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Vitória investe em reforços para reduzir diferença de Sudeste/Sul
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Alexandre Praetzel

O Vitória foi um dos clubes que agitou o mercado da bola neste início de ano e contratou jogadores conhecidos e experientes no futebol brasileiro. Os destaques são o meia Cleiton Xavier e os argentinos Dátolo e Pisculichi. Ainda chegaram os laterais Leandro Salino e Geferson, o zagueiro Alan Costa, o meia Gabriel Xavier e o atacante Paulinho. O diretor de futebol, Sinval Vieira, conversou com o blog sobre os investimentos feitos, a projeção para 2017 e a tentativa de diminuir a diferença para os adversários das regiões Sudeste e Sul. Acompanhe abaixo.

Investimentos em jogadores mais experientes

“O clube precisava de jogadores com bom currículo, vencedores. Coincidentemente, alguns atletas escolhidos estão nessa faixa de idade de 30 anos. Porém, não são todos. O Vitória também fez contratações de jovens jogadores. São atletas, acima de tudo, vencedores. Esse é o perfil que desejávamos”.

Investidores participando das contratações

“Sem investidores. Financeiramente, somos um clube equilibrado atualmente. Toda a preparação do elenco foi feita com recursos do Vitória”.

Projeção para a temporada

“Evidentemente que começando a pré-temporada não só com um time, mas com um elenco qualificado, estamos desejando brigar por posições muito melhores, em todas as competições. Começamos o ano com o time que acreditamos ser muito forte”.

Renovação com Argel

“Ele tinha um elenco que não era dos melhores no ano passado e se manteve na primeira divisão, foi muito eficiente. A escolha da renovação de Argel também passou por ele conhecer parte do elenco atual”.

Volta do Bahia à Série A é importante para o Vitória?

“Não faz diferença para nós. Para o futebol da Bahia, sim. Os dois grandes clubes na primeira divisão evidentemente é muito bom para o estado”.

Futebol nordestino virou coadjuvante na Série A

“Os números mostram isso. Por mais duro que seja, os números mostram isso. A gente tem que trabalhar muito para que isso seja revertido o mais rápido possível”.

Caminho para diminuir a diferença para Sudeste/Sul

“Mais trabalho e competência. Temos que trabalhar até mais que o gestor do Sul, que tem maior poderio econômico para facilitar o trabalho. É trabalhar mais”.

Saída de Marinho

“O empresário queria dar um valor abaixo do previsto em contrato e não aceitamos. O valor da cláusula tinha que ser respeitado. Isso aconteceu posteriormente e estamos concluindo a transferência”.

Marinho foi para o Changchun Yatai da China por cinco milhões de euros(R$ 17 milhões). O ex-jogador do Vitória assinou contrato de três anos com o clube chinês.

Em 2017, o Vitória vai disputar o Campeonato Baiano, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série A do Brasileiro.


Pré-temporada boa tem comprometimento e trabalho. Resultados não importam
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Alexandre Praetzel

Cobri várias pré-temporadas de times brasileiros. Lá pelos anos 90, com mais de 30 dias. Depois, com o calendário sucateado e apertado, com 12 ou 13 dias. Agora, com os 30 dias de férias respeitados para os jogadores, variam entre 20 e 25 dias. Pouco para o desgastante futebol brasileiro. Alguns especialistas entendem que 40 dias seria o número ideal, com as disputas de amistosos em meio a este período.

Puxei este assunto porque tecnicamente, a pré-temporada significa muito pouco em termos de resultados. Nossos clubes se reapresentam sempre com o elenco incompleto e contratam reforços desembarcando quase no fim dos trabalhos. Jogos-treinos são marcados contra adversários amadores e inexpressivos. Óbvio que a preparação é importante, mas acredito que seja muito mais para um regime de concentração, com cuidados físicos e aumentando o relacionamento entre atletas, membros da comissão técnica e diretoria.

Por isso, tenho muito cuidado na análise, quando ouço que os trabalhos são maravilhosos, espetaculares e projetam grandes resultados. O futebol brasileiro muda muito rápido. Em 2016, o Inter foi bem na Flórida Cup e acabou rebaixado no Brasileiro. Há “leões” de treinos, tentando impressionar na abertura dos trabalhos. Depois, somem em meio a cobranças e pressões.

Já vimos o Atlético-MG passear por Orlando. O Vasco levou mais a sério e irá disputar outra partida, enfrentando o Corinthians. O São Paulo pega o River Plate-ARG. Confrontos interessantes para movimentar e distensionar os grupos, ávidos por um jogo. Agora, os resultados não importam tanto. Claro que é bom ganhar sempre, mas comprometimento e boa relação determinam o começo de mais 12 meses de competitividade dura e intensa, onde só um irá comemorar. Portanto, muita calma.


Mancini quer reconstrução da Chape e resultados em conjunto com novo time
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Alexandre Praetzel

Vágner Mancini está pronto para o maior desafio de sua carreira como treinador. Aos 50 anos, será responsável pelo desafio de reconstruir a Chapecoense, dentro de campo, após a tragédia aérea de novembro de 2016. Mancini já tem 12 reforços à disposição e espera por mais novidades. O lateral-direito João Pedro, do Palmeiras, deve ser o próximo a ser confirmado. Em entrevista exclusiva ao blog, Mancini agradeceu a ajuda de outros clubes e prevê um recomeço difícil do ponto de vista técnico e emocional. Leia abaixo.

Início de trabalho na Chape

“Desde o dia 10 de dezembro, estamos trabalhando para reconstruir todo um departamento de futebol, onde perdemos peças importantes. Dia 02 de janeiro, iniciamos a fase de exames e começamos a ter a chegada de contratados. Dia 06 de janeiro, iniciamos os trabalhos no campo”.

