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Arquivo : Coordenador técnico

Sem mágoa do Cruzeiro, Deivid chega ao Criciúma pensando em Série A em 2018
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Alexandre Praetzel

Deivid assumiu o comando do Criciuma. O ex-atacante e técnico do Cruzeiro acertou por uma temporada e espera levar o time catarinense à Série A, em 2018. Após bom aproveitamento no clube mineiro, Deivid volta ao trabalho no seu segundo projeto como treinador. O blog conversou com ele com exclusividade. Leia abaixo.

Acerto com o Criciúma

“Foi muito rápido o acerto. No último sábado, viajei para Criciúma, coloquei meus conceitos e mostrei a minha metodologia para o presidente. Ele se identificou e ficou de pensar. Depois, me ligou e disse que estava certo, que tinha gostado. Agora, é pensar em fazer um grande trabalho”.

Ideia da diretoria para 2017

“É conquistar o Estadual e subir o time para a Série A. Eu coloquei isso também ao presidente. Acho que a estrutura que o Criciúma tem, não é para ficar em Série B, é para fazer parte da elite e disputar os principais campeonatos. Vamos em busca disso”.

Trabalho no Cruzeiro foi referência para acerto

“Eu acredito que sim. Acredito que meu trabalho dentro do Cruzeiro foi uma referência para me contratar. Perdi apenas um jogo no Campeonato Mineiro e um jogo na Primeira Liga. Saí com 72% de aproveitamento. Infelizmente, eu não conquistei o Estadual, mas eu acredito que esse ponto foi fundamental”.

Modelo de jogo

“Eu gosto de trabalhar num 4-3-3 que você consegue variar para um 4-2-3-1, 4-1-4-1, 3-4-3, dependendo da situação do jogo”.

Faltou paciência para o Cruzeiro mantê-lo

“É difícil falar se faltou paciência. Eu saí com minha cabeça erguida, sabendo que eu fiz o melhor. Que eu consegui 72% de aproveitamento, perdendo um jogo na semifinal do Mineiro. Foi um aprendizado. Agradeço ao presidente Gilvan, Bruno Vicintin e Thiago Scuro, pessoas que me deram a oportunidade de mostrar meu trabalho e acredito que foi um trabalho bem feito. Pena que eu não conquistei o título”.

Diferença entre ex-jogador ou não como técnico

“Acho que o fato de eu ter sido ex-jogador ajuda muito nesse processo, nessa convivência com os atletas dentro do vestiário, no campo. A gente fala a língua deles. Isso me ajudou muito no Cruzeiro. Durante quatro meses, não tive nenhum problema, sempre sendo sincero. Isso ficou muito bacana, muito legal. Eu acho que pelo fato de ser ex-jogador, ajuda muito”.

Ausência de bons atacantes no mercado brasileiro

“Olha, pelo fato do sistema de jogo ter mudado para o 4-3-3, 4-2-3-1, eu acredito que acabou com o número dez e o nove de referência. No futebol atual, estão querendo muitos jogadores que consigam jogar como falso nove. O futebol pede muito isso pelo fato de ter dois jogadores de beiradas”.

Deivid está com 37 anos. Como técnico, dirigiu o Cruzeiro em 18 partidas, no início de 2016.


Muricy só volta ao futebol como Coordenador técnico e cita força do Fla
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Alexandre Praetzel

Muricy Ramalho não quer mais ser treinador de futebol. Aos 60 anos, pretende retornar como coordenador técnico, numa função mais executiva num vestiário profissional. Em entrevista exclusiva ao blog, Muricy falou sobre isso, São Paulo e futebol brasileiro. Acompanhem abaixo.

Situação do São Paulo

“Ela ainda não é tão complicada assim. Preocupa um pouco porque faltam dez jogos. Pode também melhorar porque aumentaram as vagas para a Libertadores da América. É uma loucura isso porque pode estar mal e depois crescer bastante. Acho que a situação ficou mais complicada pelas trocas de treinadores. Nunca encontraram uma filosofia de trabalho e os treinadores sentiram muito isso”.

Política interfere no desempenho e vestiário

“Eu acho que não. O CT é longe do Morumbi. As pessoas discutem a parte política no Morumbi. Há algum tempo acontece no São Paulo, mas não atrapalha não. Os jogadores e funcionários do São Paulo têm total liberdade para fazerem o trabalho no CT. Não interfere não”.

Executivo é importante

“Eu acho que tem ser o Coordenador técnico. Uma pessoa que entenda bastante de futebol. O método desta pessoa é para ajudar na montagem do time, nas contratações. Tem que ser uma pessoa que seja próxima do técnico e que conheça bastante o mercado do futebol. É essencial num time de futebol. Lá fora é normal, até com ex-jogadores, aqui ainda existe só em alguns clubes e ainda na teoria, porque na prática mesmo quem resolve são os presidentes”.

Momento dos Técnicos brasileiros

“Eu acho que melhoraram bastante, depois da Copa do Mundo, porque foram muito criticados. Pós-copa ninguém servia para nada. A diferença para os treinadores de fora não é muito grande. Eles são mais organizados. Nós temos muitos problemas ainda na gestão. Temos que profissionalizar. Os clubes que estão liderando o Brasileiro estão provando isso. Não pode ficar nas mãos de amadores, como acontece no Brasil”.

Quem ganha o Brasileiro

“Está muito equilibrado. Se o Flamengo voltar para o Maracanã, tem uma chance grande porque tem um time muito forte e se preparou bastante, além da força da torcida. Os torcedores compraram a idéia da organização e da estrutura e voltaram a acreditar num futebol mais organizado. Está economicamente estável. Acredito que o Atlético está com problemas no elenco com machucados e convocados. O Palmeiras está muito bem faz tempo. Contratou bem e profissionalizou a gestão. Por isso, está brigando pelo título também”.

Volta ao futebol

“Acho que não. Estou feliz assim. Difícil retornar como técnico. Estou muito bem na parte física. Pode ser por um período curto, participando de alguns programas, comentando alguma coisa. Num futuro mais para a frente, posso retornar como coordenador técnico que faça o meio-campo entre elenco e diretoria. Acho que isso será um caminho dos clubes e nesta função, eu poderia voltar”.

Muricy Ramalho treinou o Flamengo neste ano, mas se desligou por ordens médicas. Nos últimos dez anos, conquistou quatro vezes o Brasileiro por São Paulo e Fluminense e foi campeão da Libertadores da América, Recopa Sul-Americana e Paulista pelo Santos.

 


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