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Carille sonha com dinastia no Corinthians. Forma de jogar é o segredo
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Alexandre Praetzel

Fábio Carille vai se consolidando como o melhor técnico do Campeonato Brasileiro. A campanha invicta do Corinthians impressiona críticos e adversários, com 47 pontos conquistados em 57 disputados. Para muitos, título encaminhado para o time, mas Carille pede calma. Nesta entrevista exclusiva ao blog, Carille mantém a humildade, fala sobre os critérios do seu trabalho e sonha com uma dinastia no Corinthians. Confira a seguir.

A pergunta que restou sobre o Corinthians. O time vai perder no Brasileiro?

Vamos fazer de tudo para que a gente continue desse jeito, com bastante trabalho, nos preparando a cada jogo, a cada decisão, para que a gente continue assim, sem perder, procurando jogar bem, vencer. Essa é a nossa busca do dia-a-dia.

Ser campeão invicto é uma realidade ou algo muito difícil de acontecer?

Muito difícil. Não é impossível, se ganhamos um turno. Mas a gente passa a ser o time a ser batido, olhado diferente pelos adversários. É muito difícil, mas não é impossível. Vamos trabalhando dia-a-dia, jogo a jogo, para ver até onde a gente vai.

Qual o segredo do trabalho em oito meses, depois de você ter sido tratado como aposta, em janeiro?

Eu acho que a grande sacada da comissão técnica, nós nos apresentamos dia 03 de janeiro e os atletas, dia 11 de janeiro. Então, ali com as contratações, o elenco que a gente tinha, a gente definiu o quanto antes a forma de jogar. Nosso primeiro treino com bola já foi com uma ideia de jogo. Então, hoje os atletas, sai um, sai outro, quem entra em campo, sabe realmente o que tem que fazer, com e sem bola. Por isso, é muito importante para todos os clubes, no início da temporada, já ter um grupo definido e colocar todo mundo para trabalhar com as mesmas ideias. Acho que isso é o grande motivo para a gente estar fazendo esse ano maravilhoso.

Muitos treinadores jovens acabam não tendo sequência nos trabalhos porque alteram demais suas ideias. Você corre o risco de entrar para esse grupo?

Não. Não quero. Dificilmente, vocês vão ver algo de diferente, algo que eu não treinei. Minhas coisas são muito definidas. Aprendi isso também, que vale ter as coisas bem definidas e quando você tem uma equipe muito organizada, com todos os jogadores muito atentos e determinados a fazer, você está mais perto da vitória. Então, espero que minha carreira seja assim, com ciência daquilo que o grupo pode me dar e daquilo que eu posso cobrar do grupo, para que eu consiga me manter entre os melhores do Brasil.

Você acredita no discurso de técnicos como Levir Culpi e Cuca, de que não dá mais para buscar o Corinthians ou não?

De alguns treinadores, se eu estiver falando que eu não estou acompanhando, eu acredito. Vindo de Levir e Renato Gaúcho, se eles estiverem falando isso, eu não acredito. Mas ficou difícil para Atlético-MG, Flamengo com 18 pontos atrás, também ficou difícil. A gente tem que ser realista. Não é fácil buscar num turno, essa diferença. Não é impossível, mas a gente sabe que é muito difícil. Mas essas equipes que estão oito, dez, 12 pontos atrás, têm muita coisa para acontecer.

Costumo dizer que com dez Romeros, é possível ser campeão. Você concorda com isso, que Romero conseguiu superar qualquer adversidade no Brasil?

Concordo. É um jogador que muito se fala sobre a entrega dele, porém, é um cara que tem um bom passe. Lembro de gols aqui, muito rapidamente, o primeiro gol contra a Ponte, na final do Paulista, que ele acha o Jô e o Jô coloca o Rodriguinho na cara do gol. Os dois gols contra o Palmeiras, agora, no estádio do Palmeiras. Participação dele no pênalti do Arana e no lançamento para o gol do Arana. Pensando rápido assim. É um cara com muita entrega, que o corintiano gosta, mas que também tem muita técnica, sabe finalizar, está jogando um pouquinho longe do gol, mas a gente vê no dia-a-dia, ele tem um poder de finalização. Concordo. Com dez Romeros, você fica com uma equipe muito forte, consistente, com qualidade técnica também.

Você tem conversado com Tite? Ele te elogiou pelo trabalho, deu alguma orientação, ou imagina que você tem luz própria, não entra em detalhes?

Eu conheço muito bem. Foram cinco anos e meio, trabalhando com ele. Nos falamos sempre, mas não se fala sobre futebol. Família, como você está. Eu também não gosto de perguntar porque sei qual vai ser a resposta dele. Fábio, vai ser difícil falar, porque quem tem está no dia-a-dia, é você. Mas ele me conhece bem. Considero um pai dentro do esporte, sou abençoado por ter trabalhado com ele e ter aprendido bastante. Conversamos bastante, mas sobre futebol, muito pouco.

