Blog do Praetzel

Arquivo : trabalho

Gostaria de ver o Botafogo campeão com o renascimento do clube
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Alexandre Praetzel

Chegamos a nove rodadas do Brasileiro com Corinthians e Grêmio como destaques. Sem dúvida, os dois times merecem aplausos pelos desempenhos e farão o grande jogo do fim de semana. No entanto, gostaria de chamar a atenção para o Botafogo. Adoro o Botafogo e sua Estrela Solitária, o símbolo mais bonito do futebol mundial.

O Botafogo disputou a Série B, em 2015, com um clube destruído financeiramente e sem elenco, praticamente. Começou do zero com uma gestão comprometida e profissional do presidente Carlos Eduardo Ferreira. Montou um time barato, mas com nomes promissores e encorpou para o retorno à Série A, subindo sem sustos.

Em 2016, foi cotadíssimo para repetir a queda, mas manteve os pés no chão e silenciou opinião pública e parte da imprensa, com uma campanha valorosa e consolidada, chegando à Libertadores da América e apresentando Jair Ventura como um treinador competente. Abriu 2017 eliminando Colo-Colo e Olímpia e terminando em primeiro lugar no seu grupo dificílimo da primeira fase, com a presença do Nacional de Medellín. Também está nas quartas-de-final da Copa do Brasil diante do Atlético-MG.

Claro que ainda não ganhou nada e poderá não ganhar. Mas com cotas bem mais baixas que os adversários e receitas inferiores de patrocínio, o Botafogo aposta em gestão. E tem dado certo, ainda que existam muitas dificuldades financeiras. É quarto colocado do Brasileiro com 15 pontos e 55,6% de aproveitamento com um elenco reduzido. Mérito da comissão técnica, jogadores e diretoria.

Hoje, Arnaldo, Victor Luiz, Bruno Silva, Camilo, Roger e Rodrigo Pimpão passaram de “rodados” a nomes cobiçados no mercado brasileiro. E ainda tem Montillo e uma safra de jovens interessante. Olha, não torço para time nenhum, mas o Botafogo merece meu respeito e minha admiração. Eu gostaria de ver o Botafogo campeão em 2017. Seria o resgaste definitivo de um grande clube com uma história interminável.


Elias confia na ascensão do Galo e acha que é destino não perder para o SP
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Alexandre Praetzel

O Atlético-MG conseguiu a primeira vitória fora de casa, no Brasileiro, e espantou um princípio de crise, com o mau início de competição. O time chegou apenas aos nove pontos em 24 disputados, com aproveitamento de 37,5%. Números bem distantes da capacidade técnica do elenco do Galo. O blog entrevistou o meia Elias, com exclusividade, a respeito das causas do baixo rendimento, a capacidade de reação do grupo e a “sina” de sempre conseguir bons resultados contra o São Paulo. Acompanhem.

Alguma causa principal para o início instável no Brasileiro?

“Acho que, se for analisar friamente, os jogos que a gente fez, não foram assim ruins, não foram para perder. Acho que apenas o do Vitória, a gente jogou muito abaixo, nível de competição foi muito abaixo daquilo que a gente apresentou contra o São Paulo. No Brasileiro, você não pode se dar ao luxo de jogar bem e não vencer. Tem que jogar bem e vencer. É um campeonato muito difícil, mas a gente espera recuperar. Que seja esse ponto de partida para que a gente possa recuperar os pontos perdidos. A gente sabe que pode fazer falta lá na frente, mas essa posição é muito incômoda e a gente sabe que, pela qualidade e pelo empenho que a gente tem nos treinamentos, não merece estar lá”.

O time do Atlético parece mais afeito a mata-matas do que pontos corridos?

“Eu acho que a gente vem sentindo bastante a sequência de jogos. A gente ficou um período no Campeonato Mineiro, jogando só de domingo a domingo e depois mudou drasticamente, jogando quarta e domingo, numa sequência de três a cinco semanas. Eu mesmo fiz 14 jogos seguidos. O Fábio Santos fez 16 e a gente acabou perdendo alguns jogadores principais no nosso time, caso do Fred, que fez falta neste domingo. Só que a gente tem um elenco forte. A gente sabe, com todo o respeito às equipes que a gente perdeu, Vitória e Atlético-PR, mesmo jogando com a equipe modificada, a gente sabia que tinha que vencer, que dava para vencer. Quem quer brigar por título, tem que ir fora e vencer, como a gente veio ao Morumbi e conseguimos uma grande vitória”.

Você não costuma perder para o São Paulo. Alguma explicação especial ou parece destino?

