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Corinthians sob dúvida pela primeira vez. E jogadores sentem
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Alexandre Praetzel

O Corinthians fez apenas três pontos em 12 disputados, no segundo turno do Brasileiro. É verdade que a diferença para o Grêmio continua em sete pontos, número ainda confortável, depois da queda de rendimento do tricolor gaúcho. Se é verdade que o Corinthians caiu de produção, a situação se repete com seu principal adversário.

Agora, é inegável que as coisas mudaram um pouco. No primeiro turno, o Corinthians não precisava jogar bem para ganhar. Se fechava e matava os jogos por uma bola, um contra-ataque ou nos erros das outras equipes. Venceu algumas vezes com eficiência nas chances criadas e com forte suporte defensivo. Nos últimos quatro confrontos, viu três times atuarem de forma parecida e perdeu três vezes. Na vitória sobre a Chapecoense, conseguiu os três pontos nos acréscimos, após um nível técnico muito ruim, nos 90 minutos.

Jogadores mudaram o discurso, claramente. Pressão, sopa para o azar, decepção, foram termos utilizados por alguns nomes importantes como Cássio, Jadson e outros integrantes do elenco. Com 50 pontos, ainda parece claro que o Corinthians é franco favorito para conquistar o título, mas o time passou de indiscutível a comum, em menos de 30 dias. E isso incomoda. Gera dúvidas. Alimenta debates e põe esperanças nos outros participantes, entregues ao pessimismo, a cada triunfo anterior corintiano.

As duas próximas rodadas falarão muito sobre o andamento da competição. O Corinthians terá Vasco em casa e o São Paulo, muito pressionado, no Morumbi. Se os comandados de Fábio Carille tropeçarem novamente, é bem provável que Grêmio e Santos se aproveitem e encostem. De ambiente tranquilo, o Corinthians sente na pele, pela primeira vez, uma sequência ruim e questionamentos que determinam uma reação. Se isso não acontecer, o Corinthians pode sim, ser o primeiro time a perder um campeonato virtualmente ganho como esse, na era dos pontos corridos. E isso era impossível de dizer, há 40 dias. O futebol é impressionante.


Palmeiras é líder por competência e trabalho coletivo
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras vai manter a liderança isolada do Brasileiro por mais uma rodada, após a vitória de 2 a 1 sobre o Coritiba. Não repetiu a ótima atuação contra o Corinthians, mas mostrou eficiência e uma linda jogada ensaiada no segundo gol.

Acredito que o Palmeiras não tenha uma equipe brilhante tecnicamente. Depende bastante do coletivo e tem cinco jogadores que atuam com extrema regularidade: os zagueiros Mina e Vitor Hugo, os meias Moisés e Tchê Tchê e o atacante Gabriel Jesus. É meio time, praticamente. Isso dá consistência para os outros corresponderem. Dudu cresceu também, após um início de altos e baixos.

Cuca tem mérito em extrair o máximo que pode do elenco, bem montado em termos de quantidade, apesar de não haver um substituto à altura de Jean, na lateral-direita. Exige e dá confiança para todos. Leandro Pereira voltou a marcar, também pela insistência do treinador.

Quando chegou ao clube, Cuca cravou que o Palmeiras seria campeão brasileiro. Eu achei loucura num primeiro momento, depois da fraquíssima campanha na Libertadores da América. Por enquanto, tem confirmado a profecia. São 11 decisões pela frente para quebrar um jejum de 22 anos do título brasileiro. Se o futebol não é vistoso e maravilhoso, existe competência de sobra. E num torneio de pontos corridos, competentes podem levantar taças, mesmo que não sejam admirados e enaltecidos pela torcida e imprensa.

 

 


O aroma é verde. Palmeiras passa bem por sequência difícil
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Alexandre Praetzel

Após 26 partidas, o cheiro do título é verde. A vitória de 2 a 0 sobre o Corinthians foi maiúscula, quebrando uma série de 32 partidas sem derrota do rival, dentro da sua casa. Claro que ainda falta muita coisa, mas o Palmeiras mostra maturidade e soma pontos, mesmo quando não joga bem.

No clássico, o Palmeiras foi melhor e cirúrgico. Fez 1 a 0 com Moisés, aproveitando erro do zagueiro Vilson, merecendo a vantagem parcial no primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Verdão teve outras chances para aumentar o placar e liquidou a fatura com o colombiano Mina deslocando Cássio, logo depois da expulsão do lateral Léo Príncipe. Onze contra 11, o Palmeiras também era superior. Se não fosse o goleiro corintiano, o escore seria maior. Jaílson fez apenas uma defesa.

Moisés e Tchê Tchê foram os destaques. Líder com 51 pontos e dez à frente do Corinthians. Vantagem real, pela diferença de qualidade e elenco das duas equipes.

O Palmeiras passou por uma sequência difícil contra Grêmio, Flamengo e Corinthians. Permaneceu em primeiro e abriu quatro pontos do rubro-negro carioca. Melhor impossível e favorito, sim.

“Verde que te quero ver” é o lema do Brasileirão no momento.


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