Atlético-MG e Flamengo tentaram te contratar no ano passado?

Saíram matérias agora, que eu vi, mas não chegou nada a mim. Acho difícil que isso tenha acontecido. Na fase que o Corinthians está, nosso momento, mesmo que viessem atrás, dificilmente você vai sair. Você não pode quebrar(contrato). Eu sou um cara que dificilmente eu vou quebrar. Aconteceu sim antes do jogo contra o Grêmio, uma reunião com um pessoal da China, onde fiquei 15, 20 minutos. O cara queria me conhecer. Eu fui até ele, para ir agora, falei esquece, não saio desse sonho, porque é um sonho estar dirigindo o Corinthians. Tem muita coisa ainda para acontecer aqui no Corinthians e futebol brasileiro, do jeito que eu penso. A única coisa que eu participei foi essa questão da China e de imediato já cancelei a conversa.

Pode surgir uma “Era” Carille como houve uma Era Brandão e Era Tite no Corinthians?

É meu sonho hoje, cara. De ficar muito tempo. Com certeza, cada ano que passar, vou estar mais experiente. Estou num processo de aprendizado muito grande e quero aprender cada vez mais, ainda sendo técnico, tomando decisões, errando, acertando. É assim que a gente aprende. Sou uma pessoa muito tranquila e consciente de tudo que acontece. Meu sonho hoje é ficar por muito tempo no Corinthians, fazer um trabalho a longo prazo, participar de contratações futuras, estar envolvido mesmo para que a gente fique bem forte. Esse é meu grande sonho hoje.

Pode sair algum jogador na janela de agosto?

Acho difícil. Alguns dias atrás, eu tinha muito medo desta questão, mas hoje do jeito que a diretoria está trabalhando, vai ser muito difícil de acontecer. Não é impossível, mas estão trabalhando para que isso não aconteça.

Pablo continua?

Até dezembro, sim. Agora, não sei. Estou vendo aí que houve acertos, depois voltaram atrás, algumas coisas aí, mas até dezembro, com certeza, ele permanece.

Se o Corinthians não for campeão, o que você imagina que possa acontecer?

Nós somos sempre cobrados por resultados. Não imaginava terminar o turno com 47 pontos, não imaginava. Falo para todo mundo, um time totalmente desacreditado no início do ano. Mas tem um segundo turno que tudo pode acontecer. A gente está trabalhando muito para nos mantermos na frente, mas a gente sabe que as coisas não acontecem como a gente quer. Nos preparamos para coisas grandes, mas muitas vezes as coisas não acontecem. Decepção? Não vai acontecer porque a gente trabalha demais e sempre de cabeça erguida. Uma vaga na Libertadores, buscar isso o quanto antes, para depois a gente buscar e confirmar esse título, mas tem muita coisa para acontecer.

Teu trabalho pode virar parâmetro a clubes que estão gastando dinheiro, sem resultados?

Pode sim e espero que isso aconteça no futebol. Falando de nós, profissionais técnicos, talvez isso vá dar muita polêmica, mas eu não tenho problema nenhum em falar. É muito fácil você ficar pedindo contratações ao invés de olhar para o seu grupo e trabalhar com aquilo que você tem. A gente vê hoje. Chega jogador, pede jogador e muitas vezes você tira a moral de quem está ali com você, com quem você pode contar no dia-a-dia. Foi isso que eu fiz. Eu sabia das condições do Corinthians, que tinha que subir bastante garotos e me fechei dentro de campo e trabalhei dentro de uma ideia. Pode acreditar. Gostei muito da entrevista do zagueiro Felipe, esta semana, onde ele fala que o treinamento pode mudar um jogador, um jogador que trabalhou até os 20 anos e eu acredito demais nisso. Treinamento individual, coletivo, dá resultados. Falar que vai ser campeão, é muito difícil. São 20 equipes que se preparam, mas que vai ser um trabalho coeso, de muita organização, isso dá. É só ir para o campo, se fechar com aquilo que você tem e trabalhar bastante.

Chegará mais algum reforço? Zagueiro Emerson Santos do Botafogo?

A diretoria tem trabalhado. Não sei se chega agora. A gente tinha muita preocupação na questão do Balbuena, de sair, de pensar até no futuro, se o Pablo não continuar no ano que vem, a gente já ter alguém no grupo para trabalhar e já chegar o outro ano. Mas estou vendo que isso só deva acontecer no final do ano. Estamos trabalhando ainda, nem que venha da Série B. Você perde o Pablo, o Balbuena pode ir para a seleção, o Léo Santos tem idade de seleção Sub-20, a gente não pode ficar sem jogador no setor por ali. Bem provável que sim.

