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Felipe Melo defende Valentim e não vê ano fracassado no Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Felipe Melo foi trazido como grande reforço para a temporada de 2017. Era para ser o líder do time no vestiário e uma espécie de xerife, dentro de campo. Depois de muitas polêmicas, perdeu espaço após detonar o técnico Cuca, em áudio vazado na internet. Treinou separado e quase deixou o Palmeiras, em um acordo judicial. Mas ficou, voltou a treinar e retornou ao time, ainda com Cuca como treinador. Cuca saiu e Alberto Valentim assumiu a equipe. Felipe Melo foi escalado como titular nas duas últimas partidas e parece que recuperou sua importância perante diretoria e torcida. O blog conversou sobre o futuro no Palmeiras, com contrato e investimentos feito no elenco, além do trabalho de Valentim. Leiam abaixo.

Você quer permanecer no Palmeiras?

Tenho mais dois anos de contrato aqui e da minha boca, vocês nunca escutaram falar de uma possível saída. A minha ideia foi sempre continuar no Palmeiras. Eu vim para cá, minha família aprendeu a gostar do Palmeiras, tenho aprendido a cada dia, amar mais o Palmeiras, o torcedor palmeirense. Não é fácil você chegar num clube como esse, com uma torcida tão apaixonada e que cobra tanto e em pouco tempo, você conquistar essa torcida. Então, o mínimo que eu tenho o que fazer é continuar aqui e ser campeão com eles.

O ano foi um fracasso pela falta de títulos e grandes investimentos?

Mas essa é uma responsabilidade que nós colocamos nas nossas costas, desnecessária. Você pega clubes europeus, que gastam milhares, milhares de euros e não ganham. Por quê? Porque existem outros grandes clubes também. Corinthians é um grande clube, Santos, Grêmio, então a gente tem que entender que são 11 contra 11, quando a gente entra em campo. Não são 50 milhões contra 20 ou dez milhões. Você pega o Leicester, que foi campeão na temporada retrasada na Inglaterra. Você vai dizer que o Manchester City e o Chelsea deram vexame? Não, classificaram para a Champions League. Nós classificamos para a Libertadores e o importante é a gente entender nossos erros e não cometê-los no futuro próximo.

O novo treinador tem que ser um profissional com experiência e história ou Valentim aguenta o Palmeiras?

Olha só. O Neymar, maior ídolo brasileiro da atualidade, foi colocado para jogar com 16, 17 anos. Se não colocassem para jogar, de repente não viraria o Neymar. Ah, está muito jovem e tal. Colocou e o cara rendeu. O Guardiola assumiu o Barcelona quando era jovem e foi campeão no Barcelona. Acho que tem que dar tempo ao tempo. O Alberto é um treinador que eu tenho muito respeito e admiração. Acho que é um cara que tem as ideias muito claras, daquilo que ele gosta. Acho que tem sim, dar uma moral para ele porque o grupo gosta dele. É um cara amigo dos jogadores, não é estrela e isso é muito importante. Gosta de vencer, quer vencer e é muito inteligente.

Valentim tem o apoio dos líderes do elenco, mas a tendência é que não seja efetivado como técnico, em 2018. Felipe Melo disputou 31 jogos e marcou dois gols. Tem contrato até o final de 2019.


Carpegiani sempre foi bom técnico, mas sofre com preconceito
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Alexandre Praetzel

Paulo César Carpegiani foi um senhor jogador de futebol. Um grande meio-campista com passagens vitoriosas por Inter e Flamengo, os dois únicos times em que jogou. Virou técnico do próprio Flamengo, aos 32 anos, após encerrar a carreira por lesão. Tinha um timaço na mão e não decepcionou. Campeão da América e do Mundo, em 1981, e Campeão Brasileiro, em 1982. Seguiu sua vida como treinador.

Com rápidas passagens pelo Inter e Palmeiras, na década de 80 e início de 90, Carpegiani se firmou no Cerro Porteño do Paraguai. Fez bons trabalhos e assumiu a Seleção, em 1996, chamando a atenção de todos com a boa campanha paraguaia na Copa do Mundo da França, em 1998. Caiu na prorrogação com morte súbita para os donos da casa, num dos jogos mais dramáticos da história dos Mundiais. Sua equipe tinha Chilavert, Arce e Gamarra.

Em 1999, assumiu o São Paulo. Mudou jogadores de posições e tentou variações táticas diferentes. Foi rotulado de “Professor Pardal”, o personagem de invenções mirabolantes da Disney. O grupo tricolor era muito bom. Foi eliminado pelo Corinthians, duas vezes, nas semifinais do Paulista e Brasileiro. O carimbo injusto pegou.

