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Diretor jurídico acha que Primeira Liga deu certo, mesmo sem os paulistas
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Alexandre Praetzel

A Primeira Liga tem sido criticada por alguns profissionais que a disputam. O técnico Abel Braga e o meia DAlessandro reclamaram da quantidade times e jogos. Algumas equipes atuaram com reservas em algumas partidas. O diretor-jurídico do torneio, Eduardo Carlezzo, concedeu entrevista exclusiva ao blog, defendendo o modelo de disputa e a independência dos participantes na organização da competição. Acompanhem.

Primeira Liga é válida

“Os clubes estão plantando agora para colher no futuro, já que a Liga é um projeto de longo prazo. Os 16 clubes estavam cientes da complexidade de fazer um torneio sem apoio da CBF e estavam dispostos a fazer o que fosse necessário para que a competição ocorresse em 2016, já estamos olhando para frente. Desde que começamos a planejar a edição de 2017, sabíamos que teríamos dificuldades devido a não inclusão da competição no calendário pela CBF. Estas dificuldades foram aumentadas pela mudança no formato das competições continentais e pelo atraso na finalização do Brasileiro”.

Como torná-la atraente

“A competição já é atraente por si mesma, já que congrega boa parte da elite do futebol nacional. Os índices de audiências na TV e a média de público nos estádios claramente mostram isto. Mostram que o torcedor tem maior interesse em jogos entre grandes equipes do que jogos com equipes menores. Sabemos que há pontos a aprimorar. Nosso primeiro desafio é melhorar a qualidade das datas, conferindo um maior espaçamento entre os jogos, o que já foi possível para diversos clubes neste ano mesmo, com exceção dos clubes catarinenses. Óbvio que outros desafios também existem, mas eu coloco o calendário como fator crucial”.

Haverá edição em 2018?

“Com certeza. Temos um contrato para a transmissão dos jogos pela TV, que finaliza em 2019”.

Desunião dos clubes diminuiu a credibilidade do torneio?

“Evidente que nem sempre é possível ter todos os clubes pensando de forma igual, já que somos conscientes das peculiaridades de cada um. Este anos, pelas dificuldades que se colocaram em nosso caminho, sabíamos que a primeira fase da competição, terminada no dia dois de março, poderia gerar algum desgaste. Contudo, nas fases seguintes haverá uma melhora significativa na visualização da competição”.

Por que o torneio foi alongado?

“A única opção que tínhamos para fazer a Copa da Primeira Liga 2017, era usando as datas do segundo semestre. Estamos certos de que teremos um grande sucesso de público e audiência quando iniciarem os jogos das quartas-de-final em 29 de agosto, já que tudo indica que teremos grandes clássicos do futebol nacional”.

Premiações

“A Primeira Liga distribuirá um total de R$ 5,3 milhões aos clubes, a partir das quartas-de-final”.

Argumentos para defender uma nova competição

“Temos que recordar que a Primeira Liga é uma entidade jovem ainda e que vem testando no futebol brasileiro um modelo de auto-organização e independência das demais entidades federativas, o que era inexistente até então. Temos obtido avanços positivos. Neste ano, focamos nosso trabalho em algo que o torcedor não vê, mas que para a continuidade da Liga é fundamental: gestão e recursos humanos. Contratamos profissionais de diferentes áreas e habilidades. A meu ver, a profissionalização é o grande legado de 2017, ainda que, como disse, possa ser invisível ao torcedor. Com a melhoria da nossa organização, chegaremos a 2018 mais fortes e bem preparados”.

Sem os clubes paulistas, é impossível dar certo?

“O torneio já deu certo. Temos grandes equipes. Cinco clubes da Primeira Liga ganharam a Libertadores da América, três possuem títulos mundiais e seis possuem grande número de conquistas nacionais. Aliado a isto, temos vários clubes de força regional. Isto tudo legitima a força da entidade e da competição que organizamos. Estamos seguros de dirigimos pelo caminho certo”.

A Primeira Liga está na segunda edição, em 2017. Os 16 times estão divididos em quatro grupos de quatro equipes. A disputa ocorre em turno único e os dois melhores de cada grupo passam às quartas-de-final. Os confrontos serão definidos, mediante sorteio. Em 2016, o Fluminense conquistou a competição com 12 participantes.


O momento de negociar uma revelação no Brasil
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Alexandre Praetzel

Gosto sempre da permanência dos principais jogadores no futebol brasileiro. No entanto, devido às péssimas gestões e situações financeiras calamitosas dos clubes, ficamos à mercê das ofertas do exterior. Há momentos que as vendas são impossíveis de recusar. Em outros casos, houve precipitação de dirigentes e empresários. Abaixo, o blog analisa algumas negociações.