O Corinthians folga neste fim de semana e volta a jogar apenas dia 19 de agosto, recebendo o Vitória, na Arena Corinthians.


Cuca garante que permanece no Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Cuca vai permanecer no Palmeiras. A entrevista após o jogo contra o Barcelona gerou várias dúvidas sobre a continuidade do trabalho. A declaração de que “estou no meu limite”, deu a entender que o treinador poderia interromper a trajetória, após a eliminação na Libertadores da América.

Em conversa com o blog, no final desta manhã, Cuca garantiu que ficará.

“Vais continuar?”, perguntei.

“O que você acha?”, respondeu.

“Acho que sim. Vida que segue”, afirmei.

“Isso mesmo. Obrigado”, concluiu Cuca.

O técnico tem contrato até dezembro de 2018.


Palmeiras não merecia avançar. Há várias causas para o ano perdido
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Alexandre Praetzel

A eliminação do Palmeiras na Libertadores da América tem várias causas e isso certamente será discutido entre diretoria, comissão técnica e jogadores. O time fez uma primeira fase razoável e não conseguiu jogar mais que o Barcelona de Guayaquil, em 180 minutos. A queda acabou sendo justa pelo mau desempenho da equipe. Em janeiro, o Palmeiras era candidato a ganhar tudo, mas terminará o ano sem conquistas, pelo quadro atual do Brasileiro.

Acompanhando o dia-a-dia, penso que há causas visíveis para a frustração.

-Dia 09 de agosto e o Palmeiras ainda não tinha um time definido e organizado;

-Planejamento inicial quebrado com a troca do treinador. Se havia convicção em Eduardo Baptista, poderia ter tido mais tempo;

-Cuca chegou como “Salvador da Pátria” e mudou muita coisa. A curto prazo, isso dificilmente traz resultados imediatos;

-Contratações em meio à temporada, quando o elenco já está inchado. Ou você traz nomes indiscutíveis ou só aumenta a insatisfação interna;

-Borja veio por uma fortuna, após ótimo desempenho pelo Nacional-COL. Aqui, virou cabeça-de-bagre e foi desvalorizado publicamente. Faltou esforço para recuperá-lo;

-Felipe Melo foi trazido como líder e xerife da Libertadores. Acabou afastado porque não se enquadrava no esquema tático do time. O vazamento do áudio do jogador contribuiu, mas o caso foi muito mal administrado;

-Em 2016, o clube era blindado por Paulo Nobre. Em 2017, foi aberto a questões políticas e informações internas chegaram com mais velocidade e facilidade à imprensa;

-Maurício Galiotte é sério e bem intencionado, mas pareceu acuado com o tamanho do cargo. O discurso de que o time avançou um pouquinho na Libertadores, foi patético. Se mostrou ausente em momentos importantes;

-Alexandre Mattos tem crédito pelos títulos de 2015 e 2016, mas as vitórias duram 90 minutos. Este ano, está visivelmente pressionado pelos investimentos que foram feitos, com a falta de resultados.

Claro que o Palmeiras segue forte e poderá ser ainda mais, em 2018. Mas depois de uma grande conquista, é preciso ter humildade para seguir o trabalho e um mínimo de planejamento. Isso não feito, talvez por uma soberba da direção e pelos fartos recursos à disposição. O Palmeiras precisa rever alguns conceitos para a gestão Galiotte não ser esquecida rapidamente. Afinal, ano que vem, o mandato termina e o futebol é um moedor de carne para quem não tem um pingo de convicção.


Gostaria de ver o Botafogo campeão com o renascimento do clube
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Alexandre Praetzel

Chegamos a nove rodadas do Brasileiro com Corinthians e Grêmio como destaques. Sem dúvida, os dois times merecem aplausos pelos desempenhos e farão o grande jogo do fim de semana. No entanto, gostaria de chamar a atenção para o Botafogo. Adoro o Botafogo e sua Estrela Solitária, o símbolo mais bonito do futebol mundial.

O Botafogo disputou a Série B, em 2015, com um clube destruído financeiramente e sem elenco, praticamente. Começou do zero com uma gestão comprometida e profissional do presidente Carlos Eduardo Ferreira. Montou um time barato, mas com nomes promissores e encorpou para o retorno à Série A, subindo sem sustos.

Em 2016, foi cotadíssimo para repetir a queda, mas manteve os pés no chão e silenciou opinião pública e parte da imprensa, com uma campanha valorosa e consolidada, chegando à Libertadores da América e apresentando Jair Ventura como um treinador competente. Abriu 2017 eliminando Colo-Colo e Olímpia e terminando em primeiro lugar no seu grupo dificílimo da primeira fase, com a presença do Nacional de Medellín. Também está nas quartas-de-final da Copa do Brasil diante do Atlético-MG.

