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Arquivo : Morumbi

O futebol merece um grande jogo entre São Paulo e Corinthians
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Alexandre Praetzel

São Paulo e Corinthians é o grande jogo da 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Estarei no Morumbi lotado e espero acompanhar um confronto interessante. O São Paulo apostando tudo no clássico, onde uma vitória o tira do Z4 e pode retomar a emoção da competição. O Corinthians com a possibilidade de aumentar a vantagem para os adversários e afirmar ainda mais a ótima campanha, além de deixar o rival em desespero.

Neste ano, houve quatro clássicos com duas vitórias do Corinthians e dois empates. No momento, em relação a times, vejo um certo equilíbrio por uma melhora coletiva tricolor e uma pequena queda técnica corintiana. Corinthians tem uma equipe bem definida. O São Paulo procura uma forma de jogar. Vamos as comparações, nome por nome. Meu critério é o que estão jogando agora.

Sidão    X    Cássio

Militão    X    Fagner  

Arboleda    X    Pablo

Rodrigo Caio    X    Balbuena

Júnior Tavares    X    Guilherme Arana

Petros    X    Gabriel

Gomez    X    Maycon

Hernanes    X    Rodriguinho

Cueva    X    Jadson

Marcos Guilherme    X    Romero

Pratto    X   

Dorival Jr.    X    Fábio Carille

Claro que o São Paulo pode vencer, mesmo tendo atletas jogando menos que a maioria dos corintianos. Hernanes está carregando o time e pode decidir num lance. O meia não estava em nenhum dos clássicos anteriores e tem bola para ser o protagonista. Do outro lado, Guilherme Arana sempre vira desafogo e Jô tem estrela diante dos principais adversários. São nomes fortes corintianos.

Espero que seja uma partida bem jogada, trabalhada, sem confusão. Parece que estou vendo o São Paulo tomando a iniciativa, indo para cima diante de um Corinthians fechado, esperando o bote para seus contra-ataques eficientes. E tem também a provável disputa entre Rodrigo Caio e Jô, depois do fair-play do zagueiro e da falta dele do atacante. É o tira-teima de um tema bastante discutível no futebol.

Não ficarei em cima do muro e palpitarei como de costume, mesmo que eu ache que vou errar: São Paulo 1 a 0. Ótimo jogo para todo mundo.


O que Jô dirá para Rodrigo Caio, no jogaço de domingo?
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Alexandre Praetzel

O “bom moço” X A “Lei de Jô”. Acho que é uma denominação que será lançada para projetar o clássico entre São Paulo e Corinthians, domingo, no Morumbi. De um lado, Rodrigo Caio, adepto do fair-play, o cara que salvou o próprio Jô da suspensão da semifinal do Paulista. Do outro, Jô, com o futebol recuperado no Corinthians e goleador do time no Brasileiro, mas detonado por muita gente por não admitir o gol de mão contra o Vasco, levando vantagem com a irregularidade.

Estarei no estádio e estou curioso para ver o encontro dos dois. O que Jô dirá para Rodrigo Caio? Nada? Pedirá desculpas? Só um aperto de mão trivial? A realidade é que a comparação ficou ruim para Jô. Rodrigo Caio foi cumprimentado por todo mundo pelo ato generoso e honesto. Isso ajudou até na sua convocação para a Seleção Brasileira, certamente. Jô ficou com a imagem de incoerente. Defendeu a postura de Rodrigo Caio, mas não conseguiu ter a mesma atitude do colega de trabalho. Esse duelo já turbina ainda mais o ambiente da partida. A disputa entre os dois será muito interessante. Rodrigo Caio mais motivado do que nunca e Jô podendo responder com gols.

O São Paulo joga para tentar sair do Z4 e atrapalhar a vida do Corinthians. O Corinthians joga para tumultuar ainda mais a vida do rival e disparar rumo ao título. Já foram vendidos mais de 40 mil ingressos. Que promessa de jogaço. E com vários motivos para ter todas as atenções da semana.


O desalento da torcida com Rogério Ceni e o time do São Paulo
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Alexandre Praetzel

Fui ao Morumbi para ver São Paulo e Corinthians, nas cadeiras numeradas do estádio, em meio a conselheiros e integrantes da diretoria, também. Uma chegada tranquila por volta das 18h15 e sentado no assento, vendo o movimento dos torcedores no estádio. Na entrada em campo, o São Paulo foi obviamente ovacionado pelos tricolores.

Bola rolando e o São Paulo começou mais incisivo e com posse de bola, mas apresentava generosos espaços para o contra-ataque corintiano. Luiz Araújo e Cueva recebiam e não conseguiam dar seguimento às jogadas, pela inabalável postura defensiva do Corinthians. Jô abriu o placar, impedido é verdade, em falha de Júnior Tavares, que permitiu o primeiro toque do centroavante na tabela com Rodriguinho e não acompanhou o adversário na finalização. Os murmúrios começaram entre os torcedores e a irritação com a falta de padrão do São Paulo foi ganhando corpo. Thiago Mendes, em chute forte de fora da área, e Pratto de cabeça, trouxeram uma esperança de empate na partida, mas Rodriguinho em conclusão rasteira no canto direito de Renan Ribeiro, silenciou o Morumbi. Vários são-paulinos reclamaram do goleiro, achando que ele falhou. Era uma bola defensável, sem dúvida.

Veio o segundo tempo e Gilberto foi fortemente aplaudido, quando entrou na vaga de Luiz Araújo. O São Paulo dominou, lutou, trocou passes, mas pouco ameaçou o goleiro Cássio. O Corinthians se defendia, fazia o tempo passar e tentava encaixar algum ataque. Aos 35 minutos, alguns torcedores começaram a deixar o estádio. O desalento tomou conta. O clássico terminou com Maicon de ponta-direita, Thiago Mendes cobrindo a defesa, Pratto pelo lado esquerdo e Jucilei tentando de tudo. Uma confusão em campo. O árbitro apitou o final e foi possível ouvir vaias e time sem-vergonha, em mais uma atuação muito fraca do São Paulo.

Sobrou também para Rogério Ceni. No meio da galera, você ouve bem mais do que fala. Comentários de que a equipe não tem nenhuma tática. Que Rogério insiste numa escalação equivocada e não acerta a defesa. Cícero foi o vilão, bastante criticado. O São Paulo mais uma vez deixou seu torcedor decepcionado e com pouca esperança para reverter a desvantagem de 2 a 0, no confronto de volta, em Itaquera. Claramente, grande parte dos tricolores não acredita no atual grupo e começa a se impacientar bastante com o treinador. Isso ficou claro para mim.

De vez em quando, é bom ouvir a voz das arquibancadas.


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