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Arquivo : Roger Machado

Palmeiras “perdeu” dois pontos para o Ceará. Mais foco contra os menores
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras “perdeu” dois pontos, ao invés de ter ganho um, no empate de 2 a 2 com o Ceará, em Fortaleza. Isso sempre será mencionado, quando um grande deixar de vencer, com a partida na mão. O Palmeiras abriu 2 a 0 no placar, deu uma relaxada, recuou e deixou o Ceará tomar conta da partida. Parecia que o jogo seria uma mera formalidade, depois do Palmeiras fazer o segundo gol. Tem também o mérito cearense, que foi buscar o resultado, mesmo com um time inferior. Parabéns ao técnico Lisca, que superou Roger Machado.

O Palmeiras começou o jogo muito bem. Foi eficiente e rápido, aproveitando uma bola aérea e uma falha do zagueiro Luiz Otávio. Aí, parou. O Ceará ganhou terreno, diminuiu e continuou em cima.

No segundo tempo, Lisca voltou com Elton no lugar do meia Reina. O Ceará deu espaços, sem aproveitamento do Palmeiras, que poderia ter matado o confronto com Hyoran, na cara do goleiro Everson, após ótimo passe de Willian. Roger Machado preferiu apostar na vantagem e tirou Dudu e Lucas Lima. O Ceará permaneceu no campo palmeirense e chegou à igualdade com o oportunismo de Elton.

Um resultado amargo para o Palmeiras e uma vitória para o Ceará. O tropeço é ainda pior, porque o Ceará perdeu para Flamengo, Grêmio e Cruzeiro, todas as derrotas, em casa.

O elenco do Palmeiras é bom, mas o grupo precisa de foco nos jogos menores. Se mantiver essa postura, o Palmeiras não será campeão brasileiro. Afinal, os três pontos valem em todos os confrontos. Quarta-feira, tem o líder Flamengo.


Palmeiras tenta contratar volante Walace
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras está tentando contratar o volante Walace, do Hamburgo da Alemanha. O blog apurou que o jogador foi um pedido do técnico Roger Machado e teve seu nome aprovado pela diretoria. Os primeiros contatos já foram feitos. Roger trabalhou com Walace no Grêmio, em 2015 e 2016. Em janeiro de 2017, Walace foi negociado com o Hamburgo por 9,5 milhões de euros por 90% dos direitos econômicos.

No Hamburgo, Walace participou de 30 jogos e marcou dois gols. Não se adaptou muito ao estilo de jogo do time, perdeu espaço e viu o Hamburgo ser rebaixado para a segunda divisão, pela primeira vez na sua história. Seu último jogo pelo Hamburgo, foi no dia dez de março. Os alemães pedem sete milhões de euros para liberá-lo e não querem emprestá-lo. Walace tem contrato até junho de 2021.

O volante está com 23 anos. Fez parte da Seleção Brasileira, campeã olímpica, em 2016.

No Grêmio, Walace fez 115 jogos, com cinco gols marcados.

Nos últimos dias, o Palmeiras negociou o volante Tchê Tchê com o Dynamo de Kiev-UCR, e o lateral-direito João Pedro com o Porto, arrecadando 6,8 milhões de euros.


Vitória do Palmeiras em POA foi tão consistente quanto a do Boca Juniors
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras conseguiu uma grande vitória sobre o Grêmio e subiu cinco posições na classificação do Brasileiro, terminando a quarta-feira com 17 pontos, na terceira colocação.

O resultado de 2 a 0 foi construído com um futebol competitivo e raçudo, com contra-ataques eficientes, aliado a um bom sistema defensivo. Foi uma postura muito equilibrada, com atitude forte e desempenho, durante os 90 minutos. Talvez tenha sido a melhor atuação tática do Palmeiras, lembrando da vitória sobre o Boca Juniors, em Bueno Aires. Não é fácil para ninguém  derrotar o Grêmio na sua Arena. Eu, inclusive, achava que o Grêmio era o favorito.

