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Arquivo : Neymar

“Menino” Neymar foi mal na Copa. O resto é bajulação
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Alexandre Praetzel

Brasil eliminado da Copa do Mundo e vamos aos debates sobre as causas do tropeço ou fracasso, para alguns. Entre algumas escolhas equivocadas de Tite e desempenhos abaixo da média de alguns jogadores, é impossível não falar sobre Neymar. Eu sempre fui um dos que achou que era possível disputar o título sem Neymar. Sem aquela dependência natural, pela qualidade dele. E acredito que o Brasil estava bem treinado coletivamente, para conseguir jogar sem sua principal estrela, se fosse necessário.

Contra a Béglica, o Brasil perdeu na bola e Neymar foi mal. E foi mal em toda a Copa, por tudo que se esperava dele, do ponto de vista individual. Antes do começo do torneio, a projeção era de crescimento físico, a partir da terceira partida, após a lesão no quinto metatarso do pé direito. Neymar fez uma primeira fase de razoável para boa, mas sem grande destaque. Na vitória sobre o México, teve boa atuação, sem protagonismo.

Agora, na derrota para a Bélgica, ficou longe do esperado. Num confronto decisivo, o que se espera do craque é que ele assuma o jogo. Que resolva nos momentos mais complicados. E Neymar ficou distante disso. Se atrapalhou em vários lances, simulou um pênalti, não foi para os dribles e saiu com bola e tudo pela linha de fundo. Deu um bom passe para Coutinho finalizar e chutou para ótima defesa de Courtois, no final do jogo. Sofreu uma pressão absolutamente normal em cima de quem tem status para aguentar. Neymar é o melhor jogador brasileiro no futebol atual e era cotado para ser o craque da Copa e possível melhor do mundo, para encostar em Messi e Cristiano Ronaldo. Sucumbiu.

Edu Gaspar, diretor-executivo da CBF, disse que não é fácil “ser Neymar”, pelas críticas que recebe. Uma declaração bajulatória. Neymar disputou sua segunda Copa, enfrenta os principais nomes do futebol, tem tudo a sua disposição e tem dificuldades para isso? Ora, está com 26 anos e não é mais um menino. Deveria assumir a responsabilidade de liderar a seleção, mas não é capaz disso. Falta personalidade e mais senso crítico. Seu futebol regrediu, claramente. Está na hora de alguém próximo a ele ou da comissão técnica, mostrar que o futebol tem que ser tratado com mais foco, disciplina e concentração. Neymar tem muita bola, mas parece que só isso não vai melhorá-lo. E os “parças” e puxa-sacos de plantão, precisam ajudá-lo, absorvendo as críticas construtivas e buscando crescimento diário, num todo.

O resto é pura bajulação. O blog dá nota 4,5 pelo seu desempenho na Copa. Por tudo que era esperado e por tudo que ele representa.


Neymar deve ser avaliado pela bola. O resto tem muito de inveja
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Alexandre Praetzel

Neymar, como sempre, é o centro das atenções na Seleção Brasileira. Foi assim, em 2014, e agora, em 2018. Obviamente, porque é o melhor jogador do elenco e capaz de levar o Brasil à conquista da Copa do Mundo. Foi regular contra a Suiça, bem diante da Costa Rica e muito bem na vitória sobre a Sérvia. Cresceu na terceira rodada, como previam alguns treinadores e preparadores físicos.

No confronto perante o México, foi um dos destaques, sem dúvida. Dei nota 8 para ele. Chamou o jogo, se movimentou, abriu espaços e marcou um gol. Foi alvo dos mexicanos, mas não foi caçado, como alguns interpretaram e até xingaram Layún, que pisou em Neymar. Neste lance, Neymar exagerou no rolamento e reação no gramado, mas ele foi pisado. O tamanho da dor, só Neymar sentiu. A espetacularização do lance foi consequência de uma provocação e também do jogo, em si. Não foi simulação. Já vimos inúmeros jogadores fazerem o mesmo. Está no DNA do sul-americano. Na Europa, parece ofensa, pela cultura de anos. O correto ali era o cartão vermelho para Layún e a sequência da partida.

