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O dia em que Dorival Jr. indicou Jaílson para o Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Jaílson é o goleiro titular do Palmeiras e ganhou a posição com trabalho e merecimento. Aos 36 anos, comemora o fato de ser reconhecido, depois de tanto tempo de carreira. Para quem não lembra, Jaílson chegou ao Palmeiras por indicação de Dorival Jr., técnico do Verdão em 2014, e hoje comandando o São Paulo. No dia 02 de outubro daquele ano, o site oficial do Palmeiras informava a contratação de Jaílson, com contrato até maio de 2015. O blog conversou com Dorival Jr. sobre aquele momento.

“O Prass estava machucado. Ele vinha de lesões e eu estava vendo que a gente precisava de um goleiro com um pouco mais de experiência e vivência. Nós fomos atrás de dois ou três nomes, entre eles, o Jaílson. Acabou dando certo com o Jaílson. Quando ele chegou e se apresentou, o Prass, surpreendentemente, teve uma recuperação rápida e acabou voltando. Não deu tempo do Jaílson fazer sua estreia. Esse processo demorou uns 20, 30 dias, e deu tempo para a recuperação do Prass. Mas fico feliz que o Jaílson esteja vivendo um momento importantíssimo, muito bom para ele”, afirmou Dorival Jr.

Dorival nunca tinha trabalhado com Jaílson e relembra quando o goleiro lhe chamou a atenção. “Tinha visto alguns jogos pelo Ceará, mas ele fechou o gol mesmo pelo Guaratinguetá contra a Portuguesa, acredito. Também já tinha visto pelo Juventude. Jaílson foi um exemplo de vários jogadores desconhecidos que têm qualidades, mas não conseguem oportunidades”, ressaltou.

No final de 2016, Jaílson renovou contrato até dezembro de 2018. Chamado de “Jailsão da Massa” pela torcida, o goleiro completou 500 dias sem derrotas pela equipe.

Dorival Jr. comandou o Palmeiras de 03 de setembro até 08 de dezembro de 2014. Comandou o time em 20 partidas com seis vitórias. Na última rodada do Brasileiro, o Palmeiras escapou do rebaixamento para a Série B.

 


Mirassol e Palmeiras foi maior que Flamengo e Botafogo
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Alexandre Praetzel

Há anos que vemos o futebol carioca se deteriorar, através do Campeonato Estadual. De grandes clássicos e com uma fórmula de disputa atrativa, recentemente, o Cariocão hoje é uma penúria financeira. Sem o Maracanã e com os clubes cheios de birra para faturar, as rendas são rídiculas e o público pagante é pífio, perto do que já vimos em décadas passadas.

Sábado, Flamengo e Botafogo decidiram uma vaga na final da Taça Guanabara, primeiro turno do Estadual(que é sinônimo de título) para parcos 5.460 pagantes e 6.955 presentes, com renda de R$ 257.600,00, em Volta Redonda. Ticket médio de R$ 47,17. Não pode. Não dá. É vergonhoso. Mas quem se importa, no Rio de Janeiro?

O presidente da FERJ, Rubens Lopes, acha que é o maior torneio do Brasil. E os dirigentes dos participantes ouvem e não contestam essa barbaridade. O Engenhão recebeu a outra semifinal entre Boavista e Bangu. Reparem bem, o maior estádio sediou o menor jogo. O grande clássico foi para o interior. Não pode dar certo. E Fla e Botafogo não conseguiram entrar em acordo. Não se ajudam e preferem esse cenário lamentável.

A agonia financeira domina Botafogo, Vasco e Fluminense. A única exceção é o Flamengo, que consegue pagar suas contas e, finalmente, adotou uma postura racional na administração. O Botafogo parece querer seguir o mesmo caminho, ainda que sofra com receitas bem menores. Vasco e Fluminense estão em sérias dificuldades. O Flu teve menos de mil pagantes em duas partidas da primeira fase. Um quadro deprimente.

