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Silêncio do Palmeiras no caso Scarpa é sintoma de derrota
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Alexandre Praetzel

O jornal “A Bola” de Lisboa, em Portugal, informa que o Benfica fará uma oferta de seis milhões de euros ao Fluminense, pelos 60% dos direitos econômicos de Gustavo Scarpa. Ainda pagará três milhões de euros ao jogador, na assinatura de um possível contrato, totalizando nove milhões de euros. O interesse do Benfica vem desde janeiro, quando Scarpa tentou se desvincular do clube carioca na Justiça do Trabalho. O Palmeiras foi mais rápido e fechou com o meia, acreditando que Scarpa estaria livre, pelos atrasos salariais do Fluminense. Acertou por cinco anos e acordou o pagamento de seis milhões de euros a Scarpa e seus empresários, depois o fim do processo judicial. De janeiro a março, quitou os salários do atleta, normalmente.

Scarpa fez oito jogos e marcou dois gols, até “retornar” ao Fluminense, via ações judiciais. Em março, o Fluminense cassou a liminar de Scarpa e o meia não jogou mais pelo Palmeiras. Já são 90 dias de imbróglios e parece que o Palmeiras irá perder o processo.

Agora, o silêncio palmeirense é estranho. Os advogados do clube e o presidente Maurício Galiotte não se manifestam. Se o caso é esperar pela Justiça e o Palmeiras sabia dos riscos, por que contratou o jogador e pagou pelos direitos econômicos? Seria melhor esperar a liberação do atleta, em plenas condições legais.

Todo mundo sabe que Scarpa não ficará sem jogar. Se ele enxergar o menor sinal de que não conseguirá atuar no Palmeiras, obviamente, vai buscar uma outra equipe. O Benfica é time grande europeu e português. Pelos valores mencionados, a tendência é levar o jogador e acertar com o Fluminense.

Scarpa também poderia se manifestar. Fica batendo bola e mantendo a forma em Hortolândia, sua cidade natal. Nem um pronunciamento, nada. Aos 24 anos, deve ter a clara noção do que está acontecendo, perdendo tempo e futebol.

Acredito que o Palmeiras perdeu tempo demais. Sempre fui contra, contratações via Justiça. O diálogo é a melhor forma.

Se o Palmeiras tinha convicção no atleta, que entrasse em acordo com o Fluminense. Scarpa é bom reforço para qualquer time e ajudaria muito o Palmeiras. Tudo leva a crer que será uma derrota, dentro e fora de campo.


Expulsões dominaram Palmeiras e Fla. Jogo abaixo do esperado
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Alexandre Praetzel

Palmeiras e Flamengo fizeram um jogo abaixo do esperado, com empate em 1 a 1, no Allianz Parque. O Palmeiras até começou bem, pressionando, e obrigando Diego Alves a uma defesa excelente, em cabeceio de Willian. Logo depois, nova bola aérea e o gol de Willian, após ajeitada de Bruno Henrique. Willian tem sido o jogador mais importante do Palmeiras, com gols importantes e boas participações. É um atacante pouco valorizado pelo seu custo-benefício.

Atrás no placar, o Flamengo foi para o confronto e deixou o jogo bem equilibrado. O Palmeiras recuou e deu terreno para o adversário. Aliás, Roger Machado gosta de administrar resultados, quando o Palmeiras larga na frente. Eu, particularmente, acho um erro. Apesar de ter mais espaço para trabalhar, o Flamengo só criou um lance perigoso, em toque de cabeça de Éverton Ribeiro para intervenção de Jaílson.

No segundo tempo, o Palmeiras teve duas chances claras para matar o jogo, mas parou em Diego Alves e na lentidão de Moisés para fazer o gol. E como quem não faz, leva, o Flamengo empatou com Thuler, de cabeça, superando Thiago Martins pelo alto. Com o empate, o Flamengo cresceu. Depois, Roger Machado fez algumas mudanças e o Palmeiras recuperou o gás, atacando um pouco mais. Ah, Felipe Melo poderia ter sido expulso, com entrada violenta sobre Vinícius Jr.

