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Após Mayke e Juninho, Mattos nega outros reforços no Palmeiras, no momento
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Alexandre Praetzel

A chegada de Cuca deixou todos os palmeirenses empolgados para a disputa do Campeonato Brasileiro, Libertadores da América e Copa do Brasil. Na sua reestréia, vitória de 4 a 0 sobre o Vasco e aplausos de mais de 30 mil torcedores. Agora, será que o Palmeiras irá contratar mais reforços, além do zagueiro Juninho e do lateral-direito Mayke? O blog entrevistou o diretor-executivo de futebol, Alexandre Mattos, a respeito disso e do retorno de Cuca. Leia abaixo.

O que achaste do recomeço do Cuca, após a primeira vitória?

“Foi ótimo. Melhor impossível. Além da dificuldade do jogo, quem vê os 4 a 0, acha que foi um jogo muito fácil. Na verdade, foi um jogo bem competitivo. Em vários momentos, o Vasco estava melhor na partida, mas acho que o Cuca, aos pouquinhos, vai demorar um pouquinho, não muito tempo, mas ele vai começar a implementar algumas  diferenças que a gente já conhece, como a maioria dos jogadores já conhece. Acima de tudo, vibração, a vontade e especial também, o Borja, precisando de um pouquinho de confiança e ele resgata fazendo dois gols”.

A volta do Cuca é uma garantia de novos títulos ou isso não existe no futebol brasileiro?

“Absolutamente não. Já falei isso algumas vezes, quando me perguntaram. Não tem jeito de ter soberania. Só o Cuca que foi louco ano passado, falando que ia ser campeão antes. Na verdade, não. A gente sabe que o trabalho vai ser árduo, intenso, mesmo na hora que estiver em casa, vai estar pensando muita coisa. Tudo o que a gente já conhece do Cuca e sabe que que tem outras equipes difíceis. Na verdade, para muitos, não é o Palmeiras o favorito, o favorito é o Flamengo, eu escutei isso aí de muitos. O Palmeiras nem quer ser favorito, quer pensar jogo a jogo. Agora, temos que mudar a chavinha na quarta-feira, pensar no Inter, depois mudar de novo, pensar na Chapecoense. Fazer o que nós fizemos no ano passado, com muita tranquilidade, batendo os adversários difíceis e aí no final, se tudo der certo e Deus iluminar, a gente estará na frente”.

Você está viajando aos Emirados Árabes para contratar o Éverton Ribeiro?

“Não, isso é coisa interna. Não tem nenhuma viagem marcada, nada. O grupo está muito bom, muito forte. A gente está fazendo um ajuste ou outro. Não dá ainda para anunciar porque tem que assinar e tudo. Até por essa suspensão revoltante do Felipe Melo, mas vimos o Jean indo bem no meio, ali. Então, a gente, com calma, vai fazendo, mas a gente está tranquilo. Não tem muita coisa, a não ser se tiver uma oportunidade em algum lugar”.

O Mayke foi contratado por que ele foi bem no Cruzeiro?

“Mayke é um excelente jogador. Em 2013, tive a felicidade, ele era júnior e eu pedi para subí-lo, mais uns três, quatro. Conheço bem o potencial dele, aliás todo o Brasil conhece o potencial dele. Mayke vinha jogando de titular. As pessoas, as vezes, se assustam um pouquinho. Pô, outra troca com o Cruzeiro, mas eu acho que a gente está no lucro. Willian está muito bem, outro que chegou, estaria questionado entre aspas. A gente sabe que o jogador, as vezes, vem e encaixa, as vezes é ótimo jogador e não encaixa no clube. A gente tem a confiança de estar fazendo o que é correto no momento. O Palmeiras, em menos de 24 horas, depois de uma suspensão do Felipe, agiu rápido. Já arrumou uma situação juntamente com o treinador, claro, de ter uma possibilidade de arrumar isso aí, sem muito barulho. Mayke vem, primeiro é um homem muito legal, conheço bem a família dele, uma confiança completa. O torcedor palmeirense vai ter um leão ali para treinar e jogar. Tenho certeza, com muita confiança, ele vai entrar em forma e ajudar muito o Palmeiras”.

A punição do Felipe Melo revoltou mais por que foi maior do que os jogadores do Peñarol?