Neymar jogou bola. Não fez gestos provocativos, nem firulas ou dribles “desnecessários”. Foi para cima dos marcadores e serviu os companheiros.

Eu acho irritante, quando ele esquece a bola para diminuir e irritar os adversários, com lances abusados, quando está ganhando de goleada. Isso realmente pode ser encarado como desrespeito. No mais, não vi nada de errado dentro de campo, até aqui.

O que deixa torcedores e adeptos das redes sociais irritados, são as constantes reclamações que ele posta, com um exército de “amigos” e alguns baba-ovos, como se o mundo estivesse contra ele. Caras como ele, com a repercussão que causam, são amados ou odiados, e precisam saber conviver com a pressão, como profissionais que são. Acho que ele seria idolatrado no Brasil, se fosse mais transparente nas suas atitudes. O resto, ele resolve na bola, porque o talento é inesgotável.

Eu o avalio pelo desempenho. E, no momento, ele está jogando bem e pode ser destaque da Copa, faltando três partidas. A fixação em ser melhor do mundo pode atrapalhá-lo, mas que ele tem condições para isso, não há dúvidas.

Fora de campo, nada me interessa. Sobre cabelos, roupas, carros e dinheiro, isso é problema dele. E isso causa inveja de muito ser humano. Vamos separar as coisas.


Com Ronaldo e Messi fora, Neymar será o melhor do Mundo, se ganhar a Copa?
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Alexandre Praetzel

Com as eliminações de Portugal e Argentina da Copa do Mundo, Cristiano Ronaldo e Messi deram adeus ao Mundial. Os dois melhores do Mundo, desde 2008, ainda não ganharam a Copa. Será que sem os dois concorrentes, Neymar poderá ser o escolhido, caso conquiste o Mundial?

Isso não é nenhuma garantia. Nas duas últimas Copas, Alemanha e Espanha foram campeãs e os troféus ficaram com Messi e Cristiano Ronaldo. Neuer, Kroos e Iniesta foram destaques das suas equipes, mas não derrotaram os dois craques.

Lembrando que o melhor do Mundo é escolhido com base nos títulos e atuações. Messi ganhou a Liga espanhola, mas Cristiano Ronaldo levou a Champions League como um dos destaques, pela quarta vez, vestindo a camisa do Real Madrid. Então, o favoritismo continua com Cristiano Ronaldo.

Logicamente, se Neymar começar a arrebentar nas partidas, tornando-se decisivo e fundamental, pode quebrar a hegemonia dos outros dois. Até o momento, Neymar jogou bem, mas foi inferior a Phillippe Coutinho, por exemplo.

Num retrospecto recente, em 1994, Romário levou o Mundial e o troféu. Em 1998, foi a vez de Zidane. Em 2002, Ronaldo Nazário. Em 2006, o zagueiro italiano Cannavaro derrotou o brasileiro Ronaldinho Gaúcho, campeão da Champions League e vencedor em 2004 e 2005.

Vamos aguardar, mas a porta abriu para Neymar, aos 26 anos.


Brasil depende menos de Neymar que Portugal de Ronaldo e Argentina de Messi
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Alexandre Praetzel

Neymar é o centro das atenções da Seleção Brasileira. Pelo corte de cabelo, pelas postagens nas redes sociais e pela expectativa em torno do seu futebol. Contra a Suiça, foi abaixo do esperado.

Observando o grupo da Seleção, será que daria para ser campeão mundial, sem Neymar? Parece que o Brasil é menos dependente dele do que Portugal de Cristiano Ronaldo e a Argentina de Messi. Afinal, para muitos, Neymar está no pódio dos três melhores do mundo.