Willian foi letal e o destaque da partida, mas os demais jogadores contribuíram bastante, sem alguém destoar. Até Luan e Thiago Martins foram bem, mesmo sendo reservas no momento.

Duas vitórias consecutivas e a confiança lá em cima. Sem Felipe Melo e Bruno Henrique, suspensos, Thiago Santos e Lucas Lima começarão a partida diante do Ceará, em Fortaleza. Óbvio que os times vivem jogo a jogo, mas o Palmeiras já viaja como favorito e terá uma retranca pela frente, provavelmente.

Há sete dias, Roger Machado vivia um ponto de interrogação com duas derrotas seguidas. Agora, ele renasceu, passando por São Paulo e Grêmio, dois adversários complicados. O que mudou, para isso acontecer? Acredito que tenha sido a escalação, com um meio-campo mais dinâmico e recomposição rápida. Os espaços diminuíram. Futebol, sempre existiu.

Nas eternas projeções, depois do Ceará, haverá o Flamengo, no Allianz Parque. Diferença de três pontos para o líder, com o Fla atuando nesta quinta-feira, contra o Fluminense. Roger ainda precisa de uma sequência consistente. Se ele chegar ao topo da tabela, na parada para a Copa, aí terá a tranquilidade que sempre pediu, com o Palmeiras na sua posição correta, brigando pelo título.


Grêmio de Renato tem legado de Roger. Tricolor é favorito contra Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Grêmio e Palmeiras se enfrentam nesta quarta-feira, em Porto Alegre. Será o primeiro confronto de Renato Gaúcho e Roger Machado, depois do primeiro substituir o segundo no tricolor gaúcho, em 2016.

Na ocasião, Roger pediu demissão do Grêmio e deixou um bom trabalho, sim. Renato aperfeiçoou e foi campeão da Copa do Brasil, mudando alguns atletas para ganhar a Libertadores, em 2017.

Roger trabalhava um esquema de jogo com muito toque de bola e ofensividade, mas seu time sofria na defesa. Teve derrotas de 4 a 0 para o Coritiba e 3 a 0 para Rosário Central e Ponte Preta, no jogo que determinou sua saída. Conseguiu um 5 a 0 contra o Inter, em 2015. Seu time tinha Luan em ascensão e o meia Giuliano como destaque.

Renato efetivou Arthur, recuperou Ramiro e nomes conhecidos que estavam em baixa, como Léo Moura, Cortez, Cícero e Jael. Já ganhou quatro títulos. O futebol de toques rápidos e criação de jogadas, tem muito fez Roger. Renato consolidou isso, aliado a um sistema defensivo forte e eficiente. Encontrou o equilíbrio que faltava.

Será um duelo interessante. Pelos trabalhos dos dois, Renato está melhor e o Grêmio é favorito. Roger precisa de uma sequência consistente no Palmeiras e mais variações dentro de campo. Os dois possuem bons elencos.

Tomara que seja um jogo aberto e cheio de possibilidades.


Palmeiras faz fiasco no Brasileiro. Roger é o único responsável?
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Alexandre Praetzel

Guardiola costuma dizer que um time ganha campeonatos nas últimas oito rodadas e perde nas oito primeiras. Por esta ótica, o Palmeiras vai se complicando no Brasileiro. Tem apenas 11 pontos em 24 disputados. É o décimo colocado com 45,8% de aproveitamento, com três vitórias, dois empates e três derrotas. Dá para dizer que venceu com duas boas atuações, contra Atlético-PR e Bahia. Nos outros seis jogos, não conseguiu manter consistência e foi muito mal nas três derrotas. Claro que ainda é cedo para determinar que o Palmeiras não pode ganhar o título, mas o quadro é bem negativo para um elenco considerado favorito.

Na projeção inicial, o Palmeiras sempre foi colocado no pelotão da frente, ao lado de Flamengo, Corinthians, Grêmio e Cruzeiro. Dos cinco, é o que apresenta pior futebol. E não consegue engrenar. Dez entre dez palmeirenses pedem a cabeça de Roger Machado. Mas será que o técnico é o único responsável? Já ouvi várias teorias de pessoas ligadas à vida diária do clube e relato algumas.