Claro que ainda não ganhou nada e poderá não ganhar. Mas com cotas bem mais baixas que os adversários e receitas inferiores de patrocínio, o Botafogo aposta em gestão. E tem dado certo, ainda que existam muitas dificuldades financeiras. É quarto colocado do Brasileiro com 15 pontos e 55,6% de aproveitamento com um elenco reduzido. Mérito da comissão técnica, jogadores e diretoria.

Hoje, Arnaldo, Victor Luiz, Bruno Silva, Camilo, Roger e Rodrigo Pimpão passaram de “rodados” a nomes cobiçados no mercado brasileiro. E ainda tem Montillo e uma safra de jovens interessante. Olha, não torço para time nenhum, mas o Botafogo merece meu respeito e minha admiração. Eu gostaria de ver o Botafogo campeão em 2017. Seria o resgaste definitivo de um grande clube com uma história interminável.


Elias confia na ascensão do Galo e acha que é destino não perder para o SP
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Alexandre Praetzel

O Atlético-MG conseguiu a primeira vitória fora de casa, no Brasileiro, e espantou um princípio de crise, com o mau início de competição. O time chegou apenas aos nove pontos em 24 disputados, com aproveitamento de 37,5%. Números bem distantes da capacidade técnica do elenco do Galo. O blog entrevistou o meia Elias, com exclusividade, a respeito das causas do baixo rendimento, a capacidade de reação do grupo e a “sina” de sempre conseguir bons resultados contra o São Paulo. Acompanhem.

Alguma causa principal para o início instável no Brasileiro?

“Acho que, se for analisar friamente, os jogos que a gente fez, não foram assim ruins, não foram para perder. Acho que apenas o do Vitória, a gente jogou muito abaixo, nível de competição foi muito abaixo daquilo que a gente apresentou contra o São Paulo. No Brasileiro, você não pode se dar ao luxo de jogar bem e não vencer. Tem que jogar bem e vencer. É um campeonato muito difícil, mas a gente espera recuperar. Que seja esse ponto de partida para que a gente possa recuperar os pontos perdidos. A gente sabe que pode fazer falta lá na frente, mas essa posição é muito incômoda e a gente sabe que, pela qualidade e pelo empenho que a gente tem nos treinamentos, não merece estar lá”.

O time do Atlético parece mais afeito a mata-matas do que pontos corridos?

“Eu acho que a gente vem sentindo bastante a sequência de jogos. A gente ficou um período no Campeonato Mineiro, jogando só de domingo a domingo e depois mudou drasticamente, jogando quarta e domingo, numa sequência de três a cinco semanas. Eu mesmo fiz 14 jogos seguidos. O Fábio Santos fez 16 e a gente acabou perdendo alguns jogadores principais no nosso time, caso do Fred, que fez falta neste domingo. Só que a gente tem um elenco forte. A gente sabe, com todo o respeito às equipes que a gente perdeu, Vitória e Atlético-PR, mesmo jogando com a equipe modificada, a gente sabia que tinha que vencer, que dava para vencer. Quem quer brigar por título, tem que ir fora e vencer, como a gente veio ao Morumbi e conseguimos uma grande vitória”.

Você não costuma perder para o São Paulo. Alguma explicação especial ou parece destino?

“Acho que é do destino. Igual eu falo, concentração e minha dedicação nos jogos, são sempre as mesmas, independentemente dos adversários. As vezes, um adversário menor, você perde um pouco de concentração, mas a gente tenta se dedicar o máximo. Sei lá, com o São Paulo é uma coisa especial, como o Pelé era com o Corinthians, e assim vai. Fico feliz que consigo ter muito mais vitórias que derrotas. Se não me engano, só perdi uma vez para o São Paulo, pela Libertadores. Espero que isso aí se mantenha até o final da minha carreira, que já começa a caminhar para o fim e espero continuar mantendo esse tabu, se é que eu posso dizer, contra o São Paulo”.

Ainda projetas convocações para a Seleção, um ano antes da Copa do Mundo?

“Sim, acho que conhecendo o Tite, sabendo da forma que ele trabalha, seu jogador que está sendo selecionado, esteja atuando em alto nível, esteja num nível de competição alto. Ele cobra isso nos treinamentos, nos jogos. As vezes, muita coisa pode acontecer. Falta um ano. A distância para a Copa do Mundo vai diminuindo as chances daqueles que estão fora das listas, têm que ser chamados. Então, espero continuar mantendo meu nível aqui e quem sabe, um dia possa voltar à Seleção e se manter até a Copa do Mundo”.

O Atlético-MG está na 15ª colocação. O time enfrenta o Sport, quarta-feira, em Belo Horizonte, e depois pega a Chapecoense, em Chapecó, domingo.


