Blog do Praetzel

Arquivo : Brasileiro

Números dão razão ao jogo “feio” do SP. Aguirre está certo, no momento
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Alexandre Praetzel

O São Paulo quebrou o tabu de 13 jogos sem vitória, desde a inauguração da nova Arena da Baixada, estádio do Atlético-PR, em 1999. O tricolor fez 1 a 0, gol de Nene, cobrando pênalti.

O jogo esteve longe de ser bom, mas mostrou um São Paulo competitivo novamente, desde o início do Brasileiro. A receita de Diego Aguirre é curta e grossa: joga-se por uma bola e fecha a defesa. Muitos podem não gostar desta forma de atuar, só que os números estão ao lado do uruguaio. Claro que, quando enfrenta um adversário superior como o Palmeiras, as coisas podem dar errado. Algo normal numa competição tão disputada.

O São Paulo chegou a 20 pontos em 33 disputados e é o segundo colocado, três atrás do líder Flamengo. Quem apostaria nisso, antes do campeonato começar? Quase ninguém. O próprio Raí admite que o São Paulo está construindo algo positivo.

Agora, o São Paulo pega o Vitória, terça-feira. Se vencer, certamente vai para o recesso da Copa do Mundo, entre os quatro primeiros colocados. Um alento para quem viu o grande clube apenas comemorar permanência na Série A, nas duas últimas temporadas.


Vitória do Palmeiras em POA foi tão consistente quanto a do Boca Juniors
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras conseguiu uma grande vitória sobre o Grêmio e subiu cinco posições na classificação do Brasileiro, terminando a quarta-feira com 17 pontos, na terceira colocação.

O resultado de 2 a 0 foi construído com um futebol competitivo e raçudo, com contra-ataques eficientes, aliado a um bom sistema defensivo. Foi uma postura muito equilibrada, com atitude forte e desempenho, durante os 90 minutos. Talvez tenha sido a melhor atuação tática do Palmeiras, lembrando da vitória sobre o Boca Juniors, em Bueno Aires. Não é fácil para ninguém  derrotar o Grêmio na sua Arena. Eu, inclusive, achava que o Grêmio era o favorito.

Willian foi letal e o destaque da partida, mas os demais jogadores contribuíram bastante, sem alguém destoar. Até Luan e Thiago Martins foram bem, mesmo sendo reservas no momento.

Duas vitórias consecutivas e a confiança lá em cima. Sem Felipe Melo e Bruno Henrique, suspensos, Thiago Santos e Lucas Lima começarão a partida diante do Ceará, em Fortaleza. Óbvio que os times vivem jogo a jogo, mas o Palmeiras já viaja como favorito e terá uma retranca pela frente, provavelmente.

Há sete dias, Roger Machado vivia um ponto de interrogação com duas derrotas seguidas. Agora, ele renasceu, passando por São Paulo e Grêmio, dois adversários complicados. O que mudou, para isso acontecer? Acredito que tenha sido a escalação, com um meio-campo mais dinâmico e recomposição rápida. Os espaços diminuíram. Futebol, sempre existiu.

Nas eternas projeções, depois do Ceará, haverá o Flamengo, no Allianz Parque. Diferença de três pontos para o líder, com o Fla atuando nesta quinta-feira, contra o Fluminense. Roger ainda precisa de uma sequência consistente. Se ele chegar ao topo da tabela, na parada para a Copa, aí terá a tranquilidade que sempre pediu, com o Palmeiras na sua posição correta, brigando pelo título.


Palmeiras faz fiasco no Brasileiro. Roger é o único responsável?
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Alexandre Praetzel

Guardiola costuma dizer que um time ganha campeonatos nas últimas oito rodadas e perde nas oito primeiras. Por esta ótica, o Palmeiras vai se complicando no Brasileiro. Tem apenas 11 pontos em 24 disputados. É o décimo colocado com 45,8% de aproveitamento, com três vitórias, dois empates e três derrotas. Dá para dizer que venceu com duas boas atuações, contra Atlético-PR e Bahia. Nos outros seis jogos, não conseguiu manter consistência e foi muito mal nas três derrotas. Claro que ainda é cedo para determinar que o Palmeiras não pode ganhar o título, mas o quadro é bem negativo para um elenco considerado favorito.