Aos 46 minutos, confusão generalizada, após empurrões entre Dudu e Cuéllar. O árbitro Bráulio Machado assistiu tudo passivamente e expulsou três jogadores de cada lado, corretamente. Pelo Palmeiras, Dudu, Jaílson e Luan. No Flamengo, Cuéllar, Jonas e Henrique Dourado. Neste bolo, Dudu mostrou descontrole e Jaílson extravasou seu nervosismo. O goleiro está pronto para perder a posição para Prass ou Weverton.

Final de partida com o Flamengo mantendo oito pontos de vantagem sobre o Palmeiras. Num campeonato tão equilibrado, dá para tirar. O que pouca gente esperava era a irregularidade do Palmeiras em 12 rodadas. Poderia estar ao lado do Flamengo, se não cometesse tantos erros.

Vamos ver como será a retomada do Brasileiro, a partir de 16 de julho. Provavelmente, muitos times mudarão em posições e nomes importantes. A conferir.


Flamengo tem time para abrir 11 pontos sobre o Palmeiras. Jogo forte
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Alexandre Praetzel

Palmeiras e Flamengo fazem um bom aperitivo para a Copa do Mundo, na última rodada do Brasileiro, antes do recesso para o Mundial. O Palmeiras faz uma campanha regular para o seu potencial e vai enfrentar o líder, com aproveitamento muito bom e com jogadores em bom nível, como Éverton Ribeiro e Lucas Paquetá. Claro que o desfalque de Diego pesa, mas o Flamengo está bem estruturado na parte tática e confiante, dentro de campo.

Será um confronto difícil para o Palmeiras, mesmo no Allianz Parque. O empate diante do Ceará, irritou a torcida. O Flamengo passou sem sustos pelo Paraná e manteve a evolução. Desde que Maurício Barbieri foi colocado no cargo de técnico, o Flamengo evoluiu e parece mais ajustado do que o Palmeiras. O confronto cresce na medida que o Flamengo pode abrir 11 pontos para o Palmeiras, caso consiga a vitória. Promessa de bom jogo e estádio lotado.

O blog avaliou jogador por jogador, adotando o momento, como critério principal. Acompanhem.

Jaílson  X  Diego Alves

Marcos Rocha  X  Rodinei

Edu Dracena  X  Léo Duarte

Thiago Martins  X  Thuler

Victor Luís  X  Renê

Felipe Melo  X  Cuellar

Bruno Henrique  X  Jean Lucas

Moisés  X  Lucas Paquetá

Hyoran  X  Éverton Ribeiro

Dudu  X  Vinícius Jr.

Willian  X  Henrique Dourado

Roger Machado  X  Maurício Barbieri

6×5 Flamengo e um empate na defesa, para o blog. No placar, o blog aposta num empate em 2 a 2.


Palmeiras “perdeu” dois pontos para o Ceará. Mais foco contra os menores
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras “perdeu” dois pontos, ao invés de ter ganho um, no empate de 2 a 2 com o Ceará, em Fortaleza. Isso sempre será mencionado, quando um grande deixar de vencer, com a partida na mão. O Palmeiras abriu 2 a 0 no placar, deu uma relaxada, recuou e deixou o Ceará tomar conta da partida. Parecia que o jogo seria uma mera formalidade, depois do Palmeiras fazer o segundo gol. Tem também o mérito cearense, que foi buscar o resultado, mesmo com um time inferior. Parabéns ao técnico Lisca, que superou Roger Machado.

O Palmeiras começou o jogo muito bem. Foi eficiente e rápido, aproveitando uma bola aérea e uma falha do zagueiro Luiz Otávio. Aí, parou. O Ceará ganhou terreno, diminuiu e continuou em cima.

