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Santos, Levir e a conta da justa eliminação
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Alexandre Praetzel

Sempre gostei de ver o Santos jogar e disse em janeiro que achava que o Santos seria campeão da Libertadores da América. Mantinha a imagem do time leve, dinâmico e veloz de 2015 e 2016. Mas, infelizmente, 2017 passou longe dos bons momentos santistas.

Até o início do Brasileiro, o Santos parecia travado. Os bons jogadores estavam mais ou menos e a coisa não fluía. Dorival Jr. garantia que estava tudo bem, mas o grupo não respondia dentro de campo. Dorival saiu e chegou Levir Culpi. O Santos passou tranquilo da primeira fase da Libertadores e começou a valorizar a invencibilidade no torneio sul-americano, mesmo sem jogar bem.

Levir tornou o Santos mais mecânico, pegador e dando a bola para o adversário. Preferiu atuar por resultados em detrimento da qualidade técnica. Ficou 17 jogos sem perder, mas com muita dependência de Vanderlei. O Santos já vinha jogando mal, só que Vanderlei garantiu muitas vitórias e evitou derrotas. Parecia que a conta ia chegar. E chegou.

Contra o Barcelona-EQU, em Guayaquil, o Santos foi ao ataque uma vez e marcou um gol. Depois, se retraiu e entregou o campo para os equatorianos. Tomou um sufoco gigantesco e cedeu o empate. Na Vila Belmiro, teve os desfalques de Renato e Lucas Lima, mas só isso não pode justificar um futebol tão pobre. Perdeu com justiça para um oponente mais organizado e ambicioso. Para mim, Levir tirou a transição ofensiva e robotizou o Santos. Quando saiu na frente, isso adiantou. Ontem, fracassou. Tomou o gol e foi para o desespero dos cruzamentos. Nenhuma jogada trabalhada e uma escalação discutível, com muita lentidão. Eliminação justa, pelo que não jogou como mandante. E para piorar, Bruno Henrique cuspiu no rosto de um adversário. Postura lamentável. Merece uma longa suspensão.

Ah, e tem a Vila Belmiro. Já não é alçapão há muito tempo. Doze mil pessoas para uma decisão de quartas-de-final da Libertadores? Um pensamento pequeno de toda a diretoria. Em Guayaquil, o Santos esteve num caldeirão com mais de 40 mil pessoas. E tem muita gente que defende a Vila para fazer política. O Santos é muito maior que eles. No Pacaembu, seriam 35 mil santistas.

Agora, é pensar em ficar no G4 do Brasileiro. Pouco para a projeção inicial, mas correto pelo decréscimo de todos nos últimos 40 dias.


O que Jô dirá para Rodrigo Caio, no jogaço de domingo?
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Alexandre Praetzel

O “bom moço” X A “Lei de Jô”. Acho que é uma denominação que será lançada para projetar o clássico entre São Paulo e Corinthians, domingo, no Morumbi. De um lado, Rodrigo Caio, adepto do fair-play, o cara que salvou o próprio Jô da suspensão da semifinal do Paulista. Do outro, Jô, com o futebol recuperado no Corinthians e goleador do time no Brasileiro, mas detonado por muita gente por não admitir o gol de mão contra o Vasco, levando vantagem com a irregularidade.

Estarei no estádio e estou curioso para ver o encontro dos dois. O que Jô dirá para Rodrigo Caio? Nada? Pedirá desculpas? Só um aperto de mão trivial? A realidade é que a comparação ficou ruim para Jô. Rodrigo Caio foi cumprimentado por todo mundo pelo ato generoso e honesto. Isso ajudou até na sua convocação para a Seleção Brasileira, certamente. Jô ficou com a imagem de incoerente. Defendeu a postura de Rodrigo Caio, mas não conseguiu ter a mesma atitude do colega de trabalho. Esse duelo já turbina ainda mais o ambiente da partida. A disputa entre os dois será muito interessante. Rodrigo Caio mais motivado do que nunca e Jô podendo responder com gols.

