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Corinthians hoje é favorito contra o Santos, apesar da qualidade santista
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Alexandre Praetzel

É uma grande surpresa para mim, chegar na 4ª rodada do Brasileiro e colocar o Corinthians como favorito para o clássico diante do Santos, neste sábado. O Corinthians começou a temporada sobre enorme desconfiança e com Fábio Carille como uma aposta emergencial. Ganhou o Paulista com méritos e acertou uma forma de jogar. Não é brilhante, mas se mostra eficiente, com os resultados conquistados. Portanto, o Corinthians pega um Santos em crise técnica e longe das suas melhores atuações de 2015 e 2016. Ainda acho o time completo do Santos superior ao Corinthians, mas tudo indica que o Corinthians mantenha sua invencibilidade frente aos rivais, em 2017.

Time por time, vamos às comparações, na minha opinião.

Cássio x Vanderlei

Fagner x Victor Ferraz

Pedro Henrique x Lucas Veríssimo

Pablo x David Braz

Guilherme Arana x Zeca – um empate técnico, mas hoje destaco Arana.

Gabriel x Thiago Maia

Maycon x Renato

Rodriguinho x Hernandez

Jadson x Vítor Bueno

Romero x Bruno Henrique

x Ricardo Oliveira – sou fã do Ricardo Oliveira, mas o momento é do Jô.

Corinthians 6×5 Santos. Atualmente, é por aí. Coletivamente, o Corinthians é superior. Tendência é de vitória corintiana. Agora, é o típico jogo para o Santos iniciar uma reação e dar uma resposta aos santistas. Promessa de bom clássico.


São Paulo mantém o tabu com jogo coletivo superior ao Palmeiras
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Alexandre Praetzel

O São Paulo manteve o tabu de 15 anos sem derrotas para o Palmeiras, no Morumbi, com justiça. Após um primeiro tempo equilibrado, o tricolor voltou para a segunda etapa com jogo coletivo superior e venceu por 2 a 0, com gols dos destaques da partida: Lucas Pratto e Luiz Araújo.

Rogério Ceni escalou o time no 3-4-3, com Lucão na zaga e Marcinho de ala-direito. O ex-atacante do São Bernardo cumpriu a função sem sustos e ainda deu o passe para Pratto abrir o placar em falha de Fernando Prass. O Palmeiras surgiu com uma formação inédita, acreditando na qualidade individual dos atletas. Teve minutos com mais posse de bola e a chance do empate em pênalti duvidoso de Jucilei sobre Jean, com o próprio Jean desperdiçando a cobrança. Depois deste lance, o Palmeiras caiu demais e o São Paulo mandou no clássico com Pratto como assistente para Luiz Araújo fechar o placar em novo erro de Prass. O goleiro assumiu que as bolas eram defensáveis.

No geral, o São Paulo pareceu mais equilibrado em campo, com os jogadores se dedicando mais nas divididas e Rogério Ceni levando vantagem diante de Cuca, nas substituições. Cueva foi sacado com justiça, com outra atuação ruim. Guerra era o principal armador palmeirense, mas foi substituído de maneira equivocada. O treinador do Verdão estreou Mayke, com desempenho discreto e parecendo sem ritmo de jogo. O clássico terminou com uma equipe organizada frente a outra desnorteada. O mérito são-paulino foi brecar as qualidades do adversário e conseguir chegar com mais eficiência à área palmeirense.

Ganhou o melhor nos 93 minutos. O São Paulo tirou um peso das costas contra o Avaí e evoluiu no jogo seguinte. Passará uma semana leve, apenas treinando e, quem sabe, virando líder domingo que vem, se derrotar a Ponte Preta, em Campinas. O Palmeiras tem Inter pela Copa do Brasil e Galo pelo Brasileiro. Outra semana duríssima. O futebol é muito dinâmico, realmente.


Palmeiras tem mais elenco e chega favorito ao Morumbi
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Alexandre Praetzel

São Paulo e Palmeiras fazem mais um Choque-Rei, neste sábado, as 19h, no Morumbi. O clássico ganhou atrativos porque o São Paulo não perde para o rival, desde 2002, na sua casa. São 23 jogos com 14 vitórias e nove empates. O tabu incomoda o Palmeiras, que chega favorito à partida, depois de anos atrás do tricolor.

Time por time, vejo o Palmeiras superior e com mais opções no elenco. Talvez seja o melhor momento para acabar com a marca negativa dos últimos 15 anos. Gosto de comparar os jogadores e coloco minha opinião abaixo, sobre as duas prováveis escalações para o confronto.

Fernando Prass x Renan Ribeiro

Jean x Buffarini

Mina x Maicon

Edu Dracena x Rodrigo Caio

Zé Roberto x Júnior Tavares

Felipe Melo x Jucilei

Tchê Tchê x João Schimit

Guerra x Cícero

Dudu x Cueva

Willian x Luiz Araújo

Borja x Pratto

Pelas minhas escolhas, o Palmeiras tem 8 a 3 entre os atletas. Claro que isso não indica que o Palmeiras vencerá, mas mostra que tem mais equipe, atualmente. Entre os técnicos, Cuca está consolidado contra um Rogério Ceni em avaliação, até mesmo por parte da torcida são-paulina.