“Não tem nada a ver com o Peñarol. O problema é do Peñarol. Revoltante é a falta de critério porque está muito claro nas imagens que não foi o Felipe que buscou aquilo, o Felipe teve que se defender. Se o Felipe tivesse feito alguma coisa contrária disso, a maior punição seria interna. Nós estamos apoiando ele, junto com ele nessa aí. Está revoltante, acho que o presidente já falou bastante sobre isso. Nós confiamos no nosso departamento jurídico, no presidente novo da Conmebol. Acho que é um aprendizado para todo mundo. Já disse alguns dias atrás. Perguntam como que funciona lá? A gente não sabe e eles olham para aquele ali e ah, vamos dar tanto para esse cara. Não sei porquê. Não tem julgamento. A gente se defende por email. Então, a gente confia que o presidente novo, uma pessoa que parece ser bastante honesta, boa, quer fazer o correto. A gente confia que eles vão repensar sobre isso aí”.

Lateral Maxwell e volante chileno Aránguiz estão sendo contratados?

“Não. Eu já falei que é situação interna. Posso te dizer que o Palmeiras não está em negociação com nenhum jogador, nesse momento. Zero. Nenhum jogador, nem pensando”.

O zagueiro Juninho chega do Coritiba para assinar contrato por cinco anos. O lateral Mayke terá compromisso até dezembro de 2018. Rafael Marques foi para o Cruzeiro e Alecssandro seguiu para o Coritiba.

 


Novo Hamburgo foi gigantesco. Entra para a história, merecidamente
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Alexandre Praetzel

O Novo Hamburgo quebrou a hegemonia da dupla Grenal, 17 anos depois do Caxias, último time do interior a levantar a taça, em 2000. Conquistou o título gaúcho com a melhor campanha em todo o campeonato, pela primeira vez. Em seis partidas, não perdeu para Inter e Grêmio e superou os grandes na semifinal e final. Em 106 anos, conseguiu o improvável para muita gente. Passa a integrar um seleto grupo, num estado onde é muito difícil superar os gigantes da capital.

Com uma folha salarial menor do que os reservas de Inter e Grêmio, o Novo Hamburgo entra para a história dos Estaduais. Parabéns ao técnico Beto Campos, o jovem goleiro Matheus, o experiente zagueiro Júlio Santos, o volante Jardel, o meia Juninho e o atacante João Paulo, bons destaques da equipe anilada.

Um feito extraordinário, num futebol brasileiro onde os maiores são cada vez maiores e os menores seguem diminuindo em receita e competitividade. Por isso, os Estaduais ainda precisam existir, mesmo que num modelo mais enxuto e atraente. Se não houvesse o Gaúcho, o Novo Hamburgo dificilmente conseguiria ser campeão na sua linda trajetória. Parabéns Novo Hamburgo. Reconhecimento nacional de um grande trabalho.

 


Técnico do NH aposta na boa campanha do time para ser campeão gaúcho
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Alexandre Praetzel

O Novo Hamburgo pode fazer história, neste domingo, conquistando o Campeonato Gaúcho pela primeira vez. O time do Vale dos Sinos enfrenta o Inter, em igualdade de condições, após ter feito a melhor campanha da fase classificatória e eliminado o Grêmio, nas semifinais. Quem comanda a equipe é Beto Campos, 53 anos, com passagens por outras agremiações do interior e bons trabalhos no Cruzeiro-RS e Caxias. O treinador ganhou destaque, dirigindo o anilado. Em entrevista exclusiva ao blog, Beto coloca o Novo Hamburgo com boas possibilidades de título, apostando no retrospecto e na força do trabalho de todos. Leiam abaixo.

Qual a chance do Novo Hamburgo ser Campeão Gaúcho?

“Olha, respeitamos muito o Inter, mas temos chances boas pelo primeiro jogo e por toda a campanha que estamos realizando”.

Camisa pesa numa decisão ou isso não existe mais?

“Isso depende. Às vezes, a camisa pesa, sim”.

O que você achou da decisão marcada para Caxias do Sul?

“A preferência era jogar no Estádio do Vale, onde temos uma campanha de seis vitórias, dois empates e nenhuma derrota. Infelizmente, houve essa mudança e temos que acatar o regulamento”.

Qual a receita do teu bom trabalho à frente do time?

“Com certeza, pela dedicação de nossos atletas, acreditando no trabalho da comissão técnica”.