Estilo de jogo num time novo

“A Chape vem fazendo ótimas campanhas nos últimos anos. Isso deve ser levado em conta, não só a cultura que se criou no clube como também a cara da equipe. Pretendo dar sequência a esse modelo. Para se definir um estilo de jogo, preciso olhar as características dos atletas”.

Primeiro jogo dia 21

“Talvez seja o jogo mais esperado pelos amantes do futebol. Para nós, servirá para três coisas: avaliar nosso potencial como um grupo novo, avaliar a dimensão que a Chape se tornou e emocionalmente, saber como iremos nos comportar em campo diante de tudo que aconteceu”.

Recuperação do clube ou resultados

“Os dois! A reconstrução vai continuar por um longo tempo. Os resultados estarão tolerantes até um certo ponto. Todos vão ser pacientes, mas estamos falando de futebol”.

Ajuda dos outros clubes

“Muita gente nos ajudou! No momento adequado, o clube vai agradecer publicamente sobre isso. A Chape só conseguiu montar um time porque algumas pessoas se sensibilizaram com a nossa causa. Quem não pode ajudar, nós entendemos também”.

Aproveitadores com a situação da Chape

“Não vi ninguém se aproveitando. Vi empresários tentando indicar jogadores a todo instante, jogadores que não jogariam uma Série A ou a Libertadores por falta de nível técnico. Por um outro lado, tivemos muita gente ajudando de outra forma, empresas que se solidarizaram e gratuitamente cederam equipamentos e tecnologia ao clube”.

Dificuldades em não ser rebaixado

“Teremos um ano duro, com jogos difíceis, como é o calendário brasileiro. Hoje em dia, lutar contra o rebaixamento não é privilégio somente de times de potencial financeiro menor, o Inter que o diga. Por isso, temos que montar uma equipe competitiva e acreditar no trabalho”.

Neto e Alan Ruschel

“Conto com eles sim! Com certeza, eles terão uma importante missão ao longo do ano, não somente dentro de campo, que esperamos seja o mais breve possível, como também nos incentivando diariamente com suas lutas individuais”.

A Chapecoense abrirá a temporada em amistoso contra o Palmeiras, dia 21, em Chapecó. Mancini espera escalar um time próximo ao que utilizará na abertura do campeonato catarinense, dia 29, contra o Inter de Lajes, na Arena Condá.


Com 8 reforços, presidente do Bahia diz: “Não tenho medo de bater e voltar”
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Alexandre Praetzel

O Bahia estreia na Flórida Cup, nesta quinta-feira, contra o Wolfsburg da Alemanha. O clube foi convidado a participar do torneio, após a desistência do Flamengo. O blog entrevistou o presidente Marcelo Santana com exclusividade. Aos 35 anos, Marcelo falou a respeito da divulgação da marca do Bahia, reforços, gestão e a tentativa de ser um time totalmente afirmado na Série A do Brasileiro. Acompanhe abaixo.

Participação na Flórida Cup

“Uma oportunidade boa para o Bahia e futebol do Nordeste. Um torneio com visibilidade para mais de 70 países, jogos na TV aberta e fechada. Uma pré-temporada com um nível de partidas que a gente não teria no Brasil. Chance para trazer o Bahia para um patamar superior”.

Gestão

“Tem sido dois anos de reconstrução do Bahia. Quando chegamos, tínhamos acabado de cair. Salários vencidos, 13º sem pagar, direitos de imagem atrasados. Nestes 24 para 25 meses, temos conseguido mudar o espírito e a cara do Bahia. Temos 100% dos compromissos em dia. Credibilidade no mercado, sem atraso com jogadores e fornecedores. Reduzimos em cerca de 70 milhões a dívida. Metade pelo Profut e metade com receitas próprias. Temos acordo com a OAS para recuperação do Fazendão (CT do Bahia) e aquisição do terreno para a Cidade tricolor. Frutos estão começando a aparecer externamente e esperamos que aos poucos isso se reproduza dentro de campo”.

Bahia na Série A

“Não tenho medo de bater e voltar. Alguém que se torna presidente aos 33 anos não pode ter medo. Claro que vai ser o primeiro ano da Série A. A gente sabe das dificuldades e expectativas da torcida. Estamos montando um grupo para fazer um Brasileiro que eu chamo de seguro e nunca falar de rebaixamento em nenhuma rodada. No segundo turno, a gente vê se é possível desejar algo mais ou não. Nossa ideia é o Bahia sempre ganhar um título por ano. A gente tem que buscar este título anual porque mexe com a autoestima do torcedor e isso faz com que o torcedor consuma os produtos do clube, as receitas se valorizam e isso se torna um círculo vicioso. Temos que nos manter na Série A porque isso nos fortalece na estrutura, esportivamente e financeiramente. Somos a 14ª receita do Brasileiro. É um ritmo de crescimento anual. Quando chegamos, a receita bruta era de R$ 60 milhões. Em 2016, fechamos em R$ 125 milhões, mesmo com dois anos de Série B. O Bahia tem que ser um clube de referência no Nordeste, como já foi em outros períodos. Num prazo de cinco a oito anos, o Bahia tem totais condições de estar inserido entre os oito maiores clubes do país”.

Reforços

“Acredito que tenhamos optado por jogadores em momentos técnicos bons. Eles têm vindo de boas temporadas recentes. Reforços que chegam com ambição, sem acomodação e fim de carreira. Dentro das nossas possibilidades, temos feito bons encaixes no mercado. Trouxemos o Armero, com mais mídia da Udinese-ITA. Buscamos nomes que fizeram Série B forte recentemente, como Zé Rafael e Gustavo. Tudo para ajudar o Guto Ferreira a ter possibilidades de fazer mudanças táticas durante uma partida. O primeiro passo para a gente é respeitar a Série A, fazendo uma campanha segura. Nosso grupo tem como referências o Atlético-PR e a Chapecoense”.