Tomara que seja um grande jogo. Bem jogado, dinâmico, com qualidade e sem interferências da arbitragem.


São Paulo e Corinthians. Clássico nota 5. Pouco futebol e má arbitragem
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Alexandre Praetzel

São Paulo e Corinthians fizeram um jogo abaixo da média, neste domingo, no Morumbi. O empate acabou sendo um resultado justo, pela produção pífia de jogadas de ataque e pouquíssima técnica dos dois lados. O primeiro tempo teve o São Paulo com mais posse de bola e o Corinthians apenas se defendendo. Não houve nenhuma grande oportunidade de gol e vimos uma etapa do “medo”. O São Paulo com medo de ganhar e o Corinthians com medo de perder.

Na segunda parte, o clássico melhorou. O São Paulo se abriu mais e deu espaços para os contra-ataques corintianos. Luiz Araújo perdeu gol diante de Cássio e Guilherme Arana respondeu do outro lado. O São Paulo abriu o placar e deu justiça a quem procurava mais o gol. O Corinthians empatou logo depois com cabeceio de Jô, sozinho, após ótimo cruzamento de Arana. Maicon estava fora de lugar e Rodrigo Caio não subiu.

Depois dos gols, quem apareceu mal foi o árbitro Vinícius Furlan. Errou ao não expulsar Wellington Nem por falta violenta em Léo Jabá. Nas reclamações, Pablo forçou o cartão amarelo. Em seguida, Pablo fez falta para um segundo amarelo e Furlan administrou, erradamente. Nos acréscimos, deu vermelho para Wellington Nem, num lance onde ele não fez nada. Expulsou Wellington Nem no lance errado e não expulsou Pablo pelo lance certo. Prejudicou sua atuação e atrapalhou a partida.

Tecnicamente, São Paulo e Corinthians mostraram que são equipes absolutamente comuns. Cueva e Pratto fazem muita falta ao São Paulo e Fagner ao Corinthians. Taticamente, são bem elaboradas, mas carecem de qualidade e terão dificuldades ao longo do ano, contra adversários mais qualificados. Nota 5 para o jogo.


Clássico na Vila mostrou os dois melhores do Brasil. Palmeiras foi letal
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Alexandre Praetzel

Santos e Palmeiras fizeram o jogaço esperado neste domingo, na Vila Belmiro. Um primeiro tempo com muito equilíbrio, dois times atacando bastante e meio-campos criativos, além de ótimas defesas de Fernando Prass e Vladimir. A bola do jogo ficou para Vítor Bueno, perdendo oportunidade incrível quase na risca do gol. Faltaram os gols, porque no resto houve de tudo, com as duas equipes mostrando que hoje podem dominar o futebol brasileiro, sim. O fato de ter virado 0 a 0 não significa que não possa ter sido um grande confronto. E vimos muita qualidade dentro de campo.

Na segunda etapa, Eduardo Baptista sacou Guerra e colocou Egídio, levando Zé Roberto para o meio-campo. A mudança não surtiu efeito e trouxe o Santos para cima. O domínio foi total, até o gol de Ricardo Oliveira, abrindo o placar, depois de Prass ter feito uma defesa espetacular em cabeceio de Lucas Veríssimo.

Atrás no jogo, Eduardo lançou Róger Guedes e William e teve muita felicidade. Róger participou do gol de Jean, igualando a partida e William virou para o Verdão, silenciando o estádio. Um resultado maiúsculo, contra um grande adversário e torcida local. Virada de um elenco maduro, que não se desesperou com o domínio santista. O Palmeiras chegou aos 21 pontos e assumiu a melhor campanha do Paulista.

Fernando Prass foi o nome do clássico. O Santos foi melhor, mas o Palmeiras foi mais letal, botando a bola para dentro e saindo vitorioso. Jogaço. Para mim, com os dois melhores times do Brasil, respeitando todas as opiniões.


Jean aponta Corinthians favorito e diz que clássico pode marcar carreiras
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras venceu os três clássicos diante do Corinthians, em 2016, e chega na Arena do rival, cotado como o time a ser batido pelos adversários. Nesta quarta-feira, haverá novo Dérby e o jogo é encarado de maneira diferente por todos os participantes. O blog entrevistou o lateral/volante Jean, tricampeão brasileiro e titular do Verdão. Jean joga o favoritismo para o Corinthians e admite que o confronto pode marcar muitas carreiras, sendo exemplo para várias gerações. Leia abaixo.