“Acho que é do destino. Igual eu falo, concentração e minha dedicação nos jogos, são sempre as mesmas, independentemente dos adversários. As vezes, um adversário menor, você perde um pouco de concentração, mas a gente tenta se dedicar o máximo. Sei lá, com o São Paulo é uma coisa especial, como o Pelé era com o Corinthians, e assim vai. Fico feliz que consigo ter muito mais vitórias que derrotas. Se não me engano, só perdi uma vez para o São Paulo, pela Libertadores. Espero que isso aí se mantenha até o final da minha carreira, que já começa a caminhar para o fim e espero continuar mantendo esse tabu, se é que eu posso dizer, contra o São Paulo”.

Ainda projetas convocações para a Seleção, um ano antes da Copa do Mundo?

“Sim, acho que conhecendo o Tite, sabendo da forma que ele trabalha, seu jogador que está sendo selecionado, esteja atuando em alto nível, esteja num nível de competição alto. Ele cobra isso nos treinamentos, nos jogos. As vezes, muita coisa pode acontecer. Falta um ano. A distância para a Copa do Mundo vai diminuindo as chances daqueles que estão fora das listas, têm que ser chamados. Então, espero continuar mantendo meu nível aqui e quem sabe, um dia possa voltar à Seleção e se manter até a Copa do Mundo”.

O Atlético-MG está na 15ª colocação. O time enfrenta o Sport, quarta-feira, em Belo Horizonte, e depois pega a Chapecoense, em Chapecó, domingo.


Em 2 finais, Ney Franco se entusiasma com o Sport e se diz “reciclado”
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Alexandre Praetzel

Divulgação/Sport

Ney Franco está de volta aos bons momentos do futebol. Após uma parada na carreira, para viajar e estudar, o treinador assumiu o Sport e está em duas decisões: Copa do Nordeste contra o Bahia e Campeonato Pernambucano diante do Salgueiro. Aos 50 anos, Ney conversou com o blog, com exclusividade, sobre o trabalho atual, novos aprendizados, Diego Souza e a busca por outras conquistas no currículo. Acompanhem.

Por que você ficou um tempo sem trabalhar? Reciclagem ou opção?

“Optei por ficar um ano com a família nos Estados Unidos para estudar inglês e, ao mesmo tempo, dar uma repensada na carreira. Aproveitei para fazer um curso de “Coach” na área de psicologia . Neste período, acompanhei pela TV as competições brasileiras e os jogos das maiores ligas do mundo. Acompanhei também “in loco” alguns jogos no Orlando City, equipe em que joga o Kaká e jogava o Julio Baptista”.

Acha que o Sport é um recomeço de carreira?

“Não falo que é um recomeço, mas, sim, uma continuidade de uma carreira de dez anos, que começou com muitos títulos: Mineiro (pelo Ipatinga, em 2005), Copa do Brasil (pelo Flamengo, em 2006), Carioca (pelo Flamengo, em 2007), Taça Guanabara (pelo Botafogo, em 2008), Brasileiro da Série B (pelo Coritiba, em 2010), Paranaense (pelo Coritiba, em 2010), Sul-Americano Sub-20 (pela Seleção Brasileira, em 2011), Mundial Sub-20 (pela Seleção Brasileira, em 2011) , Copa Sul-Americana (pelo São Paulo, em 2012). O histórico de títulos no início da carreira é bom. Porém, em função de não ter obtido boas temporadas em 2014 e 2015, resolvi parar para o estudo. Ao mesmo tempo, pude reciclar para voltar e dar continuidade a uma carreira, na minha opinião, embora ainda curta, mas vitoriosa”.

Como vê a condição técnica e financeira do clube? Qual a receita para não sofrer na Série A?

“A receita é desenvolver um trabalho com qualidade em todas as áreas do clube. Hoje, o Sport é um clube que tem um elenco interessante, sem atrasos salariais e com premiações em dia. Acho que temos tudo para trabalhar entre as dez primeiras equipes do Brasileirão, sem correr riscos de rebaixamento e, de repente, surpreender com uma classificação para a Libertadores. Em 2013, tive uma experiência interessante com o Vitória. Peguei o time em 16º lugar e terminamos a competição em quinto, brigando até a última rodada por uma vaga na Libertadores”.

O título da Copa do Nordeste consolida a carreira do treinador?

“Seria mais um título inédito no currículo, que ajuda e ajuda os críticos sérios e pesquisadores avaliarem melhor a carreira de um treinador, mas sem serem influenciados por resultados recentes”.

Diego Souza é diferenciado mesmo ou apenas vive grande momento?