Novo Hamburgo tem estrutura e gestão para seguir trabalhando o ano todo?

“Tem uma boa gestão e vai disputar o Campeonato Brasileiro da Série D, pelo segundo ano consecutivo”.

O fato de o Inter estar com goleiros em más condições, dá vantagem ao teu time, em campo?

“Isso dependerá da nossa qualidade dentro do jogo”.

Um título gaúcho vai te colocar no cenário nacional?

“Nossa campanha já nos coloca no cenário nacional. Claro que o título dará uma repercussão ainda maior”.

Para quem não te conhece, como te define?

“Um técnico que procura trabalhar com muito respeito ao grupo de jogadores, estudioso, que procura estar sempre atualizado e nunca perder a convicção no trabalho”.

Novo Hamburgo e Inter jogaram duas partidas no Beira-Rio, com uma vitória do Novo Hamburgo e um empate no primeiro jogo da final.


Corinthians será Campeão Paulista com méritos e eficiência
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Alexandre Praetzel

O Corinthians é o Campeão Paulista de 2017. Afirmo isso pelo que eu vi no primeiro jogo da final contra a Ponte Preta. O resultado de 3 a 0 mostrou um time consolidado, dentro da sua forma de jogar, sem nenhum sofrimento, em Campinas. Uma vitória com autoridade e amplo domínio, diante de um adversário complacente e sem vibração nenhuma. O confronto foi mais fácil do que as partidas diante de Botafogo e São Paulo. Sem sustos.

A defesa manteve seu padrão seguro e Rodriguinho e Jadson decidiram, quando tiveram as oportunidades. O Corinthians não é brilhante, mas é extremamente eficiente e vai levantar seu 28º troféu com justiça, pelos números alcançados. Mérito do técnico Fábio Carille, que apostou numa formação tática definida, baseada na forte marcação e aproveitamento dos erros dos oponentes, contando com a qualidade técnica de três nomes: Jô, Jadson e Rodriguinho.

O Corinthians nunca perdeu por três gols de diferença na Arena e não perderá por esse escore, na sua casa. Será campeão diante da sua torcida, com festa no próximo domingo, respeitando a Ponte Preta e com o regulamento debaixo do braço. Não estou desmerecendo a Ponte Preta, mas não vejo reação, nem futebol, para conseguir o improvável.

Parabéns Corinthians e sua torcida.


Espinosa admite supresa por jejum gremista e elogia o Atlético-MG
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Alexandre Praetzel

O Grêmio decide a Copa do Brasil contra o Atlético-MG, a partir da próxima quarta-feira. O tricolor gaúcho busca um título nacional há 15 anos, após vencer o mesmo torneio, em 2001. Renato Portaluppi assumiu o comando do time e o Grêmio cresceu, também com o reforço de Valdir Espinosa como coordenador-técnico e sustentáculo para o amigo Renato, no vestiário. Espinosa foi o treinador campeão da América e do Mundo, em 1983, além de ex-jogador do clube, nos anos 70. Em entrevista exclusiva ao blog, Espinosa projetou confrontos equilibrados com o Galo, falou sobre o crescimento de Renato e elogiou a postura do Grêmio. Acompanhe abaixo.

Grêmio é mais time

“Não diria mais que o Atlético-MG. As duas equipes chegaram na decisão por somarem méritos e agora vão decidir realmente quem é o melhor. Vai depender dessa decisão para saber e você apontar, bom, esse foi o melhor dentro da Copa do Brasil. Isso nós vamos saber com esses dois jogos. O Grêmio está se preparando cada vez mais porque sabe a responsabilidade, sabe a importância que é acabar com o jejum de 15 anos e respeita o adversário, mas vai enfrentá-lo para vencer”.

Decidir em casa é melhor

“É muito relativo. Eu acho que vale para as discussões, quando você vai para sentar num barzinho, né. Aí começa aquele bate-papo, tal, pede um aperitivo, enfim, um tira-gosto. O bom é jogar fora. Não, o bom é jogar em casa, mas naquele jogo, naquela época, aí as histórias vêm e o salgadinho vai aumentando, o dono do bar fica satisfeito porque mais tempo você fica ali conversando. Enfim. Falando sério. Não tem essa. Lá fora, se você fizer um retrospecto, muitas vezes teve uma vantagem em jogar fora, muitas vezes jogar dentro de casa. O importante, eu sempre digo, é estar preparado para qualquer situação”.

