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Todos “secarão” o Corinthians contra o Sport, mas não vai adiantar
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Alexandre Praetzel

Torcedores de muitos times secam o Corinthians, rodada a rodada do Campeonato Brasileiro. E mais uma vez, isso irá acontecer contra o Sport, na Arena corintiana. Mas acredito que não vai adiantar, novamente. O único argumento contrário à campanha do Corinthians, é quando o Corinthians vai perder, após 18 jogos, com 13 vitórias e cinco empates. Só restou isso. É difícil apontar defeitos em algo que está dando tão certo.

O aproveitamento de 81,5% mostra uma superioridade coletiva sobre os demais e indica que o Corinthians não vai desperdiçar a oportunidade de conquistar o sétimo título brasileiro. Fábio Carille montou uma formação tão forte taticamente, que intimida adversários, dentro ou fora de casa. Substitutos entram com naturalidade, nas ausências de titulares. A maneira como o Corinthians venceu o Atlético-MG, facilmente, no Mineirão, escancarou a diferença entre os onze titulares, mesmo que o Galo tenha um elenco com mais griffe. Um ano atrás, o Galo seria muito favorito.

Mérito total de Carille, hoje uma realidade e o melhor treinador da competição. Vai enfrentar um Vanderlei Luxemburgo, relegado ao ostracismo e indiferença, no início da temporada, mas com um currículo invejável, que talvez Carille não consiga alcançar. Certamente, um confronto de ideias e trabalhos muito interessantes. Mas ainda assim, apostaria na manutenção da invencibilidade corintiana e um final de primeiro turno, líder com folga sobre os concorrentes.

A secação será grande, mas o Corinthians passará batido, novamente, É o que eu penso.


Em 2 finais, Ney Franco se entusiasma com o Sport e se diz “reciclado”
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Alexandre Praetzel

Divulgação/Sport

Ney Franco está de volta aos bons momentos do futebol. Após uma parada na carreira, para viajar e estudar, o treinador assumiu o Sport e está em duas decisões: Copa do Nordeste contra o Bahia e Campeonato Pernambucano diante do Salgueiro. Aos 50 anos, Ney conversou com o blog, com exclusividade, sobre o trabalho atual, novos aprendizados, Diego Souza e a busca por outras conquistas no currículo. Acompanhem.

Por que você ficou um tempo sem trabalhar? Reciclagem ou opção?

“Optei por ficar um ano com a família nos Estados Unidos para estudar inglês e, ao mesmo tempo, dar uma repensada na carreira. Aproveitei para fazer um curso de “Coach” na área de psicologia . Neste período, acompanhei pela TV as competições brasileiras e os jogos das maiores ligas do mundo. Acompanhei também “in loco” alguns jogos no Orlando City, equipe em que joga o Kaká e jogava o Julio Baptista”.

Acha que o Sport é um recomeço de carreira?

“Não falo que é um recomeço, mas, sim, uma continuidade de uma carreira de dez anos, que começou com muitos títulos: Mineiro (pelo Ipatinga, em 2005), Copa do Brasil (pelo Flamengo, em 2006), Carioca (pelo Flamengo, em 2007), Taça Guanabara (pelo Botafogo, em 2008), Brasileiro da Série B (pelo Coritiba, em 2010), Paranaense (pelo Coritiba, em 2010), Sul-Americano Sub-20 (pela Seleção Brasileira, em 2011), Mundial Sub-20 (pela Seleção Brasileira, em 2011) , Copa Sul-Americana (pelo São Paulo, em 2012). O histórico de títulos no início da carreira é bom. Porém, em função de não ter obtido boas temporadas em 2014 e 2015, resolvi parar para o estudo. Ao mesmo tempo, pude reciclar para voltar e dar continuidade a uma carreira, na minha opinião, embora ainda curta, mas vitoriosa”.

Como vê a condição técnica e financeira do clube? Qual a receita para não sofrer na Série A?

“A receita é desenvolver um trabalho com qualidade em todas as áreas do clube. Hoje, o Sport é um clube que tem um elenco interessante, sem atrasos salariais e com premiações em dia. Acho que temos tudo para trabalhar entre as dez primeiras equipes do Brasileirão, sem correr riscos de rebaixamento e, de repente, surpreender com uma classificação para a Libertadores. Em 2013, tive uma experiência interessante com o Vitória. Peguei o time em 16º lugar e terminamos a competição em quinto, brigando até a última rodada por uma vaga na Libertadores”.

O título da Copa do Nordeste consolida a carreira do treinador?

“Seria mais um título inédito no currículo, que ajuda e ajuda os críticos sérios e pesquisadores avaliarem melhor a carreira de um treinador, mas sem serem influenciados por resultados recentes”.

Diego Souza é diferenciado mesmo ou apenas vive grande momento?

“Acho que o Diego é um jogador que vive um bom momento, momento este que o coloca entre os melhores jogadores do Brasil, em totais condições de disputar uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira”.

Trabalhar no Nordeste é diferente ou a pressão é a mesma dos grandes centros?

“A pressão é a mesma, principalmente trabalhando numa equipe como o Sport, que tem uma torcida apaixonada e também conta em sua história com um título brasileiro e também da Copa do Brasil”.

Além das duas decisões, o Sport também disputa a Copa Sul-Americana, com vaga encaminhada para a segunda fase, depois de bater o Danúbio-URU por 3 a 0, em Recife. Na Copa do Brasil, está nas oitavas de final contra o Botafogo. Perdeu o primeiro confronto por 2 a 1, no Rio de Janeiro.

Na Série A do Brasileiro, pega a Ponte Preta, em Campinas, na primeira rodada, no dia 14 de maio.


Milton Cruz recusa contrato de dois meses com o Sport
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Alexandre Praetzel

Após perder Oswaldo de Oliveira para o Corinthians, o Sport Recife está atrás de um novo treinador. A diretoria tentou contratar Milton Cruz, ex-jogador do clube e ex-coordenador técnico do São Paulo.

“O pessoal do Sport me ligou, mas quiseram fazer um contrato de dois meses porque haverá eleições em dezembro. Aí não dá. Quero algo que eu possa trabalhar com tempo”, afirmou Milton Cruz, em conversa com o blog.

Milton Cruz espera por propostas para iniciar sua carreira como treinador. No São Paulo, comandou o time ocasionalmente, levando o tricolor à Libertadores da América, no Brasileiro de 2015.


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