Grande nome para o elenco

“Acho difícil contratar. Se a gente tiver possibilidade, faremos um investimento. A prioridade tem que ser o desempenho técnico. Se o jogador conseguir isso, aliando empatia e trazer novos patrocinadores, pode ser. Não podemos fazer o contrário. Buscar primeiro a mídia e depois o reforço. Hoje é muito complicado, mas não descarto se for uma grande oportunidade, não prioridade. Estamos num estágio de amadurecimento e crescimento”.

Guto Ferreira

“Excelente pessoa e grande profissional. Tenho gostado demais do trabalho dele. Busca crescimento profissional, sempre atento a novas ideias. Esteve na Alemanha estudando novos métodos. Guto me pergunta detalhes de como são as coisas na Europa. Tem condições de estar entre os principais nomes do país, mesmo sendo emergente no momento. Ele pode crescer no Bahia e as duas partes podem se beneficiar desta relação. Conseguiu o objetivo de subir conosco. Vamos ver até onde vamos em 2017”.

Desafios da gestão

“Acredito que a gente, me incluo nisso, tem que mudar a mentalidade para ser o futebol referência de novo. Temos que nos preocupar mais com infraestrutura, lado comercial e ter uma visão mais de negócio como empresa, com resultados dentro e fora de campo. Sou jornalista formado e a imprensa e torcida precisam entender que só um ganha campeonatos. Os que não ganham podem ter tido grandes trabalhos. Temos que parar com a mania de quem não é campeão tem que ter terra arrasada. Precisamos mudar esta mentalidade para trabalhos de modelos de gestões sustentáveis. Se considerarmos só o resultado de campo, será considerado fracassado se não vencer”.

O Bahia já contratou o volante Edson e o lateral direito Wellington Silva, do Fluminense, o lateral colombiano Armero, da Udinense-ITA, o lateral esquerdo Matheus Reis, do São Paulo, o volante Matheus Sales, do Palmeiras, o meia Zé Rafael, do Londrina, o meia Diego Rosa, do Montedio Yamagata, do Japão  e o centroavante Gustavo, do Corinthians. O próximo a ser anunciado deve ser o meia argentino Allione, do Palmeiras.

O Bahia vai disputar o Estadual, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série A do Brasileiro, em 2017.


Carille quer contrato como técnico e teme debandada do Corinthians
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Alexandre Praetzel

Fábio Carille terá o maior desafio da sua carreira, assumindo o comando técnico do Corinthians. Carille pretende assinar seu primeiro contrato como treinador efetivo, deixando o posto de interino. O acordo de um ano será acertado no retorno do presidente Roberto de Andrade, na próxima segunda-feira. Em entrevista exclusiva ao blog, Carille mostra convicção no apoio da diretoria e confiança num grande trabalho, mesmo temendo uma debandada de atletas, novamente.

Tem respaldo da diretoria

“Sim. Eu fico respaldado sim. Na verdade, eu sabia que era interino com a chegada do Cristóvão. Na chegada do Oswaldo, disse que eu ficaria até dezembro para não trazer um novo profissional antes e já começar o planejamento para 2017. Isso eu mesmo falei para o presidente na ocasião”.

Filosofia com o clube em dificuldades

“É o que passa a maioria do clubes do Brasil. Chegarão jogadores para fortalecer ainda mais o grupo, trazendo mais peças. O Corinthians passa por uma fase difícil sim, mas é meio que normal nos clubes brasileiros”.

Teme nova debandada de atletas

“Temo sim. Me preocupa bastante. Sei que isso faz parte por isso estamos de olho em vários jogadores. Nossa ideia é manter os principais atletas. Faz parte do futebol e corremos este risco. Já estamos atentos no mercado para repor, se perdermos jogadores. O quanto antes tivermos o grupo definido, melhor para alinhar”.

Estilo de jogo

“Vai ser a mesma linha de trabalho do Tite com aproximação, linhas compactas, buscando triangulações. Meu jeito de ser é parecido com ele. Foram cinco anos e meio juntos e irei buscar isso. A gente sabe que é repetição, trabalho e a minha linha será buscar comportamentos que tivemos na época dele”.

Erros de planejamento

“Não tinha muito o que fazer. Quando saíram Felipe, Elias e Bruno Henrique, perdemos demais dentro da competição. Não tinha muito o que fazer. Chineses vieram aqui e levaram”.

Política do Clube

“Não atrapalha o ambiente. Estamos muito bem blindados, mas estamos percebendo que estão mais próximos politicamente. Estive no Parque São Jorge numa reunião e isso será muito bom no geral para o clube e equipe”.

Reforços

“Contratações pontuais, três ou quatro fora os outros para fortalecerem o grupo, sem que percamos ninguém. Se perdermos, precisaremos de recomposições para qualificar estes setores”.

“Chegou e está treinando muito. Dedicado. Poder de finalização muito grande. Cabeça boa, trabalhando firme. Expectativa muito grande de um jogador deste peso, porte. Mostrou que vai ajudar e ajudar muito”.

Kazim

“Fez um bom Brasileiro pelo Coritiba. Estávamos observando. Tem bom poder de finalização e vai acrescentar”.

Cargo

“Me vejo como técnico efetivado. Desde 2001 venho fazendo cursos. O período que fiquei à frente do grupo me deu muita confiança porque fiquei em contato com os jogadores, com poder de decisão, comandando treinamentos e me senti muito bem. Meu contrato será acertado na volta do presidente. Minha vontade é seguir como treinador sim. Vamos ver agora em janeiro”.

Comparações com rivais

“Palmeiras e Santos estão mais preparados. Palmeiras reforçando e Santos mantendo a base. Nós e o São Paulo correndo atrás. Tem que ser assim no início, mas o quanto antes queremos o grupo fechado para acelerarmos o processo de trabalho da equipe”.

