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Permanência de Pablo vira dúvida no Corinthians
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Alexandre Praetzel

A renovação de contrato de Pablo com o Corinthians, virou novela. Depois de tudo encaminhado, no meio do ano, uma postagem do empresário do jogador, nas redes sociais, azedou a relação. Na ocasião, Fernando César fez críticas à proposta dos dirigentes em parcelar luvas e comissão por mais de três anos. A atitude de Fernando desagradou a direção, congelando as negociações. O Corinthians precisa depositar o valor de três milhões de euros ao Bordeaux da França, para contratar o atleta, até o dia 31 de dezembro.

O blog fez contato com Fernando César, que não quis conceder entrevista, apenas ressaltando que tudo depende do Corinthians, com um acordo de quatro anos e meio encaminhado, válido a partir de 01 de julho. Se o Corinthians não pagar, Pablo voltará para o Bordeaux. O zagueiro e seu empresário negam que já exista um pré-contrato encaminhado com outro clube brasileiro. O Flamengo seria um interessado para 2018.

Pablo foi enfático e colocou uma previsão para definir o assunto. “Não conversamos mais sobre isso. Temos mais dois ou três meses ainda até o final do contrato. Acho que vamos, talvez, definir até o final do contrato, mesmo”, afirmou.

Talvez, palavra do zagueiro. Pelo que o blog apurou, no início de outubro, deve haver uma reunião para encerrar a questão. Hoje, a tendência é não renovar, também pela situação financeira delicada do clube.

Pablo tem 26 anos. Disputou 43 jogos e marcou dois gols.


Luan: “Palmeiras é o maior time do Brasil. Ninguém quer derrubar o Cuca”
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Alexandre Praetzel

A semana começa com o Palmeiras acreditando numa arrancada para ainda sonhar com algo maior, no Campeonato Brasileiro. Os jogadores acreditam na qualidade do elenco e na recuperação técnica da equipe, para encostar definitivamente, nos primeiros colocados. O zagueiro Luan acha que os melhores estão na Academia de Futebol e que todo mundo quer atuar pelo Verdão. O blog entrevistou o jogador sobre a retomada do bom futebol, o ambiente no clube e a busca por resultados imediatos, esperados pela torcida. Confira a seguir.

Palmeiras tem time para ficar em segundo lugar no Brasileiro, pelo menos?

Claro. Na minha opinião, os melhores jogadores estão aqui. As vezes, as coisas não acontecem, não encaixam, mas não é porque aqui ninguém sabe jogar, é porque as coisas não acontecem mesmo. Mas tenho certeza que a partir de um clássico, que te dá confiança, que você ganha, jogando bem, as coisas podem começar a acontecer para nós. Aproveitar que a gente tem esse tempo para trabalhar, entrosar, não sofrer esses gols bobos que a gente vem sofrendo e conseguir mais vitórias no campeonato.

No clássico contra o São Paulo, você jogou por toda a defesa?

Não. Não vejo assim. Todo o time tem os seus méritos. Aqui no Palmeiras é assim, o mérito é de todos, inclusive da direção e do treinador. Aqui não tem ninguém, como algumas pessoas dizem, de corpo mole, querendo derrubar o Cuca, o Mattos ou o presidente. A gente é muito amigo aqui, só que as vezes, as coisas não acontecem e as pessoas procuram problemas. Eu creio que resultado alimenta ambiente e só ganhando que a gente afasta essas coisas daqui.

Vitória em clássico é bom também para retomar convicções que ficaram abaladas com as eliminações recentes?

É óbvio. Os jogadores que chegaram ou os que estão aqui, querem mostrar seu trabalho. Eu sou um deles e os que estão aqui também querem permanecer jogando bem, porque o Palmeiras é a maior equipe do Brasil e todo mundo quer estar aqui, jogadores que atuam em outros times, querem estar aqui. A gente sabe que precisa melhorar muito ainda para buscar nossos objetivos na competição.

Há um arrependimento por vocês terem largado um pouco o Brasileiro?

Ninguém largou. É um campeonato muito difícil. É verdade que com mais cinco ou seis pontos, estaríamos buscando o Corinthians e se estivéssemos com cinco ou seis pontos a menos, estaríamos perto da zona de rebaixamento. O campeonato é muito difícil. Nós perdemos um jogo para a Chapecoense, que estava na zona e ganhamos do Sport, fora de casa, que estava mais acima. A gente não pode oscilar. Tem que manter uma regularidade boa e fazer grandes jogos para a que a gente possa ganhar.