No caso de haver algum problema clínico, físico ou técnico, Tite poderia escalar um meio-campo com Casemiro, Renato Augusto e Coutinho. No ataque, Willian, Gabriel Jesus e Firmino. Um teste para evitar dependência, se for possível. Uma forma mais coletiva. É importante ter opções diferentes.

Tenho dito que o Brasil pode ser campeão sem Neymar, ao contrário de muitos brasileiros.

Portugal é Cristiano Ronaldo e mais dez. Se ele não faz gols, o sofrimento é terrível. O time não constrói. Contra Marrocos, foi assim.

Na Argentina, a situação é ainda pior, porque Messi é tudo. A equipe está sem identidade e espera ele resolver. Os outros jogadores o procuram a cada passe. Ninguém assume o jogo. Diante da Islândia, isso foi claro, com um ferrolho sobre ele.

Sem Neymar, existe algo no Brasil. Sem Cristiano Ronaldo e Messi, não sobra nada para Portugal e Argentina.

Então, se Neymar não está 100%, que Tite busque alternativas. A resposta virá ou não contra a limitada Costa Rica.


A espetacularização em cima de Neymar. Ele precisa de paz e repouso
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Alexandre Praetzel

Neymar passará por cirurgia no quinto metatarso do pé direito, neste sábado, em Belo Horizonte. Depois, receberá alta e iniciará o processo de recuperação, previsto entre dois meses e meio e três meses, segundo o Dr. Rodrigo Lasmar, médico da Seleção Brasileira.

Óbvio que o torcedor brasileiro ficou preocupado, desde o momento em que Neymar torceu o pé, sozinho, num jogo do PSG contra o Olympique de Marselha. Pela reação do jogador, todos esperavam algo preocupante. Agora, depois de toda a assistência, é hora de deixá-lo em paz. A espetacularização em cima dele não leva a nada. Claro que Neymar é uma celebridade, mas tudo o que ele precisa é de tranquilidade e repouso.

Quem sou eu para apontar alguma coisa, mas seu staff deve ter a mínima noção de que festas, eventos, entrevistas e gravações de comerciais são descartáveis neste momento. O importante é retornar em plenas condições e saudável para a Copa do Mundo. A própria imprensa deveria parar de “perseguí-lo”. Têm horas que algumas coberturas soam exageradas demais e só servem para importunar.

Imagino que o técnico Tite esteja preocupado. Então, cabe ao treinador pensar na melhor forma de escalar a Seleção, sem seu principal astro. Os dois amistosos pré-Copa serão fundamentais para a equipe ter outras alternativas, até 17 de junho, data da estreia contra a Suiça.

O resto é dar tempo ao tempo. Se Tite sempre foi um treinador de superação, poderá ter seu grande desafio pela frente. Tomara, com Neymar reestabelecido. Sem espetáculos ou dramaticidade. O que vale é a saúde do atleta.


Pai de Neymar preferiu o ataque ao debate. Sofremos isso diariamente
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Alexandre Praetzel

O ex-jogador Casagrande, hoje comentarista de futebol, criticou a postura de Neymar dentro de campo, após a derrota do PSG para o Real Madrid. Em nenhum momento, atacou a pessoa e, sim, o jogador e seu desempenho. Ainda colocou torcedores e imprensa no mesmo balaio. Uma opinião forte, que pode ter apoiadores ou divergentes.

Acho que o contraditório sempre é saudável em qualquer debate. Duro e repugnante é quando acontece um ataque ao caráter, passado, feições ou vida pessoal. Neymar Pai partiu para a ofensa contra Casagrande. Ao invés de prestar atenção e pensar um pouco sobre as palavras do ex-atleta, preferiu lembrar de problemas enfrentados por Casagrande e tratá-lo como “abutre” ou invejoso.