Em 2 finais, Ney Franco se entusiasma com o Sport e se diz “reciclado”
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Alexandre Praetzel

Divulgação/Sport

Ney Franco está de volta aos bons momentos do futebol. Após uma parada na carreira, para viajar e estudar, o treinador assumiu o Sport e está em duas decisões: Copa do Nordeste contra o Bahia e Campeonato Pernambucano diante do Salgueiro. Aos 50 anos, Ney conversou com o blog, com exclusividade, sobre o trabalho atual, novos aprendizados, Diego Souza e a busca por outras conquistas no currículo. Acompanhem.

Por que você ficou um tempo sem trabalhar? Reciclagem ou opção?

“Optei por ficar um ano com a família nos Estados Unidos para estudar inglês e, ao mesmo tempo, dar uma repensada na carreira. Aproveitei para fazer um curso de “Coach” na área de psicologia . Neste período, acompanhei pela TV as competições brasileiras e os jogos das maiores ligas do mundo. Acompanhei também “in loco” alguns jogos no Orlando City, equipe em que joga o Kaká e jogava o Julio Baptista”.

Acha que o Sport é um recomeço de carreira?

“Não falo que é um recomeço, mas, sim, uma continuidade de uma carreira de dez anos, que começou com muitos títulos: Mineiro (pelo Ipatinga, em 2005), Copa do Brasil (pelo Flamengo, em 2006), Carioca (pelo Flamengo, em 2007), Taça Guanabara (pelo Botafogo, em 2008), Brasileiro da Série B (pelo Coritiba, em 2010), Paranaense (pelo Coritiba, em 2010), Sul-Americano Sub-20 (pela Seleção Brasileira, em 2011), Mundial Sub-20 (pela Seleção Brasileira, em 2011) , Copa Sul-Americana (pelo São Paulo, em 2012). O histórico de títulos no início da carreira é bom. Porém, em função de não ter obtido boas temporadas em 2014 e 2015, resolvi parar para o estudo. Ao mesmo tempo, pude reciclar para voltar e dar continuidade a uma carreira, na minha opinião, embora ainda curta, mas vitoriosa”.

Como vê a condição técnica e financeira do clube? Qual a receita para não sofrer na Série A?

“A receita é desenvolver um trabalho com qualidade em todas as áreas do clube. Hoje, o Sport é um clube que tem um elenco interessante, sem atrasos salariais e com premiações em dia. Acho que temos tudo para trabalhar entre as dez primeiras equipes do Brasileirão, sem correr riscos de rebaixamento e, de repente, surpreender com uma classificação para a Libertadores. Em 2013, tive uma experiência interessante com o Vitória. Peguei o time em 16º lugar e terminamos a competição em quinto, brigando até a última rodada por uma vaga na Libertadores”.

O título da Copa do Nordeste consolida a carreira do treinador?

“Seria mais um título inédito no currículo, que ajuda e ajuda os críticos sérios e pesquisadores avaliarem melhor a carreira de um treinador, mas sem serem influenciados por resultados recentes”.

Diego Souza é diferenciado mesmo ou apenas vive grande momento?

“Acho que o Diego é um jogador que vive um bom momento, momento este que o coloca entre os melhores jogadores do Brasil, em totais condições de disputar uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira”.

Trabalhar no Nordeste é diferente ou a pressão é a mesma dos grandes centros?

“A pressão é a mesma, principalmente trabalhando numa equipe como o Sport, que tem uma torcida apaixonada e também conta em sua história com um título brasileiro e também da Copa do Brasil”.

Além das duas decisões, o Sport também disputa a Copa Sul-Americana, com vaga encaminhada para a segunda fase, depois de bater o Danúbio-URU por 3 a 0, em Recife. Na Copa do Brasil, está nas oitavas de final contra o Botafogo. Perdeu o primeiro confronto por 2 a 1, no Rio de Janeiro.

Na Série A do Brasileiro, pega a Ponte Preta, em Campinas, na primeira rodada, no dia 14 de maio.


Ponte Preta mereceu a classificação. Palmeiras pode e deve jogar mais
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Alexandre Praetzel

A Ponte Preta mereceu a classificação para a final do Paulista. Nos 180 minutos, foi superior ao Palmeiras. Fez grande atuação em Campinas e administrou a vantagem de 3 a 0, no Allianz Parque. O fato de ter perdido por 1 a 0, em São Paulo, não diminui o feito da Macaca. É uma equipe bem arrumada na defesa, atua com três volantes e joga em função de Clayson, Lucca e Pottker, com velocidade no contra-ataque. Aranha, que ficou um ano sem jogar no Palmeiras, agora faz um bom campeonato, apesar de falhar no gol de Felipe Melo.

Gilson Kleina assumiu e a Ponte mudou de cara. Passou também pelo Santos, que tem elenco e futebol superior. Parece que o time chega bem mais encorpado à final, em relação a 2008, quando decidiu e perdeu os dois jogos para o Palmeiras. Contra Corinthians ou São Paulo, a Ponte Preta tem condições de encarar o próximo adversário com igualdade de forças. Será que chegou a hora do tão sonhado título, em 117 anos de história? Há possibilidades.

