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O dia em que Dorival Jr. indicou Jaílson para o Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Jaílson é o goleiro titular do Palmeiras e ganhou a posição com trabalho e merecimento. Aos 36 anos, comemora o fato de ser reconhecido, depois de tanto tempo de carreira. Para quem não lembra, Jaílson chegou ao Palmeiras por indicação de Dorival Jr., técnico do Verdão em 2014, e hoje comandando o São Paulo. No dia 02 de outubro daquele ano, o site oficial do Palmeiras informava a contratação de Jaílson, com contrato até maio de 2015. O blog conversou com Dorival Jr. sobre aquele momento.

“O Prass estava machucado. Ele vinha de lesões e eu estava vendo que a gente precisava de um goleiro com um pouco mais de experiência e vivência. Nós fomos atrás de dois ou três nomes, entre eles, o Jaílson. Acabou dando certo com o Jaílson. Quando ele chegou e se apresentou, o Prass, surpreendentemente, teve uma recuperação rápida e acabou voltando. Não deu tempo do Jaílson fazer sua estreia. Esse processo demorou uns 20, 30 dias, e deu tempo para a recuperação do Prass. Mas fico feliz que o Jaílson esteja vivendo um momento importantíssimo, muito bom para ele”, afirmou Dorival Jr.

Dorival nunca tinha trabalhado com Jaílson e relembra quando o goleiro lhe chamou a atenção. “Tinha visto alguns jogos pelo Ceará, mas ele fechou o gol mesmo pelo Guaratinguetá contra a Portuguesa, acredito. Também já tinha visto pelo Juventude. Jaílson foi um exemplo de vários jogadores desconhecidos que têm qualidades, mas não conseguem oportunidades”, ressaltou.

No final de 2016, Jaílson renovou contrato até dezembro de 2018. Chamado de “Jailsão da Massa” pela torcida, o goleiro completou 500 dias sem derrotas pela equipe.

Dorival Jr. comandou o Palmeiras de 03 de setembro até 08 de dezembro de 2014. Comandou o time em 20 partidas com seis vitórias. Na última rodada do Brasileiro, o Palmeiras escapou do rebaixamento para a Série B.

 


Sidão agradece Dorival e acha que é o primeiro goleiro do São Paulo
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Alexandre Praetzel

Goleiro é uma função da confiança do treinador. No Palmeiras, existem três bem definidos por Roger Machado. No São Paulo, a diretoria trouxe Jean, pagando R$ 10 milhões ao Bahia. No entanto, o titular é Sidão, por determinação de Dorival Jr. Sidão começou a temporada e parece que se firmou. O blog conversou com o goleiro sobre essa condição e o momento do time. Acompanhem a seguir:

Aqui no São Paulo, você é o primeiro goleiro, mesmo com a chegada de um jogador de R$ 10 milhões (Jean)?

Isso aí, o professor Dorival já deixou claro. Acho pelo que eu fiz no ano passado, na situação em que o time estava, cobrança, pressão, e consegui dar conta do recado para tirar o São Paulo daquela situação incômoda. Voltei bem esse ano, me preparando fisicamente, tecnicamente tenho coisas a melhorar ainda, por conta do pouco período de treinos. Mas eu acho que o professor Dorival já deixou claro isso daí. Jean foi muito bem recebido e assim que precisar dele, ele vai entrar e vai corresponder também.

Falta um pouco de tranquilidade em campo para o São Paulo?

Não. Eu acho que não. A gente tem jogado bem. Primeiro tempo contra o Botafogo fomos abaixo, a gente reconhece. Mas no segundo tempo, a gente jogou, conseguimos fazer o placar. É começo de temporada. Estão cobrando já como se fosse meio do ano para a frente. Eu sei que todos os times estão em começo de temporada, tem time vencendo mais que a gente, mas o nosso trabalho é um pouco diferente e a gente tem muito a melhorar, ainda.

Quando for enfrentar adversários mais fortes, dá para jogar aberto como jogou?

