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Arquivo : técnico

O que falta para Barbieri ser efetivado no Fla? Ele é interino até no site
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Alexandre Praetzel

O Flamengo é líder do Brasileiro com 26 pontos em 33 disputados, aproveitamento de 78,8%. São oito vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Marcou 20 gols e levou seis. Tudo isso com o comando de Maurício Barbieri. O profissional do clube é considerado por muitos, o grande responsável pela campanha rubro-negra, além de ter levado o Fla às oitavas-de-final da Libertadores da América e quartas da Copa do Brasil.

Aos 37 anos, Barbieri ainda é tratado como técnico interino, até mesmo no site oficial do Flamengo. Você acessa e busca informações sobre o profissional, e lá está a foto de Barbieri com a denominação “Técnico Interino”. Não deixa de ser uma curiosidade o fato da diretoria não tratar Barbieri como treinador principal. Com os números alcançados, Barbieri já merecia o cargo.

Será que um outro profissional assumirá o time, após a Copa do Mundo? Muita gente fala nos bastidores que o lugar está sendo guardado para Cuca, que vai atuar como comentarista de TV, no Mundial. Mas os dirigentes silenciam sobre o assunto.

Em outros clubes, já aconteceram situações onde os “interinos” estavam bem, foram substituídos por mais experientes, e a equipe desandou. O maior exemplo foi o Palmeiras de 2009, comandado por Jorginho. Na ocasião, Jorginho teve aproveitamento de 76,19%, em sete partidas, deixando o Palmeiras em segundo lugar no Brasileiro, até a chegada de Muricy Ramalho, que não conseguiu classificar o Verdão nem para a Libertadores da América.

Barbieri é jovem, mas tem uma certa experiência. Foi técnico principal do Audax Rio, Red Bull Brasil, Guarani e Desportivo Brasil. No Flamengo, são dez vitórias em 17 jogos. Uma marca que pouca gente esperava. Talvez, por isso, nem o presidente Eduardo Bandeira de Melo e seus dirigentes, queiram cravar sua efetivação. Vão esperando os resultados e, enquanto estiver dando certo, ele vai “ficando”.

 

 


Autuori assume como técnico de time búlgaro
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Alexandre Praetzel

Paulo Autuori é o novo técnico do Ludogorets da Bulgária. O treinador foi anunciado nesta terça-feira para um contrato de dois anos.

Autuori terá o desafio de levar o time à fase de grupos da Champions League, após a Copa do Mundo.

O Ludogorets conta com dez jogadores brasileiros no elenco.

Autuori deixou a direção executiva de futebol do Fluminense, duas semanas atrás. Já manifestava o desejo de voltar a ser treinador, mas fora do Brasil.

Autuori está com 61 anos.


Palmeiras faz fiasco no Brasileiro. Roger é o único responsável?
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Alexandre Praetzel

Guardiola costuma dizer que um time ganha campeonatos nas últimas oito rodadas e perde nas oito primeiras. Por esta ótica, o Palmeiras vai se complicando no Brasileiro. Tem apenas 11 pontos em 24 disputados. É o décimo colocado com 45,8% de aproveitamento, com três vitórias, dois empates e três derrotas. Dá para dizer que venceu com duas boas atuações, contra Atlético-PR e Bahia. Nos outros seis jogos, não conseguiu manter consistência e foi muito mal nas três derrotas. Claro que ainda é cedo para determinar que o Palmeiras não pode ganhar o título, mas o quadro é bem negativo para um elenco considerado favorito.

Na projeção inicial, o Palmeiras sempre foi colocado no pelotão da frente, ao lado de Flamengo, Corinthians, Grêmio e Cruzeiro. Dos cinco, é o que apresenta pior futebol. E não consegue engrenar. Dez entre dez palmeirenses pedem a cabeça de Roger Machado. Mas será que o técnico é o único responsável? Já ouvi várias teorias de pessoas ligadas à vida diária do clube e relato algumas.

– Roger trabalha bem no dia a dia, mas não mantém formações treinadas. Foi apelidado de “Confuso”, por alguns do grupo.

– Mattos pressiona demais e incomoda os jogadores.

– Encontro com a uniformizada revoltou os atletas.

– Diretores querem um ex-treinador “cascudo” para ser um lastro a Roger, trabalhando com Mattos.