O Palmeiras está na quarta colocação com 36 pontos, 14 atrás do Corinthians, sete do Grêmio e dois do Santos. O time enfrenta o Atlético-MG, sábado, em Belo Horizonte.


Dracena comemora desarme salvador no clássico e mantém fé no Brasileiro
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Alexandre Praetzel

Edu Dracena foi aplaudido pela torcida e reverenciado por muitos palmeirenses, após a vitória de 4 a 2 sobre o São Paulo, no Allianz Parque. O zagueiro desarmou Marcos Guilherme num ataque de três contra dois do São Paulo. O lance salvou o Palmeiras e originou o ataque do terceiro gol do Verdão. Em entrevista ao blog, Dracena mostrou toda sua felicidade pela importância da defesa e pelo resultado que dá um novo ânimo ao time e elenco. Acompanhem.

Você tirou a bola do jogo do São Paulo, no lance com o Marcos Guilherme, salvando o Palmeiras, quando estava 2 a 2?

Eu fico muito feliz, principalmente, para nós, ali da defesa. Quando a gente tira uma bola, ou em cima da linha, ou da maneira como foi, para nós é como se fosse um gol. E mais feliz ainda, porque logo em seguida a gente faz o gol. Acho que isso tira um peso muito grande. Fiquei muito feliz. Sempre que eu entro em campo, procuro ajudar meus companheiros da melhor forma possível, ou tirando essas bolas, ou orientando, e fiquei muito feliz com esse desarme e mais feliz ainda com a vitória do Palmeiras.

Vocês pensam nos oito pontos perdidos recentemente no Brasileiro? Poderiam estar com 44 pontos.

Muito. Também teve um jogo contra o Atlético-MG no Allianz, quando perdemos um pênalti e poderíamos ter ganhado. Então são pontos, que como a gente fala sempre antes de começar o campeonato, que não podemos perder pontos dentro de casa e isso faz uma diferença muito grande lá na frente e está fazendo agora para o Palmeiras. Mas eu acho que às vezes as derrotas acontecem para você crescer e analisar o que você está fazendo de errado. Acho que nada acontece por acaso, nada por acontecer e sim, de uma forma que tem para acontecer e você aprender. Acho que o Palmeiras vem aprendendo. Tomara que a gente consiga dar alegrias para o torcedor da melhor maneira possível, como a gente deu contra o São Paulo. Aniversário do clube, 103 anos. Sair com uma derrota ia ser muito dolorido para nós. Agora, uma bela vitória como foi, o palmeirense deve estar muito feliz.

Houve o discurso interno de que não dava mais para lutar pelo Brasileiro, em algum momento?

Não. Em nenhum momento aconteceu. Até porque a meta que a gente traçou, quando a gente saiu da Libertadores, é tentar ser campeão do segundo turno do Brasileiro. Acho que tentar ser campeão do segundo turno para ver onde a gente pode chegar. Se você vai chegar para brigar pelo título no final, ok. Se não, você está ali entre os primeiros para tentar uma vaga na Libertadores. Então, acho que o Campeonato Brasileiro te mostra que, quanto mais você acreditar até o final, de repente, pode até alcançar. É isso que a gente está procurando fazer, com os pés no chão. Não é porque ganhou o clássico, que vai brigar pelo título. Não, calma. Foi uma bela vitória, temos que comemorar sim, mas pensar jogo a jogo, para no final, ver onde podemos chegar.

Em nove pontos no segundo turno, o Corinthians somou três. E aí?

Então, o futebol é isso aí. Não tem muita lógica. O primeiro pega o último e perde, só aqui no Brasil que isso acontece. Então não pode deixar de acreditar em nenhum momento. Procurar fazer sempre o seu melhor e com essa camisa, é uma responsabilidade muito grande, um clube centenário, fazer sempre o seu melhor.

O Palmeiras é o quarto colocado com 36 pontos, 14 atrás do Corinthians. O time volta a campo, dia 9 de setembro, contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte.