Ah, acho que a gente não está jogando tão aberto, assim. Eu fiz uma defesa só no segundo tempo e a outra foi de falta. O time deles não criou tantas oportunidades. Não está tão aberto não. Precisa melhorar muitas coisas sim. Precisamos, em alguns quesitos, melhorar bastante. A gente tem convicção disso.

Sidão foi contratado a pedido de Rogério Ceni, em 2017, após boa temporada no Botafogo. Disputou posição com Denis e Renan Ribeiro, terminando o ano como titular. Já fez 31 jogos com a camisa tricolor.

 


Wéverton terá que superar rejeição de torcedores e disputa forte no Verdão
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras tem tudo encaminhado para contratar Wéverton, goleiro do Atlético-PR. O jogador encerra seu compromisso com o Furacão, em maio, mas as diretorias estão buscando um entendimento para ele ser liberado em janeiro. Wéverton fará 30 anos em dezembro e disputou 299 partidas pelo Atlético, desde 2012. Suas atuações o levaram a ser convocado para a Seleção Brasileira do técnico Tite.

Wéverton terá a forte concorrência de Jaílson e Fernando Prass, com renovação de contrato apalavrada para 2018. Além disso, vai enfrentar a pressão diária de grande parte da torcida palmeirense, contrária a sua contratação pelo clube. Basta você escrever algum comentário sobre a chegada de Wéverton e as críticas surgem a cada minuto nas redes sociais. Qualquer falha de Wéverton, recentemente, não foi perdoada e o goleiro foi xingado de frangueiro, mão de alface e outros adjetivos piores.

Particularmente, acho Wéverton um bom goleiro. Foi titular na conquista da medalha de ouro pela Seleção Olímpica e teve rendimento interessante até o final do ano passado. Depois, quando não foi mais chamado por Tite, as falhas apareceram com mais frequência. Vejo Wéverton com nível igual a Prass e Jaílson, mas sem nenhuma garantia de titularidade. Se eu fosse o técnico, seguiria com Prass como dono da camisa um, começando a próxima temporada.


Diego Alves admite queda técnica do Fla. Goleiro lembra que veio de graça
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Alexandre Praetzel

O Flamengo está em debate. O time não consegue ter boas atuações no Brasileiro e Sul-Americana e tem sido cobrado por melhor desempenho e resultados. O técnico Reinaldo Rueda chegou da Colômbia e ainda não viu seu trabalho ser implantado da maneira que gostaria. A diretoria, do outro lado, esperava mais qualidade, tanto do treinador quanto do elenco. O blog entrevistou o goleiro Diego Alves, que concordou com a queda da equipe, prometendo mais responsabilidade e resposta rápida para a torcida. Acompanhem.

Por que o Flamengo não consegue manter uma regularidade no Brasileiro?

Por isso que estamos assim. Se a gente tivesse uma regularidade fora de casa, a gente estaria mais acima, onde a gente merece. É um ano diferente, um ano que o torcedor está sofrendo bastante e nós temos que mudar isso. Temos que buscar forças para mudar, seja na experiência, raça, de alguma maneira, porque somos nós que entramos em campo e tentamos fazer o melhor. É lógico que também não podemos, por erros, culpar alguém ou não. O grupo sabe onde errou e a gente tem que tirar forças agora. Faltam poucos jogos para terminar o Brasileiro. O objetivo ainda não está finalizado e a gente tem que fazer de tudo para estar mais acima. A gente também não está contente com o nível do Flamengo, este ano.

Há um caminho menos complicado para vocês conseguirem a vaga para a Libertadores. É pelo Brasileiro ou Sul-Americana?

A Sul-Americana é uma competição à parte. Hoje, se o Brasileiro terminasse, a gente estaria em sétimo, pelo menos, na pré-Libertadores, que mesmo assim não é a posição que a gente quer se encontrar, mas é a realidade. O Brasileiro termina primeiro que a Sul-Americana. Não podemos depositar todas as fichas na Sul-Americana, sabendo que são jogos eliminatórios e difíceis. Eu acho que a concentração tem que ser no Brasileiro e a partir do momento que chegar à Sul-Americana, voltar o foco para o torneio.

Tu achas que o Flamengo merece ser cobrado pelos investimentos que fez?