– Roger não tem força para comandar o vestiário.

– Palmeiras precisa de um técnico experiente e líder.

No futebol brasileiro, quando um grande clube vai mal, surgem diversas causas para o mau desempenho. Na minha opinião, passa muito por um pensamento de futebol. O Palmeiras pode ser protagonista, mas precisa ter humildade também. Há adversários do outro lado que sabem como enfrentá-lo. Se um esquema não funciona, testa-se outro. Medalhões não podem ter cadeira cativa. Os melhores devem jogar, sempre.

Roger Machado está previsível nas suas decisões e parece que os jogadores estão incomodados. Mas não é o único responsável. Os próprios atletas podem dar mais e os dirigentes devem estar mais próximos do treinador. Será que trocar de técnico, vai mudar muita coisa, se o pensamento continuar o mesmo? Costumo dizer que quem manda no futebol são os jogadores. E que o ambiente hoje representa 70% do trabalho. Se não houver comando e o dia a dia for conturbado, tchau. Não há técnico que resista.

Agora, o clássico contra o São Paulo virou o limite. Como se um único Choque-Rei mudasse tudo do dia para a noite. Nunca foi assim.


Palmeiras não engrena e irrita a diretoria. Roger segue em análise
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras não consegue ter uma sequência de boas atuações. Mandou três partidas durante a semana e só foi bem contra o Bahia, na vitória por 3 a 0. Quarta-feira, o pior desempenho do time na temporada, no empate de 1 a 1 com o América-MG. A vaga para as quartas-de-final da Copa do Brasil, amenizou a situação.

Neste sábado, não adiantou ter elenco com opções. O Palmeiras perdeu para o Sport por 3 a 2, e ainda desperdiçou um pênalti com Keno, no último minuto de jogo. O Sport foi muito bem e mereceu a vitória, diante de um Palmeiras que fez 1 a 0 e achou que ganharia a hora que quisesse. Em nenhum momento controlou a partida e chegou a ser dominado na segunda etapa.

A irregularidade palmeirense preocupa, ainda mais com jogadores experientes e acostumados a grandes confrontos. Se o elenco é de bom para muito bom, por que a equipe não sustenta bons resultados? Aí, é hora do treinador também. Sem Willian, poupado pelo desgaste, Roger Machado entrou com Guerra como falso 9. O Palmeiras teve jogo coletivo razoável e chegou ao gol de Keno, com participações de três atletas, pelo menos. Vantagem parcial pelos 15 minutos finais do primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Sport foi para cima e o Palmeiras não conseguiu se impor. As substituições de Roger até foram bem pensadas, tecnicamente, mas o time abriu o meio-campo mais uma vez e o Sport aproveitou, virando o placar. Taticamente, a equipe se perdeu. Fez o gol com Hyoran em jogada individual, mas depois levou mais um em bola aérea. Verdade que Dudu perdeu um gol imperdível e Keno errou um pênalti, mas o Palmeiras não merecia mais do que um ponto, e olhe lá.

A derrota e a atuação da equipe deixaram os dirigentes muito irritados. O blog apurou que Roger Machado volta a ficar ameaçado no cargo pelo fato do Palmeiras não engrenar, apesar de estar classificado na Libertadores da América e Copa do Brasil. As duas partidas ruins contra América-MG e Sport, pesam na avaliação da diretoria.


Claudinei Oliveira: “Entrar ligado e evitar um gol do Palmeiras, no início”
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Alexandre Praetzel

O Sport tentará atrapalhar o Palmeiras, neste sábado, no Allianz Parque. O time de Recife trocou o treinador, após a segunda rodada, e melhorou seu desempenho, depois da chegada do técnico Claudinei Oliveira. O Sport é 12º colocado com oito pontos em 18 disputados. O blog entrevistou o treinador, a respeito da projeção para a campanha da equipe, a busca por reforços e a mudança na forma de trabalho com o elenco. Acompanhem.

Sport está pronto para uma boa campanha no Brasileiro ou as dificuldades são grandes?

A dificuldade no Brasileiro sempre é grande. Não só para o Sport, como para todas as equipes. A gente está pronto para entregar uma equipe bem organizada, fazer bons jogos e brigar por todos os resultados e pontos que a gente vai disputar. A gente sabe que o Brasileiro é bem complicado, mas eu acho que com o empenho que os jogadores estão demonstrando, a gente consegue fazer um bom trabalho e terminar bem o campeonato.