 


Tobio é emprestado de novo. Zagueiro tem bola para jogar no Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Tobio foi emprestado para o Rosário Central da Argentina, até junho de 2018. O zagueiro foi liberado pela diretoria do Palmeiras e viaja nesta quinta-feira. Tobio chegou ao Verdão, em 2014, indicado pelo técnico Ricardo Gareca. Desembarcou com cartaz, após boas atuações pelo Velez Sarsfield.

No Palmeiras, fez 33 jogos e marcou um gol. Sua situação começou a mudar, quando procurou Alexandre Mattos, pedindo para deixar o Palmeiras. Mattos mal tinha chegado ao clube e não gostou da postura do argentino. Tobio foi emprestado para o Boca Juniors, onde disputou 50 jogos, sem fazer gol. O Boca não exerceu a opção de compra e Tobio retornou ao Brasil.

Particularmente, acho Tobio um bom zagueiro, superior a Juninho e Antonio Carlos e igual a Luan. Poderia fazer parte do elenco palmeirense, tranquilamente. Mattos poderia contornar a situação e reintegrá-lo, contando com a concordância do atleta, claro.

Tobio fará 28 anos, em outubro, e tem contrato até junho de 2019. Se for negociado, o ex-presidente Paulo Nobre receberá R$ 1,4 milhão. Nobre pagou do próprio bolso para contratar o zagueiro.


Henrique valoriza molecada do Flu e acha que Richarlison fica no clube
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Alexandre Praetzel

O Fluminense está em oitavo lugar no Brasileiro com 15 pontos em 30 disputados. O time tem chamado a atenção pela qualidade de alguns jovens, como Wendell, Marquinhos Calazans e Richarlison, além da afirmação do meia Gustavo Scarpa. O blog entrevistou o zagueiro experiente Henrique, com exclusividade, sobre as possibilidades do Fluminense buscar algo maior e a capacidade da garotada, misturada aos nomes mais consolidados do grupo. Confira a seguir.

Até onde vai o Fluminense com essa garotada e o suporte dos experientes?

“Eu acho que tem muita coisa para acontecer ainda no campeonato, mas a molecada está dando conta do recado, diante de um campeonato difícil, complicado. Eu acho que essa base do Fluminense é uma base forte, já vem com um pouco de experiência. Eles estão dando conta do recado. Ainda tem muita coisa para acontecer, melhorar e isso vem acontecendo naturalmente, até mesmo dentro do campeonato”.

Fluminense tem capacidade para ficar entre os quatro primeiros?

“Com certeza. Esse é o nosso objetivo e pensamento. Tem que pensar jogo por jogo. No último contra o São Paulo, dentro do Morumbi, fomos buscar a vitória e quase conseguimos”.

Alguém pode buscar o Corinthians, líder com 26 pontos e 11 à frente do Flu?

“Eles estão numa fase boa também. As vezes, contam com um pouco de sorte, mas tem um elenco de potencial também. Como eu disse, no futebol acontece muita coisa, ainda mais no Brasileiro. Tem muito chão pela frente ainda e muita coisa para acontecer. A gente vai em busca dos objetivos”.

Richarlison fica no Flu ou ainda pode sair?

“A gente não conversa, nem comenta muito. É mais coisa interna do Fluminense. Isso é uma coisa dele, particular, e a gente acompanha, que ele vem se dedicando e nos ajudando. Então, isso aí é um pensamento dele. Acho que ele está pensando no Fluminense”.

A saída de Richarlison ainda não está descartada. Representantes do atleta acreditam que o Ajax da Holanda pode apresentar uma oferta de dez milhões de euros pelo jogador.

O Fluminense volta a campo, nesta segunda-feira, recebendo a Chapecoense, no Maracanã. Na Copa Sul-Americana, o tricolor carioca fez 4 a 0 na Universidad de Quito e encaminhou a classificação para as oitavas-de-final do torneio.


Corinthians tem dificuldades para contratar um novo zagueiro
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Alexandre Praetzel

O Corinthians quer contratar um zagueiro para compor o elenco. As lesões recentes de Pablo e Balbuena deixaram a comissão técnica em alerta. Há o consenso de que as opções são pequenas e de que é preciso reforçar o setor. Hoje, os jovens Pedro Henrique e Léo Santos são as principais alternativas. Vilson também tem contrato mais longo, mas se machucou recentemente e está voltando aos poucos. Cinco jogadores para posições fundamentais.