Gabriel Jesus, 19 anos

Acabou sendo bem vendido, devido as circunstâncias. O Palmeiras tinha apenas 30% dos direitos econômicos e ficou refém dos empresários, quando quase perdeu o menino de graça. Ainda faturou 20 milhões de euros.

David Neres, 19 anos

O atacante do São Paulo fez apenas oito jogos pelos profissionais. O Ajax da Holanda ofereceu 15 milhões de euros por 80% dos direitos econômicos. Pela situação financeira difícil do São Paulo, é difícil recusar.

Wallace, 21 anos

O volante do Grêmio foi negociado com o Hamburgo da Alemanha por dez milhões de euros. O clube gaúcho tem 60% e levará seis milhões, além de ficar com 10% numa venda futura. Não venderia. Wallace é jogador de Seleção e poderia se valorizar ainda mais.

Jorge, 20 anos

O lateral do Flamengo foi para o Mônaco da França por nove milhões de euros. O Flamengo tinha 70% dos direitos econômicos e levou pouco mais de seis milhões de euros. Não venderia. Lateral de muita qualidade e nome certo no futuro da Seleção.

Luiz Araújo, 20 anos

O São Paulo recusou uma proposta de seis milhões de euros do Lille da França. Por nove milhões de euros, vai negociá-lo. Tem 70% dos direitos econômicos do atacante. Por sete ou oito milhões, eu venderia. Tem 26 jogos pelo profissional. Acho inferior a David Neres.

Moisés, 24 anos

O lateral do Corinthians pode ser negociado com o CSKA da Rússia por dois milhões e meio de euros. O Corinthians tem 70% dos direitos econômicos. Eu venderia. É possível encontrar uma reposição à altura.

Eduardo Sasha, 24 anos

A diretoria do Inter negou uma proposta de 12 milhões de euros, em julho de 2016. Hoje, Sasha está machucado e perdeu valor de mercado com a queda do Inter para a Série B. Era o momento de vender.

Para lembrar, a maior venda de todas foi a de Lucas Moura do São Paulo para o Paris Saint Germain por irrecusáveis 43 milhões de euros, a maior transação da história do São Paulo.

Já o zagueiro Marquinhos saiu do Corinthians por cinco milhões de euros para a Roma, praticamente sem jogar. Seis meses depois, os italianos o negociaram com o Paris Saint Germain por mais de 25 milhões de euros. Um erro crasso do Corinthians e do técnico Tite, na ocasião.

Claro que conta muito a vontade do jogador, mas se houver contrato em vigor, que os clubes brasileiros façam valer as multas rescisórias para não ficarem no prejuízo. É possível sim segurar jovens revelações e negociá-los por grandes somas futuras, se as gestões estiverem equilibradas. Do contrário, continuaremos sendo meros exportadores de talentos. Uma pena.


Janela chinesa deixa futebol brasileiro na expectativa
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Alexandre Praetzel

A janela chinesa de contratações foi aberta neste início janeiro. E isso deixa muita gente na expectativa no futebol brasileiro. Em 2016, Renato Augusto, Ralf, Gil, Luís Fabiano, Jadson e Geuvânio foram os alvos principais. Na Europa, Ramirez partiu do Chelsea por uma fortuna. Agora, já vimos o brasileiro Oscar e o argentino Tevez serem anunciados por verdadeiras fábulas de dinheiro e Diego Costa pode ser o próximo.

Aqui no nosso território, dirigentes e empresários já admitem as possibilidades de negociações. O blog apurou que Jean do Palmeiras, Fágner e Rodriguinho do Corinthians e Lucas Lima do Santos, receberam sondagens e podem se transferir.

Para os staffs dos atletas, os valores oferecidos não merecem nem discussão. A dúvida sobre o esquecimento para a Seleção Brasileira foi desfeita com as constantes convocações de Renato Augusto, Gil e Paulinho. Quem estiver jogando bem, pode ser lembrado por Tite.

Os chineses são agressivos e pagam as multas rescisórias sem pestanejar. Acertam com o atleta e pronto. Ah, não pagam comissões a empresários. Isso fica a cargo dos jogadores.

O ano já começa com as apostas de quem deixará o Brasil. Como alento, dois bons nomes estão voltando. O argentino Montillo retornou para assinar com o Botafogo e Luís Fabiano deve acertar com um time da Série A.


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