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Carille sonha com dinastia no Corinthians. Forma de jogar é o segredo
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Alexandre Praetzel

Fábio Carille vai se consolidando como o melhor técnico do Campeonato Brasileiro. A campanha invicta do Corinthians impressiona críticos e adversários, com 47 pontos conquistados em 57 disputados. Para muitos, título encaminhado para o time, mas Carille pede calma. Nesta entrevista exclusiva ao blog, Carille mantém a humildade, fala sobre os critérios do seu trabalho e sonha com uma dinastia no Corinthians. Confira a seguir.

A pergunta que restou sobre o Corinthians. O time vai perder no Brasileiro?

Vamos fazer de tudo para que a gente continue desse jeito, com bastante trabalho, nos preparando a cada jogo, a cada decisão, para que a gente continue assim, sem perder, procurando jogar bem, vencer. Essa é a nossa busca do dia-a-dia.

Ser campeão invicto é uma realidade ou algo muito difícil de acontecer?

Muito difícil. Não é impossível, se ganhamos um turno. Mas a gente passa a ser o time a ser batido, olhado diferente pelos adversários. É muito difícil, mas não é impossível. Vamos trabalhando dia-a-dia, jogo a jogo, para ver até onde a gente vai.

Qual o segredo do trabalho em oito meses, depois de você ter sido tratado como aposta, em janeiro?

Eu acho que a grande sacada da comissão técnica, nós nos apresentamos dia 03 de janeiro e os atletas, dia 11 de janeiro. Então, ali com as contratações, o elenco que a gente tinha, a gente definiu o quanto antes a forma de jogar. Nosso primeiro treino com bola já foi com uma ideia de jogo. Então, hoje os atletas, sai um, sai outro, quem entra em campo, sabe realmente o que tem que fazer, com e sem bola. Por isso, é muito importante para todos os clubes, no início da temporada, já ter um grupo definido e colocar todo mundo para trabalhar com as mesmas ideias. Acho que isso é o grande motivo para a gente estar fazendo esse ano maravilhoso.

Muitos treinadores jovens acabam não tendo sequência nos trabalhos porque alteram demais suas ideias. Você corre o risco de entrar para esse grupo?

Não. Não quero. Dificilmente, vocês vão ver algo de diferente, algo que eu não treinei. Minhas coisas são muito definidas. Aprendi isso também, que vale ter as coisas bem definidas e quando você tem uma equipe muito organizada, com todos os jogadores muito atentos e determinados a fazer, você está mais perto da vitória. Então, espero que minha carreira seja assim, com ciência daquilo que o grupo pode me dar e daquilo que eu posso cobrar do grupo, para que eu consiga me manter entre os melhores do Brasil.

Você acredita no discurso de técnicos como Levir Culpi e Cuca, de que não dá mais para buscar o Corinthians ou não?

De alguns treinadores, se eu estiver falando que eu não estou acompanhando, eu acredito. Vindo de Levir e Renato Gaúcho, se eles estiverem falando isso, eu não acredito. Mas ficou difícil para Atlético-MG, Flamengo com 18 pontos atrás, também ficou difícil. A gente tem que ser realista. Não é fácil buscar num turno, essa diferença. Não é impossível, mas a gente sabe que é muito difícil. Mas essas equipes que estão oito, dez, 12 pontos atrás, têm muita coisa para acontecer.

Costumo dizer que com dez Romeros, é possível ser campeão. Você concorda com isso, que Romero conseguiu superar qualquer adversidade no Brasil?

Concordo. É um jogador que muito se fala sobre a entrega dele, porém, é um cara que tem um bom passe. Lembro de gols aqui, muito rapidamente, o primeiro gol contra a Ponte, na final do Paulista, que ele acha o Jô e o Jô coloca o Rodriguinho na cara do gol. Os dois gols contra o Palmeiras, agora, no estádio do Palmeiras. Participação dele no pênalti do Arana e no lançamento para o gol do Arana. Pensando rápido assim. É um cara com muita entrega, que o corintiano gosta, mas que também tem muita técnica, sabe finalizar, está jogando um pouquinho longe do gol, mas a gente vê no dia-a-dia, ele tem um poder de finalização. Concordo. Com dez Romeros, você fica com uma equipe muito forte, consistente, com qualidade técnica também.

Você tem conversado com Tite? Ele te elogiou pelo trabalho, deu alguma orientação, ou imagina que você tem luz própria, não entra em detalhes?

Eu conheço muito bem. Foram cinco anos e meio, trabalhando com ele. Nos falamos sempre, mas não se fala sobre futebol. Família, como você está. Eu também não gosto de perguntar porque sei qual vai ser a resposta dele. Fábio, vai ser difícil falar, porque quem tem está no dia-a-dia, é você. Mas ele me conhece bem. Considero um pai dentro do esporte, sou abençoado por ter trabalhado com ele e ter aprendido bastante. Conversamos bastante, mas sobre futebol, muito pouco.