“Acho que o Diego é um jogador que vive um bom momento, momento este que o coloca entre os melhores jogadores do Brasil, em totais condições de disputar uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira”.

Trabalhar no Nordeste é diferente ou a pressão é a mesma dos grandes centros?

“A pressão é a mesma, principalmente trabalhando numa equipe como o Sport, que tem uma torcida apaixonada e também conta em sua história com um título brasileiro e também da Copa do Brasil”.

Além das duas decisões, o Sport também disputa a Copa Sul-Americana, com vaga encaminhada para a segunda fase, depois de bater o Danúbio-URU por 3 a 0, em Recife. Na Copa do Brasil, está nas oitavas de final contra o Botafogo. Perdeu o primeiro confronto por 2 a 1, no Rio de Janeiro.

Na Série A do Brasileiro, pega a Ponte Preta, em Campinas, na primeira rodada, no dia 14 de maio.


Ponte Preta mereceu a classificação. Palmeiras pode e deve jogar mais
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Alexandre Praetzel

A Ponte Preta mereceu a classificação para a final do Paulista. Nos 180 minutos, foi superior ao Palmeiras. Fez grande atuação em Campinas e administrou a vantagem de 3 a 0, no Allianz Parque. O fato de ter perdido por 1 a 0, em São Paulo, não diminui o feito da Macaca. É uma equipe bem arrumada na defesa, atua com três volantes e joga em função de Clayson, Lucca e Pottker, com velocidade no contra-ataque. Aranha, que ficou um ano sem jogar no Palmeiras, agora faz um bom campeonato, apesar de falhar no gol de Felipe Melo.

Gilson Kleina assumiu e a Ponte mudou de cara. Passou também pelo Santos, que tem elenco e futebol superior. Parece que o time chega bem mais encorpado à final, em relação a 2008, quando decidiu e perdeu os dois jogos para o Palmeiras. Contra Corinthians ou São Paulo, a Ponte Preta tem condições de encarar o próximo adversário com igualdade de forças. Será que chegou a hora do tão sonhado título, em 117 anos de história? Há possibilidades.

O Palmeiras entra em debate, com uma eliminação inesperada, pelo investimento que fez. Nomes como Guerra, Borja, Michel Bastos, William, Felipe Melo e Raphael Veiga são bons reforços para qualquer time. O Verdão pode jogar mais e evoluir. Eduardo Baptista precisa achar variações de esquema, extraindo as principais qualidades dos seus comandados. Borja chegou como grande nome, mas já foi vaiado e não serve mais para muitos palmeirenses. Assim não dá. Deixem o atacante se adaptar, porque ele é bom jogador. Há elenco e não falta trabalho. Mas o Palmeiras pode e deve jogar mais. Sem essa de que o Estadual não era prioridade. Tanto que houve força máxima nos dois confrontos. Função do técnico, que ainda pode apresentar algo diferente. Vamos ver na Libertadores e Copa do Brasil.


Zago admite ansiedade pelo Grenal e vê Série B como prioridade
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Alexandre Praetzel

O Grenal é um jogo que vale muito mais do que apenas uma vitória. O pré e o pós jogo determinam mudanças ou projetam avanços, dependendo do resultado e das circunstâncias do clássico. Quem ganha, pode arrumar a casa e ter tranquilidade para outras competições. Quem perde, pode entrar em crise e gerar questionamentos internos e externos. Antonio Carlos Zago, técnico do Inter, terá o seu primeiro Grenal. Comanda o Inter, depois do rebaixamento para a Série B do Brasileiro, contra o Grêmio, atual campeão da Copa do Brasil. Em entrevista exclusiva ao blog, Zago admitiu a ansiedade e a importância de passar bem por um dos confrontos de maior rivalidade no futebol mundial. Acompanhem.

Primeiro Grenal como técnico

“Sempre ouvi falar da grande rivalidade no Grenal e no Rs e acabei presenciando isso, trabalhando quase dois anos no Juventude. Agora, terei a oportunidade do meu primeiro Grenal como técnico e estou um pouco ansioso. Sei da importância de ganhar um jogo como esse, até pelo momento do Inter. É um dos clássicos mais importantes que eu vou disputar na minha carreira”.

Grêmio é favorito?

“Se você analisar que o Grêmio ganhou a Copa do Brasil e o Inter foi rebaixado, pode até ser. Mas pelos últimos jogos, a gente vem melhorando e esperamos fazer um duelo de igual para igual. O Grêmio tem uma equipe formada há quase dois anos. Nós estamos em formação. O entrosamento não é o ideal, mas num jogo importante como esse, tudo pode acontecer”.