O São Paulo joga para tentar sair do Z4 e atrapalhar a vida do Corinthians. O Corinthians joga para tumultuar ainda mais a vida do rival e disparar rumo ao título. Já foram vendidos mais de 40 mil ingressos. Que promessa de jogaço. E com vários motivos para ter todas as atenções da semana.


Santos pode ganhar Brasileiro e Libertadores, mas não quer tentar
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Alexandre Praetzel

O Santos enfrenta o Botafogo, neste sábado, com apenas um titular em campo. Levir Culpi vai poupar jogadores e três desfalques por suspensão. Tudo bem que o Santos tem um jogo decisivo, quarta-feira, e o retorno de Guayaquil foi desgastante. Mas será que Zeca, Alison, Copete e Bruno Henrique não poderiam ser escalados?

O Campeonato Brasileiro também é importante. O Santos derrotou o Corinthians com autoridade e diminuiu a diferença para nove pontos. Se ganhar no Engenhão, baixa a desvantagem para seis e coloca pressão no Corinthians contra o Vasco, amanhã.

O Santos terá Vanderlei; Daniel Guedes, Luiz Felipe, Noguera e Orinho; Leandro Donizete, Léo Citadini e Jean Mota; Thiago Ribeiro, Kayke e Hernandez. Claro que o Santos pode vencer os reservas do Botafogo, mas obviamente teria mais condições com uma formação mais reforçada.

Não entendo e nunca entenderei esse planejamento. O Brasileiro não pode ficar em segundo plano. Em 2015, o Santos fez a mesma coisa, perdeu a Copa do Brasil para o Palmeiras e a vaga na Libertadores da América, em 2016. Os dirigentes vão cometer o mesmo erro. O Santos pode levar as duas competições ao mesmo tempo. Pode mesclar a equipe, quando entender necessário, mas descaracterizá-la tanto, é difícil de aceitar.

O Cruzeiro de 2003 sempre será minha referência. Ganhou a tríplice coroa com Mineiro, Copa do Brasil e Brasileiro, com 24 participantes e oito jogos a mais, na primeira disputa de pontos corridos. Se isso foi possível há 14 anos, por que não agora?


Aranha elogia Sheik por futebol de 600 mil e não vê absurdo em queda do SP
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Alexandre Praetzel

A Ponte Preta abre hoje as oitavas-de-final da Copa Sul-Americana, enfrentando o Sport, em Recife. Será mais uma tentativa de buscar o primeiro título da sua história. Ao mesmo tempo, o time não descuida do Brasileiro, onde tem 28 pontos, dois acima do Vitória, 16º colocado na classificação. O blog entrevistou o goleiro Aranha sobre o momento da Ponte, a pressão por uma conquista, a disputa com o São Paulo e a presença de Emerson Sheik no elenco. Confira.

Pelos jogadores que a Ponte tem, é correto afirmar que não tem como o time ser rebaixado?

Ninguém pode cravar isso, né. Mas a gente tem caminhado bem. Durante o campeonato inteiro, a gente não entrou em momento algum na zona de rebaixamento. Isso é muito importante. Se a Ponte fizer o dever de casa, as coisas continuam tranquilas. Eu acho que é bom quando o treinador tem muitas opções para usar no elenco. Então, as vezes acaba faltando isso para a Ponte. A Ponte tem um grupo de bons jogadores, mas a gente sabe que tem momento que alguém vai machucar, sentir uma lesão, tomar cartão, estar mais cansado. É bom você ter mais peças à altura para repor. Mas a gente está sendo feliz, no critério de contratações da Ponte. São jogadores que brigam bastante o tempo todo, que têm qualidade e isso tem nos mantido vivos no campeonato.

É difícil disputar o Brasileiro com a desvantagem financeira e estrutural, em relação aos maiores adversários?

É bem complicado. A Ponte, graças a sua diretoria, tem feito um trabalho muito bom. Isso não é da boca para fora. Tem salário em dia. É uma obrigação? É, mas a gente sabe que alguns clubes não procedem assim. Tem um CT bom, estádio bom. Agora, não estamos em nível de disputar em igualdade com as outras equipes como São Paulo. Mas a gente conseguiu o empate, contra muito mais torcedores e num gramado rápido, onde o São Paulo está acostumado a jogar. Isso é de se exaltar.