Atlético-MG e Flamengo tentaram te contratar no ano passado?

Saíram matérias agora, que eu vi, mas não chegou nada a mim. Acho difícil que isso tenha acontecido. Na fase que o Corinthians está, nosso momento, mesmo que viessem atrás, dificilmente você vai sair. Você não pode quebrar(contrato). Eu sou um cara que dificilmente eu vou quebrar. Aconteceu sim antes do jogo contra o Grêmio, uma reunião com um pessoal da China, onde fiquei 15, 20 minutos. O cara queria me conhecer. Eu fui até ele, para ir agora, falei esquece, não saio desse sonho, porque é um sonho estar dirigindo o Corinthians. Tem muita coisa ainda para acontecer aqui no Corinthians e futebol brasileiro, do jeito que eu penso. A única coisa que eu participei foi essa questão da China e de imediato já cancelei a conversa.

Pode surgir uma “Era” Carille como houve uma Era Brandão e Era Tite no Corinthians?

É meu sonho hoje, cara. De ficar muito tempo. Com certeza, cada ano que passar, vou estar mais experiente. Estou num processo de aprendizado muito grande e quero aprender cada vez mais, ainda sendo técnico, tomando decisões, errando, acertando. É assim que a gente aprende. Sou uma pessoa muito tranquila e consciente de tudo que acontece. Meu sonho hoje é ficar por muito tempo no Corinthians, fazer um trabalho a longo prazo, participar de contratações futuras, estar envolvido mesmo para que a gente fique bem forte. Esse é meu grande sonho hoje.

Pode sair algum jogador na janela de agosto?

Acho difícil. Alguns dias atrás, eu tinha muito medo desta questão, mas hoje do jeito que a diretoria está trabalhando, vai ser muito difícil de acontecer. Não é impossível, mas estão trabalhando para que isso não aconteça.

Pablo continua?

Até dezembro, sim. Agora, não sei. Estou vendo aí que houve acertos, depois voltaram atrás, algumas coisas aí, mas até dezembro, com certeza, ele permanece.

Se o Corinthians não for campeão, o que você imagina que possa acontecer?

Nós somos sempre cobrados por resultados. Não imaginava terminar o turno com 47 pontos, não imaginava. Falo para todo mundo, um time totalmente desacreditado no início do ano. Mas tem um segundo turno que tudo pode acontecer. A gente está trabalhando muito para nos mantermos na frente, mas a gente sabe que as coisas não acontecem como a gente quer. Nos preparamos para coisas grandes, mas muitas vezes as coisas não acontecem. Decepção? Não vai acontecer porque a gente trabalha demais e sempre de cabeça erguida. Uma vaga na Libertadores, buscar isso o quanto antes, para depois a gente buscar e confirmar esse título, mas tem muita coisa para acontecer.

Teu trabalho pode virar parâmetro a clubes que estão gastando dinheiro, sem resultados?

Pode sim e espero que isso aconteça no futebol. Falando de nós, profissionais técnicos, talvez isso vá dar muita polêmica, mas eu não tenho problema nenhum em falar. É muito fácil você ficar pedindo contratações ao invés de olhar para o seu grupo e trabalhar com aquilo que você tem. A gente vê hoje. Chega jogador, pede jogador e muitas vezes você tira a moral de quem está ali com você, com quem você pode contar no dia-a-dia. Foi isso que eu fiz. Eu sabia das condições do Corinthians, que tinha que subir bastante garotos e me fechei dentro de campo e trabalhei dentro de uma ideia. Pode acreditar. Gostei muito da entrevista do zagueiro Felipe, esta semana, onde ele fala que o treinamento pode mudar um jogador, um jogador que trabalhou até os 20 anos e eu acredito demais nisso. Treinamento individual, coletivo, dá resultados. Falar que vai ser campeão, é muito difícil. São 20 equipes que se preparam, mas que vai ser um trabalho coeso, de muita organização, isso dá. É só ir para o campo, se fechar com aquilo que você tem e trabalhar bastante.

Chegará mais algum reforço? Zagueiro Emerson Santos do Botafogo?

A diretoria tem trabalhado. Não sei se chega agora. A gente tinha muita preocupação na questão do Balbuena, de sair, de pensar até no futuro, se o Pablo não continuar no ano que vem, a gente já ter alguém no grupo para trabalhar e já chegar o outro ano. Mas estou vendo que isso só deva acontecer no final do ano. Estamos trabalhando ainda, nem que venha da Série B. Você perde o Pablo, o Balbuena pode ir para a seleção, o Léo Santos tem idade de seleção Sub-20, a gente não pode ficar sem jogador no setor por ali. Bem provável que sim.