Olha, está acontecendo a mesma coisa com o Palmeiras. Acho que a cobrança, muita gente vê pelo investimento alto. No Flamengo, para muita gente parece que foi alto, mas alguns jogadores vieram de graça, como é o meu caso. Aparentemente, parece ser um investimento caro, alguma coisa, mas a gente tem que assumir nossa responsabilidade. Temos jogadores de nome, jogadores que vieram e deixaram de ir para algum lugar, para vir para o Flamengo. E quando viemos para cá. eu me incluo no meio, a gente assume toda a responsabilidade porque a gente veio para vencer, não veio para sofrer. Então, a gente quer tirar o Flamengo para que a gente possa terminar bem o ano.

Como você avalia o nível do futebol brasileiro, depois de anos na Europa?

Cada lugar tem seu nível técnico. Aqui é diferente da Espanha, Espanha é diferente da Inglaterra, da Itália. Bom, aqui acho que o futebol mudou bastante. Acho que os jogadores estão se cuidando mais, tem mais estrutura para poder ficar mais forte. Fisicamente, é um jogo muito forte. Eu vejo um futebol que, por mais tático que seja, se desorganiza por algum momento e isso também é difícil você manter uma consistência tática. Lá na Europa, os times mantêm a mesma tática nos 90 minutos, então fica um futebol menos desorganizado, mas é um futebol muito difícil aqui no Brasil. Qualidade técnica, individualismo, isso faz com que o futebol brasileiro tenha ganhado bastante nível técnico.

No Brasileiro, o Flamengo é sétimo colocado com 50 pontos. Na Sul-Americana, o time está nas semifinais contra o Júnior Barranquilha da Colômbia.

Diego Alves chegou ao Fla, no meio deste ano, contratado do Valência da Espanha. Já disputou 21 partidas.


Fábio ironiza ausência da Seleção e vê disputa boa pelo título brasileiro
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Alexandre Praetzel

O Campeonato Brasileiro vai se aproximando do seu final e Fábio segue recebendo elogios por suas atuações à frente do Cruzeiro. Contra o Palmeiras, Fábio foi bem mais uma vez e evitou a derrota. O goleiro tem 722 jogos pelo time mineiro, mas segue distante da Seleção Brasileira, mesmo com boas atuações. Numa rápida entrevista, Fábio falou ao blog sobre sua ausência do selecionado e quem pode levar o Brasileiro, este ano. Confira a seguir.

Você não ser convocado para a Seleção, é a maior injustiça do futebol brasileiro hoje?

É, a gente fica sem entender, né. Eu cresci passando por todas as seleções de base, também passei pela profissional, fui campeão, mas nunca tive a oportunidade de jogar. Tive várias convocações e desde que eu comecei na base, sempre me instruíram a estar entre os melhores na minha equipe, que com certeza eu teria o reconhecimento de estar na Seleção Brasileira. E graças a Deus, eu venho fazendo uma carreira consistente, recebendo elogios de toda a imprensa, que eu deveria ter a oportunidade de estar na Seleção, mas isso não aconteceu. Então, foge um pouco da minha responsabilidade que é estar em campo, fazendo o melhor e tendo o reconhecimento, mas infelizmente, na Seleção ainda não veio.

Algum motivo especial para não ser chamado? Muitos jornalistas não entendem isso.

Eu também não, mas eu já me naturalizei brasileiro e agora eu posso ir, sim (em tom irônico).

Qual time está jogando um futebol mais convincente para levar o Brasileiro?

Hoje, está difícil. Acho que está muito equilibrado, tanto que as equipes que estão na nossa frente, Corinthians, Palmeiras, Santos, Grêmio, vêm fazendo o mesmo nível de futebol. Lógico que o Grêmio tem suas intenções na Libertadores com muitos jogos atuando com equipe mista. Então, se torna mais difícil ainda manter o nível elevado nas duas competições. Mas dentro das outras, acho que está bem equilibrado. Essas últimas sete rodadas com 21 pontos, todo mundo têm possibilidades.