Carpegiani rodou por alguns clubes, mas não conseguiu mais grandes títulos, apesar de bons trabalhos. Treinou o Corinthians, em 2007, mas foi dispensado no meio do Brasileiro, depois de bom começo. Em 2010, voltou ao São Paulo, onde revelou Rodrigo Caio. Uma goleada para o Corinthians e a resistência em escalar Rivaldo, reduziram sua segunda passagem pelo Morumbi.

Agora, seis anos depois, ressurgiu no Bahia, contratado para tirar o tricolor da ameaça de rebaixamento. Em nove jogos, são cinco vitórias, três empates e uma derrota. Não só confirmou a permanência do Bahia, como colocou o elenco na briga por uma vaga à Libertadores da América, em 2018. O Bahia bateu Corinthians e Santos com autoridade, num esquema ofensivo e com velocidade.

Carpegiani parece que se renovou. Mostra alegria na área técnica, durante as partidas. Não fica esperando os adversários e joga um futebol para a frente, aproveitando as principais características do seu grupo. Seus detratores costumam dizer que Carpegiani é de “tiro curto” porque perde a paciência muito fácil com os jogadores mimados de hoje. Conheço Carpegiani há anos. Sempre foi um cidadão na sua postura e comportamento. Nunca o vi discutindo ou detonando algum atleta. Vejo isso como puro preconceito com um cara que ficou marcado por um trabalho sem resultados no São Paulo.

Alguns clubes estão buscando treinadores. Não entendo o porquê Carpegiani não é cotado. Acho que seria bom nome para Palmeiras ou Inter, por exemplo. Com 68 anos, tem experiência de vestiário e conhece futebol. E não é “Medalhão”, como muitos gostam de definir profissionais mais antigos. Aprendi a não ser definitivo com ninguém. E Carpegiani prova que ainda tem lenha para queimar. Parabéns pelo trabalho no Bahia.


Dracena elogia Valentim e pede paciência para resultados em 2018
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras terminará 2017 sem títulos, após conquistar o Campeonato Brasileiro, em 2016. A pressão aumentou porque o clube gastou mais de R$ 100 milhões em contratações. O time caiu nas semifinais do Paulista, nas oitavas da Libertadores da América, quartas-de-final da Copa do Brasil e vai encerrar a Série A entre os quatro primeiros colocados, provavelmente. Os jogadores foram cobrados por uniformizados, antes da partida contra o Flamengo, pelos maus resultados diante de Corinthians e Vitória. A resposta veio dentro de campo com a vitória de 2 a 0. O blog conversou com Edu Dracena sobre esse momento do Verdão. Confira a seguir.

É justo cobrar o Palmeiras pelos investimentos feitos, sem títulos em campo?

É difícil você falar em números porque o futebol não é uma ciência exata que você tem quantos milhões e será campeão. É lógico que tem alguns times que investiram pouco e podem estar mais na nossa frente, mas eu acho que o planejamento não é para agora. Lógico que a gente queria resultado imediato, mas o resultado pode vir a longo prazo, ano que vem, a gente manter o mesmo time para brigar pela Libertadores, Paulista. Então, a gente tem que ter tranquilidade, principalmente, para a gente que está no futebol há muito tempo, saber assimilar da melhor forma possível. Graças a Deus, atingi um nível na minha vida que, nem quando estou bem, vou achar que eu sou o melhor do mundo e nem quando estou mal, sou o pior do mundo. Então, eu sei o quanto posso render, o quanto eu sou importante para a equipe e continuar trabalhando sempre como eu sempre fiz em todas as equipes onde eu passei e procurando jogar e ajudar da melhor maneira possível.

A entrevista coletiva com os líderes do grupo ao lado do Valentim foi um apoio público para a permanência dele como técnico ou não teve nada a ver?

Não, não teve nada a ver. Foi realmente uma coincidência. O Alberto teve a ideia e conversou com a gente na vinda de Salvador para São Paulo. A gente achou que era uma maneira interessante de estar ali, não para mostrar que a gente está junto, como fizemos em campo contra o Flamengo, cada um se doando pelo outro para que o Palmeiras possa vencer. É isso que a gente quis demonstrar porque o grupo do Palmeiras é muito bom. Não tem cara que é sacana, que está ali nos atrapalhando. Pelo contrário, a gente vê no dia a dia que cada um está procurando de uma forma ou outra, jogar e ajudar o Palmeiras nos jogos.

O técnico do Palmeiras precisa ter história e currículo para aguentar o cargo?

