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Diretor do Santos elogia Levir e ainda sonha com o título brasileiro
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Alexandre Praetzel

O Santos aposta tudo na reta final do Brasileiro para tentar encostar no Corinthians, pelo menos. São oito pontos atrás do líder e a aposta na matemática e nos próximos confrontos para ainda sonhar com o título. Do presidente Modesto Roma Jr., passando pela diretoria e jogadores, todos acham que é possível buscar o rival. O blog entrevistou o diretor-executivo, Dagoberto dos Santos, sobre esta possibilidade e o pensamento para 2018. Confira a seguir.

O Sr. acha que o Santos tem força e futebol para buscar o Corinthians?

Creio que sim. Nossa proposta é essa mesmo. Temos futebol suficiente para poder chegar na ponta.

Por que o Sr. tem essa convicção?

Porque eu vejo isso na vontade e na determinação do grupo.

Por que outros times não conseguiram encostar mais no Corinthians?

Vamos fazer nossa parte. Eu não vou fazer um comentário sobre a qualidade do meu adversário, mas da nossa parte nós temos vontade, determinação e futebol para chegar na ponta.

Santos mudou muito com Levir? É mais pragmático e resultadista?

Houve algumas mudanças, mas o Santos é aquele clube que tem vocação para o ataque e vontade de vencer sempre. E isso alinhou muito com a forma e o estilo do próprio Levir.

Levir não é mais defensivo?

Não acho que seja não. Ele está demonstrando isso no futebol que está apresentando.

Ricardo Oliveira renovará contrato ou a situação ficou complicada, após ele reclamar da logística no Equador?

Não, não tem nada a ver uma coisa com a outra. Ele está estudando nossa proposta e se der tudo certo, faremos a renovação sim.

Santos vai mudar muito para 2018, no time e elenco?

Santos nunca faz nada demais. Faz o necessário. Nós estamos planejando nosso grupo para 2018 e até o final do ano, nós teremos o planejamento concluído.

Sua permanência depende da reeleição do presidente Modesto Roma Jr.?

Minha permanência depende do presidente, não de mim.

Dagoberto dos Santos tem contrato até o final de 2017. O presidente Modesto Roma Jr. será candidato à reeleição. Ricardo Oliveira e Lucas Lima têm propostas de renovações de contratos, mas ainda não houve nenhuma definição. O Santos volta a jogar na próxima quinta-feira, contra a Ponte Preta, em Campinas.

 


Elano defende estilo de Levir e ainda vê o Santos na briga pelo título
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Alexandre Praetzel

O Santos está oito pontos atrás do Corinthians, na segunda colocação do Campeonato Brasileiro. Uma distância considerável ainda, faltando 36 pontos a disputar e já tendo enfrentado o Corinthians. A vitória sobre o Palmeiras deu novo ânimo para o time, após a eliminação na Libertadores da América. O blog conversou com Elano, hoje auxiliar técnico e bicampeão brasileiro pelo Santos, em 2002 e 2004, sobre a caminhada santista e o modo de jogar com Levir Culpi, diferente de treinadores anteriores. Leia abaixo.

Santos tem gás e bola para alcançar o Corinthians?

Cara, ganhei um campeonato brasileiro nas duas últimas rodadas. É possível. Nós temos mais 12 rodadas para disputar. Triste pela desclassificação dos torneios que ficamos fora, como a Libertadores. Mas agora nós só temos um campeonato para disputar. Então, é o grande foco que nós temos.

Santos joga hoje em função do goleiro e por uma bola, ao invés dos times anteriores com Dorival Jr. e você como interino?

Discordo em alguns aspectos e concordo em outros. Primeiro que o Dorival tem a maneira dele trabalhar e também deu alguns resultados positivos para o Santos. Outros, da maneira que eu procurei optar, é maneira que eu conheço o Santos desde que eu cheguei aqui. Um Santos ofensivo, procurando fazer os gols, buscar sempre o ataque, utilizar todos os jogadores que fazem parte do elenco, como a integração do Alison, Daniel Guedes, alguns jogadores que nem estavam inscritos ou eram usados, eu procurei usar porque eu achava que era importante naquele momento. Com a experiência e inteligência que o Levir tem, com 50 anos de carreira, vem fazendo isso com maestria e acho que a gente vem tendo bons resultados.