Clássico contra o Corinthians

“É sempre diferente. É algo único. Criou-se uma frase: Clássico não se joga, clássico se vence. Por se tratar de Palmeiras e Corinthians, é algo bem especial, que vai ficar marcado. É um jogo que se grava para depois, mais para a frente, estar mostrando para os seus filhos, netos, bisnetos, quem sabe. É para contar e falar que um dia você participou, foi protagonista de um clássico com esta grandeza”.

Favoritismo na partida

“Não, pelo sentido que vai ser no estádio do Corinthians, torcida pesa bastante. Pelo Corinthians conhecer muito o gramado, por mais que a gente tenha jogado lá, eles estão muito mais adaptados do que a gente e tiveram um dia a mais de descanso, diante desse calendário apertado. Isso vale, isso pesa muito. Então, eu acho que eles são os favoritos por causa desses quesitos que eu citei. A gente tem um quesito que pesa bastante a nosso favor, se você colocar no papel, jogadores, o Palmeiras é o favorito por causa desses jogadores, mas eu acho que o favoritismo é do Corinthians, com certeza, devido a essas situações que eu citei”.

É possível superar a lesão do Moisés, com as opções de elenco?

“Eu acho que sim. O Palmeiras se preparou bastante para ter um elenco bem recheado de grandes jogadores, que foram campeões onde passaram. Com certeza, quem estiver jogando pode suprir qualquer ausência que tiver no clube. Então, nós ficamos muito abalados. Eu, particularmente, senti muito, principalmente da forma que eu vi o Moisés saindo de campo, chorando, gritando ali de dor. Ali, nós já percebemos que seria algo mais sério, mas depois a gente pôde pensar um pouquinho melhor e ver que o Moisés vai ficar a temporada inteira fora. Vai ser complicado, mas têm grandes jogadores também que podem suprir a ausência dele. Ele é um jogador único, tem suas qualidades. Tem algo que é único, que é dele. Esse ano, ele colocou a Dez, né. Ele ganhou de presente o número dez, que é um peso muito grande, mas com certeza, têm grandes jogadores que podem substituí-lo”.

Início de trabalho de Eduardo Baptista

“Eu acho que a tranquilidade dele, a convicção que ele tem no trabalho dele, eu acho que isso é muito importante. Você entrar em campo com aquela segurança que o treinador te passa devido à condição técnica, tática, que ele te passa. Ele diz para a gente: Acredita nisso que vai dar certo, acreditem naquilo que vai dar certo. E começou a dar certo, por mais que no começo não estava dando certo, devido aos resultados que não estavam vindo, mas já passou o momento. A gente fica muito feliz porque está se concretizando o que ele sempre disse, desde o começo, quando ele chegou, para a gente acreditar no trabalho dele, porque isso que ia fazer diferença. Não era o trabalho, e sim acreditar que o trabalho ia dar certo e começou a dar certo. Agora, não para mais. A gente não pode mais dar passos para trás. A gente tem que estar sempre crescendo e não podemos mais fazer jogos ruins, como a gente fez no começo do campeonato”.

Expectativa pela estréia de Borja

“A gente também fica ansioso em ver um grande jogador atuar. Não só ele, mas também a gente estava ansioso para ver o Guerra jogar. E realmente, ele é o que parecia ser. Realmente, ele é o melhor jogador da América. Ele tem todas as qualidades que um dos melhores têm. Que possa estar passando, acrescentando, para o nosso clube, o Palmeiras, essas condições que eles têm. O Borja também é um jogador fantástico, um jogador de muita força, que faz gols, dentro da área dificilmente tem alguém igual a ele. Realmente, se sobressai. Provou isso na Libertadores. Então, a gente está ansioso também para ver o Borja estrear”.

Aos 30 anos, Jean disputou 59 jogos pelo Palmeiras, com nove gols marcados. É o batedor de pênaltis da equipe. Ele está confirmado como titular para o clássico desta quarta-feira.


Palmeiras nunca foi tão favorito como hoje contra o São Paulo
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras enfrenta o São Paulo como líder do Brasileiro com 43 pontos, 15 à frente do tricolor. Uma vantagem que não será perdida para o rival, até o final do ano.

Há muito tempo que não havia uma diferença tão grande entre as duas equipes. Talvez, com exceção do goleiro Jaílson, nas demais posições todos os jogadores do Palmeiras seriam titulares no São Paulo. Alguns reservas do verdão, também.

Este abismo momentâneo passa por resultados de campo, mas principalmente, por planejamento e gestão. Enquanto o Palmeiras tem time e grupo consolidados, o São Paulo sofre para completar o elenco, além de conviver com problemas políticos e externos, diariamente.

A frase “não tem favorito em clássico” não se confirma para hoje. O Palmeiras nunca foi tão favorito como nesta quarta-feira. Claro que pode perder. Afinal, estamos falando de futebol, mas a tendência é de vitória.

Ah, o São Paulo venceu no primeiro turno por 1 a 0, no Morumbi. Só que na ocasião, tinha mais time e tranquilidade, coisas distantes da atualidade. Veremos.


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