Eu acho que não. O cara quando é bom, é lógico que quando você está num clube grande, a paciência é bem menor que você tem num clube pequeno. Mas se você acredita no projeto, no seu treinador, eu acho que tem que ir até o final. Não sei se o Alberto vai ficar ou não. Eu acho que ele está mostrando que tem condições. Não cabe a mim analisar. A gente já viu vários treinadores renomados, que não deram certo em outras equipes e nem por isso eles são criticados. Haja visto, o Cuca retornou e aí? O que aconteceu? Acho que a gente tem que dar tempo ao tempo. Infelizmente, o imediatismo é muito grande, principalmente, quando você fala de Palmeiras. Tem que ter paciência, tranquilidade e no momento de dificuldade, parar, analisar e tomar a atitude correta, sem fazer tempestade em copo d’água para que não venha atrapalhar num futuro próximo.

Alberto Valentim está confirmado no cargo até o final do ano. É provável que o Palmeiras contrate um novo treinador. O Palmeiras é terceiro colocado no Brasileiro com 57 pontos, 11 atrás do Corinthians. O time pega o Sport, quinta-feira, no Allianz Parque.


Rogério Ceni recomeça onde deveria ter começado
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Alexandre Praetzel

O Fortaleza contratou Rogério Ceni para ser o técnico do time, a partir de janeiro de 2018. O time cearense volta à Série B, após oito anos na Série C, com queda em 2009. Nos anos de 2005 e 2006, disputou a Série A. É um clube grande do Nordeste, com torcida e o estádio Castelão para sediar seus jogos. Vai disputar o Cearense. Depende ainda de vaga na Copa do Brasil e está fora da Copa do Nordeste. Certamente, o acesso à Série A será o principal desafio.

É uma possibilidade de um recomeço rápido para Rogério Ceni e um clube do tamanho onde ele poderia começado. Ceni preferiu iniciar sua carreira no São Paulo, com experiência zero como treinador. Acreditou que a história vitoriosa indesmentível como atleta e ídolo, seria necessária para ter bom desempenho no tricolor. Trouxe dois profissionais estrangeiros como auxiliares(bons) para dar um toque diferente na comissão técnica e inovar nos treinamentos. Começou bem, com o grupo dando resposta e enchendo Ceni de elogios.

Conquistou a amistosa Flórida Cup sobre o Corinthians, mas quando a bola começou a rolar de forma oficial, as coisas mudaram. Ceni nunca conseguiu dar um padrão e um modelo de jogo ao São Paulo. A equipe oscilava bastante, com boas e más atuações. Nos momentos decisivos, caiu para o Corinthians nas semifinais do Paulista e para o Cruzeiro na quarta fase da Copa do Brasil. O presidente Leco não hesitou em demití-lo, quando o São Paulo perdeu para o Flamengo e entrou na zona de rebaixamento, na 11ª rodada da competição. Ceni acreditou num trabalho a longo prazo, mas Leco usou bem a imagem do ídolo para ganhar a eleição para a presidência e abandonando a promessa de campanha.

Em seis meses de trabalho, foram 37 jogos disputados, com 14 vitórias, 13 empates e 10 derrotas, num total de 50,4% de aproveitamento. Este índice lhe rendeu R$ 5 milhões de multa rescisória, estipulada em contrato.
Ceni terá estruturas físicas e financeiras menores que no São Paulo, mas será um grande nome comandando o Fortaleza. Mídia nacional em cima dele, precisando deixar a vaidade de lado para extrair o máximo de jogadores com qualidade inferior à maioria do São Paulo. Mesmo assim, é capaz de conseguir bons resultados, se tiver o foco necessário para conviver com problemas que não costumam aparecer em grandes clubes. Será acolhido pela diretoria e torcedores e isso será fundamental no início da trajetória.
Claro que Ceni sonha com potências européias e estuda para isso. Agora, só chegará lá, se provar que tem condições de ser um ótimo treinador em centros menores. Imaginem Ceni levando o Fortaleza à Série A ou até sendo Campeão Estadual? O trabalho vai aparecer bastante e mostrará que Ceni recomeçará onde deveria ter começado, determinando um rumo correto para a carreira. O tempo dirá.

Jogadores do Palmeiras apoiam efetivação de Valentim
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Alexandre Praetzel

Os jogadores do Palmeiras querem a efetivação de Alberto Valentim como técnico, em 2018. O blog apurou que o grupo de apoio é liderado por Edu Dracena, Fernando Prass, Moisés e Dudu. O atacante, inclusive, deixou sua opinião bem clara sobre o assunto, antes do jogo contra a Ponte Preta, acreditando que Valentim merece uma oportunidade.