Ricardo Oliveira é importante e ainda merece uma renovação de contrato?

Com certeza, sou totalmente a favor.

Elano comandou o Santos, após a demissão de Dorival Jr., no início do Brasileiro. Ele teve três vitórias consecutivas, antes de Levir Culpi assumir o cargo. O Santos volta a jogar dia 12 de outubro contra a Ponte Preta, em Campinas.


Prass vê Corinthians fora da realidade e admite frustração pelo título
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Alexandre Praetzel

A derrota do Palmeiras para o Santos deixou o Verdão quatro pontos atrás do adversário e ainda distante do líder Corinthians. O clássico foi muito disputado com o Palmeiras tendo mais posse de bola, mas o Santos sendo letal na principal chance do jogo, conseguindo a vitória. O goleiro Fernando Prass admitiu que a situação do Palmeiras ficou ainda mais complicada no Brasileiro, reconhecendo a frustração de todos no elenco. Confira a seguir no bate-papo com o blog.

Palmeiras dominou, mas não foi eficiente, ao contrário do Santos. É uma análise correta?

É, posso estar enganado, mas foram duas propostas bem distintas. Santos dando o campo para a gente, dando a bola e explorando o contra-ataque com dois caras rápidos dos lados, Copete e Bruno Henrique. Eles, claro, dentro da proposta deles, têm o mérito de conseguir sofrer porque é uma proposta que tu dás a bola para o adversário, adversário tem um volume grande de jogo, como a gente teve, mas acho que em termos de situações claras de gols, foi um jogo equilibrado. Então, as duas propostas, entre aspas, foram bem executadas. Só que o Santos conseguiu o diferencial que foi o gol. Então, isso compromete toda uma análise e, óbvio, que a gente tem que dar a mão à palmatória que a proposta do Santos deu mais certo porque eles venceram.

É muito delicado chegar no início de outubro fora da briga pelo título brasileiro?

É frustrante, mas não é exclusividade do Palmeiras. É exclusividade de outras 18 equipes, né. Mas vamos esperar o jogo do Corinthians. Dependendo do resultado, a gente ainda mantém acesa uma chama, óbvio que mais difícil, mas vamos esperar o jogo.

Por que o campeonato ficou tão fácil para o Corinthians?

Eu acho que pelo primeiro turno do Corinthians. No primeiro turno, o Corinthians foi fora da realidade de qualquer campeonato e isso deu uma condição dele ter uma gordura muito grande.

O Palmeiras agora observa muito mais quem vem se aproximando da quarta colocação. O time tem 43 pontos, mas está no alcance de Cruzeiro e Botafogo. A próxima partida será apenas no dia 12 de outubro contra o Bahia, no Pacaembu.


Palmeiras e Santos: vice-campeonato é pouca coisa
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Alexandre Praetzel

Palmeiras e Santos se enfrentam neste sábado, ainda sonhando com o título brasileiro. Um objetivo distante, pela desvantagem para o líder Corinthians. O Palmeiras está 11 pontos atrás e o Santos, dez pontos. Passadas 25 rodadas, a busca pela vice-liderança é algo pequeno, pela expectativa das duas equipes, antes do campeonato começar. O Palmeiras tem o melhor elenco do país e o Santos sempre teve um bom time titular, com um grupo melhorado, em 2017. Foram duas decepções, pelo futebol irregular na temporada, apesar do Santos ter ficado invicto por 17 partidas.

Ainda assim, a projeção é de um bom jogo, no Allianz Parque. O Palmeiras é favorito, após mostrar um pequeno crescimento técnico e coletivo. Vem de duas vitórias, com os jogadores fechados em torno de uma recuperação na competição. O Santos caiu na Libertadores por falta de ambição em campo e teve queda de produção, desde que Levir Culpi assumiu. A equipe ficou mais fechada e menos técnica e veloz, longe das suas caraterísticas normais.

Numa comparação jogador por jogador, analisando momento, o duelo é bem parelho. Analisem.

