Blog do Praetzel

Arquivo : projeção

São Paulo precisa tanto de resultados, quanto de paciência
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

Trabalhei no empate do São Paulo contra o Novorizontino. Atrás das metas, deu para perceber que o time se sente pressionado, sim. São seis anos sem títulos e isso ficou exposto por alguns uniformizados, antes da partida, nos arredores do estádio Morumbi. Claro que a grande maioria dos jogadores não vivenciou esse jejum, mas sem paciência, dificilmente o São Paulo chegará onde quer.

O elenco é de razoável para bom e precisa de reforços, isso é fato. Diego Souza estreou, foi participativo e pediu muito a bola, mesmo que ela tivesse chegado pouco. Shaylon tem potencial e fez bom primeiro tempo, caindo de produção na segunda etapa. Militão tem qualidade, mas me parece mais zagueiro do que qualquer outra função. Esforço não faltou em nenhum momento, só que a equipe precisa melhorar bastante a precisão nas finalizações. Petros acertou a trave e Militão obrigou o goleiro Oliveira a fazer grande defesa. Duas situações claras em toda a partida.

Apesar de Jucilei ter minimizado o pouco tempo de preparação, foi visível que o Novorizontino terminou o jogo mais inteiro, fisicamente, e não venceu porque Rodrigo Caio salvou um golaço de Juninho, em cima da linha. Sabemos que não dá mais para o São Paulo comemorar vendas de atletas, permanências na Série A e gols evitados. A diretoria sabe disso e o torcedor precisa entender que não é fácil ser campeão com um grupo em formação e recheado de jovens da base.

Na cultura resultadista, um ponto em seis disputados no Paulista, é ruim. Na análise real, uma derrota com muitos reservas e um desempenho regular, dentro de casa. Aí sim, foram dois pontos perdidos. O São Paulo terá Mirassol, no interior, e o Corinthians, no Pacaembu. Confrontos importantes para dar tranquilidade ao elenco ou aumentar a pressão. Não de minha parte.


SPaulo larga bem para apenas não comemorar vendas e permanência na Série A
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

O São Paulo fez algo espetacular na década passada: ganhou TRÊS campeonatos brasileiros consecutivos, de 2006 a 2008, algo muito difícil num país com tanto dinamismo e mudanças semestrais no futebol. Foi o time e clube a ser batido e odiado pelos adversários por sua competência dentro e fora de campo. A soberba superou a realidade e o resto da história, todos nós sabemos. O tricolor não ganha nada desde a Copa Sul-Americana, em 2012. Não carimba o Paulista há 12 anos e nunca conquistou a Copa do Brasil. Será que 2018 será diferente?

Talvez não, mas a largada já foi bem melhor em relação a anos anteriores. O começo de trabalho de Raí mostra-se eficiente na vinda de reforços. Óbvio que as saídas de Hernanes e Pratto são prejuízos para qualquer time, mas Diego Souza foi contratado e novos reforços virão do meio para a frente.

No gol, Jean não merece reparos pelo que mostrou no Bahia. Claro que vestir a camisa do São Paulo será um desafio maior e ele será cobrado para manter o nível de atuações.

Na zaga, Anderson Martins veio para ser o companheiro de Rodrigo Caio. É bom reforço para o setor e a diretoria foi rápida na aquisição, assim que ele se desvinculou do Vasco.

Ainda faltam um lateral-direito, dois meias e um ou dois atacantes, imagino. Nomes que devem chegar e jogar, atendendo pedidos de Dorival Jr.

A fotografia da equipe já ficou mais encorpada com Jean; Militão(reforço), Rodrigo Caio, Anderson Martins e Edimar(Reinaldo); Jucilei, Petros, Hudson(reforço) e Cueva; Marcos Guilherme(reforço) e Diego Souza.

Se o São Paulo será campeão de alguma coisa, não dá para cravar. Nem eu ou qualquer são-paulino. Agora, a projeção é de um elenco mais comprometido e com melhor desempenho, sem eliminações precoces nos torneios.

Assim, poderá comemorar resultados maiores do que apenas vendas de atletas e permanências na Série A do Brasileiro.

 

 


São Paulo e Corinthians. As eliminações influenciam para domingo?
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

São Paulo e Corinthians foram eliminados da Copa do Brasil e se enfrentam domingo, no jogo de volta das semifinais do Paulista, em Itaquera. O Corinthians tem a vantagem de 2 a 0 e pode perder até por um gol, que estará classificado para a decisão. O São Paulo precisará superar mais um desafio, após não conseguir passar pelo Cruzeiro, numa situação parecida. A quarta-feira terrível interfere no fim de semana?