O Cruzeiro é quinto colocado no Brasileiro com 48 pontos. Já tem presença garantida na Libertadores da América de 2018 porque ganhou a Copa do Brasil.

Fábio chegou ao Cruzeiro em definitivo em 2005. Desde então, conquistou dois Brasileiros, uma Copa do Brasil e alguns campeonatos mineiros. Aos 37 anos, tem contrato até dezembro de 2019, renovado recentemente pela nova diretoria cruzeirense.

 


Gatito sobre pênaltis: “Quando batem, o mundo para dois segundos para mim”
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Alexandre Praetzel

Roberto “Gatito” Fernández vem se destacando como titular do Botafogo, desde o início do ano. O goleiro paraguaio chama a atenção pela regularidade e por ser um “pegador” de pênaltis. Filho de “Gato” Fernández, ex-Inter e Palmeiras, disputa a posição com Jefferson, elogiado e considerado uma referência por Gatito. O blog conversou com Gatito, antes de se apresentar à Seleção do Paraguai, com chances de se classificar para a Copa do Mundo da Rússia. Acompanhem a seguir.

Deves permanecer no Botafogo em 2018?

Tenho contrato com o Botafogo até o final de 2018. Qualquer negociação ou proposta será analisada após o fim da temporada que estamos. O foco é total nesta reta final de Campeonato Brasileiro.

Palmeiras te procurou para ser reforço ano que vem?

Não tivemos conversas com o Palmeiras.

Como vês a concorrência com Jefferson pela posição?

Antes de mais nada, é um privilégio treinar e conviver todos os dias com Jefferson. Ele é uma referência no Brasil. Sempre vi a concorrência com ele como um grande desafio pessoal. Tenho que estar cada vez melhor e continuar tendo a oportunidade de jogar pelo Botafogo. Está sendo um ano maravilhoso e esta disputa saudável com o Jefferson só me fez evoluir ainda mais na carreira.

Qual a importância do treinador de goleiros hoje?

O Flávio Tênius faz um trabalho fantástico. A importância é enorme, pois o método de treinamento dele é bem atualizado, sua visão de futebol é moderna e o dia a dia com os goleiros é de muito trabalho, respeito e dedicação.

Botafogo tinha time para ganhar um grande título?

Por pouco, não avançamos ainda mais na Libertadores. Era nossa obsessão, mas não deu. Queremos coroar essa boa temporada com a conquista de uma vaga na Libertadores para o ano que vem. O Botafogo e esse grupo merecem.

Jair Ventura é o diferencial do clube hoje?

Jair entende os atletas, usa a meritocracia e tem uma visão tática excelente. É novo e tem muito a contribuir para o futebol brasileiro. Esse vai longe.

Como consegues ser tão pegador de pênaltis?

Treinamento e concentração. Quando o adversário corre para bater, o mundo para e se silencia por dois segundos para mim.

Qual a referência do teu pai, ex-goleiro? O que ele te diz?

Meu pai é minha referência e meu orgulho. Conversamos hoje até menos do que antes sobre futebol. Mas a agilidade que ele tinha, eu procuro me espelhar. Procuro ouvir seus conselhos e ter todo o tempo que puder no clube para aproveitar a estrutura que temos. Academia, aparelhos de recuperação, fisioterapia. Com os profissionais que temos, fica ainda melhor.

A situação do Roger afetou o desempenho do grupo?

O desempenho não pode ser alterado, pelo contrário. Temos que buscar essa vaga e ele estará de volta na pré-temporada. Sabemos que obter a classificação será uma homenagem ao Roger e um prêmio pela dedicação de todos neste ano.

Gatito está com 29 anos. Chegou ao futebol brasileiro, para atuar no Vitória, em 2014. Disputou 43 partidas pelo clube baiano. Depois, foi para o Figueirense, onde atuou 49 vezes. No Botafogo, já fez 46 jogos.

 


Palmeiras encaminha permanência de Fernando Prass
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras encaminhou a renovação de contrato com Fernando Prass. O blog apurou que a diretoria pretende anunciar a permanência do goleiro até dezembro de 2018, na próxima semana. Nos últimos dias, o presidente Maurício Galiotte ressaltou mais uma vez a vontade do Palmeiras em continuar com o jogador.

