco e futebol superior. Parece que o time chega bem mais encorpado à final, em relação a 2008, quando decidiu e perdeu os dois jogos para o Palmeiras. Contra Corinthians ou São Paulo, a Ponte Preta tem condições de encarar o próximo adversário com igualdade de forças. Será que chegou a hora do tão sonhado título, em 117 anos de história? Há possibilidades.

O Palmeiras entra em debate, com uma eliminação inesperada, pelo investimento que fez. Nomes como Guerra, Borja, Michel Bastos, William, Felipe Melo e Raphael Veiga são bons reforços para qualquer time. O Verdão pode jogar mais e evoluir. Eduardo Baptista precisa achar variações de esquema, extraindo as principais qualidades dos seus comandados. Borja chegou como grande nome, mas já foi vaiado e não serve mais para muitos palmeirenses. Assim não dá. Deixem o atacante se adaptar, porque ele é bom jogador. Há elenco e não falta trabalho. Mas o Palmeiras pode e deve jogar mais. Sem essa de que o Estadual não era prioridade. Tanto que houve força máxima nos dois confrontos. Função do técnico, que ainda pode apresentar algo diferente. Vamos ver na Libertadores e Copa do Brasil.


R. de Andrade diz que “seria legal pegar a Ponte” e já estuda reforços
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Alexandre Praetzel

O Corinthians pode ser Campeão Paulista, sem apresentar um futebol brilhante, mas simples e eficiente. A vitória de 2 a 0 sobre o São Paulo, deixou o time próximo de mais uma decisão estadual. O blog conversou com o presidente Roberto de Andrade, sobre a possibilidade de mais uma conquista, no último ano de gestão, um possível confronto com a Ponte Preta, 40 anos depois, e a projeção para o Campeonato Brasileiro, competição em que acredita que o time precisa contratar dois ou três reforços para fortalecer o elenco. Leia abaixo.

Como o Sr. define o time do Corinthians hoje?

“Eu não tenho uma definição própria. Eu vou muito atrás do que vocês falam. Vocês dizem que é a quarta força e eu acredito que é a quarta força. Então, vamos aguardar. Estamos aí, trabalhando, brigando, somos a quarta força”.

O Sr. acha que o time está pronto para ser campeão ou ainda é cedo para falar isso?

“É muito cedo. Foi apenas o primeiro jogo contra o São Paulo, tem o jogo de volta, São Paulo é um grande time. Como nós ganhamos no Morumbi, o São Paulo pode muito bem ganhar no nosso estádio. Então, pés no chão, vamos trabalhar. Acredito que demos um passo importante, mas vamos aguardar o segundo jogo”.

Inter será mais difícil que o São Paulo, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil?

“Não sei fazer uma análise. Acho que os dois jogos serão difíceis, tanto Inter, quanto São Paulo no domingo. Eu acho que se o Corinthians repetir as últimas duas atuações, vai ser difícil tirar o Corinthians das duas competições. Vamos aguardar”.

O Sr. ficará satisfeito se o Corinthians for campeão com o futebol atual, apresentado pela equipe?

“Lógico. O título é o objetivo de qualquer clube e o nosso não é diferente. Acho que é um clube que vem num crescente, a cada jogo, os atletas estão se dedicando bastante, trabalhando muito. Eu acho que nós estamos no caminho certo”.

A final será Corinthians e Ponte Preta pelas vantagens dos primeiros jogos?

“É um bom caminho, mas no futebol já vimos de tudo. Então, é bom sempre ficar com os pés no chão, aguardando. As vitórias de Corinthians e Ponte Preta foram muito boas, mas em se tratando do Palmeiras, que é um grande time, pode fazer três gols também. Tudo pode”.

Seria legal enfrentar a Ponte Preta, 40 anos depois da histórica decisão de 1977?

“77 foi o título mais importante que eu vi. Estava no estádio, com 17 anos. Nunca tinha visto o Corinthians ser campeão. Mexeu com todos os corintianos e até hoje é o título mais importante para mim. Pelo simbolismo, seria legal porque estaríamos comemorando os 40 anos do título, seria muito legal. Mas enfrentar a Ponte seria muito difícil, jogar em Campinas é super complicado, não é brincadeira. Tem o lado positivo para a Ponte também. Esperar 40 anos para uma grande revanche, nunca foi campeã paulista. Seria uma festa legal”.

Qual a projeção que o Sr. faz para o Campeonato Brasileiro?

