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Arquivo : Levir Culpi

Vítor Bueno nega dependência de L. Lima e admite ansiedade com Levir Culpi
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Alexandre Praetzel

O técnico Levir Culpi assume o comando do Santos, nesta segunda-feira. O treinador sempre gostou de atuar com meias ofensivos, atacando bastante os adversários, recentemente. Um dos titulares é Vítor Bueno. Jogador lançado por Dorival Jr., Vítor espera se manter na equipe com a chegada de Levir. Em entrevista exclusiva ao blog, Vítor projetou o novo momento santista, falou sobre sua fase atual e a comentada dependência de Lucas Lima, no elenco. Confira abaixo.

O que você achou da chegada de Levir Culpi ao Santos?

“Estamos bastante ansiosos com a chegada dele e motivados também. É um treinador vencedor, que já conquistou títulos importantes e vem para nos ajudar mais ainda”.

Era o que o Santos precisava ou Dorival deveria continuar?

“Eu não tenho que achar nada, eu tenho que jogar bola, apenas. Professor Dorival foi muito importante para nós, diretoria decidiu que o tempo dele já tinha dado e trouxe outro treinador. Tenho certeza também que vai ser muito importante e em função dele, vai nos trazer um estilo de jogo diferente e espero que dê certo”.

Dorival acha que tua afirmação foi um dos legados que ele deixou. Você concorda com isso? 

“Concordo 100%. Foi o Dorival que me colocou para jogar. Me manteve na hora que eu não estava passando por um momento muito bom, me manteve no time e me deu confiança. Tenho que agradecer muito ao Dorival. Já falei com ele, depois da saída dele. agradeci muito e tenho certeza que, se não fosse ele, dificilmente estaria aqui hoje”.

O Santos é muito dependente do Lucas Lima?

“Não. Acho que não. Ano passado, provou muitas vezes que quando ele estava na Seleção, nosso time jogava bem e ganhava. Acho que se criou muito isso. O Santos não joga bem, o Lucas Lima não está, é por causa do Lucas Lima. Acho que não é isso não. Temos jogadores importantes. O que está acontecendo é que não estamos numa boa fase técnica. Não é normal, mas estamos passando por isso. Todo o time passa, mas o importante é que conseguimos a vitória contra o Botafogo”.

Alguns torcedores te vaiaram, após o jogo. Tu achaste isso justo?

“Normal pela fase pelo que o time passa. Tenho certeza que qualquer outro que saísse do time ali, ia ser vaiado. Estou bem tranquilo. Sou o artilheiro da temporada com nove gols, trabalhando para melhorar ainda mais a minha marca. Ano passado, fiz 13 gols. Quem sabe aì, eu consiga alcançar esse ano e passar minha marca. Estou tranquilo. Só procuro jogar futebol. Quanto à torcida, quando estiver perdendo, eles vão vaiar. Quando estiver ganhando e continuar fazendo gols, ele vão bater palmas”.

Vítor Bueno está com 22 anos. Disputou 79 jogos e marcou 23 gols.


L. Donizete comenta saída de Dorival e espera ter mais sequência com Levir
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Alexandre Praetzel

Levir Culpi vai assumir o comando do Santos, na próxima segunda-feira. O novo treinador santista trabalhou com Leandro Donizete no Atlético-MG. O jogador chegou ao Santos, indicado por Dorival Jr., com contrato de três anos, mas ainda não conseguiu mostrar o bom futebol dos tempos do Galo. O blog entrevistou o atleta com exclusividade sobre a troca de técnico, o seu momento atual e a projeção para o elenco, até o final da temporada. Leiam abaixo.

Como viste a saída de Dorival Jr., responsável pela tua chegada ao Santos?

“Faz parte, né. O momento não estava tão ruim assim, mas futebol é desse jeito. A cultura brasileira é assim, perdeu duas, três, a torcida protestou, já faz essa troca. Então, a gente já está acostumado com isso também. A gente sentiu um pouco sim, que é um cara carismático, que todo mundo gostava e também me trouxe. Agora, bola para frente, não sei, fechou com o Levir aí, vamos ver se ele faz um trabalho bom também para a gente levantar essa equipe e apresentar um bom futebol”.