Pelas atuações, o São Paulo ganhou moral para fazer o impossível. Fez sua melhor partida do ano. Encarou o Cruzeiro desde o início, abriu o placar e dominou o primeiro tempo. Na segunda etapa, manteve o ritmo, criou oportunidades e poderia ter ampliado. Levou um gol de falta, em desvio de Cueva, matando Renan Ribeiro. Não se intimidou e marcou o segundo gol com Gilberto, impedido. Pressionou até o fim e caiu de pé. Não sei se serve de consolo, mas o tricolor deu mostras de que pode conseguir o improvável: ganhar do Corinthians pela primeira vez, na Arena corintiana. Mas por dois gols? O ânimo mudou.

No Corinthians, em 180 minutos, o time jogou menos do que o Inter. No Beira-Rio, foi sufocado e poderia ter voltado derrotado. O empate em 1 a 1 virou uma grande vantagem em São Paulo. Marcelo Lomba fez três defesas, mas o Inter teve consistência e aumentou a dificuldade do confronto, na sua melhor performance de 2017.

Ontem, o Corinthians fez o gol cedo e esperou o Inter se abrir, para fechar a conta. Mais uma vez, confiou muito na única forma de jogar: fechado, buscando contra-ataque. Deu o campo para o Inter e sofreu o gol, após o volume muito maior da equipe gaúcha. Quem via o jogo, sentia que o Inter chegaria ao empate, pelo recuo corintiano. Depois da igualdade, parece que o Corinthians despertou, correndo como nunca e perdendo três chances claras. Marcelo Lomba defendeu, mas Cássio também foi exigido. A decisão por pênaltis foi justa pelo modelo dos dois times. Aí, veio o castigo. O Inter, se reorganizando para encarar uma Série B, eliminou um Corinthians que só sabe jogar de uma maneira. Quando precisou de qualidade e eficiência, não conseguiu, num torneio de maior expressão.

Corinthians e São Paulo, domingo. Corinthians deve carimbar a vaga, mas o São Paulo voltou a criar expectativas para dificultar as coisas para rival. Promessa de um bom duelo. A conferir.


Projeções para 2017. Feliz Ano Novo.
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

Não sou vidente, astrólogo ou sensitivo, mas gosto de dar meus palpites e fazer minhas projeções no futebol brasileiro. Por isso, dedico este post à entrada de 2017. Vamos lá.

Palmeiras – permanência dos principais jogadores, dinheiro em caixa, maior patrocínio do Brasil, chegada de bons reforços. Favorito para ganhar mais um grande título no ano. Se a soberba não surgir e a política não atrapalhar, Eduardo Baptista poderá trabalhar com calma e respaldo do novo presidente. O desafio será administrar um grupo recheado de jogadores sedentos por atuações e mais conquistas. Cuca não teve facilidades, apesar do título brasileiro.

Santos – gosto do time santista. Tem técnica e bons nomes. Dorival Jr. vai para dois anos e meio de contrato com confiança do grupo e da diretoria. A tendência é não perder ninguém, mas precisa de melhores opções no elenco e mais apoio da torcida contra o deserto da Vila Belmiro e as fracas arrecadações. Grande adversário do Palmeiras, acredito.

Corinthians – a nota oficial de fim de ano da diretoria pediu compreensão da torcida para um 2017 difícil. Ora, se o comando pede paciência, quem sou eu para esperar grandes resultados. Fábio Carille quer ser tratado como técnico e terá o desafio de extrair o máximo de um grupo limitado, sem projeções de grandes reforços. A falta de dinheiro, a crise política e a indefinição sobre o estádio conspiram contra o ambiente do CT. Um ponto de interrogação.

São Paulo – Rogério Ceni será a grande atração. Vai ocupar todos os espaços na mídia tricolor. Apesar da idolatria, também será cobrado por trabalho e resultados. É preparado, mas terá que convencer os jogadores de que pode levar o time novamente a uma grande conquista. Em abril, haverá eleição para presidente e até lá, os nobres conselheiros podem atrapalhar bastante o começo da trajetória. Sem dinheiro, Wellington Nem, Cícero e Neílton acrescentam, mas o time precisa ter alma, algo ausente nos últimos três anos.

Flamengo – clube organizado, torcida gigante e manutenção de um trabalho sério a médio e longo prazo. Chegou a hora de dar frutos em campo. Tem boa equipe e deve contratar, segundo a diretoria. Zé Ricardo virou o ano e será cobrado com mais rigor, certamente. O absurdo é não ter um estádio próprio e isso sempre atrapalha.