Ainda no sábado, às 19h, Mirassol e Palmeiras se enfrentaram em Mirassol, pela sexta rodada. Público pagante de 11.966 torcedores para arrecadação de R$ 667.048,00. Ticket médio de R$ 55,74. O dobro de público do clássico carioca e quase três vezes o valor arrecadado.

O Paulista também perdeu muito do seu valor, mas ainda respira com clubes mais organizados e situação financeira melhor. Mas não dá para aceitar que um Flamengo e Botafogo leve uma goleada dessas de um jogo do interior de São Paulo, mesmo com a força da torcida palmeirense.

Senhores presidentes dos grandes cariocas, não farão nada? Continuarão pagando para jogar um campeonato que não atrai ninguém? Nunca pensei que veria isso. Grandes marcas do futebol brasileiro jogando às moscas. E aceitando, isso que é mais triste.


A. Carlos vê Palmeiras mais unido e titularidade fortalecida por bom início
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras enfrenta o Mirassol, neste sábado, tentando manter os 100% de aproveitamento no Paulista. Até o momento, são cinco vitórias em cinco partidas. O técnico Roger Machado pretende escalar força máxima e manter os jogadores que vêm atuando. O blog entrevistou Antonio Carlos, titular desde o início da temporada. O zagueiro ressaltou a união do grupo, o respeito e o fortalecimento do seu futebol na equipe. Acompanhem.

Presidente Galiotte disse que o Palmeiras não precisa de um novo zagueiro. Isso é uma boa notícia?

Uma boa notícia, mas como eu já frisei e já deixei bem claro. Quem chegar, vai chegar para ajudar, somar e ajudar a evoluir para quem está jogando. Se tiver que buscar outro zagueiro ou não tiver, tenho certeza que os onze que começarem os jogos, vão evoluir muito para a gente conquistar coisas nesse ano.

Cinco vitórias em cinco jogos fortalecem você e o Thiago Martins como titulares?

Sim, fortalece. As vitórias nos fortalecem. Com muita humildade, trabalhando bastante, a gente pode chegar muito mais longe. Esse é o foco. A gente está 100%, mas a gente tem que ter humildade para que a gente possa se sair bem durante todos os jogos, cada vez melhor.

Roger revelou que o time titular do momento é esse que vem jogando. Faz diferença em campo?

Muita diferença. Eu acho que com a sequência, a gente vai se conhecendo mais. Agora, tenho certeza que quem está no banco, esperando sua oportunidade, quando entrar, vai dar a vida. É uma família que está se formando. Eu olho para trás e vejo grandes jogadores. Vejo o Edu, Luan, Juninho e todo mundo fazendo seu trabalho, farão com que eu evolua, como eu estou fazendo eles evoluírem também. Isso é muito importante para que o trabalho seja bem feito.

Essa união de hoje faltou no ano passado?

Não é que faltou. Teve, mas poderia ter tido mais. A gente conversou quando começou o ano e a gente sabia que essa camisa era muito pesada e tínhamos que buscar mais, até porque pelo investimento que foi feito, a gente precisava de mais. Espero que seja esse ano, com o professor Roger e com todos ali. Estou muito feliz de estar aqui, vestindo essa camisa e espero que a gente consiga mais coisas no final do ano.

Revelado no Corinthians, Antonio Carlos foi pouco aproveitado entre os profissionais. Ganhou espaço no Avaí, por duas temporadas, com 91 jogos disputados e cinco gols marcados. Esteve na Ponte Preta com Eduardo Baptista e foi indicado pelo treinador, quando ele chegou ao Palmeiras.

Em 2017, Antonio Carlos participou de apenas oito jogos. Teve o contrato renovado até dezembro de 2018 e já esteve em cinco confrontos com um gol anotado.