A diretoria vasculha o mercado atrás de um nome que tenha velocidade e possa atuar dos dois lados. Não é fácil encontrar. Alguns já foram oferecidos e não agradaram. Ernando, do Inter, aparecia como favorito, mas o rebaixamento com o colorado e as atuações de 2017, esfriaram as expectativas.

Anderson Martins surgiu com força, nos últimos dias. Ele jogou no Corinthians, em 2014, com 21 partidas disputadas. No entanto, tem mais um ano de contrato com o Umm Salal do Qatar e dinheiro a receber. Assim, a negociação ficou difícil porque o Corinthians teria que fazer um investimento financeiro. Vasco e Flamengo estão na disputa.

As Séries A e B do Brasileiro e a América do Sul passaram a ser o foco corintiano. Para repatriar um zagueiro da Europa, China ou Mundo Árabe, só contando com a boa vontade do atleta ou fim de contrato. O Corinthians sofre com as finanças e ainda precisa resolver a situação de Pablo, pagando R$ 10 milhões, em junho, para ficar com o zagueiro do Bordeaux.


Vasco atravessa e deve tirar Breno do Atlético-GO
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Alexandre Praetzel

O zagueiro Breno estava apalavrado com o Atlético-GO, mas deve parar no Vasco. O blog apurou, após a derrota de 4 a 0 para o Palmeiras, no Allianz Parque, que a diretoria foi vasculhar o mercado atrás de um defensor. Paulão do Inter já está encaminhado. O nome de Breno surgiu porque o atleta ainda não tinha assinado com o clube goianiense. Contatado, Breno gostou da oferta vascaína e manifestou o desejo de ir para a Colina. A negociação deve ser confirmada nas próximas horas, por empréstimo até o final do ano.

Breno pediu para ser emprestado a Rogério Ceni porque não vinha tendo muitas oportunidades no tricolor. Desde que voltou ao futebol, depois de um processo judicial na Alemanha, Breno não recuperou a sua grande forma anterior, algo normal para muitos profissionais ausentes do esporte por vários anos.

No retorno ao São Paulo, Breno atuou poucas vezes e sofreu com lesões musculares. O zagueiro está com 27 anos.


Inter repatria lateral que estava na Ucrânia
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Alexandre Praetzel

O Inter está repatriando Danilo Silva, jogador que atuou pelo próprio clube, de 2008 a 2010. Danilo estava no Dínamo de Kiev, desde 2010. Ele rescindiu contrato com os ucranianos e ficou livre para retornar ao Inter.

Danilo está com 30 anos e joga como lateral direito e zagueiro. Começou no Guarani-SP e passou rapidamente pelo São Paulo, até chegar ao Inter. Conquistou a Copa Sul-Americana e o bicampeonato gaúcho. Depois, saiu para o Dínamo por quatro milhões de euros.

Na Ucrânia, fez 220 partidas e marcou três gols.


Wallace diz ser criticado por expor opiniões e teme extremismos à la Trump
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Alexandre Praetzel

Wallace Reis é jogador de futebol profissional, mas não esquece de suas posições políticas. Bem articulado, o zagueiro tem opiniões formadas sobre o assunto e gosta de dividí-las, apesar de achar que existe preconceito com o atleta esportivo. Em entrevista exclusiva ao blog, Wallace revelou alguns pensamentos, falou sobre o fim do Bom Senso e os motivos que o levaram a deixar o Flamengo, antes de se transferir para o Grêmio. Leia abaixo.

Eleição de Donald Trump

“Olha, eu acompanhei muito pouco. Me desliguei um pouco de política nesses últimos quatro, cinco meses, porque eu estava me desgastando muito em relação a isso. Acabei deixando um pouco. Deixei de acompanhar tudo sobre a Lava-Jato, no cenário nacional político. Nas pesquisas estavam dizendo que a Hilary iria ganhar com uma margem pequena de dois ou três por cento na pontuação e acabou que no final, virou. Acho que isso é muito reflexo da população americana que está desacreditada nos políticos convencionais, tanto lá como aqui. Porque aqui a gente também vai vendo alguns Trumps se formando. O Bolsonaro está aí, ganhando força porque a população está um pouco desacreditada desse conservadorismo ou desse lado um tanto corrupto que nossa sociedade política tenha se embrenhado. A gente lamenta. Fico triste porque radicalismo demais nunca é bom e o Trump é um cara bem radical, pelo menos nas colocações dele. Em algumas entrevistas que eu vi, é um cara extremista demais e toda extremidade leva a ter algumas posições errôneas”.

