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Palmeiras e Cruzeiro foi o jogo do ano
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Alexandre Praetzel

Palmeiras e Cruzeiro fizeram um jogo digno de mata-mata, abrindo as quartas de final da Copa do Brasil. Um 3 a 3 eletrizante, com o Cruzeiro dominando o primeiro tempo e o Palmeiras reagindo na segunda etapa.

Quando o Cruzeiro fez 3 a 0, em jogadas rápidas e com muita qualidade técnica, parecia que o Palmeiras não teria condições de buscar o resultado. Thiago Neves talvez tenha feito sua melhor partida, desde seu retorno ao Brasil. Deu dois passes para gols e marcou o primeiro dos cruzeirenses. Os mineiros chegaram três vezes e fizeram três gols. Competência e eficiência ofensiva, aproveitando também os erros de posicionamentos dos defensores do Verdão. Um vareio de bola e a projeção de uma vaga encaminhada, ainda em São Paulo.

Mas o futebol sempre pode nos surpreender. Cuca voltou com Borja no lugar de Guerra e foi para cima do adversário. O colombiano se misturou aos zagueiros, ora dentro da área, ora saindo para tabelar ou abrir espaços. Deu certo. Borja começou a jogada do primeiro gol e deu o passe para o segundo, ambos feitos por Dudu, o grande destaque dos donos da casa. O Allianz Parque rugiu e o Cruzeiro sentiu a pressão. Mais um abafa e Willian empatou, fazendo valer a Lei do Ex.

3 a 3 em 21 minutos eletrizantes do Palmeiras, numa reação espetacular. O jogo seguiu disputado e indefinido até o fim. Thiago Neves passou para Ábila perder o gol da vitória. Um final justo pelas produções das duas equipes, uma em cada tempo. O Palmeiras saiu fortalecido porque estava virtualmente eliminado e agora chega vivo em Belo Horizonte. O Cruzeiro lamentou a perda da grande vantagem, mas ainda joga por três empates para passar às semifinais. Promessa de outro jogaço para o dia 26 de julho, no Mineirão. Até lá, veremos onde os dois estarão no Campeonato Brasileiro, quem sabe priorizando a Copa do Brasil.


“Neilton não é o problema. São Paulo está um pouco perdido”, diz empresário
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Alexandre Praetzel

O atacante Neílton durante treino do São Paulo (Crédito: Julia Chequer/Folhapress)

O atacante Neilton virou assunto no São Paulo. De titular contra o Defensa Y Justice, na Copa Sul-Americana, à ausência da relação dos atletas, no confronto diante do Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro. Assim, Neilton se tornou um nome “negociável” em apenas três dias. O blog entrevistou o empresário do jogador, Hamilton Bernard, sobre essa situação. Acompanhem abaixo.

A situação de Neilton incomoda o senhor?

“Na verdade, eu acho assim que o momento do Neilton não é um problema. Eu vejo um São Paulo um pouco perdido, está tentando se achar. Se a gente for analisar a fundo, no último jogo, o Neilton não estava em campo e o São Paulo estava perdido. O São Paulo nunca me procurou para falar do Neilton, como a imprensa vem falando. Que o São Paulo o dispensou e voltou para o Cruzeiro. Não existe nada. Está treinando e está nos planos do São Paulo. Criou-se um problema e não existe nada disso. Eu estava no Cruzeiro ontem acertando pendências, mas não tem nada a ver dele retornar para lá. Com este entorno de algumas pessoas da imprensa sobre o Neilton, vários clubes me ligam interessados no jogador. O São Paulo não me falou nada”.

Neilton irá permanecer no São Paulo?

“Sete clubes do Brasil e dois do exterior estão interessados. Não sei o que vai acontecer no São Paulo, hoje. Alguns nomes podem ser emprestados. Em alguns momentos, Rogério Ceni fala muito bem do Neilton, mas  vou esperar os próximos jogos”.

O que achaste dele ser escalado como titular na quinta-feira e fora da lista dos relacionados, domingo?

“Foi algo normal, porque Rogério Ceni não gostou do time na quinta-feira e queria mudar o time para domingo. Acho que o Rogério Ceni está tentando achar o time ideal, uma cara para a equipe, um esquema tático. Individualmente, o time é muito bom. Acho que o Rogério Ceni também está tentando se encontrar. Opção dele, achei normal”.