Ex-jogador X Acadêmicos

“Os dois são importantes. Não pode ser só ex-jogador e achar que está tudo bom. Só parte teórica não funciona também. Acho que quando consegue casar os dois profissionais o sucesso do trabalho fica mais perto”.

Ameaça de Impeachment do presidente

“Não sei te responder. Sei que é um profissional que está colocando o Corinthians no seu lugar. A fundo, como está esta situação, não sei te responder”.

O Corinthians contratou o atacante turco Kazim e o volante Paulo Roberto. Ainda busca dois volantes e dois zagueiros. Carille espera a renovação de contrato do meia Rodriguinho e as permanências dos principais nomes como Fágner, Marlone, Uendel e Marquinhos Gabriel.

 

 


Futebol brasileiro tem quatro jogadores estrangeiros indiscutíveis
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Alexandre Praetzel

A liberdade de escalar cinco jogadores estrangeiros no futebol brasileiro mudou bastante a forma de contratar dos clubes. Nomes do primeiro ao terceiro escalão sul-americanos desembarcam aos montes por aqui. Uns com boa capacidade, outros de qualidade duvidosa. O blog coloca sua opinião a respeito destes reforços, atualmente no Brasil, analisando custo-benefício e trajetórias recentes.

Indiscutíveis – Mina(Palmeiras), Guerrero(Flamengo), D’Alessandro(Inter) e Lucas Pratto(Atlético-MG).

Bons Nomes – Guerra(Palmeiras), Montillo(Botafogo), Conca(Flamengo), Copete(Santos), Kanneman(Grêmio), Cazares(Atlético-MG), Cueva(São Paulo), Martín Silva(Vasco).

Razoáveis – Barrios e Allione(Palmeiras), Mancuello(Flamengo), De Arrascaeta, Cabral e Ábila(Cruzeiro), Bolaños(Grêmio), Nico López(Inter), Gatito Fernandez(Figueirense).

Regulares – Chavez(São Paulo), Buffarini(São Paulo), Mena(São Paulo/Cruzeiro), Romero(Corinthians), Balbuena(Corinthians), Lucas Romero(Cruzeiro), Erazo(Atlético-MG), Otero(Atlético-MG), Carli(Botafogo), Seijas(Inter), Cuellar(Flamengo), Donati(Flamengo), Rodney Wallace(Sport), Cárdenas(Vitória), Kazim(Coritiba/Corinthians), Escudero(Vasco).

Vivendo do currículo – Lugano(São Paulo), Lucho Gonzalez(Atlético-PR), Dátolo(Atlético-MG), Mark Gonzalez(Sport).

Para esquecer – Noguera(Santos), Vecchio(Santos), Aquino(Fluminense), Mendoza(Corinthians), Nuñes(Botafogo), Salgueiro(Botafogo), Lízio(Botafogo), Ariel(Inter), Sanches Miño(Cruzeiro), Pisano(Cruzeiro), Tobio(Palmeiras), Mouche(Palmeiras), Braian Rodriguez(Grêmio).

A conferir – Sornoza e Orejuela(Fluminense), Trauco(Flamengo).

Claro que a abertura do mercado é interessante, mas muitos destes nomes acima poderiam ser substituídos por jogadores mais baratos e das categorias de base, com calma e trabalhando a médio prazo. Muitas vezes, dirigentes gastam fortunas em estrangeiros destaques nos seus países, esperando o mesmo desempenho num futebol totalmente diferente. É preciso muita análise e critério para contratar, sob pena de fracassar rapidamente.

 


Dorival elogia Donizete e veta saída de Rodrigão, sem reforço para o ataque
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Alexandre Praetzel

O volante Leandro Donizete é o novo reforço do Santos. O jogador chega do Atlético-MG para um contrato de três anos. A indicação foi do técnico Dorival Jr.

O blog entrou em contato com o treinador a respeito da nova contratação santista.

“Foi um jogador que eu trouxe da Ferroviária para o Coritiba, em 2008. Eu o conheço bem e já tinha tentado levá-lo para outras equipes. Leandro é mais segundo volante, mas também pode atuar como primeiro. Gosto pela combatividade”, afirmou Dorival Jr.

Além de Leandro Donizete, o Santos já tinha fechado com o lateral Mateus Ribeiro, o zagueiro Cléber e o meia colombiano Vladimir Hernandez. Dorival quer mais dois reforços e veta a saída de Rodrigão, se não vier mais ninguém para o setor ofensivo.

“Não libero, até porque não conseguimos contratar para o ataque”, ressaltou. O quadro pode mudar, se mais gente desembarcar na Vila Belmiro.


Marco Aurélio Cunha vê Ceni pronto para o sucesso e reeleição de Leco
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Alexandre Praetzel

Marco Aurélio Cunha deixará o São Paulo, após a disputa da Flórida Cup, em janeiro. O dirigente vai se dedicar ao trabalho no futebol feminino da CBF. Em entrevista exclusiva ao blog, Marco Aurélio projeta 2017, vê Rogério Ceni pronto para ter sucesso e acredita que Leco mereça ser reeleito na presidência do clube. Acompanhe abaixo.