Na diretoria, a questão ainda é debatida. Se o time continuar ganhando e incomodar o Corinthians, na reta final do Brasileiro, Valentim pode receber o aval de Galiotte e Mattos. Há a possibilidade de um pacto entre as partes para que o interino confirme sua eficiência com a sequência de bons resultados, confirmando, quem sabe, sua permanência no cargo de treinador.

Valentim é muito respeitado pelo elenco e há quem diga até que ele é muito amigo dos atletas, o que poderia atrapalhar uma efetivação. Mas se o trabalho for competente e houver a comprovação de que as coisas mudaram para muito melhor, Valentim ganhará crédito. As duas vitórias consecutivas com bons desempenhos do time, animaram bastante.

Com a renovação de contrato de Mano Menezes com o Cruzeiro, as chances de Valentim aumentaram bastante. Sem Mano, o Palmeiras não tem plano B imediato, abrindo a porta para segurar Valentim. Tudo vai depender dos próximos dias, dentro e fora de campo.


Diretor do Bahia nega busca por técnico e garante apoio a Preto Casagrande
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Alexandre Praetzel

O Bahia começou o Campeonato Brasileiro com Guto Ferreira como técnico, mas viu o treinador sair para o Inter, após três jogos no comando. Depois, chegou Jorginho, dispensado com os maus resultados. Agora, o interino Preto Casagrande vai ficando, enquanto o time soma importantes na luta contra o rebaixamento. O blog entrevistou o diretor-executivo, Diego Cerri, a respeito dos planos da diretoria para o segundo turno da competição. Confira.

Bahia vai contratar um técnico ou irão apostar no Preto Casagrande?

Hoje, Preto é o nosso técnico. Não estamos pensando em nenhum nome e não temos nenhum contato com outros profissionais. O momento é de apoiar o seu trabalho.

As duas mudanças de treinadores atrapalharam o planejamento?

O Bahia sempre prega a continuidade. Não gostamos de trocar treinadores e não achamos isso o melhor, mas algumas situações fogem do nosso controle e mudanças precisam ser feitas, quando não há mais nada para se esperar. A ideia sempre é de continuidade.

Bahia luta apenas para não cair?

O Bahia precisa sempre estar no bolo com outros times. Hoje, estamos com 23 pontos. Com mais quatro pontos, estaríamos lá em cima, e com menos quatro pontos, embaixo. Então, são situações que podem mudar. O Bahia tem condições de buscar resultados melhores.

Qual a projeção para o segundo turno?

É difícil fazer uma projeção. Precisamos trabalhar jogo a jogo. Começando neste domingo contra o Atlético-PR.

O Bahia é o 13º colocado com 23 pontos, dois a mais que o Avaí, 17º e primeiro na zona de rebaixamento. Preto Casagrande comandou a equipe no empate diante da Chapecoense e na vitória sobre o São Paulo. Um bom resultado em Curitiba, pode determinar sua efetivação para o restante do Brasileiro.


Carille sonha com dinastia no Corinthians. Forma de jogar é o segredo
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Alexandre Praetzel

Fábio Carille vai se consolidando como o melhor técnico do Campeonato Brasileiro. A campanha invicta do Corinthians impressiona críticos e adversários, com 47 pontos conquistados em 57 disputados. Para muitos, título encaminhado para o time, mas Carille pede calma. Nesta entrevista exclusiva ao blog, Carille mantém a humildade, fala sobre os critérios do seu trabalho e sonha com uma dinastia no Corinthians. Confira a seguir.

A pergunta que restou sobre o Corinthians. O time vai perder no Brasileiro?

Vamos fazer de tudo para que a gente continue desse jeito, com bastante trabalho, nos preparando a cada jogo, a cada decisão, para que a gente continue assim, sem perder, procurando jogar bem, vencer. Essa é a nossa busca do dia-a-dia.

Ser campeão invicto é uma realidade ou algo muito difícil de acontecer?

Muito difícil. Não é impossível, se ganhamos um turno. Mas a gente passa a ser o time a ser batido, olhado diferente pelos adversários. É muito difícil, mas não é impossível. Vamos trabalhando dia-a-dia, jogo a jogo, para ver até onde a gente vai.

Qual o segredo do trabalho em oito meses, depois de você ter sido tratado como aposta, em janeiro?

Eu acho que a grande sacada da comissão técnica, nós nos apresentamos dia 03 de janeiro e os atletas, dia 11 de janeiro. Então, ali com as contratações, o elenco que a gente tinha, a gente definiu o quanto antes a forma de jogar. Nosso primeiro treino com bola já foi com uma ideia de jogo. Então, hoje os atletas, sai um, sai outro, quem entra em campo, sabe realmente o que tem que fazer, com e sem bola. Por isso, é muito importante para todos os clubes, no início da temporada, já ter um grupo definido e colocar todo mundo para trabalhar com as mesmas ideias. Acho que isso é o grande motivo para a gente estar fazendo esse ano maravilhoso.