D’Alessandro

“Não treinou ainda. Vou conversar com ele e ver com os médicos. Num jogo como esse, a gente não pode errar. Temos que ter em campo, todos os jogadores nas suas melhores condições”.

Estratégia

“Desde que eu cheguei nós procuramos uma maneira de jogar. Estamos buscando um esquema ideal, olhando as caraterísticas dos jogadores. Uma equipe que pretende manter a posse de bola mais agressiva, verticalizando um pouco mais. Quando joga com equipes pequenas, tem que propor o jogo. Agora, é contra um grande que propõe mais. De fato, isso pode apresentar mais facilidades. Em cima disso que a gente que vai trabalhar no jogo contra o Grêmio”.

Prioridade é a Série B?

“Lógico que a prioridade é a Série B. Se você perguntar para um grande time, a prioridade é a Série A. Hoje estou treinando o Inter e sempre buscamos títulos. Nas outras competições, não pode ser diferente. Claro que a prioridade é a Série B. Em 2008, no Corinthians, ficamos fora do mata-mata do Paulista, subimos, e chegamos fortes em 2009, ganhando o Paulista e a Copa do Brasil. No Gauchão, nós vamos classificar. Passam oito times. A equipe vem melhorando. Levamos gols contra Caxias e Passo Fundo nos finais dos jogos. Quando as coisas melhoram, a sorte também vem um pouco para o teu lado. Agora, a bola bate no goleiro e sai. No Gauchão, vamos nos classificar entre os oito”.

Mudança de fotografia do time

“Acho que vale para o Inter. Têm jogadores que têm contratos até 2019 e 2020. Você tem que ter um cuidado diferente. Eram patrimônio do clube em 2016 e ainda são agora. A gente vem procurando trocar. Algumas mudanças são importantes, com jogadores chegando com outra motivação. É importante você sempre ter uma troca em final de temporada”.

Victor Cuesta e Marcelo Cirino

“O Cuesta é um jogador com técnica diferente de outros zagueiros. Sabe sair jogando, canhoto, passou pela Seleção Argentina. Vai precisar de um tempo para se adaptar. O Marcelo Cirino é de qualidade, teve excelente começo no Atlético-PR. Quando eu estava no Shaktar Donestk-UCR, tentamos contratá-lo. Vem há dois anos no Flamengo. Se ele vier, queremos que seja o Marcelo Cirino do Atlético-PR, que surgiu muito bem, com muita qualidade. Jogador que atua pelos lados do campo”.

Antonio Carlos Zago assumiu o Inter, em janeiro. No Gaúcho, o time é quinto colocado com seis pontos em cinco jogos. Na Primeira Liga, está classificado para as quartas-de-final e na Copa do Brasil, enfrenta o Sampaio Correa-MA, em dois confrontos pela terceira fase.

 

 


Técnico do Mirassol vê time preparado contra o SP para manter boa campanha
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Alexandre Praetzel

O Mirassol é o único com três vitórias em três jogos, no começo do Campeonato Paulista. A equipe treinada por Moisés Egert veio da Série A2 e surpreendeu os adversários com um futebol organizado e bons nomes, como o meia-atacante Zé Roberto. Em entrevista exclusiva ao blog, Moisés valoriza a pré-temporada e a montagem de um time experiente com jogadores de qualidade, acreditando numa campanha para garantir a permanência do Mirassol na Série A1. Leia abaixo.

Rendimento do Mirassol surpreende?

“Nós entramos no campeonato ou em qualquer competição onde exista a competitividade, a gente se prepara e almeja sempre o melhor, principalmente, sabendo do tamanho e força da Série A1 do Paulista. Desde que nós nos preparamos para o campeonato, sabíamos que teríamos que ser muito precisos em relação às contratações, pela formatação do campeonato, 12 jogos apenas e o objetivo de permanência na primeira divisão e caindo num grupo muito difícil. A equipe fez bons amistosos e conseguimos reforços com perfil, característica, dentro da realidade de um clube do interior, trazendo atletas de um nível bom, de qualidade, para aquilo que exige o Paulista. Começamos a treinar uma pequena parte do grupo, em dezembro, e a maioria do elenco, em janeiro. Como sempre digo, não faço milagre no futebol. Penso que futebol é repetição, a médio e longo prazo, para que as coisas fluam naturalmente. Precisa de tempo para que tenha encaixe, padrão, conjunto, entrosamento, para que eu possa ter um diagnóstico e extrair o melhor e consiga potencializar todas as virtudes e diminuir as deficiências. Na pré-temporada, a equipe deu  uma resposta muito grande pelo desejo, vontade, ambição, a oportunidade de mostrar todo seu valor, trabalho. A equipe nos deixou numa expectativa boa, num campeonato que te dá oportunidade de mostrar o trabalho. Fizemos uma estréia interessante contra o Red Bull, com grande partida, aumentou nossas convicções e nos deu tranquilidade para as duas partidas seguintes diante de Ferroviária e Linense. É uma equipe em formação, em construção, a cada jogo se encontra num cenário diferente e tem dado a resposta. Temos conseguido colocar nosso ritmo e conceito e estamos muito felizes com esse início”.