Grêmio – Renato Portaluppi ganhou um contrato de trabalho maior. Chegou como bombeiro e arrebatou a quinta Copa do Brasil tricolor. Para quem não precisa estudar como técnico, terá a boa oportunidade de prosseguir com um grupo consistente e sem perdas de atletas. Deve levar o Gauchão com folga.

Atlético-MG – Roger Machado deixou sim um pequeno legado no Grêmio e tem tudo para fazer um bom trabalho no Galo. O clube já se reforçou no setor defensivo e deve buscar mais alguns nomes. Quem tem Robinho, Fred e Lucas Pratto, sempre terá chances de título. Fica a dúvida se os três permanecerão em BH.

Registro também o Botafogo, com Jair Ventura renovado e reforços de qualidade.

O Atlético-PR fez bom mercado e trouxe nomes como Grafite e Fellipe Gedoz.

Cruzeiro tem a experiência de Mano Menezes para ajudar.

Fluminense pretende apostar mais na base com a volta de Abel Braga.

Vasco é uma incógnita, dependendo da formação do time.

Bahia promete time de Série A, aumentando investimentos.

Uma menção honrosa à Chapecoense, com o desafio de montar um grupo inteiro em 40 dias. Terá a maior torcida do Brasil, inclusive a minha.

Agradeço a atenção de todos que passaram por aqui e desejo um Feliz 2017 com muita paz, saúde e felicidades.


Abel Braga quer Flu forte e vibrante e aponta o Fla como modelo financeiro
Comentários Comente

Alexandre Praetzel

Abel Braga voltou ao Fluminense para um novo compromisso de dois anos, na gestão do presidente eleito, Pedro Abad. O técnico campeão brasileiro pelo Flu, em 2012, quer um grupo comprometido, com vibração e entrega, para brigar por títulos, em 2017. Em rápida conversa com o blog, antes de uma reunião com a diretoria, Abel fez a projeção para o ano que vem e apontou o Flamengo como referência de recuperação financeira. Leia abaixo.

Projeção para 2017

“De otimismo, confiança. Obviamente, se nós todos do clube, atletas, comissão, direção, funcionários, pensarmos em unidade, tudo ficará mais fácil. Não havendo curvas assim no futebol, as coisas tendem a correr dentro de uma forma bem razoável. Existem bons jogadores, não existe grande time. Fluminense sempre esteve brigando por G4 e quando chegou a encostar no G6, ficou nove jogos sem vencer. Isso precisa ser estudado. Ficou claro que é uma equipe sem brilho, vibração, alma. Muito estranho. Liguei para o Levir (Culpi) e conversei muito com ele para me ajudar nesta investigação. Não justifica. Clube centenário, com um CT que parece uma vila maravilhosa, um prédio fantástico. Quem entra aqui tem que saber que estará de corpo e alma”.

Gustavo Scarpa

“Acredito que ficará conosco. Foi feita uma prorrogação de contrato para aumentar o valor da multa. É um jogador importante. Esse aspecto será discutido. Não existe essa possibilidade agora. Mas o mercado é complicado. Abre a janela na Europa e complica”.

Reforços

“Ainda estamos discutindo, mas já estamos pensando em dois ou três nomes”.

Situação financeira

“Está na mesma situação que estava o Flamengo. Peter Siensem tentou fazer o clube andar com as próprias pernas, depois da saída da Unimed. Está se estruturando para bons anos pela frente. Quer caminhar com o que tem, investindo em estrutura e categorias de base. Isso é muito bom. O grande exemplo é o Flamengo, co-irmão. Tudo zerado. Aqui no Fluminense, está tudo em dia. Pelo menos, o Fluminense vai ter uma equipe forte, comprometida, sem dúvida”.

Fluminense X Inter

“Ainda bem que não estarei no Brasil. Claro que é um jogo importante, mas difícil para mim. Por tudo que o Inter representou. É difícil. Não tenho muito o que falar. O Inter ser rebaixado, é duro, mas fazer o quê? Futebol é assim. Difícil”.

Abel voltou ao futebol, após um período de descanso, depois de retornar do Al-Jazhera dos Emirados Árabes. O técnico sempre deixou claro que pretende começar um novo trabalho, ao invés de assumir um time no meio de uma temporada. O Fluminense encerra sua participação no Brasileiro, domingo, contra o Inter. Doze atletas já foram liberados para as férias.

 

 


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>