Neilton está emprestado ao São Paulo, até o final do ano. Ele tem contrato vinculado com o Cruzeiro, até dezembro de 2018.

 


Rafael Marques nega que tenha saído do Palmeiras pelo retorno de Cuca
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Alexandre Praetzel

Rafael Marques se despediu do Palmeiras. O atacante foi negociado com o Cruzeiro e deixou a Academia de Futebol emocionado. O blog entrevistou o jogador com exclusividade. Leia abaixo.

Como defines tua passagem pelo Palmeiras?

“Difícil falar. Tive uma passagem rápida aqui em 2004 e voltar agora desde 2015, nesta reformulação que teve. Dois títulos importantes nacionais e fazer parte disso. Então, para mim, é triste porque eu tenho um carinho muito grande pelo Palmeiras. Todo mundo sabe. Sempre deixei bem claro minha vontade. O carinho que eu tinha pelo clube e mais também, a família que a gente montou. Minha permanência aqui, quando eu vim da China, foi mais por causa disso porque eu sabia que aqui tinham, além de jogadores profissionais, irmãos que a gente criou, uma família muito grande. Quando a gente deixa uma família para trás, dói bastante. É visando coisas boas, novas, objetivos novos, tenho certeza que no Cruzeiro não vai ser diferente também. Têm grandes jogadores, um elenco maravilhoso, amigos lá que me passaram tudo que é o Cruzeiro. Vão me receber de braços abertos, como me receberam aqui no Palmeiras. Talvez não seja uma despedida e sim um até logo. Todos os lugares onde eu passei, deixei as portas abertas e aqui não está sendo diferente. Graças a Deus, fiz o melhor, honrei o máximo a camisa e deixei tudo que pude dentro de campo. É bacana sair com as portas abertas para uma possível volta.

Cuca falou contigo que não te aproveitaria e por isso, tu resolveste aceitar a proposta do Cruzeiro?

“Não. É até bom tocar nesse assunto. Muitos, talvez iriam vincular minha saída com a chegada do Cuca e não foi isso. Já tinha recebido a notícia na semana do jogo na Bolívia, que as negociações estavam quase certas. Então, como fui convocado para esse jogo, para não atrapalhar a concentração e amanhã ou depois, não pensarem que eu não estava focado, deixei para falar com Mattos, depois do jogo. No jantar, falei da minha vontade, deixei bem claro para ele, aguentei o máximo, mesmo não jogando, trabalhando contente e ajudando os meus companheiros no dia-a-dia. Só que chegou um momento que eu tinha que voltar a jogar. Como ajudei nesses dois anos e meio, queria que ele me ajudasse também, na minha saída para o Cruzeiro. No outro dia, ficamos sabendo que o Eduardo Baptista não estava mais e que viria o Cuca. Cuca pode esclarecer. Teve uma conversa comigo, muito bacana, como sempre foi no ano passado e agora também. É bom que não vinculem minha saída com a chegada dele, ao contrário. Cuca é um cara vitorioso, quase teve a possibilidade de eu trabalhar com ele na China. Por outros fatores, não conseguimos. Trocamos muitas coisas positivas e negativas lá, das dificuldades que a gente passava. Quando ele chegou aqui, fiquei muito contente e tudo que aconteceu ano passado, ele me ajudou. Óbvio que não joguei muito, pela qualificação do elenco e nada pessoal do Cuca com o Rafa. Sempre quando podia, ele me colocava, eu sempre ajudava ele e a equipe. Então, é bom deixar esclarecido que minha saída não está vinculada à chegada dele”.

Como achas que será tua participação no Cruzeiro?

