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Técnico do Coritiba prevê campanha melhor com atual elenco no Brasileiro
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Alexandre Praetzel

O Coritiba somou nove pontos em 12 disputados e chamou a atenção neste início de Campeonato Brasileiro. Na derrota para o Santos, foi superior na Vila Belmiro e não venceu pela grande atuação do goleiro Vanderlei. O time é comandado por Pachequinho, ex-atacante e ídolo do clube nas décadas de 80 e 90. O blog entrevistou o treinador sobre o desafio de ser efetivo, a projeção para a competição e a busca por resultados melhores, depois de anos lutando apenas para não ser rebaixado. Acompanhem abaixo.

Depois de anos no clube, o desafio de ser técnico efetivo se torna ainda maior?

“A vida de um treinador, ela sempre é um desafio, né. E para mim, que moro em Curitiba, que joguei no clube, trabalhei em categorias de base, como auxiliar técnico e técnico interino, é um desafio ser efetivado justamente porque você tem a tua cobrança de que aconteçam os melhores resultados, vitórias venham, as conquistas e a pressão e cobranças vêm ai mesmo tempo. É um desafio, mas estou no futebol há muito tempo e vejo que o momento chegou espero que minha carreira dure um bom tempo”.

Como defines o elenco do Coritiba hoje?

“Um elenco equilibrado, onde cada setor do campo nós temos opções e opções com qualidade. A equipe não perde muito quando surgem as possibilidades de alterações ou lesões que acontecem numa competição longa. Então, eu vejo uma equipe equilibrada e muito melhor que os anos anteriores, no aspecto de elenco e os resultados estão provando isso”.

Nos últimos anos, o Coritiba vem lutando para não cair. A tendência é essa para este ano?

“É mudar esse histórico. A tendência é fazer um ano melhor e nós conseguimos com o título estadual, criar esta confiança, criar esse otimismo e os atletas estão muito focados num ano melhor. A união dentro do clube é muito forte, muito grande. O trabalho, em relação ao futebol e aos jogadores, eles vêm dando o máximo, se empenhando não só nos treinamentos como nos jogos e todos estão muito fechados para buscar um ano muito melhor. A sequência e regularidade são fatores que vão contribuir para um futuro melhor do Coritiba”.

Os pontos corridos indicam times com mais recursos como vencedores. É utopia pensar em título?

“Eu acho que o Coritiba tem que pensar jogo a jogo. O título é consequência de uma temporada boa, de um investimento do clube em atletas que possam estar à disposição, que fortaleçam mais o elenco e é isso que já buscamos, muito diferente de anos anteriores, que nós tínhamos algumas dificuldades com relação à composição do elenco. A temporada é longa, são 38 rodadas e já passaram quatro. A regularidade das equipes que não sejam as principais candidatas ao título, tem que ter sequência de vitórias, buscar resultados fora, padrão de jogo definido sem alterar e ter as peças interessantes para poder montar uma equipe forte. De acordo com este ano, planejamos jogo a jogo, conseguir esses objetivos, primeiro vencer, buscar resultados importantes e pensar mais para o final, o que vai acontecer”.

Qual teu modelo de jogo e filosofia de trabalho?

“Primeiro, é uma equipe competitiva, que jogue dentro e fora de casa da mesma maneira. Tem o comportamento de atacar e defender. Muito agrupada, muito próxima e sabendo o que faz dentro de campo. Na hora de marcar, todo mundo ser humilde, voltar e recuar, pressionar muito o adversário para não ter liberdade. E na hora de atacar, todos com o objetivo de dar opções aos companheiros, chegar na frente com força e envolver o adversário, criando oportunidades. Então, é uma equipe equilibrada que joga, muito daquilo que faz no Couto Pereira, joga também com inteligência e sabedoria, fora de casa, porque alguns jogos são pontuais, que você precisa ter mais atenção e humildade na marcação”.

O Coritiba enfrenta o Palmeiras, nesta quarta-feira, no Couto Pereira. O meia Matheus Galdezani, 25 anos, apareceu como destaque nos jogos iniciais. O elenco ainda conta com nomes experientes como Wilson, Werley, Alan Santos, Anderson, Kléber e Alecssandro.


Beletti vê Coritiba subindo de patamar e defende negociação com Ronaldinho
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Alexandre Praetzel

“O Coritiba pode sim, alcançar outro patamar no futebol brasileiro”. A declaração é de Juliano Beletti, multicampeão como jogador, com troféus da Champions League e Campeonato Espanhol pelo Barcelona e o título de Campeão do Mundo, pela Seleção Brasileira, em 2002. Beletti deixou a função de comentarista de TV para aceitar o desafio de ser Diretor de Relacões Internacionais do Coritiba. Empolgado com o novo cargo, Beletti concedeu entrevista exclusiva ao blog, projetando parcerias interessantes e crescimento do Coritiba, a médio prazo. Leia abaixo.