Renato é bom técnico

“Está aprendendo cada vez mais. Eu acho que isso é que faz e o Renato me surpreende a cada dia porque ele busca aprender. Dentro desse aprendizado, ele vem num crescendo”.

Futebol mudou muito com jogadores mimados e pouco comprometidos

“Eu não diria isso. Diria até que se cobra pouco no futebol. A gente tem desculpa para tudo. A gente começa assim: eu quero disputar a Libertadores, depois reclama que está disputando. Eu quero disputar a Sul-Americana, depois reclama que está disputando. Chega em julho, estamos cansados. Estamos jogando muito. A gente só reclama, reclama, reclama, e o que é pior, eu tenho dito isso há anos, através dos meus vídeos. Vai terminando o campeonato brasileiro e a pergunta que se faz é a seguinte no Brasil inteiro em bate-papo, em debates na televisão, rádio e jornal. Como foi tecnicamente o campeonato brasileiro? A resposta sempre é a mesma: não foi bom, abaixo do nível. Olha que há anos é isso e esse ano foi de novo abaixo do nível. Só que a gente para para mudar? Não, a gente só reclama que foi abaixo do nível, mas não senta para dizer aonde está o erro, como temos que melhorar”.

Modelo de gestão brasileiro

“Eu não vou entrar nessa área. Eu vou ficar na minha área de campo, aquela que eu tenho entendimento, aquela que eu tenho experiência. É nessa área que eu busco aprender cada vez mais e nessa área que nós temos que buscar as correções. Entendo que fora de campo, muitas mudanças poderiam e deveriam acontecer, mas eu acho que a mais importante de todas ainda é dentro de campo. É dentro de campo que nós temos que melhorar mais, que nós temos que ter mais coragem, fazer mais cobranças. Vou puxar o Tite como exemplo. O que hoje e há um tempo atrás, muita gente não via jogo da seleção brasileira ou quando via, via com aquela coisa, que coisa chata que eu vou ver e quando terminava, dizia, que coisa chata que eu vi. Seis jogos do Tite e a gente ficou satisfeito. A gente viu uma coisa muito importante. Sorriso no rosto dos jogadores. Isso era alegria. Esse sorriso era um comprometimento de ajudar um companheiro e fez com que a gente sorrisse também, olhando o jogo e a gente sorrisse. Moral da história: havia um comprometimento de jogar bem. Nós temos que ter exatamente isso. O comprometimento de jogar bem. O resultado é consequência do que você fizer em campo e não buscar o resultado pelo simples fator de vencer de qualquer maneira como tem que acontecer. Acho que a maior esperança que eu estou vendo há anos no futebol foi esse momento do Tite na seleção. está fazendo a coisa com simplicidade. Outro detalhe. Num dia ele pegou, já estava treinando. Não teve tempo de treinar e não está reclamando. Simplesmente, ele está trabalhando. Essa é a seleção? Esse é o tempo de treino? Ok. Vou aproveitar bastante e não estou buscando desculpa. Até eu brinco, ele pode falar um pouquinho difícil, mas ele faz a coisa muito simples. É importante. Ele não está querendo ser o dono da verdade, nem o inventor da bola, porque a bola já foi inventada há muito tempo. Simplesmente, está fazendo a bola rolar no chão”.

Surpreso com jejum de 15 anos sem títulos nacionais

“Falo como torcedor. Claro que sim. Como torcedor, você não pode admitir que um time como o Grêmio fique um tempo desse sem ganhar título. Por isso, eu sei a importância, não só como torcedor, como profissional também, de acabar com esse jejum”.

Existe um grande jogador no Grêmio

“Eu acho que nós temos bons jogadores no Grêmio. Na defesa, Geromel, Kanneman que chegou. Grohe na seleção, Marcelo, enfim. Douglas no meio. Jogadores jovens que estão despontando, alguns que ainda não despontaram, mas são jovens, dentro de um aprendizado e buscando experiência. Acho que a equipe está bem e equilibrada”.

Atlético-MG

“Uma equipe que tem experiência, tem qualidade técnica. Uma equipe que tem qualidades e vai chegar na condição de disputante ao título por méritos conquistados. Não foi por fazer as coisas erradas, assim como o Grêmio. E como eu te disse no início. No final desses dois jogos, é que se vai dizer. Na Copa do Brasil, o melhor foi….Tomara que seja o Grêmio”.