Como segurar o Palmeiras no Allianz Parque?

A receita é entrar bem concentrado, evitar tomar um gol no início da partida. Não tem hora boa para sofrer gols, mas se o Palmeiras faz um gol no início, se tranquiliza e tem muita qualidade para trocar passes e o jogo fica mais difícil.  Para a gente conseguir, é entrar bem ligado e evitar esse gol no início do jogo, a gente consegue, encaixando nossa equipe, fazer um grande jogo.

Como conseguiste melhorar o Sport, depois da saída complicada do Nelsinho Baptista?

Em termos de performance do dia a dia, não tenho muito o que falar, porque não estava aqui. O que realmente aconteceu, foram os resultados, com duas vitórias nos dois primeiros jogos, uma derrota para o Cruzeiro e um empate com o Corinthians, apesar do Corinthians não estar com sua equipe completa, a gente pressionou, mas não conseguiu vencer o jogo. Então, acho que da minha parte, procurei colocar questão que eu entendo como organização de equipe. Não quer dizer que o que eu estou falando está certo e o Nelsinho estava errado. Muito pelo contrário, até pela experiência do Nelsinho. Mas a gente botou nossa cara, o que a gente acha que é interessante. Os jogadores compraram a ideia e têm procurado fazer dentro de campo. Então, na realidade, não é melhorar o que vinha sendo feito. É fazer um bom trabalho em cima daquilo que a gente acredita. É isso que estamos procurando fazer.

Ainda espera por reforços e o time só luta para não cair?

A gente está atento ao mercado, mas a gente sabe da dificuldade em contratar. Está difícil, até porque o Sport está se encaixando num novo patamar financeiro. Já não tem jogadores tão midiáticos. A gente está procurando investir numa equipe dentro da realidade financeira que pede o futebol atual, dentro do orçamento. Mas, a gente reforçar um pouco mais o elenco, dentro de uma oportunidade de negócio, sem desqualificar quem está aqui, mas trazer alguns jogadores com características diferentes daqueles que a gente tem. Jogadores que te dêem um leque diferente de opções, para não trazer mais do mesmo, jogadores com a mesma característica. Esperamos qualificar o elenco e trazer algumas peças, até a parada para a Copa. O objetivo mínimo do Sport é a permanência na Série A. Mas a gente não pode brigar só por isso. Eu acho que o Sport tem que brigar por uma vaga na Sul-Americana, pelo menos. É isso que a gente vai buscar.

O Sport deve entrar em campo com Magrão; Cláudio Winck, Ronaldo Alves, Ernando e Sander; Anselmo, Fellipe Bastos, Neto Moura, Gabriel e Marlone; Rafael Marques.


Santos classificado em primeiro, mas com futebol constrangedor
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Alexandre Praetzel

O Santos terminou em primeiro lugar no seu grupo da Libertadores da América. Somou dez pontos em 18 disputados, com um empate melancólico diante do fraco Real Garcilaso-PER. É o pior líder, entre os oito classificados. O placar de 0 a 0 mostrou que o Santos é um time que atua com três atacantes, mas finaliza muito pouco. A questão não é mais se o Santos perdeu o DNA ofensivo, e sim como retomá-lo num esquema de jogo sem criação. Não adianta ter jogadores com perfil de ataque, se a bola não chega quase nunca na frente. Já vi times com quatro volantes e dois velocistas empurrarem os adversários para trás. O Santos é um time confuso e não é de hoje.

Verdade que está nas oitavas da Libertadores e quartas-de-final da Copa do Brasil. O problema é o nível de desempenho do elenco e do técnico Jair Ventura. O Santos joga feio e não evolui. Vive de erros dos adversários mais fortes e torce para oponentes menores darem espaços. Se isso não acontecer, o zero no escore vira uma realidade. E o Santos tem bons nomes individuais, mas o coletivo inexiste. Perder para o Luverdense e empatar com o Garcilaso, não pode ser visto como normalidade.