Função no Clube

“É uma função que as pessoas têm confundido um pouco. Não tem nada a ver comprar e vender jogador. Não tem nada a ver com departamento técnico do clube. Aproveitar contatos ao longo da carreira e hoje em dia, para gerar negócios para o clube em terras internacionais. Não só patrocínio, mas divulgar a marca Coritiba. Campeão em 1985 e com dois vice-campeonatos da Copa do Brasil. O Coritiba precisava de um salto para criar uma possibilidade de negócios internacionais, para mostrar o clube na Europa. Queremos que agentes e empresas internacionais nos procurem diretamente, com foco maior em empresas. Só farei meio-campo em nível de consultoria para determinado assunto. Fui convidado para visitar o Villareal da Espanha, para saber como era o Coritiba, metodologia de trabalho, para quem sabe, um trabalho em conjunto com intercâmbio e amistosos. Conseguindo abrir espaço para o Coritiba nestes mercados, você atrai atenção de empresas. Estou gostando de viver essa experiência. O clube está deixando eu trabalhar para atingir metas e objetivos. Mandamos 15 jogadores para as seleções de base no ano passado”.

Tentativa de contratar Ronaldinho Gaúcho foi um “mico”?

“Sinceramente, para o que eu estava buscando, não vindo a negociação, eu quero tirar proveito do que aconteceu. O nome do Coritiba foi mencionado no mundo inteiro com a possibilidade da chegada do Ronaldo. Só com a chance de contratá-lo, o Coritiba foi notícia na mídia espanhola, italiana, norte-americana. Quem nunca ouviu falar no Coritiba, graças a possibilidade que eu criei, não pensa como mico. Fui na Europa e as pessoas me perguntavam que o Ronaldo quase jogou no Coritiba. O Ronaldo nos recebeu e fez um proposta oficial, só que o Barcelona também o convidou para ser embaixador do clube e o Ronaldo ficou impossibilitado de fazer as duas coisas. Não vejo fracasso de jeito nenhum. Ao aceitar ser embaixador do Barcelona, choveu trabalho e ele ficou impossibilitado de fazer as duas coisas. Foi uma ideia de criar algo novo. Estava precisando arrecadar um pouco mais de sócios. Dei algumas opções de marketing a nível internacional e o Ronaldo foi uma delas, posição carente de meia no elenco. Os próprios funcionários do clube falaram o seguinte: pode ser que não saia negócio, mas mexeu com a mídia e o torcedor. Isso sempre é importante”.

Vês o Coritiba em outro patamar a médio prazo?

“Enxergo, porque está numa cidade extraordinária, que coopera com esta ideia. Tem gestão bastante equilibrada e número de sócios que pode ajudar muito. Estou aqui como consultor, o pessoal da base me chama para eu passar a experiência que eu tive como jogador internacional. Todas essas ideias é com o intuito de dar um salto, sem ficar na parte de baixo da tabela, melhorando a estrutura. Falo com todos os responsáveis dos departamentos de base dos clubes que eu visito para trazer algo novo para o Coritiba. Informação não tem preço. Sabendo transmitir e assimilar, é dar o próximo passo e a casa está arrumada”.

Consulta sobre novo técnico

“Já fui consultado. Me perguntaram se eu conhecia um nome que foi sugerido. Só fiz o contato pelas minhas relações no futebol. Nosso departamento técnico tem muitos contatos e podem chegar nos nomes, sem minha ajuda”,

Time do Coritiba

“A nível de comparação com os adversários do Paranaense, não conseguiu ainda atingir seu melhor nível. Troca de treinador atrapalhou, não tem jeito. Pachequinho é do clube, conhece jogadores e já começa a ter uma evolução. A nível do Brasileiro, ele e os jogadores sabem que tem que melhorar pouco a pouco. O Estadual pode servir para aprimorar o nível coletivo e competitivo. Pode ajudar nisso”.

Parceria com grandes times europeus

“Abrindo a possibilidade que alguma coisa possa acontecer, é onde eu tenho priorizado minhas forças. É tentar gerar alguma coisa para que os jogadores sejam mais conhecidos. A título de grandes europeus, meu objetivo é tentar criar um vínculo para que o Coritiba tenha as portas abertas nesses lugares. Estou conseguindo. As coisas estão andando. Têm várias coisas que podem acrescentar e fazer a diferença, se soubermos explorar e trabalharmos nisso”.

