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Arquivo : Diego Souza

Diego Souza ainda é bom reforço para qualquer time. SP pagou para ver
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Alexandre Praetzel

Em 2007, Diego Souza foi anunciado pelo Grêmio como grande reforço, após uma passagem muito discreta pelo Benfica-POR, clube que o contratou, após boas atuações pelo Fluminense. Diego Souza foi muito bem e ajudou o Grêmio a ser campeão gaúcho e vice-campeão da Libertadores da América.

Em 2008, foi para o Palmeiras, onde o acompanhei bem de perto, fazendo a cobertura diária, na Academia de Futebol. Compunha um meio-campo com Pierre, Martinez e Valdívia. O Palmeiras foi campeão paulista com sobras, mas não confirmou no Brasileiro. Em 2009, fez um ótimo ano com 62 jogos e 18 gols. Saiu em maio de 2010, depois de fazer um gesto obsceno para a torcida, num jogo contra o Atlético-GO, pela Copa do Brasil.

A partir daí, teve destaque no Vasco, com dois bons anos. Posteriormente, rodou por outras equipes  e teve rápidas passagens pelo Al Ittihad da Arábia Saudita e Metalist da Ucrânia. Se reencontrou no Sport, a partir de 2014. Fez 173 partidas e marcou 61 gols. Números que o levaram a ser chamado para a Seleção Brasileira, pelo técnico Tite. Diego Souza mudou de posição, passando a jogar mais avançado e próximo do gol. O fato do Sport trabalhar em função dele, também contribuiu para sua afirmação na equipe. Esteve para retornar ao Palmeiras, em 2017, mas a diretoria do Sport bateu o pé e o manteve em Recife. Aos 32 anos, Diego Souza é bom nome para qualquer time. Talvez, R$ 10 milhões seja um preço salgado. Caberá ao próprio Diego determinar o custo-benefício.

A curiosidade é que ele se tornou protagonista, num esquema de jogo adaptado para ele. No São Paulo, poderá ser o substituto de Pratto ou dividir as atenções com o próprio argentino. Acredito que ele não tenha mais a pegada para jogar chegando de detrás, como assistente ofensivo. O certo é que Dorival Jr. ganha uma opção que todos gostariam de ter. Basta saber escalá-lo e deixá-lo jogar. A tristeza pela saída de Hernanes já foi reduzida, mas o São Paulo precisa de mais gente do nível de Diego Souza para ser candidato a títulos, como sempre foi.


Executivo do Sport diz que São Paulo não fez contato por Diego Souza
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Alexandre Praetzel

O São Paulo quer contratar Diego Souza. Pode já ter acertado tudo com o jogador, mas não avisou o Sport. O diretor-executivo de futebol do Sport, Alexandre Faria, revelou que o Sport não foi procurado pelo tricolor.

“Uma negociação tem três partes envolvidas. Nesse caso, o Sport, São Paulo e o jogador. O Diego tem contrato com o Sport até dezembro de 2018, com uma possibilidade de renovar com o Sport por mais um ano. É um atleta que é um grande ídolo da torcida rubro-negra e a gente conta com ele. Todos vocês sabem o que ele representa para nós. Foi artilheiro da Série A em 2016. Fez 21 gols e nove assistências, esse ano. Temos uma relação muito boa com o São Paulo, com o Alexandre Pássaro do departamento de futebol e do nosso presidente com o presidente Leco. Em momento algum, houve algum tipo de contato do São Paulo diretamente com o Sport. Óbvio que acompanhamos as informações, mas de forma oficial não houve absolutamente nada de um contato do São Paulo ou de qualquer outro clube sobre o Diego Souza”, afirmou, em entrevista ao programa +90, do Esporte Interativo, onde participo diariamente.