Retomada do time, após acesso da A2

“Eu estive no processo, desde o início, em 2015, após o título da Copa Paulista pelo Linense e eu vim para o Mirassol, na Série A2. Foi um belo trabalho e conseguimos nosso acesso. Voltei para o Linense para a Série D e retornei ao Mirassol para este Paulista. O Mirassol é um clube muito organizado e sempre teve uma imagem de Série A1, mesmo estando na Série A2. Dá respaldo, tranquilidade e segurança para nós profissionais rendermos e tirarmos o melhor do elenco e atletas. Meu objetivo foi resgatar e reviver grandes histórias. momentos. Fazer o torcedor ver e se identificar com todos os atletas e foi feito isso. Agora, estamos de volta, numa expectativa muito grande. A cidade está muito feliz com nossa volta e estamos muito fortes para fazer um grande Paulista, na Série A1”.

Time tem suporte para aguentar boa sequência?

“As três vitórias e o percentual de permanência na Série A1, principalmente, nos dá uma tranquilidade de 35% e nos garante na primeira divisão, que é realmente o que almejamos. Temos dois jogos fora, difíceis, com São Paulo e São Bernardo, e depois temos Corinthians, em casa. É um teste e uma prova de fogo, mas os meninos têm dado resposta e nós temos total certeza e fé daquilo que planejamos, com uma equipe mesclada com nomes da casa, A2 e precisavam de uma nova oportunidade para estarem voltando a ter destaque nas suas carreiras, atletas que já estiveram em grandes clubes. Vágner, Edson Silva, Paulinho e Zé Roberto são exemplos disso e aquilo que eles têm mostrado, associado ao trabalho, qualidade e vontade de fazer um grande Paulista, acredito sim que possamos ter grandes resultados e manter essa fase boa”.

Jogo contra o São Paulo

“Este jogo é o grande teste para nós. Vamos enfrentar um time comandado pelo Rogério Ceni, um grande ídolo, com muita inteligência, pela sua história, por aquilo que ele fez, tem uma tolerância, paciência, para que ele possa colocar em prática aquilo que ele pensa como futebol, muito bem assessorado. Estamos vendo que ele tem tentado colocar aquilo que é o futebol de hoje, transição, velocidade no passe, variações de esquemas. Acredito que ele está no caminho certo, será um grande adversário. Um grande teste para nós. Sabemos que somos os líderes do grupo com nove pontos, uma oportunidade única de mostramos nosso trabalho. Acredito que as coisas dando certo, mesmo com o Morumbi cheio e a estréia de grandes jogadores, acredito que possamos nos fortalecer de uma maneira grande na competição e alcançarmos até a classificação, quem sabe”.

Modelo de jogo

“Sempre pergunto aos jogadores qual o sistema ideal, numa pré-temporada. É bem simples. Sistema ideal é aquele que vence, mas óbvio que para vencer, existem convicções. É ocupação de espaços, mas eles precisam ser direcionados e norteados. Para isso, temos o trabalho didático, de campo, tecnologia e o melhor de tudo, a repetição, algo que não abro mão. Precisamos atacar e defender com a máxima eficiência e esse equilíbrio, eu tenho procurado. Não abro mão também da estética do jogo. O jogar bem e os resultados andam juntos. Isso faz que com que possamos correr mais que os adversários, estar num nível de concentração maior, ter a coragem de fazer as jogadas, ter a posse de bola, ousadia, criatividade e isso eles têm dado a resposta, como nos últimos três jogos. Como participei da montagem do elenco, desde o início, ficou mais fácil para mim, trazendo jogadores com esse perfil. Hoje, futebol não tem como fugir disso. Eles entendem que todos marcam e todos jogam. Tenho muita certeza que a equipe ainda tem muito a evoluir”.

O Mirassol está no grupo D com nove pontos. Santos e Ponte Preta têm seis pontos e o Audax é o quarto colocado com quatro pontos. Os dois primeiros passam às quartas-de-final.