Fernando Prass chegou ao clube em janeiro de 2013. Foi titular durante três anos, mas conviveu com algumas lesões. Disputou 242 jogos e conquistou a Copa do Brasil, em 2015, e o Brasileiro, em 2016. Em 2017, perdeu a posição para Jaílson, mas voltou a jogar, depois que o companheiro se machucou.

Recentemente, Cuca concedeu entrevistas, revelando que Prass iria ficar. Agora, tudo caminha para um final feliz. Prass está sendo representado pelo empresário Giusepe Dioguardi.

No dia 29 de agosto, o blog postou uma entrevista com Fernando Prass. O goleiro esperava uma evolução nos contatos com os dirigentes. Na ocasião, torcedores se dividiram entre elogios e críticas, nos comentários. Alguns acharam que Prass deveria ficar e outros acreditavam que o Palmeiras deveria agradecer todo o empenho e dedicação, buscando um novo reforço no mercado.

Particularmente, acho que Prass merece a renovação. Ainda tem lenha para queimar, é totalmente comprometido e tem liderança no elenco. Seria um dos meus três goleiros para a Copa do Mundo, ao lado de Fábio e Cássio.


Aranha elogia Sheik por futebol de 600 mil e não vê absurdo em queda do SP
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Alexandre Praetzel

A Ponte Preta abre hoje as oitavas-de-final da Copa Sul-Americana, enfrentando o Sport, em Recife. Será mais uma tentativa de buscar o primeiro título da sua história. Ao mesmo tempo, o time não descuida do Brasileiro, onde tem 28 pontos, dois acima do Vitória, 16º colocado na classificação. O blog entrevistou o goleiro Aranha sobre o momento da Ponte, a pressão por uma conquista, a disputa com o São Paulo e a presença de Emerson Sheik no elenco. Confira.

Pelos jogadores que a Ponte tem, é correto afirmar que não tem como o time ser rebaixado?

Ninguém pode cravar isso, né. Mas a gente tem caminhado bem. Durante o campeonato inteiro, a gente não entrou em momento algum na zona de rebaixamento. Isso é muito importante. Se a Ponte fizer o dever de casa, as coisas continuam tranquilas. Eu acho que é bom quando o treinador tem muitas opções para usar no elenco. Então, as vezes acaba faltando isso para a Ponte. A Ponte tem um grupo de bons jogadores, mas a gente sabe que tem momento que alguém vai machucar, sentir uma lesão, tomar cartão, estar mais cansado. É bom você ter mais peças à altura para repor. Mas a gente está sendo feliz, no critério de contratações da Ponte. São jogadores que brigam bastante o tempo todo, que têm qualidade e isso tem nos mantido vivos no campeonato.

É difícil disputar o Brasileiro com a desvantagem financeira e estrutural, em relação aos maiores adversários?

É bem complicado. A Ponte, graças a sua diretoria, tem feito um trabalho muito bom. Isso não é da boca para fora. Tem salário em dia. É uma obrigação? É, mas a gente sabe que alguns clubes não procedem assim. Tem um CT bom, estádio bom. Agora, não estamos em nível de disputar em igualdade com as outras equipes como São Paulo. Mas a gente conseguiu o empate, contra muito mais torcedores e num gramado rápido, onde o São Paulo está acostumado a jogar. Isso é de se exaltar.

A cobrança por um título atrapalha demais? Todos carregam isso?

Com certeza. Quem assimila o que é a Ponte Preta, quem está aqui há mais tempo, sabe que esse peso a gente carrega, sim. Estivemos próximos várias vezes de conseguir, mas não foi esse ano. Quem sabe o ano que vem, a gente consegue tirar esse fardo aí e aliviar essa pressão e a Ponte possa dar mais um passo. Que venham mais investimentos para que a Ponte tenha maiores chances durante o campeonato.

Você acha que o São Paulo vai cair? Hoje, parece ser um concorrente direto da Ponte.