O Corinthians folga neste fim de semana e volta a jogar apenas dia 19 de agosto, recebendo o Vitória, na Arena Corinthians.


Mattos se diz satisfeito com elenco do Palmeiras, mas não descarta D. Souza
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras dá um tempo no Brasileiro e volta suas atenções para a Libertadores da América. O Verdão enfrenta o Barcelona de Guaiaquil, nesta quarta-feira (5), abrindo as oitavas de final do torneio. O técnico Cuca acha que o time paulista vem evoluindo, depois de quatro vitórias consecutivas na competição nacional.

O blog entrevistou o diretor-executivo, Alexandre Mattos, a respeito dos desafios que virão e as chances de contratar novos reforços e Diego Souza – o atacante completou seis partidas pelo Sport e ainda pode atuar por outra equipe. Apesar de algumas declarações das pessoas envolvidas, a vinda dele para o Palmeiras ainda não está descartada.

O Palmeiras está pronto para encarar um mata-mata de Libertadores?

Eu acho que a gente está fazendo tudo para isso. Obviamente, sempre tem o que melhorar e isso é bom. Evoluir é bom. O Palmeiras vem evoluindo, encontrando seu jeito, seu melhor momento de jogar coletivamente e as coisas vão acontecendo. Está preparado, um jogo duríssimo, mas nós vamos muito fortes para lá, conseguir esse resultado que é difícil, mas sem dúvida alguma, fazer o nosso melhor.

São três competições importantes. Existe uma prioridade ou não?

Próximo jogo. Próximo jogo é Libertadores, vamos dar a vida lá. Depois, volta o Brasileiro e assim a gente vai levando até o fim.

A diretoria está atrás de novos reforços ou o elenco está formado?

Não. O elenco está basicamente feito. Todo mundo sabe e é público. Se aparecer algum atacante, mas sem pressa, nós estamos satisfeitos. A partida do Borja contra o Grêmio foi muito boa. As coisas estão evoluindo, não há um desespero com isso. A gente precisava de um volante, o Bruno fez sua estréia e foi muito bem, na minha opinião. Eu acho que a gente está bem formatado. Estamos atrás sim do ajuste final do coletivo. Na hora que o coletivo funcionar, o elenco vai fazer a diferença.

Estás satisfeito com o desempenho do grupo?

Muito. Muito satisfeito.

Diego Souza é página virada?

Não. O Sport colocou que não tem interesse nesse momento, por vários fatores. A gente respeita, se mudar alguma coisa eles vão avisar a gente. Se não, a vida segue. Nós estamos tranquilos com o que a gente tem.


Diretor do SP nega desmanche e promete reforços à altura do clube
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Alexandre Praetzel

Depois da saída de Luiz Araújo para o Lille da França, o São Paulo pode negociar mais atletas com clubes do exterior. Os zagueiros Maicon e Rodrigo Caio podem ir para a Turquia e Itália. O volante Thiago Mendes interessa ao Lille. Se mais três titulares saírem, o tricolor terá que passar por uma reestruturação na equipe, em meio ao Campeonato Brasileiro. O blog entrevistou o diretor de futebol, Vinicius Pinotti, sobre essas possibilidades. Confira.

O São Paulo pode passar por um novo desmanche na próxima janela europeia?

“Não tem chance de desmanche. O que tem chance é de idas e vindas. Com o São Paulo não é diferente. Aliás, o São Paulo é o grande vendedor do futebol brasileiro. Produz muito talento. Se a gente perder, a gente vai repor à altura ou mais ainda. Nós estamos muito focados em voltar a ganhar, esse é o nosso objetivo. Então, não vai haver desmanche e se houver alguma saída, ela será reposta, se é que a gente não traga (alguém) antes de vender. Dentro do planejamento, infelizmente, a nossa situação frente à Europa, tem que estar contando que a gente vá perder jogador. Não tem jeito. Aí, vem uma proposta interessante e para o jogador, a gente não tem como fugir. Mas repito, não haverá desmanche”.

O São Paulo vai negociar o Thiago Mendes com o Lille da França?

“Não existe jogador inegociável, é mercado. Mas, por enquanto, não tem nada com o Thiago Mendes, de forma alguma. Publicaram que ele estava vendido, mas é uma grande mentira, não está vendido nada”.

Por que contrataram o atacante Denilson do Avaí?

“Um garoto promissor, tem muito potencial. Não vem para resolver de curto prazo, mas eu acho que ele tem um grande futuro. Jogador de lado de campo, que a gente está precisando. Então, é por aí. É para compor o elenco”.

A política de futebol é trazer reforços que possam ter benefício técnico e financeiro a curto prazo?