No segundo tempo, Lisca voltou com Elton no lugar do meia Reina. O Ceará deu espaços, sem aproveitamento do Palmeiras, que poderia ter matado o confronto com Hyoran, na cara do goleiro Everson, após ótimo passe de Willian. Roger Machado preferiu apostar na vantagem e tirou Dudu e Lucas Lima. O Ceará permaneceu no campo palmeirense e chegou à igualdade com o oportunismo de Elton.

Um resultado amargo para o Palmeiras e uma vitória para o Ceará. O tropeço é ainda pior, porque o Ceará perdeu para Flamengo, Grêmio e Cruzeiro, todas as derrotas, em casa.

O elenco do Palmeiras é bom, mas o grupo precisa de foco nos jogos menores. Se mantiver essa postura, o Palmeiras não será campeão brasileiro. Afinal, os três pontos valem em todos os confrontos. Quarta-feira, tem o líder Flamengo.


Lisca pega o Palmeiras e crava: “Qual técnico não é “bombeiro” no Brasil?”
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras enfrenta o Ceará, neste domingo, como favorito no Castelão, em Fortaleza. Será o duelo de um dos melhores times do Brasil contra o lanterna do Brasileiro. No comando técnico cearense, estará Lisca, retornando ao clube no seu segundo jogo, após empatar com o Botafogo, quarta-feira, no Rio de Janeiro. Lisca volta ao Ceará para tentar manter a equipe na Série A, como fez em 2015, garantindo o Vozão na Série B, depois de dez confrontos decisivos. Em entrevista exclusiva ao blog, Lisca vê muita motivação em pegar o Palmeiras, admite a possibilidade de mudanças no elenco e faz uma avaliação real da situação dos treinadores no Brasil. Confira a seguir.

Como enfrentar um dos melhores times do Brasil, na situação atual do Ceará?

E um dos maiores investimentos da América. É difícil em qualquer circunstância. Na atual, é um jogo de importância muito grande para a gente porque nós temos que pontuar o mais rápido possível. Sabemos que temos a parada da Copa e isso vai ser importante para uma reestruturação do trabalho e enfrentar o Palmeiras é uma motivação grande também. Pela grandeza do adversário, pela importância que um resultado positivo daria para a sequência do nosso trabalho. É um jogo que motiva o jogador ao natural e o próprio torcedor do Ceará também. Tem muito torcedor palmeirense aqui, então é enfrentar na dificuldade para achar uma grande oportunidade para iniciar o processo de pontuação no campeonato e depois usar a parada de 40 dias para reestruturar o trabalho.

Com o atual elenco, é possível permanecer na Série A?

Quando eu cheguei aqui no Ceará, já ouvi uma grande discussão sobre a formatação do elenco, se havia ou não a necessidade de reforços. Acho que isso é uma discussão que existe em todos os clubes, ainda mais nesse momento num ano atípico que tem a Copa do Mundo, a parada. Times que estão na frente também estão pensando em se reforçar e se reestruturar. Tem a questão da janela que abre para fora. Então, é o momento muito ativo de movimentação no mercado. E o Ceará é o último colocado. Automaticamente, passa por um processo de reavaliação que já vinha antes da minha chegada. Alguns processos já encaminhados, algumas situações bem adiantadas. Depois desses dois jogos, contra Palmeiras e Atlético-MG, com certeza as coisas vão mexer dentro do clube.

A diferença financeira pesa demais ou isso não pode servir como desculpa?

Sempre é bom ter mais dinheiro para investir, poder investir em jogadores de qualidade, ter um plantel mais equilibrado, boas opções, que não caia muito o nível entre um jogador titular e reserva. Hoje em dia, as equipes estão jogando muitas competições, então tem muitas equipes com três jogadores por posição, de boa qualidade. O Palmeiras é um exemplo. Fica mais fácil, mas não pode servir como desculpa. Se não, os times de maior dinheiro ganhariam sempre e não é assim que acontece no futebol. E os times de menor orçamento têm que se reinventar, achar dentro das situações de jogo, da parte de estratégia, qualidade coletiva, organização, aproveitar a oportunidade de poder mudar de patamar, profissionalmente. Tudo isso é importante para o jogador.