Treinador novamente

“Serei sempre treinador”.

Além de treinar o Grêmio, Espinosa se destacou também no Botafogo, quebrando o jejum de títulos do clube, vencendo o campeonato carioca, em 1989, diante do Flamengo. Espinosa tem contrato com o Grêmio até dezembro, mas irá permanecer, se Renato ficar.

 


Crefisa vai aumentar em quase 50% o valor de patrocínio com o Palmeiras
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras está próximo de conquistar o título brasileiro, após 22 anos. Lidera o campeonato com quatro pontos à frente do Santos e cinco do Flamengo. Só depende de si. E isso pode acontecer neste fim de semana com uma vitória sobre o Botafogo, combinada com uma derrota do Santos para o Cruzeiro e empate do Flamengo diante do Coritiba.

O planejamento para 2017 é ainda mais ambicioso. Reforçar o grupo e buscar todos os títulos possíveis. Para isso se tornar realidade, a parceira do Palmeiras promete aumentar em quase 50% o valor de patrocínio do clube.

A Crefisa paga R$ 62 milhões anuais ou pouco mais de R$ 5 milhões mensais. Em 2017, a quantia subirá para R$ 85 milhões em 12 meses ou R$ 7 milhões a cada 30 dias. E promete um grande reforço para o time.

A ótima relação de Leila Pereira José Roberto Lamachia com Maurício Galiotte, futuro presidente palmeirense, vai permitir esse reajuste. Será o maior patrocínio do Brasil, com um único parceiro na camisa.


Eduardo Baptista vê Seleção com modelo de jogo adotado por ele em 2014
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Alexandre Praetzel

Eduardo Baptista é apontado como um dos bons treinadores da nova geração. Aos 46 anos, o filho de Nelsinho Baptista renovou contrato com a Ponte Preta, admitindo a pressão sofrida para conquistar o primeiro título da história do clube. Em entrevista exclusiva ao blog, Eduardo também falou sobre a busca por novas idéias e seu modelo de jogo, parecido com a Seleção Brasileira. Acompanhem.

Pronto para comandar um time grande ou a passagem pelo Flu deixou dúvidas

“Eu aprendi uma coisa com meu pai. Trabalhei dez anos ao lado dele e fui criado por ele. Nessa profissão, você não pode ter dúvidas. Tudo o que eu faço no meu dia-a-dia, as decisões que eu tomo, a decisão de ter ido para o Fluminense, sempre foi com muita certeza, muito medido, ciente do que poderia acontecer. Então, se tiver um convite de um time grande e eu aceitar, é porque eu fiz um planejamento, fiz a minha programação, estudei a equipe que eu vou. Sei onde vou pisar. E no Fluminense eu fiz tudo isso. As coisas não deram certo. O que me acalenta é que está lá um treinador, que é uma das minhas referências, principalmente pelo seu estilo ofensivo e conduta. E as coisas também são difíceis. Eu vejo o Fluminense com os mesmos problemas de quando eu estava lá, em fevereiro. Naquela época, tinha um mês e meio só de trabalho e as coisas não aconteceram. Às vezes, foge um pouco do treinador, mas tudo o que eu queria fazer lá, o que eu acho certo, eu fiz. Coloquei minhas idéias em prática, estávamos conseguindo um trabalho. Por muito pouco, não chegamos a uma final de Copa do Brasil, perdemos para o Palmeiras nos pênaltis. Foi um trabalho que não deu certo, mas eu coloquei meu modelo de jogo, fiz experiências com Fred, Ronaldinho Gaúcho. Foram as melhores possíveis, principalmente com Fred, um cara excepcional, que me ajudou demais e eu respeito. Virou um amigo pessoal meu. Simplesmente as coisas não deram certo porque não eram para dar. A gente ainda vê o Fluminense com dificuldades também, os mesmos problemas que eu tinha, o Levir está encontrando lá”.