“A gente está em duas frentes. Uma é o ganho esportivo, que a gente precisa de curto prazo. Traremos jogadores que também não darão retorno financeiro e sim esportivo. Obviamente que estamos olhando também no mercado, casos como o Denílson, são jogadores com potencial de investimento para uma venda futura. Isso é mesclado”.

A chegada do Maicosuel te dá ganho técnico, mas não financeiro. É por aí?

“É por aí. Não temos expectativa de vender o Maicosuel. Pode até acontecer no futuro, mas não é o mais esperado. Trouxemos ele porque a gente acha que é uma carência do time e vem para resolver nosso problema de curto prazo. É um grande jogador que está precisando de confiança e regularidade de atuação”.

Maicosuel estreou contra o Vitória, quinta-feira. Denílson ainda não foi apresentado. O São Paulo busca um zagueiro, um volante, um meia e mais um atacante no mercado.

 

 

 

 


A arte de execrar ou “endeusar” um jogador no Brasil
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Alexandre Praetzel

Uma vez, durante um debate esportivo de rádio, em Porto Alegre, papo vai, papo vem, decretei que um jogador “não jogava nada”. A frase definitiva ecoou com críticas à minha opinião. Horas mais tarde, refletindo, vi que era um erro, mesmo que considerasse o atleta em questão, um profissional menos qualificado que os demais. E mudei a postura nas análises, em 25 anos de jornalismo esportivo.

Acho que, com o advento das redes sociais e todo mundo com teses, observações e críticas em tempo real, precisamos ser muito mais cautelosos e pacientes. Hoje, uma contratação de um clube é avaliada em oito ou 80. Não existe mais meio termo. O cara chega com expectativa, é tratado como grande reforço e precisa resolver em 90 minutos. Não há mais tolerância, calma e até respeito pelo trabalho. Se fizer um gol e um grande lance, pronto, é um “monstro”, joga muito, novo craque e tal. Se perde um gol feito, chuta mal ou tem duas ou três atuações ruins, não serve mais. Ficou muito difícil entender tanto totalitarismo. Acredito que a gente deva se transportar para situações parecidas no nosso dia-a-dia. Será que gostaríamos de conceitos iguais ou parecidos? É hora de humildade e critérios nos comentários. Menos julgamentos e mais justiça. Abaixo, cito jogadores execrados e endeusados.

Borja – chegou agora. Está sendo detonado, com poucas oportunidades e longe do estilo em que jogava na Colômbia. O custo da negociação está determinando se ele é bom ou não, infelizmente;

Pato – empilhou gols no São Paulo. Sempre teve qualidade, mas foi execrado, após errar uma cobrança de pênalti pelo Corinthians contra o Grêmio, na Copa do Brasil;

Fred – segue como grande centroavante. Virou “cone”, depois do fiasco do Brasil, na Copa de 2014. Hoje, seria o 9 de qualquer equipe;

Casemiro – era chamado de “mala” e “mascarado” no São Paulo. Em um ano, não servia para o tricolor. Pode ser bicampeão da Champions League pelo Real Madrid, neste fim de semana, como titular absoluto;

Jonas – foi chamado de o “pior atacante do mundo” porque errou um gol. Sempre foi um atacante muito bom. Já foi convocado para a Seleção Brasileira e é destaque do Benfica de Portugal;

Keirrison – estourou no Coritiba e virou o ‘K9″ no Palmeiras. Negociado com o Barcelona, desandou e nunca mais foi o mesmo, rodando por vários clubes. Teve várias lesões e um drama pessoal. Hoje, está no Arouca no Portugal;

Leandro Damião – encheu os adversários do Inter, com gols marcados e atuações excelentes. Negociado ao Santos por R$ 42 milhões, virou um “mico” e foi parar na justiça contra o clube.

Pequenos exemplos de um lado e de outro. Em raríssimas vezes, temos razão no conceito final, mas nos equivocamos com a grande maioria. Fica a dica para uma reflexão e um debate com mais conteúdo sobre o assunto.

 


Palmeiras deve anunciar lateral e um atacante
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras deve anunciar mais dois reforços nos próximos dias: um lateral-esquerdo e um atacante. O blog recebeu a informação de que o lateral é Danilo Avelar, nome comentado anteriormente, na apresentação do técnico Cuca. Danilo fará 28 anos em junho e estava no Torino da Itália. Começou sua carreira no Rio Claro-SP e foi negociado com o Karpaty da Ucrânia, em 2010. Em 2012, foi para o Cagliari e chegou ao Torino, em 2016. Danilo desembarcou em São Paulo, nesta terça-feira.

