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Arquivo : Cássio

Vanderlei não deve ter chances na Seleção. Trio de goleiros encaminhado
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Alexandre Praetzel

A questão dos goleiros da Seleção Brasileira é a única que tem gerado debate sobre as preferências de Tite. Contra o Chile, Ederson foi o titular, sob a alegação de que precisava ser testado, após bons desempenhos como titular do Manchester City e com boa dinâmica com os pés, inclusive com uma jogada combinada com Gabriel Jesus, companheiro no clube inglês.

Taffarel deixou claro que já tem os três preferidos: Alisson, Ederson e Cássio. Claro que a decisão final será de Tite, mas a opinião do ex-goleiro campeão mundial pesa demais. Taffarel foi o único remanescente da comissão técnica de Dunga porque Tite entende que ele é o grande especialista da função, pelo seu passado vencedor. E Taffarel visitou e acompanhou treinamentos de Cássio e Vanderlei. O corintiano é elogiado pela postura nos treinos e segurança com a camisa amarela, descentralizando apenas as atuações dentro de campo. Vanderlei ainda não foi convocado e acho que não será, mesmo que haja três amistosos pela frente. Tite indicou que deve mexer muito pouco no grupo, para as convocações futuras.

Ainda não foi explicado o motivo claro pela ausência de Vanderlei, com grande desempenho pelo Santos. Há quem diga que ele não atua bem com os pés e isso atrapalha, mas a causa principal nunca foi revelada por Taffarel. Vale lembrar que o goleiro das duas últimas Copas foi Júlio César, unanimidade para 2010, com grande ciclo de 2007 a 2010. Na Copa, falhou nos momentos cruciais diante da Holanda. Quatro anos depois, foi titular, mesmo trabalhando no canadense Toronto FC, na MLS norte-americana. Ficou marcado pelos 7 a 1, assim como muitos atletas.

Alisson está bem na Roma. Ederson é considerado o futuro e Cássio tem a experiência. Vejo Fábio e Fernando Prass como ótimos nomes e que ajudariam bastante, mas pela sequência de chamadas, os três nomes estão bem encaminhados. Só uma grande surpresa para Vanderlei ser testado. Até porque, se Vanderlei chega e fecha o gol, arrumaria um bom problema para todos. Mas muitos profissionais não querem debates, preferem apenas suas convicções. Cabe respeitar. Se é certo ou não, o tempo dirá.


Cássio destaca Corinthians eficiente e pede: “tem de se impor contra Inter”
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Alexandre Praetzel

O Corinthians vive uma semana decisiva em duas competições. Enfrenta o Inter, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), em Itaquera, podendo empatar por 0 a 0 para se classificar para as oitavas de final da Copa do Brasil. No domingo, irá receber o São Paulo com vantagem de dois gols, para tentar confirmar sua presença na final do Campeonato Paulista. O blog entrevistou o goleiro Cássio com exclusividade. Ele projetou os dois confrontos, falou sobre a postura do time e minimizou o rótulo de “Quarta força” no Estado. Acompanhem abaixo:

O jogo contra o Inter será mais difícil do que o confronto diante do São Paulo?

“É difícil. Como a gente está pensando jogo a jogo, teve uma evolução boa nos últimos jogos, mas contra o Inter, será um jogo difícil. É na nossa casa, tenho certeza que o nosso torcedor vai lotar o estádio, vai ajudar a empurrar a equipe. O Inter é um time qualificado, mas com todo o respeito, nós vamos jogar diante da nossa torcida e temos que nos impor e buscar a classificação”.

Os resultados do Corinthians são melhores do que as atuações do time?

“Eu acho que sim. Em momentos, se tu fores considerar estatisticamente, de repente, vai te responder essa pergunta. Muitas vezes, a gente não tem a maior posse de bola. Em alguns jogos, a gente estava errando muitos passes, não estava conseguindo segurar a bola, controlar os jogos, deixava muito os adversários nos atacar. Hoje, já tem uma consistência. Contra o São Paulo e o Inter, a gente conseguiu controlar, errar menos passes, criar mais oportunidades e tendo mais chances de gols. Lógico, concordo contigo. Às vezes, têm jogos que a gente vai jogar por uma bola, se defender e fazer o gol. A gente cansou de perder partidas tendo dez chances, contra o Inter foi o jogo que a gente teve mais chances claras e conseguiu fazer um gol. Contra o São Paulo, a gente teve duas, três e conseguimos marcar dois gols. Ficamos felizes pela eficiência, porque no final das contas o que se vê são as vitórias. O que mantém a tranquilidade na equipe são as vitórias”.

É natural projetar uma final entre Corinthians e Ponte Preta, pelas vantagens obtidas?

“Muito próxima até, mas até a gente não confirmar essa classificação, a gente não pode falar. A outra semifinal, a gente tem que deixar de lado. Temos que focar na nossa decisão. Demos um grande passo, mas tem a segunda partida. Vamos respeitar a equipe do São Paulo, pensar no Inter, e no final de semana fazer o melhor para confirmar a vaga na final”.

O título paulista será uma resposta pelo rótulo de “Quarta força” do Estado?

“Não, não. A gente respeita muito, respeito tua opinião. Se fala muito, mas teoricamente o Palmeiras é a equipe que mais investiu, teoricamente é o favorito. Em outros anos, a gente contratou mais e se tornou o favorito, mas eu penso que no conjunto geral, não interessa a qualidade individual dos jogadores. Interessa o comprometimento com a equipe. Os jogadores que chegaram estão com grande comprometimento e isso faz a diferença. Muitas vezes, tu vês os 11 jogadores defendendo, um cai, o outro tenta cobrir a função. O que vale é o grupo. De maneira alguma, não é demérito nenhum, cada um tem sua opinião e nós jogadores sempre acreditamos que a gente pode chegar cada vez mais longe e trabalhamos para isso acontecer”.

Cássio é um dos líderes da equipe e remanescente do grupo campeão da Libertadores da América e Mundial, em 2012. Em 2017, levou apenas 11 gols, ajudado pela boa defesa composta por Balbuena e Pablo.


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