Marcos Rocha vibra com posição no Palmeiras e nega ser bom só no ataque
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Alexandre Praetzel

Marcos Rocha foi um dos reforços contratados pelo Palmeiras, para a temporada de 2018. Indicação de Roger Machado, com quem trabalhou no Atlético-MG. Em Belo Horizonte, foi destaque por alguns anos e campeão da Libertadores e Copa do Brasil, como titular absoluto. Em 2017, não teve a mesma eficiência, mas recebeu o crédito do treinador palmeirense. Em entrevista exclusiva ao blog, Marcos Rocha se considera um marcador tão bom, quanto apoiador, e comemora a chance de vestir a camisa do Verdão. Confira.

Você tem um rótulo de ser não tão bom na parte defensiva como no setor ofensivo. Esse tipo de análise te incomoda?

Ah, eu não concordo. Hoje, pela experiência, já consigo apoiar bem e defender também. É só pegarem meus números de desarmes. Eu sou um dos jogadores que mais rouba a bola, durante as partidas. Mas, como você disse, já colocaram um rótulo, que fique por parte da imprensa. Eu, dentro de campo, tenho a consciência que na parte defensiva e ofensiva, eu venho fazendo um grande trabalho.

Você vem de um elenco forte no Atlético-MG e encontrou o mesmo no Palmeiras. Te surpreenderam cinco vitórias em cinco jogos ou estão dentro do esperado pela qualidade técnica?

Pela qualidade, acho que pelo trabalho que está sendo apresentado. Adaptação de todos ao estilo do Roger. Isso está facilitando nosso trabalho. Então, é só agradecer mesmo ao Palmeiras pela oportunidade de ter chegado ao clube num elenco tão qualificado. Isso só favorece para que a gente possa dentro de campo fazer o nosso melhor e buscar sempre a vitória.

O jogo contra o Santos foi o teu melhor pelo Palmeiras?

Acho que para toda a equipe, né. A gente vem trabalhando, evoluindo a cada dia, parte física, e você vai encontrando a parte técnica com o decorrer dos jogos, o entrosamento com a equipe. Então, acho que está todo mundo de parabéns pela dedicação, pela vitória e eu vou tentando evoluir a cada partida. Joguei quatro jogos e estou bastante feliz pelo que eu venho apresentando.

Revelado pelo Atlético-MG, Marcos Rocha foi emprestado ao América-MG e teve bons desempenhos em 2010 e 2011. No Galo, foi titular em 2009 e de 2012 a 2017, com 299 partidas e 13 gols marcados.

No Palmeiras, tem contrato até dezembro, em uma troca por Róger Guedes.


Galiotte elogia torcida e não pensa na contratação de um novo zagueiro
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras chegou a cinco vitórias em cinco jogos no Paulista. O time de Roger Machado é apontado como o principal favorito para conquistar o Estadual pela qualidade e variedade de opções do elenco. O blog conversou com o presidente Maurício Galiotte, começando seu segundo ano de gestão, depois de passar em branco, em 2017. Galiote avaliou o momento do clube e ressaltou o foco no trabalho para esta temporada. Confira.

O Sr. esperava cinco vitórias em cinco jogos neste início de temporada?

Estamos trabalhando. Nossos objetivos são sempre as vitórias. Trabalhando, agora nossos objetivos são os títulos, trabalhar cada vez mais. Sempre ganhar um clássico é importante. O trabalho continua. Vamos sempre em busca dos nossos objetivos.

O Palmeiras montou um grande elenco e o estádio está sempre cheio. Time forte leva a isso?

Leva a isso também, mas a torcida comprometida do Palmeiras, engajada que o Palmeiras tem é que também leva a isso. Nosso torcedor está sempre junto conosco, em todas as situações, no sócio Avanti, no Estádio, nos momentos difíceis. Então, nós temos que sempre agradecer ao torcedor do Palmeiras. É o torcedor do Palmeiras que faz a diferença.