Projeção para 2017

“Eu acho que o São Paulo vai abrir uma janela de oportunidades. Muito se falava no passado, Muricy não dava muita atenção à base, mas era time tricampeão brasileiro. Sempre digo, quando um time é campeão, tem uma placa na porta: não há vagas. Quando um time tem posições ruins no campeonatos ou sofre muito, muda a placa: há vagas. Então, se você tiver além das vagas, jogadores competentes, certamente você vai saber desfrutar disso. Ninguém promove a base por decreto, não é lei. Você promove quando tem elementos suficientes para isso. São Paulo teve três grandes gerações de jogadores da base, que antecederam esta. Foi lá em 84 com os “Menudos do Morumbi” com Silas, Muller, Sídnei, Vizolli, Manu, uma série de jogadores, uns com maior projeção, outros com menor, mas que vieram todos juntos, Nelsinho já tinha subido, Márcio Araújo, enfim, era um time de muito menino bom. Depois em 93, 94, Juninho Paulista, Caio, Edmílson, Denílson, próprio Rogério Ceni veio desta turma, uma nova geração virtuosa. Veio 2002 com Júlio Batista, Kaká, Fábio Simplício, Alexandre, Jean, também com muito destaque, lateral-direito Gabriel, também muito boa. E essa agora, 14 anos depois, é a melhor geração que o São Paulo já teve ou terá até o próximo ciclo com David Neres, Lucas Fernandes, Pedro, Luiz Araújo, Artur, Tormena, zagueiros da Sub-18, temos o Lucão, que ainda a torcida reclama, mas para mim é um dos melhores zagueiros do São Paulo. Tem o lateral-esquerdo Júnior, muito bom, que veio do Grêmio. Tem o Foguete, Auro. Nós temos uma porção de jogadores bons, que eu acredito muito, que junto com alguns protagonistas, tem agora o Wellington Nem para dar uma força maior. Temos alguns orientadores como o Lugano, pelo menos por mais seis meses. Sidão como goleiro que vem agora. Há mais duas ou três contratações que serão feitas. Tem uma defesa também com Rodrigo Caio, de uma geração importante. Eu acho que é um São Paulo novo, que vai ter altos e baixos, mas depois se consolida”.

Saída do São Paulo

“Eu não permaneço. Esse ano é um ano difícil. Eu quero ter uma isenção importante neste período de eleições porque eu não quero ser alvo de qualquer tipo de ambiente hostil. Eu tenho lá meu compromisso com a CBF, que foram 90 dias de licença. Até vou à Flórida Cup, vou estar de férias, passar por lá, vou ajudar o Rogério de alguma maneira, neste começo, mas assim de gosto. Mas não devo continuar porque essas eleições de abril podem trazer novos rumos ao São Paulo ou o próprio presidente Leco seguir, mas o futuro dirá. Neste momento, minha missão no São Paulo termina. Eu continuo ajudando neste final de ano com contratações, conversando com a diretoria para que possa dar continuidade nestes três meses. Em janeiro, tem a Flórida Cup e a pré-temporada e no dia 20, eu já volto à CBF”.

Rogério Ceni

“Eu acho que é um ponto de interrogação porque é tudo novo. Ele sabe que é novo, eu sei que é novo. Agora, é uma interrogação com uma resposta quase pronta de sucesso. Qualquer treinador que pudesse vir ao São Paulo neste momento, não conheceria profissionais e jogadores da base, o que foi feito no clube, a história, a política do clube, o bem-estar. Então, esse tempo de adaptação que um treinador teria, como foram os estrangeiros, que Osório veio, foi bem, foi mal, foi embora. Bauza veio, fez uma Libertadores de guerreiro, chegando nas semifinais, um resultado extremamente meritório, mas não sobrou muita coisa. Foi embora também, toda programação foi deixada de lado pela escolha muito justa dele da sua seleção. Mas o São Paulo ficou à deriva depois destes dois treinadores saírem para duas seleções internacionais, de relevo, foram dirigir México e Argentina. A gente teve que se reestruturar. Veio o Ricardo Gomes, tentando fazer isso. Eu acho que ele ajudou muito, as pessoas não têm noção de quanto o Ricardo ajudou, embora tivesse uma rejeição de torcida muito grande. Ele pegou o São Paulo com seis jogadores negociados de meio e ataque. Ganso, Calleri terminou o contrato, Kardec foi vendido, Centurión foi para o Boca, Kiesa foi negociado e o Rogério foi para o Sport. Então, são seis jogadores do meio para a frente. O São Paulo teve uma ótima zaga, que garantiu entre as melhores zagas do campeonato e um ataque razoável, até porquê, Cueva se afirmou no final, todo estrangeiro demora para pegar. Buffarini também, agora está jogando bem. O próprio Chavez, de altos e baixos, é um cara que fez gols, joga bem pelo lado esquerdo. Demorou para a substituição fazer frente a sua necessidade. Isso incomodou muito o trabalho do Ricardo, não deu para ele ligar o trabalho como deveria. No final, a gente entendeu que precisava de uma mudança radical, de nível mesmo, de conhecimento do São Paulo, de ser uma pessoa que está com toda vocação disposta a trabalhar pelo São Paulo. Tem o sonho, a fantasia, responsabilidade. Então, eu acho que isso é algo muito maior que só um técnico, Um treinador que viesse, viria como todos os outros. Vim, vi, passei e fui. Esse não. Esse tem o que dizer. tem o porquê ficar, lutar pelo clube, é a história dele que está em jogo. Isso para nós vai ser um benefício”.

Presidente do São Paulo um dia

“Não tenho mais ideia fixa, não. Eu só seria presidente do São Paulo numa situação de que as pessoas entendessem, que pudessem juntar todas as linhas correntes políticas do São Paulo. Todos participassem, todos tivessem, fazer uma seleção dos melhores. Claro que há muitos bons, não caberia todos, mas que fosse uma seleção mesmo qualitativa para compor uma diretoria. O melhor jurista, melhor economista, professor, enfim, e aí fazer uma gestão. Eu não vou brigar com meus amigos por conta de posto. Ser vaidoso, se eu não for presidente, minha história não se conclui. Bobagem, minha história está feita. Eu continuarei ajudando o São Paulo, qualquer que seja o presidente, se precisar de mim, irei lá colaborar da forma como for possível. Não tenho a vaidade de ser, teria talvez o gosto por conta de uma união dos melhores. Agora, se ficar essa guerrinha interna, entre ala A, B, C e querendo arrumar algum nome, com dificuldade para encontrar e que não conhece futebol, a maioria não conhece. Então, eu fico preocupado com o São Paulo, mas eu vou apoiar qualquer um que tiver lá”.