Na projeção inicial, o Palmeiras sempre foi colocado no pelotão da frente, ao lado de Flamengo, Corinthians, Grêmio e Cruzeiro. Dos cinco, é o que apresenta pior futebol. E não consegue engrenar. Dez entre dez palmeirenses pedem a cabeça de Roger Machado. Mas será que o técnico é o único responsável? Já ouvi várias teorias de pessoas ligadas à vida diária do clube e relato algumas.

– Roger trabalha bem no dia a dia, mas não mantém formações treinadas. Foi apelidado de “Confuso”, por alguns do grupo.

– Mattos pressiona demais e incomoda os jogadores.

– Encontro com a uniformizada revoltou os atletas.

– Diretores querem um ex-treinador “cascudo” para ser um lastro a Roger, trabalhando com Mattos.

– Roger não tem força para comandar o vestiário.

– Palmeiras precisa de um técnico experiente e líder.

No futebol brasileiro, quando um grande clube vai mal, surgem diversas causas para o mau desempenho. Na minha opinião, passa muito por um pensamento de futebol. O Palmeiras pode ser protagonista, mas precisa ter humildade também. Há adversários do outro lado que sabem como enfrentá-lo. Se um esquema não funciona, testa-se outro. Medalhões não podem ter cadeira cativa. Os melhores devem jogar, sempre.

Roger Machado está previsível nas suas decisões e parece que os jogadores estão incomodados. Mas não é o único responsável. Os próprios atletas podem dar mais e os dirigentes devem estar mais próximos do treinador. Será que trocar de técnico, vai mudar muita coisa, se o pensamento continuar o mesmo? Costumo dizer que quem manda no futebol são os jogadores. E que o ambiente hoje representa 70% do trabalho. Se não houver comando e o dia a dia for conturbado, tchau. Não há técnico que resista.

Agora, o clássico contra o São Paulo virou o limite. Como se um único Choque-Rei mudasse tudo do dia para a noite. Nunca foi assim.


São Paulo com muita moral para o Choque-Rei. Mudou o quadro em oito jogos
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Alexandre Praetzel

O São Paulo confirmou a boa fase e fez 3 a 2 no Botafogo, alcançando a liderança do Brasileiro com 16 pontos, após oito rodadas. O tricolor pode ser ultrapassado pelo Flamengo, nesta quinta-feira, caso o time carioca vença o Bahia, no Maracanã. Mas isso deve ser o de menos, no momento. O São Paulo mudou a postura dentro de campo e a equipe compete bastante, durante todo o tempo.

É verdade que saiu perdendo para o Botafogo, num bonito chute de Leo Valencia contra Sidão. Em jogos anteriores, sair atrás no placar virava um parto para o São Paulo reagir. Parecia que o tricolor não tinha forças para reverter resultados negativos. Agora, isso mudou. O São Paulo foi para cima, empatou num pênalti bem marcado, virou com Diego Souza e fez o terceiro numa paulada de Everton, batendo em diagonal na meta de Jefferson. Aliás, Everton encaixou muito bem e os outros jogadores também melhoraram seus desempenhos. Ele não precisava ser substituído para a entrada de Valdívia. Assim que Everton saiu, o Botafogo descontou, numa infeliz coincidência.

O maior mérito de Diego Aguirre é o ajuste coletivo e a liberdade para os melhores atletas, tecnicamente. O São Paulo não precisa ser brilhante. Precisa ser competitivo, e isso está sobrando, de acordo com a filosofia do treinador.

O São Paulo chega com moral para o clássico diante do Palmeiras, sábado, no Allianz Parque. Nunca pontuou na casa do rival. Vai para o confronto com segurança e auto-estima elevada, tudo que faltou em outros Choques-Reis. É a hora do São Paulo, sem dúvida.


São Paulo é a boa novidade das sete rodadas da Série A. Aguirre ganha força
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Alexandre Praetzel

O São Paulo ganhou do América-MG, em Belo Horionte, e chegou ao sétimo jogo sem derrota, na Série A do Brasileiro. São três vitórias e quatro empates, o único invicto no campeonato. Ocupa a quarta colocação com 13 pontos e aproveitamento de 61,9%. Quem imaginaria uma campanha inicial dessas, com a temporada que o tricolor estava fazendo?