Posicionamento político é combatido no futebol

“O futebol é natural que você crie uma certa barreira. É incômodo para todos os setores quando alguém destoa um pouco. Isso é natural para a sociedade, quando você tenta colocar suas posições. Eu sofri um pouco por isso. Fui criticado por isso. Acabou que minha família acaba sofrendo também e a gente acaba tentando se privar um pouco de certos posicionamentos, certos pensamentos ou ideologias que eu penso em relação à política, futebol, todo o contexto não só nas quatro linhas. Acho que a gente tem que passar por um processo de maturação, mas isso vai demorar para a aceitação. Costumo dizer que o jogador de futebol não é aceito, é tolerado, né. Então, enquanto você está jogando, você é tolerado. Quando você para, você passa a ser civil e já não tem mais, sua voz não é ativa. Eu não quero ser um cara que não tenha voz ativa, não como um jogador de futebol, mas como um agente da sociedade. O fato de eu ter me posicionado foi exatamente por isso. Eu ser uma referência para os meus filhos, meus amigos, meus pais que me educaram. Infelizmente, o futebol não está acostumado a lidar com isso. A gente ainda tem uma mente um tanto arcaica em relação a posicionamentos. Nosso país ainda, infelizmente, tem um conceito de que jogador de futebol é feito só para jogar. Eu acho que o atleta de futebol tinha muito mais coisas para se fazer, até porque, se você fosse perguntar para qualquer pessoa quem é o camisa dez da seleção, todo mundo vai te dizer. Se você perguntar quem é o presidente da Câmara dos Deputados e Senado, ninguém vai te falar. Ou de cada dez, dois vão te responder. O que é o segundo cargo mais importante do país. Então, a gente ainda priva para as coisas menos importantes, sendo as mais importantes”.

Fim do Bom Senso surpreendeu

“Não. Acho que o Bom Senso seguiu uma linha contrária ao que eu pensava. O Bom Senso acabou porque, a partir do momento que você não faz novas lideranças e entra muito somente na parte jurídica e os caras que têm que defender não se posicionam e não tomam à frente, isso vai perdendo força. É a coisa mais natural. Bom Senso ganhou força quando tinha Dida, Paulo André, Alex, esses jogadores. A partir do momento que esses jogadores foram parando, novas lideranças não surgiram, outros jogadores não se interessaram, até porque jogador de futebol é muito acomodado e isso é natural porque nós viemos da margem da sociedade. É educacional. Entendo isso. Infelizmente, a gente não pegou o timing da coisa. Coisa que na NBA, NFL, existe. O americano tem mais esse conceito, mais empreendedor da coisa. A gente teve a grande oportunidade e deixou passar. Agora, futebol vai continuar pragmático, estagnado, como vem ao longo desses 30 0u 40 anos no futebol brasileiro e a gente torce para que surjam novas lideranças”.