Levir tem a “cara” do Santos? Pode dar certo a curto prazo?

“Eu acho que vai dar certo sim. Joga para frente, né. A equipe do Santos é bem ofensiva. Ele tem o jeito dele de botar um volante, de tirar e as mexidas dele sempre davam certo lá no Atlético, quando eu estava lá. Então, que ele seja feliz também aqui e consiga organizar nossa equipe o mais rápido possível e a gente comece a dar a volta por cima”.

Houve uma causa especial para você não ter jogado muito ainda pelo Santos?

“Não teve nada não de especial, lá dentro, de adaptação. Foi mais opção do Dorival mesmo. Eu também achei que merecia ser mais usado. Estava esperando essa chance, trabalhei, venho trabalhando forte, venho demonstrando o mesmo futebol que eu demonstrava no Atlético. Só que não tive sequeência ainda por aqui, duas partidas seguidas no máximo. Então, preciso pegar mais um ritmo de jogo bacana e aí vou mostrar meu futebol para poder ajudar o Santos. Mas estou na expectativa de começar a jogar e mostrar meu valor para conquistar títulos aqui, o que eu consegui em todos os lugares onde passei”.

Santos tem time para uma grande conquista?

“Com certeza, tem um elenco forte. Só ter coerência certinho. Colocar na hora certa. Colocar quem estiver melhor para jogar”.

Leandro Donizete está com 35 anos. Chegou ao Santos, em janeiro. Disputou 12 jogos e não marcou nenhum gol.


Levir Culpi e o rótulo dos treinadores
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Alexandre Praetzel

Quando um treinador é demitido no Brasil, fico aguardando as justificativas dos dirigentes para tal decisão. A quase totalidade é pela falta de resultados. Outras, porque perdeu o vestiário, tem mau relacionamento com alguns jogadores, escalações equivocadas ou trabalho ruim no dia-a-dia.

Dorival Jr. caiu no Santos pela queda no desempenho da equipe, segundo a diretoria. Já surgiram outras razões, como a intromissão do filho Lucas e sua péssima relação com os atletas, o “poder” dos intocáveis Ricardo Oliveira e Renato, a religião dominante no grupo e a falta de pagamento dos salários. Ok. Mas o Santos está invicto na Libertadores e pegará o Flamengo, nas quartas-de-final. Na cultura resultadista dos dirigentes, o trabalho não pode ser considerado ruim.

Então, vamos ao alvo santista: Levir Culpi. Ficou anos no Japão e retornou ao Brasil, como técnico do Atlético-MG. Em 2014, foi campeão da Copa do Brasil e Recopa Sul-Americana e o responsável pela saída de Ronaldinho Gaúcho. Em 2016, foi campeão da Primeira Liga com o Fluminense e bateu de frente com Fred, determinando a transferência do goleador para o Galo. Saiu do Flu, depois de dez jogos sem vitória.

Levir Culpi já mostrou que é bom técnico. Agora, qual o critério para contratá-lo? Provavelmente, o rótulo de “Comandante do Vestiário”. O cara que não permite comando paralelo. Que, teoricamente, trata todos com igualdade. Que não vai permitir acomodações e panelinhas. Pode ser.

Mas e o trabalho tático e técnico? Qual a avaliação que é possível fazer? Levir gosta de futebol acadêmico ou competitivo? Conseguirá extrair o máximo dos jogadores? Fica tudo na teoria. No imponderável, seria melhor apostar em Elano. Mais barato e conhecedor das entranhas do CT e da Vila Belmiro.

O fato é que os treinadores são escolhidos com critérios muito vazios. Tudo depende do rótulo obtido e de quem está disponível no mercado. Até a próxima queda e busca por outro “paizão”, “mobilizador”, “tático” ou “disciplinador”. O trabalho fica em segundo plano.


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