A cobrança por um título atrapalha demais? Todos carregam isso?

Com certeza. Quem assimila o que é a Ponte Preta, quem está aqui há mais tempo, sabe que esse peso a gente carrega, sim. Estivemos próximos várias vezes de conseguir, mas não foi esse ano. Quem sabe o ano que vem, a gente consegue tirar esse fardo aí e aliviar essa pressão e a Ponte possa dar mais um passo. Que venham mais investimentos para que a Ponte tenha maiores chances durante o campeonato.

Você acha que o São Paulo vai cair? Hoje, parece ser um concorrente direto da Ponte.

Eu não sei se é um concorrente direto, hoje, porque a gente tem uma certa distância(28 pontos contra 24). Vamos jogar em casa, a gente tem tudo para poder fazer o dever de casa, que é o que todo o clube pensa, sem desmerecer ninguém, mas quando o time joga em casa, se espera vitória e trabalha-se para isso. Mas eu acho que, como outras grandes equipes do futebol já caíram para a Série B, isso mostra o equilíbrio do campeonato. Não seria nenhum absurdo, se isso vier a acontecer com o São Paulo. Lógico, que entristece o torcedor, a gente que gosta de futebol, sabe da grandeza desse clube, do que representa. Não é bom para o nosso futebol, para o nosso país, para aquele que gosta de ver um grande jogo, um grande espetáculo, não é legal. Mas o futebol é assim. As vezes, você tem tudo certo e as coisas não acontecem.

Emerson Sheik tem sido importante, depois de estar livre no mercado? Você concorda?

Concordo. Vem vindo muito bem. Como eu disse, a Ponte tem um orçamento curto para fazer esse tipo de contratação. A gente sabe que existe o respeito de um jogador com o outro, quando ele tem bagagem, história no futebol, quando ele é conhecido, isso atrai torcedor. A garotada gosta mais do clube e os adversários respeitam. Ele está jogando em alto nível, não está “roubando” como a gente diz, na gíria do futebol. Está jogando com prazer, se dedicando muito. Com certeza, é um jogador diferenciado e talvez, em outra circunstância, a Ponte não teria dinheiro para contratá-lo. Então, ele veio, está jogando futebol para quem ganha 500, 600 mil.

Depois do confronto com o Sport, a Ponte recebe o Atlético-GO, sábado, pelo Brasileiro. Todos consideram a vitória fundamental, para escapar um pouco mais da ameaça de rebaixamento.


Moisés: “Pressão é do Corinthians. Adversários enfrentam de outra forma”
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Alexandre Praetzel

O discurso no Palmeiras mudou bastante, depois da vitória de 4 a 2 sobre o São Paulo. Se antes, o time não tinha mais chances de lutar pelo título brasileiro, parece que agora, a confiança voltou para tentar tirar 14 pontos de desvantagem para o líder Corinthians. O blog entrevistou o meia Moisés sobre a realidade palmeirense e a tentativa de buscar a ponta da classificação. Confira a seguir.

Qual a realidade do Palmeiras: título ou disputa pelo vice-campeonato?

A realidade de lutar contra ele mesmo. A gente só tem um adversário neste momento: o próprio Palmeiras em evoluir a cada dia, se mostrar que tem um bom elenco, um bom time. Então, a gente tem que fazer o máximo de pontos possíveis. Se o campeonato te permitir sonhar com o título, a gente tem que fazer o nosso papel. Por isso que eu digo, quanto mais a gente brigar contra nós em querer melhorar, em fazer o máximo de pontos possíveis, aí o campeonato vai se desenhar lá na frente, faltando quatro, cinco rodadas e a gente vai ver se é possível alguma coisa.

Bate um arrependimento em não ter dado uma priorizada no Brasileiro, deixando pontos importantes para trás? Isso pesa na campanha?