Fernando Prass    X    Vanderlei

Mayke    X    Daniel Guedes

Luan    X    Lucas Veríssimo

Juninho    X    David Braz

Zé Roberto    X    Zeca

Tchê Tchê    X    Alison

Jean    X    Matheus Jesus

Moisés    X    Jean Mota

Willian    X    Copete

Deyverson    X    Ricardo Oliveira

Dudu    X    Bruno Henrique

Cuca    X    Levir Culpi

Palpitando, aposto em vitória do Palmeiras por 1 a 0.


Santos, Levir e a conta da justa eliminação
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Alexandre Praetzel

Sempre gostei de ver o Santos jogar e disse em janeiro que achava que o Santos seria campeão da Libertadores da América. Mantinha a imagem do time leve, dinâmico e veloz de 2015 e 2016. Mas, infelizmente, 2017 passou longe dos bons momentos santistas.

Até o início do Brasileiro, o Santos parecia travado. Os bons jogadores estavam mais ou menos e a coisa não fluía. Dorival Jr. garantia que estava tudo bem, mas o grupo não respondia dentro de campo. Dorival saiu e chegou Levir Culpi. O Santos passou tranquilo da primeira fase da Libertadores e começou a valorizar a invencibilidade no torneio sul-americano, mesmo sem jogar bem.

Levir tornou o Santos mais mecânico, pegador e dando a bola para o adversário. Preferiu atuar por resultados em detrimento da qualidade técnica. Ficou 17 jogos sem perder, mas com muita dependência de Vanderlei. O Santos já vinha jogando mal, só que Vanderlei garantiu muitas vitórias e evitou derrotas. Parecia que a conta ia chegar. E chegou.

Contra o Barcelona-EQU, em Guayaquil, o Santos foi ao ataque uma vez e marcou um gol. Depois, se retraiu e entregou o campo para os equatorianos. Tomou um sufoco gigantesco e cedeu o empate. Na Vila Belmiro, teve os desfalques de Renato e Lucas Lima, mas só isso não pode justificar um futebol tão pobre. Perdeu com justiça para um oponente mais organizado e ambicioso. Para mim, Levir tirou a transição ofensiva e robotizou o Santos. Quando saiu na frente, isso adiantou. Ontem, fracassou. Tomou o gol e foi para o desespero dos cruzamentos. Nenhuma jogada trabalhada e uma escalação discutível, com muita lentidão. Eliminação justa, pelo que não jogou como mandante. E para piorar, Bruno Henrique cuspiu no rosto de um adversário. Postura lamentável. Merece uma longa suspensão.

Ah, e tem a Vila Belmiro. Já não é alçapão há muito tempo. Doze mil pessoas para uma decisão de quartas-de-final da Libertadores? Um pensamento pequeno de toda a diretoria. Em Guayaquil, o Santos esteve num caldeirão com mais de 40 mil pessoas. E tem muita gente que defende a Vila para fazer política. O Santos é muito maior que eles. No Pacaembu, seriam 35 mil santistas.

Agora, é pensar em ficar no G4 do Brasileiro. Pouco para a projeção inicial, mas correto pelo decréscimo de todos nos últimos 40 dias.


Santos pode ganhar Brasileiro e Libertadores, mas não quer tentar
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Alexandre Praetzel

O Santos enfrenta o Botafogo, neste sábado, com apenas um titular em campo. Levir Culpi vai poupar jogadores e três desfalques por suspensão. Tudo bem que o Santos tem um jogo decisivo, quarta-feira, e o retorno de Guayaquil foi desgastante. Mas será que Zeca, Alison, Copete e Bruno Henrique não poderiam ser escalados?

O Campeonato Brasileiro também é importante. O Santos derrotou o Corinthians com autoridade e diminuiu a diferença para nove pontos. Se ganhar no Engenhão, baixa a desvantagem para seis e coloca pressão no Corinthians contra o Vasco, amanhã.

O Santos terá Vanderlei; Daniel Guedes, Luiz Felipe, Noguera e Orinho; Leandro Donizete, Léo Citadini e Jean Mota; Thiago Ribeiro, Kayke e Hernandez. Claro que o Santos pode vencer os reservas do Botafogo, mas obviamente teria mais condições com uma formação mais reforçada.