O Palmeiras entra em debate, com uma eliminação inesperada, pelo investimento que fez. Nomes como Guerra, Borja, Michel Bastos, William, Felipe Melo e Raphael Veiga são bons reforços para qualquer time. O Verdão pode jogar mais e evoluir. Eduardo Baptista precisa achar variações de esquema, extraindo as principais qualidades dos seus comandados. Borja chegou como grande nome, mas já foi vaiado e não serve mais para muitos palmeirenses. Assim não dá. Deixem o atacante se adaptar, porque ele é bom jogador. Há elenco e não falta trabalho. Mas o Palmeiras pode e deve jogar mais. Sem essa de que o Estadual não era prioridade. Tanto que houve força máxima nos dois confrontos. Função do técnico, que ainda pode apresentar algo diferente. Vamos ver na Libertadores e Copa do Brasil.


Zago admite ansiedade pelo Grenal e vê Série B como prioridade
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Alexandre Praetzel

O Grenal é um jogo que vale muito mais do que apenas uma vitória. O pré e o pós jogo determinam mudanças ou projetam avanços, dependendo do resultado e das circunstâncias do clássico. Quem ganha, pode arrumar a casa e ter tranquilidade para outras competições. Quem perde, pode entrar em crise e gerar questionamentos internos e externos. Antonio Carlos Zago, técnico do Inter, terá o seu primeiro Grenal. Comanda o Inter, depois do rebaixamento para a Série B do Brasileiro, contra o Grêmio, atual campeão da Copa do Brasil. Em entrevista exclusiva ao blog, Zago admitiu a ansiedade e a importância de passar bem por um dos confrontos de maior rivalidade no futebol mundial. Acompanhem.

Primeiro Grenal como técnico

“Sempre ouvi falar da grande rivalidade no Grenal e no Rs e acabei presenciando isso, trabalhando quase dois anos no Juventude. Agora, terei a oportunidade do meu primeiro Grenal como técnico e estou um pouco ansioso. Sei da importância de ganhar um jogo como esse, até pelo momento do Inter. É um dos clássicos mais importantes que eu vou disputar na minha carreira”.

Grêmio é favorito?

“Se você analisar que o Grêmio ganhou a Copa do Brasil e o Inter foi rebaixado, pode até ser. Mas pelos últimos jogos, a gente vem melhorando e esperamos fazer um duelo de igual para igual. O Grêmio tem uma equipe formada há quase dois anos. Nós estamos em formação. O entrosamento não é o ideal, mas num jogo importante como esse, tudo pode acontecer”.

D’Alessandro

“Não treinou ainda. Vou conversar com ele e ver com os médicos. Num jogo como esse, a gente não pode errar. Temos que ter em campo, todos os jogadores nas suas melhores condições”.

Estratégia

“Desde que eu cheguei nós procuramos uma maneira de jogar. Estamos buscando um esquema ideal, olhando as caraterísticas dos jogadores. Uma equipe que pretende manter a posse de bola mais agressiva, verticalizando um pouco mais. Quando joga com equipes pequenas, tem que propor o jogo. Agora, é contra um grande que propõe mais. De fato, isso pode apresentar mais facilidades. Em cima disso que a gente que vai trabalhar no jogo contra o Grêmio”.

Prioridade é a Série B?

“Lógico que a prioridade é a Série B. Se você perguntar para um grande time, a prioridade é a Série A. Hoje estou treinando o Inter e sempre buscamos títulos. Nas outras competições, não pode ser diferente. Claro que a prioridade é a Série B. Em 2008, no Corinthians, ficamos fora do mata-mata do Paulista, subimos, e chegamos fortes em 2009, ganhando o Paulista e a Copa do Brasil. No Gauchão, nós vamos classificar. Passam oito times. A equipe vem melhorando. Levamos gols contra Caxias e Passo Fundo nos finais dos jogos. Quando as coisas melhoram, a sorte também vem um pouco para o teu lado. Agora, a bola bate no goleiro e sai. No Gauchão, vamos nos classificar entre os oito”.

Mudança de fotografia do time

“Acho que vale para o Inter. Têm jogadores que têm contratos até 2019 e 2020. Você tem que ter um cuidado diferente. Eram patrimônio do clube em 2016 e ainda são agora. A gente vem procurando trocar. Algumas mudanças são importantes, com jogadores chegando com outra motivação. É importante você sempre ter uma troca em final de temporada”.

Victor Cuesta e Marcelo Cirino

“O Cuesta é um jogador com técnica diferente de outros zagueiros. Sabe sair jogando, canhoto, passou pela Seleção Argentina. Vai precisar de um tempo para se adaptar. O Marcelo Cirino é de qualidade, teve excelente começo no Atlético-PR. Quando eu estava no Shaktar Donestk-UCR, tentamos contratá-lo. Vem há dois anos no Flamengo. Se ele vier, queremos que seja o Marcelo Cirino do Atlético-PR, que surgiu muito bem, com muita qualidade. Jogador que atua pelos lados do campo”.