Teu trabalho anterior no Ceará foi tão difícil como esse?

Meu trabalho no Ceará, em 2015, tinha um objetivo similar, que era não cair, com circunstâncias diferentes. Antes, eram dez jogos, estávamos na Série B, um outro nível de competição. Agora, é Série A. São 28 jogos que faltam, com uma parada de 40 dias, com uma janela aberta, com mercado que vai mexer muito, com as equipes mexendo muito nos seus plantéis. São circunstâncias bem diferentes, mas objetivos comuns.

Achas que tens que mudar o rótulo de “Salvador” para times em más atuações?

Todo o projeto e sonho de um treinador, é um trabalho a médio e longo prazo. Uma estruturação, um início de temporada. Isso é o que todos nós buscamos, mas no futebol brasileiro isso é quase uma utopia. Qual treinador hoje no futebol brasileiro que não é bombeiro? É uma pergunta que eu te faço. Dentro do que a gente vê no mercado, treinadores que ontem foram campeões, amanhã já não estão trabalhando nos clubes. Então, a nossa média de permanência num clube de futebol brasileiro é três meses e 17 dias, algumas vezes você consegue estender mais, algumas vezes você consegue voltar no clube que já passou, como é o meu caso aqui no Ceará, como foi também no Náutico, na Ulbra, no Inter, Luverdense. Então, é uma realidade do mercado. Algumas vezes que a gente começa o ano também, não tem o planejamento financeiro estabelecido. Começa o ano, com investimento menor, os Estaduais estão cada vez mais com investimentos menores. Principalmente, os clubes médios e pequenos, para depois um investimento maior. Então, é difícil para um treinador começar a temporada e dar sequência, porque aqui há um imediatismo enorme de resultados. Acho que, desde que iniciei minha carreira, o nosso trabalho é hoje muito jogo a jogo, resultado e nós vamos nos adaptando. Hoje, a oportunidade aparece também para mim, dentro da dificuldade. Sou um treinador que começou cedo e estou buscando meu espaço no mercado e as oportunidades que têm aparecido são dentro dessas circunstâncias, mas também é positivo, porque dentro dessas circunstâncias, as pessoas chamam quem tem capacidade e experiência e qualidade para reverter essas situações. Então, a gente tem que se preparar para todo o tipo de trabalho e no momento, o que tem aparecido, são essas situações.

O Ceará tem quatro pontos em quatro empates, após dez partidas. Lisca é o terceiro técnico do ano. Marcelo Chamusca e Jorginho(com apenas três partidas, deixou o clube), foram os anteriores.


Palmeiras tenta contratar volante Walace
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras está tentando contratar o volante Walace, do Hamburgo da Alemanha. O blog apurou que o jogador foi um pedido do técnico Roger Machado e teve seu nome aprovado pela diretoria. Os primeiros contatos já foram feitos. Roger trabalhou com Walace no Grêmio, em 2015 e 2016. Em janeiro de 2017, Walace foi negociado com o Hamburgo por 9,5 milhões de euros por 90% dos direitos econômicos.

No Hamburgo, Walace participou de 30 jogos e marcou dois gols. Não se adaptou muito ao estilo de jogo do time, perdeu espaço e viu o Hamburgo ser rebaixado para a segunda divisão, pela primeira vez na sua história. Seu último jogo pelo Hamburgo, foi no dia dez de março. Os alemães pedem sete milhões de euros para liberá-lo e não querem emprestá-lo. Walace tem contrato até junho de 2021.

O volante está com 23 anos. Fez parte da Seleção Brasileira, campeã olímpica, em 2016.

No Grêmio, Walace fez 115 jogos, com cinco gols marcados.

Nos últimos dias, o Palmeiras negociou o volante Tchê Tchê com o Dynamo de Kiev-UCR, e o lateral-direito João Pedro com o Porto, arrecadando 6,8 milhões de euros.