Eu, certamente, não. O São Paulo começou o ano com Dorival Jr., mantendo um trabalho realizado em 2017. Fez uma primeira fase do Paulista de forma regular, com altos e baixos, e uma Copa do Brasil sem entusiasmar, diante de times mais fracos. Dorival foi dispensado e chegou Diego Aguirre. O uruguaio assumiu e já encarou um mata-mata contra o São Caetano, no Estadual. Passou e caiu para o Corinthians, nos pênaltis, nas semifinais. Na Copa do Brasil, encarou o Atlético-PR e foi eliminado com uma derrota e um empate. Na Sul-Americana, pegou o Rosário Central-ARG e conseguiu a classificação para a segunda fase, com muito sofrimento.

Aguirre promoveu o rodízio entre os jogadores e priorizou o sistema defensivo. A máxima de “primeiro não perder, para depois pensar em ganhar”. Num torneio de pontos corridos, pode dar certo, apesar de muitos empates travarem o crescimento na classificação. O tricolor largou com uma vitória em cinco partidas e Aguirre admitiu que precisava ganhar. Foram duas vitórias consecutivas e a equipe deu um salto na pontuação. Aguirre pode não gostar de desempenhos mais técnicos, mas conseguiu criar um suporte para Nene atuar com liberdade e deu confiança a Diego Souza, como centroavante. Os dois cresceram e têm sido importantes nessa retomada. Aguirre qualificou Diego Souza como “um baita centroavante”.

Contra o América, o meio-campo teve Jucilei, Hudson e Araruna, soltando Nene. O meia foi muito bem e contribuiu com dois gols. Os laterais apoiaram com mais liberdade, também, e o São Paulo atacou bastante pelos lados.

Ainda acho difícil o São Paulo brigar pelo título, mas pode lutar por vaga na Libertadores, como a maioria dos participantes. Tem elenco inferior à alguns adversários, mas o começo é promissor e tira a ameaça de rebaixamento da cabeça de muitos torcedores, preocupados com a irregularidade de 2018, com alguns erros de planejamento da diretoria.

Agora, o tricolor curte o bom momento e Diego Aguirre começa a ganhar a confiança de todos. Os resultados falarão, ali na frente.


Palpite para SP e Santos. SP tenta se afirmar. Santos busca um padrão
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Alexandre Praetzel

São Paulo e Santos fazem o clássico paulista da sexta rodada da Série A do Brasileiro. O time de Diego Aguirre é o único invicto com uma vitória e quatro empates. O próprio treinador já disse que até trocaria a invencibilidade por mais dois ou três pontos. A sequência de empates travou a equipe na 12ª posição, com sete pontos. A realidade é que o São Paulo melhorou seu jogo coletivo e a atitude em campo, mas ainda precisa confirmar suas boas atuações. Empatou duas vezes diante de Atlético-MG e Bahia, nos últimos minutos. O San-São pode determinar uma afirmação e uma arrancada para os comandados de Aguirre. O torcedor segue desconfiado e precisa de uma resposta do elenco.

Do outro lado, o Santos ainda gera desconfiança, porque não apresenta um padrão de jogo. A goleada de 5 a 1 para o Grêmio, ainda não foi bem digerida, pelo fato de quando pegou um adversário forte, o Santos foi facilmente batido. Claro que houve uma reação contra Luverdense e Paraná Clube, com os titulares. Mas a derrota dos reservas para o Luverdense voltou a colocar um ponto de interrogação na capacidade do elenco santista. Isso aliado ao trabalho comum de Jair Ventura, que não consegue fazer com que o Santos tenha um modo definido de jogar. É um time muito espalhado, sem criação do meio-campo e dependendo bastante do goleiro Vanderlei.

O blog comparou as prováveis formações, nome por nome, na questão individual. Confira.

Sidão  X  Vanderlei

Militão  X  Victor Ferraz

Bruno Alves  X  Lucas Veríssimo

Anderson Martins  X  David Braz

Reinaldo  X  Dodô

Jucilei  X  Alison

Hudson  X  Jean Mota

Nene  X  Vítor Bueno

Marcos Guilherme  X  Eduardo Sasha

Diego Souza  X  Gabriel

Everton  X  Rodrygo

Diego Aguirre  X  Jair Ventura

6×6 na avaliação do blog. Palpite de 2xo para o São Paulo, pelo fato do jogo ser no Morumbi e o tricolor ter uma formação tática mais definida.