Comparações com Nelsinho atrapalham ou não

“É inevitável. Meu pai é um nome muito forte no futebol brasileiro, no Japão. Trabalhei no Sport, onde meu pai é considerado o treinador do século, num clube centenário. Então, é um nome muito forte. Estou na Ponte Preta hoje, onde ele começou aqui, tem uma história maravilhosa aqui como jogador e treinador. As comparações são inevitáveis, mas não me incomodam porque é um cara sensacional, taticamente é um dos três melhores que eu já conheci na atualidade, desta turma da geração dele. Tem uma leitura de jogo, um intervalo de jogo sensacional. Um cara que eu aprendi demais, me inspirei. O Eduardo vai crescendo. Isso não me incomoda. É um prazer porque é um cara sensacional. Ser comparado a ele é algo muito bom. Todos os clubes que eu enfrento, por onde ele passou, todos os funcionários vêm até mim dar um abraço, falar do bom caráter dele e do bom trabalho onde ele passou. Isso tem muito mais o lado positivo porque eu trabalhei dez anos ao lado dele, convivi com vitórias, derrotas, com felicidades e tristezas. Aprendi demais, principalmente, as tomadas de decisão, a parte tática. Até hoje, discutimos muito. Ele é um cara aficcionado por futebol e sempre me puxa. Quando tem jogo da Champions League, ele pede para eu ver e a gente discute depois. Então, ser filho do Nelsinho, é você ter um professor, mestre, dentro de casa. Me ajuda demais e não me atrapalha, em nenhum momento”.

Pressão por um título na Ponte Preta é igual num time grande 

“A Ponte Preta vive uma situação de não ter ganho título. O rival tem título brasileiro e a pressão aqui é grande para disputar uma Libertadores, ganhar um título. Você briga no campeonato paulista com times que têm um aporte financeiro muito maior. Times com R$ 10 milhões de folha salarial, enquanto a Ponte Preta tem um folha de R$ 1,8 milhão. Então as coisas se tornam difíceis. A pressão é grande. Você luta com todas as suas armas, mas é difícil. A gente busca e a pressão aumenta a cada ano. Mesmo você fazendo uma campanha como a Ponte Preta faz e chegar em oitavo lugar, não é bem visto aqui em Campinas porque o título é cobrado. No time grande, você tem a pressão e alto orçamento. Você pode buscar dois jogadores de altíssimo nível para cada posição. Mesmo com a pressão, você tem armas para lutar. A Ponte Preta vive essa pressão. A gente tem que buscar jogadores no mercado. No segundo semestre deste ano, acertamos em 100% as nossas contratações. Deu tudo certo, por isso, uma boa campanha. Nós perdemos bons jogadores por não conseguir cobrir ofertas de times maiores. A pressão é maior ou igual a um time grande, só que às vezes essa luta é desleal”.

Modelo de jogo e trabalho

“Meu modelo de jogo é muito parecido com o que o Tite colocou. Eu já tenho uma filosofia, desde o Sport, em 2014. Nós jogávamos com esse mesmo estilo apoiado, num 4-1-4-1, ora 4-3-3, mas sempre com uma trinca no meio. Jogava com Diego Souza, Rithely como primeiro e Danilo fazendo o terceiro homem, com uma chegada à frente, com um centroavante, ora fixo, ora flutuante e dois atacantes de velocidade pelos lados, também chegando à frente ou fazendo um apoio pelas beiradas, fazendo uma triangulação. Meu modelo é muito parecido com o que o Tite está tendo sucesso na Seleção Brasileira. Você pode ter uma chegada com mais gente à frente, uma formação de triângulo pelos lados, uma chegada na área com três jogadores, no mínimo. É um sistema bem parecido. Eu fico contente que é um modelo que eu já venho trabalhando, desde 2014, e a gente tem conseguido bons resultados. Conseguimos no Sport, estamos conseguindo na Ponte Preta e a gente tenta melhorar a cada dia, inovar, trazer coisas diferentes na maneira de marcar, jogar, mas sempre com a filosofia na hora de jogar, você ter um apoio pelas beiradas porque hoje os times jogam muito fechados por dentro e quando você defende, uma compactação no meio porque é onde o jogador brasileiro tem a criatividade. Você trava esse meio e joga o adversário para o lado, onde a gente procura roubar essa bola e jogar e sair pelo mesmo local. O modelo de jogo é esse. De trabalho, a gente procura sempre jogar, colocar a bola no chão, passe para frente, agressividade, explorando o talento do jogador brasileiro. Defensivamente, tentar diminuir os espaços, principalmente, na região central do campo. Tem que dar liberdade também. Se compara muito o futebol brasileiro ao europeu. Para o brasileiro, você tem que dar um pouco de liberdade a mais do que você dá ao europeu. O europeu não tem o talento, não tem o drible, a ginga, aquela saída inesperada que o brasileiro tem. Eu procuro não podar. Tem uma disciplina, mas na hora de jogar, tem uma liberdade criativa para um espaço para o jogador criativo pensar e tomar as decisões. O jogador brasileiro tem isso que ninguém tem. Por isso, os times das ligas européias estão lotados de jogadores brasileiros”.