Muitos treinadores jovens acabam não tendo sequência nos trabalhos porque alteram demais suas ideias. Você corre o risco de entrar para esse grupo?

Não. Não quero. Dificilmente, vocês vão ver algo de diferente, algo que eu não treinei. Minhas coisas são muito definidas. Aprendi isso também, que vale ter as coisas bem definidas e quando você tem uma equipe muito organizada, com todos os jogadores muito atentos e determinados a fazer, você está mais perto da vitória. Então, espero que minha carreira seja assim, com ciência daquilo que o grupo pode me dar e daquilo que eu posso cobrar do grupo, para que eu consiga me manter entre os melhores do Brasil.

Você acredita no discurso de técnicos como Levir Culpi e Cuca, de que não dá mais para buscar o Corinthians ou não?

De alguns treinadores, se eu estiver falando que eu não estou acompanhando, eu acredito. Vindo de Levir e Renato Gaúcho, se eles estiverem falando isso, eu não acredito. Mas ficou difícil para Atlético-MG, Flamengo com 18 pontos atrás, também ficou difícil. A gente tem que ser realista. Não é fácil buscar num turno, essa diferença. Não é impossível, mas a gente sabe que é muito difícil. Mas essas equipes que estão oito, dez, 12 pontos atrás, têm muita coisa para acontecer.

Costumo dizer que com dez Romeros, é possível ser campeão. Você concorda com isso, que Romero conseguiu superar qualquer adversidade no Brasil?

Concordo. É um jogador que muito se fala sobre a entrega dele, porém, é um cara que tem um bom passe. Lembro de gols aqui, muito rapidamente, o primeiro gol contra a Ponte, na final do Paulista, que ele acha o Jô e o Jô coloca o Rodriguinho na cara do gol. Os dois gols contra o Palmeiras, agora, no estádio do Palmeiras. Participação dele no pênalti do Arana e no lançamento para o gol do Arana. Pensando rápido assim. É um cara com muita entrega, que o corintiano gosta, mas que também tem muita técnica, sabe finalizar, está jogando um pouquinho longe do gol, mas a gente vê no dia-a-dia, ele tem um poder de finalização. Concordo. Com dez Romeros, você fica com uma equipe muito forte, consistente, com qualidade técnica também.

Você tem conversado com Tite? Ele te elogiou pelo trabalho, deu alguma orientação, ou imagina que você tem luz própria, não entra em detalhes?

Eu conheço muito bem. Foram cinco anos e meio, trabalhando com ele. Nos falamos sempre, mas não se fala sobre futebol. Família, como você está. Eu também não gosto de perguntar porque sei qual vai ser a resposta dele. Fábio, vai ser difícil falar, porque quem tem está no dia-a-dia, é você. Mas ele me conhece bem. Considero um pai dentro do esporte, sou abençoado por ter trabalhado com ele e ter aprendido bastante. Conversamos bastante, mas sobre futebol, muito pouco.

Atlético-MG e Flamengo tentaram te contratar no ano passado?

Saíram matérias agora, que eu vi, mas não chegou nada a mim. Acho difícil que isso tenha acontecido. Na fase que o Corinthians está, nosso momento, mesmo que viessem atrás, dificilmente você vai sair. Você não pode quebrar(contrato). Eu sou um cara que dificilmente eu vou quebrar. Aconteceu sim antes do jogo contra o Grêmio, uma reunião com um pessoal da China, onde fiquei 15, 20 minutos. O cara queria me conhecer. Eu fui até ele, para ir agora, falei esquece, não saio desse sonho, porque é um sonho estar dirigindo o Corinthians. Tem muita coisa ainda para acontecer aqui no Corinthians e futebol brasileiro, do jeito que eu penso. A única coisa que eu participei foi essa questão da China e de imediato já cancelei a conversa.

Pode surgir uma “Era” Carille como houve uma Era Brandão e Era Tite no Corinthians?

É meu sonho hoje, cara. De ficar muito tempo. Com certeza, cada ano que passar, vou estar mais experiente. Estou num processo de aprendizado muito grande e quero aprender cada vez mais, ainda sendo técnico, tomando decisões, errando, acertando. É assim que a gente aprende. Sou uma pessoa muito tranquila e consciente de tudo que acontece. Meu sonho hoje é ficar por muito tempo no Corinthians, fazer um trabalho a longo prazo, participar de contratações futuras, estar envolvido mesmo para que a gente fique bem forte. Esse é meu grande sonho hoje.

Pode sair algum jogador na janela de agosto?