Deyverson aceita críticas da torcida e garante que está feliz no Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Deyverson custou cinco milhões de euros ao Palmeiras e ainda não vingou no clube, desde sua vinda do Alavés da Espanha. O custo-benefício é bem discutível num contrato de cinco anos. Completando quase uma temporada no Palmeiras, Deyverson tem sido bastante criticado pelos torcedores e perdeu um pouco de espaço com o técnico Roger Machado. O blog teve um bate-papo rápido com o atacante, a respeito de uma possível transferência e a sua fase no time. Confira.

Você pode deixar o Palmeiras para o Olympiacos da Grécia, na janela do meio do ano?

Não estou sabendo dessa conversa ainda. Pior que não. Até a mim, não chegou nada. É uma surpresa saber disso, mas meu foco é no Palmeiras. Estou focado no Palmeiras e no grupo. Curtir duas vitórias, depois de uma turbulência aí. Meu foco agora é no Palmeiras.

Você quer permanecer no clube?

Estou focado no Palmeiras. Tenho contrato e vou continuar trabalhando aqui. Se for opção de Deus, eu vou sair. Se não for, eu vou ficar. Deixar na mão de Deus, isso é o mais importante.

O fato do Palmeiras ter pago cinco milhões de euros e você ter sido indicado pelo Cuca, estão te atrapalhando no Palmeiras?

Não. Eu tenho trabalhado como sempre, igual a todos os clubes onde passei. Continuar trabalhando da mesma forma. O torcedor tem todo o direito de falar, criticar. O torcedor é apaixonado e eu não sou contra isso. Se eu fosse torcedor também, eu criticaria e apoiaria o jogador. Isso faz parte do futebol. Eu sou um cara que estou sempre sorrindo, feliz, mesmo nas dificuldades. Se o momento não está bom para mim, vou continuar trabalhando. O momento vai chegar para eu poder ajudar o time.

Deyverson chegou ao Palmeiras em julho de 2017. Já fez 31 jogos e marcou sete gols. Tem contrato até junho de 2022.

 


Vitória do Palmeiras em POA foi tão consistente quanto a do Boca Juniors
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras conseguiu uma grande vitória sobre o Grêmio e subiu cinco posições na classificação do Brasileiro, terminando a quarta-feira com 17 pontos, na terceira colocação.

O resultado de 2 a 0 foi construído com um futebol competitivo e raçudo, com contra-ataques eficientes, aliado a um bom sistema defensivo. Foi uma postura muito equilibrada, com atitude forte e desempenho, durante os 90 minutos. Talvez tenha sido a melhor atuação tática do Palmeiras, lembrando da vitória sobre o Boca Juniors, em Bueno Aires. Não é fácil para ninguém  derrotar o Grêmio na sua Arena. Eu, inclusive, achava que o Grêmio era o favorito.

Willian foi letal e o destaque da partida, mas os demais jogadores contribuíram bastante, sem alguém destoar. Até Luan e Thiago Martins foram bem, mesmo sendo reservas no momento.

Duas vitórias consecutivas e a confiança lá em cima. Sem Felipe Melo e Bruno Henrique, suspensos, Thiago Santos e Lucas Lima começarão a partida diante do Ceará, em Fortaleza. Óbvio que os times vivem jogo a jogo, mas o Palmeiras já viaja como favorito e terá uma retranca pela frente, provavelmente.

Há sete dias, Roger Machado vivia um ponto de interrogação com duas derrotas seguidas. Agora, ele renasceu, passando por São Paulo e Grêmio, dois adversários complicados. O que mudou, para isso acontecer? Acredito que tenha sido a escalação, com um meio-campo mais dinâmico e recomposição rápida. Os espaços diminuíram. Futebol, sempre existiu.