Cara, a gente não pode mais ficar amargando isso, né. Claro que a gente gostaria de estar com 50 pontos hoje, seria nosso objetivo, mas passou. Perdemos, como os adversários vêm perdendo agora. O Corinthians perdeu dois jogos que ninguém imaginava. Então, o campeonato é difícil, a gente sabe da pressão que é jogar na liderança. No ano passado, a gente ficou praticamente o campeonato inteiro na liderança e a gente sabe como é difícil. Hoje, a pressão é toda deles. Se eles não forem campeões, todo mundo vai falar que ninguém presta no Corinthians. Deixou escapar um campeonato. Então, a pressão é muito grande e os adversários começam a jogar contra o líder de uma outra forma. As vezes, jogam melhor. Por isso, estou falando. A gente tem que fazer o nosso papel, o máximo de pontos possíveis, porque se eles derem a brecha, a gente tem que estar na cola. O problema é eles darem a brecha e a gente não fazer o nosso papel.

A vitória sobre o São Paulo serve para esconder os erros do Palmeiras?

Não, não esconde nossos erros. Mas a gente tem que comemorar a vitória, do jeito que foi. Você começar um jogo muito bem, com muita qualidade técnica e tomar um gol do jeito que nós tomamos, a reação foi de se enaltecer. Mas nós nos cobramos já no intervalo, que não poderíamos tomar gols da forma como tomamos. Não esconde, esse grupo é maduro, sabe o que fazer, trabalhar, mas temos que comemorar a vitória pela forma que foi, o adversário e a torcida merecia isso.

Moisés é considerado fundamental na tentativa de reação do Palmeiras. Recuperado de lesão no joelho direito, Moisés fez seis jogos e marcou um gol, em 2017. Em 2016, foi um dos principais nomes do título brasileiro pelo Verdão.


Maicosuel diz que já está recuperado: “acho que mereço receber esse mês”
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Alexandre Praetzel

Maicosuel foi contratado como grande reforço do Atlético-MG, mas ainda não conseguiu jogar pelo São Paulo. No dia 7 de junho, estreou como titular contra o Vitória, na quinta rodada do Brasileiro, mas se machucou. Mais de dois meses depois, o meia voltou a ficar à disposição da comissão técnica, na partida diante do Cruzeiro. Durante a recuperação, Maicosuel propôs não receber salários, até retornar aos treinamentos.

Maicosuel falou ao blog sobre esta questão, dividida com a diretoria, e a realidade difícil do tricolor, na Série A:

Como foi o caso de ficar sem receber salário, enquanto ficaste machucado?

No primeiro mês, sim. Eu conversei com os dirigentes e falei que no mês que eu ficasse parado, só na fisioterapia, eu não precisaria receber. Foi o que aconteceu. Acho que, não só uma iniciativa minha, mas meu pai me ensinou assim, também. São coisas que são de cada um e eu optei em fazer isso. Acho que não muda nada, apenas uma situação que aconteceu e eu acho que é válida, cada um tem seu modo de pensar. Esse é o meu jeito de ser. Então, o primeiro mês eu não recebi. A gente vai conversar agora para ver o que pode ser feito, mas agora vai tranquilizar e normalizar tudo.

O que os dirigentes falaram sobre essa situação?

Eles não aceitaram meio de prontidão. Eles não gostaram muito, falaram que não iam fazer, mas é uma coisa que eu impus, que foi minha mesmo. Cheguei e falei que não ia receber, se eles dessem o salário para mim, talvez eu doasse para os funcionários do clube. Era uma coisa que eu não queria mesmo, mas, enfim, agora eu estou trabalhando forte, firme e acho que eu mereço receber esse mês.

Você foi contratado como grande reforço. As questões físicas e clínicas te prejudicaram?

Sim. Se não fossem as lesões, estaria jogando. Mas, futebol é assim, faz parte da carreira do atleta, ter lesões. A gente está tentando recuperar o mais rápido possível para ajudar o São Paulo.

É a hora dos jogadores mais experientes neste momento difícil?