Aos 40 anos, Beletti tem contrato de dois anos com o Coritiba, com metas e objetivos para atingir como diretor de Relações Internacionais. Como jogador, Beletti vestiu a camisa de Cruzeiro, São Paulo, Villareal, Barcelona, Chelsea e Fluminense.

 


Coritiba confirma Kazim no Corinthians e zagueiro sondado pelo Palmeiras
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Alexandre Praetzel

O Coritiba promete ter um time competitivo em 2017. A equipe vai disputar o Paranaense, Copa do Brasil e Série A do brasileiro. O presidente Rogério Bacelar vai para seu último ano de mandato, acreditando que o Coxa entrará em todas as competições para conquistá-las. Em entrevista exclusiva ao blog, Bacelar confirmou a venda de Kazim para o Corinthians e a busca por dois reforços de times grandes de São Paulo, sem revelar as posições. Leia abaixo.

Kazim no Corinthians

“Acabei de assinar a rescisão dele com o Coritiba. Recebemos a proposta oficial do Corinthians, mas não posso falar em valores, nem em quantas parcelas vamos receber. É um jogador muito bom. Fez grandes partidas no Coritiba. Tem bom controle de bola, oportunista. Abrimos mão porque ele tem o mesmo estilo do Kléber”.

Palmeiras quer o zagueiro Juninho

“Recebemos sondagens do Palmeiras, mas nenhuma proposta oficial. Se chegarem nos números que nós queremos, podemos negociar”.

Raphael Veiga dará certo no Palmeiras

“Acho que dará certo. Menino de futuro brilhante. Sempre sonhou em jogar no Palmeiras. Teve ótimas atuações com todos os técnicos que trabalhou no Coritiba”.

Henrique Almeida voltando

“Fizemos um contato com o Grêmio e o Grêmio aceitou emprestá-lo. Agora, o Grêmio precisa se acertar com o investidor deles. Queremos o empréstimo do Henrique por um ano”.

Saída da Primeira Liga

“Não me arrependi. O Coritiba ressuscitou a competição, lembrando a Copa Sul-Minas. Era para ser uma competição democrática e o Coritiba desistiu pela disparidade nas cotas de transmissões. Se voltar a ser uma competição democrática, o Coritiba acha saudável retornar. Fora disso, não”.

Realidade financeira

“O Coritiba sempre foi um grande clube. Estrutura muito grande. Houve alguns desajustes normais, que já corrigimos. Entramos em todas as competições para vencer. Existem clubes do eixo Rio-SP, Minas e RS que têm cotas e vantagens financeiras em relação ao Coritiba. Estamos tentando diminuir estas diferenças para disputarmos em igualdade de condições”.

Kléber

“É um grande jogador. Virou ídolo no Coritiba pelas atuações. Como atleta e como homem, não temos queixas. Sempre foi um jogador exemplar. Conduta de liderança incrível. Renovou contrato por dois anos conosco”.

Carpegiani

“Nós fizemos um contrato com ele até o final do ano. Não podíamos conversar com ele antes de terminar o Brasileiro. Depois, entramos em acordo. É treinador do Coritiba pela sua capacidade. Do contrário, não seria”.

Modelo de Gestão

“O profissionalismo do Coritiba existe. Departamento de futebol, de Gestão. Foi o primeiro time do Brasil a fazer isso. Não gastamos mais do que o orçado. Estamos cumprindo à risca. Estamos com todas nossas contas em dia. Estatutos devem ser examinados e reformados se os conselheiros acharem conveniente. O modelo do Coritiba é aceitável. Se os outros clubes têm outros modelos de gestão, não cabe a mim analisar”.

Em 2016, o Coritiba foi vice-campeão paranaense e 15º colocado na Série A do Brasileiro, com 46 pontos. A diretoria busca a contratação de dois jogadores dos grandes de São Paulo. Os nomes e as posições não foram revelados pelo presidente.


Carpegiani vê R.Veiga com grande futuro e deixa o Coritiba em dezembro
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Alexandre Praetzel

Paulo César Carpegiani foi um grande jogador e sempre foi bom técnico. Campeão da Libertadores da América e do Mundo, em 1981, comandando o Flamengo, no seu primeiro trabalho. Se destacou também ao levar o Paraguai às oitavas-de-final da Copa do Mundo de 1998, num confronto histórico com a França, sendo derrotado na morte súbita, na prorrogação. Foi dono do RS Futebol e passou por vários clubes. Aos 67 anos, dirige o Coritiba. Pegou o time na zona de rebaixamento do Brasileiro e melhorou o rendimento do grupo. Carpegiani conversou com o blog, com exclusividade, admitindo que deve deixar o Coxa, após a temporada. Leia abaixo.