Qual foi o resumo que o Sr. fez em 2017, do que não poderia errar em 2018?

Nós antecipamos todo o planejamento, começamos a trabalhar com antecedência. Nós fizemos uma avaliação do que a gente precisava em termos de elenco, o que a gente precisava fazer para suprir algumas necessidades. E foi exatamente isso que nós fizemos, com antecedência.

Palmeiras pensa em negociar alguém para equilibrar as contas ou não?

Venda e compra de jogador faz parte do futebol. O que nós temos que fazer é avaliar se nós precisamos contratar e se nós tivermos grandes propostas, também avaliar. Isso faz parte de uma gestão responsável, mas hoje a gente entende que o elenco do Palmeiras está bastante competitivo e esse é o nosso objetivo para todo o ano.

Precisa de um zagueiro?

Não. Hoje nós temos bons zagueiros no grupo. Estão jogando e nós vamos com esse grupo que está aí.

Chegou alguma proposta para algum dos jogadores que não foram inscritos no Paulista?

Não. Por enquanto, não.

Torcedor não gosta de ver o Palmeiras favorito. O Sr. gosta?

Eu acho que ser favorito é o fato de você ter uma grande equipe, o fato de você estar se preparando. Só que favoritismo são os três pontos. Você precisa ganhar. Se não a expectativa fica lá em cima e só ganha um. No ano passado, nós também tínhamos um elenco muito competitivo, um grupo muito forte. Nós não ganhamos. Faz parte. Nós temos que continuar com um grupo competitivo. Continuar trabalhando. E nós vamos ganhar.

Qual é o rival que mais lhe preocupa hoje em termos técnicos, não em gestão?

Nós temos que nos preocupar com o Palmeiras. Todos os times são grandes equipes, bem preparadas, todos trabalham. Então, nós temos que nos preocupar com o Palmeiras.

O Palmeiras volta a campo, sábado, contra o Mirassol, fora de casa. A estreia na Libertadores, será apenas dia 1º de março contra um adversário a definir.


Deu a lógica no Allianz. Borja foi bem. Santos sofreu com os desfalques
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Alexandre Praetzel

Estive no jogo entre Palmeiras e Santos, trabalhando atrás da meta direita do Allianz Parque. Projetava um favoritismo do Palmeiras pela diferença técnica das duas equipes escaladas. Enquanto o Palmeiras tem reposições para todos os setores, o Santos sofre com algumas alternativas. Os desfalques de Victor Ferraz, Vítor Bueno e Bruno Henrique pesaram bastante. Gabriel nem foi relacionado.

O Palmeiras abriu o placar muito cedo e ainda mandou uma bola na trave, em seguida. Parecia que uma goleada poderia acontecer, mas o time diminuiu o ritmo e permitiu alguns avanços do Santos, com Jaílson fazendo grande defesa em cabeceio à queima-roupa de Eduardo Sasha. O primeiro tempo ficou por aí, com disputas fortes no meio-campo e pouca criação de jogadas ofensivas.

Na segunda etapa, apareceu a maior qualidade palmeirense. Pressão forte o campo todo e o segundo gol marcado, em boa conclusão de Borja, após troca de passes no ataque. O colombiano esteve muito bem. Ali, jogo liquidado, pensava eu. Ledo engano. O Santos descontou com Renato de cabeça e voltou à partida. O gol santista deixou o clássico em suspense, apesar da maior posse de bola do Palmeiras. O Verdão recuou, deu campo ao Santos e explorou os contra-ataques. O Santos até chegava à frente, mas faltava eficiência. Placar final de 2 a 1. Justo pelo que as duas equipes apresentaram.

Palmeiras com 100% de aproveitamento no Paulista. Com simplicidade, sempre levará vantagem na questão técnica.

Santos precisa de reforços. Com todo mundo à disposição, tem uma boa formação principal. Ainda é pouco.