Pintado espera dureza contra Moto Club e não vê SP como zebra no Paulista
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Alexandre Praetzel

O São Paulo espera um jogo difícil contra o Moto Club-MA, nesta quinta-feira, pela primeira fase da Copa do Brasil. Em jogo único, o tricolor tem a vantagem do empate para passar à segunda fase. O blog entrevistou o auxiliar-técnico Pintado, um dos homens de confiança de Rogério Ceni. Pintado tem convicção no trabalho de Ceni e seus auxiliares estrangeiros, acreditando numa reação imediata da equipe, após a derrota para o Audax, na abertura do Paulista. Leia abaixo.

Início de trabalho de Rogério Ceni

“É um novo momento para todos no clube. A expectativa é muito grande. O bom início, as novidades no planejamento e outros detalhes nos deixam muito esperançosos”.

Diferença entre auxiliares estrangeiros e brasileiros

“A diferença é na apresentação. Os auxiliares são especialistas. O Michael Beale é um treinador de futebol europeu e tem experiência, assim como os profissionais brasileiros têm uma metodologia atualizada. O Charles Hembert sabe como conduzir a logística e as ideias de organização do plano de treinamentos”.

Derrota para o Audax assustou?

“A derrota não assustou e não nos deixa com medo. Tudo está bem claro. Vamos enfrentar os momentos difíceis e os bons momentos com muito trabalho, acreditando no que estamos fazendo”.

Jogo contra o Moto Club

“É um jogo decisivo. O regulamento diz que é apenas um jogo, então temos que jogar com toda força. Jogar com a intensidade que o Rogério exige em todos os treinamentos, esperando um confronto muito difícil”.

Rogério Ceni terá mais paciência do torcedor

“O Rogério terá tempo porque sabe o que está fazendo e todos acreditamos que os resultados virão. Todas as equipes necessitam de ajustes, nós não somos diferentes”.

São Paulo em relação aos rivais

“Só o Palmeiras está acima de todos. Os outros buscam um melhor momento e entrosamento. O São Paulo irá brigar com muita força e coração. Sendo assim, vai disputar para ganhar”.

Reforços

“A diretoria busca opções de reforçar a equipe e será assim todo o ano. Não é fácil encontrar o jogador certo com preço compatível”.

São Paulo é zebra para ganhar o Paulista?

“O São Paulo nunca será zebra. Um clube com toda história e toda massa de torcedores, estrutura, pode sim buscar o primeiro lugar em todas as competições. Nunca menosprezem o São Paulo. A história mostra”.

Pintado chegou ao São Paulo como auxiliar da comissão técnica fixa tricolor, na gestão de Edgardo Bauza. Depois de enfrentar o Moto Club, o tricolor terá Ponte Preta e Santos, na sequência, pelo Paulista.


Ceni tem bom início de trabalho. São Paulo precisa de mais três reforços
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Alexandre Praetzel

Acompanhei a decisão da Flórida Cup entre São Paulo e Corinthians. Gostei da movimentação dos dois times no primeiro tempo, apesar da virilidade excessiva em algumas jogadas. O tricolor foi superior, com mais posse de bola e alternativas ofensivas. O Corinthians praticamente não chegou à área são-paulina.

Na segunda etapa, com várias mudanças nas duas equipes, o Corinthians equilibrou a partida e perdeu três boas oportunidades de gols, apresentando uma melhora na criação de jogadas do meio-campo. O São Paulo pareceu mais cansado, mas em nenhum momento abdicou de buscar o ataque.

Com a decisão nos pênaltis, brilhou o goleiro Sidão. O São Paulo encarou a conquista com entusiasmo de quem não ganhava um título há muito tempo. Acho que o fato de ter vencido o tradicional rival, aumentou a importância do troféu.

Sigo com a opinião de que resultados pouco importam na pré-temporada, mas não posso deixar de registrar o início de trabalho de Rogério Ceni. Foram 15 dias de treinamentos intensos, adotando novos métodos e procurando extrair o máximo de cada atleta. Pelas declarações dos são-paulinos, um começo promissor e bastante otimista para o time alcançar resultados expressivos, durante o ano. Resta saber se haverá fôlego e comprometimento para manter todos no limite. Os resultados de campo determinarão as análises mais uma vez. Do presidente ao mais humilde torcedor. Não dá para esconder que o São Paulo precisa de mais um meia, um lateral-esquerdo e um centroavante.