Não, eu acho que é a hora de todos. Se a gente perder, não são só os experientes que sairão prejudicados. Então, acho também que a molecada tem uma boa parcela de responsabilidade. É o que está acontecendo aqui. Todo mundo dividindo.

O São Paulo tem tempo para treinar, mas a gente não vê evolução. A pressão atrapalha o desenvolvimento do time?

Ah, eu acho que é uma situação um pouco complicada. Acho que, quando a gente começa a errar… Neste jogo com o Cruzeiro, a gente teve três erros e acabamos sofrendo um pênalti e dois gols. Quando a gente erra, os outros times estão aproveitando bastante e a gente não está tendo tanta chance e oportunidade na frente. Acho que o time está de parabéns pela luta. Quando não dá para tocar a bola ou criar tantas oportunidades, tem que ser do jeito que foi, na garra, luta, todo mundo se doando, entregando. Acho que, quando estamos numa situação como essa, tem que ser assim mesmo.

Estar na parte debaixo da classificação atrapalha demais o dia a dia ou com o elenco que o São Paulo tem, é possível sair numa boa?

Os dois. Eu acho que atrapalha também. Ninguém quer ficar nessa situação, ainda mais pela grandeza do clube. Quando a gente de um clube como o São Paulo, que tem uma grandeza enorme no mundo, é meio complicado ver a gente nessa posição na tabela. Mas não só o São Paulo é grande, os jogadores também são. Vários jogadores que ganharam coisas, então a sabe que incomoda bastante. Jogadores vencedores. Então a gente tem que procurar sair dessa situação o mais rápido possível.

A tendência é você jogar contra o Avaí?

Não sei. Estou treinando bem, me dedicando para isso, voltar bem e ajudar. Agora, tem que ver com o Dorival.

O São Paulo enfrenta o Avaí, domingo, em Florianópolis. O tricolor é o 16º colocado com 22 pontos, com um jogo a mais que a Chapecoense, 17ª colocada, também com 22 pontos.


Márcio Araújo respeita bronca da torcida, mas vê Flamengo bem encaminhado
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Alexandre Praetzel

O Flamengo dispensou o técnico Zé Ricardo, após 88 jogos no comando da equipe, desde 2016. O treinador foi campeão carioca e levou o time as semifinais da Copa do Brasil. A eliminação na primeira fase da Libertadores da América e a campanha irregular no Brasileiro, pesaram para a saída do treinador. Zé Ricardo vinha sendo muito criticado pela torcida, assim como Márcio Araújo, titular em muitas partidas e com 202 jogos pelo rubro-negro. o blog conversou com o Márcio Araújo sobre as broncas da torcida, antes da queda de Zé Ricardo. Ontem, contra o Vitória, o volante ficou no banco de reservas. Confira a seguir.

Por que a torcida do Flamengo tem tanta bronca com você?

Você acompanha minha carreira. Nunca vou falar de relação com a torcida. Falo em relação ao meu trabalho, o carinho que a gente tem de todos dentro do grupo, podendo sempre ajudar na maior parte do tempo, e é isso que a gente busca. Essa parte de torcedor a gente deixa para o torcedor. Eles têm as suas razões, a gente entende e respeita, mas sempre dentro de campo, eu tenho dado o meu melhor e na maior parte do tempo, tenho me saído bem.

Os treinadores sempre te elogiam. O fato de ser bem profissional e simples nas atitudes, o torcedor não entende esse comprometimento?

Talvez, mas eu não vou falar nada aqui, talvez até me prejudicando, mas a gente respeita a opinião do torcedor, como eu falei. A gente acaba trabalhando, respeitando a todos, fazendo aquilo que o treinador sempre pediu e a comissão técnica também, ajudando na maior parte do tempo. Espero que a gente consiga sair dessa situação, dar uma engrenada no Brasileiro. A gente está bem encaminhado numa semifinal da Copa do Brasil, tem a Primeira Liga ainda, a Sul-Americana. Então, ainda tem muita coisa pela frente. Tem que pensar em coisas boas, realizar grandes partidas no Brasileiro, com um turno inteiro pela frente.

Como você define o trabalho do Zé Ricardo?