“Fazer o que eu vinha fazendo desde o ano passado. Nesse primeiro semestre, eu não joguei. Tive a chance de jogar um jogo só. Ano passado, poucas atuações. É procurar sempre estar focado, trabalhar, respeitando os companheiros, fazer o seu melhor. Acho que sempre é buscar seu espaço dentro de campo, como sempre foi na minha carreira toda e aqui no Palmeiras não foi diferente. Tenho respeito pelo jogador profissional que eu sou, amigo e acho que dentro de campo você vai conquistando no dia-a-dia, mostrando seu valor, como sempre fiz aqui. Lá, será igual. Tem um elenco muito qualificado também. Mano Menezes mudou bastante, desde sua chegada no ano passado, a característica de jogo do time, se tornou mais competitivo e mostrou também no começo do ano. Óbvio que as duas últimas derrotas não podem acabar com o que foi construído, desde sua chegada. Temos que estar focados nos objetivos traçados no ano, Copa do Brasil, Brasileiro. É um time de qualidade, que vai brigar pelos títulos”.

Rafael Marques voltou ao Palmeiras, em 2015. Deixa o clube com 106 jogos e 22 gols.


Palmeiras e Cruzeiro podem promover nova troca de jogadores
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Alexandre Praetzel

Cruzeiro e Palmeiras podem promover nova troca de jogadores, repetindo 2016. Na ocasião, o Palmeiras mandou o meia Robinho e o lateral Lucas para Belo Horizonte e recebeu os laterais Fabiano e Fabrício. Agora, Cuca deve repetir a dose, enviando o atacante Rafael Marques e trazendo o lateral-direito Mayke para São Paulo.

O blog apurou que as conversas começaram nesta sexta-feira e devem terminar com final feliz.

“Ainda não há nada definido. Houve um primeiro contato pelo Rafael e agora vamos sentar e ver o que vai acontecer. O Cruzeiro é um grande clube”, ressaltou Nenê Zini, empresário de Rafael Marques.

Mayke está com 24 anos e foi titular do Cruzeiro no bicampeonato brasileiro em 2013 e 2014. Depois, teve uma lesão e perdeu um pouco de espaço, alternando entre os titulares. Chegaria para jogar no Palmeiras, disputando vaga com Jean ou ocupando a posição, caso o companheiro seja escalado no meio-campo. Pelo Cruzeiro, são 146 jogos e três gols marcados.

Rafael Marques foi liberado por Cuca e disputou apenas uma partida, em 2017.


Estaduais vão começar. Os favoritos do blog
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Alexandre Praetzel

Os Campeonatos Estaduais começam neste fim de semana e mais uma vez servirão como pré-temporada para muitas equipes. Alguns serão mais valorizados porque a Libertadores da América foi estendida e não vai colidir datas de mata-mata com as fases decisivas. O blog lista seus favoritos aos títulos, respeitando todas as opiniões.

Paulista

Palmeiras e Santos são mais times que Corinthians e São Paulo. Santos ganhou sete títulos de 2006 a 2016 e chegou às últimas oito decisões. Começa fortalecido novamente. A mudança de regra com dois jogos a partir das quartas-de-final deve impedir os surgimentos de zebras, como Ituano e Audax. Fico com Palmeiras ou Santos.

Carioca

Flamengo é o favorito. Resta saber se a diretoria vai levar o Estadual a sério. No papel, possui equipe e elenco superiores aos rivais. Botafogo me parece ser o principal adversário, apesar de ter perdido para o Madureira. Fluminense está em transição e Vasco ainda está indefinido, buscando reforços. Contratação do meia Wagner foi boa.

Gaúcho

Grêmio nunca foi tão favorito como agora. Deve quebrar a hegemonia colorada dos últimos seis anos, tranquilamente. Tem um time mais arrumado e pegará o rival na Série B do Brasileiro. Se não ganhar o Gauchão, será um vexame. Brasil de Pelotas pode incomodar um pouquinho.

Mineiro

Depois do título do América, em 2016, Cruzeiro e Atlético se mexeram. Vejo um equilíbrio entre os dois times, mas não ficarei em cima do muro. Acho que dá Cruzeiro, priorizando mais o torneio em relação ao Galo. Apenas palpite.

Paranaense

Atlético se reforçou muito bem, mas tem o mata-mata da Libertadores no início do calendário. É o melhor time do Estado. Coritiba será o principal adversário, com o Londrina ficando como terceira força. Acho que o Paraná Clube será coadjuvante mais uma vez.

Catarinense

Talvez o Estadual mais equilibrado. Temos Criciúma, Figueirense e Avaí bem parelhos e Joinville e Chapecoense se reformulando. Chape será a fiel da balança, para o bem ou mal. A tendência é que sofra num primeiro momento. Sem muro, aposto no Avaí.