No Corinthians, foram apenas nove dias de trabalhos. Fábio Carille tem objetivos claros para reconduzir o grupo ao estilo de jogo do ex-técnico Tite. A dúvida é se irá conseguir com os nomes que tem à disposição. Claramente, um meia e um atacante são fundamentais para acertar a equipe.

 


Vitória investe em reforços para reduzir diferença de Sudeste/Sul
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Alexandre Praetzel

O Vitória foi um dos clubes que agitou o mercado da bola neste início de ano e contratou jogadores conhecidos e experientes no futebol brasileiro. Os destaques são o meia Cleiton Xavier e os argentinos Dátolo e Pisculichi. Ainda chegaram os laterais Leandro Salino e Geferson, o zagueiro Alan Costa, o meia Gabriel Xavier e o atacante Paulinho. O diretor de futebol, Sinval Vieira, conversou com o blog sobre os investimentos feitos, a projeção para 2017 e a tentativa de diminuir a diferença para os adversários das regiões Sudeste e Sul. Acompanhe abaixo.

Investimentos em jogadores mais experientes

“O clube precisava de jogadores com bom currículo, vencedores. Coincidentemente, alguns atletas escolhidos estão nessa faixa de idade de 30 anos. Porém, não são todos. O Vitória também fez contratações de jovens jogadores. São atletas, acima de tudo, vencedores. Esse é o perfil que desejávamos”.

Investidores participando das contratações

“Sem investidores. Financeiramente, somos um clube equilibrado atualmente. Toda a preparação do elenco foi feita com recursos do Vitória”.

Projeção para a temporada

“Evidentemente que começando a pré-temporada não só com um time, mas com um elenco qualificado, estamos desejando brigar por posições muito melhores, em todas as competições. Começamos o ano com o time que acreditamos ser muito forte”.

Renovação com Argel

“Ele tinha um elenco que não era dos melhores no ano passado e se manteve na primeira divisão, foi muito eficiente. A escolha da renovação de Argel também passou por ele conhecer parte do elenco atual”.

Volta do Bahia à Série A é importante para o Vitória?

“Não faz diferença para nós. Para o futebol da Bahia, sim. Os dois grandes clubes na primeira divisão evidentemente é muito bom para o estado”.

Futebol nordestino virou coadjuvante na Série A

“Os números mostram isso. Por mais duro que seja, os números mostram isso. A gente tem que trabalhar muito para que isso seja revertido o mais rápido possível”.

Caminho para diminuir a diferença para Sudeste/Sul

“Mais trabalho e competência. Temos que trabalhar até mais que o gestor do Sul, que tem maior poderio econômico para facilitar o trabalho. É trabalhar mais”.

Saída de Marinho

“O empresário queria dar um valor abaixo do previsto em contrato e não aceitamos. O valor da cláusula tinha que ser respeitado. Isso aconteceu posteriormente e estamos concluindo a transferência”.

Marinho foi para o Changchun Yatai da China por cinco milhões de euros(R$ 17 milhões). O ex-jogador do Vitória assinou contrato de três anos com o clube chinês.

Em 2017, o Vitória vai disputar o Campeonato Baiano, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série A do Brasileiro.


Guto Ferreira confirma contato do Corinthians, sem evolução nas conversas
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Alexandre Praetzel

Guto Ferreira confirmou que foi procurado pelo Corinthians, nos últimos dias. Não houve evolução nas conversas entre a diretoria corintiana e o empresário do treinador, Adriano Spadotto. Guto está satisfeito no Bahia, mas não descarta o Corinthians, em outra oportunidade. O técnico levou o Bahia de volta à Série A, em 2017, e promete buscar resultados maiores à frente da equipe. Leia abaixo a entrevista exclusiva concedida ao blog.

Corinthians

“O Corinthians até procurou meu representante, mas eu tenho contrato com o Bahia. Houve procura, mas não houve evolução nas conversas”.

Pensou em trocar de time

“Quem não quer trabalhar num clube como o Corinthians? Mas eu tenho um compromisso com o Bahia. Não é só questão de eu querer, estou feliz no Bahia. Tenho identificação grande com o torcedor e também aspiro um dia trabalhar no Corinthians. Isso passaria por uma série de situações e acabou não evoluindo”.

Bahia

“Tivemos um projeto que iniciamos no meio do ano. Primeiro estágio era o acesso e o objetivo foi alcançado mesmo com todas as dificuldades em pegar o time no meio da competição. Agora, existe um planejamento dentro da Série A, onde temos o objetivo de fazer um ano de 2017 bom e vamos trabalhar por esses objetivos”.

