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Arquivo : Abel Braga

Abel reclama de falta de ética no interesse do Palmeiras por Richarlison
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Alexandre Praetzel

Abel Braga não está nada satisfeito com a maneira que o Palmeiras abordou o atacante Richarlison do Fluminense. Em rápido contato com o blog, o técnico tricolor definiu a situação assim, com a ausência do atleta do confronto com o próprio Palmeiras, neste sábado, em São Paulo.

“A ética no futebol brasileiro não existe, respeito muito menos. Transparência não existe na conduta de quem comanda”, disparou, bastante irritado com o assunto.

Abel pretende se manifestar a fundo, depois da partida. O Fluminense tem 50% dos direitos econômicos de Richarlison. Pagou R$ 10 milhões ao América-MG, em 2016.


Abel Braga quer Flu forte e vibrante e aponta o Fla como modelo financeiro
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Alexandre Praetzel

Abel Braga voltou ao Fluminense para um novo compromisso de dois anos, na gestão do presidente eleito, Pedro Abad. O técnico campeão brasileiro pelo Flu, em 2012, quer um grupo comprometido, com vibração e entrega, para brigar por títulos, em 2017. Em rápida conversa com o blog, antes de uma reunião com a diretoria, Abel fez a projeção para o ano que vem e apontou o Flamengo como referência de recuperação financeira. Leia abaixo.

Projeção para 2017

“De otimismo, confiança. Obviamente, se nós todos do clube, atletas, comissão, direção, funcionários, pensarmos em unidade, tudo ficará mais fácil. Não havendo curvas assim no futebol, as coisas tendem a correr dentro de uma forma bem razoável. Existem bons jogadores, não existe grande time. Fluminense sempre esteve brigando por G4 e quando chegou a encostar no G6, ficou nove jogos sem vencer. Isso precisa ser estudado. Ficou claro que é uma equipe sem brilho, vibração, alma. Muito estranho. Liguei para o Levir (Culpi) e conversei muito com ele para me ajudar nesta investigação. Não justifica. Clube centenário, com um CT que parece uma vila maravilhosa, um prédio fantástico. Quem entra aqui tem que saber que estará de corpo e alma”.

Gustavo Scarpa

“Acredito que ficará conosco. Foi feita uma prorrogação de contrato para aumentar o valor da multa. É um jogador importante. Esse aspecto será discutido. Não existe essa possibilidade agora. Mas o mercado é complicado. Abre a janela na Europa e complica”.

Reforços

“Ainda estamos discutindo, mas já estamos pensando em dois ou três nomes”.

Situação financeira

“Está na mesma situação que estava o Flamengo. Peter Siensem tentou fazer o clube andar com as próprias pernas, depois da saída da Unimed. Está se estruturando para bons anos pela frente. Quer caminhar com o que tem, investindo em estrutura e categorias de base. Isso é muito bom. O grande exemplo é o Flamengo, co-irmão. Tudo zerado. Aqui no Fluminense, está tudo em dia. Pelo menos, o Fluminense vai ter uma equipe forte, comprometida, sem dúvida”.

Fluminense X Inter

“Ainda bem que não estarei no Brasil. Claro que é um jogo importante, mas difícil para mim. Por tudo que o Inter representou. É difícil. Não tenho muito o que falar. O Inter ser rebaixado, é duro, mas fazer o quê? Futebol é assim. Difícil”.

Abel voltou ao futebol, após um período de descanso, depois de retornar do Al-Jazhera dos Emirados Árabes. O técnico sempre deixou claro que pretende começar um novo trabalho, ao invés de assumir um time no meio de uma temporada. O Fluminense encerra sua participação no Brasileiro, domingo, contra o Inter. Doze atletas já foram liberados para as férias.

 

 


Abel Braga não descarta futebol paulista em 2017 e diz que Inter não cai
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Alexandre Praetzel

Abel Braga pretende voltar ao trabalho, em 2017. Em entrevista exclusiva ao blog, o técnico falou sobre seus planos, o momento de interromper um trabalho e a situação delicada do Inter, time que ele treinou seis vezes e tem grande identificação. Acompanhem abaixo.

Trabalhar no futebol paulista em 2017

“Não sei. Voltando né, passou aquele problema da rescisão do contrato que eu tive lá nos Emirados. Pronto, agora estou totalmente habilitado. Aconteceram muitas coisas aqui no futebol brasileiro, houve chances, mas eu penso assim, você quando começa um trabalho, você tenta montar uma equipe de jogadores dentro das características que você vai usar como estratégia, sistema de jogo. Aí não deu certo com um treinador, não deu certo com o segundo, será que vai dar certo com o terceiro? Não acho legal, sabe, ficar pegando no meio. Nos últimos 14 anos, o único clube que eu peguei no meio, que me esperou três meses, foi o Fluminense, em 2011. Vieram os resultados, entramos na Libertadores e no ano seguinte ganhamos o Carioca, ganhamos o Brasileiro. Depois no Inter, começando também do início, né, poxa, campeão gaúcho, botamos na Libertadores, ficamos em terceiro lugar no Brasileiro. Então, você vai vendo, acho que o meu raciocínio é certo né. Eu não tenho, não quero ser protagonista, não sou, nunca fui, protagonista é jogador. Então, não me acho milagreiro, não me acho nada disso. Prefiro pegar no início, né, até no momento de ser cobrado, ser cobrado de forma mais justa”.

Momento de interromper um trabalho ou dispensar um treinador

“Existe. não tenha dúvida. Existe, porque isso tudo é muito complexo, mas é claro também que você treinador tem que se adaptar à filosofia do clube, algum tipo de projeto que foi criado, isso tudo tem que ter possibilidade de acontecer. Então, existe porque existem momentos que a coisa não vai bem, isso também tem que ter consciência disso. Eu tenho um negócio comigo assim porque quando você é contratado, tudo é mil maravilhas. Pô, o diretor é gente boa, o cara é correto, o presidente é simpático, o cara gosta do treinador e da conversa com o treinador. Depois, quando as coisas não tiverem acontecendo, tem aquele problema, o cara não quer te mandar embora porque tem a multa rescisória. Eu não tenho multa. Eu não trabalho com multa porque da mesma maneira que o clube tem essa liberdade de mandar embora na hora que quiser, eu também tenho a opção e a possibilidade de sair no momento que eu achar adequado ou propício”.

Inter ameaçado de rebaixamento 

“Nós estamos falando ainda num momento muito duro, muito difícil, mas está delicado, mas não vai cair. Não vai cair porque o Celso é bom, a equipe é boa, está readquirindo a confiança e o torcedor vai abraçar. O que eu já vi no jogo contra o Santos, fiquei maravilhado, os caras levantaram mesmo, abraçaram os jogadores e isso vai ser um grande diferencial”.

Abel Braga treinou o Inter em 2014, quando classificou o time para a Libertadores da América. Não permaneceu por decisão do presidente eleito Vitório Píffero. Agora, aguarda propostas para 2017. No futebol paulista, treinou apenas a Ponte Preta, em 2003.

 


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