Acho difícil. Alguns dias atrás, eu tinha muito medo desta questão, mas hoje do jeito que a diretoria está trabalhando, vai ser muito difícil de acontecer. Não é impossível, mas estão trabalhando para que isso não aconteça.

Pablo continua?

Até dezembro, sim. Agora, não sei. Estou vendo aí que houve acertos, depois voltaram atrás, algumas coisas aí, mas até dezembro, com certeza, ele permanece.

Se o Corinthians não for campeão, o que você imagina que possa acontecer?

Nós somos sempre cobrados por resultados. Não imaginava terminar o turno com 47 pontos, não imaginava. Falo para todo mundo, um time totalmente desacreditado no início do ano. Mas tem um segundo turno que tudo pode acontecer. A gente está trabalhando muito para nos mantermos na frente, mas a gente sabe que as coisas não acontecem como a gente quer. Nos preparamos para coisas grandes, mas muitas vezes as coisas não acontecem. Decepção? Não vai acontecer porque a gente trabalha demais e sempre de cabeça erguida. Uma vaga na Libertadores, buscar isso o quanto antes, para depois a gente buscar e confirmar esse título, mas tem muita coisa para acontecer.

Teu trabalho pode virar parâmetro a clubes que estão gastando dinheiro, sem resultados?

Pode sim e espero que isso aconteça no futebol. Falando de nós, profissionais técnicos, talvez isso vá dar muita polêmica, mas eu não tenho problema nenhum em falar. É muito fácil você ficar pedindo contratações ao invés de olhar para o seu grupo e trabalhar com aquilo que você tem. A gente vê hoje. Chega jogador, pede jogador e muitas vezes você tira a moral de quem está ali com você, com quem você pode contar no dia-a-dia. Foi isso que eu fiz. Eu sabia das condições do Corinthians, que tinha que subir bastante garotos e me fechei dentro de campo e trabalhei dentro de uma ideia. Pode acreditar. Gostei muito da entrevista do zagueiro Felipe, esta semana, onde ele fala que o treinamento pode mudar um jogador, um jogador que trabalhou até os 20 anos e eu acredito demais nisso. Treinamento individual, coletivo, dá resultados. Falar que vai ser campeão, é muito difícil. São 20 equipes que se preparam, mas que vai ser um trabalho coeso, de muita organização, isso dá. É só ir para o campo, se fechar com aquilo que você tem e trabalhar bastante.

Chegará mais algum reforço? Zagueiro Emerson Santos do Botafogo?

A diretoria tem trabalhado. Não sei se chega agora. A gente tinha muita preocupação na questão do Balbuena, de sair, de pensar até no futuro, se o Pablo não continuar no ano que vem, a gente já ter alguém no grupo para trabalhar e já chegar o outro ano. Mas estou vendo que isso só deva acontecer no final do ano. Estamos trabalhando ainda, nem que venha da Série B. Você perde o Pablo, o Balbuena pode ir para a seleção, o Léo Santos tem idade de seleção Sub-20, a gente não pode ficar sem jogador no setor por ali. Bem provável que sim.

O Corinthians folga neste fim de semana e volta a jogar apenas dia 19 de agosto, recebendo o Vitória, na Arena Corinthians.


Dorival Jr.: “Conversa com Pinotti foi boa. Ele falará com o presidente”
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Alexandre Praetzel

Dorival Jr. e Vinicius Pinotti, diretor de futebol do São Paulo, conversaram em Florianópolis, nesta terça-feira. O treinador passou tudo que pensava a respeito do tricolor e agradou o dirigente. Pinotti está retornando para a capital paulista para conversar com o presidente Leco e bater o martelo para a contratação do treinador, até dezembro de 2018.

Em contato exclusivo com o blog, Dorival deixou claro que ainda não há nada acertado. “Conversamos sobre possibilidade de trabalho. Pinotti está voltando para São Paulo e vai falar com o presidente. Não discuti reforços e o que me parece, não haverá saídas de outros atletas”, afirmou.

Dorival também confirmou que caso haja o acordo, trabalhará com o seu filho Lucas Silvestre e o preparador físico, Celso Resende. A respeito de Pintado, atual interino são-paulino e integrante da comissão técnica fixa, Dorival deixou o assunto para a diretoria.

Sobre a comentada saída de Rogério Ceni, Dorival não entrou em muitos detalhes, apenas reconhecendo que os resultados determinam a continuidade ou não de um trabalho, durante o bate-papo com Pinotti.

Dorival deixou o Santos dia 04 de junho, depois da derrota para o Corinthians. No Santos, foi campeão paulista e vice-campeão brasileiro, em 2016.