Palmeiras da Libertadores precisa aparecer no Brasileiro
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras passou tranquilo pela fase de grupos da Libertadores da América. Quando houve o sorteio, em dezembro de 2017, a chave palmeirense era considerada uma das mais difíceis da primeira fase, com o temido Boca Juniors, o bom time do Junior e o tradicional Alianza Lima, com várias presenças no torneio. Em 18 pontos, o Palmeiras fez 16, com aproveitamento de 88,9% e a melhor campanha da primeira fase. Isso deixa o Palmeiras com a certeza de decidir o mata-mata no Allianz Parque, caso vá ultrapassando as disputas, a partir das oitavas-de-final.

O futebol apresentado na Libertadores não foi de encher os olhos, mas mostrou um time bastante competitivo e com rodagem maior do elenco, batendo os três adversários fora de casa. O Palmeiras foi excelente contra o Boca, em Buenos Aires, e Alianza, em Lima. Nos jogos em São Paulo, ganhou na eficiência e na força.

Agora, por que esse desempenho da Libertadores não é visto no Brasileiro? O Palmeiras é quinto colocado com oito pontos em 15. Fez uma ótima atuação na vitória sobre o Atlético-PR e venceu o Inter, sem jogar bem. Empatou com Botafogo e Chapecoense e perdeu para o Corinthians, na sua pior performance neste início de Série A. E a derrota para o rival deixou dúvidas de novo sobre a atitude dentro de campo.

Para um clube que tem um elenco com boas opções em qualidade e quantidade, o Palmeiras deve ser cobrado para jogar mais no principal torneio nacional. Claro que o campeonato é longo e há espaço para reações. O Palmeiras pode conquistar Libertadores, Copa do Brasil e Brasileiro? Pode, mas parece que o foco dos atletas é a Libertadores. A diretoria gere e apresenta alternativas para a comissão técnica. Resta saber se Roger Machado conseguirá dar atenção devida para três competições simultâneas, deixando o grupo mobilizado. Serão mais sete partidas, até a parada para a Copa do Mundo.


Por um Dérbi bem jogado, sem interferências e reclamações. A bola manda
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Alexandre Praetzel

Vamos para mais um Dérbi, neste domingo. Estarei na Arena do Corinthians e espero cobrir um jogo de FUTEBOL, válido pelo primeiro turno do Brasileiro. Nos três últimos clássicos entre Corinthians e Palmeiras, viu-se muito pouco de bola.

Na fase classificatória do Paulista, vitória corintiana com um pênalti em “delay” marcado por Raphael Claus, apesar de o Corinthians ter sido superior na atitude.

No primeiro jogo da decisão, Palmeiras ganhou com eficiência, mas tivemos muitas faltas, duas expulsões e mais “pegada” do que futebol.

No confronto decisivo, a polêmica interminável da “interferência externa”, após o árbitro Marcelo Aparecido de Souza voltar atrás num pênalti a favor do Palmeiras. O Corinthians foi campeão, o Palmeiras vai até à Fifa, com todo o direito de protestar.

A história sempre começa pelos próprios jogadores. Dá para jogar mais, competir bastante e reclamar bem menos de tudo e da arbitragem. Eles são os responsáveis pela qualidade da partida, ainda que ela esteja em falta em muitos gramados espalhados pelo país.

Os treinadores adotaram discursos serenos e pediram mais respeito e foco pelo que acontece dentro de campo. Tomara que eles determinem a busca incessante pela vitória.

A torcida lotará o estádio, mesmo que seja única. Só resta a bola rolar e que Anderson Daronco esteja iluminado para não virar protagonista e estragar o espetáculo.

O Corinthians terá força máxima e apresenta Pedrinho, boa revelação do clube. O Palmeiras tem um retrospecto maravilhoso fora de casa e foi o time que mais venceu o Corinthians, na Arena.

Corinthians de Cássio; Mantuan, Henrique, Balbuena e Sidcley; Gabriel, Maycon, Rodriguinho e Jadson; Romero e Pedrinho.

Palmeiras de Jaílson; Marcos Rocha, Antonio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Thiago Santos, Bruno Henrique e Lucas Lima; Dudu, Borja e Keno.