Modelo de gestão faliu

“É injusto falar que está falido porque este modelo fez clubes serem centenários. Eu acho que ele está em extinção, aí sim. Porque falido se ele tivesse quebrado, clubes alguns sim. Mas quais são as empresas que são centenárias no país? Vejo quebrar bancos, grandes magazines, conglomerados financeiros, lojas de automóveis famosas e o futebol continua íntegro. Talvez porque o futebol seja visto como uma Santa Casa, pode dever quanto for que aparece alguém, põe dinheiro, ressuscita, tem um sentimento quase pátrio, talvez até maior. Então, isso sustenta o futebol. Agora, se ele fosse gerido com competência administrativa, mais frieza, menos rancor entre os clubes. Você vê as Ligas, O pessoal critica a CBF, tenho vivido a CBF, acho que ela evoluiu profundamente tecnicamente neste período todo, com pessoas bem colocadas lá em lugares estratégicos como competições, a parte de programação dos clubes, licenciamento, registro, acho que tem sido um trabalho bom. O clube não consegue fazer uma Liga. Faz uma Liga, não sabe nem que tem que arrumar bola para a Liga. Isso eu ouvi. Então, as Ligas não têm relação entre um clube e outro é péssima. O clube A não fala com o B. Como é que eles vão dominar uma Liga, impressionante. É amador. A relação é muito mais conflituosa do que assertivas. Tem que ter uma entidade que seja moderna, como tem a CBF, que administre essa coisas que os clubes não sabem. O clube está realmente mal administrado. O Flamengo tem um momento bom de reconstrução, presidente Bandeira de Mello tem trabalhado muito bem, tenho acompanhado lá no Rio. Fluminense tenta também melhorar, mas você gigantes como o Inter cair, o São Paulo que passou apertado, não vou tirar da relação, não de descenso, mas de risco. Dos 20 clubes que disputam a Série A, só quatro que nunca estiveram na Série B. Como pode essa oscilação? É por que o futebol é bem gerido ou mal gerido em relações temporais? Acho que é mais porque é mal gerido. Têm grandes picos e depois grandes derrocadas. Isso não é uma linha contínua de trabalho. A gestão de clube tem que ser aprimorada. Quando se fala em profissionalismo também, não é colocar o gerente da empresa lá, que nunca viu futebol, é outro caminho no futebol e agora fala que vai tomar conta das contas e não pode gastar aquilo, isso. Não é assim. Futebol tem toda uma simbologia. Tem que ter alguém que conheça futebol, gerido com critério de não mandar o cara embora porque a torcida pediu. Não mandar o técnico embora porque pediram. Conservar aquilo que é bem feito, estimular boas práticas. Se a gente conseguir isso, o futebol melhora muito. Acho que a gestão está em extinção”.

Leco merece ser reeleito

“Pelo sofrimento que ele passou e pelo que ele pegou, até acredito que sim. É óbvio que há também outros grupos lutando pela posição e que poderão ter direito a mudar o São Paulo. Eu acho que as mudanças radicais só pioram. São Paulo precisa conciliar para fazer uma gestão de todos para poder prosseguir com Leco, com outro, mas uma gestão de todos. Essa gestão de briga de faca que parece ser elegante no São Paulo, mas no íntimo não é, eu acho que não é boa”.

Reforços

“Eu acho que pelo menos mais dois ou três. Mas bons, não aquela porção de jogadores medianos, que passaram por aqui, por ali, por lá e que de repente fizeram um ano com pico de performance, aí vem o sujeito oferecer ao São Paulo por uma fortuna por esse pico. Eu discuto muito isso lá e com o Rogério já conversei com ele. Rogério é muito perceptivo nisso. Eu acho que o São Paulo, com cinco jogadores que foram do ano passado para cá e com os meninos, monta um time competitivo”.

Michel Bastos não deu certo

“Ele deu certo até a Libertadores. Deixou de dar, depois, porque a torcida é exigente. Ele talvez não tenha sabido se comportar com essa exigência. Teve uma postura de conflito com o torcedor, comprou uma briga tola, que é a briga que todo jogador deve evitar. É que nem internet. O cara te xinga, enquanto tem centenas de boas pessoas falando com você. Se você replicar o xingamento, você é alguém, ele não. Ele repercute isso como se você fosse o pior cara do mundo. Você não tem o direito de rebater nem uma ofensa no futebol. Você tem que ficar quieto e ir embora porque ela repercute cada vez mais se você rebater. Então, é burrice rebater torcedor. Deixa que no dia seguinte, ele está na porta pedindo um autógrafo ou uma camisa do próprio jogador. Então, talvez essa falta de discernimento e tranquilidade, tenha feito com que ele tivesse criado esses atritos e talvez até se desestimulado a jogar pelo São Paulo. A invasão do CT também foi ridícula. Não é possível que alguém que goste do clube, faça aquilo, desmoralizar sua casa. Invadir o CT é bater na mãe. Não é possível que alguém bata na mãe porque ela tem qualquer culpa”.

Michel Bastos no Palmeiras

“Não ouvi nada sobre isso. Rumor sim. Coisa oficial, não. Então, não sei. Honestamente, não sei o que vai ser do Michel Bastos. Nós temos uma proposta encaminhada com ele. Alguns clubes falaram, mas ninguém fortemente veio falar sobre isso. Vamos ver. Ainda temos uma tratativa a fazer com seu empresário”.