 


Zago lamenta impaciência do Inter e torce para Guto Ferreira subir o time
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Alexandre Praetzel

O Inter está sofrendo com o início da Série B do Brasileiro. Após oito rodadas, o time gaúcho é o quinto colocado com 13 pontos em 24 disputados e 54,2% de aproveitamento. Uma campanha abaixo do esperado pela maioria dos colorados. O blog entrevistou Antonio Carlos Zago, ex-técnico do Inter, que começou a temporada em Porto Alegre, mas acabou saindo, depois da derrota para o Paysandu, na terceira rodada. Confira abaixo.

Ainda estás pensando o que aconteceu no Inter, para sua saída?

“Eu acho que tinha acontecido muita coisa, né. A equipe chegou à final do Campeonato Gaúcho. Quando eu cheguei em Porto Alegre, para treinar o Inter, todos davam o Grêmio campeão gaúcho, naquele momento, e o Grêmio nem chegou na final. Classificamos na Primeira Liga, na Copa do Brasil ainda estávamos dentro, porque tínhamos perdido para o Palmeiras por 1 a 0, na Arena, e tínhamos chances de reverter toda aquela situação. E era apenas o início da Série B. Se faltou alguma coisa, faltou um pouco de paciência por parte dos diretores em terem feito com que meu trabalho prosseguisse, até o final da Série B”.

Como vês as críticas ao preparo físico do Inter, já que o Carlos Pacheco chegou contigo ao clube?

“Nosso time era um dos que mais corria. É só pegar todos os testes que nós fizemos. Todos os jogos são monitorados pelo GPS. Então, a nossa equipe estava dentro da média. Isso aí era acompanhado pela departamento de fisiologia do clube, até pela própria diretoria e estava bem dentro da média. Quanto à questão física, é mais uma desculpa que arrumaram, se estão dizendo isso, para que possam, talvez, esquecer de coisas principais que acontecem dentro do Inter. Ao meu modo de ver, o Inter tem tudo para conseguir essa volta à Série A”.

O fato de ter poucos meias no grupo, foi um erro de planejamento da diretoria?

“Não é fácil você encontrar um meia no mercado hoje. É difícil. Se nós pegarmos aí, um meia, meia mesmo, aquele que “pifa” o atacante, aquele que antevê as jogadas, a gente pode falar do Douglas, que está no Grêmio. Eu acho que é o último dos moicanos, mesmo. Lógico que você tem o Diego, outros meias, mas com características diferentes. Talvez, tenha faltado um meia no elenco do Inter, mas nós vínhamos buscando algumas alternativas dentro do elenco, principalmente, nos jogos principais. Se você pegar o jogo contra o Grêmio, onde nós fizemos uma boa apresentação. Depois, contra o Corinthians aqui, onde não jogou o D’Alessandro, nós fizemos um bom jogo. Então, nós vínhamos buscando essas alternativas. Mas é sempre importante você contar com jogadores de qualidade, principalmente, os meias que acabam criando tudo dentro da equipe”.

Você acha que o Inter subirá para a Série A com tranquilidade?

“A dificuldade é grande na Série B, não é um campeonato fácil, mas eu acredito que o Inter vai subir. Não sei se com uma certa tranquilidade ou não, mas vai conseguir voltar a Série A. Eu vou torcer para que isso aconteça porque é um clube grande na Série B e merece retornar à Série A, o mais rápido possível”.

É bom trabalhar com o D’Alessandro?

“Eu tenho um bom relacionamento com o Dale. Um jogador que é o primeiro a chegar, o último a sair, está sempre treinando mais do que os outros, apesar da sua idade. Um cara que me ajudou bastante no Inter”.

Apesar da concorrência entre os técnicos, você acha que o Guto Ferreira pode levar o Inter a uma grande conquista?

“Apesar da disputa, nós temos um grupo também dos treinadores, onde trocamos algumas idéias. Nossa profissão hoje é bem mais unida do que antigamente. A gente torce para que o Guto possa fazer um bom trabalho porque, além de tudo é uma grande pessoa e um profissional que está há certo tempo no mercado. Já fez bons trabalhos e é a oportunidade ideal para ele, porque volta a sua velha casa. O Guto, praticamente cresceu dentro do Inter, teve o início da sua carreira nas categorias de base do Inter e agora tem a oportunidade de dirigir a equipe profissional e a gente espera que ele possa fazer com que o Inter retorne à Série A do Brasileiro”.

Alguma projeção para voltar ao mercado?