Jair costuma valorizar tempo de posse de bola, para justificar o trabalho atual. O Santos teve 75% contra 25% e isso não resultou em nada. Já passou da hora de Jair buscar uma forma diferente de jogar. Se não, sua saída é questão de tempo. Domingo, contra o Cruzeiro, a tendência é que não vença de novo. Assim, Jair não vai aguentar. E pode cair por teimosia e insistência nos equívocos, apesar de ser defendido pelo presidente Peres e pelo gerente de futebol, William Machado.

Ah, a Vila Belmiro recebeu 5.016 torcedores. Parece que os santistas desistiram do atual modelo.


Boa sorte, Carille. E era tudo verdade….
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Alexandre Praetzel

Fábio Carille vai para o Al Wehda da Arábia Saudita. Aceitou um contrato de dois anos e a possibilidade de levar seus companheiros de Corinthians, como o preparador físico Walmir Cruz, o auxiliar Cuca e o observador Mauro “Van Basten”. Tudo acertado, dois dias depois de Carille dizer que “grande parte da imprensa mente”, quando noticiou o interesse do Al Hilal, no seu trabalho.

Nesta terça-feira, pela manhã, Carille divulgou uma nota oficial, pedindo desculpas pela declaração equivocada. Ganhou meu respeito maior e agiu certo, na minha opinião. Inclusive, falei isso a ele.

O curioso é que, ontem à noite, no anúncio da saída do Corinthians, sua assessoria confirmou que houve negociações com o Al Hilal, que acabaram não se oficializando. Então, a imprensa nunca errou, neste caso. O que ficou claro é que Carille fez um desabafo, atirando para todos os lados. Talvez, frustrado porque o Al Hilal não fechou sua contratação. Agora, um dia depois, ele se despede, partindo para outro clube. Óbvio que já havia um contato do Al Wehda, também. As coisas não seriam tão rápidas, se os contatos já não tivessem sido feitos.

Vida que segue. Repito o que publiquei aqui no blog, na última quinta-feira. Carille sai por cima do Corinthians e vai escolher onde trabalhar no Brasil, quando voltar. Está com 44 anos e terá 46, se quiser retornar. Fará sua independência financeira, merecidamente. Mostrou em 17 meses de Corinthians, que tem condições de aumentar seu currículo e sua quantidade de títulos. É o melhor técnico do Brasil e reconhecido pela opinião pública e colegas de trabalho.

Boa sorte, Carille. Sejas feliz e tenhas mais sucesso.

Só faça um media training, de vez em quando, para não cometer algumas injustiças. Tite, teu eterno professor, fez, e sabe se comunicar bem com os jornalistas.


Osmar Loss é o favorito para o lugar de Carille
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Alexandre Praetzel

Com a provável saída de Fábio Carille, do Corinthians para o Al Hilal da Arábia Saudita, o favorito para assumir o cargo é o auxiliar-técnico, Osmar Loss. O blog apurou que Loss é o nome preferido de todos da diretoria, para dar sequência à metodologia de trabalho do próprio Carille. O gaúcho de 43 anos virou assistente de Carille, em 2017, depois da conquista da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Conhece o vestiário e o pensamento dos dirigentes, além de ser um treinador barato, na questão salarial.

Loss começou nas categorias de base do Inter, em 2006, chegando ao Corinthians, em 2013. Trabalhou como técnico principal do Bragantino, numa parceria com o Corinthians, em 2015. Voltou para o clube e hoje é visto como o profissional ideal para manter o modelo de jogo da equipe, para, quem sabe, repetir a trajetória de Carille.

Loss pode assumir, assim que Carille comunicar sua decisão. A tendência é que isso seja definido, após a partida contra o Sport, domingo, em Recife. O presidente Andrés Sanchez gostaria de ter Carille até a parada para a Copa do Mundo, dia 13 de junho, com mais sete rodadas do Brasileiro.

 


Por que Fernando Diniz é tão combatido? É o único a tentar algo diferente
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Alexandre Praetzel

O Atlético-PR eliminou o São Paulo e chegou às oitavas-de-final da Copa do Brasil. A diretoria priorizou os torneios mais importantes, colocando um time reserva e Sub-23 para disputar e ganhar o Estadual. Assim, deu tempo e preparação para sua equipe considerada principal.