O atacante é um nome debatido apenas entre o presidente Galiotte, Alexandre Mattos e Cuca. Algumas pessoas ligadas ao Palmeiras, informam que é o argentino Marco Rúben, titular do Rosário Central e destaque da Libertadores da América, em 2016, contra o próprio Palmeiras. No entanto, o empresário do jogador, Andrés Miranda, nega qualquer contato do Palmeiras. “Não é possível. Marco fica no Rosário. Nenhuma proposta. Nada. Prefiro não falar para não criar mal entendidos. Marco fica aqui. Não vai para o Palmeiras. Não posso ser mais claro”, afirmou, num contato feito pela produção do Esporte Interativo.

A janela de contratações de reforços do exterior abre dia 20 de junho, no Brasil.

No último sábado, após a derrota para o São Paulo, Cuca admitiu que novos nomes estão chegando ao Verdão, dentro do orçamento estipulado pela diretoria.

 


Vitória investe em reforços para reduzir diferença de Sudeste/Sul
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Alexandre Praetzel

O Vitória foi um dos clubes que agitou o mercado da bola neste início de ano e contratou jogadores conhecidos e experientes no futebol brasileiro. Os destaques são o meia Cleiton Xavier e os argentinos Dátolo e Pisculichi. Ainda chegaram os laterais Leandro Salino e Geferson, o zagueiro Alan Costa, o meia Gabriel Xavier e o atacante Paulinho. O diretor de futebol, Sinval Vieira, conversou com o blog sobre os investimentos feitos, a projeção para 2017 e a tentativa de diminuir a diferença para os adversários das regiões Sudeste e Sul. Acompanhe abaixo.

Investimentos em jogadores mais experientes

“O clube precisava de jogadores com bom currículo, vencedores. Coincidentemente, alguns atletas escolhidos estão nessa faixa de idade de 30 anos. Porém, não são todos. O Vitória também fez contratações de jovens jogadores. São atletas, acima de tudo, vencedores. Esse é o perfil que desejávamos”.

Investidores participando das contratações

“Sem investidores. Financeiramente, somos um clube equilibrado atualmente. Toda a preparação do elenco foi feita com recursos do Vitória”.

Projeção para a temporada

“Evidentemente que começando a pré-temporada não só com um time, mas com um elenco qualificado, estamos desejando brigar por posições muito melhores, em todas as competições. Começamos o ano com o time que acreditamos ser muito forte”.

Renovação com Argel

“Ele tinha um elenco que não era dos melhores no ano passado e se manteve na primeira divisão, foi muito eficiente. A escolha da renovação de Argel também passou por ele conhecer parte do elenco atual”.

Volta do Bahia à Série A é importante para o Vitória?

“Não faz diferença para nós. Para o futebol da Bahia, sim. Os dois grandes clubes na primeira divisão evidentemente é muito bom para o estado”.

Futebol nordestino virou coadjuvante na Série A

“Os números mostram isso. Por mais duro que seja, os números mostram isso. A gente tem que trabalhar muito para que isso seja revertido o mais rápido possível”.

Caminho para diminuir a diferença para Sudeste/Sul

“Mais trabalho e competência. Temos que trabalhar até mais que o gestor do Sul, que tem maior poderio econômico para facilitar o trabalho. É trabalhar mais”.

Saída de Marinho

“O empresário queria dar um valor abaixo do previsto em contrato e não aceitamos. O valor da cláusula tinha que ser respeitado. Isso aconteceu posteriormente e estamos concluindo a transferência”.

Marinho foi para o Changchun Yatai da China por cinco milhões de euros(R$ 17 milhões). O ex-jogador do Vitória assinou contrato de três anos com o clube chinês.

Em 2017, o Vitória vai disputar o Campeonato Baiano, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série A do Brasileiro.


Pré-temporada boa tem comprometimento e trabalho. Resultados não importam
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Alexandre Praetzel

Cobri várias pré-temporadas de times brasileiros. Lá pelos anos 90, com mais de 30 dias. Depois, com o calendário sucateado e apertado, com 12 ou 13 dias. Agora, com os 30 dias de férias respeitados para os jogadores, variam entre 20 e 25 dias. Pouco para o desgastante futebol brasileiro. Alguns especialistas entendem que 40 dias seria o número ideal, com as disputas de amistosos em meio a este período.

Puxei este assunto porque tecnicamente, a pré-temporada significa muito pouco em termos de resultados. Nossos clubes se reapresentam sempre com o elenco incompleto e contratam reforços desembarcando quase no fim dos trabalhos. Jogos-treinos são marcados contra adversários amadores e inexpressivos. Óbvio que a preparação é importante, mas acredito que seja muito mais para um regime de concentração, com cuidados físicos e aumentando o relacionamento entre atletas, membros da comissão técnica e diretoria.