É isso. Novos jogadores vão aparecer, times do interior aprontarão para cima dos grandes, treinadores serão dispensados e teremos as velhas discussões sobre quem manda no Estado. Competições históricas, mas que precisam ser remodeladas, com disputas maiores entre os clubes do interior, classificações para torneios nacionais e fases decisivas mais curtas, envolvendo os melhores.


Tinga agradece Cruzeiro por chance e relembra racismo sofrido na rua
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Alexandre Praetzel

Paulo César Tinga encerrou a carreira de jogador em 2015 e preparou-se para assumir um cargo executivo em um clube de futebol. O Cruzeiro, seu último time, apostou nos seus estudos e postura, transformando-o em gerente de futebol. No dia em que completa 39 anos, Tinga conversou com o blog com exclusividade sobre o novo desafio na diretoria do Cruzeiro, gestão, relacionamento com jogadores e racismo. Acompanhem este ótimo bate-papo, abaixo.

Desafio como gerente

“Para mim é um desafio que eu projetei para minha carreira. Fiquei dois anos depois de encerrar a carreira, me preparando para isso. Estou feliz no clube que me deu a possibilidade de encerrar como jogador e está dando a oportunidade de iniciar uma nova função. É um fator emotivo, de reconhecimento, de gratidão. Tenho alegria muito grande por estar com o presidente Gilvan. Apostou agora como apostou quando eu estava encerrando a carreira de jogador. Graças a Deus estou iniciando em um clube extremamente vencedor”.

O que espera encontrar

“Eu tive uma oportunidade de poder viver dentro de campo três décadas diferentes. Meados de 90, 2000, 2010 até 2015, quando parei de jogar. Isso me fez ver o futebol de algumas formas. Trabalharei diferente e o que a gente sempre vai encontrar é a parte humana. Todos são seres humanos passíveis de bons e maus momentos. Acreditando em tudo que eu vivi dentro de campo. Hoje trabalho para o protagonismo dos jogadores e comissão técnica. Hoje sou funcionário trabalhando para o clube. Entendo minha função e trabalho para que todos possam ter o melhor desempenho. Futebol precisa de profissionais que viveram o futebol. A maioria dos clubes do mundo tem ex-atletas que se prepararam. Espero muito trabalho como foi minha vida inteira. É o mínimo que eu tenho que fazer por este clube, pelo carinho, idolatria da torcida. Cruzeiro me deu oportunidade para ser campeão e espero ser feliz novamente em termos de conquistas”

Mano Menezes

“Primeiro pelo fato de estar iniciando, é muito importante começar com um treinador experiente, vencedor e que tem princípios de honestidade, coerência, seriedade. Acaba sendo um fator muito importante para quem está iniciando. Isso me dá uma tranquilidade maior. Vou aprender muito com ele. Já conversamos bastante. O fato de ser o Mano me deu mais confiança. Pelo mesmo caráter, mesmos princípios, facilita muito no início”.

Contato com jogadores

“Vejo isso como algo natural. Depende de como você tratou sua carreira. Quando estava parando no Cruzeiro, sempre tive uma condução do grupo natural. Quando tinha que falar sim, falava sim e o contrário a mesma coisa. Quando você tem princípios, você tem que liderar pregando o que você faz. Me traz facilidade para trabalhar porque conheço a maioria dos jogadores. Não foi à toa que fomos bicampeões brasileiros e ganhamos estadual. Sempre falo que fui campeão e não era titular. Sempre me disseram que eu poderia voltar e trabalhar aqui. Entenderam que eu me posicionava em prol do grupo e da instituição no objetivo de sempre ganhar. Quando tem um perfil definido, não tem problema. Se alterar isso, fica difícil. Todo mundo me conhece, a minha maneira de ser. Tenho a plena convicção de o protagonismo é dos atletas e comissão. Sou um membro da diretoria e trabalho em prol do futebol. Para estar bem, o futebol precisa estar bem também. Vou trabalhar para o futebol ser o melhor. Vejo como um plus, sem dificuldades”.