Eu não sei se é um concorrente direto, hoje, porque a gente tem uma certa distância(28 pontos contra 24). Vamos jogar em casa, a gente tem tudo para poder fazer o dever de casa, que é o que todo o clube pensa, sem desmerecer ninguém, mas quando o time joga em casa, se espera vitória e trabalha-se para isso. Mas eu acho que, como outras grandes equipes do futebol já caíram para a Série B, isso mostra o equilíbrio do campeonato. Não seria nenhum absurdo, se isso vier a acontecer com o São Paulo. Lógico, que entristece o torcedor, a gente que gosta de futebol, sabe da grandeza desse clube, do que representa. Não é bom para o nosso futebol, para o nosso país, para aquele que gosta de ver um grande jogo, um grande espetáculo, não é legal. Mas o futebol é assim. As vezes, você tem tudo certo e as coisas não acontecem.

Emerson Sheik tem sido importante, depois de estar livre no mercado? Você concorda?

Concordo. Vem vindo muito bem. Como eu disse, a Ponte tem um orçamento curto para fazer esse tipo de contratação. A gente sabe que existe o respeito de um jogador com o outro, quando ele tem bagagem, história no futebol, quando ele é conhecido, isso atrai torcedor. A garotada gosta mais do clube e os adversários respeitam. Ele está jogando em alto nível, não está “roubando” como a gente diz, na gíria do futebol. Está jogando com prazer, se dedicando muito. Com certeza, é um jogador diferenciado e talvez, em outra circunstância, a Ponte não teria dinheiro para contratá-lo. Então, ele veio, está jogando futebol para quem ganha 500, 600 mil.

Depois do confronto com o Sport, a Ponte recebe o Atlético-GO, sábado, pelo Brasileiro. Todos consideram a vitória fundamental, para escapar um pouco mais da ameaça de rebaixamento.


Fábio merecia ser lembrado para a Seleção Brasileira. Há muito tempo
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Alexandre Praetzel

Assisti atentamente ao primeiro jogo entre Flamengo e Cruzeiro, na final da Copa do Brasil. Um confronto de muita pegada e pouca emoção. Algo normal em partidas tão decisivas. E nas raras chances ou finalizações a gol, apareceram os goleiros. E aí, cito Fábio, titular do Cruzeiro, desde 2005. Há quem diga que ele falhou no gol impedido do Flamengo. Não achei. E ainda mostrou segurança quando exigido, aparecendo na hora certa.

Fábio começou 2017, retornando de lesão e foi reserva de Rafael, até recuperar-se totalmente. Mano Menezes não pensou duas vezes em retorná-lo à condição de titular, quando achou necessário.

Fábio tem 716 jogos pelo time mineiro e não foi mais convocado para a Seleção Brasileira, após estar nos grupos da Copa das Confederações, em 2003, e Copa América, em 2004. Nos dois torneios, o Brasil era comandado por Carlos Alberto Parreira. Dunga, duas vezes, Mano Menezes, Luiz Felipe Scolari e Tite, chegaram ao selecionado e não chamaram o goleiro, mesmo com desempenhos em alto nível pelo Cruzeiro.

Sou defensor de Fábio e gostaria de vê-lo na Seleção, assim como Emerson Leão, técnico e especialista na função, com quatro Copas do Mundo no currículo. Sempre estranhamos tantas ausências. Um dia perguntei ao próprio Fábio, a razão de não ser lembrado e a resposta foi direta: “Não sei. Minhas atuações estão aí para mostrar”, afirmou, na ocasião, após um jogo contra o Corinthians, no Pacaembu.

Nos bastidores do futebol, já ouvi coisas como “muito religioso” e “complicado de vestiário”, versões e boatos que surgem para rotular alguém ou agradar a quem não gosta do atleta. Um profissional que tem mais de 700 partidas pelo mesmo clube e dono da posição em 12 temporadas, merece muito respeito e crédito.

Por isso, sigo sem entender. Por que Fábio não é chamado para a Seleção? Se jogasse num time de Rio-SP, a tolerância seria maior? Fato, é que Fábio é mais um injustiçado no futebol brasileiro. Azar da Seleção.


