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A. Carlos vê Palmeiras mais unido e titularidade fortalecida por bom início
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Alexandre Praetzel

O Palmeiras enfrenta o Mirassol, neste sábado, tentando manter os 100% de aproveitamento no Paulista. Até o momento, são cinco vitórias em cinco partidas. O técnico Roger Machado pretende escalar força máxima e manter os jogadores que vêm atuando. O blog entrevistou Antonio Carlos, titular desde o início da temporada. O zagueiro ressaltou a união do grupo, o respeito e o fortalecimento do seu futebol na equipe. Acompanhem.

Presidente Galiotte disse que o Palmeiras não precisa de um novo zagueiro. Isso é uma boa notícia?

Uma boa notícia, mas como eu já frisei e já deixei bem claro. Quem chegar, vai chegar para ajudar, somar e ajudar a evoluir para quem está jogando. Se tiver que buscar outro zagueiro ou não tiver, tenho certeza que os onze que começarem os jogos, vão evoluir muito para a gente conquistar coisas nesse ano.

Cinco vitórias em cinco jogos fortalecem você e o Thiago Martins como titulares?

Sim, fortalece. As vitórias nos fortalecem. Com muita humildade, trabalhando bastante, a gente pode chegar muito mais longe. Esse é o foco. A gente está 100%, mas a gente tem que ter humildade para que a gente possa se sair bem durante todos os jogos, cada vez melhor.

Roger revelou que o time titular do momento é esse que vem jogando. Faz diferença em campo?

Muita diferença. Eu acho que com a sequência, a gente vai se conhecendo mais. Agora, tenho certeza que quem está no banco, esperando sua oportunidade, quando entrar, vai dar a vida. É uma família que está se formando. Eu olho para trás e vejo grandes jogadores. Vejo o Edu, Luan, Juninho e todo mundo fazendo seu trabalho, farão com que eu evolua, como eu estou fazendo eles evoluírem também. Isso é muito importante para que o trabalho seja bem feito.

Essa união de hoje faltou no ano passado?

Não é que faltou. Teve, mas poderia ter tido mais. A gente conversou quando começou o ano e a gente sabia que essa camisa era muito pesada e tínhamos que buscar mais, até porque pelo investimento que foi feito, a gente precisava de mais. Espero que seja esse ano, com o professor Roger e com todos ali. Estou muito feliz de estar aqui, vestindo essa camisa e espero que a gente consiga mais coisas no final do ano.

Revelado no Corinthians, Antonio Carlos foi pouco aproveitado entre os profissionais. Ganhou espaço no Avaí, por duas temporadas, com 91 jogos disputados e cinco gols marcados. Esteve na Ponte Preta com Eduardo Baptista e foi indicado pelo treinador, quando ele chegou ao Palmeiras.

Em 2017, Antonio Carlos participou de apenas oito jogos. Teve o contrato renovado até dezembro de 2018 e já esteve em cinco confrontos com um gol anotado.


Maicosuel não cobra titularidade e acha SP com time maior que desempenho
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Alexandre Praetzel

Maicosuel chegou ao São Paulo como reforço de primeira linha. Indicado por Rogério Ceni, assinou contrato por três anos, mesmo com desempenho razoável no Atlético-MG, prejudicado também por lesões. No tricolor, se machucou logo no primeiro jogo e viu sua contratação ser colocada em debate. Recuperado e pedindo para receber salário, enquanto estava ausente, Maicosuel espera se firmar como titular, após decidir a vitória sobre o Atlético-PR, respeitando seus companheiros. O blog conversou com ele, logo depois da partida. Confira.

Você precisava dessa oportunidade para decidir um jogo e quem sabe ser titular?

Ah, eu acho que sim. A gente está trabalhando ali todo dia para isso. Perdi muito espaço com as minhas lesões e eu sei que vai ser difícil voltar, mas devagarinho, com ritmo de jogo, entrando aos poucos, eu acho que eu posso reconquistar de novo. Mas eu acho que tem que trabalhar. O mais importante era tirar o São Paulo da situação que estava. Então, eu não posso ser tão egoísta de pensar só em mim. Acho que o time está jogando bem. As coisas não estavam acontecendo, mas a gente tem certeza que continuando assim, a gente sairia dessa situação. Então, a gente tem que trabalhar cada vez mais.

Vocês imaginam que escapam do rebaixamento antes de qualquer ameaça ou isso vai até o final?

A gente não quer. Sabe que é difícil, não tem que pensar em Libertadores, agora. Mas é jogo a jogo. A gente sabe que está mais perto da zona de rebaixamento e a gente conseguiu dar um salto importante, só que o campeonato está muito afunilado. Se a gente não conseguir outro resultado, o pessoal de baixo pode encostar. Tem que continuar nessa batida aí, que a gente vai conseguir coisa maior lá na frente.

O que significou a comemoração intensa dos jogadores, após o gol? Eles te deram muita força, quando estavas te recuperando?

Muito. É gratificante. Eu acho que não foi só um gol meu, acho que foi de todos porque todo mundo estava falando, vai entrar, vai decidir, você pode decidir. Depois do jogo, vi todo mundo correndo para me abraçar. Acho que é uma sensação única, muito gostosa porque a gente fica mais tempo ali do que com a própria família. Então, o São Paulo acaba sendo nossa família. Fiquei muito feliz, gratificado por tudo que eles têm feito. É um grupo muito bom que não pode ficar nessa situação. A gente sabe que tem que melhorar muito para valorizar o grupo que a gente tem.

São Paulo tem jogadores para não ficar nessa situação? A qualidade é maior que o desempenho?

Óbvio que é. Nosso time é muito bom, principalmente, se olhar no papel, jogadores que a gente têm, a nível mundial, são jogadores muito bons. Mas a gente tem que trabalhar. Os resultados não estavam acontecendo, esperamos ter uma sequência boa agora para a gente conseguir sair dessa situação, que é o mais importante.

Maicosuel disputou quatro jogos pelo São Paulo, com um gol marcado. Aos 31 anos, tem Lucas Fernandes como principal concorrente entre os titulares. A vitória de ontem colocou o São Paulo na 11ª colocação com 34 pontos. Seus adversários diretos entram em campo, neste domingo.


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