Alexandre Faria deixou claro também que não falou com o jogador, sobre o interesse do São Paulo. “Veja bem. Esse tipo de iniciativa, ela só pode ocorrer se houver um contato oficial. A gente tem uma relação espetacular com o Diego. Eu não canso de dizer que tive o prazer de trabalhar com grandes estrelas do futebol. O Diego tem um comportamento fora da curva em relação ao lado positivo dentro do clube. É agregador, positivo, trata todos os funcionários da melhor maneira possível. Óbvio que eu vou ligar para ele para lhe desejar Feliz Natal, mas em nenhum momento nós falamos sobre isso. Quando houve o interesse do Palmeiras, o processo foi o mesmo. Houve o interesse do Palmeiras, o Palmeiras conversou com o empresário do atleta e depois veio ao Sport. Só que eles não contavam com a vontade do Sport em mantê-lo. Se o São Paulo também teve essa iniciativa, nós não vamos polemizar, até porque há uma boa relação entre os clubes. Até o momento, o Sport não foi procurado. Conversei com o presidente três vezes sobre outros assuntos e não houve nenhum contato oficial do São Paulo com o Sport. Então, não tenho porque ligar para o meu atleta sobre isso”, ressaltou.

O dirigente ainda garantiu que o Sport fará o possível para segurar Diego Souza. “Sem dúvida, o nosso esforço será muito grande. Ele representa muito para nós, por tudo que eu já disse. Ele e o André foram responsáveis por quase 50% dos gols que nós fizemos na temporada. O Diego Souza foi convocado pela Seleção Brasileira jogando pelo Sport. Imagina o que representa para o Sport, ter um atleta disputando uma Copa do Mundo? Óbvio que o esforço será total na tentativa de manter o atleta. Claro que existe mercado, condições comerciais e multa no contrato. Tudo será conversado, se houver a abordagem oficial”, concluiu Alexandre Faria.

Diego Souza está com 32 anos. De 2014 a 2017, disputou 173 jogos e marcou 57 gols.

 


Mattos se diz satisfeito com elenco do Palmeiras, mas não descarta D. Souza
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras dá um tempo no Brasileiro e volta suas atenções para a Libertadores da América. O Verdão enfrenta o Barcelona de Guaiaquil, nesta quarta-feira (5), abrindo as oitavas de final do torneio. O técnico Cuca acha que o time paulista vem evoluindo, depois de quatro vitórias consecutivas na competição nacional.

O blog entrevistou o diretor-executivo, Alexandre Mattos, a respeito dos desafios que virão e as chances de contratar novos reforços e Diego Souza – o atacante completou seis partidas pelo Sport e ainda pode atuar por outra equipe. Apesar de algumas declarações das pessoas envolvidas, a vinda dele para o Palmeiras ainda não está descartada.

O Palmeiras está pronto para encarar um mata-mata de Libertadores?

Eu acho que a gente está fazendo tudo para isso. Obviamente, sempre tem o que melhorar e isso é bom. Evoluir é bom. O Palmeiras vem evoluindo, encontrando seu jeito, seu melhor momento de jogar coletivamente e as coisas vão acontecendo. Está preparado, um jogo duríssimo, mas nós vamos muito fortes para lá, conseguir esse resultado que é difícil, mas sem dúvida alguma, fazer o nosso melhor.

São três competições importantes. Existe uma prioridade ou não?

Próximo jogo. Próximo jogo é Libertadores, vamos dar a vida lá. Depois, volta o Brasileiro e assim a gente vai levando até o fim.

A diretoria está atrás de novos reforços ou o elenco está formado?

Não. O elenco está basicamente feito. Todo mundo sabe e é público. Se aparecer algum atacante, mas sem pressa, nós estamos satisfeitos. A partida do Borja contra o Grêmio foi muito boa. As coisas estão evoluindo, não há um desespero com isso. A gente precisava de um volante, o Bruno fez sua estréia e foi muito bem, na minha opinião. Eu acho que a gente está bem formatado. Estamos atrás sim do ajuste final do coletivo. Na hora que o coletivo funcionar, o elenco vai fazer a diferença.

Estás satisfeito com o desempenho do grupo?

Muito. Muito satisfeito.

Diego Souza é página virada?

Não. O Sport colocou que não tem interesse nesse momento, por vários fatores. A gente respeita, se mudar alguma coisa eles vão avisar a gente. Se não, a vida segue. Nós estamos tranquilos com o que a gente tem.