Saída do Flamengo

“O real motivo foi que eu…Aí entra mais essa questão. Não querendo me vangloriar, nada disso. Não sou narcisista nesse ponto. Mas eu sempre me posicionei. Nunca me escondi no Flamengo. O grande problema talvez tenha sido isso. O torcedor e a imprensa gostam de quem se esconde. Eu não me escondia. O time perdia, eu falava. O time ganhava, eu falava. Defendia meu ponto de vista. Muitas vezes contrário até da imprensa ou muitas vezes a favor da imprensa ou às vezes contra o elenco. Então, você vai criando uma certa barreira. Pelo fato de eu ser flamenguista, deixei aflorar demais o meu lado torcedor. Sentia muito todas as coisas que aconteciam no Flamengo e na hora que tinha que bater, eu acabava apanhando em proporções. Claro, no momento que tinha que ser criticado, entendo que a crítica vai ser feita até pelo cargo de capitão que eu exercia. Exercia um cargo de capitão no Flamengo porque eu sempre me posicionei como capitão. Não que eu quisesse, mas isso é da minha personalidade por onde eu tenha passado. Por isso, você acaba sendo alvo. No último ano que o Flamengo passou por crise, talvez eu tenha dado mais de 52 coletivas, onde outros jogadores não iam e outras pessoas do clube. Não faço crítica, nada. Cada um tem o seu posicionamento, mas o fato de você estar sempre aparecendo, te dá margem para apanhar mais. Nunca fui de me esconder e acabou que fui sofrendo. O torcedor tem uma análise um pouco passional, que é natural. A partir do momento que vocês da imprensa começam a criticar, o torcedor vai junto. Isso é normal, entendo e tenho maturidade suficiente para lidar com isso. E aí, o negócio foi virando uma bola de neve. Chegou o momento que minha família não tinha mais paz para morar no Rio. Questão de ameaças. Eu também não tinha mais uma vida social para poder levar meus filhos na escola e voltar. Então, já estava me atrapalhando. Modéstia à parte, estava jogando razoavelmente bem, sempre regular no Flamengo, como eu fui ao longo dos quatro anos. Até porque o próprio Muricy teve para me tirar do time inúmeras vezes, mas não tirou porque eu estava fazendo o que tinha que ser feito. Agora, infelizmente, a análise é por empatia. O lado da empatia pesa muito. Eu não sou um cara que você vai olhar e você vai sentir uma empatia automática por mim porque eu sou um cara sisudo, aparentemente. Isso é natural no futebol. Então, eu sempre tive que lidar com isso. Não é de agora. Desde quando eu surgi no futebol na base, fui assim. Não dar amém para tudo. Acaba que você vai criando umas certas restrições e vai desgastando com uma coisa, com outra. Mas fico feliz. Fiz uma história muito bonita no Flamengo, por onde eu passei, graças a Deus. Eu tenho 12 títulos na minha carreira. Ganhei título nacional no Flamengo. Fui referência do clube. Referência do time. Com os jogadores, eu era muito bem quisto, até hoje. Fiz amigos e mais do que qualquer coisa, saí de lá sendo homem. Agora, tive que tomar uma posição porque o clube e a gente não estava entrando num consenso de idéias e acabei optando por sair, já que o clube não me protegeu da forma que eu achava que deveria. Sou muito grato ao Flamengo por tudo que me proporcionou. Ao próprio Bandeira, ao Walim que foi o cara que me abriu as portas no Flamengo. Realizei o sonho de jogar no Flamengo. Eu tinha 11 anos e eu cansava de falar isso. Meu sonho é jogar no Flamengo. Por mais que eu tenha passado momentos difíceis, tive inúmeros momentos felizes. Então, foi uma coisa marcante na minha vida. Foi a realização de um sonho de menino. Por mais que a gente tenha esse discurso politicamente correto, eu não tenho esse perfil. Foi mágico eu ter passado esses quatro anos no Flamengo. Saber que eu vi o Flamengo ser campeão carioca em 2011 e falei: cara, um dia eu vou vestir essa camisa e vou honrar meus avós que são flamenguistas e eu consegui isso. Para mim, não tem maior alegria que isso”.

Wallace começou no Vitória e passou pelo Corinthians, antes de chegar ao Flamengo. No Grêmio, foi contratado nesta temporada. Não está disputando as finais da Copa do Brasil porque já tinha atuado no torneio, vestindo a camisa rubro-negra.


Luiz Felipe. Santos descobriu um zagueiro muito bom
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Alexandre Praetzel

Na metade do segundo tempo entre Santos e Corinthians, o meia Marquinhos Gabriel fez um lançamento de 30 metros em diagonal, buscando o atacante Marlone. A bola viajou pelo alto e parou mansamente no peito de Luiz Felipe. O zagueiro santista deslizou-a e saiu jogando com autoridade mais uma vez.

Aos 22 anos, Luiz Felipe surge como um defensor muito bom. Descoberto no Paraná Clube, chegou ao Santos e colocou David Braz na reserva, com qualidade e regularidade. Jovem, ainda pode crescer muito mais. Tem bom posicionamento no jogo aéreo, saída tranquila e tenta ajudar o ataque, quando pode. Sofreu a falta do pênalti a favor do Santos.

Com calma e sem deslumbramento, tem ferramentas para ser um zagueiro de seleção. Claro que é cedo para conclusões definitivas, mas os indícios são alentadores. Parabéns ao Santos pela pesquisa e contratação. Mais um bom nome do campeonato brasileiro.

 

 


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