Antonio Carlos Zago assumiu o Inter, em janeiro. No Gaúcho, o time é quinto colocado com seis pontos em cinco jogos. Na Primeira Liga, está classificado para as quartas-de-final e na Copa do Brasil, enfrenta o Sampaio Correa-MA, em dois confrontos pela terceira fase.

 

 


Técnico do Mirassol vê time preparado contra o SP para manter boa campanha
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Alexandre Praetzel

O Mirassol é o único com três vitórias em três jogos, no começo do Campeonato Paulista. A equipe treinada por Moisés Egert veio da Série A2 e surpreendeu os adversários com um futebol organizado e bons nomes, como o meia-atacante Zé Roberto. Em entrevista exclusiva ao blog, Moisés valoriza a pré-temporada e a montagem de um time experiente com jogadores de qualidade, acreditando numa campanha para garantir a permanência do Mirassol na Série A1. Leia abaixo.

Rendimento do Mirassol surpreende?

“Nós entramos no campeonato ou em qualquer competição onde exista a competitividade, a gente se prepara e almeja sempre o melhor, principalmente, sabendo do tamanho e força da Série A1 do Paulista. Desde que nós nos preparamos para o campeonato, sabíamos que teríamos que ser muito precisos em relação às contratações, pela formatação do campeonato, 12 jogos apenas e o objetivo de permanência na primeira divisão e caindo num grupo muito difícil. A equipe fez bons amistosos e conseguimos reforços com perfil, característica, dentro da realidade de um clube do interior, trazendo atletas de um nível bom, de qualidade, para aquilo que exige o Paulista. Começamos a treinar uma pequena parte do grupo, em dezembro, e a maioria do elenco, em janeiro. Como sempre digo, não faço milagre no futebol. Penso que futebol é repetição, a médio e longo prazo, para que as coisas fluam naturalmente. Precisa de tempo para que tenha encaixe, padrão, conjunto, entrosamento, para que eu possa ter um diagnóstico e extrair o melhor e consiga potencializar todas as virtudes e diminuir as deficiências. Na pré-temporada, a equipe deu  uma resposta muito grande pelo desejo, vontade, ambição, a oportunidade de mostrar todo seu valor, trabalho. A equipe nos deixou numa expectativa boa, num campeonato que te dá oportunidade de mostrar o trabalho. Fizemos uma estréia interessante contra o Red Bull, com grande partida, aumentou nossas convicções e nos deu tranquilidade para as duas partidas seguintes diante de Ferroviária e Linense. É uma equipe em formação, em construção, a cada jogo se encontra num cenário diferente e tem dado a resposta. Temos conseguido colocar nosso ritmo e conceito e estamos muito felizes com esse início”.

Retomada do time, após acesso da A2

“Eu estive no processo, desde o início, em 2015, após o título da Copa Paulista pelo Linense e eu vim para o Mirassol, na Série A2. Foi um belo trabalho e conseguimos nosso acesso. Voltei para o Linense para a Série D e retornei ao Mirassol para este Paulista. O Mirassol é um clube muito organizado e sempre teve uma imagem de Série A1, mesmo estando na Série A2. Dá respaldo, tranquilidade e segurança para nós profissionais rendermos e tirarmos o melhor do elenco e atletas. Meu objetivo foi resgatar e reviver grandes histórias. momentos. Fazer o torcedor ver e se identificar com todos os atletas e foi feito isso. Agora, estamos de volta, numa expectativa muito grande. A cidade está muito feliz com nossa volta e estamos muito fortes para fazer um grande Paulista, na Série A1”.

Time tem suporte para aguentar boa sequência?

“As três vitórias e o percentual de permanência na Série A1, principalmente, nos dá uma tranquilidade de 35% e nos garante na primeira divisão, que é realmente o que almejamos. Temos dois jogos fora, difíceis, com São Paulo e São Bernardo, e depois temos Corinthians, em casa. É um teste e uma prova de fogo, mas os meninos têm dado resposta e nós temos total certeza e fé daquilo que planejamos, com uma equipe mesclada com nomes da casa, A2 e precisavam de uma nova oportunidade para estarem voltando a ter destaque nas suas carreiras, atletas que já estiveram em grandes clubes. Vágner, Edson Silva, Paulinho e Zé Roberto são exemplos disso e aquilo que eles têm mostrado, associado ao trabalho, qualidade e vontade de fazer um grande Paulista, acredito sim que possamos ter grandes resultados e manter essa fase boa”.