Não entendo e nunca entenderei esse planejamento. O Brasileiro não pode ficar em segundo plano. Em 2015, o Santos fez a mesma coisa, perdeu a Copa do Brasil para o Palmeiras e a vaga na Libertadores da América, em 2016. Os dirigentes vão cometer o mesmo erro. O Santos pode levar as duas competições ao mesmo tempo. Pode mesclar a equipe, quando entender necessário, mas descaracterizá-la tanto, é difícil de aceitar.

O Cruzeiro de 2003 sempre será minha referência. Ganhou a tríplice coroa com Mineiro, Copa do Brasil e Brasileiro, com 24 participantes e oito jogos a mais, na primeira disputa de pontos corridos. Se isso foi possível há 14 anos, por que não agora?


Nilmar vê Santos com time para ganhar a Libertadores e buscar o Corinthians
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Alexandre Praetzel

Nilmar voltou ao futebol brasileiro, depois de duas temporadas no Qatar e Emirados Árabes. Aos 33 anos, aceitou o convite do Santos para mostrar que ainda tem bola para ser titular de um grande time do país. Nilmar começou no Inter e foi campeão brasileiro pelo Corinthians, em 2005. Após alguns problemas clínicos, já fez sua estréia e espera ajudar a equipe a conquistar a Libertadores da América. O blog entrevistou Nilmar com exclusividade sobre a realidade brasileira, a escolha pelo Santos e o futuro na carreira. Confira a seguir.

Como vês o nível técnico do Campeonato Brasileiro, após um tempo no exterior?

Acredito que vem evoluindo pela fase que os clubes vivem hoje, não vendem jogadores como vendiam antes, jogadores estão retornando ao futebol brasileiro, investimento está sendo grande em alguns clubes e vem crescendo. Acredito que, quando eu iniciei, muitos jogadores saíam muito cedo. Hoje está sendo diferente, estão repatriando muitos jogadores e a qualidade está boa, no meu ponto de vista. Claro que a gente ainda peca um pouco a nível europeu, mas o nível melhorou bastante.

Você acha que o Santos tem time e elenco para buscar o Corinthians e o título da Libertadores?

No futebol, a gente vê tantas coisas acontecerem…Claro que o Corinthians tem uma vantagem, até mesmo anormal no Brasileiro. Acho que nunca um clube terminou o primeiro turno com tanta diferença de pontos, mas enquanto há chances, a gente não pode desistir não. Se o Corinthians tiver uma sequência grande de derrotas, coisa que a gente acha difícil pelo que vem fazendo, pode deixar escapar ainda e o pessoal que está atrás, pode encostar para dar uma animada e uma valorizada no campeonato porque ficou um pouco chato, 12 pontos na frente, antes de terminar a competição. Como eu disse, no futebol a gente já viu de tudo e pode ter uma reviravolta aí. Todos acham difícil, mas a gente não pode desistir não. Na Libertadores, a campanha está sendo fantástica, até agora, Está invicto, claro que agora na fase de mata-mata, já conseguiu passar pelo Atlético-PR, e tem grupo, elenco, time, acredito que em jogos de mata-mata, têm que chegar bem preparado e cuidar todos os detalhes para não deixar escapar. É bem diferente do Brasileiro, se você perde, tem tempo de recuperar, mas nesse tipo de competição você tem que estar com o nível de atenção muito elevado e o emocional muito bom, também, para conquistar esse título que todo mundo quer.

Sempre tiveste muito talento. Até que ponto as lesões impediram uma carreira maior em grandes clubes?

Na verdade, as lesões que eu tive, fazem mais de dez anos. Me atrapalharam no início, quando retornei delas. Falta de confiança, aquela coisa de você voltar a jogar futebol, desde muito tempo parado. Você tem um jogador muito acostumado a jogar e ficar seis meses sem atuar, é muito complicado no início. Mas eu superei isso e fiz uma carreira muito boa, aqui mesmo no Brasil, no Inter. Depois, tive passagens pela Espanha, Qatar, Emirados. Felizmente, nunca tive um problema mais sério de lesões e consegui ter uma carreira boa, até hoje, no momento. Mas, claro, naquele momento, com 21 anos, as duas lesões que eu tive, foram bastante difíceis para mim.