– Roger trabalha bem no dia a dia, mas não mantém formações treinadas. Foi apelidado de “Confuso”, por alguns do grupo.

– Mattos pressiona demais e incomoda os jogadores.

– Encontro com a uniformizada revoltou os atletas.

– Diretores querem um ex-treinador “cascudo” para ser um lastro a Roger, trabalhando com Mattos.

– Roger não tem força para comandar o vestiário.

– Palmeiras precisa de um técnico experiente e líder.

No futebol brasileiro, quando um grande clube vai mal, surgem diversas causas para o mau desempenho. Na minha opinião, passa muito por um pensamento de futebol. O Palmeiras pode ser protagonista, mas precisa ter humildade também. Há adversários do outro lado que sabem como enfrentá-lo. Se um esquema não funciona, testa-se outro. Medalhões não podem ter cadeira cativa. Os melhores devem jogar, sempre.

Roger Machado está previsível nas suas decisões e parece que os jogadores estão incomodados. Mas não é o único responsável. Os próprios atletas podem dar mais e os dirigentes devem estar mais próximos do treinador. Será que trocar de técnico, vai mudar muita coisa, se o pensamento continuar o mesmo? Costumo dizer que quem manda no futebol são os jogadores. E que o ambiente hoje representa 70% do trabalho. Se não houver comando e o dia a dia for conturbado, tchau. Não há técnico que resista.

Agora, o clássico contra o São Paulo virou o limite. Como se um único Choque-Rei mudasse tudo do dia para a noite. Nunca foi assim.


Hyoran pede passagem no Palmeiras
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Alexandre Praetzel

Hyoran caiu nas graças de Roger Machado. O meia apresentou bom futebol, quando recebeu oportunidades do treinador. Nos últimos quatro jogos, Hyoran entrou em todos, com 90 minutos de participação e um bonito gol marcado contra o Sport, no Allianz Parque.

O blog apurou que isso mexeu com a cabeça de Roger e Hyoran tem tudo para ser titular diante do Cruzeiro, nesta quarta-feira, em Belo Horizonte. O garoto está pedindo passagem, na avaliação de muita gente, internamente. Antes, já tinha ido bem nas vitórias sobre Boca Juniors e Atlético-PR, contribuindo bastante, mesmo com apenas 29 minutos jogados nas duas partidas. Diante do Alianza Lima, atuou os 90 minutos e fez um gol, na Libertadores da América.

Em 2017, esteve apenas em seis jogos e marcou um gol. Foi procurado por outros times e quase foi emprestado para a Chapecoense, mas preferiu permanecer no Palmeiras. Agora, o aproveitamento aumentou e Hyoran aproveitou. Sua entrada deve determinar a saída de Lucas Lima. O principal reforço de 2018 ainda não deslanchou. Lucas parece ter dificuldade para manter um ritmo intenso, durante o jogo. Tem atuado mais pelos lados, do que um verdadeiro meia.

Acredito que uma formação interessante seria um meio-campo com Felipe Melo, Bruno Henrique, Hyoran e Guerra(Moisés). Keno e Willian na frente, com a ausência de Borja. Dudu e Lucas Lima poderiam ficar na reserva. Seria uma forma diferente de atuar, variando um pouco o esquema de jogo.

Vamos ver. Mas que Hyoran merece uma sequência, isso é fato. Já está com 25 anos e pode suportar a pressão de ser titular.


Palmeiras não engrena e irrita a diretoria. Roger segue em análise
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras não consegue ter uma sequência de boas atuações. Mandou três partidas durante a semana e só foi bem contra o Bahia, na vitória por 3 a 0. Quarta-feira, o pior desempenho do time na temporada, no empate de 1 a 1 com o América-MG. A vaga para as quartas-de-final da Copa do Brasil, amenizou a situação.

Neste sábado, não adiantou ter elenco com opções. O Palmeiras perdeu para o Sport por 3 a 2, e ainda desperdiçou um pênalti com Keno, no último minuto de jogo. O Sport foi muito bem e mereceu a vitória, diante de um Palmeiras que fez 1 a 0 e achou que ganharia a hora que quisesse. Em nenhum momento controlou a partida e chegou a ser dominado na segunda etapa.