Projeção de boa temporada para o Verdão e estudos para o Santos. Um está mostrando que é o time a ser batido. O outro está em debate e precisa se definir.


Palmeiras é muito favorito contra o Santos. Meu palpite é 2 a 0
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Alexandre Praetzel

Palmeiras e Santos fazem o primeiro confronto da temporada, neste domingo, no Allianz Parque lotado e com torcida única palmeirense. Um jogo que teve grande rivalidade nos anos 60 e 70 e voltou com tudo nos últimos três anos. Decidiram o Paulista e a Copa do Brasil, em 2015, com um título para cada lado.

No ano passado, em três partidas, duas vitórias do Santos e uma do Palmeiras. Agora, me parece que o momento é palmeirense, ainda que estejamos na quinta rodada do Estadual.

O Palmeiras aumentou a qualidade do time e o Santos diminuiu. O técnico Roger Machado tem muitas opções de elenco e terá Gustavo Scarpa no banco de reservas. Jair Ventura não tem tantas alternativas e não poderá contar com Gabigol, readquirindo a forma física. Por isso, vejo o Palmeiras como muito favorito no clássico. Óbvio que isso não significa que o Palmeiras vá vencer o jogo, até porque vai enfrentar um grande adversário. Mas hoje é superior.

Comparando time por time, o blog avalia.

Jaílson  X  Vanderlei

Marcos Rocha  X  Daniel Guedes

Antonio Carlos  X   Luís Felipe

Thiago Martins  X  David Braz

Victor Luís  X  Caju

Felipe Melo  X  Alison

Tchê Tchê  X  Renato

Lucas Lima  X  Vecchio

Dudu  X  Copete

Borja  X  Sasha

Willian  X  Arthur Gomes

Oito a três, na preferência do blog. Scarpa vai entrar no Palmeiras, provavelmente. O talentoso menino Rodrygo pode ser vital para o Santos. Tomara que seja um grande jogo.

Palpito 2 a 0 para o Palmeiras. Apenas palpite, sem desrespeito ao Santos e seus profissionais.


Grandes se reforçam para bater o Palmeiras. Elenco do Verdão tem três times
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Alexandre Praetzel

A semana começou com apresentações de reforços de São Paulo, Corinthians, Santos e Botafogo, além da provável chegada de Henrique Dourado ao Flamengo. Grandes times se mexendo para qualificar seus elencos. Mas quando listamos o grupo de jogadores do Palmeiras, a diferença aumenta bastante com a quantidade de alternativas para o técnico Roger Machado.

O Palmeiras pode montar duas equipes hoje e parte da terceira formação vestiria muitas camisas da Série A do Brasileiro, sim.

Com todos os atletas à disposição, hoje os titulares são: Jaílson; Marcos Rocha, Antonio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Tchê Tchê e Lucas Lima; Dudu, Borja e Willian.

O segundo quadro(para relembrar um termo antigo) tem Fernando Prass; Mayke, Luan, Thiago Martins e Victor Luiz; Thiago Santos, Moisés, Guerra e Gustavo Scarpa; Keno e Deyverson.

Ainda é possível escalar um time C com Weverton; Fabiano, Emerson Santos, Juninho e Michel Bastos; Bruno Henrique e Jean; Hyoran e Artur. E ainda tem João Pedro, Raphael Veiga e Roger Guedes emprestados.

Eu não sei se o Palmeiras vai ganhar algum título, em 2018. No ano passado, também era favorito e passou em branco, sem decidir o Paulista, Copa do Brasil e Libertadores. Foi vice-campeão brasileiro, mas distante do Corinthians.

Agora, é inegável que fez contratações pontuais e encorpou o grupo. São pelo menos duas boas opções para cada posição e possibilidades de variações táticas, de acordo com a preferência do treinador. Talvez mais um zagueiro, próximo do nível de Mina, fosse necessário.