Por que você escolheu o Santos, no retorno ao Brasil?

Na verdade, o Santos me escolheu e eu acabei escolhendo o Santos, pelo fato das pessoas se interessarem e ser o clube que é. Acredito que é um clube muito sério, que tem história, que não tem comentário para fazer. Respeitado no mundo todo e ter a oportunidade de voltar a jogar num clube como o Santos, está sendo sensacional. Estou bastante motivado e confiante que vai dar tudo certo.

O que precisa mudar no futebol brasileiro para voltar a termos mais qualidade?

Aquilo que todos sabem, né. O pessoal de fora(risos). Acredito que a gestão está um pouco atrás. Lá fora, eu sei como é, e essa parte tem que se profissionalizar um pouco mais para que o futebol possa crescer. Tem que começar lá de cima, esse é o ponto ideal aí para que o futebol volte a ser o que sempre foi e ser respeitado. Agora, com a volta do Tite à Seleção, a Seleção começou a mudar um pouco nossa imagem lá fora.

Você acha que o Lucas Lima deve permanecer no Brasil ou buscar uma carreira no exterior?

É difícil dizer. De fora, cada um tem uma opinião e só o atleta vai saber o que é melhor para ele e as pessoas que trabalham com ele. Pelo pouco tempo de convívio com o Lucas, é um cara que é bem consciente das decisões dele e tem potencial para jogar em qualquer clube. Acho que dispensa comentários sobre isso. Claro que eu, chegando agora, como atacante, gostaria de jogar com ele, mas aí a gente tem que respeitar. Já estive na situação dele também e a decisão a ser tomada, não é fácil. Acredito que ele é inteligente o suficiente para tomar a melhor decisão.

Quais as principais diferenças entre os trabalhos de clubes e treinadores estrangeiros com os profissionais daqui?

Na verdade, já se inicia com o planejamento. Lá fora, você joga menos jogos. Você tem um calendário que já sabe no início da temporada, onde você vai jogar, quando, horário. Não tem aquela coisa de mudar do nada, então você já faz um planejamento. Tem a questão do torcedor, o carnê, que o pessoal, antes de começar a temporada, já tem seus assentos, seus lugares. Então, essa parte aí, eles estão na frente da gente. Pela cultura do futebol, aqui a gente não valoriza muito o treinador. O treinador perde um, dois jogos…Essa cultura nossa já está chegando lá também porque quando joguei na Espanha, também, estava se iniciando isso, treinadores saindo no meio da temporada. Lá, infelizmente, chegou isso, mas bem diferente daqui. Acho que é uma falta de respeito com o profissional, porque o cara é contratado, faz um ano de contrato, perde dois, três jogos e infelizmente acaba saindo, jogando toda a responsabilidade em cima do treinador. A gente costuma dizer que é mais fácil mandar um embora, do que 30 jogadores. Isso tinha que ser revisto e treinador brasileiro ser mais valorizado, como a gente valoriza o pessoal de fora, quando vem para cá.

O que você pretende fazer, quando deixar o futebol? Tem algo em mente?

Infelizmente, não(risos). Na verdade, ainda não pensei nessa parte do que eu vou fazer. Treinador, essa parte, eu não tenho perfil, não penso não. Mas por ter vivido muitos anos no futebol, possa aparecer alguma oportunidade para continuar no meio, mas a princípio, não tenho nada planejado. Estou ainda com 33 anos, então tenho que pensar um pouco. Acredito que no momento que para, você vai curtir um pouco a família e você acaba vivendo o futebol muito intenso. Quando eu parar, vou curtir a família e depois ver o que vai acontecer.

Nilmar fez apenas duas partidas pelo Santos, mas deverá ser mais aproveitado pelo técnico Levir Culpi, até o restante da temporada.