A irregularidade palmeirense preocupa, ainda mais com jogadores experientes e acostumados a grandes confrontos. Se o elenco é de bom para muito bom, por que a equipe não sustenta bons resultados? Aí, é hora do treinador também. Sem Willian, poupado pelo desgaste, Roger Machado entrou com Guerra como falso 9. O Palmeiras teve jogo coletivo razoável e chegou ao gol de Keno, com participações de três atletas, pelo menos. Vantagem parcial pelos 15 minutos finais do primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Sport foi para cima e o Palmeiras não conseguiu se impor. As substituições de Roger até foram bem pensadas, tecnicamente, mas o time abriu o meio-campo mais uma vez e o Sport aproveitou, virando o placar. Taticamente, a equipe se perdeu. Fez o gol com Hyoran em jogada individual, mas depois levou mais um em bola aérea. Verdade que Dudu perdeu um gol imperdível e Keno errou um pênalti, mas o Palmeiras não merecia mais do que um ponto, e olhe lá.

A derrota e a atuação da equipe deixaram os dirigentes muito irritados. O blog apurou que Roger Machado volta a ficar ameaçado no cargo pelo fato do Palmeiras não engrenar, apesar de estar classificado na Libertadores da América e Copa do Brasil. As duas partidas ruins contra América-MG e Sport, pesam na avaliação da diretoria.


Palmeiras da Libertadores precisa aparecer no Brasileiro
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras passou tranquilo pela fase de grupos da Libertadores da América. Quando houve o sorteio, em dezembro de 2017, a chave palmeirense era considerada uma das mais difíceis da primeira fase, com o temido Boca Juniors, o bom time do Junior e o tradicional Alianza Lima, com várias presenças no torneio. Em 18 pontos, o Palmeiras fez 16, com aproveitamento de 88,9% e a melhor campanha da primeira fase. Isso deixa o Palmeiras com a certeza de decidir o mata-mata no Allianz Parque, caso vá ultrapassando as disputas, a partir das oitavas-de-final.

O futebol apresentado na Libertadores não foi de encher os olhos, mas mostrou um time bastante competitivo e com rodagem maior do elenco, batendo os três adversários fora de casa. O Palmeiras foi excelente contra o Boca, em Buenos Aires, e Alianza, em Lima. Nos jogos em São Paulo, ganhou na eficiência e na força.

Agora, por que esse desempenho da Libertadores não é visto no Brasileiro? O Palmeiras é quinto colocado com oito pontos em 15. Fez uma ótima atuação na vitória sobre o Atlético-PR e venceu o Inter, sem jogar bem. Empatou com Botafogo e Chapecoense e perdeu para o Corinthians, na sua pior performance neste início de Série A. E a derrota para o rival deixou dúvidas de novo sobre a atitude dentro de campo.

Para um clube que tem um elenco com boas opções em qualidade e quantidade, o Palmeiras deve ser cobrado para jogar mais no principal torneio nacional. Claro que o campeonato é longo e há espaço para reações. O Palmeiras pode conquistar Libertadores, Copa do Brasil e Brasileiro? Pode, mas parece que o foco dos atletas é a Libertadores. A diretoria gere e apresenta alternativas para a comissão técnica. Resta saber se Roger Machado conseguirá dar atenção devida para três competições simultâneas, deixando o grupo mobilizado. Serão mais sete partidas, até a parada para a Copa do Mundo.


Palmeiras foi gigante na Bombonera. Do time ao resultado
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras volta de Buenos Aires com uma vitória espetacular sobre o Boca Juniors, em La Bombonera. Ontem, aqui mesmo no blog, escrevi que o jogo poderia ser um “divisor de águas” para o time e acho que pode ser mesmo, depois da conquista dos três pontos e a classificação antecipada para as oitavas-de-final da Libertadores da América.