Na Copa do Brasil, passou por Caxias(0x0), Tubarão-SC(5×4), Ceará(pênaltis no segundo jogo) e São Paulo(2×2 no Morumbi). Na Sul-Americana, fez um jogo, com vitória por 3 a 0 sobre o News Old Boys-ARG. No Brasileiro, estreou batendo a Chapecoense por 5 a 1. Chegamos no dia 20 de abril e o Atlético disputou apenas oito partidas oficiais com força máxima e Fernando Diniz como técnico.

Parece que Diniz encontrou o clube correto para apostar na sua filosofia de jogo. O Atlético-PR não tem nenhum jogador de exceção, mas Diniz adota a mesma prática utilizada no Audax, quando foi vice-campeão paulista, em 2016, passando por São Paulo e Corinthians. Nomes como Sidão, Yuri, Velicka, André Castro, Tchê Tchê, Bruno Paulo, Mike e Camacho, despontaram ali, num time coletivo e de muita posse e toque de bola.

Agora, Diniz comanda uma equipe de mais expressão nos principais campeonatos do Brasil. E seguimos ouvindo coisas como: “Esse Diniz não aguenta três derrotas seguidas”; “O que ele trouxe de novidade?”; “Quero ver ele num time maior, para segurar os jogadores”.

Pois bem. O zagueiro Paulo André deu a declaração que ninguém esperava, após a classificação diante do São Paulo. “Em 34 anos, finalmente tenho prazer em jogar futebol. Eu me divirto em campo”, resumiu. Paulo André já esteve em times grandes com treinadores renomados. Foi multicampeão no Corinthians. Quinze dias atrás, já tinha me dito que o grupo estava encantado com Diniz.

O lateral Carletto chegou a dizer que “vocês ainda vão ver o Diniz na Seleção Brasileira”. São afirmações de quem trabalha com ele, desde janeiro, apenas.

Eu não sei se o Atlético-PR ganhará algum título de mais repercussão, mas não dá para fechar os olhos para alguém que foi o único treinador brasileiro a tentar algo diferente nos últimos três anos. Seu time JOGA FUTEBOL. Corre risco? Sim, mas joga futebol, que é o que todo mundo quer ver.

Treinadores mais antigos, atuais e renomados torcem o nariz quando falam de Diniz. O próprio Vampeta, que comandou Diniz no Audax, acha que ele não conseguirá uma trajetória de sucesso em clubes maiores. Diniz foi carimbado como um profissional difícil de lidar e no trato com os atletas, mas isso parece que ficou para trás em Curitiba.

Parece inveja do meio futebolístico e má vontade de parte da mídia com alguém que tenta sair da mesmice e busca algo diferente num futebol cada vez mais igual e chato de se ver. Acho que Diniz merece aplausos, ao invés de vaias e críticas. No resultadismo, vai perder como todos, mas no trabalho, já mostrou que é competente.


Flamengo é um mistério. Time compete pouco
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Alexandre Praetzel

Comentei Flamengo e Santa Fé, no empate em 1 a 1, no Maracanã sem torcida, por causa da punição ao clube, por incidentes na final da Copa Sul-Americana, em 2017. O Flamengo fez dez minutos iniciais muito bons, abriu o placar e parecia que iria vencer com certa tranquilidade. Mas o time parou, como vem parando desde o ano passado. Permitiu ao limitado Santa Fé, espaços para o adversário chegar ao empate.

O Flamengo ainda criou uma ou outra oportunidade no segundo tempo, muito mais por falhas defensivas e pelo goleiro Zapata do que por méritos próprios. Diego roda, roda e produz pouco. Éverton Ribeiro esqueceu o futebol nos Emirados Árabes. Quem não gostaria de contratar dois meias com boa qualidade, como Diego e Éverton Ribeiro? Todos os clubes brasileiros, mas os dois parecem de barriga cheia. Falta algo. Parece que os dois não colocam alma no jogo. Isso significa mais raça, sim. Algo que outros grandes nomes do Fla, apresentaram em épocas anteriores.

O Flamengo deveria esta jogando bem mais e não precisava demitir Carpegiani, achando que contrataria o treinador que quisesse. Agora, está com um interino em meio a uma fase de grupos da Libertadores. Maurício Barbiéri tem futuro, mas claramente não é um nome pronto para conduzir um elenco “enfastiado” e pouco competitivo.

A diretoria tem que ser menos soberba e trabalhar com humildade, reconhecendo que todos entregam bem menos do que deveriam.