 

 


Luan e Lucas Lima. Jogadores à vontade, clubes desesperados
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Alexandre Praetzel

Tenho acompanhado as novelas sobre as renovações de contrato de Luan e Lucas Lima. O Grêmio corre contra o tempo para tentar negociá-lo e não vê-lo sair de graça.. O presidente Romildo Bolzan Jr. está preocupado com a situação, para Luan não virar um novo Ronaldinho Gaúcho.

Em fevereiro de 2001, acompanhei todo o processo envolvendo a conturbada negociação para Ronaldinho Gaúcho permanecer no Grêmio. Na época, RG recusou as ofertas tricolores e assinou um pré-contrato com o Paris Saint Germain, em segredo. O ex-presidente José Alberto Guerreiro apostava na Justiça Desportiva, mas o Grêmio perdeu o processo, e Ronaldinho saiu livre, sem nenhuma compensação financeira. Um prejuízo histórico e irreparável para o Grêmio.

Luan é a maior revelação gremista, desde Ronaldinho Gaúcho. Tem compromisso até 17 de setembro de 2018. Recusou o Spartak Moscou e ainda não entrou em acordo com o Grêmio. Seu empresário, Jair Peixoto, não tem boa relação com os dirigentes. A discussão se arrasta. Em março de 2018, Luan poderá assinar um pré-contrato e sair livre do Grêmio, em setembro. Este é o grande temor de Bolzan Jr. O Grêmio detém 60% dos direitos econômicos de Luan.

Lucas Lima terminará sua passagem pelo Santos, no final do ano, caso decida não ficar na Baixada. O Santos já entregou uma gorda proposta de renovação, mas ainda não obteve resposta. Lucas Lima está com a faca e o queijo na mão. Vai esperar até o último minuto por quantias do exterior, para definir seu futuro. Se não surgir nada, Lucas vai se decidir sobre o Santos. O clube tem 10% dos direitos econômicos do meia.

Presidentes reclamam da Lei Pelé, mas não conseguem se proteger, pela falência financeira das instituições. Sou a favor de uma indenização de 10 a 15% ao clube, caso o atleta não aceite renovar contrato. Por exemplo, sete meses antes do final, o atleta avisa o clube se irá renovar ou não. Ele indeniza o clube em 10 ou 15% do valor total gasto com ele, em luvas e salários. Pode ser uma merreca, mas pelo menos, haverá alguma compensação. Do jeito que está, o jogador leva muita vantagem. A tal escravidão virou balela, há muito tempo. Hoje, se o clube quiser rescindir com o atleta, antes do prazo final do contrato, tem que pagar o valor integral. A disparidade ficou muito grande e gerou muito comodismo por parte da categoria. O cara assina por cinco anos e pode se encostar, tranquilamente.

Mexam-se dirigentes, ao invés de reclamarem dos jogadores. A Lei está com eles. O prejuízo, com vocês.


Após atrito com Dorival, Vecchio se destaca e curte bom momento no Santos
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Alexandre Praetzel

Emiliano Vecchio chegou ao Santos em 2016, indicado por Dorival Jr. O meia argentino veio do Qatar SC e demorou um tempo para estrear. Fez apenas nove jogos, sem marcar gols. Em 2017, teve uma discussão com o treinador e fez críticas nos bastidores e foi afastado. Voltou ao time assim que Dorival foi dispensado pela diretoria. Curiosamente, o Santos melhorou com a sua entrada no time.

Diante do Bahia, na vitória por 3 a 0, Vecchio foi o melhor jogador em campo. O blog o entrevistou com exclusividade sobre o seu bom momento, o incidente com Dorival e as possibilidades de títulos para a equipe. Confira.

Você está vivendo seu melhor momento no Santos?

Um momento bom, como o que está vivendo o time. Faz várias partidas que estamos conseguindo vitórias, não estamos tomando gols. É o que eu falo. O mais importante é poder somar para que o time possa ganhar. Isso é o mais importante.

É possível ganhar um título, jogando num esquema com um volante, você e Lucas Lima e mais três atacantes?

É. Esperamos, né. O professor está provando, nada definitivo. Ele tem muitos jogadores e ele vai mudando. Está provando. Alguns jogos, atuou Leandro Donizete, outros Yuri, Alisson e o mais importante é ajudar a ganhar.