O Palmeiras competiu bastante, dividiu todas as jogadas e teve uma postura digna de um confronto deste tamanho. Já trabalhei quatro vezes na Bombonera. A pressão é enorme, desde a chegada ao estádio até o desenrolar do jogo. Ganhar por 2 a 0 e da maneira que foi, é digno de elogios e de uma cobrança positiva, a partir de agora.

Os palmeirenses reclamavam de uma certa indolência e desânimo dentro de campo, algo visto após a perda do Paulista. Ontem, os jogadores deram a resposta com atitude e bola, porque o Palmeiras jogou futebol e atacou o Boca na sua casa. Óbvio que sofreu e poderia ter levado um ou dois gols, se não fosse Jaílson. Mas isso faz parte do jogo. Do outro lado, estava o virtual campeão argentino e a melhor equipe do país. Mais do que a vitória, o Palmeiras deixou o Boca sob pressão, correndo riscos de eliminação na primeira fase.

Não sei se o Palmeiras ganhará algum título em 2018, mas o elenco precisa justificar tamanho, nome e qualidade em partidas assim. Nos jogos grandes, surgem as provas de que é possível encarar qualquer adversário. E o Palmeiras deu um recado. Resta saber se manterá esse ritmo e pegada para o que vem pela frente. A maratona é grande, cheia de duelos importantes.

Cabe ao elenco e ao técnico Roger Machado. Ontem, todos foram muito bem, do goleiro à última substituição. Lucas Lima fez o que se espera, participando, se aproximando da área e marcando um gol de qualidade técnica. Até Hyoran apareceu, sem sentir o jogo. Resultado e postura indiscutíveis de um time que estava merecendo as críticas e que pode manter esse padrão e ainda entregar mais ao seu torcedor.


Roger está previsível. Dracena é o melhor zagueiro. E.Santos, um mistério
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Alexandre Praetzel

Não vi o jogo entre Botafogo e Palmeiras. Estava trabalhando em São Paulo e Paraná, no Morumbi. Assisti os melhores momentos do empate, na madrugada. Pelos lances, o Palmeiras teve algumas oportunidades e marcou um golaço com Guerra, em qualidade e coletivo. Achei patético, o gol sofrido pelo Palmeiras. Felipe Melo e Thiago Martins não atacaram a bola e viram Igor Rabello errar em bola primeiro, para depois chutar e empatar a partida.

Um ponto fora de casa, num campeonato tão difícil como o Brasileiro, não deixa de ser bom. O detalhe é se foi ponto ganho ou dois perdidos, pela atuação do time. Vi as substituições de Roger Machado e, mais uma vez, ele foi previsível como nos outros confrontos. O Palmeiras tem um elenco onde você pode variar esquemas táticos e não perder a qualidade dos titulares. Há opções. No entanto, Roger sempre muda o seis pelo meia dúzia. Não arrisca, não tenta algo diferente. O Palmeiras cansa fisicamente, porque ele utiliza apenas 14 ou 15 nomes, no máximo. Isso está claro para mim.

Na defesa, a insistência com Thiago Martins é inexplicável, quando você tem Edu Dracena na reserva. Dracena fará 37 anos, em maio, mas ainda é o melhor zagueiro do Palmeiras. Pode jogar posicionado e bem protegido. Ouvi falar que seu desempenho físico nos treinos não é o ideal, mas ele vem sendo relacionado há mais de cinco jogos.

Emerson Santos veio do Botafogo e foi contratado em setembro. Não foi inscrito no Paulista e ainda não foi testado. Ou ele não tem condições de vestir a camisa do Palmeiras ou é birra do treinador. Só isso. Se o Palmeiras só o contratou para o Corinthians não contratar(existia o acerto encaminhado), também é ruim, porque você incha um grupo e agrega um insatisfeito ao vestiário.

Não demitiria Roger, como alguns defendem. Só que o Palmeiras só fez um jogo muito bom na temporada: contra o São Paulo, na vitória por 2 a 0, no Paulista. E isso é muito pouco. Pode, deve e tem que produzir mais. Cobranças são absolutamente normais no futebol, ainda mais com quem tem o melhor elenco.