Prass, sobre renovação: “Nesses 15 dias sem jogos, vamos ver se evolui”
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Alexandre Praetzel

Fernando Prass vive a expectativa de renovar seu contrato com o Palmeiras. O goleiro encerra seu compromisso com o clube, em dezembro deste ano. Em entrevista exclusiva ao blog, Prass espera ter uma conversa com o presidente Maurício Galiotte, nesses 15 dias sem jogos, para definir seu futuro. Confira o bate-papo, a seguir.

O Palmeiras renasceu com a vitória sobre o São Paulo, no Brasileiro, ou isso é um exagero?

Acho que é um exagero porque daqui a 15 dias tem outro jogo e se perder ou tiver uma atuação ruim, volta tudo de novo. E o futebol, não só o brasileiro, o futebol em si trabalha muito em cima do resultado, da expectativa que se cria. E quando você não tem uma expectativa concreta como foi a nossa, de chegar mais longe na Libertadores, Copa do Brasil, as frustrações e as cobranças se potencializam. E óbvio que uma derrota ou até um empate domingo, iam trazer um peso muito grande para essas duas semanas. Agora, tem duas semanas, para aí sim, fazer um divisor de águas, ter uma sequência boa na competição e, quem sabe, aos poucos, buscar as posições a nossa frente.

Com oito pontos perdidos em jogos recentes, o Palmeiras poderia ter 44 pontos. Vocês relembram isso e fizeram essa matemática?

Tu sempre pensa isso, pensa sempre o lado positivo. Óbvio, se a gente tivesse ganho lá atrás de outras equipes, mas se a gente tivesse perdido para o Bahia, que ná época que nós fomos jogar lá, o Bahia tinha três jogos em casa, três vitórias e 12 gols marcados, tinha tomado um gol, a gente fez quatro. Fazia tempo que a gente não ganhava da Ponte, ganhamos da Ponte lá. Na realidade, é uma compensação. Eu acho que só o Corinthians está fugindo dessa média do Brasileiro. Tu ganhas alguns pontos, óbvio que tem que fazer um aproveitamento melhor em casa e a gente vinha de duas derrotas e buscar pontos fora. A gente está conseguindo buscar pontos fora. Então, fica mais ou menos na balança. Como eu falei, só o Corinthians que foge um pouco dessa compensação.

Qual a chance de renovar o contrato com o Palmeiras?

Difícil falar em chance, mas vamos ver. De repente, nessas duas semanas sem jogos, com essa vitória no clássico, a gente tem uma condição melhor de conversar porque era complicado, no momento que a gente estava, pensar individualmente, pensar no jogador. Como eu falei, tinha que abrir mão de qualquer vaidade e pensar no Palmeiras. Depois, quando as coisas se acalmassem, a gente pensava na gente. Vamos ver, nessas duas semanas, se evolui alguma coisa.

O Vasco te procurou para você voltar?

Não, não procurou.

Nenhum clube grande do tamanho do Palmeiras, te procurou?

Do tamanho do Palmeiras, é difícil(risos). Não. São coisas que, se eu te disser que não procurou, vai ficar aquela dúvida, e se eu disser que procurou…Não é uma coisa que se trata pela imprensa, né. Eu mesmo, se tivesse ou não uma proposta, não ia abrir para ninguém, a não ser para o Palmeiras. Falei isso para o presidente, que eu não assinaria um pré-contrato com clube algum, sem antes comunicá-lo. E aí, em cima disso a gente vai, nessa relação de confiança, a gente vai conversando.

A sinalização do Palmeiras é para renovar contigo?

O presidente deu uma entrevista esses tempos aí, falando que a ideia era que eu ficasse. Vamos ver, agora, com essas duas semanas sem jogos, com um pouco mais de tranquilidade, se a gente consegue conversar.

Fernando Prass chegou ao Palmeiras, em 2013. Foi campeão da Copa do Brasil, em 2015, cobrando o pênalti decisivo contra o Santos e foi campeão Brasileiro, em 2016. Aos 39 anos, já fez 241 jogos. Neste ano, perdeu a posição de titular para Jaílson.