Não ter sido jogador atrapalha no vestiário 

“É importante ter sido jogador, que viveu experiências e sentiu o calor do jogo. É um peso grande. Eu estive 20 anos dentro do vestiário, vendo o lado da comissão técnica, onde eu participei de decisões das mais variadas possíveis, momentos de vitórias, derrotas e você acaba aprendendo, tomando suas lições, criando a sua metodologia. Trabalhei com grandes treinadores. Nelsinho por quase dez anos, Geninho, Vágner Mancini, treinadores da nova geração também, onde tentei tirar o melhor deles. Ver o quê eles faziam de melhor, onde era o forte deles e tentei trazer para o meu dia-a-dia. Não joguei, mas tive essa vivência. Eu acho que isso é importante. Hoje, nós temos dois grandes treinadores mundiais: Guardiola, que foi um grande jogador e é um grande treinador e Mourinho, um cara ganhador e que era preparador físico, assim como eu. A grande diferença de você ter sido jogador ou ter vivido como eu vivi, independe. Eu acho que vale, se qualquer um desses lados estudar, procurar aprender, se especializar, coisas novas, se atualizar. Sou um cara que leio demais, faço meus cursos. Estou terminando meu nível A dentro da CBF. Sou instrutor da CBF para cursos de formações de treinadores para o nível B. Sempre procuro aprender e ajudar outros profissionais que também estão surgindo. Esse estudo qualifica o treinador. Lógico que se ele foi atleta, dá uma qualidade melhor. Se ele tiver a vivência que eu tive, dá um suporte muito bom. O importante é que ele estude, se atualize, se prepare, esteja aberto a coisas novas, estar pesquisando a Europa, Ásia, interior do futebol paulista, nordestino, antenado com tudo o que está acontecendo. Simplesmente, ter sido jogador ou ter uma vivência de 20 anos de vestiário, não te credencia a ser um grande treinador. O que vai te credenciar é tudo isso mencionado, mais uma especialização, estudo. Tem que buscar a preparação diária porque as coisas são novas, os jogadores são mais inteligentes, intelectualmente falando, do que eram há dez anos atrás. A evolução psicológica é uma realidade de uma nova geração e você tem que estar antenado a isso. Isso faz um grande treinador”.

Eduardo Baptista teve destaque no Sport, em 2014, começando sua carreira de treinador. Depois, passou pelo Fluminense, antes de chegar à Ponte Preta. O time é décimo lugar na Série A do Brasileiro com 45 pontos. Enfrenta o Sport, quinta-feira, em Recife.


O aroma é verde. Palmeiras passa bem por sequência difícil
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Alexandre Praetzel

Após 26 partidas, o cheiro do título é verde. A vitória de 2 a 0 sobre o Corinthians foi maiúscula, quebrando uma série de 32 partidas sem derrota do rival, dentro da sua casa. Claro que ainda falta muita coisa, mas o Palmeiras mostra maturidade e soma pontos, mesmo quando não joga bem.

No clássico, o Palmeiras foi melhor e cirúrgico. Fez 1 a 0 com Moisés, aproveitando erro do zagueiro Vilson, merecendo a vantagem parcial no primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Verdão teve outras chances para aumentar o placar e liquidou a fatura com o colombiano Mina deslocando Cássio, logo depois da expulsão do lateral Léo Príncipe. Onze contra 11, o Palmeiras também era superior. Se não fosse o goleiro corintiano, o escore seria maior. Jaílson fez apenas uma defesa.

Moisés e Tchê Tchê foram os destaques. Líder com 51 pontos e dez à frente do Corinthians. Vantagem real, pela diferença de qualidade e elenco das duas equipes.

O Palmeiras passou por uma sequência difícil contra Grêmio, Flamengo e Corinthians. Permaneceu em primeiro e abriu quatro pontos do rubro-negro carioca. Melhor impossível e favorito, sim.

“Verde que te quero ver” é o lema do Brasileirão no momento.


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