Por isso, tenho muito cuidado na análise, quando ouço que os trabalhos são maravilhosos, espetaculares e projetam grandes resultados. O futebol brasileiro muda muito rápido. Em 2016, o Inter foi bem na Flórida Cup e acabou rebaixado no Brasileiro. Há “leões” de treinos, tentando impressionar na abertura dos trabalhos. Depois, somem em meio a cobranças e pressões.

Já vimos o Atlético-MG passear por Orlando. O Vasco levou mais a sério e irá disputar outra partida, enfrentando o Corinthians. O São Paulo pega o River Plate-ARG. Confrontos interessantes para movimentar e distensionar os grupos, ávidos por um jogo. Agora, os resultados não importam tanto. Claro que é bom ganhar sempre, mas comprometimento e boa relação determinam o começo de mais 12 meses de competitividade dura e intensa, onde só um irá comemorar. Portanto, muita calma.


Mancini quer reconstrução da Chape e resultados em conjunto com novo time
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Alexandre Praetzel

Vágner Mancini está pronto para o maior desafio de sua carreira como treinador. Aos 50 anos, será responsável pelo desafio de reconstruir a Chapecoense, dentro de campo, após a tragédia aérea de novembro de 2016. Mancini já tem 12 reforços à disposição e espera por mais novidades. O lateral-direito João Pedro, do Palmeiras, deve ser o próximo a ser confirmado. Em entrevista exclusiva ao blog, Mancini agradeceu a ajuda de outros clubes e prevê um recomeço difícil do ponto de vista técnico e emocional. Leia abaixo.

Início de trabalho na Chape

“Desde o dia 10 de dezembro, estamos trabalhando para reconstruir todo um departamento de futebol, onde perdemos peças importantes. Dia 02 de janeiro, iniciamos a fase de exames e começamos a ter a chegada de contratados. Dia 06 de janeiro, iniciamos os trabalhos no campo”.

Estilo de jogo num time novo

“A Chape vem fazendo ótimas campanhas nos últimos anos. Isso deve ser levado em conta, não só a cultura que se criou no clube como também a cara da equipe. Pretendo dar sequência a esse modelo. Para se definir um estilo de jogo, preciso olhar as características dos atletas”.

Primeiro jogo dia 21

“Talvez seja o jogo mais esperado pelos amantes do futebol. Para nós, servirá para três coisas: avaliar nosso potencial como um grupo novo, avaliar a dimensão que a Chape se tornou e emocionalmente, saber como iremos nos comportar em campo diante de tudo que aconteceu”.

Recuperação do clube ou resultados

“Os dois! A reconstrução vai continuar por um longo tempo. Os resultados estarão tolerantes até um certo ponto. Todos vão ser pacientes, mas estamos falando de futebol”.

Ajuda dos outros clubes

“Muita gente nos ajudou! No momento adequado, o clube vai agradecer publicamente sobre isso. A Chape só conseguiu montar um time porque algumas pessoas se sensibilizaram com a nossa causa. Quem não pode ajudar, nós entendemos também”.

Aproveitadores com a situação da Chape

“Não vi ninguém se aproveitando. Vi empresários tentando indicar jogadores a todo instante, jogadores que não jogariam uma Série A ou a Libertadores por falta de nível técnico. Por um outro lado, tivemos muita gente ajudando de outra forma, empresas que se solidarizaram e gratuitamente cederam equipamentos e tecnologia ao clube”.

Dificuldades em não ser rebaixado

“Teremos um ano duro, com jogos difíceis, como é o calendário brasileiro. Hoje em dia, lutar contra o rebaixamento não é privilégio somente de times de potencial financeiro menor, o Inter que o diga. Por isso, temos que montar uma equipe competitiva e acreditar no trabalho”.

Neto e Alan Ruschel

“Conto com eles sim! Com certeza, eles terão uma importante missão ao longo do ano, não somente dentro de campo, que esperamos seja o mais breve possível, como também nos incentivando diariamente com suas lutas individuais”.

A Chapecoense abrirá a temporada em amistoso contra o Palmeiras, dia 21, em Chapecó. Mancini espera escalar um time próximo ao que utilizará na abertura do campeonato catarinense, dia 29, contra o Inter de Lajes, na Arena Condá.


Com 8 reforços, presidente do Bahia diz: “Não tenho medo de bater e voltar”
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Alexandre Praetzel

O Bahia estreia na Flórida Cup, nesta quinta-feira, contra o Wolfsburg da Alemanha. O clube foi convidado a participar do torneio, após a desistência do Flamengo. O blog entrevistou o presidente Marcelo Santana com exclusividade. Aos 35 anos, Marcelo falou a respeito da divulgação da marca do Bahia, reforços, gestão e a tentativa de ser um time totalmente afirmado na Série A do Brasileiro. Acompanhe abaixo.