“Acredito eu, a nossa ideia é trazer mais dois ou três jogadores, para deixar o elenco mais forte. Acabando o Paulista, a gente vai se dedicar nisso também, para deixar o time mais forte no Brasileiro. O Brasileiro sempre é difícil. Esse ano, a gente está vendo aí quatro, cinco, meia dúzia de clubes, e queremos estar dentro desse grupo, que tem chance de conquistar o título. Então, nós vamos nos preparar para isso”.

O seu vice-presidente André Olíveira divulgou vídeos onde afirma que está de olho em todo mundo e que sabe quem se aproveitou do clube. O que o Sr. acha sobre isso?

“Acho que você tem que perguntar para ele, porque eu também não sei. Eu li a matéria, me encontrei com ele no jogo, mas não perguntei a ele e nem sei o que ele quis dizer. Conheço o André. A gente sabe que ele gosta de provocar os adversários. Estamos num ano político, não podemos esquecer isso no Corinthians. Então, deve ser mais um fato relacionado à política”.

Roberto de Andrade termina seu mandato, em fevereiro de 2018. O Corinthians foi campeão brasileiro em 2015, mas viveu um 2016 complicado. Em 2017, Roberto escapou de um processo de impeachment no Conselho Deliberativo, em fevereiro.

 


Homenagem a Cléber Santana. Minha entrevista do último sábado.
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Alexandre Praetzel

Neste momento, publico a entrevista que fiz com Cléber Santana, no último sábado, antes da viagem da Chapecoense para São Paulo, onde enfrentou o Palmeiras, domingo. Minha homenagem ao jogador. Leia abaixo.

Chapecoense na final da Sul-Americana

“Fomos passando de fase e a confiança foi aumentando. Passamos do Cuiabá e depois vieram as fases seguintes. Dentro do Brasileiro, também fomos conseguindo os resultados e o nosso principal objetivo era a permanência na primeira divisão. Conseguimos e a Sul-Americana veio vindo, aumentando a confiança e fomos passando de fase. Hoje, chegamos à final. Um feito inédito, maravilhoso para o clube e para nós jogadores e para todo mundo da Chapecoense. Parabenizar a todos”.

Time pronto para ser campeão

“Sem dúvida. Estamos preparados. Não chegamos aqui por acaso. Chegamos por merecimento, capacidade, trabalho árduo, respeitando os adversários. Com muita humildade, conseguimos chegar à final e estamos preparados para sermos campeões. Se Deus permitir, tenho certeza que isso vai acontecer”.

Decisão fora de Chapecó

“A minha preferência e de todo o grupo era decidir em casa. Passamos todas as fases decidindo em casa e infelizmente na fase final, não vamos podemos jogar em casa. O Couto Pereira foi definido agora, é a nossa casa. Independentemente do local, estádio, se trata de uma final. Que a gente faça do Couto a nossa casa e possamos ser campeões”.

Reencontrou o futebol na Chapecoense

“Sem dúvida. Estou num momento maravilhoso. Encontrei um grupo e um clube espetacular. Todos me receberam de braços abertos, diretoria, comissão técnica, torcedores. Acho que isso é muito importante. Um clube que te dá todas as condições de trabalho, estrutura espetacular, onde o atleta só se preocupa em jogar futebol. Quando a gente encontra esse grupo assim, as coisas só tendem a acontecer positivamente. Estou muito feliz, num momento maravilhoso, muito bacana e espero seguir assim , dando sequência e poder ajudar os meus companheiros, sabendo que isso é recíproco. Estou muito feliz”.

Mudança de patamar para a Chapecoense

“Vejo a Chapecoense crescendo a todo o momento. Cada dia que passa, semana e mês, a Chapecoense cresce em todos os sentidos. Estrutura, campos de treinamentos, nosso estádio com uma condição muito boa. Nosso REFIS, parte de fisioterapia, profissionais espetaculares, fisiologia. Então assim, é um clube que te dá estrutura maravilhosa, além dos salários e premiações em dia. São muito corretos. Isso é muito bacana e vejo a Chapecoense crescendo a todo o momento. Acho que não é à toa que está chegando à final da Sul-Americana. Torço por isso e estarei acompanhando o crescimento da Chapecoense a cada momento”.

Confronto com o Palmeiras

“Um confronto de uma competição diferente da que jogamos quarta-feira. Agora, com o Palmeiras, um time que busca um título. Espero que a gente possa fazer um grande jogo, quem sabe sair de lá vencedor. O Palmeiras precisa de um empate para ser campeão e nós também temos nossos objetivos de chegar ao G6. Hoje, estamos com 52 pontos e espero que a gente possa conseguir isso dentro da Arena do Palmeiras. Do jeito que eles têm objetivos, nós também temos os nossos. Se Deus permitir e tudo correr bem, vamos em busca da vitória, neste domingo”.