Queda técnica do Cruzeiro

“Não é fácil você ganhar dois brasileiros na mesma gestão. A gente vê clubes com anos sem ganhar o Brasileiro. Gestão teve ainda um estadual e um vice da Copa do Brasil. Natural que haja falta de títulos e cobranças. Acreditamos que voltaremos a brigar pelas posições em cima. Está no DNA do clube. Está sempre cotado para chegar. Este ano manteve o trabalho e a comissão técnica com aproveitamento acima de 60%, em duas oportunidades. Agora, vai conseguir iniciar a temporada e mantivemos o elenco de muita qualidade. Time tem nomes vencedores, maduros e uma juventude com seu valor. Se fosse vice-campeão no terceiro ano, seria considerada uma queda. Estamos prontos para retomar, com o torcedor nos ajudando, sempre lotando o Mineirão. Isso a gente quer resgatar de novo”.

Futebol brasileiro

“Futebol está encontrando um momento para retomar algumas coisas e está melhorando. Vemos ex-jogadores se preparando, estudando. Conversei com Torres do Flu, Elano do Santos. Isso é muito bom. Futebol está se reestruturando para melhor no Brasil”

Gestão

“Não sei se é atrasada ou falta atitude para mudar. A gente sabe o que tem que fazer. Deixar de agir com emoção como o torcedor. A mudança precisa passar por um todo. Todo mundo tem que contribuir um pouco. Nós, gerentes, independentemente da nomenclatura. O trabalho futebol é o que tem a maior dependência da parte humana. Não é uma fábrica que depende de máquinas como uma produção. É parte emocional, física, técnica. Na hora de avaliar, avaliamos como máquinas. Não podemos rotular jogador que não foi bem e não será melhor. Viajando mundo afora, futebol é mais simples do que a gente tem buscado. Quando você vê as pessoas dirigindo futebol com emoção, alguma coisa pode dar errado. Entender de futebol muita gente entende, mas decidir é muito diferente. A gestão precisa fazer o que tem que ser feito. Às vezes a gente vê clubes grandes perdendo na maioria pela política. A pressão externa começa na política. Quando quiser ir bem na instituição, tem que saber que futebol é uma coisa, sem política. Quero deixar meu legado. Decidir o melhor, às vezes é diferente do que pensa o público. A gestão precisa passar por isso. Cada um que entra não tem continuidade, chega com amigos. A imprensa também. Depois de quatro derrotas, querem a troca do treinador. Muitas vezes falamos de Europa e então vamos copiar a Europa em tudo. Muitas vezes contratamos nomes por cinco anos e com seis meses eles já não servem mais. O jogador é um ser humano como todos e não podemos decretar que é má pessoa por uma ou outra situação. Não podemos dizer que é um mau gestor por uma decisão ruim. Tem que ver no geral. Quero chegar no futebol para acrescentar, não para inventar a roda. As raízes das coisas são humanas. Quero respeitar as pessoas, funcionários. Cuidar também na hora de descartar alguém. Não pode misturar como torcedor. Há um erro e não serve mais. Vou cumprimentar o jogador quando ele acertar ou errar. É simples. Vou trabalhar como a minha vida. Cobrando quando tem que ser cobrado. Jogador sabe qual o seu dever”.

Thiago Neves

“A gente sabe que é um jogador com talento incrível. Com certeza, teve vários clubes interessados. O fato dele decidir pelo Cruzeiro foi interessante porque acredito na vontade do jogador. Pela qualidade do Thiago Neves e de vários jogadores do elenco, é um jogador que quis vir para o Cruzeiro. Importante ele ter decidido vir. Cruzeiro sempre foi um clube que atraiu os jogadores. CT, estrutura, organizado, grande estádio como o Mineirão. Como gestor, o clube é superior a qualquer nome. Dá vontade dos jogadores estarem no clube. Mostra uma maturidade do Thiago ter nos escolhido. Jogador quando entra na idade madura de 28 a 32 anos, é a melhor idade. Ele é tudo, novo, experiente, vaiado, já ganhou, perdeu. Ele decide por tudo, não só pelo financeiro. A gente fica muito feliz como gestor e torcedor em ver o Thiago no Cruzeiro com um grupo talentoso e de personalidade”.