Participação na Flórida Cup

“Uma oportunidade boa para o Bahia e futebol do Nordeste. Um torneio com visibilidade para mais de 70 países, jogos na TV aberta e fechada. Uma pré-temporada com um nível de partidas que a gente não teria no Brasil. Chance para trazer o Bahia para um patamar superior”.

Gestão

“Tem sido dois anos de reconstrução do Bahia. Quando chegamos, tínhamos acabado de cair. Salários vencidos, 13º sem pagar, direitos de imagem atrasados. Nestes 24 para 25 meses, temos conseguido mudar o espírito e a cara do Bahia. Temos 100% dos compromissos em dia. Credibilidade no mercado, sem atraso com jogadores e fornecedores. Reduzimos em cerca de 70 milhões a dívida. Metade pelo Profut e metade com receitas próprias. Temos acordo com a OAS para recuperação do Fazendão (CT do Bahia) e aquisição do terreno para a Cidade tricolor. Frutos estão começando a aparecer externamente e esperamos que aos poucos isso se reproduza dentro de campo”.

Bahia na Série A

“Não tenho medo de bater e voltar. Alguém que se torna presidente aos 33 anos não pode ter medo. Claro que vai ser o primeiro ano da Série A. A gente sabe das dificuldades e expectativas da torcida. Estamos montando um grupo para fazer um Brasileiro que eu chamo de seguro e nunca falar de rebaixamento em nenhuma rodada. No segundo turno, a gente vê se é possível desejar algo mais ou não. Nossa ideia é o Bahia sempre ganhar um título por ano. A gente tem que buscar este título anual porque mexe com a autoestima do torcedor e isso faz com que o torcedor consuma os produtos do clube, as receitas se valorizam e isso se torna um círculo vicioso. Temos que nos manter na Série A porque isso nos fortalece na estrutura, esportivamente e financeiramente. Somos a 14ª receita do Brasileiro. É um ritmo de crescimento anual. Quando chegamos, a receita bruta era de R$ 60 milhões. Em 2016, fechamos em R$ 125 milhões, mesmo com dois anos de Série B. O Bahia tem que ser um clube de referência no Nordeste, como já foi em outros períodos. Num prazo de cinco a oito anos, o Bahia tem totais condições de estar inserido entre os oito maiores clubes do país”.

Reforços

“Acredito que tenhamos optado por jogadores em momentos técnicos bons. Eles têm vindo de boas temporadas recentes. Reforços que chegam com ambição, sem acomodação e fim de carreira. Dentro das nossas possibilidades, temos feito bons encaixes no mercado. Trouxemos o Armero, com mais mídia da Udinese-ITA. Buscamos nomes que fizeram Série B forte recentemente, como Zé Rafael e Gustavo. Tudo para ajudar o Guto Ferreira a ter possibilidades de fazer mudanças táticas durante uma partida. O primeiro passo para a gente é respeitar a Série A, fazendo uma campanha segura. Nosso grupo tem como referências o Atlético-PR e a Chapecoense”.

Grande nome para o elenco

“Acho difícil contratar. Se a gente tiver possibilidade, faremos um investimento. A prioridade tem que ser o desempenho técnico. Se o jogador conseguir isso, aliando empatia e trazer novos patrocinadores, pode ser. Não podemos fazer o contrário. Buscar primeiro a mídia e depois o reforço. Hoje é muito complicado, mas não descarto se for uma grande oportunidade, não prioridade. Estamos num estágio de amadurecimento e crescimento”.

Guto Ferreira

“Excelente pessoa e grande profissional. Tenho gostado demais do trabalho dele. Busca crescimento profissional, sempre atento a novas ideias. Esteve na Alemanha estudando novos métodos. Guto me pergunta detalhes de como são as coisas na Europa. Tem condições de estar entre os principais nomes do país, mesmo sendo emergente no momento. Ele pode crescer no Bahia e as duas partes podem se beneficiar desta relação. Conseguiu o objetivo de subir conosco. Vamos ver até onde vamos em 2017”.

Desafios da gestão

“Acredito que a gente, me incluo nisso, tem que mudar a mentalidade para ser o futebol referência de novo. Temos que nos preocupar mais com infraestrutura, lado comercial e ter uma visão mais de negócio como empresa, com resultados dentro e fora de campo. Sou jornalista formado e a imprensa e torcida precisam entender que só um ganha campeonatos. Os que não ganham podem ter tido grandes trabalhos. Temos que parar com a mania de quem não é campeão tem que ter terra arrasada. Precisamos mudar esta mentalidade para trabalhos de modelos de gestões sustentáveis. Se considerarmos só o resultado de campo, será considerado fracassado se não vencer”.