Jogo contra o São Paulo

“Este jogo é o grande teste para nós. Vamos enfrentar um time comandado pelo Rogério Ceni, um grande ídolo, com muita inteligência, pela sua história, por aquilo que ele fez, tem uma tolerância, paciência, para que ele possa colocar em prática aquilo que ele pensa como futebol, muito bem assessorado. Estamos vendo que ele tem tentado colocar aquilo que é o futebol de hoje, transição, velocidade no passe, variações de esquemas. Acredito que ele está no caminho certo, será um grande adversário. Um grande teste para nós. Sabemos que somos os líderes do grupo com nove pontos, uma oportunidade única de mostramos nosso trabalho. Acredito que as coisas dando certo, mesmo com o Morumbi cheio e a estréia de grandes jogadores, acredito que possamos nos fortalecer de uma maneira grande na competição e alcançarmos até a classificação, quem sabe”.

Modelo de jogo

“Sempre pergunto aos jogadores qual o sistema ideal, numa pré-temporada. É bem simples. Sistema ideal é aquele que vence, mas óbvio que para vencer, existem convicções. É ocupação de espaços, mas eles precisam ser direcionados e norteados. Para isso, temos o trabalho didático, de campo, tecnologia e o melhor de tudo, a repetição, algo que não abro mão. Precisamos atacar e defender com a máxima eficiência e esse equilíbrio, eu tenho procurado. Não abro mão também da estética do jogo. O jogar bem e os resultados andam juntos. Isso faz que com que possamos correr mais que os adversários, estar num nível de concentração maior, ter a coragem de fazer as jogadas, ter a posse de bola, ousadia, criatividade e isso eles têm dado a resposta, como nos últimos três jogos. Como participei da montagem do elenco, desde o início, ficou mais fácil para mim, trazendo jogadores com esse perfil. Hoje, futebol não tem como fugir disso. Eles entendem que todos marcam e todos jogam. Tenho muita certeza que a equipe ainda tem muito a evoluir”.

O Mirassol está no grupo D com nove pontos. Santos e Ponte Preta têm seis pontos e o Audax é o quarto colocado com quatro pontos. Os dois primeiros passam às quartas-de-final.


Pintado espera dureza contra Moto Club e não vê SP como zebra no Paulista
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Alexandre Praetzel

O São Paulo espera um jogo difícil contra o Moto Club-MA, nesta quinta-feira, pela primeira fase da Copa do Brasil. Em jogo único, o tricolor tem a vantagem do empate para passar à segunda fase. O blog entrevistou o auxiliar-técnico Pintado, um dos homens de confiança de Rogério Ceni. Pintado tem convicção no trabalho de Ceni e seus auxiliares estrangeiros, acreditando numa reação imediata da equipe, após a derrota para o Audax, na abertura do Paulista. Leia abaixo.

Início de trabalho de Rogério Ceni

“É um novo momento para todos no clube. A expectativa é muito grande. O bom início, as novidades no planejamento e outros detalhes nos deixam muito esperançosos”.

Diferença entre auxiliares estrangeiros e brasileiros

“A diferença é na apresentação. Os auxiliares são especialistas. O Michael Beale é um treinador de futebol europeu e tem experiência, assim como os profissionais brasileiros têm uma metodologia atualizada. O Charles Hembert sabe como conduzir a logística e as ideias de organização do plano de treinamentos”.

Derrota para o Audax assustou?

“A derrota não assustou e não nos deixa com medo. Tudo está bem claro. Vamos enfrentar os momentos difíceis e os bons momentos com muito trabalho, acreditando no que estamos fazendo”.

Jogo contra o Moto Club

“É um jogo decisivo. O regulamento diz que é apenas um jogo, então temos que jogar com toda força. Jogar com a intensidade que o Rogério exige em todos os treinamentos, esperando um confronto muito difícil”.

Rogério Ceni terá mais paciência do torcedor

“O Rogério terá tempo porque sabe o que está fazendo e todos acreditamos que os resultados virão. Todas as equipes necessitam de ajustes, nós não somos diferentes”.

São Paulo em relação aos rivais

“Só o Palmeiras está acima de todos. Os outros buscam um melhor momento e entrosamento. O São Paulo irá brigar com muita força e coração. Sendo assim, vai disputar para ganhar”.

Reforços

“A diretoria busca opções de reforçar a equipe e será assim todo o ano. Não é fácil encontrar o jogador certo com preço compatível”.

São Paulo é zebra para ganhar o Paulista?

“O São Paulo nunca será zebra. Um clube com toda história e toda massa de torcedores, estrutura, pode sim buscar o primeiro lugar em todas as competições. Nunca menosprezem o São Paulo. A história mostra”.

Pintado chegou ao São Paulo como auxiliar da comissão técnica fixa tricolor, na gestão de Edgardo Bauza. Depois de enfrentar o Moto Club, o tricolor terá Ponte Preta e Santos, na sequência, pelo Paulista.