Depois que ele pegou, desde o ano passado, a evolução que o Flamengo teve foi muito grande. Foi campeão carioca de forma invicta, ninguém fala isso. Você via o Flamengo jogando, tinha a mão do treinador e, infelizmente, talvez, no Brasileiro, a cobrança é maior, todo mundo quer que o Flamengo seja campeão. Talvez a gente tenha iniciado mal o Brasileiro e tenha pecado por causa disso, mas mesmo assim, o time está bem encaminhado. Tem uma semifinal da Copa do Brasil, oitavas da Sul-Americana, tem muita coisa para acontecer e espero que a gente possa dar continuidade no Brasileiro e nas outras competições que temos pela frente.

 

 


Todos “secarão” o Corinthians contra o Sport, mas não vai adiantar
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Alexandre Praetzel

Torcedores de muitos times secam o Corinthians, rodada a rodada do Campeonato Brasileiro. E mais uma vez, isso irá acontecer contra o Sport, na Arena corintiana. Mas acredito que não vai adiantar, novamente. O único argumento contrário à campanha do Corinthians, é quando o Corinthians vai perder, após 18 jogos, com 13 vitórias e cinco empates. Só restou isso. É difícil apontar defeitos em algo que está dando tão certo.

O aproveitamento de 81,5% mostra uma superioridade coletiva sobre os demais e indica que o Corinthians não vai desperdiçar a oportunidade de conquistar o sétimo título brasileiro. Fábio Carille montou uma formação tão forte taticamente, que intimida adversários, dentro ou fora de casa. Substitutos entram com naturalidade, nas ausências de titulares. A maneira como o Corinthians venceu o Atlético-MG, facilmente, no Mineirão, escancarou a diferença entre os onze titulares, mesmo que o Galo tenha um elenco com mais griffe. Um ano atrás, o Galo seria muito favorito.

Mérito total de Carille, hoje uma realidade e o melhor treinador da competição. Vai enfrentar um Vanderlei Luxemburgo, relegado ao ostracismo e indiferença, no início da temporada, mas com um currículo invejável, que talvez Carille não consiga alcançar. Certamente, um confronto de ideias e trabalhos muito interessantes. Mas ainda assim, apostaria na manutenção da invencibilidade corintiana e um final de primeiro turno, líder com folga sobre os concorrentes.

A secação será grande, mas o Corinthians passará batido, novamente, É o que eu penso.


Edílson elogia Corinthians, mas vê o Grêmio com o melhor futebol do Brasil
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Alexandre Praetzel

O Grêmio empatou com o São Paulo e viu a desvantagem para o líder Corinthians, aumentar de seis para oito pontos, no Campeonato Brasileiro. Apesar disso, os jogadores acham que é possível alcançar o adversário, sem esquecer também da Copa do Brasil e da Copa Libertadores da América. O blog entrevistou o lateral Edílson, ex-lateral do Corinthians, sobre essa disputa particular e o modelo de jogo tricolor, elogiado por treinadores e atletas adversários. Acompanhem a seguir.

A vantagem de oito pontos do Corinthians em relação ao Grêmio, te surpreende?

Eu acho que eles estão fazendo o que ninguém fez ainda no Campeonato Brasileiro, abrir esta margem de pontos tão grande no primeiro turno. Mas não surpreende não, porque é uma equipe bem treinada, conheço o Carille da época que eu jogava lá. Mas acho que tudo isso ainda é muito cedo para dizer que eles serão campeões ou não. Tem muito campeonato pela frente.

Vocês sentem que o Grêmio joga o melhor futebol do Brasil?

A gente sente sim. A gente trabalha para isso. A gente vê, além de nós termos a auto-consciência do futebol que a gente vem apresentando, a gente vê elogios de adversários, jogadores e técnicos. Então, acho que isso é o trabalho, é a nossa equipe. Saber que esse toque de bola é fundamental no jogo atual. A equipe está de parabéns por fazer isso, tanto dentro quanto fora de casa, que é muito difícil também.

O Grêmio é um time mais afeito ao mata-mata da Copa do Brasil e Libertadores, ao invés do Brasileiro?