Coritiba e o risco de rebaixamento

“Isso já vem numa sequência de anos. Todo ano, a grande preocupação de todo grande time é sair o mais rápido possível dessa zona tão infeliz, que os clubes, geralmente, ocorrem. E o Coritiba não é diferente. Eu tive o privilégio de nunca entrar nessa zona, desde quando ingressei na 17ª rodada do campeonato, no primeiro turno. Não tive esse privilégio, mas andamos perto e é muito difícil você sair dessa sequência porque você vai ganhando jogos e quanto mais você ganha, os outros ganham também. Então, é uma dificuldade, um pensamento negativo que todos os clubes têm”.

Mudanças com tua chegada

“Hoje, são os números. Os números comprovam a própria campanha. Nós somos a sétima defesa menos vazada de todo o campeonato. Quando eu cheguei e assumi, era o 19º, se não me engano, e nós na primeira rodada estávamos na zona de rebaixamento. Eu assumi na zona de rebaixamento, ganhamos da Ponte Preta e imediatamente já saímos. Não conhecemos mais uma outra entrada nessa tão infeliz zona. Eu acho que os números e as próprias dificuldades que tivemos também ao longo desse período. Jogadores importantes que acabaram quebrando o pé, fraturando o tornozelo. Então, as dificuldades foram muito grandes e não é um grupo composto por mim, no início da temporada. Já vim, encaixei, não contratamos ninguém e trabalhei com os jogadores disponíveis. Essas foram as grandes dificuldades que nós tivemos”.

Tranquilo trabalhar com Kleber

“Sim. É um grande jogador. Aquele jogador de exceção, ele não te incomoda. Então, nós tivemos ao longo desse período, o Kleber jogou muito pouco comigo, nesse momento que estou falando contigo. Está retornando agora, estava lesionado há um bom tempo, mas é um jogador estritamente profissional, muito responsável e é uma satisfação trabalhar com ele”.

Raphael Veiga dará certo no Palmeiras 

“É um menino que está sendo preparado, tendo oportunidades. Tem muita técnica, muita qualidade, aquela quebra de ritmo, arranque. Se vai dar certo ou não, é o futuro que vai dizer. Talvez, numa grande equipe, deslanche ainda mais. Ele é um ponto alto do Coritiba, hoje, sem sombra de dúvida”.

Modelo de gestão brasileiro

“Olha, são os mais variados. Eu acho que o futebol brasileiro, a maneira como os clubes são dirigidos, a maneira desse comportamento é muito ruim. Os clubes têm interesses em fazer o maior número de torneios. Tivemos essa experiência, esse ano, com os campeonatos apertados. Tivemos o esgotamento físico muito grande e em consequência, caiu o rendimento. Além da gestão que realmente, falta, na minha opinião, aquele homem abaixo da diretoria, o grande centralizador, aquela função de dirigente, aquele cara responsável por todas as contratações. Mostrar a cara na hora da contratação boa ou ruim. E isso os clubes escondem, quase todos, com alguma exceção, quando as contratações não acontecem. Tipo um Leonardo, que faz falta esse tipo. Não temos no futebol, essa pessoa que seria muito importante nos clubes”.

Preconceito com técnicos da tua geração

“Eu não estou tendo. Não saberia dizer. Trabalho onde eu quero. Dou um tempo, dou paradas e não sei responder. Não tenho essa condição de responder porque não tenho nenhum ponto negativo com relação a minha participação”.

Ex-jogador X Catedráticos

“É muito complexo. Você ser treinador tem que dominar todas as mais variadas condições. Você tem que saber dominar um grupo, trabalhar o momento de apertar e afrouxar. Acho que o mais importante é o pulso, é o comando. Isso você não pode abrir mão em qualquer circunstância. Um treinador ou um catedrático, eu não vejo dificuldade. O importante é você ter conhecimento. Para você ter sucesso, o sucesso são os teus títulos. Você não consegue as coisas por acaso. Então, as coisas caminham dessa forma. Pode dar certo um, pode dar certo o outro. Eu não saberia definir a diferença de um para o outro. Eu defino como bom profissional, o responsável que tem todas as condições que o futebol te exige”.

Projeção para 2017

“Vou fazer o Coritiba e vou dar uma paradinha. Essa que é a realidade. Vou aguardar porque eu já estava negociando com o futuro, lá fora. Vou aguardar. Tive para trabalhar nas eliminatórias, nós não definimos no próprio Paraguai. Então, vou esperar um pouquinho, vou dar um tempo, porque os campeonatos estaduais não fazem muito o meu feitio não”.

Carpegiani tem contrato com o Coritiba, até dezembro. O time é o 15º colocado com 42 pontos. Enfrenta o Santa Cruz, nesta quarta-feira, no Couto Pereira.


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