O Bahia já contratou o volante Edson e o lateral direito Wellington Silva, do Fluminense, o lateral colombiano Armero, da Udinense-ITA, o lateral esquerdo Matheus Reis, do São Paulo, o volante Matheus Sales, do Palmeiras, o meia Zé Rafael, do Londrina, o meia Diego Rosa, do Montedio Yamagata, do Japão  e o centroavante Gustavo, do Corinthians. O próximo a ser anunciado deve ser o meia argentino Allione, do Palmeiras.

O Bahia vai disputar o Estadual, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série A do Brasileiro, em 2017.


Carille quer contrato como técnico e teme debandada do Corinthians
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Alexandre Praetzel

Fábio Carille terá o maior desafio da sua carreira, assumindo o comando técnico do Corinthians. Carille pretende assinar seu primeiro contrato como treinador efetivo, deixando o posto de interino. O acordo de um ano será acertado no retorno do presidente Roberto de Andrade, na próxima segunda-feira. Em entrevista exclusiva ao blog, Carille mostra convicção no apoio da diretoria e confiança num grande trabalho, mesmo temendo uma debandada de atletas, novamente.

Tem respaldo da diretoria

“Sim. Eu fico respaldado sim. Na verdade, eu sabia que era interino com a chegada do Cristóvão. Na chegada do Oswaldo, disse que eu ficaria até dezembro para não trazer um novo profissional antes e já começar o planejamento para 2017. Isso eu mesmo falei para o presidente na ocasião”.

Filosofia com o clube em dificuldades

“É o que passa a maioria do clubes do Brasil. Chegarão jogadores para fortalecer ainda mais o grupo, trazendo mais peças. O Corinthians passa por uma fase difícil sim, mas é meio que normal nos clubes brasileiros”.

Teme nova debandada de atletas

“Temo sim. Me preocupa bastante. Sei que isso faz parte por isso estamos de olho em vários jogadores. Nossa ideia é manter os principais atletas. Faz parte do futebol e corremos este risco. Já estamos atentos no mercado para repor, se perdermos jogadores. O quanto antes tivermos o grupo definido, melhor para alinhar”.

Estilo de jogo

“Vai ser a mesma linha de trabalho do Tite com aproximação, linhas compactas, buscando triangulações. Meu jeito de ser é parecido com ele. Foram cinco anos e meio juntos e irei buscar isso. A gente sabe que é repetição, trabalho e a minha linha será buscar comportamentos que tivemos na época dele”.

Erros de planejamento

“Não tinha muito o que fazer. Quando saíram Felipe, Elias e Bruno Henrique, perdemos demais dentro da competição. Não tinha muito o que fazer. Chineses vieram aqui e levaram”.

Política do Clube

“Não atrapalha o ambiente. Estamos muito bem blindados, mas estamos percebendo que estão mais próximos politicamente. Estive no Parque São Jorge numa reunião e isso será muito bom no geral para o clube e equipe”.

Reforços

“Contratações pontuais, três ou quatro fora os outros para fortalecerem o grupo, sem que percamos ninguém. Se perdermos, precisaremos de recomposições para qualificar estes setores”.

“Chegou e está treinando muito. Dedicado. Poder de finalização muito grande. Cabeça boa, trabalhando firme. Expectativa muito grande de um jogador deste peso, porte. Mostrou que vai ajudar e ajudar muito”.

Kazim

“Fez um bom Brasileiro pelo Coritiba. Estávamos observando. Tem bom poder de finalização e vai acrescentar”.

Cargo

“Me vejo como técnico efetivado. Desde 2001 venho fazendo cursos. O período que fiquei à frente do grupo me deu muita confiança porque fiquei em contato com os jogadores, com poder de decisão, comandando treinamentos e me senti muito bem. Meu contrato será acertado na volta do presidente. Minha vontade é seguir como treinador sim. Vamos ver agora em janeiro”.

Comparações com rivais

“Palmeiras e Santos estão mais preparados. Palmeiras reforçando e Santos mantendo a base. Nós e o São Paulo correndo atrás. Tem que ser assim no início, mas o quanto antes queremos o grupo fechado para acelerarmos o processo de trabalho da equipe”.

Ex-jogador X Acadêmicos

“Os dois são importantes. Não pode ser só ex-jogador e achar que está tudo bom. Só parte teórica não funciona também. Acho que quando consegue casar os dois profissionais o sucesso do trabalho fica mais perto”.

Ameaça de Impeachment do presidente

“Não sei te responder. Sei que é um profissional que está colocando o Corinthians no seu lugar. A fundo, como está esta situação, não sei te responder”.

O Corinthians contratou o atacante turco Kazim e o volante Paulo Roberto. Ainda busca dois volantes e dois zagueiros. Carille espera a renovação de contrato do meia Rodriguinho e as permanências dos principais nomes como Fágner, Marlone, Uendel e Marquinhos Gabriel.