Dois bons times e candidatos ao título brasileiro. O blog aposta num empate em 1 a 1.


Santos tem seu adversário mais difícil. Risco de goleada contra o Grêmio
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Alexandre Praetzel

O Santos vai enfrentar seu pior adversário no ano, neste domingo, em Porto Alegre. Pega o Grêmio, embalado e jogando futebol de alto nível. Há muito tempo que o Grêmio não era tão favorito como agora, frente ao Santos. Entre os titulares, o Grêmio é mais time, apesar da qualidade defensiva santista e do goleiro Vanderlei.

Do meio-campo para o ataque, o tricolor gaúcho abre grande vantagem, pela forma como atua e pela inteligência e passe do setor gremista. Maicon, Arthur, Ramiro e Luan estão entrosados, dão ritmo e decidem partidas. Todos eles participam bastante da partida e são criadores rotineiros de chances de gols. Por isso, Everton tem sido destaque, recebendo bolas e finalizando bem. Até Jael, com toda sua escassez futebolística, vem marcando seus gols e aproveitando a oportunidade de continuar entre os titulares.

Jair Ventura deve mudar seu esquema de jogo. Se continuar escalando um meio-campo aberto, com apenas Alison na marcação, o risco é de levar uma goleada. Na Arena, o Grêmio empurra os adversários para a defesa e sufoca o tempo todo. Se o Santos não tiver mais componentes de marcação, a situação ficará difícil.

O blog avaliou jogador por jogador, pelo momento. Confira.

Marcelo Grohe X  Vanderlei

Léo Moura  X  Daniel Guedes

Geromel  X  Lucas Veríssimo

Kannemann  X  David Braz

Cortez  X  Dodô

Maicon  X  Alison

Arthur  X  Léo Citadini

Luan  X  Jean Mota

Ramiro  X  Eduardo Sasha

Everton  X  Rodrygo

Jael  X  Gabriel

Renato Portaluppi  X  Jair Ventura

9×3 para o Grêmio, pelo critério do blog. O blog aposta em Grêmio 3×1.


Corinthians melhorou o elenco. Carille varia bem a forma de jogar
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Alexandre Praetzel

O Corinthians foi o único time que conseguiu duas vitórias seguidas no início do Brasileiro. Bateu Fluminense, em casa, e Paraná Clube, em Curitiba. Nos dois jogos, alternou a escalação. Em relação a 2017, quando sobrou no campeonato, fazendo 47 pontos em 57, no primeiro turno, o Corinthians tinha um elenco inferior, acredito. Fábio Carille tem rodado mais seus atletas, por ter Libertadores ao mesmo tempo e por entrar na Copa do Brasil, nas oitavas-de-final. Hoje, o treinador tem mais opções para variar o esquema tático.

Saíram Guilherme Arana, Pablo e Jô. Chegaram Henrique, Sidcley, Juninho Capixaba e Marllon, para o setor defensivo . O zagueiro se firmou rapidamente ao lado de Balbuena e tem jogado bem. Sidcley foi uma grata surpresa, com desempenho muito bom. Juninho Capixaba começou mal e perdeu espaço, mas tem potencial para se recuperar. Ralf e Emerson Sheik(eu não contrataria) ainda acrescentam e Matheus Vital foi a melhor contratação. Roger nem estreou e o garoto Matheus Matias é visto como boa aposta.

Se Carille quisesse escalar uma formação só com reservas, teria Valter; Mantuan, Pedro Henrique, Marllon e Juninho Capixaba; Ralf, Maycon, Jadson e Marquinhos Gabriel; Pedrinho e Roger. Sobrariam ainda Danilo, Emerson Sheik, Júnior Dutra e Matias. Parece que a política de reforços passou por Carille, que sabe muito mais do que os dirigentes, a respeito das necessidades do grupo.

O treinador mostra que sabe extrair o máximo de cada atleta. Do meio para a frente, é possível adaptar alguns esquemas às características dos jogadores. Se em 2017, havia uma dependência fortíssima de Jô, parece que isso já ficou para trás. É difícil o Corinthians repetir a campanha do primeiro turno do ano passado. Mas se fizer 40 pontos, com a forma de jogar eficiente e as alternativas que acrescentou ao vestiário, poderá se tornar favorito de novo a levar o Brasileiro.