“Estamos esperando. Estamos vendo quem vai cair na próxima rodada(risos), mas a gente não vê a hora de voltar a trabalhar porque me preparei para isso e vejo que tenho condições de vir a ser um dos grandes treinadores do futebol brasileiro. Espero voltar o mais rápido possível. Infelizmente, como eu brinquei no início, a gente depende da queda de um profissional para que a gente possa assumir o lugar dele, mas isso aí faz parte da nossa profissão e é entendido por todos também”.

Guto Ferreira assumiu no lugar de Zago. Em cinco jogos, conseguiu duas vitórias e três empates. O Inter enfrenta o Paraná Clube, nesta terça-feira, e o Brasil, em Pelotas, sábado.


Técnico do Coritiba prevê campanha melhor com atual elenco no Brasileiro
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Alexandre Praetzel

O Coritiba somou nove pontos em 12 disputados e chamou a atenção neste início de Campeonato Brasileiro. Na derrota para o Santos, foi superior na Vila Belmiro e não venceu pela grande atuação do goleiro Vanderlei. O time é comandado por Pachequinho, ex-atacante e ídolo do clube nas décadas de 80 e 90. O blog entrevistou o treinador sobre o desafio de ser efetivo, a projeção para a competição e a busca por resultados melhores, depois de anos lutando apenas para não ser rebaixado. Acompanhem abaixo.

Depois de anos no clube, o desafio de ser técnico efetivo se torna ainda maior?

“A vida de um treinador, ela sempre é um desafio, né. E para mim, que moro em Curitiba, que joguei no clube, trabalhei em categorias de base, como auxiliar técnico e técnico interino, é um desafio ser efetivado justamente porque você tem a tua cobrança de que aconteçam os melhores resultados, vitórias venham, as conquistas e a pressão e cobranças vêm ai mesmo tempo. É um desafio, mas estou no futebol há muito tempo e vejo que o momento chegou espero que minha carreira dure um bom tempo”.

Como defines o elenco do Coritiba hoje?

“Um elenco equilibrado, onde cada setor do campo nós temos opções e opções com qualidade. A equipe não perde muito quando surgem as possibilidades de alterações ou lesões que acontecem numa competição longa. Então, eu vejo uma equipe equilibrada e muito melhor que os anos anteriores, no aspecto de elenco e os resultados estão provando isso”.

Nos últimos anos, o Coritiba vem lutando para não cair. A tendência é essa para este ano?

“É mudar esse histórico. A tendência é fazer um ano melhor e nós conseguimos com o título estadual, criar esta confiança, criar esse otimismo e os atletas estão muito focados num ano melhor. A união dentro do clube é muito forte, muito grande. O trabalho, em relação ao futebol e aos jogadores, eles vêm dando o máximo, se empenhando não só nos treinamentos como nos jogos e todos estão muito fechados para buscar um ano muito melhor. A sequência e regularidade são fatores que vão contribuir para um futuro melhor do Coritiba”.

Os pontos corridos indicam times com mais recursos como vencedores. É utopia pensar em título?

“Eu acho que o Coritiba tem que pensar jogo a jogo. O título é consequência de uma temporada boa, de um investimento do clube em atletas que possam estar à disposição, que fortaleçam mais o elenco e é isso que já buscamos, muito diferente de anos anteriores, que nós tínhamos algumas dificuldades com relação à composição do elenco. A temporada é longa, são 38 rodadas e já passaram quatro. A regularidade das equipes que não sejam as principais candidatas ao título, tem que ter sequência de vitórias, buscar resultados fora, padrão de jogo definido sem alterar e ter as peças interessantes para poder montar uma equipe forte. De acordo com este ano, planejamos jogo a jogo, conseguir esses objetivos, primeiro vencer, buscar resultados importantes e pensar mais para o final, o que vai acontecer”.

Qual teu modelo de jogo e filosofia de trabalho?

“Primeiro, é uma equipe competitiva, que jogue dentro e fora de casa da mesma maneira. Tem o comportamento de atacar e defender. Muito agrupada, muito próxima e sabendo o que faz dentro de campo. Na hora de marcar, todo mundo ser humilde, voltar e recuar, pressionar muito o adversário para não ter liberdade. E na hora de atacar, todos com o objetivo de dar opções aos companheiros, chegar na frente com força e envolver o adversário, criando oportunidades. Então, é uma equipe equilibrada que joga, muito daquilo que faz no Couto Pereira, joga também com inteligência e sabedoria, fora de casa, porque alguns jogos são pontuais, que você precisa ter mais atenção e humildade na marcação”.

O Coritiba enfrenta o Palmeiras, nesta quarta-feira, no Couto Pereira. O meia Matheus Galdezani, 25 anos, apareceu como destaque nos jogos iniciais. O elenco ainda conta com nomes experientes como Wilson, Werley, Alan Santos, Anderson, Kléber e Alecssandro.