Racismo

“Nunca me preocupou. Situações aconteceram comigo e lidei da minha forma. O que mais me machucou foi não ter sido chamado de macaco. O que mais me entristeceu foi a pessoa atravessar a rua quando me via, achando que eu iria roubar esta pessoa. Uma vez, logo quando eu parei de jogar, conversando com um diretor de futebol ele disse que eu entendia do assunto, mas pediu para eu cortar meu cabelo. Pô, isso me marcou. O cara me elogiou, mas queria que eu cortasse meu cabelo. No Cruzeiro, seu Gilvan, seu Beneci, nunca me pediram para cortar o cabelo e outras coisas. Sempre disseram que deveria voltar ao Cruzeiro. As pessoas pré-julgam de algumas formas, mas eu agradeço muito o Cruzeiro por apostar no meu conteúdo e não na minha pele ou visual. Sempre houve um entendimento que eu poderia contribuir do jeito que eu sou”.

Tinga vestiu a camisa do Cruzeiro de 2012 a 2015, conquistando o bicampeonato brasileiro. Ainda foi campeão da Copa do Brasil pelo Grêmio, em 2001, e campeão da Libertadores da América pelo Inter, em 2006 e em 2010. Pelo colorado, também foi Campeão da Recopa em 2011 e campeão Gaúcho em 2011.


Robinho vê Palmeiras forte e admite surpresa por empréstimo ao Cruzeiro
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Alexandre Praetzel

Robinho ainda não sabe se voltará ao Palmeiras. O meia está emprestado ao Cruzeiro até dezembro de 2017. Em entrevista ao blog, o meia elogiou o Verdão e admitiu supresa pela negociação com os mineiros. Acompanhem abaixo.

Achas que o Palmeiras será campeão brasileiro?

“É, está fazendo uma bela campanha né. Tem tudo para vencer. Está na frente, um jogo difícil contra o Flamengo e foi buscar o empate. Então, tem tudo para ser campeão sim”.

Estás se sentindo bem no Cruzeiro com a confiança de Mano Menezes?

“Sim, sem dúvida. O Mano vem me dando muita confiança. Acho que a gente vinha fazendo uma campanha boa, recuperação boa, agora perdemos dois jogos e temos que voltar a vencer. A confiança que o Mano vem passando para a equipe é importante e a gente tem que voltar a vencer para ter mais confiança”.

Empréstimo para o Cruzeiro foi uma surpresa?

“Ah, a gente fica sempre surpreso, mas a gente sabe que futebol é assim mesmo, as coisas acontecem rápido e você tem que estar preparado para tudo. Isso faz parte do futebol. Eu estou bem tranquilo e preparado para fazer o meu melhor aqui no Cruzeiro”.

Queres voltar para o Palmeiras?

“Ah, tenho contrato com o Cruzeiro até 2017. Quando acabar, quem sabe. Tenho mais dois anos ainda. Vamos ver”.

Robinho chegou no início de 2015  e foi campeão da Copa do Brasil. Quando Cuca assumiu o Palmeiras,, durante a Libertadores da América, Robinho começou a perder espaço e acabou emprestado junto com o lateral Lucas em troca de Fabiano e Fabrício do Cruzeiro.


Corinthians tem que pagar dívida ao Cruzeiro para escalar Marciel
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Alexandre Praetzel

O Cruzeiro devolveu o volante Marciel para o Corinthians. O detalhe é que o Corinthians precisa pagar R$ 1 milhão aos mineiros para reutilizar o jogador.

A dívida é relativa a contratação de Lucca. O atacante tinha direitos econômicos vinculados a Criciúma e Cruzeiro. Quando Lucca acertou com o clube paulista, o Cruzeiro aguardou o pagamento. Como a quantia não foi paga até hoje, o Cruzeiro só libera a documentação de Marciel, se receber o dinheiro.

Marciel é cria da Base corintiana e estava emprestado ao Cruzeiro numa troca direta por Williams, até dezembro deste ano. Como não estava sendo aproveitado por Mano Menezes, Cristóvão pediu sua reintegração.

Se a grana não cair na conta, o Cruzeiro não vai ceder. Assim, Marciel ficará apenas treinando no CT Joaquim Grava.

 


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