Santos tem time para ganhar Libertadores ou Copa do Brasil?

Santos tem um time muito bom. Ainda precisamos melhorar muito para podermos ser campeões. Sabemos disso. Somos conscientes disso. Estamos trabalhando para isso. Tem uma história muito boa na Libertadores e isso conta também. E uma torcida maravilhosa. Onze da manhã com 35 mil pessoas, não é nada fácil.

O incidente com Dorival te atrapalhou no Santos?

Não. Eu sempre falo. Sou um cara que eu falo o que eu penso. Falo na cara, sempre com respeito, mas eu falo na cara. Há pessoas que entendem e outras não. Muitas vezes, o jogador é o empregado, nesse caso. O treinador é o chefe e ele decidiu me afastar. Mas está tudo bem. Na verdade, não tenho nenhum problema com ele. A situação se deu desse jeito e eu sempre falo, tenho que trabalhar, ser honesto, que Deus vai premiar as pessoas que são honestas.

Vale a pena jogar no Pacaembu, pela maior presença de torcedores?

Para nós, jogar na Vila ou Pacaembu, é a mesma coisa. A Vila tem uma mística, que é muito difícil perder lá e o Pacaembu, tem outras coisas. Você vai, o torcedor lota o estádio e para nós, é uma ajuda importante.

Dá para virar em cima do Flamengo, quarta-feira, na Copa do Brasil?

Flamengo é um grande time, sabemos, muito parelho conosco. Vamos buscar, né. Sabemos que estamos dois a zero atrás e o time precisa do minuto um ao minuto 90, tentar virar esse jogo.

Na temporada, Vecchio fez seis partidas com um gol marcado. Quarta-feira, deve ser mantido entre os titulares. O Santos precisa vencer o Flamengo por três gols de diferença para chegar às semifinais da Copa do Brasil, após perder por 2 a 0, no Rio de Janeiro.

No Campeonato Brasileiro, o Santos é o terceiro colocado com 30 pontos, dez atrás do líder Corinthians.


Santos precisa do Pacaembu. E vice-versa
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Alexandre Praetzel

Neste domingo, acordei cedo e me dirigi ao Pacaembu para ver Santos e Bahia. No trajeto do meu bairro até o estádio, milhares de santistas chegando em famílias, grupos de amigos e muita tranquilidade. A bela manhã de sol se refletiu no estádio com ótimo público e vitória santista por 3 a 0.

Quando o locutor anunciou o público de 32.869 pagantes com 35.769 no total e renda de R$ 1.282.430,00, torcedores aplaudiram. E isso aconteceu porque os santistas querem um local maior para ver seu time do coração. A Vila Belmiro é histórica e teve sua importância, mas ficou defasada, perto das novas arenas.

Só para efeito de comparação, no último clássico entre Santos e São Paulo na Vila, houve 10.520 pessoas para R$ 423.000,00. Palmeiras e Corinthians se enfrentaram no Allianz Parque para 39.091 pagantes e R$ 2.800.000,00 de bilheteria. A diferença é abissal. A curto prazo, o Santos ainda pode concorrer, mas a médio e longo prazo ficará para tràs, numa espécie de Série B financeira, perto dos rivais.

O Santos necessita de um estádio maior, com mais conforto e capacidade para também aumentar suas receitas. Dirigentes e conselheiros precisam fugir do discurso provinciano e pensar o Santos grande, como sempre foi. A conversa de que o time é mais forte na Vila, também é passado. Em 2017, perdeu para Ferroviária, São Paulo, Cruzeiro e Sport.

Então, é hora do Santos ter uma casa melhor. Acho que o Santos precisa do Pacaembu e vice-versa. Claro que o poder municipal pode ajudar, num acordo bom para ambas as partes. E isso já passou do tempo, na minha opinião.

Adoro o Santos. Nasci em Porto Alegre e sempre vi esse clube histórico concorrer de igual para igual na questão técnica. Agora, se não mudar o pensamento profissional e empresarial, vai perder muito espaço, cada vez mais.