Time sem alma

“Eu acho que o excesso de títulos faz com que a torcida fique extremamente exigente e o jogador um pouco acomodado. O clima é de muita tranquilidade, muito oba-oba, todo mundo feliz, a porta cheia de torcedor pedindo autógrafo. Isso talvez tire do atleta que não é um profissional 100%, que não tenha aquele rigor que o Lugano tem, o Rogério tem, o Mineiro tem, se contente com aquela superficialidade. Aí, quando a coisa começa a apertar e apertar feio, ele começa a reagir contra, como se aquilo fosse uma agressão e não uma cobrança. A cobrança tem que existir, tem que ter nível, critério, ser correta. Agora, quando ela passa a ser agressiva, obviamente, perde o efeito e o jogador começa a ficar acuado. Então, na verdade clube grande é para jogador de personalidade grande. Personalidade pequena não combina com time grande”.

Rodrigo Caio e João Schimit

“Para o meu gosto, permanecerão. Eu tenho brigado com o João de forma afetuosa. Tenho mostrado para ele que ele pode sair do São Paulo para um grande clube do exterior como foi o Hernanes e não com uma mochila, procurando um clube, pegando um clube periférico da Europa. Rico ele vai ficar, dinheiro ele vai ganhar porque ele é bom. Agora, pode sair numa situação melhor. É aquela história. Eu estudo mais um ano e entro na melhor universidade. Deixo de estudar um ano e entro numa piorzinha. Essa análise que faço com ele de pai para filho. Mas ele passou por coisas no São Paulo, foi emprestado, teve qualquer ressentimento pela forma como foi administrado, eu diria não tratado e ele tem essa visão de sair. O Rodrigo quer ficar. Eu já propus para ele um aumento de salário e se houver uma proposta dessas que vêm e levam, não há o que fazer”.

São Paulo em relação aos rivais

“Eu acho que são ciclos. Não acho que eu abro o ano inferior ao Corinthians. Ao Santos, talvez, que fez um vice-campeonato. Acho que podemos dizer que estamos inferiores ao Palmeiras e Corinthians, pontualmente. Acabou o ano e já começa a briga com todo mundo zero a zero, os conflitos, o campeão quer ser campeão de novo e se não for, já começa a achar ruim. Então, o futebol é sempre o mesmo. São ciclos, momentos de glória de um mais enfraquecimento de outro. O importante é que essa alternância de poderes está mantendo os quatro clubes de São Paulo em alto nível. O São Paulo um pouco abaixo por colocações. Engraçado, falam que eu sou décimo, nunca fiquei na zona de rebaixamento, mas que nós ficamos ali por perto, mas ninguém lembra que é o quarto da América. Então, qual que escolho: quarto da América ou décimo do Brasileiro. Veja como é pontual. Até julho, nós estávamos para disputar uma final de Libertadores. Em dezembro, passamos por risco e terminamos em décimo lugar. É futebol. Não sei qual o parâmetro que eu sigo”.

O São Paulo se reapresenta no início de janeiro. Até o momento, foram contratados os atacantes Wellington Nem do Shaktar Donetsk da Ucrânia e Neílton do Cruzeiro, na troca pelo volante Hudson.


Zago quer trio do Juventude e permanências de Nico e Seijas no Inter
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Alexandre Praetzel

Antonio Carlos Zago, novo técnico do Inter (Crédito: Ricardo Duarte/Internacional.com.br)

Antonio Carlos Zago, novo técnico do Inter (Crédito: Ricardo Duarte/Internacional.com.br)

Antonio Carlos Zago assumiu o comando técnico do Internacional. O treinador terá o desafio de reconduzir o colorado à Série A do Brasileiro, em 2018. Em 2008, Zago foi gerente de futebol do Corinthians e responsável pela montagem do grupo, que jogou a Série B daquele ano. Agora, vive situação parecida em outra função. Na entrevista exclusiva ao blog, Zago revelou seu modelo tático e admitiu que pode trazer jogadores do Juventude, seu clube em 2016. Leia abaixo.

Choque de um time grande na Série B

“O pensamento é fazer o mesmo trabalho do Corinthians, em 2008. É mais um grande na Série B e pretendo recolocar o Inter o mais rápido possível na Série A. No Corinthians, era uma realidade diferente porque muitos jogadores venciam o contrato no final de 2007. Aqui, quase a maioria vence em 2018, 19 e 20. Em cima das reuniões, vamos analisar caso a caso. Haverá mudanças até porque o time esse ano não teve o espírito de competição que uma grande equipe deve ter”.

Nico Lopez e Seijas

“Considero dois bons jogadores. Seijas mais experiente, talvez não vinha sendo aproveitado na sua posição, jogando num tripé no meio. Ele ainda pode jogar pelo lado esquerdo numa linha de quatro, mais aberto. Nico estava muito tempo parado, chegou depois e ficou parado mais um tempo. Aí demora para se adaptar. Os problemas eram vários. Talvez tenha faltado mais carinho, ele é um pouco introvertido. Conheço Nico desde a época da Roma, quando eu era auxiliar. Foi emprestado para a Udinese, foi muito bem e acabou voltando para o Nacional do Uruguai. Conto com ele”.

Reforços do Juventude

“Nunca escondi que vários jogadores cresceram comigo. Se tiver que indicar os dois zagueiros Klaus e Juan, 22 anos, vou indicar. Eles têm condições de atuar em qualquer clube do Brasil. Tiveram um crescimento muito grande contra grandes adversários. O goleiro Elias também, apesar de o Inter estar bem servido de goleiros. Roberson é um jogador diferente. Tenho admiração e se aparecer alguma oportunidade, trarei um ou dois porque são jogadores de confiança”.

Valdívia em ação no duelo contra o Fluminense (Crédito: MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC.)

Valdívia em ação no duelo contra o Fluminense (Crédito: MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC.)

Outros clubes querem jogadores do Inter

“Não discutimos nomes ainda. Valdívia e Nico Lopez manifestaram o desejo de permanecer no Inter. Conto com os dois em 2017. Ainda vamos discutir o planejamento total”.