Em 2 finais, Ney Franco se entusiasma com o Sport e se diz “reciclado”
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Alexandre Praetzel

Divulgação/Sport

Ney Franco está de volta aos bons momentos do futebol. Após uma parada na carreira, para viajar e estudar, o treinador assumiu o Sport e está em duas decisões: Copa do Nordeste contra o Bahia e Campeonato Pernambucano diante do Salgueiro. Aos 50 anos, Ney conversou com o blog, com exclusividade, sobre o trabalho atual, novos aprendizados, Diego Souza e a busca por outras conquistas no currículo. Acompanhem.

Por que você ficou um tempo sem trabalhar? Reciclagem ou opção?

“Optei por ficar um ano com a família nos Estados Unidos para estudar inglês e, ao mesmo tempo, dar uma repensada na carreira. Aproveitei para fazer um curso de “Coach” na área de psicologia . Neste período, acompanhei pela TV as competições brasileiras e os jogos das maiores ligas do mundo. Acompanhei também “in loco” alguns jogos no Orlando City, equipe em que joga o Kaká e jogava o Julio Baptista”.

Acha que o Sport é um recomeço de carreira?

“Não falo que é um recomeço, mas, sim, uma continuidade de uma carreira de dez anos, que começou com muitos títulos: Mineiro (pelo Ipatinga, em 2005), Copa do Brasil (pelo Flamengo, em 2006), Carioca (pelo Flamengo, em 2007), Taça Guanabara (pelo Botafogo, em 2008), Brasileiro da Série B (pelo Coritiba, em 2010), Paranaense (pelo Coritiba, em 2010), Sul-Americano Sub-20 (pela Seleção Brasileira, em 2011), Mundial Sub-20 (pela Seleção Brasileira, em 2011) , Copa Sul-Americana (pelo São Paulo, em 2012). O histórico de títulos no início da carreira é bom. Porém, em função de não ter obtido boas temporadas em 2014 e 2015, resolvi parar para o estudo. Ao mesmo tempo, pude reciclar para voltar e dar continuidade a uma carreira, na minha opinião, embora ainda curta, mas vitoriosa”.

Como vê a condição técnica e financeira do clube? Qual a receita para não sofrer na Série A?

“A receita é desenvolver um trabalho com qualidade em todas as áreas do clube. Hoje, o Sport é um clube que tem um elenco interessante, sem atrasos salariais e com premiações em dia. Acho que temos tudo para trabalhar entre as dez primeiras equipes do Brasileirão, sem correr riscos de rebaixamento e, de repente, surpreender com uma classificação para a Libertadores. Em 2013, tive uma experiência interessante com o Vitória. Peguei o time em 16º lugar e terminamos a competição em quinto, brigando até a última rodada por uma vaga na Libertadores”.

O título da Copa do Nordeste consolida a carreira do treinador?

“Seria mais um título inédito no currículo, que ajuda e ajuda os críticos sérios e pesquisadores avaliarem melhor a carreira de um treinador, mas sem serem influenciados por resultados recentes”.

Diego Souza é diferenciado mesmo ou apenas vive grande momento?

“Acho que o Diego é um jogador que vive um bom momento, momento este que o coloca entre os melhores jogadores do Brasil, em totais condições de disputar uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira”.

Trabalhar no Nordeste é diferente ou a pressão é a mesma dos grandes centros?

“A pressão é a mesma, principalmente trabalhando numa equipe como o Sport, que tem uma torcida apaixonada e também conta em sua história com um título brasileiro e também da Copa do Brasil”.

Além das duas decisões, o Sport também disputa a Copa Sul-Americana, com vaga encaminhada para a segunda fase, depois de bater o Danúbio-URU por 3 a 0, em Recife. Na Copa do Brasil, está nas oitavas de final contra o Botafogo. Perdeu o primeiro confronto por 2 a 1, no Rio de Janeiro.

Na Série A do Brasileiro, pega a Ponte Preta, em Campinas, na primeira rodada, no dia 14 de maio.


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