Competitividade

“Nós estamos trabalhando para montar um time competitivo. Se não for competitivo no futebol mundial, não se estabelece. Tem muita gente trabalhando para termos um time assim. Têm jogadores que o clube está procurando renovar e também contratar. Tudo são passos. Em se tratando do Bahia, o torcedor quer sempre o melhor e nós também. Temos estágios a serem percorridos e o mínimo é permanecer na Série A. Depois, estando bem, o objetivo é chegar mais longe, dentro de um processo evolutivo. Vamos estruturar a equipe. Tem duas competições regionais onde o Bahia tem que trabalhar bem”.

Estudar ou não como técnico

“Eu acho que cada um faz as suas escolhas. Vou responder com uma frase que me marcou: Você faz suas escolhas e as suas escolhas fazem você. Para aqueles que pensam que não precisa estudar, eles devem ter uma linha de pensamento e alguma diretriz. Não estou buscando nenhuma receita de bola, não. Vou lá ver o que está sendo diferente. Vou conhecer estrutura física, pessoal, parte de mídia, marketing, como se realiza o jogo e o futebol, o que ocorre dentro e em que condições está acontecendo. Fui lá observar. Não fui para me pós-graduar. Sempre se assimila alguma coisa. Quero estudar e aprender sempre. Quem sabe desta maneira consigo com o exercício da prática, gerar uma teoria com uma base de prática mais qualificada”.

Preconceito com futebol nordestino

“Não vou falar em resistência da mídia. O Bahia teve uma repercussão importante na Série B. O Bahia busca se reorganizar a cada dia, com mais crescimento. Me impressiona a participação dos torcedores nos jogos, famílias dentro dos estádios. Não há violência na torcida. Estou falando do Bahia. Não posso falar pelos outros. À medida que os resultados vão sendo alcançados, a repercussão vai aumentando, não importa onde você esteja trabalhando. Logicamente, o eixo Rio-SP repercute mais pelos principais meios de comunicação. Algo normal”.

Pronto para time grande

“Eu acho que o Bahia já é em termos de pressão e tamanho em torcida e massa associativa. Pode não estar entre os 12 grandes, mas é bicampeão brasileiro. Estou pronto sim. Não tenho medo. Vamos trabalhar muito, buscar mais e mais conhecimento para conseguir atingir objetivos ao final de cada temporada. É uma responsabilidade muito grande, mas não tenho medo”.

Não ter sido ex-jogador atrapalha

“É um ser humano igual aos outros. Não dificulta em nada. Se for ver esse lado, tenho dois auxiliares ex-jogadores que participam de toda a integração de trabalho. Acho que as linhas de pensamentos, onde existem acadêmicos muito bons profissionais que conseguem transformar teoria em prática. Existem medianos e ruins. Há ex-jogadores com posturas acadêmicas e são qualificados e outros que não conseguem ter comando. São tantas características para ser tornar um treinador com resultado final, isso que teria que ser debatido. Quais esses perfis? Liderança, postura, conhecimento. Uns mais teóricos e outros mais práticos. O que vale é a capacidade, independentemente de onde ele vem”.

Viagem à Alemanha

“Fiquei 17 dias por lá, agora em dezembro. Assisti três jogos da primeira e um jogo da segunda divisão. Jogo muito intenso, alinhado, muito tático. Os caras não ganharam a Copa à toa. Você vê muito planejamento de anos para cá. A Bundesliga, dentro do trabalho de formação, as academias são classificadas em uma, duas e três estrelas. As cotas de TV são repassadas para esta academia, de acordo com tua classificação. Ano a ano tem uma fiscalização da Confederação em cima de predicados e resultados. O que mais impressiona é a questão cultural, como todos exercem as funções. Não há interferência externa. O Hoffenheim, por exemplo. Tem um CT só para Sub-12, 13 e outro CT para 13, 14 e 15 com três campos e prédio de cinco andares com toda estrutura. Tem um outro CT para 17, 18 e 19 e um outro para Sub-23 e time principal. Tem treinamento até de visão periférica, para aprimorar reflexo e escolha rápida. Uma arena para 32 mil pessoas. O técnico tem 29 anos e o diretor esportivo, pouco mais de 30. O Hoffenheim seria a Chapecoense, aqui no Brasil, pelo tamanho, estrutura e repercussão”.

Aos 51 anos, Guto Ferreira tem contrato com o Bahia, até dezembro de 2017. A multa rescisória é de R$ 1 milhão. Guto surgiu no futebol trabalhando na base de São Paulo e Inter. Treinou Inter, Ponte Preta e Chapecoense, até chegar ao Bahia, entre outras equipes.