Deixo meu registro e agradecimentos ao assessor de imprensa da Chapecoense, Cleberson Silva, sempre atencioso e prestativo em todos os contatos. Descansem em paz.


Maicon recupera futebol no Grêmio e nega favoritismo contra o Galo
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Alexandre Praetzel

A decisão da Copa do Brasil começa nesta quarta-feira, no Mineirão, em Belo Horizonte. O Grêmio tenta terminar com um jejum de 15 anos sem títulos nacionais contra um Atlético-MG, que vem de conquistas importantes recentes, como a Libertadores da América, Recopa Sul-Americana e a própria Copa do Brasil, em 2014. O blog conversou com o volante Maicon sobre a projeção para os dois jogos. Acompanhe.

Grêmio favorito por decidir em casa

“Não, não tem favoritismo. Serão dois grandes jogos, jogos difíceis, mas a gente está muito preparado para poder fazer dois grandes jogos e buscar o título. A gente sabe que é uma equipe muito qualificada, mas a gente tem que respeitar e jogar nosso futebol”.

Coletivamente o Grêmio é superior

“Não, não vejo. São dois jogos iguais, 50% para cada lado”.

Episódio da Carol Portaluppi incomodou

“Não, não incomodou. Isso fica à critério da diretoria. Eles já estão procurando resolver da melhor maneira. Nós temos que estar focados para poder jogar”.

Reencontrou o futebol no Grêmio, após passar pelo São Paulo

“Sou tranquilo. Acho que eu fiz grandes partidas no São Paulo. Fui campeão, joguei 160 jogos. Se eu não tivesse qualidade, não ia jogar nem cinco jogos. No Sul, estou feliz. Procuro fazer o meu melhor trabalho como sempre fiz por onde passei  e as coisas estão acontecendo naturalmente”.

Estilo do Renato dentro do vestiário

“Estilo tranquilo. Passa confiança para todos os jogadores e isso que é importante”.

Consegue extrair o máximo de cada jogador

“Com certeza. Ele jogou e sabe o que tirar de nós jogadores”.

Maicon saiu do São Paulo muito criticado, em 2015, e virou titular absoluto do Grêmio com Luiz Felipe Scolari, Roger Machado e Renato Portaluppi. Aos 31 anos, busca seu primeiro titulo nacional. A diretoria tricolor tem convicção de que a decisão será na Arena tricolor, dia 30, garantindo o efeito suspensivo obtido no STJD, após perda do mando de campo por invasão de Carol Portaluppi, filha de Renato, depois do jogo contra o Cruzeiro, na semifinal.


Marcelo Oliveira chegou a mais uma decisão. Competência ou sorte?
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Alexandre Praetzel

Marcelo Oliveira está na quinta final da Copa do Brasil, nos últimos seis anos. Chegou com o Coritiba, em 2011 e 2012, perdendo para Vasco e Palmeiras. Foi vice também pelo Cruzeiro, em 2014, na derrota para o Atlético-MG e levantou o caneco com o Palmeiras, em 2015, batendo o Santos. Agora, leva o Galo à decisão contra o Grêmio. Além disso, foi bi brasileiro com o Cruzeiro, em 2013 e 2014. Um currículo invejável, recentemente.

Mesmo assim, ainda é contestado. Leio colegas de Minas Gerais e torcedores atleticanos reclamando da falta de padrão tático do time, vencendo jogos na base da qualidade de alguns jogadores em detrimento do coletivo. Vi um filme igual no Palmeiras e fui muito crítico também. As equipes de Marcelo marcam gols, são ofensivas, mas sofrem defensivamente, porque não há equilíbrio e conjunto entre os setores. Os desempenhos mostram isso, mas o treinador está lá de novo, brigando por um título, dirão seus defensores e o próprio Marcelo.

Assim, deixo a pergunta no ar. Marcelo tem competência ou sorte por sempre estar trabalhando com bons atletas?

Provavelmente, cada vez que surgir esta questão, Marcelo dirá: “Fui bicampeão brasileiro consecutivo com o Cruzeiro e disputei cinco finais de Copa do Brasil, em seis anos”. Para os técnicos e grande parte das torcidas, isso basta. Ganha e chega em decisões. Para a imprensa, é preciso também deixar um legado e apresentar um trabalho consistente, porque senão sempre ficaremos no “ganhou, está bom. Perdeu, está ruim”.

Marcelo Oliveira terá emprego o resto da vida pelo seu currículo, no futebol brasileiro. Isso ninguém tira dele. Agora, é possível sim, debater e discutir porque ganha e porque perde.


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