Eu sou Pai e procuro errar o menos possível com meus dois filhos, mas não fico passando a mão na cabeça deles, se vejo postura ou comportamentos inadequados. Sempre terão meu apoio, mas ouvirei quando alguém fizer uma crítica a eles, sem perseguição. Infelizmente, hoje ninguém pode dizer mais nada. Qualquer observação, opinião contrária ou crítica, é rebatida com extremismo, fundamentalismo, ataques verbais e morais.

Sou um adepto das redes sociais e tenho muita honra em ter um blog no Portal UOL. Cada post que gera insatisfação pública, invariavelmente, é acompanhada de um xingamento ou ofensa. É um negócio doentio. Parece que o importante é distorcer, rebater ou atacar.

Sou chamado de “Cara rachada”, “Boca torta” e “Nariz torto”, a cada instante. Tudo porquê não concordam com meus conteúdos jornalísticos e informações divulgadas. As pessoas esquecem que acidentes podem acontecer com qualquer ser humano.

No meu caso, fui atropelado por uma moto, em dezembro de 1978, quando tinha oito anos, em Porto Alegre. Quase morri, mas Deus me deu uma segunda chance. Meu rosto foi parcialmente destruído. Graças a um ótimo cirurgião plástico, houve a reconstrução. Vou agradecer o resto da vida por não ter sofrido nenhum problema neurológico ou fisico, mas as marcas do acidente ficarão para sempre. Não estou posando de vítima, só ressaltando como procuram te atingir por algum problema pessoal, ao invés de divergir ou debater. Isso incomoda, sem dúvida.

E vale para todo mundo que tenha tido algum “acidente” de percurso. No caso Casagrande X Neymar Pai, eu sou Casagrande. Neymar Pai preferiu o “pode tudo” ao atacar um crítico do filho, que já o elogiou anteriormente. Foi mal. Muito mal.

Mais debate e respeito ao contraditório. Menos violência verbal e mais educação. Ainda acredito que isso possa existir.


Com Neymar, PSG tem time para ganhar a Champions League
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Alexandre Praetzel

Neymar confirmou que vai para o Paris Saint Germain, após um silêncio de 15 dias, depois da notícia divulgada pelo repórter Marcelo Bechler do Esporte Interativo. Entre fotos, caras e bocas e cumprimento da rotina no Barcelona, Neymar não emitiu nenhuma palavra publicamente, gerando expectativa sobre seu futuro imediato, apesar de ter compromisso renovado com o clube espanhol.

Agora, a novela terminou. O PSG pagará a cláusula de rescisão de 222 milhões de euros e Neymar seguirá sua vida. Ainda mais rico e com cartaz de dono do time, Neymar será cobrado para levar o PSG ao título da Champions League. Qualquer conquista pela frente será minimizada, se o troféu do principal torneio europeu não estiver no museu do clube.

Dá para ganhar? Claro que sim. O PSG tem uma boa equipe e parece que precisa perder o complexo de inferioridade, quando enfrentar os gigantes do continente. Quase quebrou essa barreira contra o próprio Barcelona, mas tremeu no jogo de volta, apanhando de 6 a 1, com uma eliminação vexatória. Os donos do PSG viram que sem um grande nome, será difícil alcançar o topo. E cravaram Neymar.

A temporada 2017/2018 será bem interessante. Neymar será o centro das atenções e todos já esperam o primeiro confronto entre PSG e Barcelona. Depois do trio MSN, agora será Neymar versus Messi e Suarez. Para ser o melhor do mundo, o brasileiro sabe bem o que terá pela frente. E ainda tem o Real Madrid de Cristiano Ronaldo e cia e os ingleses prometendo uma resposta dentro de campo.

O PSG terá Trapp; Daniel Alves, Thiago Silva, Marquinhos, Kurzawa; Matuidi, Draxler, Verratti; Neymar, Cavani e Di Maria. É uma formação de respeito, com onze selecionáveis.

O que será mais difícil: ganhar a Copa do Mundo pelo Brasil ou a Champions League pelo PSG? É com você, Neymar.


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