Nas eternas projeções, depois do Ceará, haverá o Flamengo, no Allianz Parque. Diferença de três pontos para o líder, com o Fla atuando nesta quinta-feira, contra o Fluminense. Roger ainda precisa de uma sequência consistente. Se ele chegar ao topo da tabela, na parada para a Copa, aí terá a tranquilidade que sempre pediu, com o Palmeiras na sua posição correta, brigando pelo título.


Grêmio de Renato tem legado de Roger. Tricolor é favorito contra Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Grêmio e Palmeiras se enfrentam nesta quarta-feira, em Porto Alegre. Será o primeiro confronto de Renato Gaúcho e Roger Machado, depois do primeiro substituir o segundo no tricolor gaúcho, em 2016.

Na ocasião, Roger pediu demissão do Grêmio e deixou um bom trabalho, sim. Renato aperfeiçoou e foi campeão da Copa do Brasil, mudando alguns atletas para ganhar a Libertadores, em 2017.

Roger trabalhava um esquema de jogo com muito toque de bola e ofensividade, mas seu time sofria na defesa. Teve derrotas de 4 a 0 para o Coritiba e 3 a 0 para Rosário Central e Ponte Preta, no jogo que determinou sua saída. Conseguiu um 5 a 0 contra o Inter, em 2015. Seu time tinha Luan em ascensão e o meia Giuliano como destaque.

Renato efetivou Arthur, recuperou Ramiro e nomes conhecidos que estavam em baixa, como Léo Moura, Cortez, Cícero e Jael. Já ganhou quatro títulos. O futebol de toques rápidos e criação de jogadas, tem muito fez Roger. Renato consolidou isso, aliado a um sistema defensivo forte e eficiente. Encontrou o equilíbrio que faltava.

Será um duelo interessante. Pelos trabalhos dos dois, Renato está melhor e o Grêmio é favorito. Roger precisa de uma sequência consistente no Palmeiras e mais variações dentro de campo. Os dois possuem bons elencos.

Tomara que seja um jogo aberto e cheio de possibilidades.


Grêmio foi sortudo no sorteio da Libertadores. Dérbi nas quartas
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Alexandre Praetzel

As oitavas-de-final da Libertadores da América foram sorteadas pela Conmebol. A próxima fase reserva bons jogos e duelos interessantes. Na avaliação do blog, o Grêmio foi o mais sortudo. Pega Estudiantes de La Plata e depois cruza com Tucumán-ARG ou Nacional-COL. É favorito contra qualquer um dos três, apesar da tradição do Estudiantes e do título recente dos colombianos.

Na outra ponta, River Plate e Racing farão dois jogos pegados, com favoritismo do River. O Santos encara o Independiente e terá parada dura. Hoje, os argentinos são melhores. Caminho difícil para os santistas.

No outro lado, Corinthians e Palmeiras se deram bem. Colo-Colo e Cerro Portenho disputam o torneio todos os anos, mas seus times são bens inferiores aos brasileiros. Pela lógica, teremos dois Dérbis eletrizantes nas quartas, quem sabe repetindo 1999 e as semifinais de 2000. Acredito que Corinthians e Palmeiras não deixarão passar essa oportunidade.

Embaixo, teremos Cruzeiro e Flamengo. Grandes confrontos que já decidiram a Copa do Brasil, duas vezes. Agora, me parecem dois elencos bem equilibrados. Os dois têm potencial para chegar tanto na Libertadores, quanto Copa do Brasil e Brasileiro. Tenho certeza de que o Cruzeiro não queria o Flamengo e vice-versa. Se pudessem escolher, pulariam esse duelo. Quem passar, deve enfrentar o Boca, favorito diante do Libertad-PAR, mesmo que tenha ficado em segundo no grupo do Palmeiras.

O blog projeta Grêmio X Nacional-COL e River Plate X Independiente, de um lado.

Corinthians X Palmeiras e Flamengo X Boca Juniors, do outro.

A única certeza é de que serão partidas fortes e competitivas. Tudo a partir de oito de agosto. Até lá.