Eu acho que não. A gente está vivíssimo nas três competições. Na Copa do Brasil, faltam cinco jogos. Na quinta-feira, a gente tem uma decisão contra o Atlético-PR, onde a gente tem uma vantagem muito boa (4 x 0 no jogo de ida). Depois, a gente está muito bem na Libertadores e no Brasileiro também, estamos na segunda colocação e como eu disse, a gente está na 16ª rodada ainda e tem muito para acontecer. O futebol é muito dinâmico e as equipes vão crescer no segundo turno. A gente espera fazer nossa parte para que as coisas aconteçam naturalmente.

Em 2015, você viveu um desmanche no Corinthians. O Grêmio pode passar por isso*?

Isso eu não sei. Isso a gente deixa para a diretoria. Acredito que todo futebol bem feito, bem visto, traz sim uma visibilidade maior para a equipe e acredito que haverá propostas ao natural.

* Os jovens Luan e Pedro Rocha aparecem como possíveis nomes negociáveis, nesta janela européia do meio do ano. Ramiro também já foi sondado. A direção do Grêmio admite a necessidade de venda, para fechar as contas, sem prejuízo, nesta temporada.


Felipe Melo: “Se houve uma crise no Palmeiras, foi chutada para lateral”
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Alexandre Praetzel

Felipe Melo em ação contra o Vitória (Crédito: Agência Palmeiras)

Felipe Melo é considerado um dos líderes do grupo do Palmeiras. Contratado como grande reforço, o volante voltou aos titulares, no último domingo, e foi aclamado pela torcida, depois da vitória sobre o Vitória. O jogador acha que o resultado afastou qualquer possibilidade de crise no vestiário alviverde. O blog entrevistou Felipe Melo sobre o atual momento da equipe e a busca incessante por títulos, em 2017. Confira a seguir.

Houve princípio de crise no Palmeiras por ficar tão distante do Corinthians?

Se houve um princípio de crise, ela foi chutada para lateral. Nós vencemos o jogo contra o Vitória, conquistamos os três pontos, o torcedor fez a parte dele. Então, se teve uma crise, essa crise foi chutada para lateral.

O Palmeiras corre o risco de não ganhar nada esse ano pelo desempenho do time?

Essa situação de que vai ganhar ou não vai ganhar, é coisa da Mãe Dinah. É complicado eu poder falar, a gente vai ganhar ou o Corinthians vai ganhar. A gente tem que falar do presente. O presente é: o Corinthians está na frente. Depois, tem o Flamengo. A gente está em quinto hoje, então a gente tem que pensar no nosso presente. Podemos ser campeões brasileiros, da Libertadores e da Copa do Brasil, mas a gente tem que correr para isso.

Ficou muito difícil de buscar o Corinthians, 14 pontos atrás?

Vamos falar do Palmeiras. Vamos esquecer o Corinthians. Corinthians está em primeiro, parabéns ao Corinthians. Tropeçou em casa, agora vai jogar contra o Avaí fora e nós vamos jogar um jogo dificílimo contra o Flamengo. Campeonato Brasileiro é isso. Não temos que pensar no Corinthians não, temos que pensar em quem está na nossa frente. O Corinthians já está lá. A gente tem que pensar, não sei, no Flamengo e em outras equipes. Vamos por partes, degrau em degrau e a gente vai chegar lá.

O trabalho de todos no Palmeiras está bom?

Qual era a ideia do Palmeiras quando começou a temporada? Brigar por todas as competições, certo? Brigamos pelo Paulista, infelizmente não vencemos. Nos outros três, tem alguma coisa perdida ou nós podemos vencer? Então, por que a gente vai jogar tudo por água abaixo? A gente está brigando e a ideia é continuar assim.

Felipe Melo já disputou 26 jogos pelo Palmeiras e marcou dois gols. Ficou fora de algumas partidas por lesão.

O Palmeiras volta a campo, nesta quarta-feira (19), contra o Flamengo, na Ilha do Urubu, no Rio de Janeiro, pelo Brasileiro.