Se houver gestão e controle competente do vestiário, o Palmeiras dificilmente não ganhará nada. Tudo se decide dentro de campo, obviamente, mas o Verdão é o candidato mais forte em todas as competições. Certamente, haverá bons jogos contra adversários do mesmo tamanho. Todo mundo vai querer bater de frente com quem tem mais qualidade. Sempre foi assim. 2017 foi um exemplo.


Borja paga pelo que foi pago por ele
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Alexandre Praetzel

Comentei Bragantino e Palmeiras, neste domingo. Um primeiro tempo com mais disposição do Palmeiras no início e equilíbrio do Bragantino até a reta final. Na segunda etapa, o Palmeiras cresceu e liquidou o jogo com Keno e Dudu, depois do Bragantino ter uma chance clara com o atacante Matheus Peixoto. Agora, gostaria de falar sobre Borja.

O colombiano foi bastante participativo nos primeiros 45 minutos. Buscou a bola na intermediária, fez tabelas com os colegas, deu um gol para Tchê Tchê perder e desperdiçou a melhor chance palmeirense, frente à frente com o goleiro Alex Alves. Finalizou mal, mas esse lance não pode resumir sua atuação. Voltou do intervalo e foi substituído por Keno. E Keno abriu o placar com poucos minutos em campo. Aí, a comparação fica ruim para Borja. Ele não consegue fazer os gols esperados e quem o substitui, entra e faz. A análise não pode ser tão simplista assim.

Torcedores palmeirenses ficaram divididos nas redes sociais. Uns, defenestraram o jogador. “Não serve mais”, “Acabou a paciência”, “Foi um erro”, foram frases registradas nos meus espaços. Alguns concordaram comigo que Borja é muito mais cobrado pelo que custou ao Palmeiras. O custo-benefício tem larga vantagem para o custo de R$ 45 milhões. No entanto, Borja não tem sido uma desgraça, como pintam. Está melhor que no ano passado, quando demorou a se adaptar e foi combatido pelos técnicos Eduardo Baptista e Cuca. Há quem diga, dentro do Palmeiras, que Borja teve uma ascensão financeira e social gigantesca e não conseguiu administrar isso muito bem, atrapalhando um pouco sua ambientação.

Agora, tem o apoio dos companheiros e do treinador Roger Machado. Entendo que deva continuar como titular. Tem mais quatro anos de contrato. Se não corresponder durante toda a temporada, deve-se fazer uma avaliação no final de 2018. No momento, com o acréscimo técnico da equipe, Borja pode voltar a ser o goleador do Nacional de Medellín. Não é craque e nunca foi. Mas pode ajudar. Merece mais crédito e paciência. Já vimos outros atletas serem destruídos e darem a volta por cima, em clubes diferentes, com títulos importantes. É o que eu penso.


Fernando Prass não quer parar em dezembro
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Alexandre Praetzel

Nesta sexta-feira, fiz um post sobre os três goleiros do Palmeiras. O título foi “Jaílson é o momento. Prass, a História. Weverton, o futuro”. Registrei também que Fernando Prass deixaria o futebol em dezembro de 2018, quando termina seu contrato com o clube. Prass leu o post e fez uma correção. Não pretende se aposentar no final do ano.

“Esta pré-temporada me deu mais certezas ainda que posso competir mais tempo em alto nível. Tanto em campo, como pelos testes físicos”, afirmou, em contato com o blog.

“Quem acompanhar e observar os treinos do Palmeiras, verá isso. É só conversar com os treinadores de goleiros ou com o fisiologista”, ressaltou.

Prass abriu a temporada como segunda opção para a posição. Tem o respeito da direção, comissão técnica e torcedores.

Prass chegou ao Palmeiras, em 2013. Já disputou 250 partidas. Conquistou a Copa do Brasil, em 2015, e o Campeonato Brasileiro, em 2016, como titular.

Jaílson tem contrato até dezembro, também. Weverton chegou em janeiro e assinou por cinco temporadas.