Modelo de jogo

“Você deve ter uma defesa consistente, forte, defender em bloco. Equipe compacta, saída para o contra-ataque. Ter o controle do jogo. Trabalho muito em cima disso. Meu principal desafio será recuperar a auto-estima do Inter”.

Ex-jogador não precisa estudar como técnico

“Eu acho que precisa estudar e muito. Todos falam sobre isso nos últimos dois anos e essa é a tecla mais batida. Há cursos na CBF, Uefa. Educação é o alicerce de tudo na nossa vida. Jogador precisa passar por um período de estudos para que ele possa vir a ser um grande treinador no futuro”.

Perfil de reforços

“Sete ou oito devem ser contratados e outros sairão. Isso é normal no futebol. Quero uma mescla entre experientes e mais jovens, jogadores de força”.

Número de jogadores no elenco

“Na Europa, trabalha-se com 26 jogadores, no máximo. Aqui, pretendo trabalhar com 32, dando atenção também para a base”.

Pronto para um time grande, após passagem rápida pelo Palmeiras em 2010

“É um período diferente na minha carreira. Em 2010, tinha passado só pelo São Caetano para chegar ao Palmeiras. Se fosse hoje, não teria aceitado porque não estava preparado. Hoje, estudei, fiz cursos na Uefa e me sinto pronto para qualquer equipe do futebol brasileiro”.

Rodízio ou formação definida

“Difícil ter formação definida hoje. Tens a base e é importante atuar em cima da base da equipe, mas procuro trabalhar com todos os jogadores do mesmo jeito. O tratamento será o mesmo para todos. O jogador tem que estar pronto para ser escalado a qualquer momento”.

Série B

“É um campeonato difícil. Cada Estado tem uma equipe forte. Competitivo, corrido, viagens longas e desgastantes. Tem que estar preparado. Não vamos enfrentar moleza e o Inter será o time a ser batido”.

Rebaixamento do Inter surpreendeu

“Os trabalhos das equipes menores estão crescendo muito e isso atrapalha a vida dos grandes. Trabalham com profissionalismo, inteligência, estrutura e isso dificulta. O Inter chegou a ser líder e depois teve uma queda impressionante. Não sei o que aconteceu”.

Maior desafio da carreira

“Sem dúvida, é o maior desafio da minha carreira. Estou numa outra profissão. No início não, porque depois fui auxiliar por seis nos. Espero fazer o meu trabalho da melhor forma possível”.

Os primeiros reforços colorados podem vir do Palmeiras numa troca do lateral-direito William pelo volante Arouca, o meia argentino Alione e o atacante Rafael Marques.

Antonio Carlos treinou São Caetano e Palmeiras, antes de estudar na Europa e ser auxiliar na Roma e Shaktar Donetsk da Ucrânia. Voltou ao Brasil, em 2015, para assumir o Juventude. Levou o time caxiense de volta à Série B, em 2017. Está com 47 anos.

 


Abel Braga quer Flu forte e vibrante e aponta o Fla como modelo financeiro
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Alexandre Praetzel

Abel Braga voltou ao Fluminense para um novo compromisso de dois anos, na gestão do presidente eleito, Pedro Abad. O técnico campeão brasileiro pelo Flu, em 2012, quer um grupo comprometido, com vibração e entrega, para brigar por títulos, em 2017. Em rápida conversa com o blog, antes de uma reunião com a diretoria, Abel fez a projeção para o ano que vem e apontou o Flamengo como referência de recuperação financeira. Leia abaixo.

Projeção para 2017

“De otimismo, confiança. Obviamente, se nós todos do clube, atletas, comissão, direção, funcionários, pensarmos em unidade, tudo ficará mais fácil. Não havendo curvas assim no futebol, as coisas tendem a correr dentro de uma forma bem razoável. Existem bons jogadores, não existe grande time. Fluminense sempre esteve brigando por G4 e quando chegou a encostar no G6, ficou nove jogos sem vencer. Isso precisa ser estudado. Ficou claro que é uma equipe sem brilho, vibração, alma. Muito estranho. Liguei para o Levir (Culpi) e conversei muito com ele para me ajudar nesta investigação. Não justifica. Clube centenário, com um CT que parece uma vila maravilhosa, um prédio fantástico. Quem entra aqui tem que saber que estará de corpo e alma”.

Gustavo Scarpa

“Acredito que ficará conosco. Foi feita uma prorrogação de contrato para aumentar o valor da multa. É um jogador importante. Esse aspecto será discutido. Não existe essa possibilidade agora. Mas o mercado é complicado. Abre a janela na Europa e complica”.

Reforços

“Ainda estamos discutindo, mas já estamos pensando em dois ou três nomes”.

Situação financeira

“Está na mesma situação que estava o Flamengo. Peter Siensem tentou fazer o clube andar com as próprias pernas, depois da saída da Unimed. Está se estruturando para bons anos pela frente. Quer caminhar com o que tem, investindo em estrutura e categorias de base. Isso é muito bom. O grande exemplo é o Flamengo, co-irmão. Tudo zerado. Aqui no Fluminense, está tudo em dia. Pelo menos, o Fluminense vai ter uma equipe forte, comprometida, sem dúvida”.

Fluminense X Inter

“Ainda bem que não estarei no Brasil. Claro que é um jogo importante, mas difícil para mim. Por tudo que o Inter representou. É difícil. Não tenho muito o que falar. O Inter ser rebaixado, é duro, mas fazer o quê? Futebol é assim. Difícil”.

Abel voltou ao futebol, após um período de descanso, depois de retornar do Al-Jazhera dos Emirados Árabes. O técnico sempre deixou claro que pretende começar um novo trabalho, ao invés de assumir um time no meio de uma temporada. O Fluminense encerra sua participação no Brasileiro, domingo, contra o Inter. Doze atletas já foram liberados para as férias.